8 de novembro de 2017, 12:43

ECONOMIA Entrada de dólares no país supera saída em US$ 3,9 bilhões em outubro

Mais dólares entraram no país do que saíram em outubro. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (8), o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,912 bilhões, no mês passado. Em outubro, a conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou entrada líquida de US$ 762 milhões, enquanto o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou US$ 3,150 bilhões. Nos primeiros dias deste mês, o resultado ficou negativo. O fluxo cambial registrou saída líquida de US$ 1,347 bilhão, nos dois primeiros dias úteis deste mês. O segmento financeiro ficou negativo em US$ 1,704 bilhão, e o comercial, positivo em US$ 357 milhões. De janeiro a 3 de novembro, o fluxo cambial registrou saldo positivo de US$ 9,244 bilhões.

Agência Brasil

8 de novembro de 2017, 12:31

ECONOMIA Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 200,5 bi na economia, diz Dieese

A economia brasileira receberá uma injeção de R$ 200,5 bilhões até dezembro por conta do pagamento de 13º salário a cerca de 83 milhões de trabalhadores. O valor equivale a aproximadamente 3 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e será pago aos trabalhadores do mercado formal. Em média, a renda do trabalhador receberá um acréscimo de R$ 2.251,00. Os números compõem um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com apropriação dos dados da Relação Anual de Informação Social (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ambos do Ministério do Trabalho. Também foram usados nos cálculos informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).O 13º salário será pago a trabalhadores formais, inclusive os empregados domésticos, beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União, dos Estados e municípios. No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2016, mais o saldo do Caged de 2017 (até agosto). Da Pnad, foi utilizado o contingente estimado de empregados domésticos com registro em carteira.Foram considerados ainda os beneficiários (aposentados e pensionistas) que, em julho de 2017, recebiam proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), do Regime Próprio da União e dos estados e municípios. Para esses dois últimos, entretanto, não foi obtido o número de beneficiários. Para os assalariados, o rendimento foi atualizado pela variação média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre janeiro e setembro de 2016 sobre igual período de 2017. Para o cálculo do impacto do pagamento do 13º salário, o Dieese não leva em conta autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que dados sobre esses proventos são de difícil mensuração.

Estadão

8 de novembro de 2017, 11:55

ECONOMIA Endividamento de consumidores cresce no país em outubro

O percentual de consumidores endividados ficou em 61,8% em outubro deste ano. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa é superior às registradas em setembro deste ano (61,7%) e em outubro do ano passado (59,8%).De acordo com a CNC, os consumidores inadimplentes, isto é, com dívidas e contas em atraso, ficaram em 26% em outubro deste ano, patamar abaixo dos 26,5% de setembro deste ano, mas acima dos 24,7% de outubro do ano passado.Já os consumidores que não conseguirão pagar suas dívidas ou contas ficaram em 10,1%. Em setembro deste ano, o percentual havia sido 10,9%. Em outubro do ano passado, a taxa foi 9,8%. O tempo médio com pagamento em atraso ficou em 63,8 dias.

Agência Brasil

8 de novembro de 2017, 07:20

ECONOMIA Receita abre consulta ao sexto lote de restituição do IR

A consulta ao sexto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2017 será aberta hoje (8), a partir das 9h. O lote contempla 2.358.433 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,8 bilhões, informou a Receita Federal. O lote multiexercício inclui restituições residuais do período de 2008 a 2016. O crédito bancário aos contribuintes será feito no dia 16 de novembro, chegando a R$ 3 bilhões. Desse total, R$ 107,844 milhões referem-se aos contribuintes com prioridade: 26.209 idosos e 3.354 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante a entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IR e à situação cadastral no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento pela Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

7 de novembro de 2017, 19:22

ECONOMIA Ilan: para que teto de gastos se cumpra, é preciso reforma da Previdência

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, lembrou nesta terça-feira, 7, durante evento do BC do Uruguai, em Montevidéu, que o atual governo promoveu reformas importantes, como trabalhista, a da educação e a que estabeleceu o teto de gastos no setor público. No entanto, Ilan defendeu que a reforma da Previdência é fundamental para o sucesso da contenção dos gastos. “Para que teto de gastos se cumpra, é preciso uma reforma na Previdência”, afirmou.Durante sua exposição, ele também lembrou que o Brasil passou por uma “recessão profunda” que durou dois anos. “Tivemos uma mudança de governo e uma mudança de política econômica”, disse. “Agora, caminhamos para crescimento que chegará a 2%, 2,5%”, acrescentou, destacando projeções de avanço para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.Ilan retomou ainda uma ideia presente nos documentos mais recentes do BC, a de que a queda da inflação permitiu ao País a recuperação do poder da economia.Ilan participa da XXXII Jornadas Anuales de Economia, promovida pelo Banco Central do Uruguai, em Montevidéu. Na noite de hoje e nesta quarta-feira (8), o presidente do BC participará ainda de encontros ligados à XXXIII Reunião de Presidentes de Bancos Centrais da América do Sul.

