18 de julho de 2017, 16:45

ECONOMIA Receita recupera R$ 73,6 bi em impostos não pagos; 17% vieram da Lava Jato

O total de créditos tributários (impostos não pagos, multas e juros) recuperados pela Receita Federal no primeiro semestre deste ano foi de R$ 73,636 bilhões em lançamentos. O valor representa aumento de 12,6% na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram anotados R$ 65,4 bilhões. Do total recuperado, R$12,8 bilhões, o equivalente a 17,4%, vieram de autuações feitas em empresas e pessoas físicas investigadas pela Operação Lava Jato, entre 2015 e 2017. Só no primeiro semestre de 2017 já foram recuperados R$ 4 bilhões com as autuações relacionadas à operação. “Foi o segundo melhor primeiro semestre da história da fiscalização da Receita. Os auditores botaram a faca nos dentes e entregaram um resultado bastante significativo. O principal deles é o grande volume de crédito tributário de contribuição previdenciária. Tivemos aumento de 54% no combate à sonegação previdenciária. Quando o país está discutindo a reforma da Previdência, a Receita Federal, que tem responsabilidade sobre metade desse problema, está dando a resposta”, disse o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, ao divulgar o balanço hoje, em Brasília. Na área da previdência, as principais hipóteses de sonegação são a contratação de pessoa física como pessoa jurídica, o pagamento por grandes empresas por Stock Options (forma de remuneração de gestores por meio de bonificações ou direito à compra de ações), a segregação de pessoas jurídicas, quando se separa a empresa e leva seus funcionários para uma empresa tributada pelo Simples, de forma a não ter de pagar a contribuição previdenciária patronal. “Tem também aquelas empresas que atuam com substituição da tributação da contribuição previdenciária da folha de pagamento pelo faturamento, e [isso] confunde as atividades para não pagar o imposto da contribuição previdenciária, nem de uma forma nem de outra”, disse o subsecretário. Ao todo, foram investigadas 6.161 pessoas jurídicas em 2017, o que resultou em R$ 70.672 bilhões em créditos tributários. Já o total de pessoas físicas ficou em 195,5 mil, o que correspondeu a R$ 2,96 bilhões. No caso da pessoa física, apesar de a quantidade de procedimentos de auditorias externas e de revisão de declarações ter aumentado 14,4% na comparação com 2016, chegando a 195.531 auditorias, o valor obtido em créditos caiu 39,2%. Já no caso de pessoas jurídicas a quantidade de auditorias aumentou 28,5% (totalizando 6.161 auditorias e revisões), e os valores, em 16,8%.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 13:00

ECONOMIA Atividade econômica recua 0,2% em maio, diz Serasa Experian

A atividade econômica brasileira recuou 0,2% em maio, na comparação com o mês anterior. Na comparação com maio de 2016, a atividade econômica subiu 0,9%. De janeiro a maio foi registrada retração da atividade econômica de 0,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal). De acordo com economistas da Serasa Experian, o agravamento da crise política a partir da segunda quinzena de maio pode ter impactado a atividade econômica do mês, reduzindo o ímpeto registrado na abertura do segundo semestre. Segundo o levantamento da Serasa Experian, houve retração de 3,1% da atividade do setor agropecuário no mês de maio em comparação com abril. Já na atividade industrial houve avanço de 0,6% e em serviços de 0,3%. Pelo lado da demanda agregada, o mês de maio teve recuo em todos os seus componentes: consumo das famílias (-0,2 %) ; consumo do governo (-0,4 %) ; investimentos (-2,1 %) ; exportações (-4,5 %) e importações (-6,1 %) . No acumulado dos primeiros cinco meses de 2017, a atividade agropecuária cresceu 15,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a indústria e o setor de serviços caíram 1,0% e 1,2%. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2017, praticamente todos os componentes da demanda agregada recuaram: consumo das famílias (-1,4 %) , consumo do governo (-1,9 %) , investimentos (-4,4 %) , exportações (-0,4 %) e as importações cresceram 5,9%.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 11:45

ECONOMIA Intenção de Consumo das Famílias cresce 0,2% entre junho e julho

A Intenção de Consumo das Famílias, medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 0,2% em todo o país na passagem de junho para julho deste ano. Na comparação com julho de 2016, o crescimento foi maior: 12,5%. A alta de 0,2% entre junho e julho foi puxada por quatro dos sete componentes do indicador: nível de consumo atual (1,8%), intenção de compra a prazo (1,5%), avaliação sobre o emprego atual (0,3%) e renda atual (0,1%). Três componentes tiveram queda: perspectiva profissional (-1,1%), perspectiva de consumo (-0,2%) e momento para a compra de bens duráveis (-0,1%). Já na comparação com julho do ano passado, sete componentes tiveram alta: perspectiva de consumo (32,4%), momento para duráveis (25,8%), nível de consumo atual (24,2%), compra a prazo (11,2%), emprego atual (6,9%) , renda atual (6,5%) e perspectiva profissional (2,1%).

