18 de setembro de 2017, 09:15

ECONOMIA PIB cresceu 0,6% no trimestre encerrado em julho, mostra FGV

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve crescimento de 0,6% no trimestre encerrado em julho deste ano, na comparação com o trimestre encerrado em abril. Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2016, a alta chegou a 1,1%. Os dados são do Monitor do PIB, divulgado hoje (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Considerando-se apenas o mês de julho, houve altas de 0,1% na comparação com o mês anterior e de 1,3% na comparação com julho de 2016. Na alta de 1,1% do trimestre encerrado em julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, os destaques ficaram com os setores de agropecuária (11,7%), indústria extrativa mineral (4,5%), indústria de transformação (1,6%), comércio (3%), transportes (2,4%) e outros serviços (1,5%). Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,9% no período, mas a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuou 4,5%. As exportações cresceram 5,7%, com destaque para os produtos da agropecuária (8,1%) e da indústria extrativa mineral (31,4%). As importações recuaram 1,8%, uma queda puxada principalmente pelo recuo da compra de bens de capital, isto é, de máquinas e equipamentos (-43,8%) pelo setor produtivo brasileiro. O PIB acumulado em 2017 até o mês de julho, em valores correntes, alcançou o valor aproximado de R$ 3,78 trilhões.

Agência Brasil

17 de setembro de 2017, 12:15

ECONOMIA Banco vai admitir erros em CPIs no Congresso

O ponto de vista que deve nortear essa autocrítica é de que o banco precisa abandonar seu modo financista, para também se cercar de mecanismos e regras em relação ao que acontece com o capital investido pelo BNDES depois que o dinheiro chega aos beneficiados. Esse discurso deve ficar mais evidente nas próximas semanas, quando supervisores do banco deverão prestar informações às comissões de inquérito abertas no Congresso. Tanto a CPI do BNDES, no Senado, quanto a CPI Mista da JBS, no Congresso, buscam investigar, entre outras coisas, os subsídios concedidos pela instituição à JBS, dos irmãos Batista. Durante o governo Lula, o banco investiu cerca de R$ 10 bilhões na holding J&F – que controla a JBS, dona da Friboi. O próprio presidente do BNDES já começou a dar declarações nesse sentido. O sub-relator da CPMI da JBS, o deputado Delegado Francischini (Solidariedade-PR), prepara agora um requerimento que tem o objetivo de rastrear o “caminho do dinheiro” investido pelo banco na aquisição de empresas nos Estados Unidos, durante a chamada política dos “campeões nacionais”. O pedido deve ser apresentado na próxima reunião da comissão, marcada para a próxima terça-feira.

Estadão

17 de setembro de 2017, 11:30

ECONOMIA Alimentos podem Ter 1ª deflação anual desde 2006

Com as recentes quedas nos preços de alimentos, economistas já preveem que o conjunto de preços de alimentação no domicílio, que representa pouco mais de 16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), termine 2017 no nível mais baixo desde o Plano Real. A oferta abundante por causa da safra inédita de grãos é a principal explicação. Depois de fechar com altas de 10,38% em 2015 e de 9,4% em 2016, o segmento de alimentação no domicílio deve terminar o ano negativo, podendo ficar entre -3% e -4%, segundo analistas. A última vez que houve deflação nessa categoria foi em 2006, de -0 13%, o resultado mais baixo da série do IBGE, iniciada em 1994. Esse cenário contraria a estimativa mais otimista do início do ano, de alta de 2%. O câmbio comportado também vem permitindo cenário mais favorável para os preços de alimentos e, em magnitude menor, a recessão e até a crise deflagrada pela JBS. Para alguns, esse resultado pode fazer o IPCA fechar o ano abaixo de 3%, a banda inferior da meta de inflação (4,5%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo). Essa marca seria a menor desde 1998 (1,65%). A forte deflação esperada para a categoria de alimentos em casa, que recuou 5,19% em 12 meses até agosto, deve influenciar outros preços. O feijão carioca caiu 28% de janeiro a agosto. O arroz, que subiu 16,16% em 2016, já recuou 8,58% neste ano.

Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2017, 13:00

ECONOMIA Economistas veem melhora no próximo ano

Foto: Divulgação

Especialistas acreditam que a situação das empresas melhorará na medida em que o consumo seja reaquecido

O crédito para empresas tende a passar por um processo de recuperação em 2018, segundo analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast. O desempenho, no entanto, ainda está longe do verificado nos anos anteriores à recessão de 2015-2016. O economista João Morais, da Tendências Consultoria Integrada, projeta que as concessões de crédito livre para empresas encerrarão 2017 com retração de 5,8%. Em 2018, com a economia brasileira apresentando crescimento mais vigoroso, as concessões aumentarão 7,5%. No caso do crédito para capital de giro – o mais importante para as pessoas jurídicas –, Morais estima retração de 15,2% nas concessões em 2017. No próximo ano, a projeção é de crescimento de 13%. “Crescer isso em cima de um tombo gigantesco? Não quer dizer tanta coisa”, avaliou Morais, para quem o cenário ainda é muito ruim. “Com um crescimento de 13% em capital de giro, que estamos estimando para 2018, ainda devemos ficar com um volume de concessões 60% abaixo do recorde histórico registrado em 2012”, disse o economista. Naquele ano, as concessões de capital de giro somaram R$ 455 bilhões em termos reais (descontada a influência da inflação). Para 2018, a Tendências calcula R$ 185,6 bilhões. “O que vai melhorar virá do consumo, da própria atividade econômica. Assim, as empresas vão precisar menos de capital de giro”, disse Lavieri, ao avaliar o cenário para as empresas. Para ele, o crédito com recursos do BNDES, que no passado teve grande importância, não deve mais ter a mesma relevância. “A redução tem a ver com correção de rumo, com nova orientação.” Mais otimista, Angelo Corsetti, professor de finanças do Insper, defende que o cenário de crédito para empresas já vem melhorando gradativamente, até neste ano. “É claro que os bancos são sempre muito cautelosos, exigem garantias, como duplicatas, mas a propensão dos bancos em oferecer crédito tem melhorado”, afirmou. “Com a retomada do crescimento da economia, as perspectivas são favoráveis.”

Estadão

16 de setembro de 2017, 12:20

ECONOMIA Governo adia cronograma para liberação do dinheiro do PIS/Pasep

Previsto para ser divulgado hoje (15), o cronograma para a liberação do dinheiro do PIS/Pasep para idosos foi adiado. A expectativa inicial era de que a divulgação do calendário ocorresse nesta sexta-feira, mas a definição ocorrerá somente após o retorno da viagem do presidente Michel Temer para os Estados Unidos (EUA), onde o presidente deve ficar até a próxima quarta-feira (20). Na segunda-feira (18), Temer viaja para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em que o Brasil tradicionalmente faz a abertura. A Agência Brasil entrou em contato com o ministério, responsável pela divulgação do calendário, mas a assessoria não confirmou oficialmente a razão. No final de agosto, o governo publicou a Medida Provisória (MP) 797/17 para liberar os recursos do Fundo PIS/Pasep a cerca de 7,8 milhões de cotistas. De acordo com o Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão, a medida liberará R$ 15,9 bilhões. A MP reduz a idade mínima para saque das cotas do fundo dos atuais 70 anos para 62 anos, no caso de mulheres, e 65 anos no caso de homens, permitindo que o crédito seja disponibilizado em folha de pagamento ou de forma automática em conta de depósito ou conta poupança. Os beneficiados sem conta em uma das instituições financeiras devem se dirigir a uma das agências, referente ao programa em que é cadastrado, para retirar o valor. Na hipótese de morte do titular da conta individual, o saldo da conta será disponibilizado a seus herdeiros. Dados apresentados pelo ministério apontam que, em junho de 2016, o saldo médio por cotista era R$ 1.187, sendo que a maioria dos cotistas tem ao menos R$ 750 a ser resgatado. De acordo com o governo, os saques começam a partir de outubro de 2017 e se estenderão até março de 2018. Segundo o Tesouro Nacional, ao final do exercício 2015/2016, aproximadamente 24,8 milhões de trabalhadores ainda tinham recursos junto ao fundo.  Direito ao benefício  Têm direito ao benefício os trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e de organizações públicas (Pasep) que tenham contribuído aos fundos até 4 de outubro de 1988 e que não tenham efetuado o resgate total de seus saldos. Os trabalhadores da iniciativa provada devem procurar a Caixa Econômica Federal para saber se têm saldo do PIS. Já os servidores públicos devem se dirigir ao Banco do Brasil, agente operador do Pasep. Atualmente, o saque do saldo principal é permitido nas seguintes situações: aposentadoria; 70 anos completos; invalidez; reforma militar ou transferência para a reserva remunerada; câncer de titular ou de dependentes; portador de HIV; amparo social ao idoso, concedido pela Previdência; amparo assistencial a pessoas com deficiência da Previdência; morte e em casos de doenças graves.

