20 de abril de 2018, 09:47

ECONOMIA Expectativa de inflação dos consumidores tem menor nível desde 2007

A pesquisa que aponta a expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou em abril e ficou em 5,0%. A redução foi de 0,3 ponto percentual em relação a março. É o menor nível do índice desde agosto de 2007, quando a mediana ficou em 4,9%. Na comparação com abril de 2017, houve queda de 2,5 pontos percentuais. O indicador foi divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).O economista do instituto Pedro Costa Ferreira explica que essa queda reflete o momento de estabilidade da inflação no país. “A queda na expectativa de inflação dos consumidores está em linha com o que foi previsto em meses anteriores e reflete o momento de estabilidade da inflação. Para os próximos meses, espera-se que o indicador de expectativa de inflação continue caindo, refletindo o bom momento do nível geral de preços da economia”.Do total de consumidores ouvidos na pesquisa, 47,1% projetaram valores dentro dos limites da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano – com a tolerância de 1,5 ponto percentual, o índice ficaria entre 3% e 6% para esses entrevistados. Para 26,4% dos entrevistados o índice ficaria entre o limite inferior e a meta, que foi o intervalo mais citado. A proporção dos que indicaram inflação abaixo do limite inferior permaneceu estável, em 23,5%.Pelas faixas de renda, as famílias com renda acima de R$ 9.600 foram as únicas que mantiveram a previsão sem recuos, com índice de 4% pelo quarto mês seguido. A maior queda ocorreu na faixa com renda familiar até R$ 2.100,00, com redução da expectativa de inflação de 6,4% em março para 5,8% em abril.A Sondagem do Consumidor da FGV faz uma coleta mensal de informações com mais de 2.100 brasileiros em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife. O quesito expectativa de inflação é respondido por cerca de 1.500 entrevistados, com uma resposta livre, sem nenhum valor sugerido.

Agência Brasil

20 de abril de 2018, 06:50

ECONOMIA Liberar saques do FGTS para quem pede demissão teria impacto de R$ 25 bi

Foto: Reprodução

A liberação do FGTS para o trabalhador que pedir demissão poderá drenar de R$ 23 bilhões a R$ 25 bilhões por ano do Fundo de Garantia, colocando em risco sua sustentabilidade no médio prazo, segundo estudo do Ministério do Planejamento. Em entrevista ao ‘Estadão/Broadcast’, o ministro Esteves Colnago, disse que, diante desses dados, o governo é “obviamente contra” a liberação.Proposta para liberar os recursos para quem pedir demissão foi aprovada em comissão do Senado na semana passada e tem grande potencial eleitoral, já que o rendimento do dinheiro do trabalhador depositado no FGTS é bem mais baixo do que as taxas de mercado. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), conseguiu ontem evitar que a proposta seguisse imediatamente para a Câmara dos Deputados e ela deverá ser analisada no plenário, pelos senadores.O ministro descartou a adoção de medidas pelo Planejamento de olho na eleição. “Não tem o menor perigo de a gente caminhar para uma ação eleitoreira (na economia) como em anos anteriores”, disse.O levantamento ficou pronto na quarta-feira à noite e mostra que, em 2021, a disponibilidade do fundo já seria insuficiente para compor uma espécie de colchão de recursos que precisa ter para fazer frente aos futuros saques. De acordo com a legislação, esse colchão precisa ter o equivalente à soma dos resgates feitos nos três meses imediatamente anteriores.O ministro ressaltou que só haveria possibilidade de dar aval à medida se não houvesse risco à sustentabilidade do FGTS. Como os cálculos mostram o contrário, o Planejamento se posicionou contrário à iniciativa.A simulação considera o fluxo normal de pedidos de demissão e um cenário de investimentos em habitação, infraestrutura e saneamento com recursos do FGTS em torno de R$ 81 bilhões ao ano. O impacto poderia ser ainda maior, segundo o ministro, porque o cálculo não leva em consideração o risco de a medida incentivar trabalhadores a pedir demissão para ter acesso à sua poupança acumulada ao longo da carreira.“O número pode estar subestimado, porque não tenho como prever o comportamento das pessoas”, disse Colnago. Segundo o ministro, seria um risco a ser avaliado pelo trabalhador, que dependeria de uma boa empregabilidade para se recolocar no mercado. “É sempre um risco, não tenho como estimar”, afirmou.Hoje o FGTS tem perto de R$ 500 bilhões em ativos. Tirando o que é aplicado em investimentos, a disponibilidade atual é de R$ 111,2 bilhões. A projeção do governo é de que ao fim de 2018 as disponibilidades do fundo cheguem a R$ 117,53 bilhões, já mostrando reação após o saque de R$ 44 bilhões que estavam em contas inativas de trabalhadores, mesmo com a introdução da modalidade de rescisão por acordo (que permite ao trabalhador ter acesso a 80% do seu FGTS).Entre 2016 e 2017, as disponibilidades caíram de R$ 155,60 bilhões para R$ 111,20 bilhões.