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 11:30

ECONOMIA PIB tem aumento de 0,49% no trimestre encerrado em maio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Trimestre fechado em maio teve queda de 0,6% no consumo das famílias, mas PIB cresceu

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve um crescimento de 0,49% no trimestre encerrado em maio na comparação com o trimestre fechado em fevereiro. No entanto, em relação ao trimestre encerrado em maio de 2016, o PIB não teve variação. Os dados foram divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Analisando-se apenas maio, houve queda de 0,9% na comparação com abril e alta de 0,7% em relação a maio do ano passado. O trimestre fechado em maio acusou queda de 0,6% no consumo das famílias, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Nesse mesmo tipo de comparação, os investimentos tiveram queda de 3,6%. As exportações registraram crescimento de 1,8%. O mesmo aconteceu com as importações, com alta de 2,3%.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 09:45

ECONOMIA Petrobras reduz preço da gasolina em 0,6% e do diesel em 0,7%

Em mais um ajuste de preços, a Petrobras reduzirá o preço da gasolina nas refinarias em 0,6%. Segundo comunicado, o diesel terá queda de 0,7%. Os preços valem a partir de quarta-feira, 19.A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Estadão Conteúdo

18 de julho de 2017, 09:15

ECONOMIA Governo quer suspender liberação de R$ 4 bi e pode cortar mais

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente Michel Temer (PMDB)

A equipe econômica praticamente descartou a possibilidade de liberar mais R$ 4 bilhões, até o final do mês, para atender aos órgãos com maior dificuldade em prestar serviços públicos. No início de julho, quando o problema de escassez de recursos ficou evidente – até a emissão de passaportes foi suspensa –, o governo cogitou a liberação de recursos para garantir serviços essenciais. A restrição fiscal tem atingido diversos ministérios, diante do corte de R$ 39 bilhões em despesas ainda em vigor. O governo tem constatado, no entanto, que a arrecadação prevista deve ficar bem abaixo do esperado. Inicialmente, a equipe econômica previa arrecadar R$ 13,3 bilhões neste ano com o novo programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis. Mas na semana passada foi surpreendida com uma série de mudanças feitas pelo deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), reduzindo a estimativa de ingresso de receitas para R$ 420 milhões em 2017. Se todas as mudanças forem aprovadas pelos plenários da Câmara e do Senado, o Ministério da Fazenda vai recomendar o veto da medida, mas até lá não pode contar com esses recursos. A segunda fase do programa de repatriação de recursos não declarados ao exterior também está decepcionando. O prazo de adesão termina no fim do mês e a arrecadação até agora foi “irrisória”, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Além desses dois reveses não esperados, o governo terá de registrar uma previsão menor de arrecadação de tributos até o fim do ano, que continua decepcionando. Leia mais no Estadão.

Estadão

18 de julho de 2017, 08:08

ECONOMIA Rolagem de dívidas da JBS com bancos soma R$ 17 bi

A renegociação da dívida da JBS com bancos envolveu cerca de R$ 17 bilhões. As instituições financeiras, que incluem Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC, Citi e outras estrangeiras, aceitaram rolar tal montante por 24 meses. Em troca, exigiram que 80% do que o grupo J&F obter com a venda de ativos sejam usados para abater a dívida que as empresas da holding possuem com os bancos. O empurrão para que as instituições financeiras aceitassem rolar a dívida no curto prazo foi a venda da Alpargatas, outra empresa do grupo J&F, por R$ 3,5 bilhões. Boa parte dos recursos foi para quitar o saldo do empréstimo de R$ 2,7 bilhões que a holding tomou junto à Caixa para comprar o ativo das mãos da Camargo Corrêa, há cerca de dois anos. O Itaú Unibanco ficou de fora da renegociação da JBS com os bancos e optou por um acerto individual. A cada dois terços que for quitado da dívida, o banco renova um terço. A exposição do Itaú à JBS é em torno de R$ 1,5 bilhão. Procuradas, as instituições não comentaram alegando sigilo bancário. A JBS informou que não fará comentários adicionais à ata da reunião do Conselho de Administração, publicada na última sexta-feira (14).

