25 de outubro de 2012, 15:32

ECONOMIA Cenário incerto faz Vale reduzir investimento em 2013

A Vale vai reduzir investimentos, sair de projetos que não lhe dão retorno e continuar implementando corte de custos diante do cenário incerto de preços de minério de ferro e metais no mercado internacional, disse nesta quinta-feira o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Luciano Siani. O anúncio foi feito um dia depois que a maior produtora de minério de ferro do mundo divulgou redução de 57,8 por cento no seu lucro líquido no terceiro trimestre, impactado pelo forte recuo dos preços do produto. Siani disse que os investimentos no próximo ano serão menores que os realizados este ano, mas descartou grandes alterações nos planos da empresa. “Quando a Vale fala em desinvestimento, não se deve esperar nada excitante”, disse o diretor em teleconferência nesta quinta-feira. “O investimento em 2013 continuará sendo o maior da indústria de mineração e o maior investimento privado do Brasil”, acrescentou Siani. Nos primeiros nove meses deste ano, os investimentos da Vale totalizaram 12,3 bilhões de dólares, alta de 8,4 por cento em relação ao mesmo período de 2011. Leia mais na Agência Reuters.

25 de outubro de 2012, 14:18

ECONOMIA Produtores rurais afetados por seca ou chuva terão nova linha de crédito para renegociar dívidas

Agricultores do Nordeste e do Norte que enfrentam problemas climáticos terão nova linha de crédito para renegociar dívidas, de acordo com decisão tomada hoje (25) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O volume de recursos liberados pode chegar a R$ 2 bilhões. A linha de crédito rural conta com recursos dos fundos constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO). Com essa linha, os agricultores dessas regiões que enfrentam problemas com chuva ou seca poderão renegociar dívidas de custeio e investimento contratadas até 30 de dezembro de 2006, no valor até R$ 100 mil. Para ter acesso ao crédito, é preciso também que os agricultores tenham ficado em situação de inadimplência no dia 30 de junho deste ano. O limite de crédito por beneficiário será até R$ 200 mil. A taxa efetiva de juros vai de 5% ao ano para os “miniprodutores”, cooperativas e associações e até 8,5% ao ano para os grandes produtores. Os produtores poderão contatar também com bônus de adimplência sobre cada parcela paga até a data do vencimento. Foi definido um percentual de 25% sobre os encargos financeiros para mutuários de municípios do Semiárido nordestino e 15% para os demais produtores. Leia mais na Agência Brasil.

25 de outubro de 2012, 13:23

ECONOMIA Crédito imobiliário da Caixa cresce mais de 36%

A Caixa Econômica Federal alcançou R$ 80,2 bilhões em contratações de crédito imobiliário em 2012, até o último dia 23 de outubro. Segundo a Caixa, o volume representa o total registrado em todo o ano de 2011 e corresponde a um crescimento de 36,2% em relação ao mesmo período no ano passado (R$ 58,8 bilhões). Do total do crédito imobiliário, R$ 35,7  bilhões são recursos da poupança. A expectativa do banco para o final de 2012 é atingir a marca recorde de R$ 100 bilhões de empréstimos para a casa própria.

25 de outubro de 2012, 11:07

ECONOMIA Índice de inadimplência volta a crescer no país em outubro

Depois de atingir, no mês passado, o menor índice dos últimos dois anos, o percentual de famílias inadimplentes voltou a crescer em outubro. As famílias com dívidas ou contas em atraso passaram de 19,1% em setembro para 20,5% neste mês, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada hoje pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). O total de famílias com dívidas (não necessariamente em atraso), como cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros, também subiu – de 58,9% em setembro para 59,2% em outubro. A pesquisa mostra, no entanto, que o total de famílias sem condições de pagar as contas ou dívidas atrasadas teve uma leve queda, de 7,1% para 7% entre setembro e outubro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, todos os indicadores melhoraram, já que, em outubro de 2011, os percentuais eram os seguintes: famílias com dívidas (61,2%), inadimplentes (21,3%) e famílias sem condições de pagar as contas (8,2%).

Vitor Abdala, Agência Brasil

25 de outubro de 2012, 08:51

ECONOMIA Índice de Confiança do Consumidor cai 0,3% em outubro

O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 0,3% de setembro para outubro deste ano, ao passar de 122,1 para 121,7 pontos. Apesar da queda, o índice ainda se mantém bem acima da média histórica, de 112,2 pontos. Apesar de perceber melhora na situação atual, o consumidor está menos otimista em relação ao futuro. O subíndice de expectativas caiu 1%, ao passar de 115 pontos em setembro para 113,8 pontos em outubro. A queda desse subíndice foi provocada, principalmente, pela menor intenção de compra de bens duráveis. A parcela de consumidores que projetam comprar mais diminuiu de 17,5% em setembro para 16,2% em outubro, enquanto aqueles que preveem comprar menos aumentou de 28,8% para 29,1%. Por outro lado, uma queda maior do Índice de Confiança do Consumidor foi freada pelo crescimento do subíndice da situação atual, que avalia a percepção em relação ao momento presente da economia. A alta foi de 1%, ao passar de 136,4 para 137,7 pontos.

