8 de junho de 2018, 15:39

ECONOMIA Dólar cai para R$ 3,74 após ação do Banco Central

A ação do Banco Central de oferecer US$ 20 bilhões em swaps cambiais (venda futura da moeda norte-americana) até o fim da próxima semana, anunciada na noite de ontem (7), serviu para conter o aumento do dólar no mercado. Por volta das 13h, o dólar comercial estava cotado para venda a R$ 3,7455, registrando forte queda de 4,59%. A moeda abriu hoje (8) cotada a R$ 3,80, queda de 2,5% diante do cenário de ontem, quando fechou próximo de R$ 3,92. No início da tarde de hoje, a Bovespa continuava operando em queda (-2%), depois de ensaiar leve alta pela manhã. Ontem, em dia de mercado nervoso, a Bolsa de Valores de São Paulo alcançou o menor índice desde dezembro do ano passado. Na quinta-feira (6), o índice chegou a cair 6,5% durante o pregão da tarde. A Eletrobras liderava a lista de baixas (-7%), seguida pela Suzano. Os papéis da Petrobras, Vale e Itaú também estavam em queda no pregão neste início da tarde.

Agência Brasil

8 de junho de 2018, 12:24

ECONOMIA Em pesquisa pré-Copom, BC questiona instituições sobre impacto de greve

O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira, 8, a pesquisa pré-Copom, que é encaminhada às instituições financeiras antes da decisão do Comitê de Política Monetária sobre a Selic (a taxa básica de juros). No documento, o BC questiona as instituições sobre o impacto da greve dos caminhoneiros para o Produto Interno Bruto (PIB). “Qual é o impacto da greve dos caminhoneiros para o PIB do 2T18 e de 2018, em especial em relação aos seguintes efeitos: a) impacto direto, observado no período da greve; b) compensação da produção, nos meses seguintes; c) impactos indiretos”, registra o BC na pesquisa. As respostas deste questionário por parte das instituições financeiras serão utilizadas pelo Copom como base para a tomada de decisão sobre a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. A próxima reunião do Copom ocorre em 19 e 20 de junho. O questionário divulgado nesta sexta também traz, como de costume, questionamentos do BC sobre as projeções das instituições para índices de preços, taxa de câmbio, Selic, balança comercial e resultado primário em relação ao PIB. Além disso, há perguntas relacionadas à atividade global em 2018 e 2019, ao comportamento do mercado de trabalho no Brasil, à ociosidade na economia e ao crédito para empresas e famílias.

Estadão

8 de junho de 2018, 11:17

ECONOMIA Após ação do BC, dólar abre pregão em queda e opera a R$ 3,80

Foto: Marcello Casal Júnior / Agência Brasil

Movimento é a primeira reação à oferta adicional de US$ 20 bilhões no mercado pelo Banco Central

O dólar abriu em queda ante o real nos segmentos à vista e futuro e opera a R$ 3,80. O movimento é a primeira reação à oferta adicional de US$ 20 bilhões ao mercado pelo Banco Central (BC) e também à firme disposição da autoridade monetária de conter a volatilidade no mercado, que aproximou ontem a moeda americana dos R$ 4. Imediatamente após o anúncio de leilão hoje de 60 mil contratos de swap cambial no sistema do Banco Central (BC), uma forte variação de queda no mercado futuro fez a B3 colocar em leilão o contrato para julho do dólar. Ao oscilar dos R$ 3,832 para R$ 3,809, o contrato entrou em leilão às 10h10 e voltou a ser negociado normalmente por volta das 10h13. Nesse intervalo, o dólar à vista marcou mínima aos R$ 3,7917 em queda de 3,14%. A desvalorização do dólar desde o início dos negócios é uma reação à injeção bilionária e adicional de swaps cambiais. Às 10h24, o dólar à vista caía 2,95% aos R$ 3,8002. O dólar para julho recuava 2,66% aos R$ 3,808. O movimento contraria o fortalecimento global da divisa americana tanto em relação a moedas de economias desenvolvidas (exceto o iene japonês) quanto em comparação às emergentes, o que poderá vir a gerar pressão de alta da divisa dos EUA ante o real. A valorização vista globalmente antecede uma série de eventos importantes, que a reunião do G-7 hoje e amanhã, as reuniões de política monetária do Fed e do BCE na próxima semana e também o aguardado encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em Cingapura. Em nota hoje cedo, o Banco Central esclareceu que “o montante de US$ 20 bilhões em contratos de swap a serem ofertados ao longo da próxima semana são adicionais aos montantes de US$ 750 milhões que vêm sendo oferecidos diariamente nos leilões de swaps”. Assim, conforme o BC, “o montante total de swaps ofertados até o dia 15 de junho será, salvo intervenções adicionais, de US$ 24,5 bilhões”.

