26 de setembro de 2018, 14:44

ECONOMIA ‘Financial Times’ alerta para ‘cenário de pesadelo’ na eleição brasileira

Foto: Arte/Estadão

Os 13 candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018

A pouco mais de uma semana para as eleições 2018, o jornal britânico de economia Financial Times apresenta um raio X dos principais candidatos, salientando que eles estão pulverizados da esquerda até a extrema direita. “Para os mercados, dizem alguns analistas, (a eleição) está se transformando em um ‘cenário de pesadelo’ – a esquerda contra a extrema direita – e poderia condenar o Brasil a mais quatro anos de lutas políticas terríveis”, trouxe o diário. Salientando que se trata de uma das eleições mais imprevisíveis e polarizadoras da história recente da maior economia da América Latina, a publicação enfatiza que os investidores estão cada vez mais preocupados que os eleitores possam eleger um presidente que não esteja disposto ou seja incapaz de implementar reformas econômicas necessárias, mas politicamente difíceis, para consertar os desequilíbrios fiscais. Depois de ser esfaqueado em um comício de campanha no início deste mês, Jair Bolsonaro, nacionalista de extrema direita e líder do primeiro turno da eleição presidencial do Brasil em 7 de outubro, tem empunhado seus dedos em fotos postadas nas redes sociais. “Eu nunca me senti melhor na minha vida”, disse ele em um vídeo no Twitter na semana passada. Ele encerrou sua transmissão na mídia social com um grito lembrando “até a vitória!”, de Che Guevara. Enquanto isso, o esquerdista Fernando Haddad, o candidato substituto do Partido dos Trabalhadores, do popular ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, subiu nas últimas pesquisas, com menos de duas semanas da votação no primeiro turno. Atrás deles estão o candidato veterano de centro-esquerda Ciro Gomes, o favorito do mercado, Geraldo Alckmin, e a ambientalista Marina Silva. “A seguir estão os principais candidatos presidenciais, segundo pesquisas recentes, que na próxima semana enfrentarão 147 milhões de eleitores – muitos dos quais estão desencantados com o status quo político do Brasil”, diz a publicação.

Estadão

26 de setembro de 2018, 14:00

ECONOMIA Banco Central diz que inadimplência segue no menor nível histórico

A inadimplência das famílias ficou estável nos últimos quatro meses no menor nível histórico registrado pelo Banco Central (BC). Em agosto, a inadimplência permaneceu em 5%, a menor taxa da série histórica iniciada em março de 2011. Essa taxa considera atrasos acima de 90 dias. A taxa média para pessoas físicas e empresas – de 4,2% em agosto – também é a menor da série histórica. Essa é a inadimplência do crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a inadimplência “em valores muito baixos” deve-se à retomada gradual da atividade econômica, à melhor análise da capacidade de pagamento dos clientes feita pelos bancos antes de liberar o empréstimo e a um “gerenciamento mais ativo” após a concessão de crédito, com oferta de renegociação para os tomadores permanecerem adimplentes. Perguntado sobre as taxas de juros ainda muito altas no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito, mesmo com inadimplência baixa, Rocha disse que são modalidades para serem usadas apenas em situação de emergência.

Agência Brasil

26 de setembro de 2018, 10:50

ECONOMIA ‘Vamos oferecer ao eleito uma reforma para a Previdência’, diz Arminio Fraga

Foto: Fabio Motta/Estadão

Ex-BC dedica-se no momento à formulação de propostas para o País, mas diz se tratar de trabalho apartidário

O próximo presidente terá de promover, num curto espaço de tempo, um ajuste fiscal da ordem de seis pontos do PIB, e as propostas colocadas no debate eleitoral não atendem a essa premência. A conclusão é de Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso que, depois de ser mencionado em 2014 como provável ministro da Fazenda de Aécio Neves, preferiu ficar mais distante da eleição neste ano. A decisão de não participar ativamente de nenhuma campanha não o tirou do debate público. Nesta entrevista exclusiva ao Estado, ele revela que coordena um grupo de economistas e juristas que preparam uma proposta de reforma da Previdência, segundo ele mais “ousada” que a enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso, que permitiria uma economia de R$ 110 bilhões por ano, durante dez anos. Leia a entrevista completa no Estadão.

