6 de setembro de 2019, 14:29

ECONOMIA Pacote de combate ao desemprego libera R$ 65 bi para empresas

O pacote de combate ao desemprego em estudo pelo governo prevê medidas em ao menos dez frentes. Em uma delas, está prevista a liberação de até R$ 65 bilhões para capital de giro de empresas. Em outra, a ideia é criar uma espécie de rede de “agências de trabalho” privadas. As propostas estão na mesa de Paulo Guedes (Economia) e já foram apresentadas para um grupo seleto de empresários e banqueiros. O ministro ainda precisa dar o aval às sugestões de alguns de seus secretários. Para estimular a atividade empresarial, a equipe econômica estuda uma mudança numa regra da Justiça do Trabalho, onde estão parados R$ 65 bilhões na forma de depósitos recursais -valor em juízo para poder recorrer de sentença trabalhista. Desde 2017, a reforma trabalhista permitiu que seja apresentado um seguro como garantia, em vez do depósito em dinheiro, que compromete os limites de crédito das companhias. Mas isso não vale para processos anteriores à medida. Por isso, uma das sugestões é aplicar a mesma norma para o estoque e liberar esses recursos para as empresas. O time de Guedes quer também incentivos para a qualificação de desempregados e trabalhadores autônomos. Guedes vai reunir a equipe para decidir sobre qual será a versão final do pacote de estímulo ao emprego e a data para lançar as medidas. Além disso, a equipe econômica quer criar um grupo técnico para acompanhar o andamento dos projeto e traçar metas. Para viabilizar o projeto em tempo de aperto no Orçamento, pode ser usado dinheiro do Sistema S -que reúne instituições empresariais voltadas à capacitação e que recebem recursos públicos- e de entidades filantrópicas de educação. Ainda na área de qualificação, o plano prevê incentivos fiscais para a empresa que investir no aprimoramento dos empregados. Está em avaliação uma compensação de parte do PIS/Pasep, que seria maior no caso de trabalhador contratado por menos de um ano. O objetivo é aumentar a produtividade e reter os empregos no país. Outra medida envolve parcerias para que empresas privadas passem a atuar como uma espécie de agência de trabalho.

Folhapress

6 de setembro de 2019, 13:42

ECONOMIA Brasil e Argentina adiam em 9 anos livre-comércio de autos

Às vésperas das eleições presidenciais no principal sócio do Mercosul, com provável vitória da oposição, os governos do Brasil e da Argentina assinam nesta sexta (9) um novo acordo automotivo. O documento prevê o livre-comércio de veículos e autopeças em 1º de julho de 2029 -nove anos a mais que a previsão do entendimento atual. Em compensação, não há condicionalidades para que o livre-comércio seja estabelecido. Pelos cálculos da equipe econômica, isso significa que o comércio de veículos entre Brasil e Argentina estará finalmente liberado cinco anos antes da implementação do acordo Mercosul-União Europeia. Desde a criação do Mercosul, em 1990, o setor automotivo é um dos poucos que ficaram de fora do bloco e sempre teve um comércio administrado. A possibilidade de livre troca de carros e peças vem sendo postergada sucessivas vezes. O anúncio será feito no Rio pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo ministro de Produção e Trabalho da Argentina, Dante Sica, e pelo secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil, Marcos Troyjo. O acordo também prevê um aumento gradativo do chamado “flex”, múltiplo que regula o comércio de veículos e peças entre os dois países. Hoje está em 1,5: para cada US$ 1,50 exportados do Brasil para a Argentina, os argentinos podem enviar US$ 1 aos brasileiros. Com o novo entendimento, esse indicador sobe para 1,7 e avança gradativamente até 3,0 perto do fim da vigência do tratado. O novo acordo também prevê equalização das regras de origem (porcentual de peças nacionais nos carros) entre Brasil e Argentina ao acordo entre Mercosul e União Europeia até 2027.

