9 de março de 2019, 11:39

ECONOMIA Projeto de Previdência dos militares não terá aumento salarial, diz Marinho

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou na sexta-feira, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que o projeto de lei que muda a previdência dos militares não vai prever aumento de salários para a categoria. Permitirá, no entanto, a incorporação de gratificações à medida que o militar avançar nas novas patentes que serão criadas para permitir o alongamento do tempo de serviço exigido pela reforma. “É um projeto em que, ao mesmo tempo em que trabalha a reestruturação da assistência (a previdência dos militares), também há uma ‘rearrumação’ da questão da carreira, mas não aumento salarial, nada que implique em impacto previdenciário”, disse o secretário. A afirmação ocorre após a cúpula das Forças Armadas reivindicar reajuste dos salários dos generais de alta patente – o que levaria a um aumento em cascata para os demais níveis hierárquicos – como compensação pela reforma. A questão dos salários seria o principal empecilho, até o momento, para o envio ao Congresso do projeto de reforma da aposentadoria dos militares, já que a área econômica é contra a concessão dos reajustes. Ao mesmo tempo, vários parlamentares vêm afirmando que a proposta de reforma da Previdência ficará em banho-maria até que o projeto dos militares chegue ao Congresso. Marinho afirmou que o projeto dos militares chegará ao Congresso no dia 20 de março. Segundo ele, serão criadas patentes intermediárias para permitir a adequação dos militares ao aumento do tempo de contribuição, que deve passar dos atuais 30 anos para 35 anos. Entre as gratificações que seriam possíveis ao longo do tempo extra de serviço, ele citou o bônus por deslocamento ou viagem, por curso e por capacitação.

Estadão

9 de março de 2019, 09:07

ECONOMIA Petrobras reduz dívida, mas perde produção

A recuperação do caixa está custando à Petrobras a sua produção de petróleo e gás, que, em 2018, despencou ao nível de quatro anos atrás, quando a Operação Lava Jato revelou um esquema de corrupção na empresa. Para reduzir a dívida, a petroleira vendeu campos produtores e cortou investimento. Hoje, gasta com exploração e produção menos que há uma década. Como consequência a extração de petróleo e a conversão da matéria-prima em combustíveis encolheram. Para compensar, a estatal ampliou a importação. “A queda da produção é um alerta. Com os recursos que tem no pré-sal, a Petrobras deveria estar crescendo como as grandes petroleiras. A redução da dívida deve ser feita a qualquer custo?”, avalia o especialista em petróleo e gás, professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, Edmar Almeida. Em 2018, a Petrobras produziu 2,62 milhões de barris de óleo equivalente por dia, incluindo petróleo e gás natural – pior desempenho desde 2014. Essa trajetória de queda começou há dois anos, um após o início do processo de recuperação financeira. O professor da UFRJ lembrou que a maior parte dos ativos que Petrobras vendeu desde então foram campos de petróleo, porque tem encontrado resistência na Justiça para se desfazer de outros bens. Procurada, a empresa não informou o motivo da queda da produção. Mas, no resultado financeiro, sinalizou três justificativas: a venda de participações nos campos de Lapa e Roncador, a conclusão de testes de produção em outras duas áreas (Itapu e Tartaruga Verde) e o “declínio natural da produção”, que significa que não está conseguindo repor perdas com campos maduros que entraram na fase de esgotamento, principalmente na Bacia de Campos. Ao todo, a Petrobras se desfez de R$ 20 bilhões em ativos em 2018. Os destaques foram acordos de repasse de campos para a francesa Total, a norueguesa Equinor e a norte-americana Murphy. O dinheiro arrecadado foi direcionado, sobretudo, ao pagamento de dívidas. Assim, a estatal conseguiu atingir a meta financeira e obteve lucro de R$ 25,8 bilhões, sustentado pela alta do petróleo e pela valorização do dólar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão

8 de março de 2019, 17:01

ECONOMIA Poupança tem saques líquidos de R$ 4,021 bi em fevereiro, diz BC

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Brasileiros voltaram a recorrer à caderneta de poupança para fechar as contas neste início de ano