Estadão

25 de setembro de 2018, 16:13

ECONOMIA Comitê deve decidir amanhã sobre fornecimento de energia para Roraima

Integrantes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) podem definir amanhã (25), em mais uma reunião extraordinária do grupo este mês, se manterão os testes de fornecimento de energia térmica para Roraima a partir de quatro usinas locais. A medida está em prática há mais de uma semana, quando o fornecimento que até então era feito pela estatal energética venezuelana Corpolec foi suspenso a pedido do governo brasileiro. Como é o único estado brasileiro desvinculado do sistema nacional, Roraima ainda depende energeticamente do país vizinho. Segundo o CMSE, a decisão de usar as térmicas foi pautada na intenção de debater os testes de autonomia, mas, recentemente, o estado sofreu com os informações de que a Corpolec poderia suspender o serviço por causa de uma dívida da Eletronorte que reconheceu que devia US$ 30 milhões a estatal vizinha. Internamente, no Ministério de Minas e Energia, a quem o CMSE está ligado, as sinalizações apontam para uma prorrogação por mais alguns dias do uso das térmicas. Quando as primeiras reuniões sobre o assunto começaram a ser realizadas, representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) asseguraram que as usinas termelétricas de Roraima estavam preparadas para suprir eventual falha no fornecimento de energia elétrica pela Venezuela. A Aneel alertou, porém, que a medida poderia aumentar custos e provocar alta no preço da conta de luz de todos os brasileiros. O MME não confirma a informação.

Agência Brasil

25 de setembro de 2018, 13:15

ECONOMIA Consignado com uso do FGTS como garantia começa a operar a partir da quarta, 26

O Ministério do Trabalho informou que o crédito consignado com uso do FGTS começa nesta quarta-feira, 26, a operar em todo o País. O primeiro banco a operar nessa modalidade será a Caixa. O empréstimo consignado com uso do FGTS como garantia está à disposição de 36,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, segundo o informe do ministério. A taxa máxima de juros é de 3,5% ao mês e o prazo de pagamento vai até quatro anos (ou 48 meses). “Nosso objetivo é disponibilizar aos trabalhadores uma linha de financiamento que seja realmente viável tanto para tomar o dinheiro quanto para pagar depois”, afirma o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, por meio de nota. Mello também preside o Conselho Curador do FGTS.

Agência Brasil

24 de setembro de 2018, 20:31

ECONOMIA Petróleo supera US$ 80 por barril e fecha dia cotado no maior valor desde 2014

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Em julho de 2008, o barril do Brent chegou a ser negociado acima dos US$ 145

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira, 24, em forte alta, apoiados pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de um grupo de outros dez produtores, que, no fim de semana, resolveram não aumentar a produção da commodity, mantendo os níveis de oferta acordados em junho. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro fechou em alta de 1,83%, para US$ 72,08 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para o mesmo mês saltou 3,05%, para US$ 81,20, no maior nível desde 2014. O último domingo foi marcado por uma reunião da Opep e de outros grandes produtores de petróleo para avaliar os níveis de conformidade do pacto para redução de oferta. A última reunião do grupo foi realizada em junho, quando os integrantes do acordo decidiram aumentar a produção de óleo cru a fim de equilibrar o mercado de petróleo. Neste domingo, os signatários do pacto resolveram manter a oferta constante em relação ao acordado em junho – o que fez com que os preços do petróleo saltassem nesta segunda-feira. “Os problemas de fornecimento são reais”, afirmou o estrategista-chefe de energia da Macro Risk Advisors, Chris Kettenmann. “As sanções econômicas dos Estados Unidos ao Irã estão apenas agravando o fato de que os compradores precisam procurar em outro lugar a entrega de barris”, afirmou. Além disso, alguns investidores esperavam que a Opep pudesse aumentar a oferta de petróleo depois que o presidente americano, Donald Trump, instou o cartel a abaixar os preços da commodity. De acordo com o diretor-gerente da consultoria Petromatrix, Olivier Jakob, “o mercado estava esperando que a Arábia Saudita fosse um pouco mais proativa, e não há sinais disso”. De acordo com o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, o mercado está bem apoiado mesmo sem 100% de comprometimento dos players com o acordo da Opep. Dado esse cenário, os analistas do Bank of America Merrill Lynch apontaram que “a probabilidade de um pico nos preços do petróleo e de um cenário de colisão semelhante ao observado em 2008 aumentou”. O banco espera que o preço do Brent em 2019 atinja US$ 80 por barril, um aumento em relação à previsão de US$ 75 vista anteriormente. Já o analista de petróleo e gás da Cantor Fitzgerald, Ashley Kelty, comentou que os preços do petróleo podem continuar a subir nas próximas semanas. “Isso ocorre porque a Opep essencialmente ignorou o pedido de Trump para aumentar a produção e ajudar a baixar os preços. Na realidade, não acreditamos que a Opep realmente possa elevar a produção significativamente no curto prazo, apesar da suposta capacidade de 12 milhões de barris de petróleo por dia que os sauditas têm”, comentou. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2018, 13:33