Estadão

19 de abril de 2018, 10:19

ECONOMIA Prévia da Confiança da Indústria recua em abril

A prévia da Sondagem da Indústria sinaliza queda de 0,7 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em abril, em relação a março. Com isso, o indicador recuou para 101 pontos, depois de ter fechado março em 101,7 pontos.Os dados fazem parte da Sondagem da Indústria de Transformação, cuja prévia do mês foi divulgada hoje (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Eles indicam, porém, que, sob a métrica de médias móveis trimestrais, o Índice de Confiança da Indústria deve manter no fechamento do mês a tendência de alta iniciada no segundo semestre do ano passado, ao avançar 0,5 ponto, indo para 101 pontos.Segundo a FGV, a queda da confiança decorreria “da atenuação das expectativas do setor para os meses seguintes”. Após duas altas consecutivas, o Índice de Expectativas (IE) cairia 1,6 ponto em abril, para 101,2 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) permaneceria relativamente estável ao subir apenas 0,1 ponto no fechamento do mês, indo a 100,7 pontos.O resultado preliminar de abril indica também estabilidade do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) em 76,1%, neste caso, o maior desde os 76,6% de maio de 2015.Para a prévia de abril de 2018, foram consultadas 794 empresas entre os dias 2 e 18 deste mês. O resultado da pesquisa será divulgado na próxima quinta-feira (26).

Agência Brasil

18 de abril de 2018, 11:20

ECONOMIA Defasagem da tabela do Imposto de Renda é de 22,16% desde 2011, diz Anfip

Desde 2015 sem correção, a tabela de incidência das alíquotas do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) acumula uma defasagem de 22,16% desde 2011, de acordo com nota técnica lançada nesta quarta-feira, 18, pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip). Além do reajuste da tabela, a entidade propõe a criação de duas novas alíquotas para a tributação dos contribuintes mais ricos. Em documento apresentado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, a Anfip alegou que, considerando o período desde 2003, a defasagem da tabela do imposto em relação à inflação é de 35,10%. Em relação a 1996, essa distância chega a 88,50%. A última vez que o governo corrigiu a tabela do Imposto de Renda foi em 2015, quando houve um reajuste diferenciado por faixas de rendimento, que resultou em uma correção média de 5,60%. Atualmente são cinco faixas de renda sobre as quais as alíquotas variam de zero a 27,5% – esta última aplicada a todos os contribuintes com rendimentos mensais superiores a R$ 4.664,69. Com uma correção de 35,10%, por exemplo, a alíquota mais alta seria aplicada apenas a quem possuísse renda mensal superior a R$ 6.302,15. “Além disso, há espaço para que seja definido um número maior de faixas para as rendas mais altas, o que, inclusive, compensaria a perda na arrecadação do imposto causada pela correção da tabela do IRPF”, argumenta a nota técnica. A proposta da Anfip é a criação de duas novas faixas, além da ampliação dos intervalos entre as faixas de renda vigentes atualmente. Considerando a tabela atual do IRPF, a entidade sugere a aplicação da alíquota de 27,5% aos contribuintes com rendimento mensal a partir de R$ 5.354,95, introduzindo uma alíquota de 30% para rendas mensais a partir de R$ 6.693,69 e uma última faixa de 35% para os rendimentos superiores a R$ 8.367,10 por mês.

Agência Brasil

18 de abril de 2018, 09:37

ECONOMIA Monitor do PIB aponta retração em fevereiro, diz FGV

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. O indicador mensal faz uma estimativa da variação da economia brasileira e mostra que, apesar da queda, o trimestre dezembro/janeiro/fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro/outubro/novembro de 2017.O coordenador da pesquisa , Claudio Considera avalia que a economia continua apresentando taxas superiores a 2017. A estimativa da FGV é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016.”Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica”, afirma o economista.Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7%. Com exceção da transformação, todas as atividades da indústria tiveram queda.A agropecuária teve queda nessa mesma base de comparação, com recuo de 1,7% após 13 meses consecutivos de crescimento.Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram uma alta de 4,4% no trimestre, puxados por uma alta de 17,2% nas máquinas e equipamentos. Por outro lado, a construção teve retração de 1,8%.Pela ótica do consumo, houve crescimento de 2,5% do consumo das famílias na mesma base de comparação. Segundo a FGV, todos os componentes dessa parte do índice apresentaram variação positiva, mas houve desaceleração da média trimestral. Na contramão dessa tendência, destacou-se o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro, uma taxa que representa aceleração em relação aos 8,9% registrados no período novembro/dezembro/janeiro.No que diz respeito ao comércio exterior, a pesquisa indica um crescimento de 2,8% nas importações no período trimestral que termina em fevereiro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Agência Brasil