Após os saques registrados em janeiro, os brasileiros voltaram a recorrer à caderneta de poupança para fechar as contas neste início de ano. Dados do Banco Central mostraram que, em fevereiro, R$ 4,021 bilhões líquidos saíram da poupança. Foi o segundo mês consecutivo de saques. Também foi o pior resultado para a caderneta em um mês de fevereiro desde 2016, quando R$ 6 639 bilhões saíram da poupança. Os saques líquidos registrados no mês passado ainda refletem, em grande parte, a necessidade de recursos para pagar despesas como IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares. Foram R$ 186,017 bilhões em saques no mês passado, contra R$ 181,996 bilhões em depósitos. Considerando os rendimentos de R$ 2,966 bilhões na poupança em fevereiro, o saldo global da caderneta chegou aos R$ 787,934 bilhões. No acumulado de 2019 até o fim de fevereiro, as retiradas líquidas da poupança já somam R$ 15,253 bilhões. O montante é resultado de saques de R$ 391,922 bilhões contra depósitos de R$ 376,669 bilhões. Em função da crise econômica, a caderneta registrou saídas líquidas em 2015 e 2016, mas iniciou um processo de recuperação no ano seguinte. Em 2018, em meio à relativa retomada do emprego e da renda, a poupança fechou o ano com captação líquida de R$ 38,260 bilhões. Esta procura maior pela poupança no ano passado ocorreu apesar de a rentabilidade ser, atualmente, inferior ao visto em anos anteriores. Hoje a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está próxima de zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros da economia). A Selic, por sua vez, está em 6,50% ao ano desde março de 2018. Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Esta remuneração, mais elevada, deixou de valer em setembro de 2017, quando a Selic passou para abaixo do nível de 8,50%. Apesar dos resultados positivos da caderneta em 2017 e 2018, os brasileiros ainda não têm o hábito de guardar dinheiro. Dados do Banco Mundial mostram que, em 2017, apenas 32% dos brasileiros com mais de 15 anos de idade guardaram alguma quantia de dinheiro – seja na caderneta, seja em qualquer outra aplicação financeira. A média global é de 48% e nos países de alta renda o porcentual é de 73%.

Estadão Conteúdo

8 de março de 2019, 11:55

ECONOMIA Etanol sobe em 20 Estados e no DF, diz ANP; preço médio avança 3 91% no País

A alta recente dos preços do etanol hidratado nas usinas chegou aos postos e os valores médios do combustível subiram em 20 Estados e no Distrito Federal na semana passada, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em apenas quatro Estados – Acre, Espírito Santo, Goiás e Tocantins – houve recuo e no Piauí os preços permaneceram estáveis. Sem avaliação na semana anterior, não houve base de comparação para a ANP divulgar a variação no Amapá. Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP houve alta de 3,91% no preço médio do etanol na semana passada ante a anterior, de R$ 2,760 para R$ 2,868. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado avançou 5,30% sobre a semana anterior, de R$ 2,585 para R$ 2,722 o litro, a maior alta entre todas as unidades da federação. O Espírito Santo registrou maior recuo no preço do biocombustível na semana passada, de apenas 0,23%. Na comparação mensal, os preços do etanol recuaram em 13 Estados e no Distrito Federal, subiram 12 unidades e no Amapá não houve avaliação. Na média brasileira o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou aumento de 2,58% na comparação mensal, com destaque também para São Paulo, a maior alta nos preços do biocombustível no período mensal, de 4,37%. O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,190 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,949 o litro, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso tem o menor preço médio estadual, de R$ 2,552 o litro, e o maior preço médio ocorreu nos postos do Acre, de R$ 3,991 o litro.

Agência Brasil

8 de março de 2019, 11:18

ECONOMIA Dólar se aproxima de R$ 3,90 e Ibovespa cai nesta manhã

O dólar está em alta na manhã desta sexta-feira (8), enquanto o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo) está em baixa. Por volta das 10h20, o dólar comercial era cotado para venda a R$ 3,89, com alta de 0,16%. Ontem, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,27% (R$ 0,049), vendido a R$ 3,885. O Ibovespa cai 0,66%, aos 93.718,27 pontos. Nessa quinta-feira, fechou em alta de 0,13%, aos 94.340 pontos.