Estadão

7 de novembro de 2017, 17:50

ECONOMIA Aneel inicia campanha para incentivar consumidor a economizar energia

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começa a veicular hoje (7) peças da campanha para incentivar os brasileiros a pouparem energia. A propaganda, que conta com a participação da cantora Ivete Sangalo e do marido, o nutricionista Daniel Cady, será transmitida por 15 dias em TV aberta e rádio, além de estar disponível na internet.Segundo a Aneel, a intenção é incentivar a economia e mostrar que toda a família pode colaborar. A presença dos artistas reforça o mote: “Quando economiza junto, a gente economiza mais. Família inteligente, consumo consciente”.”É importante que toda a população entenda que a energia elétrica é um bem que tem o seu custo ligado diretamente às reais condição de geração”, diz a Aneel, em nota.

Agência Brasil

7 de novembro de 2017, 15:00

ECONOMIA Tesouro: governo confia na necessidade de aprovar reforma da Previdência

Um dia depois de o presidente Michel Temer sinalizar com a possibilidade de a reforma da Previdência ser derrotada no Congresso Nacional, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que a equipe econômica continua confiante na necessidade de aprovar a proposta. “Estamos vendo o Congresso trabalhando junto pela priorização dessa reforma”, afirmou, minimizando indicações de lideranças políticas de que o clima não é o melhor para a votação da PEC, que requer apoio de 308 deputados. Temer fez a indicação de que a reforma da Previdência pode não vingar durante reunião na segunda-feira, 6, com lideranças no Palácio do Planalto. Segundo ele, uma “derrota eventual” não inviabiliza o governo. “Nós continuamos confiantes na necessidade dessa agenda. Óbvio que o Congresso tem experiência na condução de seus temas. Acreditamos que a reforma é um fator que nos levará à sustentação desse ciclo positivo. Se não for feita agora, o que pode acontecer é termos que enfrentar uma reforma mais profunda (no futuro)”, explicou Ana Paula, após dar uma palestra a estudantes de Economia na Universidade de Brasília (UnB). A secretária disse que o governo tem buscado demonstrar os efeitos positivos que a reforma vai trazer para as próximas gerações, principalmente em termos de garantia de pagamento de benefícios. Ela ressaltou ainda que a proposta é “fundamental” para a regra do teto de gastos, uma vez que a Previdência é responsável pela maior parte das despesas obrigatórias, que o governo não pode cortar de forma autônoma. Segundo Ana Paula, a restrição do teto de gastos em 2018 ainda não é muito forte, mas a partir de 2019 o limite começa a ficar mais apertado. É quando os gastos obrigatórios passarão a ocupar uma fatia ainda maior dentro do teto, comprimindo as despesas discricionárias como os investimentos e o custeio da máquina pública.

Estadão Conteúdo

7 de novembro de 2017, 13:01

ECONOMIA Caixa libera mais de R$ 8,7 bilhões para o crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação suplementar de mais de R$ 8,7 bilhões para o crédito imobiliário. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com essa suplementação, a Caixa diz que terá recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4 mil. Em nota, o banco informou também que os contratos que seriam finalizados pelas agências antes das novas medidas de redução das cotas, cujo percentual de financiamento poderia atingir até 80%, terão as condições mantidas e prorrogadas até o fim deste mês. Havia queixas de clientes de que os contratos de crédito habitacional, mesmo com carta de financiamento aprovada, estavam parados devido à falta de recursos. “As avaliações dos imóveis em garantia ao crédito de pessoa física que tiveram sua validade expirada durante o período de transição serão renovadas automaticamente até o final do ano, garantindo a continuidade dos financiamentos”, acrescentou o banco, em nota. Em setembro, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento. O banco informou que adotou a estratégia de execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário, “com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro”. Segundo a Caixa, as condições de contratações de imóveis novos não sofreram alterações, permanecendo as cotas de financiamento de até 80%. “Essa medida tem objetivo de manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”, destaca a nota O banco disse ainda que a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior em relação ao mesmo período do ano passado. A Caixa emprestou mais de R$ 72,4 bilhões até o momento em todas suas modalidades de crédito imobiliário.

