13 de fevereiro de 2017, 09:01

ECONOMIA Projeção do mercado financeiro para inflação em 2017 fica no centro da meta

O mercado financeiro reduziu pela sexta semana seguida a projeção para a inflação, este ano. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,64% para 4,47%. As estimativas fazem parte do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada semanalmente, pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%, há 29 semanas consecutivas. A meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC é 4,5%, com limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior da meta é 3% e o superior 6%. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano, foi ajustada de 0,49% para 0,48%. Para o próximo ano, a estimativa foi alterada de 2,25% para 2,30%. Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 21:09

ECONOMIA Produtos mais consumidos no carnaval têm tributação de até 76%

Cada vez que um folião toma uma caipirinha, 76,66% do valor da bebida vão para o governo, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que fez um levantamento sobre a tributação dos produtos mais consumidos no carnaval. A lista inclui de bebidas a fantasias e spray de espuma.De acordo com a entidade, as bebidas têm a carga de impostos mais alta: além dos 76,66% da caipirinha, o chope tem 62,2% de tributação, e a lata ou garrada de cerveja, 55,6%. Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, os percentuais altos estão ligados ao princípio da seletividade na definição dos impostos. “Quanto menos essencial o produto for para a população, mais tributado ele será”, explicou.Para quem quer pular o carnaval fantasiado, a parcela de imposto pode chegar a 45,96% se a escolha for um colar havaiano. As máscaras de plástico têm 43,93% de impostos embutidos e as fantasias de tecido, 36,41%.Outros itens típicos desta época, os confetes e serpentinas são tributados em 43,83%. Já 45,94% do preço dos sprays de espuma vão para os impostos.A lista do IBPT também incluiu passagens aéreas, tributadas em 22,32%; e pacotes para assistir a desfiles de escolas de samba – com hospedagem, transporte e ingresso – que chegam a ter 36,28% de impostos.

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2017, 19:59

ECONOMIA Não há ‘plano B’ para solucionar crise fiscal do Rio, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira, 10, que é muito importante que o plano de recuperação fiscal do Estado do Rio seja executado integralmente. Segundo o ministro, não há “plano B” para solucionar a crise fiscal do Rio e será preciso privatizar e dar as ações da estatal de águas e esgoto Cedae para que o governo consiga novos empréstimos.”É muito importante que o programa seja executado integralmente para funcionar. A Cedae é colocada em processo de privatização, e as ações da companhia são dadas em garantia para a União, que, em função disso, pode conceder um aval para que instituições financeiras possam fazer um empréstimo para o Estado do Rio”, disse Meirelles, após visitar a nova sede do jornal O Globo, no Rio.Segundo Meirelles, se a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) rejeitar algum item do plano de recuperação, o acordo não poderá ser levado à frente, a menos que o item rejeitado seja substituído por outro pelo governo estadual. “Em resumo, as contas têm que fechar. A matemática não aceita acertos”, disse o ministro. Além da privatização da Cedae, o termo de compromisso assinado entre o Estado do Rio e a União exige como contrapartida a elevação da contribuição previdenciária dos servidores públicos e o congelamento dos salários. Meirelles voltou a minimizar o fato de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) ter cassado o mandato do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que também teve o nome citado em algumas investigações da Operação Lava Jato. “O acordo é institucional entre a União e o Estado do Rio de Janeiro. Ele é superior às pessoas. É um acordo no interesse da população”, afirmou o ministro.

