22 de maio de 2017, 09:36

ECONOMIA Câmbio para fim de 2017 cai de R$ 3,25 para R$ 3,23, projeta Focus

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 22, pelo Banco Central (BC) revela que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23 no encerramento deste ano. Este valor é inferior ao projetado uma semana atrás, de R$ 3,25. Há um mês, estava em 3,23%. O câmbio médio de 2017 passou de R$ 3,18 para R$ 3,17, ante os mesmos R$ 3,17 um mês antes.No caso de 2018, a projeção dos economistas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,36. Quatro semanas antes, estava em R$ 3 38. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3 33 para R$ 3,31, ante R$ 3,31 de quatro semanas atrás.

Estadão

21 de maio de 2017, 09:04

ECONOMIA Mega-Sena acumula de novo e pode pagar até R$ 34 mi

Foto: Divulgação

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas neste sábado (20), em Pontes e Lacerda (MT). Desta forma, a Mega-Sena acumulou e pode pagar até R$ 34 milhões na quarta-feira (24). A loteria está acumulada desde o dia 10 deste mês.Os números sorteados foram: 10 – 16 – 21 – 29 – 44 – 55. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 72 apostas fizeram a Quina e cada uma levou R$ 38.379,16. Outros 5.449 acertaram quatro números e ganharam R$ 724,45 cada.

Correio*

21 de maio de 2017, 07:00

ECONOMIA Cade diz ser equivocada delação de Saud sobre favorecer empresa da JBS

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou nota hoje (20) em que diz ser equivocada a informação de Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F, prestada em delação feita no dia 5 de maio à Procuradoria-Geral da República, na qual afirma que o Cade, em sua decisão sobre o preço do gás boliviano, beneficiou a Empresa Produtora de Energia (EPE), pertencente ao Grupo JBS.“Tal informação é equivocada. O caso a que o delator se refere, que tramita no Cade, permanece em fase de inquérito, uma investigação preliminar, e não houve ainda qualquer parecer ou decisão do Cade a respeito da matéria. Destaca-se que não houve, portanto, nenhuma decisão do Cade favorável à EPE-JBS”, diz a nota.O documento diz ainda que o que foi informado ao Cade pela EPE-JBS nos autos do inquérito, “foi a assinatura de um contrato privado entre a EPE e a Petrobras, com o objetivo de sanar, total ou parcialmente, a disputa entre as duas empresas relativamente ao fornecimento de gás”, e que o referido contrato não foi determinado por qualquer decisão do Cade. Na nota, o Cade destaca também que, no caso, o delator chega a dizer, inclusive, que “não é que o negócio ficou muito bom pra nós e péssimo pra Petrobras. Acabou sendo um negócio justo. Você tem uma termelétrica parada, o Brasil e o mundo precisando de energia e você não podendo gerar porque o gás era mais caro que a energia. Então ficou tudo certo”.Sobre o fato de Saud ter falado na delação que o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) teria dito que esse “seria o contrato padrão”, e que o Cade teria que “aplicar isso para eles e para outras pessoas”. O órgão volta a informar que não houve parecer ou decisão a respeito da matéria, e que não fixou qualquer “contrato padrão”, nem determinou sua aplicação para quaisquer empresas. “Os servidores e dirigentes do Cade jamais tiveram conhecimento que veladamente um agente político estaria, supostamente, recebendo recursos de uma empresa privada para buscar soluções junto ao órgão. O caso em questão em trâmite no Cade possui mérito extremamente complexo, e tem sido conduzido dentro da normalidade, com as instruções de praxe ao longo de todo o seu curso”, diz ainda a nota.O órgão conclui ressaltando que todos os atos processuais foram conduzidos pela sua área técnica tendo por base o mérito do caso e os ditames legais, sem quaisquer favorecimentos. “A ausência de qualquer parecer ou decisão do Cade a favor da EPE-JBS deixa claro que eventuais planos de terceiros para influenciar decisões do órgão não tiveram resultado dentro da autarquia”.

Agência Brasil

20 de maio de 2017, 11:46

ECONOMIA Mega-Sena sorteia neste sábado R$ 30 milhões

A Mega-Sena pode pagar, neste sábado (20), R$ 30 milhões ao apostador que acertar sozinho os seis números da modalidade. O sorteio do concurso 1.932 será às 20h, na cidade de Pontes e Lacerda (MT), onde está estacionado o Caminhão da Sorte. Aplicado na poupança, o montante renderia R$ 150 mil mensais. A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do país. Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo computador pessoal, tablet ou smartphone. Basta ter conta corrente na CAIXA e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteio, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Correio*

