14 de setembro de 2017, 10:55

ECONOMIA Mercado aumenta projeção de déficit primário do governo central para R$ 159 bi

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda aumentaram a previsão do déficit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, de R$ 154,841 bilhões para R$ 159 bilhões. A projeção consta da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. O resultado foi divulgado hoje (14). Para 2018, a estimativa de déficit ficou em R$ 156,341 bilhões, contra R$ 130,527 bilhões, previstos no mês passado. A projeção da arrecadação das receitas federais, este ano, ficou em R$ 1,337 trilhão, contra R$ 1,340 trilhão, previsto no mês passado. A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB), ante a previsão anterior de 75,9% para este ano. Para 2018, a estimativa foi ajustada de 79,06% para 78,82% do PIB.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

14 de setembro de 2017, 10:25

ECONOMIA Atividade econômica cresce 0,41% em julho

A atividade econômica registrou o segundo mês seguido de crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) cresceu 0,41%, em julho, segundo dados divulgados hoje (14). Em junho, o crescimento ficou em 0,55%, depois da retração de 0,28% em maio, de acordo com os dados revisados. Na comparação com julho de 2016, o crescimento chegou a 2,65% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em julho, o indicador tem retração de 1,44%. No ano, até julho, houve crescimento de 0,14%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

14 de setembro de 2017, 08:36

ECONOMIA BNDES quer reembolsar União com ações

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estuda uma alternativa à devolução antecipada de R$ 180 bilhões em empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. A estratégia envolve uma grande negociação com a troca de ativos, inclusive ações de empresas públicas, como a Petrobrás, que estão na carteira do BNDES, segundo apurou o ‘Estadão/Broadcast’. A instituição ainda vai discutir essa possibilidade com o Tribunal de Contas da União (TCU).A medida em avaliação pelo BNDES é uma reação ao pedido oficial do governo para que o banco devolva de forma antecipada R$ 180 bilhões entre 2017 e 2018. Nos últimos anos, o Tesouro repassou recursos bilionários ao BNDES como forma de engordar o caixa do banco e ampliar os financiamentos. Com a crise e a mudança de governo, no ano passado, a orientação mudou. Em dezembro, o BNDES já devolveu R$ 100 bilhões. A dívida atual com o Tesouro, mesmo assim, ainda supera os R$ 450 bilhões.A estratégia em estudo agora pelo BNDES é mais um sinal da forte resistência do banco de fomento em aceitar as condições, o cronograma e o valor pretendidos pela União. O principal temor do BNDES é ficar sem recursos suficientes para responder à demanda de crédito que pode crescer com a retomada da economia.O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, não deu detalhes da medida, mas admitiu ao Estadão/Broadcast que há estudos sobre uma alternativa. Segundo ele, a proposta em avaliação prevê que o banco “coloque alguns recursos à disposição do governo federal” para que a União possa reduzir a dívida pública e cumprir a chamada “regra de ouro”, que impede a emissão de nova dívida para financiar despesas correntes e que corre o risco de ser violada pelos sucessivos déficits do governo.Essa grande negociação pode envolver um amplo acerto de contas (débitos e créditos), não só com a União, mas também com outras empresas estatais, apurou a reportagem. Mas tudo terá de passar pelo crivo do TCU, a exemplo dos passos adotados pelo BNDES antes da primeira devolução antecipada de R$ 100 bilhões. O órgão de controle foi consultado previamente sobre a regularidade daquela operação, o que deve se repetir agora.A arquitetura financeira dessa nova proposta pensada pelo banco já está delineada, mas ainda é preciso verificar se ela vai atender às normas do Banco Central e do Tesouro Nacional. O TCU já deixou claro no primeiro acórdão sobre devoluções antecipadas pelo BNDES que o Tesouro é obrigado a usar esse dinheiro exclusivamente para abater o saldo da dívida pública.Na área econômica, a ideia é vista com ressalvas técnicas, uma vez que as regras contábeis não permitem o uso desses ativos para o abatimento da dívida pública, e também porque o governo não tem uma tesouraria para vender esses ativos e então reduzir seu endividamento. A avaliação é de que o BNDES tem muitos recursos parados em caixa e que a União precisa cumprir a regra de ouro, sob o risco de o presidente Michel Temer incorrer em crime de responsabilidade.