Agência Brasil

7 de novembro de 2017, 10:33

ECONOMIA Consulta ao sexto lote de restituição de Imposto de Renda será aberta amanhã

A consulta ao sexto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2017 será aberta amanhã (8), a partir das 9h. O lote contempla 2.358.433 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,8 bilhões, informou hoje (7), a Receita Federal. O lote multiexercício de restituição do IRPF contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. O crédito bancário para o total 2.428.985 contribuintes será efetuado no dia 16 de novembro, chegando a R$ 3 bilhões. Desse total, R$ 107,844 milhões referem-se ao quantitativo de contribuintes com prioridade: 26.209 idosos e 3.354 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

7 de novembro de 2017, 09:03

ECONOMIA Atividade do comércio cresce 0,8% em outubro, revela Serasa

O índice da Serasa Experian que mede a atividade do comércio brasileiro registrou crescimento de 0,8% em outubro na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal. Em relação ao décimo mês de 2016, o incremento foi de 6,5%. No ano até outubro, a alta acumulada é de 0,3%.A comemoração ao Dia das Crianças no período foi um dos fatores que deram impulso para o movimento varejista, conforme os economistas da Serasa Experian. Além disso, os especialistas citam o avanço do crédito, a queda da inflação e a recuperação da renda real e do emprego que ajudaram a impulsionar a atividade varejista no mês passado.O crescimento da atividade varejista em outubro foi impulsionado pelo avanço de 6,4% do segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática (4,1%). Já as demais categorias do comércio apresentaram declínio: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,3%), combustíveis e lubrificantes (-4,2%), veículos, motos e peças (-1,9%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,8%), material de construção (-1,8%).No acumulado de 2017, somente as vendas de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas registraram incremento (0 4%). O setor de material de construção foi o que mostrou a maior retração, de 14,8%, nessa base de comparação. Na sequência, aparecem os segmentos de móveis, eletroeletrônicos e informática, com declínio de 10,3%, e o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, com baixa de 11,7%. Ainda houve queda no movimento dos consumidores no comércio de combustíveis e lubrificantes, de 9,2%, e de veículos, motos e peças, que cedeu 8,6% de janeiro a outubro deste ano.

Estadão

7 de novembro de 2017, 07:50

ECONOMIA Inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos sobe para 2,14%

Foto: Divulgação

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou inflação de 0,42% em outubro. As informações foram divulgadas hoje (7), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas.A taxa é superior ao IPC-C1 de setembro (-0,25%). É também superior ao 0,33% anotado pelo Índice de Preços ao Consumidor–Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda.Com a variação de outubro, o IPC-C1 acumula taxas de 1,89% no ano e de 2,14% em 12 meses. A taxa em 12 meses ainda é inferior ao IPC-BR no mesmo período (3,16%).A alta da taxa de setembro para outubro foi puxada por cinco das oito classes de despesas que compõem o índice: habitação (subiu de -0,33% em setembro para 1,06% em outubro), alimentação (-0,77% para 0,31%), saúde e cuidados pessoais (0,03% para 0,21%), comunicação (-0,05% para 0,60%) e despesas diversas (0,27% para 0,49%).Três grupos de despesas tiveram queda na taxa: transportes (0,18% para -0,20%), vestuário (0,63% para 0,07%) e educação, leitura e recreação (0,37% para -0,08%).

Agência Brasil

6 de novembro de 2017, 13:00

ECONOMIA Relação etanol/gasolina em SP avança a 67,80% em outubro, mostra Fipe

A relação entre os preços do etanol e os da gasolina na capital paulista acelerou de setembro (67,38%) para outubro (67,80%), mas ainda ficou menor que o apurado no décimo mês de 2016 (73 48%), segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Conforme Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de pesquisa da Fipe, a tendência é que a relação entre os preços dos combustíveis prossiga em aceleração, em virtude da aproximação do período de entressafra. Contudo, ainda acredita que a marca pode ficar aquém de 70%. Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque. Neste ano, a última vez que essa equivalência ficou na faixa de 70% em SP foi em abril (71,01%). Na capital paulista, os preços do etanol ficaram mais elevados em relação aos da gasolina em outubro. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que mede a taxa de inflação na cidade, o álcool combustível apresentou variação positiva de 1,50% (de 1 49%), enquanto a gasolina desacelerou a alta para 0,83%, depois de 2,70% em setembro. O grupo Transportes, por sua vez, atingiu 0,32% no décimo mês do ano em relação à taxa de 0,65% em setembro. Já o IPC ficou em 0,32%, superando o teto das expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast, de 0,30%. A menor estimativa era de 0,22% e a mediana, de 0,30%. Porém, o resultado veio como o esperado pela Fipe.