Estadão Conteúdo

10 de fevereiro de 2017, 19:25

ECONOMIA Dólar fecha próximo de R$ 3,10 e alcança menor valor em três meses

Foto: Divulgação

Em um dia de calma no mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda e chegou ao menor valor em três meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (10) vendido a R$ 3,109, com queda de R$ 0,021 (-0,66%). A cotação está no menor nível desde 25 de outubro (R$ 3,107).O dólar abriu em baixa e ampliou o ritmo de queda durante a tarde. A divisa acumula queda de 1,3% em fevereiro e de 4,3% em 2017.No mercado interno, a atuação do Banco Central foi insuficiente para conter a queda do dólar. Este mês, a autoridade monetária está rolando (renovando) menos contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Ao rolar menos esse tipo de contrato, o BC, em tese, diminui o ritmo de queda do dólar.A queda da moeda norte-americana ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que pretende lançar um plano que prevê cortes expressivos de impostos e desvalorização do dólar para atrair mais empregos para os Estados Unidos. Ontem (9), a divisa tinha subido em todo o planeta após as declarações de Trump, mas caiu hoje. Dados positivos sobre as exportações chinesas ajudaram a empurrar para baixo a cotação do dólar.No mercado de ações, o dia foi de fortes ganhos. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta sexta-feira com alta de 1,79%, aos 66.124 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram 2,44% (papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas) e 3,52% (papéis preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos).

Agência Brasil

9 de fevereiro de 2017, 17:30

ECONOMIA Meirelles diz que PIB cresce já no 1º trimestre

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a economia brasileira “já cresce neste trimestre” e a atividade vai ganhar tração nos próximos meses. “A boa notícia é que o País já cresce neste trimestre. O Brasil cresce em 2017, vai crescer mais em 2018 e já estamos tomando medidas para que o País possa crescer mais e mais”, disse, durante palestra no evento Caixa 2017 organizado pelo banco federal em Brasília. Durante a palestra dada a executivos do banco federal, o ministro citou que o mercado financeiro prevê que o Brasil crescerá em torno de 0,50% em 2017, enquanto a previsão do governo segue em 1%. “É um número um pouco baixo, mas isso engana”, disse, ao argumentar que a estimativa para o ano acaba amenizando a velocidade crescente da atividade esperada pelo governo. Para reafirmar essa avaliação, o ministro da Fazenda repetiu a previsão de que a economia crescerá a um ritmo “de cerca de 2%” no último trimestre de 2017 na comparação com 2016. “Vamos ter expansão do consumo. Em um segundo momento, será no investimento”, disse, ao comentar que a redução da alavancagem das empresas abrirá espaço para que haja retomada do investimento em breve. A apresentação de Meirelles foi fechada à imprensa, mas o áudio da palestra foi divulgado pela assessoria de imprensa da Fazenda.

Estadão Conteúdo

9 de fevereiro de 2017, 15:15

ECONOMIA Pedidos de saque de contas inativas do FGTS devem começar dia 14, diz Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (9), durante o evento Caixa 2017, que as solicitações de saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverão começar a ser apresentadas ao banco Caixa a partir da próxima terça-feira (14) pelos trabalhadores que têm direito aos recursos. O calendário de liberação do dinheiro ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo federal, mas os saques deverão ocorrer de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. “A liberação das contas inativas do FGTS é também política social. Temos R$ 42 bilhões retidos nessa fonte. No dia 14, me ajude se eu errar nas datas, os senhores vão começar a receber as demandas dos detentores das contas inativas”, disse Padilha a servidores da Caixa que participavam do evento. Poderão ser sacados os valores de todas as contas inativas do FGTS até 31 de dezembro de 2015, sem limite de retirada. As contas inativas do FGTS são as que não recebem mais depósitos do empregador porque o contrato de trabalho foi suspenso. O trabalhador pode consultar a existência e o saldo de contas inativas do Fundo de Garantia por meio do site da Caixa, SMS, nas agências do banco e pelo aplicativo do FGTS. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (9), durante o evento Caixa 2017, que as solicitações de saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverão começar a ser apresentadas ao banco Caixa a partir da próxima terça-feira (14) pelos trabalhadores que têm direito aos recursos. O calendário de liberação do dinheiro ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo federal, mas os saques deverão ocorrer de acordo com o mês de aniversário do trabalhador.

