13 de abril de 2018, 16:00

ECONOMIA PIB mensal apurado pelo Itaú Unibanco tem alta de 0,5% em fevereiro

O Produto Interno Bruto (PIB) apurado pelo Itaú Unibanco mostrou crescimento de 0,5% em fevereiro, já dessazonalizado, após queda de 0,4% em janeiro. Também houve alta de 0,5% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com o trimestre finalizado em novembro, informa a instituição em nota. Ainda houve aumento de 0,5% do PIB mensal Itaú Unibanco (PM-Itaú), antes denominado Pibiu, em fevereiro no confronto com igual mês de 2017. O resultado representa uma desaceleração em relação ao de janeiro (1,1%) nesta mesma base de comparação. A expectativa do banco é que o PM-Itaú tenha nova alta em março, de 0,3%, por enquanto, com base nos indicadores coincidentes. Em relação ao dado de fevereiro, a instituição cita o ligeiro avanço de 0,2% da produção industrial, em relação a janeiro, e o de 0,1% do volume de serviços neste período. Em contrapartida, acrescenta, as vendas do varejo restrito (-0,2%) e as vendas do ampliado (-0,1%) cederam. Ao avaliar a abertura por componentes do PM-Itaú, o banco mostra que houve avanço em sete dos 13 indicadores que compõem o índice mensal. A maior alta foi apurada no comércio (0,7%), seguida pelo serviços de informação (0,5%). A maior queda foi observada em serviços industriais de utilidade pública, de 2,3%.

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2018, 14:39

ECONOMIA Valor Bruto da Produção Agropecuária deve cair 3,7% em 2018, para R$ 530,1 bi

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2018 deve chegar a R$ 530,1 bilhões, segundo nova estimativa da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, divulgada em nota. Em março, a SPA previa montante menor, de R$ 515,9 bilhões. O valor previsto para o ano, contudo, é 3,7% inferior ao obtido em 2017, de R$ 544,2 bilhões.  A agricultura e a pecuária tiveram redução do VBP de 3,8% e 3,5% respectivamente. “Mas há tendência de recuperação, com sinais de aumento do valor com o passar dos meses”, disse a secretaria no comunicado. A direção dos resultados nos próximos meses dependerá dos preços dos produtos e da safrinha de milho, segundo o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.  Os melhores resultados até o momento são verificados nas culturas do algodão, com alta de 20,9% do valor da produção em relação ao ano passado; cacau (8,7%); mamona (68,5%); soja (3 8%); batata-inglesa (3,4%); café (2%); tomate (32,7%); e trigo (37,3%). Todas as variações foram calculadas com base em valores dos quais foi descontada a inflação, conforme a nota.  Dentre os produtos cujos preços vêm se recuperando estão ovos, algodão, batata e tomate. Na outra ponta, entre os itens com redução de valor destacam-se arroz, cana-de-açúcar, café, milho, laranja e mandioca. Por terem peso expressivo no valor da produção total, estes alimentos vêm pressionando o VBP estimado para 2018. “Esse efeito foi ampliado pela redução de valor da carne de frango, carne suína e leite, que também estão tendo pior desempenho”, informou a Secretaria no comunicado.  O Centro-Oeste lidera a geração de valor da produção, seguido pelas Regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Considerando os Estados, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os que apresentam os maiores valores da produção neste ano.

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2018, 06:50

ECONOMIA Senado e Câmara sinalizam apoio à liberação do PIS/Pasep para qualquer idade

Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, sinalizaram ser favoráveis à liberação do saldo depositado em contas do PIS e Pasep para todos os cotistas, independente da idade. Depois de ser aprovada em comissão mista, na quarta-feira 11, a matéria ainda precisa passar pelos plenários das duas Casas até 1º de junho, quando perde a validade.O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que o texto “é bom”, pois “vai liberar um direito das pessoas”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também afirmou ser a favor, mas ponderou que ainda deve discutir o assunto com o novo ministro da Fazenda Eduardo Guardia e a equipe econômica na próxima terça-feira, 17. “Vou trabalhar ajustado com o Guardia”, garantiu Maia.A conversa preocupa o relator da medida, senador Lasier Martins (PSD-RS), que firmou acordo pela aprovação da matéria na comissão enquanto o Ministério da Fazenda ainda estava sob o comando de Henrique Meirelles, há cerca de dez dias. Guardia, no entanto, é visto como alguém com um perfil mais “austero”.Inicialmente, a proposta editada pelo governo no ano passado reduzia a idade mínima para saque das contas do PIS e Pasep de 70 anos para 60 anos, o que deveria representar injeção de R$ 23 6 bilhões na economia e beneficiaria 12,5 milhões de pessoas, segundo estimativa do Ministério do Planejamento. Com a alteração, a medida tem potencial de liberar cerca de R$ 33 bilhões na economia.

Estadão

12 de abril de 2018, 20:59

ECONOMIA Petrobras: preço médio da gasolina sobe 0,87% e o do diesel aumenta 1,66%

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Preço do combustível volta a subir

A Petrobras anunciou que, com o reajuste que entrará em vigor nesta sexta-feira, 13, o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias sobe 0,87% para R$ 1,7115, em relação à média atual, de R$ 1,6968. Já o valor médio nacional do litro do diesel A terá acréscimo de 1,66% para R$ 1,9874, ante a média atual, de R$ 1,9549.

12 de abril de 2018, 17:25

ECONOMIA Governo propõe salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia

Pela primeira vez, o valor do salário mínimo ultrapassará R$ 1 mil. O governo propôs salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano, o que representa alta de 5% em relação ao atual (R$ 954). O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (12) pelos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia. Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores. Em 2017, o PIB cresceu 1%. Para a estimativa de inflação, o governo considerou a previsão de 4% para o índice de inflação que consta do Boletim Focus, pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central. A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Pela legislação, o governo deve enviar o projeto até 15 de abril de cada ano. Caso o Congresso não consiga aprovar a LDO até o fim do semestre, o projeto passa a trancar a pauta.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 15:59

ECONOMIA Incertezas dificultam recuperação da economia, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mantém previsões que apontam para um moderado desempenho da economia brasileira neste ano. De acordo o relatório Informe Conjuntural do primeiro trimestre, divulgado hoje (12), as incertezas em relação às eleições e ao ajuste das contas públicas dificultam a recuperação econômica do país.A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça 2,6%, o PIB industrial tenha expansão de 3%, que os investimentos aumentem 4% e,o consumo das famílias, 2,8%. A taxa média de desemprego deverá ficar em 11,8%.O relatório destaca que, mesmo com o cenário externo favorável, a queda da inflação e a redução dos juros, o ritmo de recuperação da economia é moderado e o país não conseguirá recuperar as perdas causadas pela recessão no médio prazo. “Mesmo com o crescimento de 1% do PIB em 2017, ainda estamos com renda per capita 8,2% menor do que em 2014 e a produção industrial, no início de 2018, situa-se ainda 14% abaixo do seu pico observado em 2013”, diz o estudo. Na avaliação da CNI, a principal causa da fraca reação da economia é a indefinição sobre o ajuste permanente das contas públicas. Além do adiamento da reforma da Previdência, a falta de definição do quadro eleitoral é outra fonte de incertezas sobre o ajuste fiscal. O informe da instituição alerta que o grande desafio do Brasil é aumentar a produtividade. Isso requer, segundo o documento, o equilíbrio fiscal, a reforma da Previdência, a reforma tributária, disponibilidade de financiamento de longo prazo, redução da burocracia, segurança jurídica e modelos de regulação eficientes, entre outras medidas.Previsões O relatório da CNI aponta outras estimativas sobre a evolução da economia. “A inflação deve permanecer em níveis baixos em 2018 em função da ainda alta ociosidade da economia, da elevada taxa de desemprego e da quebra da inércia inflacionária ocorrida em 2017.” A estimativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 3,7% ao ano, abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central. Segundo a CNI, com a inflação baixa, os juros básicos da economia permanecerão no menor patamar da história. A taxa Selic chegará ao fim de 2018 em 6,25% ao ano e a taxa real de juros será de 3%. O déficit primário do setor público deve alcançar R$ 152,7 bilhões, o equivalente a 2,19% do PIB. “Apesar de estar abaixo da meta de R$ 161,3 bilhões fixada para este ano, o déficit será maior do que os R$ 110,6 bilhões registrados em 2017”, afirma o relatório. A dívida pública atingirá 73,7% do PIB. Já no saldo comercial, a previsão da CNI é que o país terá um superávit comercial de US$ 58 bilhões neste ano, resultado de exportações de US$ 230 bilhões e importações de US$ 172 bilhões.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 13:09

