15 de maio de 2017, 08:55

ECONOMIA Mercado financeiro reduz projeção de inflação este ano para 3,93%

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano pela décima vez seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,01% para 3,93%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras.A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa caiu 4,39% para 4,36%.A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano foi ajustada de 0,47% para 0,50%. Para o próximo ano, a estimativa permanece em 2,50%.Para as instituições financeiras, a taxa básica de juros, a Selic, encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano.Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Agência Brasil

12 de maio de 2017, 14:15

ECONOMIA Temer: juros estão caindo e desemprego, a ‘pior herança’, começará a ceder

O presidente da República, Michel Temer

O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira, 12, que a inflação, que estava próxima de 10%, já caiu para perto de 4%. “Eu mesmo, o (ministro Henrique) Meirelles, Dyogo (Oliveira, ministro do Planejamento), Ilan (Goldfajn, presidente do Banco Central), imaginávamos que ficaria abaixo da meta”, afirmou Temer. “Talvez no fim do ano tenhamos notícias mais alvissareiras.” Temer lembrou que os juros estão caindo e disse que o desemprego “que é a pior herança de época de gastos, em breve começará a ceder”. “Não temos dúvida disso. Muitos analistas econômicos dizem que o otimismo começa a transparecer na fala e no gesto do povo brasileiro”, disse o presidente. Em sua fala, ele citou ainda a modernização da legislação trabalhista, “já aprovada na Câmara. Segundo ele, ela gerará mais empregos no País. “Quero enfatizar, com letras garrafais, que estamos garantindo total proteção ao direito do trabalhador” disse Temer. “Vejo irresponsabilidade das pessoas, que divulgam que estamos tirando direitos do trabalhador. No artigo 7º da Constituição, essas pessoas verificariam que os direitos trabalhistas estão todos assegurados lá. Está na Constituição.”

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2017, 12:37

ECONOMIA Meirelles: recessão ficou no passado e país começa a crescer

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Henrique Meirelles

A recessão econômica é parte do passado, afirmou hoje (12) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na reunião ministerial para balanço de um ano do governo Temer, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.“O Brasil vive um momento e um governo de profunda transformação. Encontramos um país que viveu a maior recessão da história. A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 1931”, disse. O ministro enfatizou que a recessão já passou e que o Brasil mostra sinais de que voltou a crescer. Meirelles citou o aumento do consumo em 20%, da produção de aço, também em 20%, e a safra de grãos, “surpreendendo os mais otimistas”, com crescimento de 22%, em relação ao ano passado.Entretanto, Meirelles disse que o desemprego leva mais tempo para reagir à retomada da economia. “O desemprego deve crescer ainda um pouco porque tem uma reação mais lenta.”Meirelles relembrou medidas adotadas neste ano de governo, como a emenda à Constituição que estabeleceu um teto para os gastos públicos. “A aprovação da PEC do Teto dos Gastos foi fundamental para dar previsibilidade à economia brasileiras, às contas públicas”, disse Meirelles, acrescentando que foi a primeira vez em que foi feito um projeto de longo prazo para as contas públicas. Leia mais na Agência Brasil.

12 de maio de 2017, 07:28

ECONOMIA Saque de contas inativas do FGTS começa hoje para nascidos entre junho e agosto

Começa hoje (12) o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto. A partir desta sexta-feira, 7,6 milhões de pessoas estão aptas a sacar quase R$ 11 bilhões. Além de atendimento exclusivo para as contas inativas neste sábado (13), as unidades da Caixa Econômica Federal vão abrir mais cedo nos dias de hoje, na próxima segunda (15) e terça-feiras (16).Para as agências que já abrem rotineiramente às 9h, o atendimento se estenderá das 8h até uma hora a mais do que o normal. Já as demais cidades vão contar com bancos abertos duas horas mais cedo nestes três dias. Amanhã, 2.100 agências do banco funcionarão em regime de plantão das 9h às 15h, para saques, solucionar dúvidas e providências como emissão da senha do Cartão do Cidadão.Nem todo mundo, porém, é obrigado a comparecer em uma agência da Caixa para receber os recursos. Mais de três milhões de pessoas terão os valores depositados automaticamente em suas contas da Caixa. Os trabalhadores que possuem o Cartão do Cidadão e têm até R$ 3 mil a receber poderão ter acesso aos valores também por meio de lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui.Para o trabalhador que for resgatar contas com saldos superiores a R$ 3 mil, é recomendado que compareça ao banco portando documento de identificação, carteira de trabalho ou alguma comprovação de rescisão do contrato. Já para os valores acima de R$ 10 mil é obrigatória a apresentação desses documentos.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 19:43