Estadão

8 de junho de 2018, 10:25

ECONOMIA Combustíveis e energia elétrica levam inflação para 0,40% em maio

Pressionada pela alta dos combustíveis, principalmente a gasolina, e da energia elétrica, a inflação – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – fechou maio com alta de 0,40%, praticamente dobrando em relação ao apurado na alta de abril: 0,22%.Mesmo com o aumento, o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano ficou em 1,33%, o menor para o período desde a implantação do Plano Real, em 1994.Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a inflação acumulada nos últimos 12 meses subiu para 2,86% contra 2,76% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado, a alta foi de 0,31%.O IPCA é a inflação oficial do país e serve de balizamento para o plano de metas fixado pelo Banco Central. O indicador acumulado em 12 meses continua abaixo da meta fixada pelo BC: 3%.

Agência Brasil

8 de junho de 2018, 08:29

ECONOMIA Receita Federal libera consulta ao 1º lote de restituição do IR

O primeiro lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2018 estará disponível para consulta a partir das 9h desta sexta-feira. Também serão contempladas as restituições dos exercícios de 2008 a 2017 que caíram na malha fina e foram regularizadas. Segundo a Receita Federal, o crédito bancário para 2.482.638 contribuintes será realizado na próxima sexta-feira, 15 de junho, totalizando R$ 4,8 bilhões. Neste lote, será liberada a restituição para 228.921 idosos acima de 80 anos, 2.100.461 contribuintes com idade entre 60 a 79 anos e 153.256 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave. As restituições são corrigidas pela taxa básica de juros, a Selic, e varia de 1,58% (2018) a 103,64% (2008). O usuário deverá acessar a página da Receita Federal na internet ou ligar para o Receitafone 146 para saber se a declaração foi liberada. Há também a possibilidade de consultar as declarações do IRPF por um aplicativo para tablets e smartphones. Uma vez paga, a restituição fica disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não resgatar o montante durante o período, deverá requerer a restituição pela internet. Se o valor não for creditado, o usuário deverá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil.

Estadão

7 de junho de 2018, 21:00

ECONOMIA BC descarta aumentar Selic para controlar taxa de câmbio

Foto: Fábio Motta/Estadão

Casa de câmbio

Após um dia de nervosismo no mercado financeiro, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, garantiu que continuará trabalhando com o governo para oferecer liquidez aos mercados de câmbio e de juros “enquanto for necessário”. Ele ressaltou, porém, que o regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa do País e rechaçou o uso da taxa de juros Selic para controlar a cotação do câmbio. “A política monetária é separada da política cambial, não há relação mecânica entre as duas. A política monetária olha para projeções, expectativas de inflação e balanço de riscos e não será usada para controlar taxa de câmbio”, disse Goldfajn em entrevista coletiva convocada no início da noite. O presidente do BC disse que a autoridade monetária tem atuado para prover liquidez e continuará oferecendo contratos de swap. Ele destacou que o BC conta hoje com uma munição maior e vai oferecer US$ 20 bilhões em swaps até o fim da semana que vem, “sem prejuízo de atuações adicionais”. “Esse é seguro que contratamos no passado. Reduzimos o estoque de swaps quando estávamos no interregno benigno. Hoje estamos usando esse seguro e podemos ir além dos máximos históricos do passado”, disse o presidente do BC. Além do swap, Goldfajn também citou outros instrumentos como leilões de linha. Goldfajn buscou destacar os fundamentos sólidos da economia brasileira. “O balanço de pagamentos do Brasil é muito bom, nós temos uma conta corrente equilibrada. Nós esperamos que esse fluxo de conta corrente seja superavitário nos próximos 12 meses”, disse. Além do ingresso de moeda estrangeira por conta do superávit esperado na conta corrente, o presidente do BC destacou o patamar significativo de investimento estrangeiro no País, de 3,4% do PIB. “Nosso balanço de pagamentos, quando comparado a outras economias, temos balanço de pagamentos muito mais confortável”, afirmou. O presidente do BC iniciou a coletiva destacando que houve mudança relevante no cenário externo, principalmente em relação ao apetite por investimentos em mercados emergentes. “Observamos nos últimos meses e semanas uma mudança, que vem do exterior”, disse, citando a elevação na taxa de juros nos Estados Unidos como um dos fatores que tem revertido o fluxo de capitais. “Está ocorrendo choque externo”, afirmou. Ilan afirmou que ficará no BC até o fim do governo, “trabalhando normalmente”. O comentário foi feito em resposta ao Broadcast. Na última terça-feira, a marcação de uma reunião entre Goldfajn e o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, suscitou especulações no mercado de que Goldfajn poderia entregar o cargo. Posteriormente, esta reunião foi cancelada por motivo de agenda dos participantes. De acordo com Goldfajn, ele está no BC e vai ficar “até o final”. “Está tudo certo, estou trabalhando.”