ECONOMIA Mercado reduz para R$ 136,1 bilhões previsão de déficit nas contas públicas

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda esperam por um déficit menor nas contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, passou de R$ 139,132 bilhões para R$ 136,103 bilhões. A estimativa está abaixo da meta para este ano, que é R$ 159 bilhões.O resultado primário é formado por despesas menos receitas, sem considerar gastos com juros.A projeção consta na pesquisa Prisma Fiscal elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. Os dados foram divulgados hoje (12).Para o ano que vem, a estimativa de déficit primário passou de R$ 111,892 bilhões para R$ 107,304 bilhões.Na última terça-feira (10), o novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, disse que a melhora na arrecadação decorrente da recuperação da economia poderá fazer a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 vir com meta menor de déficit primário.A LDO de 2018 estimava meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para o próximo ano. No entanto, o bom desempenho da arrecadação federal, que cresceu mais de 10% acima da inflação oficial nos dois primeiros meses do ano, pode criar condições para que a equipe econômica imponha uma meta fiscal mais apertada para 2019.Hoje à tarde, Colnago e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, darão entrevista coletiva à imprensa para divulgar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019 (PLDO), que será enviado ao Congresso Nacional.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 12:55

ECONOMIA CMN nega que já tenha definido meta de inflação para 2021

O Conselho Monetário Nacional (CMN) negou que a meta de inflação para 2021 já esteja definida. Em nota conjunta, divulgada hoje (12), em Brasília, os membros do conselho, formado pelos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia, e o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmam que a discussão sobre a meta ainda será feita.“Os membros do Conselho Monetário Nacional (CMN) esclarecem que não é verdadeira a informação, divulgada por veículo da imprensa, de que a meta de inflação de 2021 já esteja definida. A discussão sobre a referida meta ainda não foi iniciada e, como é de conhecimento público, ela somente será definida e comunicada na reunião do CMN marcada para o dia 26 de junho”, diz a nota.Segundo matéria publicada hoje pelo jornal O Globo, o conselho já teria decidido fixar a meta de inflação de 2021 em 3,75%, por conta da inflação mais baixa, como mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março em 0,09%, o menor desde 1994 para o mês.A meta de 3,75% teria margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso representaria queda de 0,25 ponto percentual em relação ao número definido para 2020.A meta de inflação para este ano, já definida pelo CMN, é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25% e para 2020, 4%. Para o mercado financeiro, a inflação este ano deve ficar em 3,53% e, em 2019, em 4,09%.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 12:21

ECONOMIA Acordo da poupança vai injetar R$ 12 bi na economia, diz Temer

Foto: Eraldo Peres/AP

Presidente Michel Temer

O presidente da República, Michel Temer, destacou nesta quinta-feira, 12, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o acordo entre poupadores e bancos, alcançado pela Advocacia Geral da União (AGU), para solução das disputas referentes às perdas na caderneta de poupança nas décadas de 1980 e 1990.”Os planos econômicos geraram mais de 1,2 milhão de processos que pleiteavam a solução dos planos econômicos. Isso rodou por 24 anos. Ninguém tinha coragem de resolver isso. Eliminamos esta litigiosidade”, afirmou Temer. Segundo ele, a solução vai injetar R$ 12 bilhões na economia.A reunião ministerial do período da manhã é a primeira entre o presidente Michel Temer e os onze novos ministros nomeados, após a desincompatibilização dos antecessores em função da eleição.Assumiram nesta semana: Eduardo Guardia (Fazenda); Esteves Colnago (Planejamento); Moreira Franco (Minas e Energia); Rossieli Soares da Silva (Educação); Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social); Vinicius Lummertz (Turismo); Antônio de Pádua de Deus (Integração Nacional); Leandro Cruz Fróes da Silva (Esporte). Além disso, mais três interinos foram efetivados nos cargos: Marcos Jorge, que assumiu definitivamente o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Helton Yomura, que fica como ministro do Trabalho, e Gustavo do Vale Rocha (Direitos Humanos).

