10 de abril de 2017, 15:00

ECONOMIA Mercado dá reforma como certa, mas aprovação não será fácil, diz Marcos Pereira

Em reunião com empresários do setor de comércio e serviços, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, afirmou nesta segunda-feira, 10, que o mercado financeiro “já está dando como certa” a aprovação da reforma da Previdência, mas que não será fácil para o governo conseguir os votos suficientes. Ele citou a sua condição de presidente licenciado de um partido, o PRB, para falar da pressão que a sociedade tem feito sobre os deputados contra a emenda constitucional. “Temos uma bancada de 24 deputados e eu percebo o desgaste, a pressão que é sobre os deputados sobre esse tema”, disse o ministro. “Eu recebo constantemente mensagens dele, no grupo da bancada, e às vezes individualmente, de que os deputados estão sendo hostilizados nos aeroportos, estão sendo recebidos nos seus Estados com outdoors com suas fotografias, com cartazes com suas fotografias, dizendo que esse deputado vai acabar com a aposentadoria dos pobres, aquele discurso que infelizmente aqueles que são contrários sabem fazer”, acrescentou. Preocupado, Pereira pediu aos empresários que ajudem o governo na aprovação da reforma, publicando artigos nos jornais e mensagens no rádio para defender a proposta e rebater supostas mentiras. “Que vocês se empenhem, se esforcem, também pautem, façam artigo para jornal, façam editoriais para veicular nas rádios, no rádio fala-se muito com a população”, sugeriu. “O debate não é simples. Se não nos unirmos para reformar o Brasil, o Brasil continuará sendo pouco competitivo”. Em resposta a quem diz que a reforma vai atingir os mais pobres, o ministro afirmou que 62% dos aposentados recebiam o salário mínimo quando estavam no mercado de trabalho e hoje ganham o mesmo valor na condição de aposentado. “Isso vai continuar assim porque o mínimo é o mínimo que a legislação exige. A reforma vai atingir uma elite do funcionalismo público”, afirmou.

Estadão Conteúdo

10 de abril de 2017, 09:59

ECONOMIA Caixa abre mais cedo até quarta para saque de contas inativas

Foto: Divulgação

De hoje (10) a quarta-feira (12), todas as agências da Caixa abrirão duas horas mais cedo para o atendimento de trabalhadores que precisam sacar ou tirar dúvidas sobre as contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As unidades que normalmente começam a funcionar para o público às 11h vão operar a partir das 9h. As que abrem às 10h, atenderão a partir das 8h. As que normalmente começam as atividades às 9h, vão funcionar a partir das 8h, com fechamento uma hora mais tarde. A orientação do banco é de que o trabalhador, ao procurar a agência, leve a Carteira de Trabalho e o termo de rescisão do contrato. Os que vão sacar no autoatendimento devem prestar atenção à mensagem que aparece no terminal, para o caso de ter mais de uma conta inativa. Em todo o país, de acordo com a Caixa, são 3.412 agências com horário especial nestes primeiros dias da segunda etapa de pagamento. Não terão horários especiais os 837 postos de atendimento que ficam no interior de repartições públicas e as oito unidades móveis (caminhões), por não serem caracterizados como agência. Desde sábado (8), 7,7 milhões de brasileiros nascidos em março, abril e maio podem sacar os recursos das contas inativas do FGTS. O valor total disponível para essa segunda fase chega a R$ 11,2 bilhões e equivale a 26% do total disponível. Esses trabalhadores têm até 31 de julho para fazer o saque, caso não recebam automaticamente em conta. A Caixa lembra que apenas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até o dia 31 de dezembro de 2015 tem contas inativas aptas a serem sacadas.

