7 de maio de 2019, 14:30

ECONOMIA Mansueto: governo gasta muito, mas não consegue reduzir desigualdade

O governo gasta muito, mas não consegue reduzir a desigualdade social, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, em debate sobre o estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A publicação Melhores Gastos para Melhores Vidas, divulgada hoje (7), faz parte de série de estudos denominada Desenvolvimento nas Américas. Segundo o estudo, os gastos públicos ineficientes no Brasil geram prejuízos de US$ 68 bilhões por ano ou 3,9% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). O secretário disse concordar com muitas das recomendações do BID para os gastos públicos, mas afirmou que o país tem desafios adicionais, como a pouca flexibilidade do Orçamento. Mansueto lembrou que 94% de despesas são obrigatórias e que o crescimento das despesas não decorre do inchaço do setor público, mas do crescimento dos gastos com Previdência. Segundo ele, a Previdência “é muito importante”, mas não é a melhor forma de fazer justiça social. “Se falhar no controle das despesas obrigatórias, em especial da Previdência, vai ser muito difícil ter ajuste fiscal, seja no âmbito federal ou dos estados” disse. Nesse cenário, afirmou o secretário, sobra pouco para o investimento público. Segundo ele, quando há necessidade de contingenciamento, o investimento é o primeiro a ser cortado. Para melhorar a situação, Mansueto disse que a reforma da Previdência não é a única solução. “A reforma da Previdência é o primeiro passo para a gente começar a resolver vários outros problemas do país.” Segundo ele, entre mudanças que precisam ser feitas, há questões como o salário alto de entrada no serviço público e a carreira de servidores “muito curta”, com os funcionários chegando ao topo ainda em poucos anos.

Agência Brasil

7 de maio de 2019, 14:15

ECONOMIA Guedes participará de audiência na comissão especial da Previdência

Foto: Estadão

Ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, irá à comissão especial que debate na Câmara a reforma da Previdência. A audiência pública será nesta quarta-feira (8), segundo acordo de líderes partidários com o presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PR-AM). O encontro com Guedes e o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, será o primeiro de uma série de audiências públicas. A vinda de Guedes à Câmara será a primeira vez que o ministro virá à Casa depois de ser chamado de “tchutchuca” por Zeca Dirceu (PT-PR) durante reunião na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O bate boca implodiu a sessão e o ministro deixou o colegiado antes do final. O relator da proposta de mudança das regras de aposentadoria, Samuel Moreira (PSDB-SP) propôs que sejam realizados entre 9 e 11 debates, mas centrão e oposição querem estender o prazo para 15 sessões não deliberativas. Além disso, serão realizadas audiências públicas nos estados para debater a proposta de emenda constitucional. Assim, líderes dizem que é difícil que o texto seja votado neste semestre. Paulinho da Força (SD-SP) afirmou depois de deixar a reunião que o prazo estabelecido pelo governo é apertado. “Tem 49 membros titulares, as sessões são longas”, disse. “E além disso tem um outro fator, que é o São João em junho”, disse. Durante o período de festas, deputados do Nordeste costumam ficar em suas bases, esvaziando a Câmara.

Estadão Conteúdo

7 de maio de 2019, 11:45

ECONOMIA Gasto público ineficiente no Brasil gera perda de US$ 68 bi por ano

Os gastos públicos ineficientes no Brasil geram prejuízos de US$ 68 bilhões por ano ou 3,9% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). É o que conclui estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A publicação faz parte da série de estudos denominada Desenvolvimento nas Américas. Segundo o organismo, há ineficiências na alocação de recursos públicos e na forma de execução de programas e projetos, como compras governamentais, na gestão do funcionalismo público e nas transferências de recursos. Para promover a eficiência do gasto público no Brasil, o estudo sugere melhorar a gestão de investimento público, com prioridade a projetos de maior impacto fiscal e que garantam o crescimento do país. As recomendações incluem maiores investimentos em crianças em relação a idosos, aprimorar a gestão do funcionalismo públicos a partir de meritocracia e revisão de carreiras e salários, fortalecer os sistemas de compras públicas e criar mecanismos que assegurem as transferências de recursos para aqueles que realmente necessitam.