Estadão

12 de abril de 2018, 11:44

ECONOMIA Inflação é menor para famílias de renda mais baixa pelo 5º mês, diz Ipea

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda divulgado nesta quinta-feira, 12, mostra que a inflação para a classe de maior poder aquisitivo, no mês de março, foi de 0,11%, quase o triplo da registrada pelas famílias de renda mais baixa, 0,04%. Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam ainda que no acumulado dos três primeiros meses de 2018, a inflação da camada de menor renda aponta alta de 0,35%, abaixo da calculada para as famílias de renda mais alta, que ficou em 1 13%.É o quinto mês consecutivo em que o grupo de menor renda registra uma taxa de inflação mais baixa. Segundo o Grupo de Conjuntura do Ipea, a queda dos preços dos alimentos no domicílio é o principal fator que explica essa inflação mais amena registrada pelas famílias mais pobres, principalmente quando ainda se verificam quedas expressivas em subgrupos de grande peso na cesta de consumo das classes mais baixas, como cereais (1,7%), tubérculos (2,4%), carnes (1,2%), e aves e ovos (0,8%).O indicador aponta ainda um aumento de 0,52% da alimentação fora do domicílio em março. Esse resultado impactou mais fortemente a inflação das famílias de renda mais alta. Em contrapartida, os reajustes de 0,67% nas tarifas de energia elétrica e 0,78% nas passagens de ônibus urbano exerceram uma pressão maior sobre a inflação dos mais pobres relativamente à dos mais ricos.Entre os grupos de despesas, o que registrou maior variação em março para as classes de renda alta e média-alta foi saúde e cuidados pessoais (0,06 ponto porcentual). Nos últimos 12 meses, a inflação da classe de renda mais baixa (1,8%) foi praticamente a metade da registrada pela classe de renda mais alta (3,5%).O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Estadão

12 de abril de 2018, 08:15

ECONOMIA Proposta do governo veta segundo mandato para diretores do BC

O projeto do governo sobre autonomia do Banco Central, que está sendo formulado pela Casa Civil e pela autoridade monetária, prevê mandatos fixos para os diretores do BC, sem recondução. A primeira diretoria com mandato fixo começaria os trabalhos em 2020. Conforme apurou o Estadão/Broadcast, na primeira formação os diretores terão mandatos com prazos diferentes. Alguns permaneceriam na função por prazo de 7 ou 8 anos, enquanto outros ficariam por 5 ou 4 anos. Todos os diretores seguintes teriam mandato de 4 anos.A proposta, que está sendo aperfeiçoada, segue o padrão de outros países, onde diretores de bancos centrais possuem mandatos não coincidentes. Na prática, isso permite a continuidade dos trabalhos, já que os diretores não são substituídos de uma só vez, além de favorecer maior autonomia em relação aos governos, com o descasamento de mandatos.No projeto que está na Câmara e conta com o apoio do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o mandato dos diretores também é fixo, mas permite-se a recondução.O governo mantém mandato único para o BC em sua proposta, como a que está na Câmara: a busca da meta de inflação. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), vinha defendendo uma meta adicional para o BC, ligada à atividade econômica. Na terça-feira, 10, ele afirmou que “meta para o PIB” não vai ter, mas disse que o governo estuda um “referencial de nível de emprego”.A reportagem apurou que o BC mantém-se contrário ao mandato duplo. A visão é de que, ao perseguir o controle da inflação, o BC já contribui para o crescimento econômico (PIB) e a geração de empregos.