Agência Brasil

8 de fevereiro de 2017, 12:45

ECONOMIA Entrada de dólares no país supera saída em US$ 3,6 bilhões em janeiro

Mais dólares entraram no país do que saíram no início deste ano. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (8), o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,664 bilhões em janeiro. Tanto o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) quanto o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficaram positivos em janeiro, em US$ 1,595 bilhão e US$ 2,069 bilhões, respectivamente. No três primeiros dias úteis deste mês o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,805 bilhão.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

8 de fevereiro de 2017, 08:15

ECONOMIA Receita abre consulta a lotes residuais de restituição do Imposto de Renda

Lotes residuais de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física, referentes aos exercícios de 2008 a 2016, estarão disponíveis para consulta a partir das 9h de hoje (8). Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita Federal na internet ou ligar para o número 146. O pagamento das restituições será feito no próximo dia 15. Segundo a Receita, serão beneficiados 115.831 contribuintes, com um total de R$ 250 milhões. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, preenchendo formulário eletrônico no centro virtual de atendimento e-CAC. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá comparecer a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para o telefone 4004 0001 (capitais), 0800 729 0001 (demais localidades) ou 0800 729 0088 (telefone especial para deficientes auditivos). Procurando o banco, é possível agendar o depósito do valor em conta-corrente ou poupança.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 21:46

ECONOMIA Mais de 4,8 mil baianos integram lote residual do Imposto de Renda

A Receita Federal vai liberar amanhã (8/2), a partir das 9h, a consulta ao lote residual de pagamento de restituições das declarações do Imposto de Renda dos anos de 2008 a 2016. Estas declarações estavam retidas em malha fina e a restituições serão depositadas nas contas bancárias dos beneficiados na próxima quarta-feira (15/2)Na Bahia, 4,8 mil contribuintes foram incluídos no lote. Juntos, eles vão receber R$ 9,8 milhões. Deste total, 3 mil restituições são referentes ao ano de 2016, que totalizam cerca de R$ 6 milhões. Nacionalmente, segundo o Fisco, a somatória da restituição para todos os brasileiros incluídos no lote deve chegar a R$ 250 milhões para um total de 115,8 mil contribuintes contemplados.Para consultar se faz parte do lote, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na Internet ou ligar para o Receitafone, número 146. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo “Receita Federal – Pessoa Física”, via smartphone ou tablet. O programa é gratuito para sistemas Android ou iOS.

Correio*

7 de fevereiro de 2017, 19:02

ECONOMIA Dólar fecha abaixo de R$ 3,12 e alcança menor valor em três meses

Foto: Divulgação

Em um dia de calma no mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda e voltou a alcançar o menor valor em três meses. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (7) vendido a R$ 3,117, com queda de R$ 0,009 (-0,28%). A cotação está no menor nível desde 25 de outubro (R$ 3,107).O dólar abriu em alta, mas inverteu a tendência e passou a operar em baixa durante a tarde. A divisa acumula queda de 1,1% em fevereiro e de 4,1% em 2017.No mercado interno, a atuação do Banco Central foi insuficiente para conter a queda do dólar. Este mês, a autoridade monetária está rolando (renovando) menos contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Ao rolar menos esse tipo de contrato, o BC, em tese, diminui o ritmo de queda do dólar.No mercado de ações, o dia foi de ganhos. Após uma forte queda ontem, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta terça com alta de 0,32%, aos 64.199 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, no entanto, tiveram desempenho oposto. Os papéis da estatal caíram 1,25% (papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas) e 1,74% (papéis preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos).