Agência Brasil

10 de abril de 2017, 09:36

ECONOMIA Mercado financeiro espera que Selic caia de 12,25% para 11,25% na 4ªfeira

Foto: Fábio Motta / Estadão

A projeção para a taxa ao final de 2017 foi reduzida de 8,75% ao ano para 8,50% ao ano

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), esperam que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 1 ponto percentual indo para 11,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (11) e quarta-feira (12), em Brasília. A expectativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo BC com base em projeções de analistas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. O Focus é divulgado às segundas-feiras. A projeção para a taxa ao final de 2017 foi reduzida de 8,75% ao ano para 8,50% ao ano. Para o fim de 2018, a expectativa segue em 8,50% ao ano. Com a inflação mais baixa, o BC tem indicado que pode intensificar os cortes na taxa básica de juros. Em fevereiro, o Copom anunciou o quarto corte seguido na taxa. Por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, de 13% ao ano para 12,25% ao ano. Esse foi o segundo corte seguido de 0,75 ponto percentual. A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. A estimativa do mercado financeiro para inflação caiu pela quinta vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi levemente ajustada de 4,10% para 4,09%. A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa passou de 4,5% para 4,46%. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano foi alterada de 0,47% para 0,41%. Para o próximo ano, a estimativa segue em 2,5%.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

10 de abril de 2017, 07:21

ECONOMIA Varejo quer fisgar recurso do FGTS, mas consumidor deve ter cautela

O varejo pegou carona no calendário de saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e tem oferecido vantagens fora de época para tentar fisgar o consumidor. O principal atrativo é a volta da “parcelinha”, com o alongamento dos prazos de pagamento. Mas, para não fazer um mau negócio, educadores financeiros ressaltam que os trabalhadores não devem embarcar na euforia do FGTS a qualquer custo, para não comprometer planejamentos futuros.As condições de pagamento variam de acordo com cada lojista. Na rede Extra, os eletrodomésticos e smartphones poderão ser parcelados em até 20 vezes sem juros no cartão da loja. A empresa explica que essas condições antes eram restritas a produtos específicos ou promoções de datas comemorativas.Até o mês de julho, quando ocorre a liberação do último lote das contas inativas, o Walmart oferece aos consumidores a possibilidade de parcelar em até 15 vezes as suas compras de produtos da linha branca, eletrodomésticos e telefonia. Nos demais meses do ano, o prazo máximo será de 10 meses. Para Nicola Tingas, consultor econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), a receita extra do FGTS é boa tanto para o consumidor – que ganha poder de barganha para tentar descontos maiores -, quanto para o lojista, que vê o risco de inadimplência cair. As prestações a longo prazo, no entanto, podem esconder um risco para os consumidores, já que os juros sempre estarão embutidos nas parcelas, alerta a planejadora financeira da Planejar, Diana Benfatti. Mesmo que a loja anuncie que pagamentos a prazo são isentos de taxas, “o valor do dinheiro no tempo sempre tá dentro do preço”. “O que existe é a falta de desconto. Se conseguir desconto maior que os juros que estaria pagando, vale a pena pagar à vista”, explica. A queda de 7% nas vendas nos últimos doze meses, segundo o IBGE, aliada a um cenário ainda incerto, faz com que os empresários do setor varejista não se sintam confortáveis para oferecer juros menores nas compras parceladas, avalia o diretor econômico da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Miguel Oliveira. Para ele, as promoções anunciadas também são uma estratégia para liquidar os altos estoques.

Estadão

10 de abril de 2017, 07:00

ECONOMIA Copom pode reduzir novamente a taxa Selic

Foto: Divulgação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia para próxima terça-feira (11) a terceira reunião de 2017 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 12,25% ao ano. O resultado da reunião será anunciado após o segundo dia do encontro, na quarta-feira (12). Com a inflação mais baixa, o BC tem indicado que pode intensificar os cortes na taxa básica de juros. Em fevereiro, o Copom anunciou o quarto corte seguido na taxa. Por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, de 13% ao ano para 12,25% ao ano. Esse foi o segundo corte seguido de 0,75 ponto percentual. A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Na manhã do primeiro dia da reunião, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e diretores do banco fazem a análise de mercado. À tarde é feita a análise de conjuntura. No segundo dia, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, a diretoria do BC define a taxa e anuncia a decisão para o mercado.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

9 de abril de 2017, 11:34

ECONOMIA Com antecipação de saque do FGTS, agências da Caixa têm sábado movimentado