Agência Brasil

16 de setembro de 2017, 11:45

ECONOMIA Crédito para capital de giro registra queda

Foto: Divulgação

A dificuldade atinge empresas de todos os portes, mas é mais preocupante para as menores

BRASÍLIA – Modalidade de crédito mais procurada pelas empresas, o capital de giro segue travado no País. Apesar da melhora recente no ambiente econômico, as concessões de capital de giro já caíram 14% em 2017 nas operações com recursos que os bancos podem usar livremente e despencaram 43,2% no caso do crédito com dinheiro do BNDES. Apenas em julho, o tombo foi de 32,9% e 25,3%, respectivamente, o que indica que o fundo do poço não foi atingido. Cerca de 43% do saldo total das operações de crédito para empresas no País, no caso dos recursos livres (fora poupança e BNDES), são de capital de giro. Hoje isso equivale a cerca de R$ 300 bilhões, mas no fim de 2014 – antes da recessão – valor chegou a R$ 375 bilhões. Com o capital de giro, as empresas podem tocar as operações no curto prazo, pagando fornecedores, contas de luz, água, telefone e salários, entre outros itens. Sem o crédito, elas são obrigadas a recorrer ao próprio fluxo de receita e, no limite, a fechar as portas.  Os dados mais recentes sugerem recuperação nas linhas para as famílias, em sintonia com a melhora da atividade e a baixa da inflação, mas as empresas seguem enfrentando problemas. “O tombo para pessoas jurídicas no período recente é mais prolongado. No capital de giro, as concessões continuam caindo de forma acentuada”, disse o economista João Morais, da Tendências Consultoria. Em julho, segundo dados do Banco Central, os bancos liberaram apenas R$ 10,77 bilhões em capital de giro para empresas. Em dezembro de 2014, concessões somaram R$ 30,89 bilhões.  A dificuldade atinge empresas de todos os portes, mas é mais preocupante para as menores. “O acesso ao crédito da imensa maioria das micro e pequenas empresas está vedado”, disse o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. “Percebemos que elas buscam alternativas para não pegar dinheiro em bancos, pois a percepção delas é de ‘pegar e morrer’.” Uma das explicações é o custo das operações, ainda muito alto. O juro médio de uma operação de capital de giro com recursos livres está em 21,2% ao ano. No melhor momento da série histórica, em 2012, chegou a 15,9% ao ano. “Os pequenos empresários estão evitando pegar dinheiro novo. Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça”, diz Afif.

