29 de julho de 2018, 10:50

ECONOMIA Cenário eleitoral indefinido reforça ainda mais a paralisia da economia

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Previsão para o PIB, que estava em 3% em janeiro, agora já começa a se aproximar de 1%

Um voo às cegas. É assim que economistas, advogados especializados em negócios e investidores definem a situação atual da economia: a pouco mais de dois meses da eleição, o cenário está tão indefinido que é difícil saber se, a partir de 2019, o Brasil terá um governo de esquerda ou direita, um presidente reformista ou disposto a ampliar ainda mais o tamanho do Estado. Diante disso, a economia, que já está em marcha lenta, deve se manter em ponto morto até outubro. É uma má notícia, já que reforça a paralisia dos setores, põe investimentos em compasso de espera e pode reduzir ainda mais as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. A lentidão da economia está evidente em relatórios como o Focus, do Banco Central, que reúne a média das previsões para o País. A previsão para o crescimento do PIB, que chegou perto de 3% em fevereiro, caiu consistentemente desde então e hoje está em 1,5%. Embora os dados já mostrem o efeito dos problemas até aqui, a eleição poderá agravar o quadro, segundo o economista Álvaro Bandeira, do Banco Modal. “Acho que podemos cair abaixo disso, ficar em 1% ou 1,2%”, afirma. “É um resultado muito ruim, pois fica abaixo do nível necessário para evitar a queda da renda per capita, que é de cerca de 2,5%”. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, também acredita que a eleição poderá ser mais um fator de estresse para a economia. No início do ano, a equipe do banco chegou a projetar cerca de 3% de avanço para o PIB nacional. Neste mês, revisou para baixo suas previsões e já trabalha com um índice inferior à pesquisa Focus, de 1,3%. A reticência do investidor em tomar decisões é compreensível, na avaliação do advogado especializado em fusões e aquisições Carlos Mello, do escritório Souza, Mello e Torres, uma vez que o cenário político tem hoje a maior indefinição desde a campanha que levou à primeira vitória de Lula, 16 anos atrás. “Vejo que os empresários brasileiros estão reticentes em fazer associações agora, a se comprometer com resultados ou mesmo em atrair um novo parceiro”, diz. “Três fundos estrangeiros procuraram um cliente meu da área de galpões logísticos. Mas ele acha que agora não é a hora de comprar terreno e fazer galpão, de colocar o capital em risco”. Depois de dois anos ruins, o mercado de fusões e aquisições esperava um avanço considerável em 2018 – de 15% ante o resultado do ano passado. As expectativas, no entanto, já foram frustradas, de acordo com Rogério Gollo, sócio da PwC, que acompanha os negócios fechados entre companhias. De janeiro a maio, houve um crescimento discreto, de 3,3%, em relação ao mesmo período de 2017.

Estadão

28 de julho de 2018, 11:35

ECONOMIA Atividade da construção registra retração menor

Foto: Werther Santana/Estadão

O uso da capacidade instalada subiu em junho para 59% ante 57% no mês anterior

A atividade na indústria da construção civil encerrou o mês de junho em queda menos acentuada do que a apresentada no mês anterior. O indicador de atividade medido pela Sondagem da Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficou em 46,7 pontos em junho, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica retração. Em maio, porém, quando foi deflagrada a greve dos caminhoneiros, o indicador chegou a 44,4 pontos. Em junho de 2017, estava em nível ainda pior, em 42,8 pontos. “O resultado reflete a retomada do setor após a normalização do transporte rodoviário de cargas. O retorno, ainda que gradual, do fluxo de insumos e produtos viabilizou a melhora da atividade, diminuiu a ociosidade e impactou positivamente a expectativa dos empresários”, afirma a CNI. O uso da capacidade instalada subiu em junho para 59% ante 57% no mês anterior. O resultado foi quatro pontos pOrcentuais acima do que o registrado no mesmo mês de 2017. Houve queda, porém, no número de empregados em junho, com o indicador passando de 44 pontos, em maio, para 43 pontos em dezembro. O resultado, porém, é melhor do que a retração no emprego registrada no ano anterior, quando o indicador caiu a 42 pontos em junho. Em relação ao segundo trimestre, os industriais do setor da construção estão menos insatisfeitos com as condições financeiras do que no trimestre anterior e na comparação com o mesmo período do ano passado. Os indicadores, porém, continuam abaixo de 50 pontos, o que indica insatisfação.

