27 de junho de 2019, 17:07

ECONOMIA Maio registra abertura de 32,1 mil novas vagas de emprego no país

A criação de empregos com carteira assinada teve saldo positivo em maio, com a criação de 32.140 vagas, informa o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (27) pelo Ministério da Economia. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em maio foi resultado de 1.347.304 admissões contra 1.315.164 desligamentos ocorridos no período. É o terceiro ano seguido em que o mês de maio apresenta saldo positivo, apesar de uma ligeira queda no volume total de novas vagas na comparação com o mesmo mês nos anos de 2017 (34,2 mil) e 2018 (33,6 mil). Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, o resultado do mês está em sintonia com o desempenho da economia, mas ainda abaixo do desejado. “A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, da mesma forma que, nos últimos anos, o crescimento não foi tão grande quanto se gostaria”, afirma Dalcolmo. Apesar de a criação de empregos ter diminuído no mês passado, na comparação com anos anteriores, Dalcolmo não vê tendência de queda. “Não há tendência nem de subida, nem de descida [na geração de empregos]. Significa uma economia que está um pouco em compasso de espera, a ser definido por outros pontos importantes como a reforma da Previdência.” No acumulado do ano, foram criados mais 351.063 postos de trabalho, o que elevou para 38,761 milhões o estoque de empregos formais no país. É o maior estoque desde 2016, quando o Caged registrou 38,783 milhões de empregados com carteira assinada.

Agência Brasil

26 de junho de 2019, 21:46

ECONOMIA Déficit na Previdência atinge R$ 80 bilhões em 5 meses, diz governo

O Ministério da Economia informou hoje (26) que, de janeiro a maio deste ano, o déficit nas contas da Previdência Social chegou a R$ 80,7 bilhões. O Tesouro Nacional e o Banco Central tiveram, juntos, superávit de R$ 63,3 bilhões. É por causa dessa diferença que as contas públicas do Governo Central – Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – tiveram déficit de R$ 17,4 bilhões no período. “O gasto com a Previdência continuará crescendo nos próximos anos, mas crescerá de forma mais lenta com a aprovação da reforma da Previdência”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Segundo o governo, o déficit global da Previdência este ano, somando os trabalhadores da iniciativa privada, que se aposentam pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e os servidores públicos civis e militares, será de R$ 314,9 bilhões, o que representa 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

Agência Brasil

26 de junho de 2019, 19:19

ECONOMIA “Solução do problema fiscal do país passa pela retomada da atividade econômica”, defende Florence

Foto: Divulgação

Afonso Florence, deputado federal pelo PT

Durante participação na Comissão Especial de análise da Reforma da Previdência, o deputado federal baiano Afonso Florence (PT) defendeu, nesta quarta-feira (26), mecanismos para a retomada da atividade econômica e criticou alguns pontos do relatório do Samuel Moreira (PSDB/SP). Entre eles, estaria a segregação dos itens do orçamento da Seguridade (Saúde, Assistência e Previdência), o que na prática, segundo o parlamentar, “desmonta o Sistema de Seguridade”.

Florence condenou ainda a destinação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para cobertura do déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), extinguindo o “funding” do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) – destinado a financiar o setor produtivo. O petista afirma que este dispositivo incluído pelo relator significa o reconhecimento de que a Reforma não resolve o déficit da previdência e ainda “quebra o BNDES”.

Segundo Florence, o déficit da Previdência, manifestado a partir de 2015, é resultado das escolhas macroeconômicas do governo Temer, que estão sendo aprofundadas pelo governo Bolsonaro. “Estão erradas as premissas de que há déficit e de que a Reforma da Previdência – seja o texto do governo, seja o texto do relator – resolverá o problema fiscal do país. A solução passa pela retomada da atividade econômica. Tem que revogar a emenda constitucional 95, ser retomada uma política de investimento público, inclusive de crédito, para investimento em infraestrutura, investimentos de longo prazo”, defendeu Florence.

26 de junho de 2019, 14:20

ECONOMIA Dívida Pública Federal sobe 0,31% e fecha maio em R$ 3,890 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF), que inclui o endividamento interno e externo do Brasil, teve aumento de 0,31% e passou de R$ 3,878 trilhões em abril para R$ 3,890 trilhões no mês passado. Os dados foram divulgados hoje (26) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Economia. A redução ocorreu devido à apropriação positiva de juros (quando os juros da dívida são incorporados ao total mês a mês) no valor de R$ 28,47 bilhões, compensada, em parte, pelo resgate líquido (mais resgates de títulos por investidores do que emissões), no valor de R$ 16,31 bilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública no mercado interno, teve o estoque ampliado em 0,32% em maio, passando de R$ 3,723 trilhões para R$ 3,735 trilhões. Já o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional, apresentou aumento de 0,16%, encerrando maio em R$ 155,54 bilhões (US$ 39,47 bilhões).