Agência Brasil

6 de setembro de 2019, 09:00

ECONOMIA Governo fará corpo a corpo por R$ 64 bilhões

Foto: André Dusek/Estadão

Tasso Jereissati

A equipe econômica vai fazer um corpo a corpo no Senado Federal para tentar reverter as mudanças que drenaram quase R$ 64 bilhões da economia esperada com a reforma da Previdência, além de blindar o texto contra outros afrouxamentos nas regras da proposta. Em evento com empresários no Nordeste, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse lamentar a desidratação no texto. Na plateia, um dos espectadores era o relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). “Agradeço a Tasso por incluir Estados e municípios na reforma. Claramente lamento a desidratação do texto original, mas entendo”, disse Guedes.

Jereissati fez duas mudanças significativas no texto da reforma. Na semana passada, excluiu da proposta a definição do critério de renda para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A medida era considerada pela área econômica necessária para poupar recursos gastos com o alto índice de ações na Justiça envolvendo o BPC. Sem um critério claro na Constituição, a avaliação é que o sistema Judiciário continuará decidindo de maneira difusa sobre quem tem direito ao benefício, onerando a União.

Nesta semana, Jereissati resgatou a vinculação de todas as pensões por morte ao salário mínimo, independentemente da renda do beneficiário. A proposta aprovada na Câmara permitia pensões abaixo do piso nacional – depois, uma portaria do Ministério da Economia assegurou o repasse de um salário para quem tem renda formal abaixo do piso. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a revinculação de todas as pensões foi uma condição colocada pelo MDB, que tem 13 votos no Senado, para apoiar a reforma.

Ao lamentar a decisão de excluir esses pontos, Guedes afirmou que o fazia “tecnicamente”, porque por outro lado apoiava as medidas de compensação apresentadas por Jereissati numa proposta paralela, desenhada para não atrasar o cronograma de tramitação da reforma da Previdência.

‘Pilantrópicas’. Entre as medidas que têm o aval do ministro está a reversão da desoneração previdenciária de algumas instituições filantrópicas. Guedes disse inclusive que algumas delas não cumprem devidamente sua finalidade e atuam como “pilantrópicas”.

Estadão

6 de setembro de 2019, 08:12

ECONOMIA Para estimular economia, começa nesta sexta a Semana do Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Começa hoje (6) e vai até o próximo dia 15 a campanha Semana do Brasil, movimento lançado pelo governo que visa a incentivar o consumo e estimular a economia do país. Até o momento, 4.680 empresas e entidades estão mobilizadas e vão participar da semana oferecendo descontos, promoções aos consumidores. A semana, que aproveita as comemorações do 7 de setembro, data em que se celebra a Independência do Brasil, tem como mote “Vamos valorizar o que é nosso” e é inspirada em campanhas de varejo de outros países, como os Estados Unidos, que costumam realizar promoções em feriados nacionais. A proposta pretende gerar um ambiente de confiança para este e os próximos meses de 2019.

Uma parceria do governo com o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) ajudou a mobilizar, nos últimos meses, diferentes segmentos do varejo, comércio e serviços, para que buscassem as melhores formas de viabilizar as ações promocionais. Além de empresários varejistas, também participarão das ações entidades representativas da indústria e comércio e veículos de comunicação, como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa pública do governo federal. Esses meios de comunicação vão veicular mensagens publicitárias com o mote “Vamos valorizar o que é nosso”. Para saber quem está participando da iniciativa basta acessar o site da Semana do Brasil:

Para as próximas edições, a ideia é estimular ainda mais o comércio por meio do compromisso da iniciativa privada com o desenvolvimento do País”, diz o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos. De acordo com o governo, a criação e o lançamento da campanha foram estrategicamente elaborados visando a realçar o mês de setembro como mais um período de promoções que, a exemplo do Natal, poderá contribuir para aquecer a economia, movimentando o comércio e estimulando o turismo interno.

Agência Brasil

6 de setembro de 2019, 07:03

ECONOMIA Pacote de combate ao desemprego libera R$ 65 bi para empresas e cria agência de trabalho

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O pacote de combate ao desemprego em estudo pelo governo prevê medidas em ao menos dez frentes. Em uma delas, está prevista a liberação de até R$ 65 bilhões para capital de giro de empresas. Em outra, a ideia é criar uma espécie de rede de “agências de trabalho” privadas. As propostas estão na mesa do ministro Paulo Guedes (Economia) e já foram apresentadas para um grupo seleto de empresários e banqueiros. Guedes ainda precisa dar o aval às sugestões de alguns de seus secretários. Para estimular a atividade empresarial, a equipe econômica estuda uma mudança numa regra da Justiça do Trabalho, onde estão parados R$ 65 bilhões na forma de depósitos recursais –valor em juízo para poder recorrer de sentença trabalhista.