Estadão Conteúdo

7 de junho de 2018, 17:30

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 3,91 após encostar em R$ 3,97 durante o dia

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Bc e Tesouro fazem estratégia conjunta visa conter a volatilidade e o estresse dos investidores

O dólar chegou a encostar em R$ 3,97, subindo 2,83%, na tarde desta quinta-feira, 7. Mais perto do fim do pregão, a desvalorização do real cedeu, e a moeda americana terminou negociada a R$ 3,9146, em alta de 2%. Operadores dizem que não há um fato novo capaz de justificar tamanho ajuste dos ativos brasileiros, mas pesam as concessões feitas às reivindicações dos caminhoneiros. O mercado passou a questionar a capacidade de o governo ajustar suas contas. Após cair quase 6,5%, o Ibovespa desacelerou o ritmo de perda e fechou em baixa de 2,98, aos 73.851,46 pontos. Os papéis mais negociados registraram forte perda, como Petrobrás e Gerdau, que perdeu 6,37%. Os bancos foram outro destaque negativo, caso do Banco do Brasil e Santander, que caíram 4,01% e 5,41% respectivamente. Pelas 14h, todas as ações do índice chegaram a operar no vermelho ao mesmo tempo. O cenário eleitoral segue incerto e com um candidato pró-mercado longe das primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, no caso do câmbio, especialistas dizem que o Banco Central precisa ser mais agressivo, pois os leilões de swap perderam a eficácia. Na avaliação dos estrategistas de câmbio da Nomura, Mario Castro e David Wagner, o ambiente doméstico vem tendo peso importante para explicar as cotações do dólar, mais do que fatores externos. A tendência é que, com a proximidade das eleições, a dinâmica do dólar no Brasil siga sendo ditada por fatores locais, notadamente o ambiente político. A Nomura vê chance de o dólar bater em R$ 4,15 antes das eleições.

Estadão Conteúdo

7 de junho de 2018, 17:00

ECONOMIA Ministro da Fazenda culpa eleição por enervar mercado

Foto: Estadão

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia

Não são só os candidatos que estão com os nervos à flor da pele com as eleições. De acordo com o BR18, o blog do Estadão, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que uma das razões para o aumento do preço do dólar é o atual cenário eleitoral que aparece no horizonte brasileiro. “Existe uma tensão maior dada a transição política, cenário de eleições, tudo isso agrega maior volatilidade e incerteza aos mercados”, disse Guardia. Nesta quinta-feira, o dólar à vista alcançou R$ 3,9383 às 13h45, alta de 2,61%.

7 de junho de 2018, 14:39

ECONOMIA Receita libera amanhã consulta a primeiro lote de restituição de IR

A partir das 9 horas desta sexta-feira (8), será liberada a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2018. O lote contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017, informou a Receita Federal. O crédito bancário para 2.482.638 contribuintes será realizado no dia 15 de junho, totalizando R$ 4,8 bilhões. Terão prioridade para receber a restituição 228.921 idosos acima de 80 anos, 2.100.461 contribuintes entre 60 e 79 anos e 153.256 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora, informou a Receita.

Agência Brasil

7 de junho de 2018, 13:59

ECONOMIA Gasolina: Petrobras deve contribuir com ANP na formação de preços

O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, reafirmou hoje (7), no Rio de Janeiro, a predisposição da estatal de contribuir com a audiência pública, no âmbito da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com vistas a definir a periodicidade dos reajustes do preço da gasolina. “A Petrobras vai aguardar o processo da consulta publica, que me parece ter dois pilares claros: liberdade e competição. Então, nós vamos aguardar com calma este processo e vamos contribuir para a consulta. Mas, só vamos tomar alguma decisão sobre a atuação comercial da Petrobras após as conclusões [da consulta]”, disse. Ele lembrou que o processo conduzido pela agência reguladora está apenas no seu início e que a empresa “não sabe o final dele. O que me parece claro é que os pilares que o norteiam são de liberdade, transparência e competição”. Monteiro lembrou que a Petrobras hoje vem praticando reajuste diário, no caso da gasolina, dentro do padrão de atuação comercial e que, por isso mesmo, “a postura da companhia é de aguardar o resultado da consulta e apenas após o resultado, com a qual a gente vai contribuir, a gente vai tomar uma decisão, até porque a companhia não sabe o resultado da pesquisa”. No último dia 5, em nota, a Petrobras já havia informado a predisposição de colaborar com as discussões lideradas pela ANP.