Estadão

17 de julho de 2017, 20:50

ECONOMIA Telefonia fixa perde mais de 75 mil linhas em maio

Em maio, a telefonia fixa registrou uma redução de 75.357 mil linhas em operação em todo o país. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas autorizadas perderam 2.277 linhas (queda de 0,01%) linhas e as concessionárias, 73 mil (menos 0,3%) de abril para maio deste ano.Nos últimos 12 meses, de acordo com Anatel, houve redução de 1,5 milhão de linhas de telefonia fixa: pouco mais de 479 mil das empresas autorizadas (queda de 2,75%) e 1,07 milhão das empresas que têm concessão pública dos serviços (redução de 4,2%).Em maio, o Distrito Federal liderou o ranking de redução de linhas de telefone fixo de empresas autorizadas, com menos 308,2 mil linhas (queda de 50,2%), seguido de Minas Gerais com menos 257,7 mil (redução de 18,93%). Já em relação às linhas de concessionárias, os estados que registraram as maiores quedas foram São Paulo, com menos 376,41 mil (queda de 3,72% em relação a abril), e o Rio de Janeiro, com menos 185,69 mil linhas (redução de 6,06%).Apesar da redução no total de linhas fixas, houve, nos últimos 12 meses, aumento no número de linhas oferecidos pelas concessionárias em alguns estados: Goiás, com 5,78 mil novas linhas (0,76%), seguido do Piauí, com 455 linhas (0,3 %). Já Mato Grosso, com 360,72 mil linhas fixas (234,21%), e Santa Catarina, que teve acréscimo de 128,03 mil linhas (19,13%), aparecem na frente no grupo das autorizadas.Entre as prestadoras, em todo o país, a Oi apresentou a maior queda no total de linhas de telefonia fixa, com 713,27 mil a menos nos últimos 12 meses, seguida da Vivo, com menos 378,38 mil linhas.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 16:30

ECONOMIA Brasileiro usou o FGTS inativo para pagar dívidas, diz Planejamento

Foto: Divulgação

Os saques foram efetuados a partir de cerca de 25 milhões de contas inativas

Tendo por base levantamentos feitos por associações e confederações ligadas ao comércio e serviços, bem como por órgãos e autarquias como Banco Central e Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Ministério do Planejamento divulgou hoje (17) um estudo que tenta identificar efeitos causados pela liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na economia. De acordo com o estudo, boa parte desses recursos (36%) foi utilizada para a quitação de dívidas. O levantamento tem como referência dados da Caixa Econômica Federal (Caixa) que apontam a injeção de R$ 41,8 bilhões na economia por meio da liberação de inativos do FGTS. Os valores foram sacados entre os dias 10 de março e 12 de julho. Os saques foram efetuados a partir de cerca de 25 milhões de contas inativas, superando as expectativas anunciadas durante as projeções iniciais, que previam que apenas 70% dos saques fossem efetivados, o que resultaria na retirada de R$ 43,6 bilhões dessas contas. De acordo com dados do Banco Central houve uma redução de 4,5% do uso do cheque especial em abril; e uma queda do uso do cartão de crédito, de 15,7% em março para 5,7% em abril. Ainda segundo o estudo, houve uma “redução do endividamento das famílias” após o início dos saques, passando de 23,4% da renda que estava disponível em fevereiro para 23,2% da disponível em abril. Esses percentuais não consideram endividamentos relacionados ao crédito habitacional. A inadimplência caiu 0,1 ponto percentual de fevereiro para maio, caindo de 6% para 5,9%. Para apontar efeitos positivos que estariam relacionados à liberação dos recursos do FGTS, o ministério citou dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que indicam recuo de 2,4% do endividamento das famílias na comparação de março de 2017 com março de 2016; e de 1,7% quando a base de comparação é o mês de junho. Ainda tendo como base levantamento da CNC, o estudo diz que 80% do valor dos saques do FGTS foram direcionados a três segmentos: vestuário e calçados; hiper e supermercados; e móveis e eletrodomésticos. A partir de dados do IBGE, o Planejamento apontou aumento da atividade do comércio e de serviços nos meses de março, abril e maio de 2017. O comércio varejista cresceu 1,7% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior; e 2,4% em maio. Já o de serviços “reduziu a queda”, se comparado ao mesmo mês do ano anterior, em -5,7% em abril para -1,9% em maio. Também foram apontados indicadores da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicando que em abril as vendas em supermercados aumentaram 6,3% na comparação com abril de 2016. Em maio esse aumento ficou em 1,1%. Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee), apontam que as vendas de celulares apresentaram uma alta média de 20% no período entre março e maio, na comparação com o mesmo período de 2016. Já os dados da Fenabrave, apontam que o total de licenciamentos de carros novos feitos em abril são 7% maiores do que os registrados em abril de 2016. Esses percentuais aumentam para 11,5% e 18,9% nos meses de maio e junho, respectivamente.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 13:50