ECONOMIA Taxas de juros caem pela quinta vez seguida

Foto: Reprodução

Nova baixa pode ser atribuída à redução da Selic promovida pelo Banco Central

As taxas de juros das operações de crédito tiveram a quinta redução consecutiva e a sexta diminuição em dois anos. Em abril houve uma nova baixa, que pode ser atribuída à redução da Selic promovida pelo Banco Central em sua última reunião realizada em 12 de abril, segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas da ANEFAC, Miguel José Ribeiro de Oliveira.Para Oliveira, a expectativa é que aconteçam novas reduções da Selic frente à diminuição da inflação. Esse cenário foi possível porque desde outubro de 2016 o Banco Central começou a flexibilizar sua política monetária com a Selic. “Já para os próximos meses, tendo em vista a melhora das expectativas quanto à redução da inflação bem como na melhora fiscal, deveremos ter novas reduções da taxa básica de juros, o que reduz o custo de captação dos bancos, possibilitando novas diminuições das taxas de juros nas operações de crédito”, prevê.Mas é necessário ter cautela, segundo Oliveira, tendo em vista o cenário econômico atual que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência por conta da recessão econômica em curso, bem como o desemprego elevado, pois pode haver o risco de novas elevações das taxas de juros das operações de crédito aos consumidores tanto na pessoa física quanto na jurídica.

11 de maio de 2017, 19:20

ECONOMIA Petrobras tem lucro de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre

Foto: Marcos de Paula/AE

A Petrobras registrou no primeiro trimestre deste ano lucro líquido de R$ 4,4 bilhões. Segundo a empresa, o resultado reverte o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado, quando houve perda de R$ 1,2 bilhão. “Sem dúvida alguma, foi um bom trimestre para a nossa companhia”, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, no início da entrevista à imprensa para apresentar os resultados operacionais e financeiros da empresa referentes aos três primeiros meses de 2017.De acordo com a companhia, o resultado foi influenciado por menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e maior oferta de gás nacional.Além disso, houve aumento de 72% nas exportações, que atingiram 782 mil barris/dia, com preços médios de petróleo mais elevados; redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas; queda de 11% nas despesas financeiras líquidas; e menores despesas com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos. Pedro Parente aproveitou para agradecer o trabalho dos petroleiros que contribuíram para o lucro obtido.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 17:21

ECONOMIA BNDES aprova primeiro financiamento para geração de energia solar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (11), no Rio de Janeiro, a aprovação do primeiro financiamento para um projeto de geração de energia solar.O empréstimo, de R$ 529,039 milhões, vai financiar a implantação do Complexo Solar Pirapora, em Minas Gerais, um empreendimento da EDF Energies Nouvelles, subsidiária do grupo estatal francês Électricité de France (EDF) e da fabricante de módulos solares canadense Canadian Solar (CSI), que fornecerá equipamentos para o projeto.O Complexo Solar Pirapora prevê a construção de cinco usinas fotovoltaicas, com potência instalada total de 150 megawatts (MW) e capacidade para atender a demanda de 189.842 residências, informou o banco, pela assessoria de imprensa.A etapa de construção do complexo vai gerar 1.381 empregos diretos e indiretos. As obras começaram em outubro de 2016. As usinas têm previsão de entrada de operação comercial em agosto próximo.A energia do Complexo Solar de Pirapora foi comercializada no 7° Leilão para Contratação de Energia de Reserva, realizado em 28 de agosto de 2015. Os contratos de energia de reserva (CERs), celebrados com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), têm vigência de 20 anos a partir de 1º de agosto de 2017. Durante o leilão, as usinas comercializaram juntas 42 MW médios, a uma tarifa média de R$ 298,58 por megawatt-hora (MWh).

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 13:15

ECONOMIA Novas estimativas do IBGE indicam safra ainda maior em 2017

As novas estimativas divulgadas hoje (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, indicam que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para este ano será 26,2% maior do que a de 2016, devendo atingir 233,1 milhões de toneladas (contra as 184,7 milhões de toneladas da safra 2016) – a maior da história. Os dados constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de abril, a quarta estimativa de produção de grãos feita este ano. Em relação às estimativas de março, a produção e a área plantada aumentaram em 1,2% e 0,2%, respectivamente. Os dados indicam, ainda, que a estimativa da área a ser colhida é de 60,8 milhões de hectares, um crescimento de 6,5% diante da área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 93,7% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida. Segundo o IBGE, em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,4% na área da soja, de 16,5% na do milho e de 3,3% de arroz. No que se refere à produção, houve acréscimos de 17,5% para a soja, 13,5% para o arroz e 46,8% para o milho. Regionalmente, as estimativas de abril para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas não apresentaram modificações no item maiores regiões produtoras. O Centro-Oeste continuará respondendo pelo maior volume de produção, com 43,2% da safra do país, seguido pela Região Sul (35,8%), Sudeste (9,7%), Nordeste (7,7%), e Norte (3,6%). Por estado, Mato Grosso do Sul lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 25%, seguido pelo Paraná (18,3%) e Rio Grande do Sul (14,6%). Somados, estes três estados respondem por 57,9% do total nacional previsto para este ano. Outros estados importantes na produção de grãos, segundo o IBGE, foram Goiás (10%), Mato Grosso do Sul (7,9%), Minas Gerais (6,1%), São Paulo (3,6%), Bahia (3,3%), Santa Catarina (2,9%) e Maranhão (2,1%), que integram também o grupo dos dez maiores produtores do País.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