Agência Brasil

25 de junho de 2019, 19:55

ECONOMIA Vendas do Tesouro Direto atingem R$ 5,8 bilhões em maio

Em maio as vendas do Tesouro Direto atingiram R$ 5,86 bilhões, informou hoje (25) a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinculada ao Ministério da Economia. Trata-se de um desempenho recorde na série histórica. Apesar do aumento das compras de títulos, o mês de maio também registrou um alto volume resgate (saques), totalizando pouco mais de R$ 10 bilhões, sendo R$ 1,95 bilhão relativos a recompras e R$ 8,10 bilhões a vencimentos. Com isso, houve resgate líquido de R$ 4,2 bilhões. O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem de pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos títulos. No mês passado, 186.553 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 4.193.385, um aumento de 89,8% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos chegou a 1.035.092, uma variação de 69,9% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 28.545 novos investidores ativos, informou a STN. Estoque O estoque do programa fechou maio em R$ 55,5 bilhões, o que significa redução de 6,3% em relação ao mês anterior (R$ 59,3 bilhões) e aumento de 15,4% sobre maio de 2018 (R$ 48,1 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 48,7%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 34,0% e, por fim, os títulos prefixados, com 17,3%. Em relação à composição do estoque por prazo, o governo informa que 1,1% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 36,4%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 42,1% e aqueles com vencimento acima de 10 anos representam 20,4% do total.

Agência Brasil

25 de junho de 2019, 09:04

ECONOMIA BC projeta PIB próximo da estabilidade no segundo trimestre

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) projeta que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deve ficar próximo da estabilidade no segundo trimestre deste ano. A informação consta da ata da última reunião do comitê, que decidiu, na semana passada, manter a Selic, pela décima vez seguida, em 6,5% ao ano. Segundo a ata do Copom, a diretoria do BC concluiu que “houve interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres”. No primeiro trimestre deste ano, o PIB caiu 0,2%. “Essa interrupção fica nítida quando se adota perspectiva um pouco mais longa, que sugere ter havido uma mudança na dinâmica da economia após o segundo trimestre de 2018. Sob essa perspectiva, a recuperação da atividade econômica, que ocorria em ritmo gradual até então, perdeu ímpeto. Após leve recuo no primeiro trimestre de 2019, em decorrência dessa perda de dinamismo e de alguns choques pontuais, o PIB deve apresentar desempenho próximo da estabilidade no segundo trimestre”, diz o Copom, na ata. Segundo o relatório, os próximos passos na definição da taxa básica de juros, a Selic, dependem da evolução da atividade econômica, das perspectivas e dos riscos relacionados à inflação. O Copom avalia que, por um lado, o “nível de ociosidade elevado” da economia pode continuar produzindo trajetória prospectiva de inflação abaixo do esperado. Por outro lado, uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode elevar a trajetória da inflação. “O comitê avalia que o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco é preponderante”, diz a ata. De acordo com as projeções divulgadas no relatório, a inflação deve ficar dentro da meta tanto no cenário com manutenção da Selic quanto em situação de redução. “No cenário com taxa Selic constante em 6,50% ao ano e taxa de câmbio constante a R$ 3,85, as projeções condicionais para a inflação situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 3,7% para 2020”. “No cenário com trajetórias para a taxa de juros e de câmbio extraídas da pesquisa Focus [mercado financeiro], as projeções do Copom situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 3,9% para 2020. Esse cenário supõe, entre outras hipóteses, trajetória de taxa Selic que encerra 2019 em 5,75% ao ano e se eleva a 6,50% ao ano em 2020. Também supõe trajetória de taxa de câmbio que termina 2019 e 2020 em R$ 3,80”, afirma o Copom. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 4,66% no acumulado de 12 meses. Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu a meta de inflação em 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Agência Brasil