Estadão

14 de setembro de 2017, 08:15

ECONOMIA Trabalhadores nascidos em setembro podem receber o abono do PIS-Pasep

O Ministério do Trabalho libera a partir de hoje (14) o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos no mês de setembro. O benefício ficará disponível para saque nos bancos até 30 de junho de 2018. A partir desta data, os servidores públicos com inscrição de final 2 já poderão retirar o benefício no Banco do Brasil e os trabalhadores da iniciativa privada poderão sacar em qualquer agência da Caixa ou casas lotéricas de todo o país. Quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês no ano passado, com remuneração média de até dois salários mínimo, tem direito ao benefício. O valor vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou em 2016. Quem esteve empregado formalmente durante todo o ano vai receber R$ 937, o valor do salário mínimo. Quem trabalhou apenas um mês, receberá um doze avos dessa quantia, e assim sucessivamente. O site da Caixa Econômica Federal disponibiliza a tabela de exemplos, com base no salário mínimo. O Ministério do Trabalho identificou 24,34 milhões de brasileiros com direito ao PIS/Pasep, ano-base 2016. O calendário de pagamentos foi aberto em julho deste ano. Até o final de agosto, 3,6 milhões de trabalhadores tinham sacado o benefício, o que corresponde a 14.85% do total. O último lote do abono será liberado em março de 2018.

Agência Brasil

13 de setembro de 2017, 11:34

ECONOMIA Serviços têm primeira queda desde março, diz IBGE

A queda de 0,8% registrada pelo setor de serviços na passagem de junho para julho foi o primeiro resultado negativo desde março, quando tinha encolhido 2,3%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho do ano anterior, houve redução de 3,2% em julho deste ano, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 4,0%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,6%. O resultado foi o mais negativo para meses de julho na série com ajuste sazonal – na comparação com o mês imediatamente anterior -, iniciada em 2012. “O setor de serviços não está com crescimentos constantes, eles vêm sendo interrompidos por quedas pontuais”, afirmou Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Segundo Saldanha, a queda no setor de serviços em julho foi pontual, não significa que houve alguma reversão de tendência, tampouco que haja trajetória de recuperação. “Os dados evidenciam que o setor ainda não está em recuperação. Para recuperar, tem que ter um crescimento mais robusto da indústria, porque só a indústria pode puxar o setor de serviços, e o setor público também, através de contratações e terceirização”, avaliou Saldanha. O pesquisador acredita que o próprio ajuste fiscal conduzido pelos governos federal, estaduais e municipais poderia ajudar o desempenho do segmento de serviços, caso haja uma terceirização. “Nesse problema da crise fiscal, a tendência é o governo, em vez de aumentar a contratação própria, optar por terceirizar. Terceirizando o corte de despesa é mais fácil. A terceirização no setor público pode alavancar os serviços”, previu. O segmento de serviços prestados às famílias registrou um avanço de 0,9% na passagem de junho para julho. Os demais resultados, porém, foram negativos entre as atividades pesquisadas: Outros Serviços, -2,8%; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, -0,9%; Serviços profissionais, administrativos e complementares, -2,0%; e Serviços de informação e comunicação, -0,8%. O agregado especial das Atividades turísticas apresentou redução de 2,1% em julho ante junho.

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2017, 09:48

ECONOMIA Setor de serviços recua 0,8% de junho para julho

O volume de serviços no país caiu 0,8% na passagem de junho para julho deste ano. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma queda de 3,2% no setor, na comparação com julho do ano passado. Houve também recuos de 4% no acumulado do ano e de 4,6% no acumulado de 12 meses. Em relação à receita nominal, houve queda de 0,1% na comparação com junho deste ano. No entanto, foram registradas altas de 1,9% na comparação com julho do ano passado, 1,7% no acumulado do ano e 0,7% no acumulado de 12 meses. Na passagem de junho para julho, cinco dos seis segmentos dos serviços apresentaram queda no volume: outros serviços (-2,8%), atividades turísticas (-2,1%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-2%), serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (-0,9%) e serviços de informação e comunicação (-0,8%). O único setor que registrou alta foi o de serviços prestados às famílias, que cresceu 0,9%, puxado pelos serviços com alojamento e alimentação, com alta de 1,4%.