Desde 2017, a reforma trabalhista permitiu que seja apresentado um seguro como garantia, em vez do depósito em dinheiro, que compromete os limites de crédito das companhias. Mas isso não vale para processos anteriores à medida. Por isso, uma das sugestões é aplicar a mesma norma para o estoque e liberar esses recursos para as empresas.

O time de Guedes quer também incentivos para a qualificação de desempregados e trabalhadores autônomos. Guedes vai reunir a equipe para decidir sobre qual será a versão final do pacote de estímulo ao emprego e a data para lançar as medidas. Além disso, a equipe econômica quer criar um grupo técnico para acompanhar o andamento dos projeto e traçar metas.

Folha de S.Paulo

6 de setembro de 2019, 07:00

ECONOMIA Brasil e Argentina adiam em 9 anos livre-comércio de autos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Às vésperas das eleições presidenciais no principal sócio do Mercosul, com provável vitória da oposição, os governos do Brasil e da Argentina assinam nesta sexta (9) um novo acordo automotivo. O documento prevê o livre-comércio de veículos e autopeças em 1º de julho de 2029 —nove anos a mais que a previsão do entendimento atual. Em compensação, não há condicionalidades para que o livre-comércio seja estabelecido. Pelos cálculos da equipe econômica, isso significa que o comércio de veículos entre Brasil e Argentina estará finalmente liberado cinco anos antes da implementação do acordo Mercosul-União Europeia.

Desde a criação do Mercosul, em 1990, o setor automotivo é um dos poucos que ficaram de fora do bloco e sempre teve um comércio administrado. A possibilidade de livre troca de carros e peças vem sendo postergada sucessivas vezes. O anúncio será feito no Rio pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo ministro de Produção e Trabalho da Argentina, Dante Sica, e pelo secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil, Marcos Troyjo.

O acordo também prevê um aumento gradativo do chamado “flex”, múltiplo que regula o comércio de veículos e peças entre os dois países. Hoje está em 1,5: para cada US$ 1 exportado do Brasil para a Argentina, os argentinos podem enviar US$ 1,5 aos brasileiros. Com o novo entendimento, esse indicador sobe para 1,7 e avança gradativamente até 3,0 perto do fim da vigência do tratado. O novo acordo também prevê equalização das regras de origem (porcentual de peças nacionais nos carros) entre Brasil e Argentina ao acordo entre Mercosul e União Europeia até 2027.

Folha de S.Paulo

5 de setembro de 2019, 22:00

ECONOMIA Mesmo com cortes, Receita diz não ter recursos para manter IR e CPF em 2020

Foto: Divulgação

Receita Federal

O orçamento previsto para a Receita Federal em 2020 não é suficiente para garantir o funcionamento do órgão durante todo o ano. Segundo avaliação de fontes da Receita, não é possível, apenas com melhorias de gestão, garantir a atuação dos sistemas e a prestação de serviços pelo órgão ao longo de 2020, o que inclui os sistemas de Imposto de Renda, emissão de CPF, fiscalização e aduana. O projeto da lei orçamentária de 2020 prevê R$ 1,8 bilhão para cobrir as despesas discricionárias da Receita Federal. Trata-se do menor valor já destinado para o órgão desde 2007, quando houve a fusão das estruturas de fiscalização e arrecadação da Receita Federal e da Previdência. Neste ano, o orçamento do órgão, antes do contingenciamento, era de R$ 2,6 bilhões. Foram cortados cerca de R$ 600 milhões, o que, como antecipou o Estadão/Broadcast, levou a uma ameaça de paralisação nos sistemas da Receita, que pode se repetir no ano que vem. A Receita informou que serão promovidos cortes em todas as ações orçamentárias em 2020, com “impactos significativos” em todas as áreas de atuação do órgão. “Todos os programas serão impactados”, completou. A Receita, no entanto, não detalhou quanto será cortado de cada programa. Como mostrou o Broadcast/Estadão no dia 22 de agosto, mesmo o anúncio de cortes no Ministério da Economia – que incluíam a redução do expediente e o fim do cafezinho – não seria suficiente para garantir o funcionamento do órgão neste ano. A avaliação é que os recursos conseguem cobrir os custos apenas até a última semana de setembro. O governo tem até o dia 22 para divulgar um novo relatório avaliando receitas e despesas com as projeções para o fim do ano e a expectativa na Receita é que novos recursos sejam liberados para o órgão. A equipe espera contar com receitas extraordinárias para liberar parte dos recursos bloqueados, cerca de R$ 31 bilhões. No fim de agosto, o Ministério da Economia anunciou cortes para priorizar sistemas de atendimento ao cidadão, como o da Receita Federal e do INSS. O órgão poupará R$ 366 milhões com medidas como a suspensão neste ano de novas contratações relacionadas a serviços de consultoria; treinamento e capacitação de servidores; estágio remunerado; mão de obra terceirizada; aquisição de bens e mobiliário; obras, serviços de engenharia, melhorias físicas; desenvolvimento de software e soluções de informática; diárias e passagens internacionais; insumos e máquinas de café; e serviços de telefonia móvel e pacote de dados para servidores, exceto para atividades de fiscalização.