O início do segundo lote de pagamentos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) levou muita gente às agências da Caixa, hoje (8), em Brasília. A liberação do pagamento para os trabalhadores nascidos em março, abril e maio estava prevista para a próxima segunda-feira (10), mas o governo antecipou a data e várias pessoas que têm direito a sacar o recurso resolveram aproveitar para passar o fim de semana com dinheiro no bolso. Na agência localizada em um shopping no centro de Brasília, o Conjunto Nacional, o fluxo de pessoas era constante nos caixas eletrônicos e havia fila de espera dentro da agência para quem precisava resolver questões relacionados a FGTS no setor de atendimento. Em Taguatinga, cidade do Distrito Federal (DF), perto de Brasília, o movimento foi grande e com filas no início da manhã, depois, com o passar do tempo, a quantidade de pessoas diminuiu. Na agência do Cruzeiro, no Plano Piloto, embora não houvesse grande aglomeração, pessoas ouvidas pela reportagem reclamaram da demora no atendimento. O jornalista Rafael Secunho, 38 anos, disse que ficou na agência por cerca de 2h30. “Peguei a senha, saí para resolver coisas no comércio, voltei, saí de novo e ainda tive que esperar. Está demorando demais”.Ele relatou que havia três funcionário no atendimento, quantidade que considerou pequena para a demanda. Secunho não conseguiu fazer o saque devido a um problema de liberação da conta do FGTS e vai ter que retornar ao banco na segunda-feira (10).O porteiro Eris Pereira da Silva, de 30 anos, permaneceu cerca de duas horas na agência da Caixa para saber se tinha direito a sacar recurso de conta inativa do FGTS, e também reclamou do tempo de espera. Apesar da resposta positiva sobre o saque, ele deixou o banco sem levar o dinheiro. Como faz aniversário em junho, Eris só pode fazer a retirada a partir de maio, de acordo com o calendário estabelecido pela Caixa. O dinheiro já tem destino certo: “Vou usar todo numa obra que estou fazendo na minha casa”, disse.Régis Carvalho, comerciante de 42 anos, retirou o dinheiro logo cedo no autoatendimento de uma agência localizada próxima a Sobradinho, cidade do DF, e contou que encontrou uma fila de apenas cinco pessoas, e foi tranquilo fazer o saque. A agência onde ele foi não estava aberta para atendimento ao público neste sábado. Carvalho informou que pretende usar “quase” todo o valor para pagar contas. “O movimento no comércio não está bom, então esse dinheiro vai ajudar desapertar as contas. Mas vou separar um pouquinho pra um churrasco com os amigos”, afirmou sorrindo.

Agência Brasil

9 de abril de 2017, 09:05

ECONOMIA Crédito com mais risco cresce na carteira do BNDES

Foto: Reprodução

A crise econômica e a Lava Jato provocaram uma deterioração da carteira de crédito do BNDES nos últimos dois anos. Em 2014, 71% das operações financeiras do banco eram classificadas com nota “AA” ou “A”, que significam um risco muito pequeno de calote. No ano passado, esse número caiu para 42%. Entre 2015 e 2016, as provisões para risco de crédito do banco subiram 524%, de R$ 1,468 bilhão para R$ 9,156 bilhões.A reavaliação da carteira foi feita após o banco verificar um aumento nos atrasos de pagamentos, principalmente depois da deflagração da Lava Jato, em 2014. No fim de 2016, quase 60% dos financiamentos, ou R$ 196,4 bilhões, tinham notas entre “B” e “H” – o que significa atrasos entre 15 dias a mais de 180 dias. Dois anos antes, essa fatia era de 30%.Nos grandes bancos comerciais, privados ou estatais, essa relação é bem diferente. Entre os maiores nomes do setor, o Safra tem a melhor composição com 89,5% das operações “AA” e “A” e apenas 10,5% com B ou pior. Itaú e Santander têm mais de 70% das transações com as melhores notas, enquanto Caixa, Bradesco e Banco do Brasil operam na casa de 60% do crédito em “AA” e “A”, segundo dados declarados ao Banco Central.O professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida, diz que a deterioração da carteira do BNDES é esperada em um momento como o atual. Leia mais no Estadão.