18 de abril de 2018, 08:45

ECONOMIA Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 8.500.000 na sexta-feira

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Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas nesta terça-feira (17), em Governador Valadares (MG) e o prêmio ficou acumulado, podendo chegar a R$ 8.500.000. Com o feriado de sábado (21), o próximo sorteio será sexta-feira (20).

18 de abril de 2018, 06:40

ECONOMIA ‘Próximo governo precisa tocar reformas’, diz Eduardo Alcalay

O Brasil está com os fundamentos econômicos “no lugar certo” para embarcar em um longo processo de crescimento e desenvolvimento dos mercados. No entanto, esse caminho precisa ser pavimentado com a eleição de um candidato comprometido com a agenda de reformas, avalia o presidente do Bank of America Merrill Lynch, Eduardo Alcalay, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Prestes a completar um ano no comando da operação brasileira de um dos maiores bancos dos Estados Unidos, o executivo afirma que mesmo a elevada incerteza por conta das eleições presidenciais não tem minado as operações de captação pelas empresas, mas a seletividade do investidor tem sido marcante. No entanto, ele admite que, à medida que a votação se aproxima, os investidores podem ficar em compasso de espera para terem maior clareza e, com isso, algumas operações “podem ficar pelo caminho”. Para o executivo, “se o próximo governo tocar as reformas, o Brasil pode navegar águas de tranquilidade e de crescimento sustentável. Se acertarmos todos os ponteiros nos próximos um ou dois anos.” Leia os principais trechos da entrevista no Estadão.

17 de abril de 2018, 12:01

ECONOMIA FMI melhora projeção do PIB do Brasil em 2018 e 2019

Foto: Reprodução

O Fundo Monetário Internacional (FMI) subiu sua projeção de crescimento para o Brasil em 2018, de 1,9% divulgada em janeiro, para 2,3%, e também elevou a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 2,1% para 2,5%. Esses aumentos nas previsões ficaram entre os mais expressivos promovidos pelo Fundo, no relatório Perspectiva Econômica Mundial. Em outubro, a instituição multilateral comunicou que esperava para o País uma expansão do PIB de 0,7% em 2017 e de 1,5% para este ano. De acordo com o FMI, o movimento de recuperação da economia brasileira continua, pois houve um crescimento de 1,0% no ano passado, depois de registrada profunda recessão em 2015 e 2016. Segundo o Fundo, no último trimestre de 2018, o PIB deve subir 3,1% na comparação com iguais meses de 2017, em termos anualizados, e deve aumentar 2,3% entre outubro e dezembro de 2019, em relação ao mesmo trimestre deste ano, também na mesma base de comparação.Para 2018 e 2019, o Fundo espera que o avanço do Produto Interno Bruto será maior devido sobretudo ao ritmo mais forte do consumo privado e dos investimentos. “A expansão no médio prazo deve moderar para 2,2%, devido ao envelhecimento da população e produtividade estagnada”, apontou a instituição. Na avaliação do FMI, alguns fatores colaboram para a retomada da economia do Brasil, como inflação baixa, redução dos juros pelo Banco Central e favoráveis condições financeiras, com reflexos de apreciação no câmbio registrada em meses recentes. O Fundo espera que o IPCA subirá 3,5% neste ano, abaixo dos 4,0% projetados em outubro pela instituição multilateral. Para 2019, a previsão é de que o indicador avançará 4,2%. Segundo o Fundo, a inflação neste ano ficará abaixo da meta com o gradual fechamento do hiato do produto devido ao avanço moderado do PIB. “Para o médio prazo, é esperado que a inflação subirá, com núcleo da inflação mais firme e projeções de modesta alta de preços de commodities, mas continuará em patamares abaixo da média da última década”, destacou. Segundo o FMI, um outro elemento que colaborou para controlar a alta do IPCA no Brasil foi a “melhora no arcabouço da política monetária”, o que ajudou a baixar as expectativas de inflação. O FMI reduziu a projeção para o déficit de transações correntes do País para este ano como proporção do PIB, de 1,8% para 1,6%. Para 2019, a previsão é de um resultado negativo para este indicador de contas externas equivalente a 1,8% do Produto Interno Bruto.