Agência Brasil

7 de maio de 2019, 08:38

ECONOMIA Mega-Sena sorteia nesta quarta prêmio acumulado de R$ 170 milhões

A Mega-Sena vai sortear nesta quarta-feira (8) o prêmio acumulado de R$ 170 milhões; o maior deste ano. As seis dezenas do concurso 2.149 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. Segundo a Caixa, o prêmio, que está acumulado pela 13ª vez consecutiva, é o terceiro maior da história da Mega-Sena, sem considerar a Mega da Virada. Caso aplicado na poupança, o valor renderia mais de R$ 631 por mês. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de amanhã, dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

6 de maio de 2019, 21:20

ECONOMIA Governo prevê novo corte caso não consiga aval para gastos extras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reforçou nesta segunda-feira, 6, que o governo precisará fazer um novo corte no Orçamento de 2019 se o Congresso não autorizar até junho a emissão de dívida para o pagamento de despesas de custeio. A medida é necessária para que a União não descumpra a regra de ouro este ano. Segundo Mansueto, apesar do pedido de autorização feito pela União ser de R$ 248 bilhões, o rombo para o cumprimento da regra constitucional estaria hoje entre R$ 120 e R$ 140 bilhões. O secretário lembrou que o espaço do governo federal para conter as despesas discricionárias é muito reduzido e apontou que o contingenciamento de R$ 30 bilhões já feito no Orçamento de 2019 é “bastante expressivo”. “Se o Congresso não aprovar aumento da dívida até junho, será necessário novo corte no Orçamento”, alertou, em entrevista à GloboNews. Mansueto afirmou ainda que a conta de subsídios supera a casa dos R$ 300 bilhões por ano, mas considerou ser necessário apontar o custo/benefício de cada programa para que haja apoio a medidas que reduzam subvenções. O secretário avaliou ainda que a situação fiscal do Brasil ainda “é muito séria e delicada”, lembrando que o déficit primário estimado para 2019 é de R$ 139 bilhões, superior ao rombo de 2018. “O mercado está aceitando ajuste fiscal gradual, mas não podemos errar de novo”, avaliou “O melhor impulso que governo pode dar na economia é restabelecer a confiança, com a aprovação das reformas. E em uma democracia com mais de 30 partidos, é necessário apoio político”, concluiu.

Estadão

6 de maio de 2019, 18:55

ECONOMIA Bolsa fecha em queda de 1% com ameaça de Trump de taxar importações chinesas