24 de junho de 2019, 14:47

ECONOMIA Receita arrecada R$ 113,3 bi em maio, melhor resultado em 5 anos

A Receita Federal arrecadou R$ 113,3 bilhões em maio, o que representa um crescimento real de 1,92% em relação a um ano antes. Esse é o melhor resultado para o mês em cinco anos. Na receita de tributação (chamada de receitas administradas), item mais relacionado à situação de indicadores macroeconômicos, a arrecadação foi de R$ 110,7 bilhões no mês. O valor representa um aumento real de 1,84% frente um ano antes, revertendo a trajetória de queda registrada em março e abril. Já nas chamadas receitas não-administradas, que incluem principalmente ganhos com royalties de petróleo, a arrecadação foi de R$ 2,5 bilhões. O número representa um aumento de 5,78% frente um ano antes, continuando o crescimento observado em meses anteriores. No acumulado do ano, a arrecadação total foi de R$ 637,6 bilhões. O valor também é o melhor para o período em cinco anos. O dado representa um aumento de 1,28%. De janeiro a maio, a receita administrada cresceu 0,58%, para R$ 609,9 bilhões. Já as não-administradas avançaram 19,56%, para R$ 27,7 bilhões.

Folhapress

24 de junho de 2019, 11:10

ECONOMIA Lucro da Caixa cresce 6% no 1º trimestre, para R$ 3,9 bilhões

O lucro recorrente da Caixa Econômica Federal cresceu 6% no primeiro trimestre do ano, para R$ 3,87 bilhões, com aumento da receita de prestação de serviços, redução na provisão para calote e apesar de uma queda de 2% na carteira de crédito do banco. O lucro recorrente exclui efeitos extraordinários de receita ou despesa. Já o lucro contábil cresceu 23%, para R$ 3,9 bilhões, também em comparação com o primeiro trimestre de 2018. Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, a recuperação judicial da Odebrecht não impactou o resultado do trimestre. Para ele, “era óbvio que a recuperação judicial da Odebrecht era iminente” e, por isso, 95% do provisionamento para as perdas já foi feito no balanço referente a dezembro de 2018. “Já teve perda com a recuperação judicial, mas no balanço não haverá, ou haverá residual. Só haverá se as garantias de terrenos forem a zero.” Ele afirmou ainda estar tranquilo com o nível de provisionamento do banco para calote de empresas do tipo –de acordo com o presidente da Caixa, há pelo menos mais dez empresas perto de entrar em recuperação judicial. “Estamos muito tranquilos com relação a muitas empresas que não têm condições.” De janeiro a março, as receitas com prestação de serviços aumentaram 2,3%, para R$ 6,5 bilhões -nos 12 meses até março, a inflação acumulada medida pelo IPCA (índice oficial de preços) foi de 4,58%. A elevação ocorreu pela alta de 19,8% na receita de serviços com fundos de investimento, com a migração de clientes que antes aplicavam em títulos de renda fixa, e pelo aumento de 8,5% nas receitas de convênios e cobrança bancária. A inadimplência no primeiro trimestre recuou para 2,47% em relação aos três primeiros meses do ano passado. A melhora do calote ajudou o banco a reduzir em 24,4% a provisão para devedores duvidosos, que caiu para R$ 2,8 bilhões.

Folhapress

24 de junho de 2019, 09:31

ECONOMIA Governo vai cortar projeção do PIB e mudar forma de divulgação

Foto: Reprodução

A tendência é que a nova previsão oficial fique próxima àquela calculada pelo mercado

O governo cortará pela terceira vez a previsão oficial de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2019, o que reduzirá a projeção de arrecadação e complicará ainda mais o cenário para cumprir a meta fiscal do ano.
Com a rápida deterioração nas expectativas de crescimento, o Ministério da Economia planeja acelerar a divulgação da estimativa para diminuir a defasagem entre o cálculo da pasta e o do mercado. O orçamento de 2019 foi elaborado em meados do ano passado com uma previsão de crescimento de 2,5%. Em março, o governo cortou a projeção para 2,2%; em maio, para 1,6%. A tendência é que a nova previsão oficial fique próxima àquela calculada pelo mercado. Os analistas esperam uma expansão de apenas 0,93%, de acordo com o boletim Focus publicado no dia 17. O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirma que a queda acelerada nas estimativas tem feito o número oficial ficar defasado em relação ao do mercado. “Está caindo tão rápido que, quando é publicado, estamos destoados”, disse. As projeções do governo para o PIB são tornadas públicas a cada dois meses nos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e despesas, mas os documentos são publicados semanas depois de a projeção ser calculada pelos técnicos -o que faz com que o número do governo seja diferente do previsto pelos analistas.