Agência Brasil

7 de março de 2019, 21:00

ECONOMIA Cade aprova venda de Pasadena da Petrobrás para a Chevron

Foto: Agência Petrobras

Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quinta-feira, 7, sem restrições, a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, da Petrobrás para a Chevron. A venda, anunciada no fim de janeiro, encerra um dos capítulos mais polêmicos da história da estatal brasileira, já que a compra da refinaria em 2006 desencadeou investigação de esquema de corrupção. A operação teve de ser notificada ao Cade porque tanto a Petrobrás quanto a Chevron atuam também no Brasil e há exportação do petróleo de Pasadena para o País. De acordo com nota técnica do Cade, obtida pelo Estadão/Broadcast, o órgão entendeu que, como os ativos não estão localizados no Brasil, o mercado de refino não é afetado e, mesmo com as exportações para o País, há pouco impacto sobre a venda de petróleo no Brasil. “Conclui-se que a presente operação não acarretará prejuízos no âmbito concorrencial”, afirma o parecer. A aprovação foi feita no âmbito da Superintendência-Geral do Cade, que aprova operações consideradas mais simples do ponto de vista concorrencial. A decisão é definitiva a princípio, mas, se algum concorrente ou mesmo um conselheiro do Cade entender que o negócio deve ser analisado mais profundamente, ele poderá ser enviado ao tribunal do Cade, composto por seis conselheiros e um presidente. A Petrobrás fechou a venda da Refinaria de Pasadena para a norte-americana Chevron, por US$ 562 milhões (R$ 2,1 bilhões). A refinaria, porém, havia custado à petroleira brasileira US$ 1,2 bilhão (R$ 4,4 bilhões). A compra de Pasadena foi feita em duas etapas. Em 2006, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, a Petrobrás, com o aval do conselho de administração, pagou US$ 360 milhões à empresa belga Astra Oil por 50% da refinaria. Em 2012, a Petrobrás pagou mais US$ 820 milhões pelos 50% remanescentes. Um ano antes, o grupo belga havia desembolsado apenas US$ 42 milhões por 100% da unidade. Em março de 2014, o Estado revelou que a presidente cassada Dilma Rousseff, que em 2006 era presidente do conselho de administração da Petrobrás, votará a favor do negócio. Ela disse, à época, que só havia dado seu aval porque se baseou em “resumo tecnicamente falho” que omitia cláusulas prejudiciais, as quais, se conhecesse, não aprovaria. Esse resumo teria sido apresentado pelo então diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, que foi condenado e preso por corrupção.

Estadão

7 de março de 2019, 15:19

ECONOMIA Entrada de dólares no país supera saída em US$ 8,6 bi em fevereiro

O saldo de entrada e saída de dólares do país ficou positivo em fevereiro. As entradas superaram as saídas em US$ 8,626 bilhões, informou hoje (7) o Banco Central (BC). O fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo positivo de US$ 6,556 bilhões e o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), de US$ 2,070 bilhões, no mês passado. Nos dois meses do ano, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 8,681 bilhões.

