31 de agosto de 2012, 11:47

ECONOMIA Brasil tem pior desempenho entre os Brics e cresce menos que Chile e México

Apesar do avanço de 0,4% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre do ano, quando a economia ficou praticamente estável (0,1%), o Brasil teve um desempenho bem inferior quando comparado com países da América Latina como o México que teve crescimento de 0,9%, e o Chile com avanço de 1,6%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o Brasil cresceu, no segundo trimestre de 2012, muito menos que os outros países emergentes que compõem o grupo dos Brics fomado também pela Rússia, a Índia, a China e a África do Sul. Enquanto o Brasil registrou um crescimento de 0,5%, as China cresceu 7,6% e a Índia, 5,5%. Já a economia russa apresentou crescimento de 4%, enquanto o PIB da África do Sul teve alta de 3,2%. A maior economia do mundo, os Estados Unidos, registrou crescimento de 1,7% no segundo trimestre. Leia mais no Último Segundo.

Ilton Caldeira e Carla Falcão, iG

31 de agosto de 2012, 11:32

ECONOMIA Investimento das teles cresce 3% ao ano, receita sobe 8%

As operadoras de telecomunicações têm sido bastante cobradas nos últimos meses pela qualidade dos serviços, principalmente móveis. Um estudo apresentado ontem pela A.T. Kearney, durante o evento Painel Telebrasil, em Brasília, mostrou que, de 2005 a 2011, o crescimento médio anual dos investimento nas redes fixas e celulares foi só de 3% ao ano. A pesquisa também apontou que foram investidos R$ 115 bilhões nesse período. Por outro lado, a receita bruta dos serviços de telefonia fixa e móvel passou de R$ 112,9 bilhões em 2005 para R$ 181,8 bilhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Isso corresponde a uma expansão média anual de 8,3%, quase o triplo da trajetória do investimento. Leia mais no Estadão.

Renato Cruz, Estadão

31 de agosto de 2012, 10:14

ECONOMIA PIB tem crescimento de 0,4% no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,4% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, totalizando em valores correntes R$ 1,1 trilhão. Os dados relativos às contas nacionais foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o PIB cresceu 0,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi 1,2 %. No primeiro semestre, o PIB apresentou aumento de 0,6%. Entre os setores da economia, a maior expansão foi observada na agropecuária (4,9%). O setor de serviços cresceu 0,7%. A indústria teve queda de 2,5%. Sob a ótica da demanda, foram observados aumento de 1,1% no consumo do governo e de 0,6% no das famílias. A formação bruta de capital fixo teve queda de 0,7% no período.

30 de agosto de 2012, 20:38

ECONOMIA Inflação do aluguel acumula alta de 6,07% no ano, até agosto, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), chamado de inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, acelerou de 1,34% em julho para 1,43%, em agosto, segundo informou, nesta quinta-feira (30), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em agosto do ano anterior, a variação fora de 0,44%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,72% e, no ano, de 6,07%. Usado no cálculo do IGP-M e exercendo o maior peso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado, subiu 1,99% contra 1,81% em julho. Também utilizado para calcular o IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), conhecido como a inflação do varejo, variou de 0,25% para 0,33%, em agosto. A principal contribuição partiu do grupo habitação (de 0,18% para 0,29%), com destaque para o item móveis para residência (de -0,37% para 0,53%). Nos outros grupos de despesa também foi registrado avanço de preços: educação, leitura e recreação (de 0,27% para 0,54%), vestuário (de -0,83% para -0,58%), saúde e cuidados pessoais (de 0,32% para 0,43%), transportes (de -0,39% para -0,34%) e comunicação (de 0,17% para 0,31%). Na contramão, estão as variações dos grupos alimentação (de 1,06% para 1,00%) e despesas diversas (de 0,39% para 0,24%). Os itens que exerceram as maiores influências foram panificados e biscoitos (de 1,54% para 0,16%) e tarifa postal (de 7,15% para 0,00%). (G1)