25 de outubro de 2012, 08:42

ECONOMIA Desemprego é o menor para setembro desde 2002

Foto: Jorge Rosemberg

Número de desempregados no Brasil chega a 1,3 milhão

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,4% em setembro, ante 5,3% em agosto, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a menor taxa para o mês de setembro desde o início da série histórica, em 2002. A mediana das previsões de analistas apontava para a manutenção da taxa em 5,3% Segundo o IBGE, em comparação a setembro de 2011, houve queda de 0,6 ponto porcentual na taxa – há um ano, a desocupação alcançou 6%. Já o número de pessoas desempregadas, 1,3 milhão de brasileiros, ficou estável em relação a agosto, mas caiu 8,6% na comparação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, 125.000 pessoas conseguiram uma colocação formal no mercado de trabalho em 12 meses. (Agência Reuters)

24 de outubro de 2012, 19:04

ECONOMIA Governo e empresas dizem que economia do país favorece crescimento do setor automobilístico

O bom desempenho da economia brasileira, com um mercado de consumo em alta, foi apontado como o grande aliado dos resultados de produção e vendas de veículos, tanto pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, quanto pela presidenta da República, Dilma Rousseff. Eles participaram da abertura da 27ª edição do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo. Em agosto, as vendas de veículos bateram recorde em agosto por causa do IPI menor. Segundo balanço da Anfavea, foram vendidas 420.080 unidades naquele mês. De acordo com Belini, o setor deve bater novo recorde de vendas em 2012, com a comercialização de 3,8 milhões de veículos. O presidente da Anfavea informou que, nos últimos nove anos, o segmento teve uma expansão superior a 150%, “um dos maiores [resultados] no mundo e que se deve muito à estabilização da economia, ao aumento do emprego e renda e ao maior consumo”. Belini prevê que, em 2020, o mercado pode atingir a média de 5 milhões de unidades ao ano, caso a economia continue a crescer. Pouco antes de a presidenta Dilma Rousseff anunciar a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o executivo destacou que, mesmo em um cenário internacional desfavorável, o Brasil conseguiu manter em alta as atividades no setor graças aos estímulos fiscais, juros em queda e acesso ao crédito. Ele salientou ainda que, com a execução do Programa Inovar-Auto, do novo regime automotivo, no período 2013-2017, a indústria automobilística entrará em novo ciclo de competitividade mundial. Leia mais na Agência Brasil.

24 de outubro de 2012, 11:25

ECONOMIA Publicada nomeação do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários

O Diário Oficial da União traz hoje a nomeação do engenheiro e economista Leonardo Porciúncula Gomes Ferreira para o cargo de presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O mandato vai até 14 de julho de 2017, segundo decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Porciúncula foi sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em agosto e no último dia 17 teve o nome aprovado, simbolicamente, pelo plenário da Casa. Na sabatina na CAE, ele prometeu se empenhar para aumentar a transparência no mercado e ampliar a importância da CVM. Relator da indicação na CAE, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse que a presidência da CVM passa a ter mais importância no momento de crescimento do mercado de capitais, que se tornou fonte relevante de recursos para investimentos pelas empresas do Brasil. O novo presidente da CVM já exerceu cargos de executivo em empresas privadas e foi vice-presidente da empresa aérea Gol.

24 de outubro de 2012, 07:45

ECONOMIA Terras do oeste da Bahia são cobiçadas por quatro estados

Um dos maiores celeiros agrícolas do Brasil, o Oeste baiano está sendo alvo da cobiça de estados vizinhos. Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Piauí reivindicam pedaços de terra nas áreas mais férteis da região, hoje integrantes do território baiano. Como argumento, pregam o divisor de águas para delimitar o que é território baiano das áreas pertencentes aos estados reclamantes. Líderes do agronegócio baiano defendem a demarcação a partir da Serra Geral. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita a Ação Cível Originária (ACO) 347. Distritos inteiros, como a Vila do Rosário, poderá fazer parte de Goiás. Articulados a partir da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), empresários do Oeste baiano já iniciaram o contra-ataque. Uma missão da região Oeste tem audiência programada com o governador Jaques Wagner na próxima sexta-feira. A intenção é municiar o poder público com o máximo de informações para que este possa integrar a defesa dos interesses da Bahia e do agronegócio local. O dirigente classifica a mudança como “uma divisão do Estado, sem plebiscito”. Leia mais na Tribuna.