ECONOMIA Caixa lidera ranking de reclamações contra instituições financeiras

Foto: Divulgação

Banco registrou índice de 29,11; na lista, estão os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes

BRASÍLIA – O Banco Central informou há pouco que a Caixa Econômica Federal liderou o ranking de reclamações contra instituições financeiras referente ao segundo trimestre de 2017. O banco registrou índice de 29,11. Em segundo lugar aparece o Santander (28,58) e, em terceiro, o Bradesco (24,45). Nesta lista, estão os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes. O índice de reclamações é calculado com base no número de reclamações consideradas precedentes, dividido pelo número de clientes da instituição, multiplicado por 1.000.000. Na prática, quanto maior o índice, pior a classificação da instituição. Antes publicado a cada dois meses, o ranking passou a ser trimestral neste ano. No ranking, o Banco do Brasil aparece como a quarta instituição mais reclamada (índice de 21,71). Na sequência estão Itaú Unibanco (21,33), Banrisul (15,86), Votorantim (14,98), Midway (11,85), Omni (4,12), Pernambucanas (2,86) e Banco do Nordeste (0,00).  Instituições menores. Entre os bancos e financeiras com menos de 4 milhões de clientes – que formam um ranking a parte -, a liderança é a Agiplan, com índice de reclamações de 130,84 no segundo trimestre. Em seguida aparecem Pan (81,21), BRB (60,09), BNP Paribas (56,93), Paraná Banco (54,45), Intermedium (54,16), CCB (51,26), Alfa (50,99), BMG (47,75) e Safra (44,12). Entre as reclamações mais frequentes estão a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada e irregularidades relativas a operações e serviços. Consórcios. O BC publicou ainda um ranking referente às administradoras de consórcios. A primeira posição no ranking de reclamações é da Caixa Consórcios, com índice de 139,42. Depois aparecem Santander Brasil Administradora de Consórcio (72,55) e Consórcio Nacional Volkswagen (59,98).

Estadão

17 de julho de 2017, 13:00

ECONOMIA Saques do FGTS chegam a R$ 41,8 bilhões e superam o esperado, diz Planejamento

O Ministério do Planejamento informou nesta segunda-feira, 17, que os saques de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) chegaram a R$ 41,8 bilhões até o dia 12 de julho. De acordo com a pasta, o resultado é superior às projeções iniciais do governo de que apenas 70% dos saques fossem efetivados. “Mas já estamos chegando aos 100% de saques, cerca de R$ 43,6 bilhões”, avaliou o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do ministério, Marcos Ferrrari, por meio de nota.O estudo apresentado pelo órgão mostra que a maioria dos recursos das contas inativas do FGTS foi utilizada para quitar dívidas (36%). O ministério alega ainda que a queda de 4,5% no uso do cheque especial em abril e a redução no uso do cartão de crédito de 15,7% para 5,7% no mesmo mês foram “impactos paralelos” da medida. De acordo com o estudo, no período de liberação dos saques do FGTS, também houve aumento das vendas de varejo, em especial de supermercados, celulares e automóveis. “Houve redução da inadimplência, do endividamento e do comprometimento de renda, além de aumento da confiança do consumidor e do comércio. Nota-se também aumento da captação líquida das cadernetas de poupança”, relaciona o documento.