9 de abril de 2017, 08:50

ECONOMIA Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 59 mi na quarta

Foto: Divulgação

A Mega-Sena acumulou e pode pagar R$ 59 milhões no próximo sorteio, que será realizado na próxima quarta-feira (12). No concurso de número 1919, realizado neste sábado (8), nenhum dos apostadores acertaram as seis dezenas premiadas: 11 – 28 – 37 – 45 – 54 – 60. O sorteio foi realizado no município de Cantagalo, no Rio de Janeiro. Já a Quina teve 67 acertadores. Cada ganhador receberá R$ 50.218,80. Enquanto a quadra teve 5.858 apostas vencedoras. Cada um desses sortudos irá receber R$ 820,52. A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 3,50 e pode ser realizada em qualquer lotérica do país. As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. Para a aposta simples, de apenas seis números, a probabilidade de ganhar é 1 em 50 milhões, mais precisamente de 1 em 50.063.860. Já para a aposta máxima, de 15 números, com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acerto é de 1 em 10 mil.

Correio*

7 de abril de 2017, 21:40

ECONOMIA Orçamento de 2018 não contempla aumento de impostos

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que a atividade econômica já dá sinais de crescimento e que a projeção de avanço de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 é “sólida”. Hoje, a Fazenda anunciou a revisão da meta fiscal para 2018, para um déficit primário de R$ 129 bilhões. Essa estimativa não inclui previsão de aumento de impostos, disse Meirelles. “Essa projeção não contempla aumento de impostos, a não ser evidentemente os já anunciados em elaboração, como a (reoneração da) folha de pagamentos.” Antes, a estimativa era de que o resultado primário fosse negativo em R$ 79 bilhões. Segundo o ministro, a revisão foi necessária devido a efeitos defasados da crise de 2015 e 2016 sobre a arrecadação. No entanto, Meirelles garantiu que a meta é realista, diante de sinais de que a economia já está crescendo atualmente.“Temos sinais antecedentes de indicadores de crescimento, produção industrial, energia, alguns dados de transportes de cargas, dados que mostram atividade na etapa seguinte. A atividade econômica dá sinais de crescimento, então nossas estimativas são muito mais sólidas do que aquelas feitas no final de crise”, disse Meirelles. “São projeções que julgamos em base mais sólidas. É um orçamento bastante sólido, transparente, conservador, levando em conta projeções sólidas.” Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2017, 19:51

ECONOMIA Etanol cai em 17 Estados e no DF, sobe em 7 e não se altera em AL e AP

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 17 Estados e no Distrito Federal, subiram em outros 7 e não se alteraram em Alagoas e no Amapá nesta semana, a primeira da safra 2017/18 de cana-de-açúcar. No período de um mês, as cotações do produto acumulam alta em Alagoas, Goiás e Pernambuco e permaneceram estáveis no Amapá. Nos demais Estados, houve queda no período. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação caiu 1,64% na semana, para R$ 2,456 o litro, e no período de um mês acumula baixa de 7,94%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado em Pernambuco (1,66%), enquanto o maior recuo ocorreu em Santa Catarina (-2,32%). A maior alta mensal, de 1,21%, também foi em Pernambuco e a maior queda foi em São Paulo (-7,95%).No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1 999 o litro, em São Paulo, e o máximo foi de R$ 4,299 o litro, no Rio Grande do Sul. Na média, o menor preço foi de R$ 2,456 o litro, em São Paulo, e o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 3,89 o litro. Os preços do etanol hidratado voltaram a ser mais competitivos ante os da gasolina no Estado de Mato Grosso, de acordo com dados da ANP referentes a esta semana. Lá o preço do etanol equivale a 69,56% do valor cobrado pela gasolina – a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%. Em São Paulo, onde o etanol equivale a 71,02% do valor da gasolina, o produto ficou cotado, em média, a R$ 2,456 por litro na semana passada. A gasolina, em R$ 3,458 por litro.

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2017, 17:56

ECONOMIA Salário mínimo para 2018 é estimado em R$ 979

Foto: Divulgação

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta sexta-feira, 7, que o salário mínimo previsto para o ano que vem é de R$ 979 – AUMENTO DE 4,5% sobre o valor atual. “É um resultado da aplicação da regra atual”, afirmou, durante coletiva para anunciar a meta fiscal para 2018, que será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Atualmente, o salário mínimo está em R$ 937. Dyogo afirmou que as metas apresentadas são consistentes com o histórico de arrecadação. “Estamos falando de reduzir despesas de 20% do PIB em 2016 para cerca de 18% em 2020″, afirmou, reforçando que o ajuste fiscal se dará “mais pelo corte de despesas que pelo aumento de receitas”.