Agência Brasil

12 de setembro de 2017, 19:14

ECONOMIA Tarifa branca começa em janeiro de 2018, diz Aneel

Clientes que mudarem o horário de maior consumo de energia da noite para o dia poderão pagar uma conta de luz mais barata a partir do ano que vem. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter o início da vigência da tarifa branca em janeiro de 2018. A estimativa é que seja possível gastar entre 10% e 20% a menos.A tarifa branca é um regime tarifário que considera o horário do consumo para definir do preço da energia. Atualmente, o consumidor paga o mesmo valor pela energia em todos qualquer horário do dia, seja manhã, tarde, noite e madrugada.Com a tarifa branca, a energia fica mais cara por três horas no momento em que a rede é mais demandada: dias de semana, no início da noite, normalmente entre 18h e 21h. Uma hora antes e uma hora depois do horário de ponta, o custo será intermediário; e nos demais horas do dia, ela será mais barata. Nos fins de semana, não haverá essa diferenciação.Cada empresa tem suas especificidades. Na Eletropaulo, por exemplo, que atua na Região Metropolitana de São Paulo, o horário de ponta será das 17h30 às 20h30. Já na Cemig, que fornece energia em Minas Gerais, o horário de ponta será das 17h às 20h.O início da noite concentra um consumo de energia mais elevado, pois é o horário em que as pessoas normalmente voltam para casa do trabalho e tomam banho. Além do chuveiro elétrico, o ar condicionado é um dos itens que mais consomem energia.Para ter acesso à tarifa branca, é preciso solicitar a migração para a distribuidora.

Estadão

12 de setembro de 2017, 13:30

ECONOMIA Puxado pelas verduras, Índice de preços Ceagesp cai 0,29% em agosto

Os preços dos produtos hortifrutigranjeiros comercializados no maior centro atacadista do gênero da América Latina, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), apresentaram um recuo médio de 0,29% em agosto, acumulando queda de 5,38% desde janeiro e de 6,66% nos últimos 12 meses. Nos oito primeiros meses do ano, o volume de mercadorias vendidas aumentou 3,85%. O Índice de preços da Ceagesp mostra a variação registrada em 150 itens de alimentos frescos entre frutas, legumes, verduras, pescado e diversos. A baixa ocorrida em agosto foi influenciada pelo setor de verduras (-17,02%). Também houve redução de preço no setor de diversos (-4,42%), com destaque para a cebola nacional (-14,5%), o alho nacional (-9,3%) e o coco seco (-7,4%). Já as frutas apresentaram elevação de 2,01% e os legumes, alta de 0,08%. Ficaram mais caros, na média, os pescados (0,97%, as principais correções foram registradas em relação ao peixe espada (1,6%), à pescada goete (0,21%) e ao salmão (0,15%). O total de mercadorias vendidas nesse entreposto, em agosto, alcançou 271.206 toneladas, volume 0,51% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, foram comercializados 3,85% mais produtos do que de janeiro a agosto de 2016, o equivalente a 2.098.787 toneladas.

Agência Brasil

12 de setembro de 2017, 12:35

ECONOMIA Gasolina sobe em 22 Estados e no DF, diz ANP; no Brasil, alta é de 1,91%

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 22 Estados brasileiros no Distrito Federal na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Os reajustes ocorreram após antes do repasse aos postos da série de reajustes dos preços do combustível pela Petrobras às distribuidoras, ocorrida entre 31 de agosto e 5 de setembro, com alta acumulada de 11,1%. Na média nacional, a alta na semana passada nos postos foi de 1 91%, para R$ 3,850 o litro. Apenas nos postos do Acre, do Ceará, de Mato Grosso e de Roraima pesquisados pela ANP houve recuo nos preços entre os períodos.Em São Paulo, maior consumidor do País, o litro da gasolina subiu 1,03% na semana passada, de R$ 3,577 para R$ 3,614, em média. Em Minas Gerais houve aumento médio no preço gasolina de 1,29%, de R$ 3,869 para R$ 3,919 o litro. No Rio de Janeiro, o combustível saiu de R$ 4,135 para R$ 4,183, em média entre os períodos, alta de 1,16%.