Estadão

16 de setembro de 2017, 10:10

ECONOMIA Governo tenta garantir leilão de hidrelétricas

Foto: Divulgação

R$ 11 bilhões é o valor minímo estipulado para o leilão das hidrelétricas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande

BRASÍLIA- O governo quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida o mais rápido possível se poderá mesmo realizar o leilão de quatro usinas da Cemig marcado para o próximo dia 27. Ontem, a Advocacia-Geral da União encaminhou uma petição ao ministro Dias Toffoli dizendo que não há mais razão para adiar o julgamento de um recurso apresentado pela Cemig, que pede a suspensão do leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Na prática, o documento é um ato formal por meio do qual o governo pede ao STF que marque o julgamento do processo quanto antes. Para a União, a licitação das quatro hidrelétricas vai atrair mais investidores se for realizada sem qualquer pendência judicial. O lance mínimo pelas usinas é de R$ 11 bilhões, dinheiro considerado fundamental para o fechamento das contas deste ano. A Cemig quer evitar que as usinas sejam vendidas para outros grupos, e alega, entre outras coisas, que o preço pedido pelo governo é inferior ao valor dos ativos. Além de tentar suspender o leilão, tenta também um acordo com o governo federal para ficar com as usinas. Para isso, porém, precisa de um financiamento bilionário.  A despeito de todas as tentativas da Cemig para manter as usinas, o governo avalia que vai vencer a disputa. Por isso, tem atuado em todas as frentes: no STF, para marcar o julgamento do mérito da questão, e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para derrubar uma liminar que suspendeu a licitação, dada pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) em 18 de agosto. No mês passado, Dias Toffoli adiou o julgamento a pedido da ministra-chefe da AGU, Grace Mendonça, que fez a solicitação “considerando a possibilidade de instauração de procedimento perante a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal”. Foi uma forma de diminuir a pressão política da bancada mineira por uma solução negociada, mas o governo não desistiu de licitar as usinas.  O caso estava inicialmente previsto para ser analisado no dia 22 de agosto pelos cinco ministros da Segunda Turma do STF: Edson Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e o relator do caso, ministro Dias Toffoli. No ofício de ontem, Grace informa que um acórdão proferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de 6 de setembro, determinou a suspensão de “quaisquer condutas relacionadas a negociações com a Cemig Geração e Transmissão S/A”. “Assim, não mais subsistem as razões que ensejaram o pedido de adiamento solicitado por esta Advocacia-Geral da União”, diz a ministra, na petição enviada ao Supremo.

Estadão

15 de setembro de 2017, 11:11

ECONOMIA JBS diz que ordem de compra é jargão do mercado financeiro

Foto: Reprodução

A JBS informou, por meio de comunicado que, em relação ao noticiário sobre a ordem de compra de ações, o termo “ordem de compra” refere-se a um jargão técnico habitualmente utilizado no mercado financeiro. “É errado, portanto, concluir que ordem de compra de ações esteja relacionada a uma ação mandatória”, afirma a empresa.A JBS esclareceu, ainda, que “a solicitação da área jurídica ocorreu em 24/04 em função da Assembleia Geral de Acionistas, agendada para 28/04, em que se fazia necessária a posição exata de ações em circulação no mercado e em tesouraria da Companhia para fins de cálculo de distribuição de dividendos”.Segundo a Polícia Federal, mensagens de WhatsApp que estavam no celular de Wesley Batista indicam que partiram do próprio empresário as ordens para compra de dólares no mercado futuro.As conversas pelo aplicativo compõem as provas apresentadas para sustentar que o presidente da JBS, valendo-se de informação privilegiada, lucrou indevidamente nos mercados de câmbio e de ações.A PF também recuperou um e-mail que confirmaria ter vindo de Wesley Batista a ordem para comprar R$ 50 milhões de ações da JBS no mercado. A mensagem foi enviada por Felipe Bianchi no 24 de abril, dia em que a JBS iniciou a recompra de ações da empresa no mercado.

Estadão

15 de setembro de 2017, 11:00

ECONOMIA Petrobras reduz em 0,6% preço da gasolina e aumenta em 0,5% o do diesel

A Petrobras anunciou hoje (15) a redução do preço da gasolina em 0,6% nas refinarias controladas pela estatal. O diesel, por outro lado, teve um aumento de 0,5%, segundo a estatal. Os reajustes valerão a partir de amanhã (16). Os preços dos combustíveis têm sido reajustados quase que diariamente pela. Desde 12 de setembro, a gasolina, por exemplo, teve quatro quedas de preço e uma alta, acumulando nesse período um recuo de 3,88%. Já o diesel teve duas altas consecutivas anunciadas (ontem e hoje) e acumula alta de 2,1% nos dois dias. Desde 1º de setembro, a gasolina acumula alta de 4,88%. Já o diesel acumula aumento de 6,87%. O reajuste da Petrobras é aplicado sobre o preço do combustível na porta de saída das refinarias. Isso significa que o impacto é sentido primeiro pelas distribuidoras de combustível. A decisão de repassar o reajuste ao consumidor final cabe aos postos de gasolina.