Estadão Conteúdo

5 de setembro de 2019, 20:30

ECONOMIA Três novas empresas devem gerar 670 novos empregos na Bahia

A Bahia pode gerar 668 novos postos de trabalho e receber R$ 211,5 milhões em investimentos, com a implantação de três novos empreendimentos. O anúncio foi feito durante a assinatura de protocolos de intenções na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta quinta-feira (5), por empresas do ramo de eletricidade e gás, eletroeletrônico e plástico. Os novos empreendimentos beneficiarão os municípios de Camaçari, Feira de Santana, Porções, Planalto, Caatiba, Itambé e Macarani. “O trabalho de atração do Governo do Estado é constante, sempre visando o desenvolvimento econômico dos municípios baianos e o crescimento dos players industriais. Somos a capital da energia renovável, mas, para que a energia produzida nas usinas chegue ao sistema nacional, é preciso construir linhas de transmissão. Já para o setor de cosméticos, atraímos um líder global em embalagens que vai disseminar tecnologia ao setor”, afirma o vice-governador e titular da SDE, João Leão. O sudoeste baiano vai ganhar um reforço no sistema elétrico, com a implantação de linhas de transmissão de energia, beneficiando os municípios de Porções, Planalto, Caatiba, Itambé e Macarani. A empresa Interligação Elétrica Paraguaçu está investindo R$ 171 milhões na construção das novas linhas e gerando cerca de 500 empregos diretos na construção civil. “A previsão é que a obra, que já está em andamento, fique pronta no final de 2020. A finalidade principal do projeto é possibilitar o escoamento da energia produzida em Belo Monte e da energia eólica produzida pela região Nordeste. Além de reforçar o sistema de transmissão no Sudoeste da Bahia, na região de Poções”, explica o diretor administrativo Edwald Lippe, da Aliança Interligação Elétrica, grupo econômico responsável pela transmissora. Líder na fabricação de tampas e dispenses tanto para indústria de beleza e cuidados pessoais, como para limpeza domiciliar, embalagens e bebidas, a Aptar do Brasil Embalagens chega à Bahia devido a uma parceria com o Boticário. A unidade, que receberá investimentos de R$ 40 milhões, será instalada próxima à fábrica de cosméticos, em Camaçari, e terá capacidade de produzir cerca de 65 milhões de peças/ano. No início da operação serão gerados 60 empregos diretos, podendo chegar a até 150, quando a unidade industrial estiver operando em plena capacidade. “Importante ressaltar que como somos líderes globais neste segmento e que, além de nos estabelecer aqui, queremos ajudar a disseminar tecnologia e elevar a qualidade final do produto que será oferecida ao setor. Já estamos em contato com Senai para treinar os funcionários que forem trabalhar na nossa planta e estabelecer programas para disseminar tecnologia para potenciais clientes”, destaca o diretor geral da Aptar, Adriano Magalhães. A Dicomp Distribuidora de Eletrônicos vai investir R$ 500 mil na implantação de uma unidade em Feira de Santana para produção de material óptico. A empresa, com matriz em Maringá, no Paraná, atende todo o Brasil e alguns países do Mercosul. “A vinda para Bahia vai facilitar a logística no Norte/Nordeste. Produzimos tudo o que um provedor de acesso à internet precisa. Material que vai levar a internet em forma de fibra óptica até o usuário final, com mais velocidade e tecnologia”, diz Lourival Alvas do Nascimento Junior, representante da empresa.