20 de maio de 2017, 11:31

BRASIL Cofecon cobra apuração célere de denúncias e defende eleições diretas

O Conselho Federal de Economia (Cofecon) defende, em nota, a apuração “célere” do que classifica como “graves denúncias” envolvendo o atual governo. No texto, o Cofecon também defende a convocação de eleições gerais diretas no caso de vacância na presidência da República em uma eventual saída de Michel Temer após a delação da JBS. O conselho destaca ainda que dar continuidade à agenda do atual governo, para a qual a instituição tem adotado postura crítica, principalmente em relação às reformas, dificulta a saída da atual crise.”Em havendo vacância do cargo de Presidente da República e, em respeito ao Estado Democrático de Direito, o Cofecon defende que mediante a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional, sejam convocadas eleições gerais diretas antecipadas para a Presidência da República e para a Câmara dos Deputados e 2/3 do Senado Federal, com mandatos que excepcionalmente finalizem em 2022″, ressalta o Conselho em nota. A entidade considera ainda como “necessária” a convocação simultânea de uma Assembleia Constituinte para a realização de uma reforma política, com prazo determinado para o encerramento dos trabalhos.

Estadão Conteúdo

19 de maio de 2017, 12:30

ECONOMIA Confiança do empresário industrial tem alta de 0,6 ponto em maio

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 53,7 pontos neste mês, com alta de 0,6 ponto em maio frente a abril. Esse aumento do indicador reverte parcialmente a queda de 0,9 ponto assinalada em abril. As informações são da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) hoje (19). Índices acima de 50 pontos mostram industriais confiantes; abaixo dessa linha, indicam empresários com falta de confiança. Em relação a maio do ano passado, o índice está 12,5 pontos maior. No entanto, o índice ainda não ultrapassou sua média histórica de 54 pontos. Dos componentes do ICEI, os empresários percebem que há piora nas condições atuais, cujo indicador foi de 46,3 pontos, abaixo da linha dos 50 pontos. Já as expectativas são positivas, com índice de 57,4 pontos. Empresários da maioria dos setores estão confiantes em maio. Dos 32 setores analisados na pesquisa, apenas seis apresentam ICEI abaixo dos 50 pontos: impressão e reprodução de gravações; outros equipamentos de transporte; serviços especializados para a construção; madeira; minerais não metálicos; e coque e derivados do petróleo. Os setores que apresentaram maiores índices de confiança foram: farmoquímicos e farmacêuticos (58,9 pontos), indústria extrativa (57,6 pontos) e manutenção e reparação (56,9 pontos). O levantamento foi feito entre 2 e 12 deste mês com 3.008 empresas. Dessas, 1.231 são de pequeno porte, 1.097 são médias e 680 grandes.

Agência Brasil

19 de maio de 2017, 11:55

ECONOMIA Dólar abre em queda e bolsa de valores em alta

O dólar comercial iniciou o dia em queda, e bolsa de valores mostrou valorização. Por volta das 10h20, o dólar era cotado para venda a R$ 3,30, com queda de 2,49%, depois da alta de ontem de 7,9%, a R$ 3,38, em relação à crise política instalada após divulgação de parte do conteúdo da delação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Ontem, o Banco Central (BC) informou que fará leilões de swap cambial tradicional hoje (19), na segunda (22) e na terça-feira (23). A operação equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda a segurar a alta ou a forçar a queda da moeda norte-americana. Ontem, o BC realizou quatro intervenções no mercado cambial. O BC destacou, em comunicado que “permanece atento à condições de mercado e, sempre que julgar necessário, poderá realizar operações adicionais de swap”. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) – Ibovespa – registrou alta de 1,53%, a 62.614 pontos. Ontem, no primeiro dia de funcionamento do mercado financeiro depois da divulgação das delações premiadas, o índice fechou o dia com retração de 8,8%, aos 61.597 pontos. Às 10h21 de ontem, o pregão registrou queda de 10,47% e foi suspenso por meia hora, mecanismo conhecido como circuit breaker, que paralisa as negociações em momentos de fortes quedas.

Agência Brasil

18 de maio de 2017, 20:36

ECONOMIA Com dólar em alta, BC anuncia mais intervenções no mercado de câmbio

O Banco Central (BC) informou que fará leilões de swap cambial tradicional amanhã (19), na segunda (22) e na terça-feira (23). A operação equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda a segurar a alta ou a forçar a queda da moeda norte-americana.A quantidade ofertada em cada leilão será de 40 mil contratos e as condições serão informadas antes de cada evento, informou o BC em nota divulgada no site da instituição. Com os leilões, o Banco Central espera conseguir conter a volatilidade do dólar.A autoridade monetária chegou a realizar quatro intervenções no mercado cambial hoje (18). Mesmo assim, a moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 3,38, com alta de 7,9%, reagindo à crise política instalada após divulgação de parte do conteúdo da delação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS.O BC destacou no comunicado que “permanece atento à condições de mercado e, sempre que julgar necessário, poderá realizar operações adicionais de swap”.