Estadão Conteúdo

28 de julho de 2018, 07:40

ECONOMIA Dois em cada 3 trabalhadores fazem bicos para pagar suas contas

Foto: Estadão

Entre janeiro e junho, 64,4% dos trabalhadores fizeram bicos para equilibrar as suas finanças

A maioria dos brasileiros recorreu a trabalhos informais no primeiro semestre deste ano para conseguir sobreviver por causa da lenta retomada da economia e do emprego formal. Entre janeiro e junho, 64,4% dos trabalhadores fizeram bicos para equilibrar as suas finanças. É uma fatia bem maior do que a registrada no mesmo período do 2017, quando 57,4% foram atrás de trabalhos extras, aponta um estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas. Fazer bico para fechar as contas do mês ganhou importância especialmente entre as classes de menor renda. Neste caso, a pesquisa revela que 70% da população mais pobre foi em busca de trabalhos informais e eventuais para bancar o orçamento doméstico. “O bico é mais frequente nas classes de menor renda porque essas famílias não têm margem de manobra e já vivem no aperto”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Se alguém da casa fica desempregado, essa perda de renda afeta os demais membros da família que não têm como ajustar o padrão de vida para baixo, pois estão no limite. Por isso, recorrem a bicos. O avanço da participação da renda informal dentro do orçamento doméstico já vem ocorrendo há algum tempo. Uma pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel, que visita semanalmente 11,3 mil domicílios no País para tirar uma fotografia do consumo, mostra que entre 2014, antes da crise, e 2017 a fatia da renda informal na receita total das famílias saiu de 15,3% para 16,6%. Nas classes de menor renda, a participação dos bicos na renda total foi bem maior: subiu de 20% para 24% no mesmo período. “A fatia do salário na renda doméstica diminuiu ao longo da crise por causa do desemprego elevado e as pessoas da casa buscaram alternativas, como os bicos, para completar a renda”, diz a diretora da consultoria, Maria Andréa Ferreira Murat. A dificuldade de retomada do emprego aparece em dois indicadores. No trimestre encerrado em maio, havia 13,2 milhões de desempregados no País, de acordo com o IBGE. É um número praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Para Marcela, o aumento da dependência do bico é sintoma de que a população não está sentido a ligeira melhora da economia. Tecnicamente o País saiu da recessão em 2017. A pesquisa mostra que 77% dos entrevistados não veem melhora na economia. E a metade diz que as condições pioraram. A pesquisa foi realizada na última semana de junho. Ouviu 886 pessoas residentes em todas as capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,3 Pontos porcentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2018, 21:35

ECONOMIA Contas de luz continuam com tarifa mais cara no mês de agosto

Foto: Estadão

É o terceiro mês consecutivo em que a bandeira vermelha em seu segundo patamar vigora

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo patamar no mês de agosto. Com a bandeira vermelha no patamar dois, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. É o terceiro mês consecutivo em que a bandeira vermelha em seu segundo patamar vigora. De janeiro a abril, vigorou a bandeira verde, que não tem custo adicional. Em maio, foi adotada a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 se deve às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do País. Essa situação elevou o risco hidrológico (GSF) e levou o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) ao teto de R$ 505,18 por megawatt-hora (MWh). São esses dois indicadores que determinam a cor da bandeira. O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. No primeiro patamar da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E no segundo patamar da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh. O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada e tem o objetivo de possibilitar aos consumidores o uso consciente de energia elétrica. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas uma vez por ano, no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros, a Selic. Agora, esse custo é cobrado mensalmente e permite ao consumidor adaptar seu consumo e evitar sustos na conta de luz. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar no mês de setembro no dia 31 de agosto.