Folhapress

24 de junho de 2019, 08:21

ECONOMIA Projetos no Congresso destravam mais de uma Previdência em investimentos

Um conjunto de oito projetos em tramitação no Congresso, mais da metade encampada pela equipe de Jair Bolsonaro para evitar uma nova recessão, tem potencial para gerar R$ 1,4 trilhão em investimentos em dez anos, impacto maior que o da reforma da Previdência. Diante da falta de articulação política do governo, o Congresso decidiu levar adiante a pauta econômica do país. Depois de adotar a reforma da Previdência e acelerar a tramitação da tributária, lideranças partidárias começam a elencar os projetos prioritários para um choque nos investimentos necessários para a geração de emprego. Levantamento de Marcos Ferrari, ex-secretário de Assuntos Econômicos do extinto Ministério do Planejamento, mostra que, com os oito projetos, seria possível ampliar a taxa de investimento da economia, especialmente na infraestrutura, em 40% nos próximos dez anos, o que daria R$ 1,4 trilhão no período.
“A questão não é falta de recursos [para investimento]”, disse. “O principal é resolver gargalos. Os nós estão na escassez de projetos viáveis e na falta de eficiência regulatória.” Para Ferrari, que deixou recentemente a diretoria de infraestrutura do BNDES, a maior parte do cálculo envolve aprimoramentos regulatórios. “Bastaria modernizar as regras de setores como telefonia, energia, saneamento e mineração para destravar investimentos”, diz. “Além disso, é preciso estabilidade nas decisões das agências reguladoras.” Projetos como esses podem destravar aportes das empresas enquanto o governo passa por limitações orçamentárias. No primeiro trimestre, o investimento da União correspondeu a 0,35% do PIB –menor nível para o período na série histórica, iniciada em 2007. A iniciativa privada defende que também está limitada para investir em boa parte por amarras regulatórias. Em infraestrutura, o nível de investimentos totais caiu de 2,4% do PIB em 2014 para 1,7% em 2018, segundo a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

Folhapress

23 de junho de 2019, 18:10

ECONOMIA No Twitter, Bolsonaro volta a considerar que juros estão altos para agricultores

Foto: Alberto Coutinho/GOVBA/Arquivo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a avaliar, na tarde deste domingo (23), que os juros estão altos no Brasil. Em um post no Twitter, acompanhado de um vídeo com elogios e detalhes do Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020, anunciado terça (18), Bolsonaro escreveu: “Boas notícias para o campo mas reconhecemos que os juros ainda estão altos no Brasil”. A postagem do presidente foi retuítada, entre outros, pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Apesar de anunciar recursos semelhantes para o crédito agrícola na safra a ser iniciada em 1º de julho, o governo elevou para 8% as taxas máximas, para o financiamento a grandes produtores, ante 7% na safra atual. Na média, os juros aos agricultores foram elevados entre 0,5 ponto e 1 ponto porcentual entre os períodos.

É pelo menos a segunda vez que o presidente usa o crédito agrícola para criticar juros praticados no País. No dia 29 de abril, na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro pediu, ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para que reduzisse juros aos produtores rurais. “Eu apenas apelo, Rubem (Novaes), me permite fazer uma brincadeira aqui. Eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você parecer ser um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais. Tenho certeza de que as nossas orações tocarão seu coração”, disse Bolsonaro à época.

Estadão

23 de junho de 2019, 09:00

ECONOMIA Com crise, renda do trabalhador chegou a cair até 16% em cinco anos

Os anos de crise, além de terem destruído empregos e levado ao aumento da informalidade, também corroeram o rendimento dos trabalhadores da maioria dos segmentos. A depender da área de atuação, a perda real (já considerada a inflação) superou os 16% nos últimos cinco anos. De nove setores da iniciativa privada analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cinco tiveram quedas significativas na renda que o trabalhador recebe habitualmente por mês. Entre o primeiro trimestre de 2014, antes da recessão, e os três primeiros meses deste ano, os trabalhadores de alojamento e alimentação (de hotéis, pousadas, restaurantes ou vendedores de alimentos), da construção e do transporte foram os que tiveram as maiores perdas reais de rendimento, de 7,2% a 16,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – Contínua, do IBGE, selecionados para o jornal O Estado de S.Paulo pela consultoria LCA.

Entre os trabalhadores da iniciativa privada, apenas os da agricultura tiveram aumento real expressivo do rendimento habitual, de 5,2% durante esse mesmo período. No grupo que inclui quem trabalha no setor público, houve um aumento real ainda maior, de 7,5%. A queda na renda das famílias e o aumento da informalidade – sobretudo em atividades ligadas aos serviços, como o transporte com aplicativos e a venda de alimentos – e o afundamento do setor de construção civil ajudam a explicar o menor rendimento que esses trabalhadores têm recebido, avalia o economista Cosmo Donato, da LCA. Por um lado, as famílias têm menos condição de gastar com alimentação fora de casa, transporte e lazer hoje do que gastavam em 2014, diz Donato.