Estadão

17 de abril de 2018, 08:20

ECONOMIA Taxa do cartão de loja é de até 875% ao ano, aponta Proteste

Os juros do crédito rotativo cobrados no cartão de lojas, aquele oferecido pelo vendedor na boca do caixa como um crédito fácil e rápido, podem chegar a 875,25% ao ano, aponta levantamento feito pela Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.O levantamento, que avaliou 37 cartões de lojas de departamento, postos de combustíveis e supermercados no primeiro bimestre, constatou que, na média, os juros do rotativo desses cartões foi de 432,47% ao ano. Essa marca supera de longe a taxa média do rotativo ao ano 333,9% cobrada pelo cartão de crédito dos bancos em fevereiro, segundo o Banco Central (BC).”Não existe crédito fácil e barato”, diz Renata Pedro, especialista em crédito da Proteste e responsável pelo levantamento. Nesse caso, a facilidade de obter o dinheiro embute um risco e, portanto, um custo de inadimplência maior. Ela conta que a pesquisa incluiu três tipos de cartões: cartão de loja (private label), híbrido (cartão de marca própria que também tem função de crédito) e cartões emitidos por uma instituição financeira (cobranded).De acordo com a pesquisa, as taxas mais elevadas, coincidentemente a mesma de 875,25% ao ano, foram as das lojas Riachuelo com a Midway e dos supermercado Sonda, com a DMD Card.Procurada, as lojas Riachuelo informaram que desde abril do ano passado não oferecem mais crédito rotativo no cartão. Segundo a assessoria da empresa, se o cliente deixar de pagar o cartão na data, automaticamente ele recebe uma fatura parcelando a dívida com uma taxa de juros menor. Questionada, a empresa não especificou qual seria essa taxa. A rede de supermercados Sonda não retornou o pedido da reportagem até a noite de ontem.

Estadão

17 de abril de 2018, 08:03

ECONOMIA Governo ainda estuda reajuste do Bolsa Família, diz ministro

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse ontem que o reajuste do Bolsa Família ainda está em estudo pelo governo. Segundo ele, é preciso avaliar se haverá espaço fiscal para esse aumento neste ano. Um reajuste para repor a inflação de 2017, de 2,95%, teria custo de R$ 1 bilhão.Às vésperas de deixar o governo, o então ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, defendeu ao Estado uma política diferenciada para o reajuste do Bolsa Família. A proposta entregue ao presidente Michel Temer era dar aumento acima da inflação para famílias que tiverem os filhos em segundo turno escolar ou em programas de capacitação técnica. O custo seria maior – de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões.O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer. O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Estadão

16 de abril de 2018, 09:40

ECONOMIA Alta do PIB de 2018 cai de 2,80% para 2,76%, prevê Focus

O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 16. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,83%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%. No relatório Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 4,29% para avanço de 3,97%. Há um mês, estava em 3,98%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 57,20% para 57,00%, ante 57 60% de um mês atrás.

Estadão

16 de abril de 2018, 09:18

ECONOMIA Banco Central diz que atividade econômica cresce 0,09% em fevereiro

A atividade econômica voltou a apresentar crescimento em fevereiro. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (16), em Brasília. No segundo mês do ano, a atividade econômica teve expansão de 0,09%, depois de uma queda de 0,65% em janeiro, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período) atualizados. Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2017, houve crescimento de 0,66% nos dados sem ajustes. No ano, a atividade econômica aumentou 1,80% e, em 12 meses, 1,32%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