5 de setembro de 2019, 19:45

ECONOMIA Guedes diz que governo vai reduzir gastos obrigatórios para não furar teto

Foto: Fábio Motta/Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 5, que o governo prefere controlar as despesas do governo a furar o teto de gastos, mecanismo que limita o crescimento das despesas à variação da inflação e que ficou na berlinda após o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, ter dito que o próprio presidente Jair Bolsonaro defendia mudanças. Segundo o ministro, o excesso de gastos não deu certo nos últimos 40 anos. “O presidente não mudou de ideia. O que ele disse foi o seguinte. De manhã, perguntado sobre o teto de gastos, ele deu uma explicação que eu dei aqui. Quando você tem despesas obrigatórias crescendo muito, você vai reduzindo o espaço. Por isso o presidente falou ‘é uma questão aritmética’. Você tem o teto de gastos e as despesas subindo, subindo, subindo, tem uma hora que precisa enfrentar esse problema. Então ele falou ‘é uma questão aritmética, vai ter que resolver isso daí’”, afirmou Guedes após palestra a empresários em Fortaleza. Bolsonaro disse que o teto era uma “questão matemática” ontem pela manhã, após o Estadão/Broadcast mostrar que a alteração do teto de gastos tem apoio na Casa Civil e no comando das Forças Armadas. À noite, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que Bolsonaro defendia mudanças no teto. “O porta-voz deve ter ouvido o presidente dizendo ‘pô, tem um problema aí sério, esse negócio do teto tá criando problema’. Só que o problema não é o teto. O problema é o piso”, disse Guedes, quando questionado sobre o motivo de o porta-voz ter dito que o presidente defendia as mudanças. A fala do porta-voz caiu ontem como uma bomba na área técnica do Ministério da Economia, que vem defendendo publicamente a manutenção do instrumento como peça-chave para a recuperação da saúde financeira das contas públicas e recuperação da confiança nos rumos do País. O momento foi descrito por fontes ouvidas pelo Estado como o mais delicado para a equipe econômica desde o início do governo. Uma eventual mudança no teto poderia provocar baixas na equipe de Paulo Guedes. O temor era de que o aval para alteração no teto de gasto pelo presidente fosse interpretado pelos investidores como um sinal de afrouxamento fiscal e prolongamento do esforço de ajuste. A aprovação da emenda do teto, em 2016, deu confiança aos investidores no rumo de correção da crise fiscal. Após o sinal amarelo acender na equipe econômica, Bolsonaro usou o Twitter nesta quinta pela manhã para indicar o recuo na decisão de rever o teto. “Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico”, disse na rede social. A saída agora desenhada pela equipe técnica envolve medidas para conter o avanço das despesas obrigatórias, que incluem salários, benefícios previdenciários e outros gastos com servidores. Guedes disse que o governo não vai furar o teto, mas sim “quebrar o piso”. “Vamos deixar claro o seguinte. O teto de gastos é uma resposta a 40 anos de expansão nos gastos, 40 anos em que os gastos públicos, por não terem um teto, acabaram nos levando à hiperinflação, à moratória, à recessão, à corrupção”, disse o ministro. “O teto de gastos é um aviso dizendo o seguinte: não pode furar o teto mais. Então nós preferimos propor no pacto federativo o controle das despesas em vez de simplesmente furar o teto. Porque furar o teto é o que fazemos há 40 anos e não deu certo”, acrescentou.

Estadão Conteúdo

5 de setembro de 2019, 17:52

ECONOMIA Petrobras eleva preços da gasolina em 1,33% e do diesel em 2,5% nas refinarias

A Petrobras elevou o preço médio da gasolina nas refinarias em 1 33%, para R$ 1,701 por litro. O novo valor representa uma alta de R$ 0,02 por litro. O combustível permanecia sem alteração desde o último dia 28 de agosto. Desta vez, a estatal também elevou o preço do diesel, que estava estável desde o dia 1º de agosto. A alta foi de 2,5%, para o preço médio de R$ 2,142/litro. O novo valor representa alta de R$ 0,0525 por litro. Os números foram divulgados no site da empresa, nesta quinta-feira, 5.