17 de julho de 2017, 12:50

ECONOMIA Pré-sal atinge novo recorde de produção de petróleo e gás

Foto: Divulgação

A Petrobras atingiu em junho um novo recorde na produção de petróleo e gás natural

Impulsionada pela atividade dos campos da região do pré-sal da Bacia de Santos, a Petrobras atingiu em junho um novo recorde na produção de petróleo e gás natural, com uma produção de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás). Os dados foram divulgados hoje (17) e indicam que desse total 2,7 milhões barris de óleo equivalente foram produzidos no Brasil e 113 mil no exterior. Somente nos campos do país, a produção média de petróleo foi de 2,2 milhões de barris por dia, volume 0,6% superior ao de maio deste ano. O resultado se deve, principalmente, segundo a Petrobras, o retorno da produção da plataforma P-43, localizada nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos, e do FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, após paradas programadas pela companhia. Já a produção de gás natural nos campos do país, ainda em junho, excluído o volume do gás liquefeito, foi de 80,3 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), volume 1,8% acima do mês anterior. Neste caso, o aumento decorre, principalmente, do retorno à produção do FPSO Cidade de Mangaratiba. Recordes Os dados divulgados pela Petrobras indicam que a produção de petróleo operada pela estatal brasileira e pelos seus parceiros na camada do pré-sal atingiu em junho dois novos recordes, o mensal, com a produção de 1,35 milhão barris de petróleo de média diária e em um único dia, com a produção alcançada no último dia 19 de junho, de 1,42 milhão de barris. Também foi recorde, a produção de petróleo e gás natural ao alcançar o novo recorde de 1,69 milhão de óleo equivalente por dia. A Petrobras informou que contribuíram para esse resultado também o início da produção da plataforma P-66, no campo de Lula, e a entrada em produção, ao longo deste ano, de novos poços produtores conectados aos FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema – todos instalados na Bacia de Santos. Exterior
A Petrobras fechou o mês de junho com uma produção média diária de petróleo nos campos do exterior de 65 mil barris, volume 0,1% acima do mês anterior. Já a produção de gás natural foi de 8,1 milhões de metros cúbicos por dia, volume que, no entanto, ficou 13% abaixo do volume produzido em maio último. A queda foi atribuída, principalmente, pela menor demanda de produção de gás na Bolívia e também a redução da produção do campo de Hadrian South, nos Estados Unidos.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 12:10

ECONOMIA Em dez anos, Brasil deve ultrapassar os EUA na produção de soja

Foto: Divulgação

De acordo com relatório da FAO e OCDE, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano

O Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos, de acordo com o novo relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Durante o período analisado, espera-se que a produção mundial de soja continue expandindo-se, mas em um ritmo de 1,9% por ano, abaixo da taxa de crescimento de 4,9% anual da última década. De acordo com o relatório, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores, já que dispõe de mais terras, comparado com a Argentina, com crescimento projetado de 2,1% por ano e os Estados Unidos, de 1% por ano. A expectativa é de que, com isso, o Brasil ultrapasse os Estados Unidos como o maior produtor de soja. As exportações do produto em 2026 serão dominadas pelo Brasil e Estados Unidos que, juntos, respondem por quase 80% das exportações mundiais. Supersafra As estimativas do último levantamento da safra 2016/2017 divulgadas, também nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pareceram confirmar as expectativas traçadas pela FAO e OCDE. A Conab projeta que a safra no período seja de 237,2 milhões de toneladas de grãos. Uma produção recorde, com crescimento de 27,1% em relação ao período anterior. De acordo com a pesquisa, a produção de soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas colhidas, mantendo assim a expectativa dos números divulgados em maio. Já a produção de milho pode chegar a 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil, Marcos da Rosa, todas essas projeções podem ter impacto nos preços, que já vêm caindo. “Fazer um anúncio de safra grande pode fazer com que o mercado precifique para baixo, o que é ruim para todo mundo”, diz. “Quando olhamos o preço das commodities soja e milho, observamos que houve queda e isso é um desestímulo. Como as duas últimas safras de soja, norte e sul, foram boas, a gente sentiu uma oferta maior que a demanda. Sentimos no bolso que a oferta foi muito grande e os valores pagos caíram bastante em relação à safra passada”, acrescenta. Valor agregado Na avaliação do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja, Alexandre Cattelan, o Brasil tem um potencial de crescimento para os próximos anos inclusive superior ao projetado pelas organizações internacionais. No entanto, os preços do mercado externo e questões logísticas podem desestimular os produtores. “O Brasil praticamente já atingiu o limite da logística, aliás, está acima do limite da logística. Estamos observando que esse ano a safra ainda não foi totalmente comercializada principalmente em termos de exportação”, diz e acrescenta: “Tem muita soja estocada e o milho da segunda safra praticamente não tem onde ser armazenado. Vemos milho a céu aberto. Em parte, a soja não foi totalmente escoada por conta dos baixos preços”. O pesquisador defende que, para que o Brasil siga lucrando com a soja, o ideal é agregar valor. “Temos que agregar valor, transformar a soja em carne, seja frango, porco, boi, usando-a como ração. Outra opção é o biodiesel, que tem tido um aumento paulatino e é um mercado interessante porque 90% é produzido com óleo de soja”. Outras projeções
O relatório da OCDE e da FAO traz projeções até 2026 para os principais produtos agrícolas. No período analisado, a produção mundial de grãos crescerá cerca de 1% por ano, o que levará a um aumento total em 2026 de 11% para o trigo, 14% para o milho, 10% para os grãos secundários e 13% para o arroz. Em relação à pecuária, é previsto que a participação dos dois maiores países exportadores de carne, que são Brasil e Estados Unidos, aumente até aproximadamente 44%, contribuindo com quase 70% no aumento previsto das exportações mundiais de carne durante o período analisado. Em relação a biocombustíveis, a expectativa é de que a demanda brasileira de etanol expanda-se em 6 bilhões de litros no período analisado, o que resultaria em um aumento na produção de mais de 40% nos próximos dez anos.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 11:55