Agência Brasil

7 de março de 2019, 15:15

ECONOMIA Bahia exibe saldo positivo de 1,2 mil postos de trabalho em janeiro

Foto: Werther Santana/Estadão

A construção civil contabilizou mais 1.873 postos de trabalho

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a Bahia gerou 1.211 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2019. O resultado positivo decorre da diferença entre 48.504 admissões e 47.293 desligamentos. Após criação de 5.547 postos de trabalho no mês de janeiro do ano imediatamente anterior, a Bahia exibiu novamente registro positivo. O saldo de janeiro de 2019 foi maior que o resultado de dezembro, quando 11.705 postos de trabalho foram suprimidos, sem as declarações fora do prazo. Setorialmente, em janeiro, cinco segmentos contabilizaram saldos positivos: Construção Civil (+1.873 postos), Agropecuária (+684 postos), Indústria de Transformação (+391 postos), Extrativa Mineral (+157 postos) e Serviços (+100 postos). Comércio (-1.756 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-211 postos) e Administração Pública (-27 postos) eliminaram posições de trabalho com carteira assinada. Em relação ao saldo de postos de trabalho, a Bahia (+1.211 postos) ocupou a primeira posição dentre os estados nordestinos e a décima primeira dentre os estados brasileiros em janeiro de 2019. No Nordeste, apenas a Bahia registrou saldo positivo. Todos os outros oito estados da região apresentaram desempenho negativo no primeiro mês do ano: Paraíba (-7.845 postos), Pernambuco (-7.242 postos), Alagoas (-5.034 postos), Ceará (-4.982 postos), Piauí (-1.905 postos), Sergipe (-1.757 postos), Maranhão (-1.366 postos) e Rio Grande do Norte (-1.359 postos). Analisando-se os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado em janeiro de 2019, constata-se perda de emprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e geração no interior. De forma mais precisa, enquanto na RMS foram encerrados 180 postos de trabalho no primeiro mês do ano, no interior foram geradas 1.391 posições celetistas.

7 de março de 2019, 14:30

ECONOMIA Receita recebe 254,9 mil declarações de Imposto de Renda nesta manhã

Até as 11h de hoje (7), a Receita Federal recebeu 254.903 declarações de Imposto de Renda. O prazo para envio da declaração começou hoje e vai até o dia 30 de abril. A expectativa da Receita Federal é receber 30,5 milhões de declarações. A declaração pode ser feita de três formas: pelo computador, por celular ou tablet ou por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Pelo computador, será utilizado o Programa Gerador da Declaração – PGD IRPF2019, disponível no site da Receita Federal. Também é possível fazer a declaração com o uso de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, por meio do aplicativo “Meu Imposto de Renda”. O serviço também está disponível no e-CAC no site da Receita, com o uso de certificado digital, e pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração. O contribuinte que tiver apresentado a declaração referente ao exercício de 2018, ano-calendário 2017, poderá acessar a Declaração Pré-Preenchida no e-CAC, por meio de certificado digital. Para isso, é preciso que no momento da importação do arquivo, a fonte pagadora ou pessoas jurídicas tenham enviado para a Receita informações relativas ao contribuinte referentes ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018, por meio da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed), ou a da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob). Segundo a Receita, o contribuinte que fez doações, inclusive em favor de partidos políticos e candidatos a cargos eletivos, também poderá utilizar, além do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2019, o serviço “Meu Imposto de Renda”.

Agência Brasil

7 de março de 2019, 09:17

ECONOMIA Inflação para famílias com renda mais baixa fica em 0,49% em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que calcula a variação dos valores cobrados pela cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou inflação de 0,49% em fevereiro, abaixo do 0,61% de janeiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula taxas de 1,1% no ano e 4,81% nos últimos 12 meses. Apesar da queda em relação a fevereiro, o IPC-C1 teve taxa mais alta do que a registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que calcula a inflação para todas as faixas de renda e que, em fevereiro, registrou índices de 0,35% no mês e de 4,38% no acumulado de 12 meses. De janeiro para fevereiro, o IPC-C1 teve queda nas taxas de quatro das oito classes de despesa pesquisadas: habitação (de 0,19% em janeiro para 0,4% em fevereiro), saúde e cuidados pessoais (de -0,02% para 0,50%), alimentação (de 0,84% para 0,97%) e vestuário (de -0,56% para -0,04%). Por outro lado, houve queda nas seguintes classes de despesa: transportes (de 1,84% para 0,22%), educação, leitura e recreação (de 2% para -0,24%), despesas diversas (de 0,27% para 0,08%) e comunicação (de 0,01% para -0,05%).