Estadão

12 de setembro de 2017, 12:06

ECONOMIA Ata repete que perspectivas para inflação seguem evoluindo de maneira favorável

O Comitê de Política Monetária voltou a afirmar que a trajetória da inflação “continua evoluindo de maneira favorável”. Na ata da mais recente reunião do colegiado, os diretores do Banco Central notam que há riscos no cenário que podem influenciar a trajetória dos preços para cima, mas também notam que o ambiente ainda conta com fatores que podem ajudar a manter os preços em trajetória cadente. Ou seja, há influência positiva e negativa ao mesmo tempo. “Os membros do Copom analisaram a trajetória da inflação ao longo deste e dos próximos anos e concordaram que as perspectivas para a inflação continuam evoluindo de maneira favorável”, cita o documento divulgado na manhã desta terça-feira, 12. Considerando as previsões para o juro e câmbio da pesquisa Focus, o BC calcula que a inflação terminará o ano em 3,3% e voltará a subir para 4,4% em 2018. Esse cenário tem riscos positivos e negativos para a inflação. De um lado, o BC nota que possíveis efeitos secundários da queda do preço de alimentos e da inflação de bens industriais constituem fator que influencia os preços para baixo. Ao mesmo tempo, eventuais mecanismos de transmissão inercial dos preços também podem influenciar os índices de inflação para baixo.Por outro lado, o documento nota que eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira “pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”. O risco de aceleração dos preços se intensifica caso haja reversão do cenário externo favorável para economias emergentes, diz o BC.

12 de setembro de 2017, 10:20

ECONOMIA Safra brasileira deve fechar o ano com crescimento de 30,4%, estima IBGE

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2017 com um crescimento de 30,4% em relação ao ano passado. Segundo a estimativa de agosto deste ano, do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano deve ser encerrado com uma safra de grãos de 240,9 milhões de toneladas. A estimativa de agosto é, no entanto, 0,5% inferior ao levantamento de julho, ou seja, 1,2 milhão de toneladas a menos do que o IBGE previu na ocasião. Com alta esperada de 19,6% em relação a 2016, a produção de soja deve ter safra recorde de 115 milhões de toneladas. Para o milho, que deverá ter aumento de 54,7% na produção, também é esperado resultado recorde, de 98,4 milhões de toneladas. É estimada ainda alta na produção do arroz (16,2%). Vinte dos 26 produtos pesquisados pelo IBGE devem ter crescimento, entre eles o café canephora (33,3%), as três safras de feijão (40%, 26,9% e 7,2%, respectivamente), a laranja (6,9%), o algodão herbáceo (10,5%), a cebola (7,8%), cana-de-açúcar (1,3%) e as três safras de batata-inglesa (5,1%, 7,2% e 2,8%). Entre os seis produtos com queda estimada na produção aparecem o trigo (-18,8%), café arábica (-13,1%) e a mandioca (-12,6%). O IBGE estima aumento de 7% na área colhida, em relação a 2016. O total deve chegar a 61,1 milhões de hectares, área 0,05% inferior à estimativa de julho. Entre as três principais lavouras, são esperados acréscimos na área colhida da soja, de 2,3%, do milho, de 18,1%, e do arroz, de 4%.

Agência Brasil

12 de setembro de 2017, 09:06

ECONOMIA BC indica corte menor de juros e fim gradual do ciclo de reduções

Foto: Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir o ritmo de cortes na taxa básica, a Selic, e já antevê o fim do ciclo de redução dos juros. A indicação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (12). No último dia 6, o Copom reduziu a Selic pela oitava vez seguida. Por unanimidade, o comitê fez mais um corte de 1 ponto percentual, de 9,25% ao ano para 8,25% ao ano. “O Copom ressalta que as condições econômicas permitiram a manutenção do ritmo de flexibilização monetária nesta reunião. Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária”, diz o Copom. Acrescenta que “antevê encerramento gradual do ciclo”. Na ata, o comitê avalia que a queda nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais pode produzir uma trajetória de inflação abaixo do esperado. Por outro lado, acrescenta o Copom, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e dos ajustes necessários na economia brasileira pode elevar a trajetória. O comitê lembra que a projeção do mercado para a inflação está em 3,4% este ano e em 4,2%, em 2018.