30 de agosto de 2012, 18:33

ECONOMIA Orçamento prevê salário mínimo de R$ 670,95 em 2013

A proposta de orçamento federal para 2013, entregue nesta quinta-feira (30) ao presidente do Senado, José Sarney, prevê que o salário mínimo seja de R$ 670,95, uma alta de 7,9% em relação a 2012, informou o Ministério do Planejamento. O valor é superior ao da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que apontava um mínimo de R$ 667,75. Ao entregar o documento, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que o orçamento previsto para o próximo ano é de R$ 2,140 trilhões. A ministra informou também que as áreas prioritárias contempladas no orçamento são a saúde, educação, o programa Brasil sem Miséria e o PAC. “É um orçamento importante que garante os investimentos para o país continuar crescendo”, afirmou Belchior. Belchior informou que os acordos de reajuste firmados com o funcionalismo estão terminando de ser redigidos para constar no projeto do orçamento. “Estamos entregando o orçamento e temos até amanhã para entregar o projeto de lei de todos os acordos que foram firmados [com os servidores]. Nossa equipe está trabalhando duro, virando madrugadas”, disse a ministra. “Este é o meu segundo orçamento e quero reeditar a mesma relação que tivemos no ano passado. Um trabalho muito próximo, para facilitar a tramitação no Congresso Nacional”, concluiu Belchior. (G1)

30 de agosto de 2012, 13:57

ECONOMIA Volume de crédito cresce 17,7% em um ano, informa BC

O volume de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,184 trilhões, em julho, com alta de 0,7% em relação a junho e de 17,7% em 12 meses, informou hoje o Banco Central (BC). Segundo o relatório do BC, o crescimento do crédito é “compatível com a evolução moderada da atividade econômica.” “A expansão do crédito foi mais expressiva no crédito direcionado [operações com taxas de juros ou recursos pré-estabelecidos por normas governamentais], sustentada pelo desempenho favorável do crédito habitacional e das operações do BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social]”, diz o relatório. Em julho, o volume de crédito representou 50,7% do Produto Interno Bruto (PIB), todas as riquezas produzidas pelo país – resultado estável na comparação com junho. Em julho do ano passado, o volume era 46,1% do PIB.

30 de agosto de 2012, 13:00

ECONOMIA Dólar opera em alta nesta quinta-feira

O dólar registra alta frente ao real nesta quinta-feira, em meio à expectativa de que o Banco Central deixará expirar os contratos de swap cambial tradicional – que equivalem a uma venda futura de dólares – que vencem no dia 3 de setembro, reduzindo a oferta de moeda estrangeira no mercado futuro. No exterior, os investidores esperavam pelo discurso do chairman do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, na sexta-feira em busca de sinalizações de mais afrouxamento monetário. (Reuters)

30 de agosto de 2012, 12:24

ECONOMIA Juros anuais do cheque especial equivalem à inflação de 25 anos

A inflação anual, no Brasil, está em torno dos 6%. Já a taxa de juros do cheque especial caiu 16,1 pontos percentuais, de junho para julho, mais ainda é de 151% ao ano, embora seja a menor da série histórica do Banco Central (BC) desde março de 2008 (149,8% ao ano). Apesar da redução, a taxa do cheque especial continua sendo uma das mais altas do mercado. No caso do crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, a taxa chegou a 39,9% ao ano, com alta de 0,3 ponto percentual. A taxa para a compra de veículos, ficou em 21% ao ano, com variação 0,3 ponto percentual em relação a junho. A taxa média de juros cobrada das famílias chegou a 36,2% ao ano, em julho deste ano, o nível mais baixo da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1994. Em relação a junho, houve redução de 0,3 ponto percentual. (Tribuna)