Foto: Werther Santana/Estadão

Bolsa de Valores

O mercado financeiro passou a segunda-feira pressionado pelo cenário externo, marcado por queda das moedas de emergentes após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar tarifas adicionais em US$ 200 bilhões de produtos chineses. Localmente, a expectativa é pelo início dos trabalhos da Comissão Especial da Câmara, que vai avaliar a reforma da previdência, previsto para esta terça-feira, 7. O Ibovespa fechou aos 95.008,66 pontos, em queda de 1,04%, enquanto o dólar à vista fechou em alta de 0,48%, a R$ 3,9580. Os temores de acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China deflagraram um movimento global de aversão ao risco, que atingiu em cheio os mercados acionários nesta segunda-feira. O índice Bovespa operou em queda durante todo o pregão, na esteira do movimento gerado pelo aceno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar a sobretaxação a produtos chineses. “Os comentários de Trump fizeram os mercados de risco assumirem postura defensiva, causando esse movimento de queda das ações”, disse Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos. Segundo o analista, o fluxo externo continua sendo um ponto de interrogação nos mercados emergentes e em especial no Brasil, onde “os estrangeiros ainda estão esperando um bom sinal vindo das reformas da Previdência e tributária para o segundo semestre de 2019”. Já os investidores locais, afirma, continuam à espera de algum incentivo à economia interna, enquanto os indicadores econômicos se depreciam. No que diz respeito à reforma previdenciária, o clima ainda foi de compasso de espera pelo início dos trabalhos da comissão especial da Câmara, amanhã. “O cenário para Brasil não se altera. O driver principal continua sendo a reforma da Previdência e agora os investidores estão atentos à desidratação no número do ministro Paulo Guedes, de R$ 1,23 trilhão em dez anos, para algo em torno de R$ 600 bilhões a R$ 800 bilhões de reais de economia”, disse Chinchila. Nesta segunda, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que Paulo Guedes pode participar de uma audiência pública na comissão especial da reforma já nesta quarta-feira. Guedes, por sua vez, disse esta tarde que o Brasil voltará a crescer a partir de julho. “Assim que forem aprovadas as reformas, o Brasil retomará o seu caminho de crescimento sustentável. Não há novidade nenhuma nessa desaceleração econômica, o Brasil está prisioneiro de uma armadilha de baixo crescimento e nós vamos escapar com as reformas”, afirmou. A porta de saída dos investidores foram as ações do setor financeiro, grupo de maior peso na composição da carteira teórica do Ibovespa. Nesse bloco, destaque para Itaú Unibanco PN (-2,20%) e Bradesco PN (-2,70%). Por conta do imbróglio envolvendo EUA e China, Vale ON caiu 1,47%, alinhada a outras mineradoras pelo mundo. Com o resultado desta segunda, o Ibovespa passa a contabilizar queda de 1,40% em maio. O mercado local ficou mais estressado pela manhã, quando o dólar bateu em R$ 3,97. Na parte da tarde, a moeda americana desacelerou o ritmo de queda, e foi negociada na casa dos R$ 3,95, em meio a notícias de que uma delegação de Pequim vai aos EUA para uma nova rodada de negociações. Operadores ressaltam que importadores e investidores estrangeiros aumentaram as compras de dólar. O diretor e gestor em Nova York da BK Asset Management, Boris Schlossberg, destaca que os mercados de moeda tiveram reação imediata às ameaças de Trump e as divisas emergentes asiáticas já começaram os negócios desta segunda-feira enfraquecidas, seguidas pelas outras ao redor do mundo à medida que outros mercados foram abrindo. Ainda não está claro, ressalta ele, se Trump vai mesmo elevar as tarifas ou se o anúncio é apenas uma tática de negociação para pressionar os chineses. Por isso, os mercados podem oscilar agora dependendo das declarações de Pequim. Além de provocar uma inesperada escalada na tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo, os estrategistas do ABN Amro, Bill Diviney e Arjen van Dijkhuizen, destacam que caso Trump aumente mesmo as tarifas, pode haver impacto inflacionário dos Estados Unidos, com consequente efeito futuro nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Outro efeito pode ser piorar as projeções de crescimento da economia mundial, o que explica o nervosismo dos mercados nesta segunda-feira. O estrategista da TAG Investimentos, Dan Kawa, destaca que, pelo fato de o Brasil não ter conseguido se diferenciar de outros emergentes, avançando de forma concreta com as reformas, os ativos locais ficam a “mercê do humor global a risco”.

Estadão Conteúdo

6 de maio de 2019, 17:19

ECONOMIA Economia com Previdência não pode repetir proposta de Temer, afirma Meirelles

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez um alerta nesta segunda-feira (6) aos que acreditam que a desidratação da atual reforma da Previdência possa entregar uma economia equivalente à tentada pelo governo Michel Temer. Meirelles pilotou a proposta do ex-presidente, que acabou emperrada após as denúncias de corrupção contra Temer. O ministro observou que a sua proposta, que prometia uma economia de R$ 480 bilhões em dez anos, era menos abrangente que a atual. “Naquela vez, nós fizemos por etapas. Na primeira etapa, incluímos apenas os trabalhadores urbanos e os servidores civis”, disse Meirelles. “Na medida em que esta proposta está tentando fazer a reforma de todos os setores de uma só vez, a diminuição muito grande do efeito fiscal seria arriscada no sentido de não chegar ao número que não resolva o problema”. A atual proposta, comandada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), promete uma economia de R$ 1,2 trilhão em dez anos, envolvendo também trabalhadores rurais, militares e servidores estaduais. Mas o texto sofre pressão de setores do parlamento que querem a retirada de pontos considerados controversos, como o atraso de 65 anos para 70 anos da aposentadoria integral de idosos em situação de miséria e a alteração das regras de aposentadoria rural. As projeções de analistas do mercado financeiro dão conta de que a economia ficará entre R$ 600 bilhões e R$ 900 bilhões, o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou de que trabalha com, pelo menos, R$ 800 bilhões. Meirelles viveu na pele a negociação com parlamentares pela reforma. Naquele momento, Temer optou por deixar de fora os servidores dos estados. Dessa vez, Meirelles afirma que o engajamento dos governadores vai ocorrer em razão da crise vivida pelos estados.