Agência Brasil

7 de março de 2019, 08:35

ECONOMIA Começa hoje o prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda

Começa nesta quinta-feira (7) o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2019. Os contribuintes terão até 30 de abril para acertar as contas com a Receita. As regras para a entrega do ajuste anual estão na Instrução Normativa 1871/2019, da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União de 22 de fevereiro. De acordo coma a Receita Federal, quem tem restituição para receber, quanto mais cedo enviar a declaração mais rapidamente receberá o valor. As restituições são liberados prioritariamente para idosos acima de 80 anos, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. O programa para fazer a Declaração do Imposto de Renda deste ano está disponível desde a última semana. O Fisco espera receber neste ano 30,5 milhões de declarações. No ano passado, foram entregues 29,27 milhões. Do total previsto para 2019, a expectativa é que entre 700 mil e 800 mil declarações sejam feitas por tablets e smartphones. Em 2018, 320 mil declarações foram feitas por meio de dispositivos móveis. A Receita promete acelerar o processamento da declaração este ano. Assim, o contribuinte pode checar no e-CAC se há alguma pendência na declaração e fazer correções. No site da Receita, é possível conferir uma série de perguntas e respostas sobre a declaração deste ano.

Agência Brasil

6 de março de 2019, 07:12

ECONOMIA Apesar de socorro, metade dos Estados tem piora nas contas

Foto: Reprodução

Metade dos Estados registrou piora em indicador de endividamento ou de gasto com pessoal

Mesmo após a renegociação das dívidas com a União, em 2016, mais da metade dos Estados brasileiros tiveram uma piora em indicadores fiscais. Naquele ano, o governo federal suspendeu o pagamento e reduziu parcelas das dívidas estaduais por dois anos, com a intenção de dar um alívio para que eles colocassem as contas em dia. No entanto, levantamento feito pelo ‘Estadão/Broadcast’, com base em dados do Tesouro Nacional, mostra que 14 das 27 unidades da federação estavam, no fim de 2018, com ao menos um dos dois indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – que medem endividamento e gasto com pessoal – piores que em 2015, no auge da crise que levou à renegociação. São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Tocantins, Bahia e Distrito Federal estão nessa lista. Rio Grande do Norte, que decretou recentemente estado de calamidade, e Mato Grosso do Sul não informaram os dados completos ao Tesouro. O Rio Grande do Sul, um dos casos mais graves, apresentou leve melhora desde 2015, mas continua desenquadrado da LRF em termos de dívida. Pela lei, a dívida do Estado não pode ser maior que duas vezes sua receita. No caso do gasto com pessoal, essa despesa não pode ser superior a 49% da receita para o Executivo estadual. Com o acordo de 2016, os governadores ficariam livres de pagar as parcelas da dívida com a União por seis meses. Depois disso, as prestações voltariam gradativamente. Em troca, a União exigiu um teto para os gastos públicos, que ficam impedidos de crescer mais do que a inflação do ano anterior. Mesmo assim, as contas de muitos deles continuaram a piorar. De lá para cá, o governo criou um Regime de Recuperação Fiscal (RRF) desenhado para Estados em grave desequilíbrio – com adesão do Rio – e já admite um novo programa. A ideia é que governadores consigam dinheiro novo no curto prazo, com empréstimos garantidos pela União em troca, novamente, da aprovação de medidas de ajuste fiscal. A avaliação da equipe econômica é que o fato de os Estados terem piorado os indicadores mesmo após a renegociação mostra que o problema não é o pagamento de dívida, mas sim o elevado gasto, sobretudo com servidores e aposentados. Por isso, o novo programa de auxílio exigirá corte de despesas e só liberará recursos proporcionalmente à economia. “Você não pode dar benefício sem ter instrumento de cobrar contrapartidas”, diz o economista Felipe Salto, presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Segundo ele, a União também tem culpa por ter aumentado transferências e avais para empréstimos nos últimos anos sem ter se preocupado com o escalonamento da crise fiscal. “A crise estadual é estrutural, com ICMS obsoleto, FPE (fundo de participação dos estados) esvaziado, aposentadorias fáceis e precoces. Não há lei que evitasse essa crise”, diz o professor do Instituto de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso. Leia mais no Estadão.