30 de agosto de 2012, 11:57

ECONOMIA Após BC reduzir juros, Mantega critica taxas de bancos

Ministro da Fazenda, Guido Mantega

Um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir de 8% para 7,5% ao ano a taxa básica de juros da economia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que o spread [diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o valor cobrado de seus clientes] praticados pelos bancos não está no “patamar adequado”. “A queda da Selic já está num patamar mais adequado para estimular a produção”, afirmou o ministro. “Porém, ainda não estamos com uma taxa de juros adequada praticada pelos bancos de modo que possa estimular o consumo e o investimento”, disse Mantega. O ministro discursou durante o 39º Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto. “Embora já tenhamos dado os primeiros passos, infelizmente ainda não chegamos no patamar adequado”, afirmou. “A má notícia é que ainda estamos entre os maiores spreads do mundo”, disse o ministro. Ele ponderou, contudo, que “a boa notícia é que nós temos lastro para gastar, ou seja, podemos reduzir esse spread causando novos efeitos positivos na economia brasileira”. Leia mais no G1.

Priscilla Mendes, G1

30 de agosto de 2012, 08:04

ECONOMIA Carrefour apresenta plano de reestruturação e destaca Brasil e China

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Supermercado Carrefour no Rio de Janeiro. Para presidente, Brasil e China são fundamentais para o grupo

O presidente-executivo do Carrefour, Georges Plassat, disse que a segunda maior rede varejista do mundo precisa defender os mercados maduros importantes para a companhia e acrescentou que Brasil e China são chave para o grupo. Apesar disso, o executivo não comentou se o Carrefour vai listar em bolsa suas operações no Brasil como forma de levantar capital. presidente-executivo ao apresentar nesta quinta-feira detalhes do plano de reestruturação do grupo. “Estamos nos mantendo nos países maduros, vamos defender nossa posição neles. Outros importantes países são Brasil e China”, afirmou Plassat. “Em certos países, como a Polônia, poderemos ajustemos nossas posições. Na Indonésia e Turquia também estamos considerando fazer isso”, acrescentou. Apesar de se negar a comentar se o grupo vai ou não listar a unidade brasileira, Plassat afirmou que aumento de capital não está na pauta. (Agência Reuters)

30 de agosto de 2012, 07:29

ECONOMIA Falta de ritmo de crescimento justifica redução da Selic, segundo CNI

O Comitê de Política Monetária (Copom) agiu acertadamente ao manter o ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic), que caiu de 8% para 7,5% ao ano, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota, a CNI ressalta que a economia brasileira ainda não conseguiu retomar o ritmo de crescimento, e acrescenta que “as previsões são de que os efeitos da desaceleração se prolonguem além do inicialmente esperado”. Na avaliação da entidade empresarial, a economia nacional deve crescer menos de 2% no ano, e isso por si só justifica a continuidade da redução da taxa Selic; inclusive quanto à possível continuidade do processo de afrouxamento monetária, como sinaliza a nota do Copom. A CNI salienta que a indústria, setor que mais se ressente da desaceleração da economia, ainda não cresceu no ano, e lembra que em junho, o nível de produção foi 5,5% inferior ao mesmo mês de 2011.

30 de agosto de 2012, 07:12

ECONOMIA Indústria, sindicatos e comércio consideram redução da taxa de juros positiva

Sindicatos e entidades que representam a indústria e o comércio aprovaram a redução da taxa básica de juros para 7,5% ao ano, anunciada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom), porém, apontaram medidas que poderiam ajudar a impulsionar a economia. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que a redução da taxa de juros é uma medida correta, mas insuficiente para garantir a retomada mais forte do crescimento econômico. Ele defende a redução do custo do gás e energia elétrica, a diminuição e simplificação da carga tributária e burocracia, manutenção do câmbio em patamares acima de R$ 2 e melhoria das condições de infraestrutura do país. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo declarou que o barateamento do crédito torna mais fácil a entrada do Brasil em um novo ciclo de recuperação econômica, gera mais empregos e torna mais fácil a negociação por melhores condições de trabalho e salários. “O governo deve continuar a praticar esta política de redução da Taxa Selic”, informou o sindicato.