Estadão

5 de setembro de 2019, 17:34

ECONOMIA Produtividade da indústria brasileira cresceu 0,8% em 2018

A produtividade da indústria brasileira aumentou 0,8% em 2018. O resultado é menor do que os crescimentos registrados nos dois anos anteriores, de 4,4%, em 2017, e de 1,8%, em 2016. A elevação da produtividade do Brasil em 2018 foi inferior a dos Estados Unidos, de 1,2%; Países Baixos, 1,3%; França, 2,3%, e Coreia do Sul, de 3,4%. E superior ao do Japão, de 0,6%; Itália, 0,6%; Reino Unido, de menos 0,1%; Alemanha, menos 1,1%; México, menos 2,1%, e Argentina, de menos 3,6%. Os dados, divulgados hoje (5), são da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade utiliza como indicador de produtividade a razão entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção. “A produtividade da indústria brasileira aumentou mais durante a crise, período em que as empresas ampliaram os investimentos em melhoria da gestão, na busca por maior eficiência, enquanto que os trabalhadores, com medo do desemprego, também buscaram ser mais produtivos”, explicou a economista da CNI Samantha Cunha. Segundo a economista, o crescimento menor da produtividade no Brasil em 2018, em relação aos anos anteriores, foi causada pela baixa demanda da indústria. “A queda no ritmo de aumento da produtividade ocorre porque, no ano passado, houve uma frustração das expectativas. As empresas acreditavam em um crescimento maior da demanda, programaram-se para a contratação das horas trabalhadas, mas a demanda não se realizou como o esperado, o que repercutiu na produção, que também cresceu menos que o esperado”.

Agência Brasil

5 de setembro de 2019, 17:00

ECONOMIA Poupança registra captação de R$ 1,316 bilhão em agosto

A poupança registrou saldo positivo com a captação líquida somando R$ 1,316 bilhão em agosto, informou hoje (5) o Banco Central. Em julho, a captação líquida da poupança foi de R$ 1,605 bilhão. No mês de agosto, os depósitos somaram R$ 203,818 bilhões, contra R$ 202,502 bilhões dos saques, com saldo de R$ 1,029 bilhão. Considerando, o rendimento de R$ 3,008 bilhões no mês, o estoque total na caderneta de poupança passou a R$ 806,387 bilhões no fim de agosto. Apesar da captação positiva, o resultado é o pior para o mês de agosto desde 2016, quando o saldo da captação líquida foi negativo em R$ 4,466 bilhões. Com o resultado de agosto, a caderneta de poupança acumula saques líquidos de R$ 14,789 bilhões no ano de 2019. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 16,960 bilhões. Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego. Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 a captação líquida foi R$ 38,26 bilhões. Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está se tornando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 6% ao ano. Nos últimos meses, o investimento não tinha conseguido garantir rendimentos acima da inflação, mas a aplicação voltou a atrair o interesse dos investidores porque a inflação está em queda.