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2018, 17:00

ECONOMIA Governo fecha semestre com déficit de R$ 32,9 bi, melhor resultado em 3 anos

Foto: Fábio Motta/Estadão

No primeiro semestre, o resultado primário do governo foi de déficit de R$ 32,867 bilhões

O caixa do governo central registrou um déficit primário de R$ 16,422 bilhões em junho. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o superávit de R$ 11,020 bilhões de maio. É o segundo pior resultado para o mês desde o início da série histórica, que tem início em 1997. Em junho de 2017, o resultado havia sido negativo em R$ 19,844 bilhões. O resultado de junho veio pior que a mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava um déficit de R$ 12,200 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 25 instituições financeiras. O dado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que foram de déficit entre R$ 27,100 bilhões e R$ 5,519 bilhões. No primeiro semestre, o resultado primário foi de déficit de R$ 32,867 bilhões, o melhor resultado desde 2016 e o terceiro pior da série para o período. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 56,479 bilhões. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que, com déficit primário acumulado de R$ 32,867 bilhões, o cumprimento da meta do governo central deste ano será “confortável”. Para 2018, a meta admite um déficit de R$ 159 bilhões. “O risco de não cumprimento da meta é muito baixo. Há espaço para acomodar receitas e despesas no 2º semestre e cumprir primário, afirmou. No entanto, ele ponderou que não é possível falar que a situação está boa enquanto o Brasil tiver déficit primário. “O grande desafio é ter resultado primário que pelo menos estabilize a relação dívida/PIB”, afirmou. O secretário atribuiu a queda real de 43,9% no déficit primário do primeiro semestre ao aumento das receitas no período. De janeiro a junho, o governo central registrou alta de 6,5% nas receitas e de 2,2% nas despesas. “Mesmo com crescimento da economia abaixo do esperado, houve alta expressiva da receita”, afirmou. Mansueto lembrou que a arrecadação de junho cresceu menos do que o que vinha crescendo com o impacto pontual da greve dos caminhoneiros e disse que é preciso esperar os próximos vezes para ver se esse impacto já foi absorvido. “A arrecadação em julho está em linha com expectativas e com nossas projeções”, afirmou. Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 103,2 bilhões – equivalente a 1,50% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de até R$ 159 bilhões nas contas do Governo Central. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2018, 15:36

ECONOMIA Governo Central tem menor déficit em três anos no primeiro semestre

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil/Agência Brasil

Segundo o Tesouro Nacional, os entes fecharam os seis primeiros meses do ano com resultado negativo de R$ 32,867 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2015

A alta das receitas em ritmo maior que o crescimento das despesas fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – fechar o primeiro semestre de 2018 com o menor déficit primário em três anos. Segundo o Tesouro Nacional, os entes fecharam os seis primeiros meses do ano com resultado negativo de R$ 32,867 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2015. No primeiro semestre do ano passado, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 56,479 bilhões. Em 2016, o déficit acumulado nos seis primeiros meses somou R$ 36,466 bilhões. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apenas em junho, o déficit primário totalizou R$ 16,422 bilhões. Esse foi o segundo pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997, superando apenas junho do ano passado (R$ 19,844 bilhões). Nos seis primeiros meses do ano, a receita líquida do Governo Central cresceu 6,3% em valores corrigidos pela inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação ao mesmo período de 2017. As despesas totais aumentaram 2,2% acima da inflação. No segundo semestre, no entanto, os gastos obrigatórios devem crescer por causa do subsídio ao preço do óleo diesel que entrou em vigor após a greve dos caminhoneiros. Para este ano, a meta de déficit primário está estipulada em R$ 159 bilhões. Segundo o último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado na semana passada pelos Ministérios do Planejamento e da Fazenda, a equipe econômica estima que o Governo Central fechará o ano com déficit primário de R$ 157,2 bilhões, com folga de R$ 1,8 bilhão em relação à meta. Segundo o Tesouro Nacional, o Programa Especial de Recuperação Tributária (Pert), também conhecido como Novo Refis, impulsionou a arrecadação federal em R$ 10 bilhões este ano, além de R$ 8,1 bilhões do aumento de tributos sobre os combustíveis. Do lado das receitas não administradas pelo Fisco, o aumento do preço do petróleo internacional impulsionou as receitas de royalties em R$ 6,8 bilhões. Os regates de R$ 4,1 bilhões do Fundo Soberano também ajudaram a elevar as receitas no primeiro semestre.