ECONOMIA Plano de Negócios da Petrobras será anunciado em dezembro, diz diretor

O Plano de Negócios da Petrobras será anunciado apenas em dezembro, informou nesta segunda-feira, 24, ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia da estatal, Hugo Repsold. Segundo ele, o plano trará as plataformas que serão instaladas em Búzios 5, cuja licitação para construção das unidades deverá ficar para 2021. “A produção está numa rampa ascendente, ano que vem vai aumentar”, disse Repsold sobre a produção de petróleo da companhia em 2019, quando se espera a entrada de várias plataformas e aumento de cerca de 10% na produção. Este ano, apesar de queda de 0,8% da produção de petróleo em julho, a estatal prevê atingir a meta de 2,7 milhões de barris diários no final do ano. O preço do petróleo, que nesta segunda atingiu a máxima dos últimos quatro anos ao ser cotado a US$ 80 o barril (intraday), é um motivador para garantir os planos de crescimento da Petrobras, lembrou Repsold. Repsold contou que a plataforma P-77 da Petrobras já deixou o estaleiro da China e está a caminho do Brasil, onde deve chegar em cerca de três meses. A P-77 será instalada no ano que vem no campo de Búzios 4, na bacia de Santos, onde já estão instaladas as plataformas P-74 (em produção) e a P-76 (ancorada). Todas têm capacidade de produzir 150 mil barris diários de petróleo, assim como a P-76, que está saindo de um canteiro de obras no Brasil em direção ao campo.

Agência Brasil

24 de setembro de 2018, 10:46

ECONOMIA Petrobras reduz em 0,59% preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras reduziu em 0,59% o preço da gasolina em suas refinarias, depois de manter o preço estável por mais de uma semana. Com o reajuste, que entra em vigor amanhã (25), o litro do combustível recuará de R$ 2,2514 para R$ 2,2381. Apesar da queda do preço, o combustível acumula uma alta de 4,7% em setembro, o que significa um aumento acumulado de 10 centavos por litro.

Agência Brasil

24 de setembro de 2018, 10:15

ECONOMIA Mercado financeiro aumenta estimativa de inflação para 4,28% este ano

A estimativa de instituições financeiras para a inflação neste ano subiu pela segunda vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada às segundas-feiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,28%. Na semana passada, a projeção estava em 4,09%. Para 2019, a projeção da inflação também subiu: de 4,11% para 4,18%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,92% para 3,97%. A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. As instituições financeiras revisaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para 2018, a previsão passou de 1,36% para 1,35% e, para o próximo ano, permanece em 2,5%. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,83 para R$ 3,90 no fim deste ano, e de R$ 3,75 para R$ 3,80, ao término de 2019. Na última sexta-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 4,0477 para venda, com baixa de 0,59%.

Agência Brasil

23 de setembro de 2018, 11:25

ECONOMIA Gasolina e etanol registram alta na semana, segundo pesquisa da ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou, na última semana, alta no preço do litro da gasolina e do etanol vendido nos postos em todo país. De acordo com dados colhidos pelo órgão regulador em aproximadamente 5,7 mil postos, a gasolina encerrou a semana com valor médio de R$ 4,65 por litro. Na semana anterior, o preço médio foi de R$ 4,62. Durante a pesquisa, a ANP chegou a encontrar estabelecimentos vendendo o combustível a R$ 6,29. A pesquisa abrange o período entre 16 a 22 de setembro. No mesmo período, o preço do etanol ficou em R$ 2,83. Na semana anterior, entre 9 e 15 de novembro, o valor do litro foi de R$ 2,80. O diesel comum teve média de preço de R$ 3,64, valor está estável em relação à semana anterior, quando ficou em R$ 3,63. No entanto, o combustível iniciou o mês custando R$ 3,37.