Agência Brasil

11 de setembro de 2017, 19:21

ECONOMIA Ministério do Trabalho libera este mês R$ 12,5 milhões para manutenção do Sine

O Ministério do Trabalho vai liberar em setembro R$ 12,5 milhões para manutenção do Sistema Nacional de Emprego (Sine) nos estados do Paraná e de Goiás e no município de Campina Grande (PB). O recurso será utilizado para garantir serviços como a intermediação de mão de obra e o acesso ao programa do Seguro-Desemprego.Em 2017, o ministério disponibilizou mais de R$ 13,5 milhões para o Sine, contemplando os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e os municípios de Londrina (PR), Contagem (MG), e a capital fluminense.O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que apesar dos reajustes nas contas públicas, não se pode medir esforços para oferecer um serviço de excelência aos trabalhadores.Os repasses de recursos são feitos a partir de convênios firmados entre o Ministério do Trabalho, estados e municípios.O Sine tem mais de 2 mil unidades de atendimento espalhadas por todo o país e foi desenvolvido pelo Banco Nacional de Empregos para contribuir com o mercado de trabalho. O sistema tem 8 milhões de currículos cadastrados.

Agência Brasil

11 de setembro de 2017, 15:15

ECONOMIA Governo não definiu data para devolução de R$ 180 bi do BNDES, diz ministro

Foto: Divulgação

Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira afirmou que instituição tem 'seus compromissos' e que governo 'não quer inviabilizar' os empréstimos do banco

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta segunda-feira, 11, que não tem uma data estipulada para que os recursos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entrem no caixa do Tesouro.Segundo reportagem do Estadao, o governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões no ano que vem. “O BNDES tem seus compromissos e estamos discutindo as condições do banco em devolver o dinheiro”, disse Dyogo Oliveira. O ministro proferiu na manhã desta segunda palestra de uma hora e meia na abertura do 14º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. Segundo Dyogo Oliveira, o que existe de prático, até agora, foi o pedido de devolução de recursos solicitado pelo governo. De acordo com o ministro, não há no governo nenhuma intenção de fazer algo com o BNDES que venha a prejudicar as suas atribuições, que inviabilize os empréstimos do banco. “Não queremos fazer nada que inviabilize os empréstimos do BNDES”, disse o ministro. O BNDES já se pronunciou sobre o caso, afirmando que sem os recursos do governo, o banco pode ter dificuldade em ampliar crédito para as empresas. Segundo o diretor da Área Financeira e Internacional, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, com os sinais de crescimento maior que o esperado, pode haver alta na demanda por empréstimos, mas o fluxo de caixa do banco de fomento não comportaria uma alta nos desembolsos junto da devolução bilionária.

Estadão

11 de setembro de 2017, 13:15

ECONOMIA Petrobras abre processo de venda de duas fábricas de fertilizantes

A Petrobras informou hoje (11) o início do processo de venda da Unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e da a empresa Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), em Araucária, no Paraná. As vendas fazem parte do plano de desinvestimentos (venda de ativos) da estatal e de deixar a produção de fertilizantes. As unidades serão vendidas em conjunto. A unidade de Três Lagoas teve a construção interrompida em dezembro de 2014, após 80,95% das instalações físicas terem sido concluídas. As obras começaram em setembro de 2011. A UFN-III utilizará como matéria-prima gás natural processado, com consumo médio previsto de 2,2 milhões m³/dia. Já a Ansa, inaugurada em 1982 e que desde 2013 é uma subsidiária integral da Petrobras, tem capacidade de produzir, a partir do resíduo asfáltico (RASF), 1.303 toneladas por dia de amônia e 1.975 t/dia de ureia, de uso nas indústrias química e de fertilizantes. As vendas fazem parte do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da Petrobras. “Todo o processo seguirá a sistemática para desinvestimentos da Petrobras, documento que está totalmente alinhado aos direcionadores do Tribunal de Contas da União, que detalha os procedimentos para a venda de ativos da companhia”, informou a empresa, por meio de nota.

Agência Brasil