Agência Brasil

5 de setembro de 2019, 14:15

ECONOMIA Bolsonaro defende mudança no teto de gastos, mas Guedes é contra

Foto: Estadão

Presidente Jair Bolsonaro

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ser a favor de uma mudança no teto de gastos, a equipe econômica manteve nesta quarta-feira (4) o discurso de que não trabalha para alterar a norma constitucional. Em vez disso, a diretriz no Ministério da Economia é reformar as despesas obrigatórias. Bolsonaro passou a defender uma mudança na norma por ver nos próximos anos a possibilidade de não haver recursos para o funcionamento do governo. “O presidente defende uma mudança nesta lei porque, se isso não for feito, nos próximos anos a tendência é o governo ficar sem recursos para pagar despesas de manutenção da máquina pública”, disse o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. “O governo não irá exigir mais impostos da sociedade para conseguir equilibrar as contas públicas, então é preciso mudar a dinâmica das despesas obrigatórias. Se isso não for feito, a partir de 2021, o teto dos gastos já será um problema”, disse Barros. Segundo ele, a equipe econômica ainda estuda “a melhor forma de solucionar” o problema em parceria com parlamentares. Pela manhã, Bolsonaro já havia afirmado que o crescimento das obrigatórias pode eliminar as discricionárias (onde estão os investimentos, por exemplo) em dois ou três anos. “Vou ter que cortar a luz de todos os quartéis do Brasil, por exemplo, se nada for feito.” Criada em 2016, a emenda constitucional do teto de gastos estabelece que as despesas totais da União não podem crescer além da inflação, mesmo que a receita cresça. A norma teve como objetivo barrar o crescimento da dívida pública. Desde a implementação do teto, o governo se vê obrigado a reduzir as despesas discricionárias pois as obrigatórias continuam subindo. O próprio Bolsonaro votou a favor da norma em 2016. O porta-voz foi questionado sobre a mudança de posicionamento. “As pessoas evoluem à medida que percebem as modificações da conjuntura e das perspectivas socioeconômicas, em especial no fato e no país que nós vivenciamos”, disse Barros.

Folhapress

5 de setembro de 2019, 13:55

ECONOMIA Venda de veículos cai 0,3% em agosto e produção aumenta 1,1%

A venda de veículos no país caiu 0,3% em agosto na comparação com julho, passando de 243,6 mil unidades para 243,0 mil. Na comparação com agosto do ano passado, quando foram vendidas 248,6 mil unidades, também houve queda de 2,3%. Já no acumulado do ano, foi registrada elevação de 9,9%, com 1,79 milhão de veículos comercializados. Os dados foram divulgados, hoje (5), pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que atribui a queda do mês ao número de dias úteis. Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, as vendas devem crescer cerca de 11% no ano, tendo em vista o acumulado registrado. Segundo ele, normalmente o segundo semestre sempre é um período melhor do que o primeiro e neste ano vem aliado a outros fatores. “A redução da taxa Selic está vindo para os financiamentos, o CDC, que é a principal ferramenta de financiamento, está com uma taxa de 20% ao ano, e os bancos estão com apetite de oferecer mais crédito e a inadimplência está sob controle. Não vai ser um grande crescimento, mas será melhor do que o primeiro semestre”, disse.

Agência Brasil

5 de setembro de 2019, 10:43

ECONOMIA IBGE: São Desidério (BA) é o maior município agrícola do país em 2018

Foto: Aberto Coutinho/GOVBA

A publicação Produção Agrícola Municipal 2018 (PAM 2018), divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o município que mais se destacou no país no ano de 2018 em termos de valor de produção foi São Desidério, na Bahia, beneficiado pelas condições climáticas favoráveis da região. De acordo com o IBGE, o valor de produção é o mesmo que valor bruto de produção. Eles pegam o chamado “preço de porteira”, que é o preço livre de fretes e impostos, e multiplicam pelo total produzido. O resultado é o valor de produção. A cidade baiana teve R$ 3,6 bilhões em valor de produção, aumento de 54,4% em comparação com 2017. A principal cultura local é a soja, com 1,6 milhão de toneladas e valor de produção de R$ 1,8 bilhão.

O gerente de Agricultura do IBGE, engenheiro agrônomo Carlos Alfredo, destacou em entrevista à Agência Brasil que São Desidério também é grande produtor de milho e de algodão herbáceo, tendo produzido 513,3 mil toneladas de algodão herbáceo (+75,4%), com valor de produção de R$ 1,5 bilhão; e 558,1 mil toneladas de milho (+45%), com valor de produção de R$ 281,7 milhões. Alfredo lembrou que o algodão é um produto que tem alto valor agregado. Isso fez com que o município, somando todas as culturas, se destacasse como o primeiro do Brasil.

A cidade não sofreu os efeitos das condições climáticas desfavoráveis para a produção de milho, como ocorreu em outras regiões. “Em São Desidério, eles não tiveram problemas com seca”. São Desidério desbancou o município mato-grossense de Sorriso, que caiu da primeira colocação para a terceira no ‘ranking’ das maiores economias agrícolas brasileiras, com valor de produção de R$ 3,3 bilhões (alta de 0,7% sobre 2017). O principal produto também é a soja, com 2,2 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 2 bilhões.

Agência Brasil