Estadão

12 de abril de 2018, 07:16

ECONOMIA CAS do Senado aprova projeto que libera FGTS a quem se demite

Foto: Reprodução

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nessa quarta-feira, 11, um projeto que altera a legislação para permitir que o trabalhador que pedir demissão tenha a possibilidade de sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, o trabalhador não pode movimentar a conta vinculada a ele no FGTS quando pede demissão, a não ser que haja acordo entre empregado e empregador, o que permite saque de até 80% do saldo.O projeto foi apreciado em caráter terminativo e, caso não haja apresentação de recurso para análise do tema no plenário da Casa seguirá diretamente para apreciação na Câmara dos Deputados. Depois, precisa passar ainda por sanção presidencial. O Estado apurou, porém, que o governo deve trabalhar para que o projeto não siga adiante. O primeiro passo é apresentar requerimento para apreciá-lo no plenário do Senado, com o objetivo de derrotar a proposta e impedir que ela siga para a Câmara. Fontes do FGTS alegam que o impacto no fundo seria muito grande – embora não tenham fechado o cálculo – e implicaria na redução dos financiamentos de habitação, saneamento e infraestrutura com juros mais baixos graças aos recursos do Fundo. O governo também argumenta que o trabalhador que pede demissão não precisa ser protegido, assim como quem foi demitido – e que o objetivo da criação do FGTS foi exatamente para dar amparo aos demitidos. Atualmente, a legislação permite a movimentação da conta vinculada em 18 situações distintas, como em caso de demissão sem justa causa e doença grave. A nova lei trabalhista, em vigor desde novembro, permite que o empregado fique com a metade da multa do FGTS – 20% dos 40% sobre o total depositado pelo empregador no fundo – e saque de 80% do saldo do fundo em caso de demissão em comum acordo com o patrão.Para o relator da matéria na CAS, senador Paulo Paim (PT-RS), a proposta é um passo a mais rumo à “correção de uma distorção histórica” na legislação que trata do FGTS, que buscava restringir o acesso a esses recursos que são do trabalhador. “O projeto visa corrigir uma séria distorção, na medida em que estende também a vontade do trabalhador a possibilidade de acesso ao saque à conta do FGTS. Hoje, apenas por força da vontade do empregador, ou por situações, em geral, alheias à vontade do trabalhador, é possível o saque.”

Estadão

12 de abril de 2018, 06:39

ECONOMIA Incertezas políticas fazem analistas revisarem PIB de 2018

Foto: Reprodução

A expectativa de uma alta de 3% no PIB deste ano, aos poucos, tem ficado para trás

Com as incertezas políticas no Brasil e a guerra comercial iniciada por Donald Trump, analistas começam a mudar suas projeções para a economia brasileira, prevendo um crescimento menor do que se esperava. A expectativa de uma alta de 3% no PIB deste ano, aos poucos, tem ficado para trás, especialmente após a divulgação dos indicadores econômicos de janeiro e fevereiro, que sinalizaram uma recuperação mais modesta do que a prevista pelos economistas no fim de 2017. A MB Associados, por exemplo, que chegou a estimar alta do PIB de 3,5% este ano, admite que o crescimento pode ficar mais próximo de 3%. O economista-chefe da consultoria, Sergio Vale, observa que o cenário eleitoral é um risco para essa expansão. “Há uma plêiade de candidatos com ideias esdrúxulas sobre economia e com pouca força política para manter as reformas. Isso afetará as expectativas de 2019 e pode afetar as do fim deste ano a depender do resultado da eleição.”O economista Silvio Campos Neto, da consultoria Tendências, também acredita que a perspectiva de não continuidade das reformas amplia as incertezas. “A Bolsa e o câmbio já refletem o risco que se ampliou em 2018. Três meses atrás, o cenário era mais confortável”, diz ele, que projeta um crescimento de 2,8% para o PIB. Em 2017, a economia avançou 1%, depois de duas quedas consecutivas de 3,5% em 2015 e 2016, que levaram o País à recessão.No fim do ano passado, o cenário que se desenhava – com os mercados internacionais em alta e indicadores econômicos acima das expectativas – favoreceu as projeções mais otimistas para este ano. Mas nos últimos meses, esse cenário começou a se enfraquecer. O mercado externo ficou mais volátil e a possível guerra comercial entre Donald Trump e a China azedou o bom humor internacional. Ao mesmo tempo, os indicadores internos de atividade vieram mais fracos nos primeiros meses do ano. A indústria, por exemplo, caiu 2,2% em janeiro e cresceu apenas 0,2% em fevereiro.