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2017, 17:20

ECONOMIA Meirelles: governo deixará de poupar até 20% com mudanças na PEC da Previdência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (7) que o impacto das mudanças na reforma da Previdência pode diminuir de 15% a 20% a economia que o governo previa obter nos próximos dez anos com a reforma. Em valores financeiros, a economia pode cair de R$ 750 bilhões a R$ 800 bilhões para cerca de R$ 650 bilhões. Segundo o ministro, contudo, os cálculos estão baseados em “estimativas imprecisas” que ainda dependem de como ficarão regra de transição, benefícios e pensões no texto final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016. O ministro reiterou que a redução na economia já está “precificada”. “Está nas nossas expectativas. Não se pode pretender que um projeto dessa magnitude não tenha alteração de nenhuma vírgula”, afirmou. Meirelles também afirmou que não está prevista alteração na idade mínima da aposentadoria para homens ou mulheres. “Na atual proposta a transição para mulheres começa aos 45 e para os homens aos 50 anos. Se mantém essa diferença por um longo período, 20 anos, mesmo nas discussões que estão sendo feitas para o período de transição”, argumentou Meirelles. Ontem (6), o presidente Michel Temer autorizou o relator da PEC da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), a flexibilizar pontos da proposta a fim de contornar a resistência de parlamentares da base aliada à reforma. Contudo, o Planalto pediu a manutenção da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem.

Agência Brasil

7 de abril de 2017, 16:15

ECONOMIA Governo eleva para R$ 129 bilhões meta de déficit primário para 2018

O governo federal elevou hoje (7) de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões a meta de déficit primário para 2018. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, em entrevista coletiva para apresentar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2018). A meta indicativa de déficit de R$ 79 bilhões em 2018 estava prevista da Lei de Diretrizes Orçamentária de 2017, aprovada pelo Congresso no ano passado. Meirelles destacou que há um compromisso do governo em reduzir a meta em relação a 2017. Para este ano, a meta de déficit para o Governo Central é de R$ 139 bilhões. Para definir a meta de 2018, Meirelles disse que foram levadas em consideração as projeções para o crescimento da economia de 0,5% em 2017, e de 2,5% no próximo ano. O governo também prevê que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 4,3% este ano, e em 4,5% em 2018.

Agência Brasil

7 de abril de 2017, 13:30

ECONOMIA Contribuintes pagaram este ano R$ 603 bi em impostos, taxas e contribuições

Os brasileiros já pagaram este ano R$ 603 bilhões em impostos, taxas e contribuições às três esferas do Poder Público (município, estado e União), segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ao longo de 2016, o total recolhido atingiu R$ 2 trilhões, o maior volume já registrado e a expectativa da Associação Comercial é de bater um novo recorde este ano. “A arrecadação começa a subir à medida que a recessão perde força. Esperamos que a intensificação da queda da taxa básica de juros traga estímulos maiores para que a economia cresça mais rapidamente”, disse Marcel Solimeo, superintendente da ACSP.

Agência Brasil

7 de abril de 2017, 10:06

ECONOMIA Inflação cai para 0,25%, menor taxa para março desde 2012

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou março em 0,25%, com queda de 0,08 ponto percentual em relação ao percentual ( 0,33%) de fevereiro e a menor taxa já registrada para os meses de março desde 2012, quando atingiu 0,21%. Com o resultado, a inflação acumulada no primeiro trimestre de 2017 é de 0,96%, contra 2,62% de igual período do ano passado. A dos últimos 12 meses é de 4,57%. Os dados relativos ao IPCA, indicador que serve de parâmetro para a meta inflacionária fixada pelo Banco Central (BC), foram divulgados hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março do ano passado, o IPCA havia variado 0,43%. Segundo o IBGE, o principal impacto para a alta no índice de março foi a conta de energia elétrica, que respondeu por 0,15 ponto percentual. A energia elétrica subiu no mês 4,43% e levou o grupo habitação a registrar elevação de 1,18%, a mais elevada variação de grupo. Para o IBGE, o resultado do item energia elétrica reflete a cobrança da bandeira tarifária amarela no valor de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kwh) consumidos, aliado também a aumentos ou reduções nas parcelas do PIS/Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), dependendo da região pesquisada.

Nielmar de Oliveira