Agência Brasil

7 de junho de 2018, 13:27

ECONOMIA Tesouro e BC têm acompanhado evolução do dólar, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que o Tesouro Nacional e o Banco Central estão atuando de maneira coordenada e acompanhado o movimento de alta do dólar registrado nos últimos dias. Ele voltou a dizer que há um movimento global de alta da moeda americana, mas admitiu que, no caso brasileiro, a expectativa das eleições geram ainda mais incertezas. “Existe uma atenção maior no caso brasileiro dado o cenário de eleições, isso agrega maior volatilidade aos mercados”, afirmou Guardia. Questionado se o real está sob ataque especulativo, Guardia disse apenas que os fundamentos da economia brasileira são sólidos para enfrentar momentos de maior turbulência. O ministro citou as reservas elevadas e o déficit pequeno em conta corrente. “Tudo isso reforça muito a solidez da economia brasileira para enfrentar esse momento”, completou. Guardia também foi perguntado sobre críticas feitas à atuação do Tesouro Nacional no mercado e disse achar normal comentários dessa natureza em momentos de volatilidade. “A atuação do Tesouro está equilibrada, dentro do que podemos fazer”, disse, lembrando que o órgão tem feito leilões de recompra e cancelado vendas para reduzir a pressão sobre o mercado. “O Tesouro tem olhado o mercado de juros para tentar reduzir volatilidade. O câmbio é flutuante, isso faz parte do nosso sistema”, acrescentou. O ministro reforçou a necessidade de reformas, principalmente da Previdência, para reforçar a capacidade de reação em momentos de turbulência. Ele citou avanços no Congresso Nacional, como a questão dos distratos e da duplicata eletrônica. “A agenda legislativa é muito importante para avançar na direção correta.”

Estadão Conteúdo

7 de junho de 2018, 11:47

ECONOMIA Ministro diz que desconto para o diesel deve chegar às bombas este mês

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reafirmou hoje (7), em Brasília, que o desconto de 46 centavos no preço do diesel deve chegar às bombas no fim de junho. Ele explicou que parte da composição do óleo comercializado atualmente está com o preço definido na quinzena anterior ao reajuste dado depois da paralisação dos caminhoneiros.A previsão é que os estoques de diesel com o novo preço já sejam disponibilizados nas bombas a partir da segunda quinzena de junho. O ministro reiterou que o governo vai cumprir o acordo firmado com os caminhoneiros, mas há um “processo em andamento” até o desconto chegar na ponta para o consumidor.“Do dia 16 [de junho] em diante, já começa a pegar a projeção dos preços reduzidos agora do dia 1º a 15 de junho. E do dia 16 a 30 de junho já vai ter uma nova projeção e, aí sim, presumo, todos os postos estarão com os 46 centavos na bomba”, disse Padilha, antes de participar de evento de lançamento do portal Normas.Gov, na sede da Imprensa Nacional.Sobre a possibilidade de interferência do Estado no preço dos combustíveis, o ministro afirmou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda um método para estabelecer uma periodicidade de reajustes.“Vimos que a ANP vai exercitar sua competência de disciplinar o mercado nacional e está na perspectiva dessa disciplina que também avalie a periodicidade para o reajuste dos combustíveis. Periodicidade, não está se falando aqui em alteração da política de preço da Petrobrás”, ressaltou.

Agência Brasil

7 de junho de 2018, 11:23

ECONOMIA ANP não vai interferir na formação de preços de combustíveis

Foto: Divulgação

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou hoje (7) que não haverá intervenção da agência na política de preços de derivados de petróleo da Petrobras ou de outras empresas. Décio discursou na abertura da 4ª Rodada de Partilha do Pré-sal, que leiloará hoje os direitos de exploração e produção em quatro áreas das bacias de Santos e Campos. “Não há intervenção e não haverá. Ninguém pensa em intervir em nada. A formação de preços no Brasil é e continuará sendo livre. A ANP não interfere e jamais vai interferir na indústria”, enfatizou Décio, dizendo que a Petrobras e todos os outros atores do mercado terão liberdade na formação de preços.