29 de agosto de 2012, 12:06

ECONOMIA Montadoras ganham o triplo no Brasil e automóvel custa 106 % a mais aqui

Na garagem de casa, o carro da família pode ser o mesmo de americanos, europeus, argentinos ou japoneses. Mas o preço certamente é muito diferente. Margem de lucro maior, impostos elevados, altos custos de mão de obra, de logística, de infraestrutura e de matérias-primas, falta de competitividade, forte demanda e um consumidor disposto a pagar um preço alto ajudam a explicar o porquê de o veículo aqui no Brasil chegar a ser vendido por mais do que o dobro que lá fora. Levantamento em cinco países — Brasil, EUA, Argentina, França e Japão — mostrou que o carro brasileiro é sempre o mais caro. A diferença chega a 106,03% no Honda Fit vendido na França (onde se chama Honda Jazz). Aqui, sai por R$ 57.480, enquanto lá, pelo equivalente a R$ 27.898,99. A distância também é expressiva no caso do Nissan Frontier vendido nos EUA. Aqui, custa R$ 121.390 — 91,31% a mais que os R$ 63.450,06 dos americanos. Há cerca de duas semanas, a “Forbes” ridicularizou o preços no Brasil, mostrando que um Jeep Grand Cherokee básico custa US$ 89.500 (R$ 179 mil) aqui, enquanto, por esse valor, em Miami, é possível comprar três unidades do modelo, que custa US$ 28 mil. Leia mais em O Globo.

Lucianne Carneiro e Fabiana Ribeiro, O Globo

28 de agosto de 2012, 18:53

ECONOMIA Abílio Diniz reúne megaempresários e executivos de grandes empresas para jantar em torno de Lula

Abílio Diniz reuniu ontem em sua casa uma turma de protagonistas do mundo empresarial para um jantar em torno de Lula. O objetivo era o de discutir a situação do Brasil. Estavam presentes João Roberto Marinho, Eike Batista, Murilo Ferreira, Roger Agnelli, Roberto Setúbal, Luiz Carlos Trabuco e Jorge Gerdau. Ao final, Lula falou sobre economia. Foi otimista, como não poderia deixar de ser. Os empresários elogiaram Dilma Rousseff e, sobretudo, o pacote de concessões lançado há quinze dias. (Radar Online/Veja)

28 de agosto de 2012, 16:18

ECONOMIA Previdência tem déficit de R$ 2,581 bilhões em julho

A Previdência Social registrou um déficit de R$ 2,581 bilhões em julho, divulgou nesta terça-feira o Ministério da Previdência. O valor é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 22,284 bilhões e de uma despesa com pagamentos de benefícios de R$ 24,864 bilhões. Em julho do ano passado, o resultado previdenciário havia sido negativo em R$ 2,196 bilhões – montante corrigido pelo INPC. Dessa forma, o crescimento do déficit nas comparações entre os meses de julho foi de 17,5%. No acumulado do ano até julho, o déficit da Previdência já soma R$ 23,450 bilhões. O rombo é 1,8% maior do que o verificado em igual período de 2011, de R$ 23,035 bilhões. De janeiro a julho deste ano, a Previdência arrecadou R$ 149,934 bilhões e teve despesas com benefícios no total de R$ 173,384 bilhões. Os valores acumulados também são corrigidos pelo INPC. A projeção atual para o déficit de 2012 está na casa dos R$ 38 bilhões e não mais de R$ 39,5 bilhões, segundo o secretário de políticas previdenciárias da Previdência Social, Leonardo Rolim. O valor maior ainda consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas o mais provável que é que o valor fique menor, levando-se em conta que este é o saldo acumulado nos últimos 12 meses.

Célia Froufe, Agência Estado