Agência Brasil

18 de maio de 2017, 12:14

ECONOMIA Cade nega ter favorecido empresa do grupo JBS em disputa com a Petrobras

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou nota hoje (18) informando que não favoreceu a Empresa Produtora de Energia (EPE), pertencente ao Grupo JBS, em caso envolvendo a Petrobras. Hoje, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão no conselho para obter cópias de documentos produzidos dentro do inquérito.Na nota, o Cade informa que, no dia 4 de setembro de 2015, foi protocolada na Superintendência-Geral da autarquia uma denúncia da EPE contra a Petrobras. “A EPE, detentora de uma usina termelétrica em Cuiabá (MT), alegou ao Cade que a Petrobras estaria se recusando a fornecer gás natural à termelétrica, ou exigindo condições de venda alegadamente discriminatórias. Tal representação era semelhante a denúncias de outros agentes feitas ao Cade anteriormente sobre alegadas práticas de discriminação da Petrobras no fornecimento de gás natural a concorrentes (ex: caso Gemini, caso Abegás, caso Comgás).”A EPE solicitou ao Cade a condenação da Petrobras por conduta anticompetitiva e requereu que, até a avaliação final do pedido, o Cade adotasse medida preventiva contra a representada, obrigando a Petrobras a cessar imediatamente a suposta infração, segundo a autarquia.”A área técnica da Superintendência-Geral do Cade recomendou a instauração, inicialmente, de procedimento preparatório e, posteriormente, de inquérito administrativo, procedimento padrão para apurar denúncias anticoncorrenciais feitas ao Cade. Note-se que o Cade não deferiu a instauração, no caso, de processo administrativo, procedimento mais avançado que inaugura acusação formal contra uma empresa denunciada, após serem reconhecidos indícios robustos de infração”, diz a nota.”No curso do inquérito administrativo a EPE fez ou reiterou seu pedido de medida preventiva ao menos seis vezes, pedido esse que não foi deferido pelo Cade em nenhum momento. Também não houve, até agora, qualquer parecer ou decisão do Cade em favor da EPE, tendo sido expedidos inúmeros ofícios e atos instrutórios conduzidos pela área técnica do órgão, o que demonstra que o caso tem sido conduzido dentro da normalidade e sem quaisquer favorecimentos”, acrescentou ao Cade.

Agência Brasil

18 de maio de 2017, 10:06

ECONOMIA Banco Central anuncia atuação no mercado futuro de dólar

O Banco Central (BC) anunciou a realização de leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro e ajuda o ativo a segurar a alta ou a forçar uma queda da moeda.A oferta é de até 40 mil contratos por operação, com vencimentos em agosto e outubro deste ano e em janeiro de 2018. Criado em 2001, o swap cambial é uma ferramenta que permite ao BC intervir no câmbio sem comprometer as reservas internacionais. O Banco Central vende contratos de troca de rendimento no mercado futuro. Apesar de serem em reais, as operações são atreladas à variação do dólar. O objetivo dessas operações é oferecer proteção cambial para as empresas em momentos de forte oscilação da cotação e liquidez (recursos disponíveis) do mercado.

Agência Brasil

18 de maio de 2017, 08:28

ECONOMIA Dólar pode bater R$ 3,30 com escândalo de Temer

O escândalo envolvendo o presidente Michel Temer deve causar um forte estresse no câmbio e o dólar pode bater R$ 3,30, segundo o economista Helcio Takeda, da Pezco. “Esse nível é completamente possível, porém subir mais do que isso em apenas um dia eu acho pouco provável”, comenta.Ressaltando que ainda não se sabe de fato o teor das gravações envolvendo Temer e o sócio da JBS Joesley Batista, Takeda avalia que não há nenhum cenário positivo no futuro. “O que seria preferível? Afastar o presidente, deixar o País sem comando, derrubar a agenda de reformas e colocar a economia de novo em recessão? Ou fazer um ‘acordão’ e tentar tocar em frente com o que se tem?”, questionou.

18 de maio de 2017, 08:28

ECONOMIA Ativos brasileiros são negociados com forte baixa em Wall Street

Os ativos brasileiros ou ligados ao País são negociados com forte baixa em Wall Street, em reação ao aumento da aversão ao risco do investidor estrangeiro nesta quinta-feira, 18, por conta da nova crise política que paira sobre o Brasil. Entre os fundos de índices (ETFs, na sigla em inglês), o iShares MSCI Brazil Capped, ou EWZ, como é mais conhecida a maior carteira ligada ao Brasil, despencava 13,13% no pré-mercado eletrônico da Bolsa de Nova York, às 6h36 (horário de Brasília).Essa carteira conta com ativos de cerca de US$ 4 bilhões. O ETF é um fundo de investimento que simula o mercado de ações e tem como característica a negociação em bolsa. Ele costuma ser um termômetro para a tendência do mercado acionário no Brasil.