Folhapress

6 de maio de 2019, 17:15

ECONOMIA Guedes avalia que Brasil voltará a crescer assim que reformas forem aprovadas

Foto: André Coelho/Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes

Depois de o mercado reduzir a estimativa de crescimento da economia para este ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil voltará a crescer a partir de julho. “Assim que forem aprovadas as reformas, o Brasil retomará o seu caminho de crescimento sustentável. Não há novidade nenhuma nessa desaceleração econômica, o Brasil está prisioneiro de uma armadilha de baixo crescimento e nós vamos escapar com as reformas”, afirmou Guedes, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que visitou o ministério nesta segunda-feira. “O Brasil de julho em diante está crescendo de novo”. O presidente falou da importância da reforma da Previdência. Bolsonaro disse que a alternativa para o caso de o País continuar tendo déficits seria “imprimir moeda”, mas lembrou que, com isso, haveria aumento da inflação. “Poderíamos ainda pegar empréstimo lá fora, mas será que querem emprestar pra nós? Com que taxas de juros? Não tem alternativa, é a reforma da Previdência”, completou. Questionado sobre cortes no orçamento da Educação, o presidente disse que o ideal seria que Orçamento fosse cumprido na íntegra, mas a expectativa de receita vem caindo, por isso necessidade de contingenciamentos. Ele disse, no entanto, que, no caso do Ministério da Educação, não houve contingenciamento, mas realocação de recursos entre áreas. A pasta, no entanto, foi uma das atingidas pelo corte no Orçamento anunciado em março. Nesta segunda-feira, os analistas de mercado revisaram a expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 1,70% para 1,49%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Guedes disse que isso é normal e que o país vinha crescendo muito abaixo disso, 0,5% ao ano. “O mundo está em desaceleração, o Brasil é o contrário, era prisioneiro de uma armadilha do baixo crescimento e vai recuperar crescimento econômico pelo caminho das reformas. Vamos começar a simplificar e reduzir impostos, vamos fazer a descentralização para Estados e municípios”, completou. O ministro disse ainda que o programa “Minha Casa, Minha Vida” está sendo reavaliado e que estão sendo mantidas conversas entre a Economia e a Caixa para recalibrar o programa. “Tinham 70 mil casas devolvidas, 60 mil casas não terminadas. O programa precisa passar por reavaliações”, afirmou. Segundo Guedes, no entanto, o programa não foi contingenciado pela equipe econômica e a Caixa segue liberando recursos.

Estadão Conteúdo

6 de maio de 2019, 09:29

ECONOMIA Mercado reduz projeção de crescimento do PIB de 1,70% para 1,49%

O mercado financeiro reduziu pela 10ª vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez caiu de 1,70% para 1,49% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília. A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,01% para 4,04% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Agência Brasil

5 de maio de 2019, 13:00

ECONOMIA Exportadores brasileiros lucram com guerra EUA-China

A guerra comercial entre Estados Unidos e China acabou por beneficiar exportadores brasileiros. No ano passado, o Brasil aumentou em US$ 8,1 bilhões as vendas para o mercado chinês, aproveitando que os produtos americanos ficaram mais caros no país asiático. O repentino aumento de competitividade dos brasileiros ajudou a impulsionar as exportações para a China, que bateram recorde no ano passado. A China é o principal destino dos produtos brasileiros no exterior há anos. Em 2018, foram exportados para lá US$ 64,2 bilhões, salto de 35% ante o ano anterior. Metade do crescimento veio do aumento nas vendas de produtos que antes sofriam mais pesadamente com a concorrência americana, segundo estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o jornal O Estado de São Paulo. Como reação às barreiras impostas à China por Donald Trump, que começaram a vigorar em julho do ano passado, o governo chinês elevou a tarifa de importação para produtos americanos. Em mais de cem deles, a taxa subiu para 25% – antes variavam de 3% a 13%. Para verificar se o Brasil aproveitou a oportunidade e em quais áreas saiu ganhando, a CNI cruzou dados de 382 bens americanos que sofreram sobretaxa com a pauta de exportações do Brasil para a China. Houve ganho em diversos setores, mas a soja se destacou, de acordo com o levantamento. Os embarques do produto dispararam e as vendas aumentaram 35%, em relação ao ano anterior. Só desse item foram US$ 7 bilhões a mais em exportações para o mercado chinês. Sem saber como ficaria o comércio com os Estados Unidos, compradores chineses também anteciparam encomendas, o que acabou por beneficiar outros produtos e setores. O estudo da CNI mostra que foram quase US$ 600 milhões a mais em embarques de carne bovina, o produto mais vendido depois da soja na lista analisada. Também tiveram alta embarques de milho, algodão, suco de laranja e caixas de marcha para veículos, entre outros. O aumento nos pedidos da China ajudou a empurrar as exportações brasileiras no ano passado, que somaram no total US$ 239,5 bilhões, mas o ganho poderia ter sido maior. Logo que o aumento nas tarifas foi anunciado, a CNI estimou que havia potencial de crescimento de até 77% nas vendas para o mercado chinês. Parte dessa expectativa não se realizou.