Agência Brasil

23 de setembro de 2018, 09:15

ECONOMIA Presidente eleito terá de enfrentar déficit nas contas da Previdência

Os brasileiros estão vivendo mais e devem passar uma parte cada vez maior de suas vidas na aposentadoria. Mas o que é visto como vantagem para o trabalhador pode virar o pesadelo de quem administra as contas públicas. Para tornar possível o pagamento da fatura bilionária e crescente de benefícios, a instituição de uma idade mínima de aposentadoria no Brasil é considerada essencial por especialistas. O País é um dos poucos no mundo que não têm essa exigência. Entre os nove principais candidatos nas eleições 2018, sete concordam com a fixação de uma idade mínima – cada um a seu modo. Mas o assunto é considerado impopular e frequenta pouco os discursos. O IBGE já alertou que a participação dos brasileiros em idade ativa (de 15 a 64 anos) em relação à população total começou a cair, antecipando o fim do chamado bônus demográfico, aguardado para o início da próxima década. Na prática, significa que o Brasil tem uma janela de oportunidade cada vez menor para fazer uma reforma da Previdência com regras suaves de transição. A proposta em tramitação no Congresso Nacional prevê idades mínimas iniciais de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, avançando ao longo de duas décadas para as exigências de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Mas alguns economistas já acreditam que não há mais tempo para fazer uma transição tão longa. “O ponto de partida em 53 e 55 (anos) é muito baixo para a urgência que o País enfrenta”, avalia o consultor do Senado Pedro Nery. A maneira como o debate sobre a Previdência tem sido conduzido na campanha tem preocupado aqueles que acompanham de perto os números. Só no INSS, o rombo chegará a R$ 218 bilhões em 2019. No regime previdenciário dos servidores da União, em que as regras são ainda mais benevolentes, o déficit será de outros R$ 87,5 bilhões. A conta não inclui o buraco nas contas de Estados e municípios. “A impressão que dá é que a gente está no Titanic, tem gente gritando que tem um iceberg e ninguém está ouvindo”, afirma Nery. O que mais assusta os especialistas é a rapidez com que o Brasil envelhece. A expectativa de vida ao nascer era de 52,5 anos em 1960 e passou a 75,6 anos em 2016. Para quem chega aos 65 anos, os dados indicam que o comum é passar dos 80 anos. Enquanto isso, o número de contribuintes para cada aposentado do INSS está minguando e deve ficar menor que um na década de 2040 – ou seja, haverá mais inativos recebendo do que trabalhadores pagando. “Sem uma reforma, é o caos. O atual regime não para em pé. O maior desafio é conseguir aprovar uma idade mínima”, diz o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre/FGV. A idade mínima virou um tabu durante a discussão da reforma ao longo de 2017. Grupos contrários à proposta emplacaram o discurso de que a regra seria prejudicial, sobretudo aos mais pobres. Desde então, especialistas tentam desmistificar esse argumento. O economista Bernardo Lanza Queiroz, professor do Departamento de Demografia da UFMG, é um dos autores de uma pesquisa que mostra que as condições de saúde dos idosos de hoje são muito melhores do que no passado. Por isso, eles têm atualmente mais condições de permanecer em atividade. “O risco de morte que uma pessoa de 65 anos tinha em 1950 é igual ao de uma pessoa de 74 anos em 2010”, afirma Queiroz.

21 de setembro de 2018, 20:40

ECONOMIA Dólar fecha em R$ 4,05, menor valor em um mês; Bolsa sobe 1,70%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar operou em queda e Bolsa registrou alta na manhã desta sexta

A Bolsa de Valores de São Paulo operou em forte alta nesta sexta-feira, 21 e chegou a ultrapassar o patamar de 80 mil pontos, na máxima do dia, em alta de 2,41%. Ao longo do pregão, desacelerou os ganhos e encerrou o dia com valorização de 1,70%, aos 79.444,29 pontos. Já o dólar, por sua vez, fechou queda de 0,58%, cotado a R$ 4,05. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a R$ 4,02. Siderúrgicas e a Vale foram os destaques do dia na Bolsa. As ações da Usiminas fecharam em forte alta de 5,34% e da CSN subiram 3,06%. Já os papéis da Vale subiram 2,82%. Acompanhando o avanço dos preços do petróleo, as ações preferenciais da Petrobrás avançaram 1,16%. O mercado reagiu com bom humor nesta semana motivado pelo avanço do candidato Jair Bolsonaro, escolhido pelo mercado por ter um perfil reformista, nas pesquisas de intenção de voto divulgadas no período. Um vídeo postado no Twitter pelo candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, é apontado como fator que impulsiona as compras de ações. Nele, Bolsonaro agradece o apoio que tem recebido e diz que deve ter alta até o final do mês. “Nunca me senti tão bem em toda a minha vida. Meu muito obrigado a todos vocês. Até o final do mês, se Deus quiser, estarei de alta, onde então, juntos, enfrentaremos o 7 de outubro, novo marco no rumo do nosso Brasil”, afirma Bolsonaro no vídeo. Mesmo assim, o mercado ainda monitora o caso de discórdia exposto no núcleo econômico da campanha do candidato do PSL. O economista Paulo Guedes propôs a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, prontamente rechaçada por Bolsonaro e seu vice, general Hamilton Mourão. O episódio levantou dúvida sobre o “casamento” entre o presidenciável e seu anunciado líder econômico. Também na manhã desta sexta-feira, aliados do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, divulgaram um manifesto assinado pelos intelectuais tucanos Eliana Cardoso e Bolivar Lamournier em favor do ex-governador de São Paulo, após do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançar um apelo para conter a “marcha da insensatez”.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2018, 16:39