Wellton Máximo, Agência Brasil

26 de julho de 2018, 19:20

ECONOMIA Banco dos Brics deve abrir sede em São Paulo em 2019

Foto: Estadão

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul assinam acordo para instalar Novo Banco de Desenvolvimento em São Paulo

Os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assinaram nesta quinta-feira, 26, acordo para instalação de uma sede do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) em São Paulo. Ele deve ser inaugurado oficialmente em 2019, com foco em infraestrutura, embora os países já discutam empréstimos a projetos de tecnologia, conforme relatou ao Estado o ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. A sede para as Américas funcionará com quatro funcionários – o primeiro deve ser contratado ainda neste ano. Haverá uma representação em Brasília, com mais dois funcionários, que farão interface com o governo federal. Após a confirmação, comemorada pelo Brasil, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também demonstrou interesse na abertura de uma filial no país. A sede do banco fica na China. “O escritório vai intensificar a aceleração de projetos no Brasil, com o setor público e com o setor privado”, disse o vice-presidente do banco e chefe da área de risco, Sarquis J.B. Sarquis. Atualmente, o banco dos BRICS já aprovou em todos os países U$ 5,7 bilhões em 23 projetos de infraestrutura – água, saneamento, energia lima e transporte urbano – (ainda não desembolsados completamente). O banco pretende captar entre U$ 1 a U$ 1,5 bi em moedas locais fortes em 2018 e chegar a U$ 7 bilhoes em financiamentos aprovados. No Brasil, o objetivo é financiar até o ano que vem cerca de U$ 2 bilhões em projetos e, no futuro, promover empréstimos em moeda local e emitir títulos para estimular o setor privado a investir em obras públicas. Segundo ele, a meta para 2019 é disponibilizar mais U$ 7 bilhões, totalizando U$ 14 bilhões desde a fundação, em 2014, a serem divididos em projetos nos cinco países. “O banco está comprometido a fazer empréstimos em moeda local. Para tanto, o banco pretende emitir títulos localmente. Já o fez na China e deverá fazer em outros países. Estamos nos preparando para fazer na África do Sul e na Índia”, disse ele. Sarquis afirmou que há a expectativa de que todos os países venham a fazer aportes no fundo de projetos do banco, que soma U$ 10 milhões, algo ainda não realizado por Brasil e África do Sul (a parcela é de U$ 2 milhões). Ele também relatou que há menos projetos no País e na África do Sul do que nas demais nações do BRICS. “Queremos que todos os países cheguem no mesmo valor, equitativo nos anos seguintes”, disse o executivo. Na declaração conjunta dos chefes de Estado e governo, os BRICS afirmam que querem “catalisar o setor privado para investir e financiar obras de infraestrutura pública”. Apesar do foco na infraestrutura dos países, que poderá elevar a competitividade das empresas, os ministros de Indústria dos BRICS discutem que o banco possa financiar a aquisição de tecnologia, conforme relatou ao Estado o ministro Marcos Jorge. “Já há uma discussão interna para que o banco possa fomentar também iniciativas da indústria 4.0. Nossa expectativa é que, com o adiantar dos trabalhos entre os países, tenhamos não só o financiamento de grandes projetos como financiamentos voltados para a modernização de nosso tecido industrial”, afirmou. O acordo foi assinado hoje pelos ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, com o presidente do NDB, K. V. Kamath. Kamath disse que um dos objetivos do banco é fomentar a “cooperação sul-sul” e que busca aprovação no ano que vem da nova sucursal em Moscou. O NDB tem atualmente quatro projetos aprovados para o Brasil, que somam cerca de U$ 650 milhões, sendo dois da área de energia, um com a Petrobrás e outro com energia eólica e suporte do BDNES. A expectativa do governo brasileiro é chegar a U$ 2 bilhões até o fim de 2019. A abertura do banco no País aumentará a participação de brasileiros no corpo financeiro. Como a sede fica em Xangai, a maioria dos 1500 empregados atualmente é composta de chineses, indianos e russos, com brasileiros e sul-africanos por último.