11 de maio de 2017, 10:50

ECONOMIA Governo trabalha para reverter mudanças no Refis

O governo está trabalhando para reverter mudanças no Programa de Regularização Tributária, espécie de Refis, para parcelamento de dívidas com a Secretaria da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A afirmação é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após participar hoje (11) do programa Agora Brasil, da Rede Nacional de Rádio em parceria com a NBR – canal de TV da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Estamos trabalhando para reverter no plenário para algo próximo do que foi proposto [pelo governo]”, disse. Na semana passada, uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou parecer do relator da Medida Provisória 766/2016, que instituiu o Refis. O parecer concede desconto nas multas e nos juros das dívidas parceladas, o que estava vetado no texto inicial. “De fato as medidas propostas pelo relator não são adequadas do ponto de vista fiscal. O que se iria arrecadar com esse processo cai muito e também gera uma falta de incentivo para que as empresas paguem os seus impostos,” disse.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 09:28

ECONOMIA Queremos reforma tributária para eliminar a guerra fiscal, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 11, que a reforma tributária é a próxima que será discutida pelo governo. Ele lembrou que a convalidação dos regimes de benefícios fiscais dos Estados está em discussão pelo Congresso.”A chamada guerra fiscal é um debate nacional que está sendo discutido pelo Parlamento”, afirmou o ministro, em participação no programa “Agora Brasil”, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Sem consenso entre Estados do Nordeste e Sudeste, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta costurar um acordo com um “meio-termo” entre as propostas desses entes federados para o texto do projeto de convalidação de benefícios fiscais concedidos por Estados a empresas. Pelo texto do projeto aprovado pelo Senado – e que irá a votação na Câmara na próxima terça-feira, 16 -, os convênios de incentivos fiscais concedidos por Estados sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) serão prorrogados por mais 15 anos, no caso da indústria e da agropecuária.

Estadão

11 de maio de 2017, 08:46

ECONOMIA Governo faz leilão para exploração de petróleo em três estados

O governo realiza hoje (11) a 4ª Rodada de Licitações de Áreas com Acumulações Marginais. Serão oferecidas nove áreas para exploração de petróleo nos estados do Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Bahia. O leilão será realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, às 9h. Essas áreas estão localizadas em bacias sedimentares terrestres maduras, e sua exploração é considerada vital para a atividade petrolífera das regiões afetadas. A concessão estabelece que seja utilizada a infraestrutura de produção já existente. A previsão de arrecadação com a outorga dos nove campos está estimada em R$ 451 mil, que é o valor mínimo do bônus de assinatura. Segundo o governo, embora não seja um valor expressivo, a licitação é importante por atrair empresas petrolíferas de pequeno e médio porte e fortalecer a cadeia de fornecedores de bens e serviços do setor Este será o primeiro leilão de petróleo dentro do Programa de Parcerias de Investimentos. Também estão previstos para este ano a 14ª rodada de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, em setembro, e dois leilões para exploração de petróleo no pré-sal, em outubro. A expectativa do governo é que os leilões de petróleo que serão feitos este ano deverão arrecadar cerca de R$ 8,5 bilhões apenas em bônus de assinatura.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 07:15

ECONOMIA PIB do primeiro trimestre vai registrar crescimento, diz Dyogo Oliveira

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (10) que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) vai registrar crescimento nos primeiros três meses de 2017. “Temos que aguardar os números oficiais para confirmar, mas essa é a tendência com os números que estão disponíveis”, disse em entrevista antes de participar da Rio Money Fair – A Feira do Dinheiro, no Centro de Convenções da Bolsa do Rio, no centro da capital fluminense.Segundo Oliveira, os indicadores de serviços e comércio de março ainda não estão fechados, mas devem ser positivos e ele diz que o mercado estima um crescimento de 0,9% do PIB no primeiro trimestre do ano, após oito períodos consecutivos de taxas negativas.A melhora da situação econômica, na avaliação do ministro, é resultado das medidas adotadas pelo governo de Michel Temer em uma agenda de reestruturação da política econômica, de aumento da credibilidade da política fiscal com transparência, e de reformas como a do limite do gasto público. Ele diz que o país já demonstra aspectos de mudança no ambiente econômico.“Percebo isso em várias camadas. No meio do empresariado, no meio da população, dos consumidores, das famílias. As pessoas me parece que estão percebendo que essa mudança já começou. A gente vê que a pesquisa de consumo veio positiva, quer dizer que as famílias estão voltando a ter um ritmo normal de consumo. Acho que há uma percepção da sociedade de que a situação está melhorando”, disse.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 19:46