Estadão

5 de março de 2019, 11:03

ECONOMIA Bolsonaro defende reformas para impulsionar economia

Foto: Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

Ao comemorar o superávit primário de R$ 30,238 bilhões registrado em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (5) que o Brasil está retomando a trajetória de crescimento. Em sua conta no Twitter, o presidente voltou a defender reformas, como a que prevê alterações da legislação previdenciária, para atrair investimentos que podem impulsionar a economia. “Nós estamos mudando o Brasil! Resgatar o crescimento de nossa economia é um dos primeiros passos rumo à prosperidade. Se tudo correr como planejamos, avançando nas mudanças necessárias, o Brasil aumentará consideravelmente seus investimentos. Ganha a população brasileira”, disse Bolsonaro. O resultado das contas públicas, divulgado na última semana pela Secretaria do Tesouro Nacional, mostrou que apesar de uma leve queda das receitas, na comparação com janeiro de 2018, totalizaram R$ 137,049 bilhões, enquanto as despesas somaram R$ 106,811 bilhões. Os gastos também recuaram (2,3%) em relação ao mesmo período. O resultado primário não considera gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública.

Agência Brasil

5 de março de 2019, 08:58

ECONOMIA Apesar da crise, papéis da Vale fecham em alta em NY

Os recibos de ações (ADR) da Vale negociados em Nova York reduziram gradualmente a tendência negativa observada desde o início da manhã de ontem e passaram a operar em alta no fim da tarde. Após perder mais de 5% na abertura do pregão, o ADR fechou em alta de 0,24%, a US$ 12,42. Logo na abertura dos negócios em Wall Street, o ADR registrou fortes perdas com a notícia publicada durante o fim de semana de que o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman pediu afastamento temporário do cargo e foi substituído interinamente por Eduardo de Salles Bartolomeo. Outros três diretores da Vale também fizeram o mesmo pedido. O mercado de ações doméstico só deve repercutir a saída de Schvartsman no pregão de amanhã. Ontem e hoje a Bolsa de Valores de São Paulo segue fechada por conta do feriado de carnaval. Uma das notícias positivas para o papel veio do banco JPMorgan, que revisou o cenário para o mercado de minério de ferro. A instituição financeira prevê que, após a tragédia de Brumadinho, a produção da Vale deve cair de 400 milhões de toneladas para montante entre 347 milhões e 360 milhões de toneladas em 2019/2020. Com essa menor produção da Vale e expectativa de demanda melhor na China, a previsão para o preço da tonelada do minério no mesmo período subiu de US$ 65 a US$ 70 para intervalo entre US$ 70 e US$ 77. Ou seja, a produção da Vale poderá cair até 13,2%, mas o preço do minério aumentará até 18% em relação ao cenário inicialmente previsto pelo JPMorgan.

Estadão

4 de março de 2019, 12:38

ECONOMIA Previdência privada perdeu mais de 200 mil participantes em 2018

A despeito do amplo debate durante o período eleitoral sobre a reforma do sistema público de aposentadorias, o setor de previdência privada aberta amargou a perda de 224 mil participantes no ano passado. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostram que o ano passado terminou com 13,1 milhões de contribuintes em fundos privados. Além da saída de pessoas do sistema, a captação entre os clientes ativos também caiu mais de 30% em relação da 2017. A Federação explica a contração do setor por dois fatores principais: a queda do juro básico no País, que diminuiu a atratividade do segmento, e a instabilidade gerada pelas eleições. Essa retração foi observada no comportamento das pessoas físicas e nos planos empresariais. O setor privado também viu a captação líquida (diferença de depósitos e resgates) diminuir pelo segundo ano consecutivo como consequência do contexto econômico. Foram R$ 39,5 bilhões, cifra 30,64% inferior a de 2017. É ainda o menor patamar desde 2013, quando o setor também sentiu o impacto da volatilidade no mercado financeiro. Apesar da menor captação e da queda no número de participantes, o novo presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, diz que o setor se mostrou “resiliente” em 2018. “No ano passado, o desemprego não teve a melhora que se apontava. Foi um ano eleitoral com uma série de incertezas e a economia ainda com uma recuperação muito lenta. O sistema como um todo se mostrou resiliente frente a este cenário, com reservas crescentes”, afirma o executivo, que assumiu a presidência da FenaPrevi no mês passado para o triênio entre 2019 e 2021. Executivo de carreira do Bradesco, ele também é presidente da Bradesco Vida e Previdência.

Estadão Conteúdo