5 de maio de 2019, 11:44

ECONOMIA China autoriza importação de gordura de porco do Brasil

O governo chinês autorizou a exportação de gordura comestível de carne de porco do Brasil, disse hoje (5) o presidente da República, Jair Bolsonaro, em sua conta no Twitter. “Para suprir uma lacuna de demanda deixada pela peste suína, o governo chinês autorizou exportadores de carne de porco do Brasil a embarcar também a gordura comestível do animal. A medida atende a um pedido feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)”, escreveu o presidente. Bolsonaro acrescentou que, segundo a entidade, o subproduto tem valor de mercado superior ao das carnes tradicionais. “Até o fim de 2019, a China pode ter um déficit de oferta de 1 milhão a 2 milhões de toneladas no processamento de suínos. Podemos avançar muito neste setor”, destacou. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o surto de peste suína africana atacando os rebanhos chineses, o Brasil quer ampliar o fornecimento de carnes para a China, que é a maior produtora e consumidora da proteína suína no mundo. O ministério estima que o país asiático perdeu cerca de 30% de rebanho de suínos em decorrência da doença.

Agência Brasil

5 de maio de 2019, 11:05

ECONOMIA Banco Central define na quarta-feira se mantém Selic em 6,5%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz na próxima terça-feira (7) a terceira reunião de 2019 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Na quarta-feira (8), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa. Instituições financeiras consultadas pelo BC preveem que a Selic deve permanecer este ano no atual patamar. O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia da reunião, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Agência Brasil

5 de maio de 2019, 09:52

ECONOMIA Ninguém acerta as seis dezenas da Mega-Sena e prêmio vai a R$ 170 mi

A Mega-Sena acumulou pela 13ª vez consecutiva, neste sábado (4), no concurso 2.148. O prêmio estimado para o próximo concurso vai a R$ 170 milhões. Os números sorteados foram: 08 -15 – 32 – 33 – 58 – 59. Na quina, 296 apostas acertaram os números e cada apostador vai receber R$ 37.66,84. A quadra saiu para 21.684 ganhadores e cada um vai receber R$ 734,53. O próximo sorteio será na quarta-feira (8).

Agência Brasil

4 de maio de 2019, 12:33

ECONOMIA Diesel negociado nas refinarias está mais caro a partir de hoje

O preço médio do litro do diesel nas refinarias foi reajustado neste sábado (4), conforme informação divulgada no site da Petrobras, onde está listado 37 locais de postos de distribuição do combustível. O aumento médio definido pela empresa ficou em R$ 0,057. O valor passou de R$ 2,2470 o litro para R$ 2,3047. O preço da gasolina permanece inalterado. O reajuste é o primeiro praticado pela petroleira para o diesel desde 18 de abril, quando os preços subiram 4,8%.

Agência Brasil

3 de maio de 2019, 22:00

ECONOMIA Petrobrás aumenta preço médio do diesel em 2,5%

Foto: Estadão

Petrobras

A Petrobrás decidiu aumentar o preço médio do diesel comercializado nas refinarias em R$ 0,0577 por litro a partir de amanhã, já o preço da gasolina permanecerá inalterado. A informação consta do site da empresa, no qual a petroleira lista os valores praticados em 37 postos de suprimento do mercado nacional, para a gasolina, o diesel S10 e o diesel S500. Com o reajuste de 2,57%, o preço do diesel passará de R$ 2,247 por litro para R$ 2,3047. O último reajuste feito pela Petrobrás no diesel ocorreu no dia 18 de abril, quando a estatal promoveu uma alta de R$ 0,10 por litro, valor que correspondeu a um aumento de 4,8% no preço médio do produto. Seis dias antes, a estatal havia anunciado uma elevação de 5,7% no diesel, mas suspendeu o ajuste após um pedido do presidente da República, Jair Bolsonaro, que manifestou preocupação com as ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros.

Estadão Conteúdo