22 de junho de 2019, 17:30

ECONOMIA OAB pede no STF suspensão de congelamento de verbas de universidades

Foto: Arquivo

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão imediata dos congelamentos de verbas de universidades públicas anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Para a OAB, os congelamentos ferem a autonomia universitária e causaram um “caos no sistema educacional”. No fim de abril, Abraham afirmou que cortaria verba de universidades que, em suas palavras, estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campi. Posteriormente, o governo anunciou que o congelamento seria linear e atingiria todas as universidades.

Estima-se que o congelamento seja de R$ 2 bilhões, referentes às despesas discricionárias, ou seja, aquelas sobre as quais as universidades têm alguma margem de controle. Eles não incluem salários do corpo docente e dos demais servidores efetivos, por exemplo. A ação movida pela OAB está sob a relatoria do ministro Celso de Mello. Ainda não há data para que ele avalie os pedidos feitos pela entidade. Esta não é a primeira vez que os congelamentos do MEC chegam à Justiça. No dia 7 de junho, uma liminar concedida pela Justiça Federal da Bahia havia suspendido as medidas. A decisão, no entanto, foi derrubada pelo TRF1 (Tribunal Regional da 1ª Região).

Folhapress

21 de junho de 2019, 19:47

ECONOMIA Produção siderúrgica cai 1,5% nos cinco primeiros meses do ano

A produção brasileira de aço bruto recuou 1,5% no acumulado de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, somando 14 milhões de toneladas. A produção de laminados teve queda de 3,8% comparando com os primeiros cinco meses de 2018, com total de 9,4 milhões de toneladas. Os produtos semiacabados para vendas também mostraram retração de 5,1%, alcançando produção de 3,7 milhões de toneladas entre janeiro e maio. Já as vendas internas tiveram incremento de 4,6% no acumulado até maio de 2019, com 7,4 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil. O consumo aparente de produtos siderúrgicos no Brasil teve aumento de 3,6% frente aos cinco primeiros meses do ano passado, com total de 8,4 milhões de toneladas. O instituto advertiu, entretanto, que as variações positivas de vendas internas e consumo devem considerar a greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio do ano passado e rebaixou a base de comparação de 2018. Em relação às importações, foram registradas 1,1 milhão de toneladas entre janeiro e maio deste ano, uma elevação de 5,3% frente a igual período do ano passado. Em termos de valor, porém, houve queda de 1% no período atingindo US$ 1 bilhão. Não foram divulgadas informações referentes às exportações, devido à existência de inconsistências nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, que “poderão ser passíveis de revisão”, segundo o Instituto Aço Brasil.

21 de junho de 2019, 18:35

ECONOMIA Bolsa renova máxima histórica nesta sexta-feira

A Bolsa brasileira superou o recorde da quarta-feira (19), quando fechou acima dos 100 mil pontos pela primeira vez. Nesta sexta (21), o Ibovespa teve alta de 1,70%, a 102.012 mil pontos, nova máxima histórica. Nos Estados Unidos, os índices da Bolsa de Nova York, Dow Jones e S&P 500, também bateram recordes. O dólar acompanhou o viés positivo e recuou 0,67%, a R$ 3,8250, menor patamar desde abril. Os mercados tiveram pregões positivos nos últimos dias com discursos mais amenos de bancos centrais com relação a cortes nas taxas de juros. O Banco Central Europeu (BCE), o Fed (banco central americano) e o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central do Brasil, sinalizaram, esta semana, a possibilidade de redução nas taxas básicas de juros. Com a expectativa de corte nos juros em julho, o índice Dow Jones bateu a máxima histórica na quinta (20), ao chegar aos 26.753 pontos, alta de 0,94%. O índice S&P 500 também renovou a máxima histórica, aos 2.9547 pontos, com alta de 0,95%. Nesta sexta, S&P 500 voltou a bater o recorde, com leve alta de 0,1%, a 2.956 pontos, enquanto Dow Jones teve leve queda de 0,13%, a 26.719 pontos. Além de um alívio nas políticas monetárias, como forma de estimular a economia, as commodities também impulsionaram as altas das bolsas de valores. O petróleo teve forte alta na quinta, após o Irã derrubar um drone americano no golfo de Omã, por onde passa um quinto de todo o petróleo do mundo.

Folhapress