Estadão Conteúdo

26 de julho de 2018, 17:45

ECONOMIA Depois de dois dias de queda, dólar volta a subir e fevcha a R$ 3,74

Depois de recuar mais de 2% nos últimos dois dias, a cotação do dólar voltou a subir nesta quinta-feira (26). A alta foi de 1,20%, e a moeda americana fechou cotada a R$ 3,7468 na venda. O Banco Central continua ofertando swaps tradicionais, operações equivalentes à venda futura da moeda norte-americana, sem precisar realizar swaps extraordinários, para conter alta na cotação do dólar. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,01% com 79.405 pontos, invertendo a tendência de alta dos últimos dias e o patamar de 80 mil pontos registrados ontem (25), o que não ocorria desde maio passado. Ações de grandes companhias terminaram o dia em queda, como as da Petrobras, com baixa de 2,56%, Bradesco, com queda de 3,03%, e Itaú, com baixa de 1,60%.

Agência Brasil

26 de julho de 2018, 15:18

ECONOMIA Economia crescerá 1,6% em 2018, prevê CNI

Estimativas divulgadas hoje (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a economia brasileira crescerá este ano “apenas 1,6%”. O número é um ponto percentual abaixo do previsto em abril. De acordo com o Informe Conjuntural referente ao segundo trimestre, estudo que traz a revisão de expectativas da entidade para o desempenho da indústria e da economia, a indústria crescerá 1,8%. Em abril, este percentual estava em 3%. Os investimentos deverão aumentar 3,5%, enquanto o consumo das famílias terá expansão de 2%. A taxa de desemprego estará em 12,45% ao final do ano. Ainda segundo o levantamento, a inflação continuará “baixa, apesar dos aumentos de preços provocados pela greve dos caminhoneiros”, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando o ano em 4,21%. Em abril, a inflação projetada pelo Informe Conjuntural para o ano estava em 3,7%. A CNI avalia que os juros básicos da economia fecharão o ano em 6,5%. Em abril, a previsão estava em 6,25%. O dólar chegará ao final do ano valendo R$ 3,80, de acordo com o levantamento. Com relação às contas públicas, a estimativa da entidade é que o governo federal termine 2018 com um déficit primário equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país). Já a dívida bruta do setor público chegará a 76,3% do PIB. Ainda dentro das previsões da CNI, o superávit da balança comercial alcançará US$ 62 bilhões, resultado de exportações de US$ 232 bilhões e importações de US$ 170 bilhões.

Agência Brasil

26 de julho de 2018, 10:46

ECONOMIA Equatorial Energia vence leilão de distribuidora da Eletrobras

A Equatorial Energia S.A., única proponente, venceu o leilão de privatização da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), distribuidora da Eletrobras, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O certame foi realizado hoje (26) na Bolsa de Valores B3, na capital paulista. Pelas regras do leilão, seria considerada vencedora a proponente que oferecesse o lance com maior índice de deságio na flexibilização tarifária, que deveria ser acima de zero. A Equatorial Energia SA ofereceu, em envelope lacrado, o índice de 119. A Cepisa foi a primeira das seis distribuidoras da Eletrobras a ser privatizada. No último dia 18, o BNDES havia afirmado que manteria a realização do leilão no dia 26, após uma decisão judicial ter suspendido uma liminar que impedia o leilão das subsidiárias da Eletrobras.