Estadão

11 de abril de 2018, 15:44

ECONOMIA Desigualdade cai no Sudeste e cresce nas demais regiões do país, diz IBGE

O país fechou o ano passado com o índice de Gini, principal medida da desigualdade de renda, estável. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita ficou em 0,549, praticamente igual ao de 2016, e mesmo com variação pequena em 2017, o indicador subiu em todas as regiões, com exceção do Sudeste, onde o índice recuou de 0,535 para 0,529. Os dados são da pesquisa Rendimento de todas as fontes de renda 2017, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O índice de Gini é o instrumento que mede o grau de concentração de renda da população, mostrando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos Nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul, as mais populosas do país, esses índices foram de 0,529, 0,567 e 0,477, respectivamente. Assim, a Região Sudeste foi a única a reduzir o indicador que, em 2016, foi de 0,535. As demais regiões apresentaram indicadores maiores que no ano anterior. “É bom lembrar que, apesar do quadro não ter se alterado muito, o Brasil está entre os países com maior desigualdade no mundo. Somos talvez o segundo na América Latina. Se olharmos para o ranking mundial, ele é bem mais elevado, e talvez sejamos um dos últimos colocados”, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, do IBGE. “A situação permaneceu estável tanto no país quanto nas cinco grandes regiões e nas 27 unidades da federação. Não percebemos avanço, nem recuo, mas se percebe que a situação de desigualdade no Brasil continua bastante perversa.” Segundo Azeredo, o país até vinha em um processo de avanço, mas com a crise econômica, a desigualdade persistiu. “Houve aumento do índice no Sudeste, mas foi em razão de ter sido a região que mais sofreu com a crise. Teve a questão do preço do barril de petróleo, perda do número do trabalho com carteira assinada e na qualidade do emprego”. A redução no índice de Gini no Sudeste, de acordo com o coordentador, não se deu pelo avanço da população de menor renda. “Não foi ela que subiu um degrau, mas foi quem estava em cima que desceu um degrau e não é essa a melhor forma de se reduzir a desigualdade. O ideal é que se reduza desigualdade com todo mundo avançando”, afirmou.

Agência Brasil

11 de abril de 2018, 13:45

ECONOMIA Tribunal autoriza Correios a cobrar taxa por encomenda entregue no Rio

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador André Fontes, suspendeu a liminar que impedia a empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de cobrar a Taxa de Emergência Excepcional (Emex) sobre encomendas destinadas ao Rio de Janeiro. A cobrança, fixada em R$ 3 por encomenda, foi estabelecida por causa do alto índice de roubo de cargas, que eleva os custos operacionais das entregas na região metropolitana da capital fluminense. A 5ª Vara Federal do Rio tinha suspendido a taxa, em ação civil pública ajuizada pelo Procon/RJ. Contra a medida, os Correios apresentaram ao TRF2 o pedido de suspensão da liminar, que foi apreciado pelo presidente da Corte. Em sua decisão, o desembargador avaliou que “a proibição da cobrança prejudica a atuação da empresa pública em relação aos concorrentes, aos quais não é vedada a aplicação do adicional por encomenda”. André Fontes considerou o risco de grave lesão à ordem pública, podendo ficar inviabilizada a prestação do serviço público de entrega de correspondências, que é feito exclusivamente pelos Correios. O presidente do tribunal concluiu que o valor não é abusivo, sendo compatível com o que é cobrado pelos seus concorrentes para entrega de encomendas na região metropolitana do Rio, em percentuais de 0,15% a 0,50% sobre o valor da encomenda e com mínimo estipulado entre R$ 3 e R$ 10, diz na decisão.

Agência Brasil