Estadão Conteúdo

6 de novembro de 2017, 11:45

ECONOMIA BNDES prevê desembolsos abaixo de R$ 80 bilhões em 2017

O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, disse hoje (6) que os desembolsos do banco devem chegar a R$ 77 bilhões em 2017. O montante é inferior à previsão inicial de R$ 80 bilhões e representa o valor total concedido em novos empréstimos a empresas. Rabello de Castro participou na manhã de hoje do Exame Fórum RJ, em um hotel em Copacabana. Ele considera R$ 80 bilhões uma estimativa otimista, mas espera que a linha BNDES Giro acelere os desembolsos em novembro e dezembro, com a participação de micro e pequenas empresas. “Gostaríamos de chegar próximo dos 80 bilhões” disse, destacando que acredita ser possível somar R$ 500 milhões por mês em novembro e dezembro. Para isso, o banco deve investir em mais propaganda para atrair empresas para o BNDES Giro. “E se não for em dezembro, for em janeiro ou fevereiro, já está muito bom”. Para 2018, a previsão do banco é que as micro, pequenas e médias empresas recebam mais da metade do total de desembolsos, que está estimado em R$ 97 bilhões. “Estamos ambicionando chegar a R$ 97 bilhões, o que acrescentaria 30% a mais, o que é compatível com um país que ressuscita dos mortos. Estamos ressuscitando de uma prolongadíssima recessão”, disse o presidente do banco. A previsão conta com a expectativa de crescimento de 3% a 3,5% do Produto Interno Bruto para o próximo ano, mas Rabello de Castro defendeu que a alta da economia pode ser maior do que essa. “Com a ajuda do BNDES, poderá ser possível chegar a 4%, a 4,5% porque estamos vindo estatisticamente de um fundo do poço. Não seria uma virtude extraordinária crescer 5% que seja. É uma certa obrigação nossa tentar”, disse afirmando que o banco pretende se aproximar das empresas de menor porte. “Queremos estar mais próximos dessa comunidade de empresários e empresárias anônimos, que labutam e geram empregos.”

Agência Brasil

6 de novembro de 2017, 11:21

ECONOMIA Pedidos de recuperação judicial sobem 7,9% em outubro ante setembro, diz Serasa

O volume de pedidos de recuperação judicial registrou queda de 9 9% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2016 no País, porém, subiu 7,9% em relação a setembro deste ano. É o que retrata o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, que mostra que as micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial em outubro; foram 73 pedidos. Em seguida, aparecem as médias (19) e grandes empresas (17).De janeiro a outubro, foram 1.196 solicitações de recuperação judicial, o que representa recuo de 25,3% no confronto com o mesmo período do ano passado (1.600). No período em análise, foram 705 pedidos feitos por micro e pequenas empresas; 311 por médias; e 180 por grandes empresas.Com relação a falências, o indicador mostra que houve aumento de 5,4% nos requerimentos em outubro na comparação com o mesmo mês de 2016. Contudo, no confronto com setembro de 2017, houve retração de 12,4%, com as micro e pequenas empresas na liderança (81) no volume de requerimentos, seguidas pelas médias (50) e pelas grandes (25). No ano até outubro, foram 1.485 pedidos de falência, uma queda de 4,4% em relação ao igual período em 2016.Segundo os economistas da Serasa, a retomada do crescimento da atividade econômica e a redução na taxa de juros e na inflação estão permitindo uma diminuição dos pedidos de recuperação judicial neste ano, após o recorde histórico verificado em 2016.

Estadão

6 de novembro de 2017, 10:29

ECONOMIA Receita consolida regras sobre declaração do Imposto de Renda

A Receita Federal consolidou regras sobre a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. O Diário Oficial da União de hoje (6) publicou a Instrução Normativa RFB nº 1.756 de 2017, que dispõe sobre normas gerais de tributação relativas ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF).“Tendo em vista a edição de novas leis, bem como de alguns atos normativos da Receita Federal, a Instrução Normativa RFB nº 1.500, de 2014, foi alterada objetivando unificar a legislação sobre o imposto e orientar o contribuinte com relação à interpretação que vem sendo adotada pelo Fisco”, diz a Receita, em nota.