ECONOMIA Mercado financeiro reduz mais uma vez estimativa para a inflação

Foto: Divulgação

O mercado financeiro diminuiu mais uma vez as projeções para a inflação deste ano e de 2018. A expectativa para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 passou de 3,26% para 3,08%, e para o próximo ano, de 4,31% para 4,19%. É a quinta queda seguida.As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%. As estimativas foram divulgadas hoje (17) pelo boletim Focus do Banco Central, em Brasília.Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8% ao ano, indicando uma redução em relação ao último levantamento, de 8,25%. Atualmente a taxa está em 10,25%. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou estável em 0,34%, em 2017. Para 2018, manteve-se em 2%. Em relação à produção industrial, o mercado aponta melhora, segundo o Focus. As projeções de crescimento passaram de 0,84%, na última consulta, para 0,97% este ano. A expectativa para 2018 ficou estável em 2,30%.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 11:30

ECONOMIA Petrobras passou a ser a empresa de petróleo mais endividada do mundo, alerta OMC

Os escândalos de corrupção na Petrobras e sua política de preços levaram a estatal brasileira a ser a empresa de petróleo mais endividada do mundo. A constatação faz parte do informe produzido pela OMC, que avalia a situação da política comercial do Brasil.  ”Depois que durante anos a empresa se utilizou de generosa renda como instrumento de política social, desde 2016 a Petrobras corta gastos e vende ativos, além de ter enfrentando um grande escândalo de corrupção”, apontou o informe.  A companhia, que tem uma dívida de cerca de US$ 125 bilhões, tem a previsão de que sua produção seja reduzida a 2,1 milhões de barris por dia, ainda que espere alcançar 2,7 milhões em 2020″, apontou. “Os fatos que ocorreram no país, em combinação com um contexto de preços baixo de petróleo, contribuíram para que a Petrobras passasse de obter lucros para sofrer grandes perdas entre 2014 e 2015″, disse.  Um dos responsáveis por essa dívida teria sido a política de preços da Petrobras. A empresa, de acordo com a OMC, foi “cobrindo a diferença entre os preços do mercado mundial e o preço nacional (de combustíveis)”. “Essa política custou à empresa bilhões de dólares e contribuiu para convertê-la na empresa petroleira mais endividada do mundo”, constatou a OMC.  De acordo com o informe, a “política parece ter provocado nos últimos anos uma perda nas vendas de petróleo de cerca de R$ 60 bilhões (US$ 17,4 bilhões)”.  A OMC admite que, em 2016, a estatal anunciou uma nova política para determinar os preços da gasolina e diesel nas refinarias. “De acordo com a nova política, os preços de petróleo se atualizam a cada mês, sobre a base das variações dos preços internacionais, da taxa de juros, as margens de transporte e condições do mercado nacional, além de não se permitir que caiam abaixo da paridade internacional”, completou.

 

Estadão Conteúdo