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2017, 19:37

ECONOMIA Bandeira tarifária vermelha deve continuar até novembro

Foto: Reprodução

A bandeira tarifária vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas

A bandeira tarifária vermelha de patamar 1 deve continuar a elevar o preço das contas de luz até o fim do período seco, em novembro, quando o volume de chuvas deve aumentar e elevar o nível dos reservatórios de hidrelétricas brasileiras. A previsão é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Barata.A bandeira tarifária vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas, que produzem energia com custo maior que as hidrelétricas.“As nossas avaliações são de que, ao longo do período seco, o preço vai subir, porque cada vez mais vamos precisar das usinas térmicas. Se o lado benéfico delas é o fato de serem presumíveis e gerenciáveis e termos o controle dos combustíveis, o outro lado é serem mais caras”, disse Barata.Segundo o diretor do ONS, em novembro, os reservatórios do Sudeste estarão com 20% da capacidade, e os do Nordeste, possivelmente abaixo dos 10%.Quando a bandeira vermelha patamar 1 está em vigor, os consumidores pagam R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em 2017, a bandeira patamar 1 está em vigor desde abril.

Agência Brasil

17 de maio de 2017, 19:05

ECONOMIA Decisão sobre acelerar corte de juro será tomada na reunião, avalia economista

O discurso do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na tarde desta quarta-feira, 17, em evento do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que os dirigentes da autoridade monetária vão deixar para decidir na própria reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) se aceleram o ritmo de corte na Selic para 1,25 ponto porcentual, avalia o economista-chefe da Mauá Capital, Alexandre de Azara. Para o economista, será uma decisão apertada como há muito não se via nas reuniões do Copom. Caso o ritmo passe para 1,25 ponto Azara avalia que faria mais sentido o corte ser seguido por outro do mesmo patamar no encontro de julho. O economista da Mauá mudou na terça-feira, 16, a previsão de corte na reunião de agora para 1,25 ponto. A gestora acredita que a Selic deve terminar o ano entre 7,5% e 7,75%. Mas após a fala de hoje de Ilan, a avaliação é que a decisão não está fechada. “A mensagem foi clara”, diz o economista. O presidente do BC afirmou que os dirigentes da instituição ponderam qual é o grau de antecipação adequado do ciclo de cortes da Selic. “Estamos ponderando qual o grau de antecipação adequado, entre o atual ritmo e uma intensificação adicional moderada”, afirmou Goldfajn. “Não há definição no momento, a decisão ocorrerá apenas na próxima reunião do Copom.”

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2017, 16:15

ECONOMIA Meirelles: inflação que chegou a 10% mergulhou e está em 4%

Foto: Renato Cerqueira/Futura Press/Arquivo

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a inflação, que chegou a quase 10%, mergulhou e hoje está abaixo de 4%. De acordo com Meirelles, a previsão para o ano de 2017 é de taxa de 3,98%. “Na medida em que cai a inflação, preserva-se o poder de compra das pessoas e a capacidade de compra das pessoas. Nós, portanto, ficamos em situação em que País tem condições de voltar a crescer e o Banco Central pode cortar os juros”, disse Meirelles. Ao descrever o movimento mais recente da inflação, que passou dos dois dígitos para uma taxa dentro da meta do Banco Central – de 4,5%, com 1,5 ponto porcentual de tolerância (taxa entre 3,0% e 6,0%) -, Meirelles afirmou que a queda foi “forte, importante, impressionante”. Segundo ele, o poder de compra dos brasileiros cresceu “fortemente” com o controle da inflação. “A capacidade das pessoas de comprar chegou a índice negativo e, agora, pela primeira vez em muitos anos, está crescendo”, afirmou, ao demonstrar um gráfico à plateia. “Cada vez mais, os brasileiros terão a capacidade de comprar mais com seus salários”, acrescentou. Meirelles lembrou ainda que, no período de crise, o nível da dívida das famílias aumentou. “A dívida já está caindo, a das empresas e a das pessoas”, destacou. “Brasileiros estão capazes de pagar suas dívidas para voltar a consumir, a pagar empréstimos”, disse. O ministro da Fazenda também voltou a destacar, como fez em apresentações recentes, a queda do risco-País medido pelo Credit Swap Default (CDS). “Todo País tem certo nível de risco. E quanto maior o risco, maior o custo do dinheiro. O risco Brasil aumentou muito. A partir do início de 2014, o risco subiu e chegou a um patamar elevadíssimo, de 500 pontos. É muito”, ponderou Meirelles. “O Brasil estava 5% mais caro. No entanto, isso caiu. Já está caindo fortemente. O risco-Brasil está despencando”, disse Meirelles. Para ele, o Brasil está sendo visto agora com maior solidez pelos outros países. “Vamos caminhar para ter condições de crescer mais e melhorar a renda”, afirmou.