ECONOMIA Reforma do setor elétrico está sendo implementada, diz Temer

O presidente Michel Temer disse hoje (21) estar implementando, neste final de governo, mais uma reforma: a do setor de energia elétrica. Segundo ele, esta reforma é no sentido de modernizar o setor e torná-lo mais atrativo para investidores. “Nosso governo tem orgulho de se apresentar como reformista. Foram várias reformas há muito necessárias. Hoje conseguimos celebrar outra reforma menos comentada mas da maior importância, feita com muita reflexão e método, que é a reforma do setor elétrico”, disse Temer durante cerimônia de assinatura dos contratos de concessão para a construção e operação de mais de 2.562 quilômetros de linhas de transmissão, no Palácio do Planalto. Essa linhas abrangerão os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em seu discurso, Temer disse que, quando assumiu o governo, havia “desordem” no setor, além de um prejuízo de R$ 100 bilhões. “Prejuízo que cai nas costas das empresas de eletricidade e dos consumidores”. “Em 2016 nos deparamos com missões urgentes. Uma delas era a de definir marcos regulatórios para o setor elétrico, que resgatassem a credibilidade perdida de forma a voltar a ser atrativo para os investidores”, acrescentou o presidente. Embora a proposta do novo marco regulatório ainda não tenha saído do papel, Temer disse que os contratos como os assinados hoje têm ampliado o interesse da iniciativa privada em investir no setor elétrico. “Com os contratos que assinamos hoje, colhemos os frutos dos esforços de racionalização que fizemos, gerando interesse de empresas nacionais e estrangeiras”, disse ele ao ressaltar que todos os 20 lotes ofertados despertaram interesses – o que resultou no maior deságio médios dos últimos 20 anos.

Agência Brasil

21 de setembro de 2018, 12:56

ECONOMIA União arrecada R$ 109,751 bi em tributos em agosto

A União arrecadou R$ 109,751 bilhões em agosto, um crescimento real (descontada a inflação) de 1,08% comparado a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 953,621 bilhões, com expansão de 6,94% em relação a igual período de 2017. É o melhor resultado tanto para o mês quanto no acumulado desde agosto de 2014. Os números foram divulgados hoje (22) pela Receita Federal. As receitas administradas pela Receita Federal chegaram a R$ 107,182 bilhões, com aumento de 0,63% em relação a agosto do ano passado. De janeiro a agosto deste ano, o valor ficou em R$ 915,215 bilhões, alta de 5,68% em relação ao acumulado para o mês em 2017. Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado, principalmente, pela melhora do resultado das empresas e na redução de suas compensações de débitos, levando ao crescimento na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de empresas não financeiras, de 10,53%. Em agosto deste ano, o IRPJ/CSLL chegou a R$ 14,639 bilhões, contra R$ R$ 13,244 bilhões em agosto de 2017. A produção industrial em agosto cresceu 4,02% em comparação com agosto de 2017. No mês de junho, a queda chegou a 6,67%, em comparação com o mesmo mês de 2017, influenciada pela paralisação dos caminhoneiros no mês de maio. Em julho, o setor já havia apresentado melhora, com alta de 3,51% em comparação a julho de 2017. As vendas de bens e de serviços registraram altas de 3% e 3,70%, respectivamente. A arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) registrou alta de 28,78% em agosto na comparação com igual mês de 2017. Foram arrecadados R$ 14,639 bilhões em IPI. Segundo a Receita, a massa salarial (soma dos salários na economia) teve aumento de 6,19% em agosto (fato gerador para o mês de julho), atualizado pela inflação oficial, houve aumento real de 1,63% dos salários. A arrecadação das contribuições para a Previdência Social caiu 0,56% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2017, chegando a R$ 33,861 bilhões.

Agência Brasil

21 de setembro de 2018, 11:37

ECONOMIA Dólar abre em alta de 0,46% cotado a R$ 4,0888

A cotação da moeda norte-americana abriu o pregão em alta de 0,42%, cotado a R$ 4,0888 para venda. O dólar registra uma tendência de queda depois de ultrapassar a barreira dos R$ 4,10 na última semana. O Ibovespa, índice da B3, começou o dia em alta de 0,58%, com 78.752 pontos.

Agência Brasil