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 14:15

ECONOMIA Meirelles: governo trabalha para ‘maior adequação no tamanho do BNDES’

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira, 7, durante evento do Banco Central, em Brasília, que o governo trabalha para “maior adequação no tamanho do BNDES”. “Houve uma medida importante, que foi o pré-pagamento de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro”, citou. De acordo com Meirelles, nos últimos anos subiram os empréstimos entre Tesouro e BNDES. Agora, este pré-pagamento representa cerca de 20% do total de empréstimos. “Trabalhamos com o BNDES a respeito do melhor papel para o banco”, disse Meirelles. Ex-presidente do BC, Armínio Fraga afirmou que, mais importante que a “adivinhação” do tamanho ideal do BNDES, é definir critérios para que o banco faça empréstimos. “É importante ter em mente que, a partir de critérios, a redução do tamanho do BNDES será um sinal de sucesso. De um País que caminha para taxas mais baixas para todo mundo”, defendeu. Também ex-presidente do BC, Gustavo Loyola afirmou que a questão do BNDES é mais “qualitativa que quantitativa”. “O banco tem que encontrar seu lugar. Estou otimista quanto ao estabelecimento destes critérios, destas linhas mestras, para potencializar o crescimento do crédito, do País e do mercado de capitais. O BNDES não pode ser inibidor de crescimento do mercado de capitais”, afirmou. “No final, o BNDES não vai reduzir de tamanho, vai crescer. Mas o mercado de capitais vai crescer mais”, disse. De acordo com Meirelles, com a normalização da economia, “é viável pensar também em convergência maior de taxas do BNDES com as do mercado”. “Isso pode, sim, caminhar. O BNDES pode, sim, achar, com o tempo, melhor o seu lugar”, afirmou o ministro.

Estadão Conteúdo

7 de fevereiro de 2017, 10:30

ECONOMIA Produção industrial cresce em 10 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

O crescimento de 2,3% na produção industrial em dezembro de 2016, frente a novembro, reflete aumentos no ritmo da atividade em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalhou hoje (7) os dados regionalizados do levantamento já divulgado a nível nacional na semana passada. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional (PIM-PF, na série com ajuste sazonal, o principal destaque entre os dez locais com incremento da produção foi o avanço de 12,4% anotado no Ceará, o que eliminou a perda de 8,4% acumulada entre agosto e novembro. Os dados do IBGE indicam que o Rio Grande do Sul (6,3%), Espírito Santo (5,1%), região Nordeste (4,9%) e Santa Catarina (3,6%) também assinalaram crescimento acima da média da indústria, que foi de 2,3% nos 14 locais envolvidos na pesquisa. Minas Gerais fechou dezembro com sua produção crescendo os mesmos 2,3% da média nacional. Também fecharam com resultados positivos, embora abaixo da média de 2,3%, Goiás (1,4%); Bahia (1,4%); Paraná (0,8%); e Pernambuco (0,6%). Leia mais na Agência Brasil.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

6 de fevereiro de 2017, 18:38

ECONOMIA Limite de renda do Minha Casa, Minha Vida sobe para R$ 9 mil

Foto: Divulgação

Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão ter acesso aos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, o limite para participar do programa é R$ 6,5 mil. As faixas de renda do programa habitacional tiveram os limites reajustados em 7,69%, equivalente à variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que encerrou o ano passado em 6,57%, mais 1,12 ponto percentual. O programa tem condições de financiamento mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional. A ampliação atinge as faixas 1,5; 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Com a mudança, o limite para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.“O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida”, afirmou hoje (6) o presidente Michel Temer, durante o anúncio das mudanças, no Palácio do Planalto. Segundo ele, a preocupação do governo reúne as necessidades da iniciativa privada e a responsabilidade social com a geração de empregos.