Adriano Vilela, Tribuna

23 de outubro de 2012, 16:43

ECONOMIA Ibovespa fecha em baixa de 1,72%

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou nesta terça-feira em baixa de 1,72%, aos 57.690 pontos. No mercado de câmbio, o real caiu 0,14% frente ao dólar, que foi negociado a R$ 2,026 para compra e a R$ 2,028 para venda na taxa de câmbio comercial. EFE

23 de outubro de 2012, 14:19

ECONOMIA Jaguar Land Rover decidirá até fim do ano sobre fábrica no Brasil

A Jaguar Land Rover deve concluir no final deste ano estudo sobre a viabilidade de uma fábrica no Brasil, que pode se tornar a primeira do grupo de automóveis de luxo nas Américas. Segundo o diretor presidente do grupo para a América Latina, Flávio Padovan, o projeto está sendo avaliado à luz do novo regime automotivo, o Inovar-Auto, anunciado recentemente pelo governo e que exige investimentos em produção local e em pesquisa e tecnologia. ”Temos algumas reuniões com o governo nas próximas semanas (…) A ideia é começarmos com Land Rover porque a Jaguar é uma marca muito de nicho”, disse Padovan, durante o salão do automóvel de São Paulo. Os comentários do executivo ocorreram um dia depois que a BMW anunciou que vai construir uma fábrica de automóveis no Brasil, com investimentos de 200 milhões de euros (528,7 milhões de reais). ”Acredito no mercado (brasileiro), que é muito poderoso (…) Queremos investir, mas o regime foi divulgado há poucos dias e não tivemos tempo ainda para compreendê-lo totalmente”, disse o presidente-executivo da Jaguar Land Rover, Ralf Speth. Mais cedo, o diretor da Volvo para Brasil e América Latina, Paulo Solti, afirmou que o mercado de automóveis de luxo no Brasil deve superar 50 mil unidades em 2012, saltando para entre 120 mil e 130 mil veículos em 2016. Leia mais no G1.

23 de outubro de 2012, 13:42

ECONOMIA Setor de automóveis espera definição sobre o IPI na próxima semana

Empresários do setor de automóveis esperam definição do governo até a semana que vem sobre uma possível nova prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos. A informação foi dada hoje (23) pelo primeiro vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. Moan esteve no Ministério da Fazenda e se reuniu com o secretário executivo da pasta, Dyogo Henrique de Oliveira. De acordo com o empresário, o encontro tratou de mudanças na redação do Decreto 7.819, que foi publicado no início deste mês e implementa o novo regime automotivo. Segundo Moan, a questão do IPI não foi discutida. “Nós esperamos análise do governo [sobre a manutenção do IPI reduzido] para a próxima semana, e que nos chamem para uma reunião”, declarou Luiz Moan. O IPI reduzido para carros deveria expirar no fim de setembro, mas foi prorrogado até o final de outubro. A próxima semana, última do mês de outubro, é o prazo final para o governo bater o martelo sobre a manutenção do benefício. Leia mais na Agência Brasil.

23 de outubro de 2012, 13:25

ECONOMIA Indústria tem alta de 18% nos desembolsos do BNDES até setembro

O volume desembolsado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre janeiro e setembro deste ano teve alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram ainda melhores com relação ao setor industrial, que cresceu 18% nos desembolsos dos primeiros nove meses do ano. Na comparação com setembro do ano passado, o setor industrial teve desempenho ainda mais relevante, sendo aquele que mais contribuiu para o desempenho do mês. As liberações do BNDES para as indústrias alcançaram R$ 5 bilhões no período indicado, com alta de 69,4%, conforme comunicado divulgado hoje pela instituição. De acordo com o BNDES, os resultados indicam “processo de retomada do crescimento da economia, impulsionado pelos investimentos, sobretudo na indústria”. Os segmentos que mais pediram financiamentos foram os de papel e celulose, química e petroquímica, mecânica e material de transporte. Ao todo, o BNDES emprestou R$ 94,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

23 de outubro de 2012, 12:50

ECONOMIA Saldo da entrada e saída de dólares está positivo em US$ 1,5 bilhão neste mês, até dia 19

O saldo da entrada e saída de dólares, fluxo cambial, neste mês, até o dia 19, ficou positivo em US$ 1,585 bilhão, informou hoje o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. O fluxo financeiro (investimentos em títulos, ações, remessas de lucros e dividendos ao exterior, entre outras operações) ficou positivo em US$ 2,218 bilhões. Já o segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) registrou saldo negativo de US$ 633 milhões.

23 de outubro de 2012, 12:09

ECONOMIA Déficit em contas externas é o menor para setembro desde 2009

O déficit em transações correntes, saldo negativo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o mundo, chegou a US$ 2,596 bilhões, em setembro, o menor resultado para o período desde 2009. “As contas externas do país em setembro tiveram evolução semelhante ao que vinha sendo observado ao longo do ano – déficits moderados”, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. De janeiro a setembro, o saldo negativo das transações correntes ficou em US$ 34,123 bilhões, ante US$ 36,675 bilhões registrados em igual período de 2011. De acordo com Maciel, a redução nas remessas de lucros e dividendos, este ano, tem ajudado a diminuir o saldo negativo das transações correntes. De janeiro a setembro, essas remessas líquidas (descontada as receitas que vêm para o país) chegaram a US$ 15,352 bilhões, ante US$ 27,66 bilhões de igual período de 2011. “Os fluxos de lucros e dividendos estão menores do que no ano passado. Isso reflete moderação da atividade econômica desde o segundo semestre de 2011 e a evolução do câmbio [dólar mais caro], que desestimula as remessas de lucros e dividendos”, destacou Maciel. Para as empresas no Brasil enviarem lucros e dividendos às matrizes no exterior é preciso converter os resultados de reais para dólares.