ECONOMIA Presentes e serviços para o Dia das Mães sobem 4,76%, segundo FGV

Os presentes e serviços ligados ao Dia das Mães, comemorado no próximo domino (14), subiram, em média, 4,76% este ano, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O aumento em relação ao ano passado supera a inflação acumulada em 12 meses, que atingiu 4,17%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV.De acordo com a pesquisa, os serviços subiram bem mais do que os bens duráveis. Itens como computador, celular, aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos não tiveram aumento acima da inflação média. “Em termos reais, eles não subiram de preço. Alguns até tiveram taxa negativa”, disse o coordenador do IPC do Ibre, André Braz.No entanto, segundo Braz, os bens duráveis, embora não tenham apresentado aumento de preço, têm valor final maior. “Aquele filho que prefere presentear a mãe com um computador novo ou um celular, por exemplo, vai gastar mais do que aquele que prefere presentear levando para jantar, muito embora esse serviço, em comparação com o ano passado, tenha subido muito mais”, comparou o economista.De acordo com o Ibre, a inflação do segmento de serviços acumulada em 12 meses alcançou 6,41%, enquanto a de presentes subiu 2,4%. Os serviços que mais contribuíram para a alta de preços foram teatro (36,66%), show musical (9,79%) e cinema (6,91%). Em relação aos itens procurados para presentear, a pesquisa mostra que as maiores altas ocorreram nos perfumes (7,92%), ventiladores (7,45%) e liquidificadores (7,28%). Em contrapartida, caíram de preços celulares (-4,05%), roupas (-1,27%) e máquinas fotográficas (-0,12%).

10 de maio de 2017, 17:41

ECONOMIA TCU estima que rombo nas contas públicas de 2017 pode chegar a R$ 185 bi

Foto: Divulgação

Sede do Tribunal de Contas da União

O Tribunal de Contas da União (TCU) estimou que o rombo nas contas públicas de 2017 pode chegar a R$ 185 bilhões, superando o valor de R$ 139 bilhões estimado pelo governo. Os cálculos foram realizados pela Secretaria de Macroavaliação Governamental (Semag) do TCU, com base nas informações da Lei Orçamentária Anual (LOA) disponíveis em fevereiro. Em março, após avaliação bimestral, o Executivo fez uma nova análise das contas, mantendo a mesma meta de déficit, mas com contingenciamento adicional de R$ 42,2 bilhões. O dado atual do TCU, portanto, não considera esse contingenciamento. Em outubro do ano passado, a corte de contas chegou a estimar que o rombo neste ano poderia chegar a R$ 283 bilhões. Desde então, porém, novas premissas foram incorporadas ao cálculo, como a PEC do teto de gastos, o que derrubou o valor.

Estadão Conteúdo

10 de maio de 2017, 16:02

ECONOMIA Meirelles diz que queda da inflação mostra efeitos do ajuste fiscal

Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles durante a 9ª edição do Congresso ANBIMA de Fundos de Investimento

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (10) que a queda da inflação mostra que o ajuste fiscal está surtindo efeito. “É uma notícia positiva, a inflação está reagindo ao ajuste fiscal, taxa de juros estrutural caindo. O que leva também a uma queda da inflação à medida que a economia demanda menos taxa de juros de equilíbrio”, disse após participar do congresso da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou abril com variação de 0,14%, resultado 0,11 ponto percentual inferior ao de março (0,25%). Com o resultado de abril, a inflação dos últimos 12 meses é de 4,08%, a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007. Segundo Meirelles, a desaceleração da inflação indica uma melhora da confiança dos agentes econômicos e, consequentemente, um ajuste da economia. “Em uma situação de incerteza, os formadores de preço tendem a aumentar os preços mesmo que a demanda esteja baixa, para poder se defender. No momento que existe um ajuste fiscal, que a política monetária do Banco Central é bem-sucedida e firme, nós temos uma queda das expectativas de inflação, os tomadores de preços tendem a aumentar menos os preços. A inflação cai, refletindo a situação do país”, acrescentou. Leia mais na Agência Brasil.

Daniel Mello, Agência Brasil