Agência Brasil

7 de junho de 2018, 10:15

ECONOMIA Dólar abre com nova alta e chega a casa dos R$ 3,90 nesta quinta-feira

Foto: Epitácio Pessoa / Estadão

Disparada do dólar fez crescer as discussões sobre a volta da alta de juros no Brasil, pois a moeda pode pressionar a inflação

Mesmo com o exterior sem fôlego, o mercado local deve ter mais uma manhã agitada nesta quinta-feira, 7. O dólar à vista abriu o pregão com nova máxima aos R$ 3,9073 em alta de 1,81%. A moeda americana para julho teve máxima a R$ 3,9170 (+1,57%) ante fechamento no mercado à vista aos R$ 3,8377. No pré-mercado, simultaneamente às máximas do dólar à vista, o Ibovespa Futuro renovava mínima, em queda de 1,67%, aos 74.320 pontos. A justificativa de operadores é de que o quadro fiscal do governo, a economia fraca e os ricos eleitorais sustentam a demanda defensiva. O Banco Central anunciou para hoje uma operação compromissada com prazo de 9 meses, “em coordenação com o Tesouro Nacional, que vem efetuando leilões de recompra de títulos, e com o objetivo de atender a demanda dos investidores por lastro em títulos públicos”. O BC realiza ainda mais uma oferta extra de US$ 750 milhões em swap cambial no mercado e leiloa até US$ 440 milhões na rolagem do vencimento de 2 de julho. Já o Tesouro, além de continuar fazendo leilão de recompra de NTN-F, informou ontem à noite que, “frente à manutenção do cenário de volatilidade”, realizará hoje e amanhã leilões de compra e venda de NTN-F. Na prática, o reforço na estratégia conjunta visa conter a volatilidade e o estresse dos investidores em meio à mudança na precificação dos ativos locais decorrente da elevada incerteza com o rumo da economia brasileira, do déficit fiscal do governo e das eleições presidenciais. Estarão no foco ainda o quarto leilão de áreas de pré-sal, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a reunião do conselho de administração da estatal, a primeira com participação do presidente Ivan Monteiro. Será debatida a regulamentação do prazo de reajuste dos preços de combustíveis anunciada terça-feira pela ANP. Internamente, o clima é de preocupação, com alguns membros não acreditando mais na capacidade da petroleira de se blindar contra novas intervenções em sua política de preços.

Estadão

7 de junho de 2018, 08:00

ECONOMIA Leilão do pré-sal tem inscrição recorde

Foto: Divulgação

Segundo a ANP, 16 companhias vão participar da disputa marcada para esta quinta-feira

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quinta-feira, 07, o quarto leilão de áreas de pré-sal, no Rio de Janeiro. A concorrência acontece em meio a uma crise envolvendo a principal agente do mercado no País, a Petrobrás, que já demonstrou interesse de liderar os investimentos em três das quatro áreas que serão oferecidas – Dois Irmãos, na Bacia de Campos, e Três Marias e Uirapuru, na Bacia de Santos. Além dessas, também será licitada a área de Itaimbezinho, na Bacia de Santos. A Petrobrás atuará de forma seletiva nessa concorrência, a primeira sob o comando de Ivan Monteiro, que assumiu a presidência da companhia na última terça-feira. Segundo fonte próxima à diretoria, a ordem é seguir a mesma linha de atuação dos últimos leilões, em que a empresa concentrou suas apostas nos ativos que considera mais promissores e pouco ofertou nos demais, ainda que fossem de pré-sal. Monteiro está acostumado a participar da escolha das áreas pelas quais a empresa vai apresentar seus lances mais agressivos. Ele esteve à frente também da definição de valores e dos parceiros que integraram os consórcios das licitações deste e do último ano. De acordo com as fontes, essas decisões sempre foram tomadas de forma coletiva e nada mudará na nova gestão da empresa. Para o secretário executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Antônio Guimarães, a crise recente gerada pela greve dos caminhoneiros contra a alta do preço do óleo diesel não interfere no apetite das petroleiras, que consideram fatores de longo prazo e não pontuais na hora de decidir o investimento. “Como o Brasil continua com campos de boa qualidade, reformas na legislação já demonstraram efeitos positivos nos leilões passados e como não como nada foi alterado no Risco Brasil de longo prazo, a expectativa é que leilão seja muito bom, como foram os outros”, disse Guimarães, que mantém contato direto com as grandes petroleiras atuantes no País.

Estadão