Agência Brasil

25 de julho de 2018, 11:18

ECONOMIA Dívida Pública Federal sobe 1% e chega a R$ 3,75 trilhões em junho

A Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 3,754 trilhões em junho, com aumento de 1,01% na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados hoje (25) pelo Tesouro Nacional. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna (DPMFi), em circulação no mercado nacional, subiu 0,94%, alcançando R$ 3,607 trilhões. Um dos motivos para esse crescimento foi a apropriação de juros no valor de R$ 33,24 bilhões. A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem a dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel. Outro fator para a expansão da dívida interna em títulos foi a emissão líquida (mais emissões do que vencimentos de títulos) de R$ 580 milhões. A Dívida Pública Externa subiu 2,67% em junho comparado a maio, chegando a R$ 146,79 bilhões (US$ 38,07 bilhões). Apesar da alta em junho, a DPF continua abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. Por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Agência Brasil

24 de julho de 2018, 11:59

ECONOMIA União arrecada R$ 110,855 bilhões em junho

A União arrecadou R$ 110,855 bilhões em junho, com crescimento real (descontada a inflação) de 2,01% comparado a igual mês do ano passado. É o maior valor para o mês desde 2015 (R$ 113,625 bilhões). No primeiro semestre, a arrecadação chegou a R$ 714,255 bilhões, com expansão de 6,88% em relação a igual período de 2017, informou hoje (24) a Receita Federal. Segundo o órgão, “o resultado pode ser explicado principalmente pela recuperação da atividade” e pelo aumento da arrecadação com programas de regularização tributária. Por outro lado, em junho, a Receita informou que houve influência da greve dos caminhoneiros nos resultados. O mês foi afetado pela queda de 6,67% na produção industrial, na comparação com o mesmo período de 2017, influenciando a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Essa retração está diretamente relacionada com a paralisação dos caminhoneiros, em maio de 2018”, diz a Receita. Em junho, o IPI registrou queda de 14,28% na comparação com igual mês de 2017.

Agência Brasil

24 de julho de 2018, 09:39

ECONOMIA PIB recua 1% no trimestre encerrado em maio, diz FGV

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve queda de 1% no trimestre encerrado em maio deste ano na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro. O dado, do Monitor do PIB, foi divulgado hoje (24) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2017, no entanto, foi registrado crescimento de 0,5%. Considerando-se apenas o mês de maio, houve quedas de 1,5% na comparação com abril deste ano e 1,8% na comparação com maio do ano passado. Os três setores produtivos (agropecuária, indústria e serviços) tiveram queda do trimestre finalizado em fevereiro para o trimestre encerrado em maio, com destaque para a indústria, que recuou 2,3%, desempenho puxado pela indústria da transformação (4,1%) e a construção (1,1%). A extrativa mineral teve alta de 1,8% e a produção de eletricidade, de 0,3%. A agropecuária recuou 1,3% e os serviços, 0,1%. No setor de serviços, os piores desempenhos ficaram com os segmentos de transporte (5,3%) e comércio (2,2%). Sob a ótica da demanda, os investimentos tiveram queda de 4% e as exportações, de 6,8%. O consumo das famílias também recuou, mas de forma mais moderada (0,1%). O consumo do governo foi o único segmento com alta (0,6%). As importações tiveram queda de 5,1%.