Agência Brasil

6 de fevereiro de 2017, 16:30

ECONOMIA Saques da poupança superam depósitos em R$ 10,7 bilhões em janeiro

O Banco Central (BC) informou hoje (6) que os brasileiros retiraram R$ 10,73 bilhões a mais do que depositaram na poupança em janeiro. O resultado é o segundo pior para meses de janeiro desde o início da série histórica do BC, em 1995. O pior saldo negativo em janeiro permanece o registrado para 2016, quando a poupança ficou negativa em R$ 12 bilhões. O saldo negativo de janeiro de 2017 também é o terceiro pior da poupança em todos os meses, desde 1995. No mês passado, os saques na poupança somaram R$ 176,85 bilhões, superando os depósitos, que ficaram em a R$ 166,12 bilhões. O valor total nas contas ficou em R$ 658,56 bilhões. O volume dos rendimentos creditados nas cadernetas dos investidores alcançou R$ 4,31 bilhões. Alguns fatores têm contribuído para a fuga de recursos da poupança. A alta da inflação contribui para a perda de atratividade da aplicação e vem influenciando a poupança desde 2015. No mês passado, no entanto, houve a primeira sinalização de arrefecimento da alta de preços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2016 em 6,29%, o que sinaliza uma desaceleração. Isso significa que o IPCA terminou o ano passado abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A taxa básica de juros da economia, Selic, quando está elevada, também torna a poupança menos atraente. Reagindo à queda da inflação, em sua primeira reunião de 2017, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual. No momento a taxa está em 13% ao ano. O presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, disse que este deve ser o “novo ritmo” de redução da taxa.

Agência Brasil

6 de fevereiro de 2017, 13:00

ECONOMIA Dieese apura queda de preço da cesta básica em 20 capitais

O valor dos alimentos essenciais na mesa dos brasileiros caiu, em janeiro, em 20 das 27 capitais onde é feita a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O quadro difere do registrado em dezembro, quando todas as localidades pesquisadas indicaram elevação de preços. Ao longo de janeiro, a capital do Acre, Rio Branco, foi a que apresentou o maior recuo (-12,82%), seguida de Cuiabá (-4,16%), Boa Vista (-3,94%) Campo Grande (-3,63%) e Curitiba (-2,97%). Já as altas ocorreram em Fortaleza (4,64%), Aracaju (2,18%), Salvador (1,30%), João Pessoa (0,76%), Teresina (0,57%); Manaus (0,18%) e Brasília (0,22%). A cesta mais cara foi encontrada em Porto Alegre (R$ 453,67). O segundo maior valor também está no sul do país (Florianópolis, com R$ 441,92) e, na terceira posição, vem o sudeste com o Rio de Janeiro (R$ 440,16). Em sentido oposto, aparecem na lista, com os custos mais baixos, Rio Branco (R$ 335,15) e Recife (R$ 346,44). No acumulado de 12 meses, houve elevação em 14 cidades com destaque para Maceió (15,99%); Fortaleza (11,89%) e Belém (8,52%). Entre as 13 localidades com redução, as mais expressivas foram anotadas em Belo Horizonte (-6,71%); Campo Grande (-4,69%); Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%). Pelos cálculos do Dieese, com base na cesta mais cara do país, o trabalhador deveria ganhar um salário mínimo de R$ 3.811.29 para sustentar uma família com quatro pessoas. O valor é 4,07 vezes maior do que o atual mínimo (R$ 937,00). Comparado a janeiro de 2016, caiu a diferença entre o oficial e o ideal, já que há um ano o teto considerado necessário foi estimado em R$ 3.795,24 ou 4,31 vezes mais do que o salário mínio vigente naquele período (R$ 880,00). A pesquisa aponta ainda que, com a correção do piso salarial em 6,48%, o trabalhador compromete 91 horas e 48 minutos para ganhar o equivalente para a compra dos produtos, tempo inferior ao mensurado em dezembro último (98h58) e em janeiro de 2016 (97h02). Considerando o custo da cesta básica e o valor líquido constante no contracheque do trabalhador, em que já está descontado o recolhimento da Previdência Social, o comprometimento do ganho para adquirir os produtos atingiu em janeiro 45,36%, taxa menor do que a de dezembro último (48,89%) e janeiro de 2016 (47,94%). Na cidade de São Paulo, o custo da cesta recuou 0,68% com valor de R$ 435,89, o quarto maior do país. No acumulado de 12 meses, a variação foi negativa em 2,77%. Entre os produtos que mais influenciaram esse resultado estão o feijão carioquinha (-17,75%); a batata (-14,63%); o leite integral (-2,66%) e a farinha de trigo (-0,58%).

Marli Moreira, Agência Brasil