16 de abril de 2018, 08:19

ECONOMIA Nova regra do cheque especial pode criar superendividados

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Na semana passada, os bancos anunciaram mudanças no cheque especial, uma das linhas mais caras do mercado financeiro. A partir de 1.º de julho, as instituições entrarão em contato com os clientes que usarem mais de 15% do limite da conta por 30 dias consecutivos. Elas oferecerão um financiamento pessoal mais barato como alternativa. Ninguém será obrigado a aceitar a proposta e também não haverá penalidade para quem permanecer no vermelho. Em entrevista durante o anúncio do programa, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, disse que a medida era um avanço para o setor. “O uso mais adequado vai reduzir inadimplência do cheque e a menor inadimplência vai permitir a redução do juro”, defendeu. Já para especialistas, planejadores financeiros e representantes de associações de direito do consumidor, as mudanças devem ter pouco impacto na vida das pessoas. Pior, alguns temem que a alteração empurre o consumidor para uma situação de superendividamento, que é o nome que se dá para quem tem acima de 50% da renda comprometida com débitos e, não raramente, acaba assumindo mais de uma linha de financiamento, dando início a uma espécie de ‘ciranda do calote’. “O receio é que o cliente que entrou no cheque especial adquira um financiamento pessoal e, no mês seguinte, ele retorne para o cheque especial. Em 30 dias ele transformou uma dívida em duas e depois pode virar três ou quatro”, afirma a economista Paula Sauer, especialista pela Planejar, entidade que certifica planejadores financeiros. Em fevereiro, a taxa média de juros cobrada pelos bancos era de 324,1% ao ano. Uma dívida de R$ 1 mil sobe para R$ 4.240 depois de um ano no cheque especial. No crédito pessoal, essa dívida, depois de um ano, seria de R$ 1.330.

Estadão Conteúdo

15 de abril de 2018, 10:10

ECONOMIA Despesas básicas sobem mais que a inflação e tiram R$ 14,5 bi do consumo

A escalada dos preços da energia elétrica e da gasolina, acima da inflação, tem corroído o orçamento das famílias brasileiras, apesar do aumento da massa salarial. De janeiro de 2015 para cá, o porcentual de renda disponível – depois do pagamento de despesas essenciais – caiu quase dois pontos porcentuais, de 45 6% para 43,76%. É o menor patamar desde 2009. Isso significa que o brasileiro poderia estar consumindo, a mais, algo em torno de R$ 14,5 bilhões.Levantamento da Tendências Consultoria Integrada mostra que a despesa que mais avançou sobre o orçamento do brasileiro foi a gasolina, que subiu de 4,86% para 5,6% no período. O resultado é reflexo especialmente da nova política de preços da Petrobrás, que agora repassa de forma imediata o sobe e desce do petróleo no mercado internacional.De meados do ano passado até o início deste ano, o preço do combustível na bomba subiu 19,5%. Em janeiro de 2015, o litro da gasolina era vendido a um preço médio de R$ 3,032 no País; neste mês, o valor está em R$ 4,219, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).A conta de luz seguiu a mesma trajetória. O peso na renda das famílias subiu de 2,94% para 3,44%. O agravante é que até o fim do ano a participação no orçamento vai aumentar ainda mais, segundo projeções da Tendências: deve subir para 3,89%. A explicação está nas estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê reajuste médio acima de 10% nas contas neste ano. Em alguns casos, a alta deve superar a casa dos 20% por causa da entrada em operação de usinas térmicas para compensar os reservatórios baixos das hidrelétricas.O orçamento das famílias, segundo a Tendências, só não está mais apertado porque o arrefecimento dos preços dos alimentos tem compensado parte do aumento da conta de luz, da gasolina, do gás de cozinha, dos planos de saúde e da educação. Além disso, a renda do trabalho voltou a crescer em 2017 e continua ascendente diz a analista da Tendências, Isabela Tavares.Na prática, a queda dos porcentuais representa um freio para a retomada da economia. O ritmo do avanço do consumo poderia estar maior, diz o economista Adriano Pitoli, sócio da Tendências.Ele destaca que, para ajustar os aumentos à renda, o brasileiro acaba reduzindo o consumo de bens e serviços considerados supérfluos, como vestuário e bens duráveis. Em fevereiro, as vendas do varejo caíram 0,2% – o pior resultado para o mês desde 2015 -, e um sinal de que a recuperação será mais lenta do que se esperava.Em três anos, o peso de quase todos os itens essenciais aumentou no orçamento das famílias. As exceções foram alimentos, cuja participação caiu de 16,15% para 15,8%, e telecomunicações, de 4 20% para 3,64%.

Estadão

15 de abril de 2018, 08:55

ECONOMIA Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 6 milhões

Foto: Divulgação

Ninguém acertou o prêmio principal do concurso 2.031 da Mega-Sena, sorteado ontem (14) à noite. Para o próximo sorteio, fica acumulado um prêmio de R$ 6 milhões. Confira as dezenas sorteadas neste sábado em Aimorés (MG): 18 – 23 – 37 – 39 – 50 – 55.As cinco dezenas da quina tiveram 48 apostas ganhadoras, que receberão R$ 36.807,99 cada. Os 3.252 que acertaram a quadra levarão R$ 776,13.O próximo sorteio será realizado na quarta-feira (18).

Agência Brasil