23 de julho de 2018, 19:10

ECONOMIA FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 1,6% em 2018

Foto: TIM Sloan/AFP

Fundo Monetário Internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a atividade na América Latina continua a se recuperar, porém ainda em um quadro de dificuldades. Segundo o Fundo, após um crescimento de 1,3% na região em 2017, deve haver avanço de 1,6% em 2018 e de 2,6% em 2019. O resultado é mais modesto que as projeções de abril, que eram de +2,0% e +2,8%. As projeções repetem as divulgadas na semana passada pelo Fundo. “Embora o crescimento tenha acelerado em alguns países, a recuperação tornou-se mais dura para algumas das principais economias, por causa de pressões do mercado em um nível global, amplificadas por vulnerabilidades específicas dos países”, afirma Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo. Em sua análise, Werner diz que as condições para a demanda global e as finanças tornaram-se mais frágeis, com riscos de baixa maiores e em um quadro de aperto gradual das condições financeiras pelo mundo. “Uma escalada nas tensões e conflitos comerciais aumenta os riscos de baixa para a perspectiva atual, inclusive por meio de seu impacto potencial sobre a incerteza e o investimento”, sustenta. No caso específico do Brasil, o FMI reafirmou que prevê crescimento de 1,8% em 2018 (em abril, projetava +2,3%). Para 2019, a projeção foi mantida em +2,5%. O Fundo cita como causas as condições globais mais restritas e a recente greve dos caminhoneiros no País. “O resultado incerto das eleições gerais de 2018 pode pesar mais sobre o crescimento”, alerta o Fundo. O FMI cita ainda que os esforços para aprovação de uma “muito necessária reforma da Previdência”, que ele julga como “uma medida chave para a consolidação fiscal subjacente”, estão paralisados por causa do calendário eleitoral. A Argentina, por sua vez, deve sofrer contração econômica no segundo e no terceiro trimestres deste ano. “O crescimento neste ano deve desacelerar para 0,4%, com recuperação gradual em 2019 e 2020, apoiada pela volta da confiança no âmbito do programa de estabilização apoiado pelo Fundo”, argumenta Werner, citando que isso deve gerar um custo mais baixo de capital, inflação menor e demanda maior de exportações dos parceiros. O Chile, na contramão, deve crescer 3,8% neste ano, acima da projeção anterior de +3,4%, diz o FMI, que cita a força da confiança das empresas e dos consumidores no país. Caso mais grave é o da Venezuela, que enfrenta “profunda crise econômica e social”. O PIB real do país deve encolher 18% neste ano e 5% em 2019, com queda forte na produção de petróleo e muitas distorções microeconômicas, em um quadro de “grandes desequilíbrios macroeconômicos”, diz o FMI. Além disso, o Fundo projeta inflação e 1.000.000% no fim de 2018, comparando o quadro no país à Alemanha de 1923 ou ao Zimbábue do fim dos anos 2000. O Fundo prevê ainda a disseminação de efeitos negativos do quadro venezuelano em países vizinhos, sem entrar em detalhes. Em relação ao México, o Fundo diz que o quadro é de dúvidas por causa do futuro do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que os EUA renegociam com o país e o Canadá. O PIB mexicano deve acelerar e avançar 2,3% em 2018 (de +2,0% em 2017), diz Werner, porém há incertezas para os investimentos e, em menor medida, para o consumo privado. “Um compromisso claro com a responsabilidade fiscal e a contínua redução do nível da dívida pública pelo governo recém-eleito será crucial para preservar a estabilidade macroeconômica e financeira”, afirma o Fundo, ao fazer uma menção ao presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador.

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2018, 18:00

ECONOMIA Dólar abre semana com pequena alta, cotado a R$ 3,78

O dólar abriu a semana em leve alta, cotado hoje (23) a R$ 3,7831 para venda. Apesar da tendência de valorização da moeda norte-americana, a cotação permanece abaixo das últimas cotações, que chegaram perto de R$ 3,90. O Banco Central continua sem atuar na política de leilões extraordinários de swaps cambiais (venda futura do dólar). A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana em baixa de 0,73%, com 77.996 pontos.Influenciaram a queda as ações de bancos, como Itaú (-2.03%) e Bradesco (-1,14%).

Agência Brasil