Vitor Abdala, Agência Brasil

15 de setembro de 2017, 10:45

ECONOMIA Mercado de trabalho dá sinais de recuperação no segundo trimestre, diz Ipea

A Carta de Conjuntura, divulgada ontem (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), sinaliza o surgimento de novo ânimo no mercado de trabalho, ou seja, evidencia que está começando a ocorrer uma reversão do cenário negativo no setor. A economista do Ipea, Maria Andréia Parente, observou que o cenário do mercado de trabalho, que vinha piorando, deu uma “estacionada” há dois meses e agora, no segundo trimestre, começou a dar sinais de que está se recuperando. “De forma agregada, a gente viu uma taxa de desocupação caindo, combinando (com) um aumento da ocupação, porque até então você tinha que a ocupação começou a cair menos”. Já no último trimestre móvel até julho, apesar de a ocupação mostrar variação pequena (+0,2%), essa é a primeira variação positiva em dois anos, destacou Maria Andréia. “Então, já é um sinal”. O aumento da ocupação está ocorrendo no mercado informal. Mas quando se olha o mercado formal, com carteira assinada, há indicativos que o quadro está também melhor. Segundo a economista, um indicativo disso é a redução do ritmo de demissões. “O mercado formal já está demitindo menos. Ele ainda não contrata no agregado. A população ocupada dele ainda está caindo, mas ele está reduzindo o ritmo de demissão”. A taxa de desemprego registrada no trimestre encerrado em julho teve queda de 12,8%. Maria Andréia salientou que outro sinal positivo do mercado formal é dado pelo rendimento. A análise dos rendimentos por vínculo de ocupação mostra que está no mercado formal a maior alta de rendimentos (3,6%). Por isso, disse que o mercado formal está dando alguns indicativos de que está melhor agora do que no passado recente.

Alana Gandra, Agência Brasil

15 de setembro de 2017, 09:03

ECONOMIA Atividade econômica cresce 0,41% em julho

A atividade econômica registrou o segundo mês seguido de crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) cresceu 0,41%, em julho, segundo dados divulgados hoje (14). Em junho, o crescimento ficou em 0,55%, depois da retração de 0,28% em maio, de acordo com os dados revisados. Na comparação com julho de 2016, o crescimento chegou a 2,65% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em julho, o indicador tem retração de 1,44%. No ano, até julho, houve crescimento de 0,14%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

15 de setembro de 2017, 08:20

ECONOMIA Restituição do quarto lote do Imposto de Renda está disponível a partir de hoje

O crédito bancário para os contribuintes contemplados no quarto lote do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2017 está disponível a partir de hoje (15). O lote contempla 2,257 milhões de contribuintes, totalizando a liberação de mais de R$ 2,7 bilhões. Também foram liberadas restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. No total dos lotes, foi liberado crédito bancário para 2,357 milhões de contribuintes. Do total de R$ 3 bilhões, R$ 179,180 milhões referem-se a depósitos para contribuintes com preferência para receber: 40.429 idosos e 5.026 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá procurar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento, por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte pode acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone (146). Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

14 de setembro de 2017, 17:51

ECONOMIA Escolas particulares de Salvador vão reajustar mensalidade em até 15%

Os pais que têm filhos em escolas da rede particular sabem que todos os anos é a mesma coisa: livros, transporte, merenda e os nada simpáticos boletos da mensalidade que, aliás, devem ficar bem menos amigáveis no ano que vem. O CORREIO ouviu 10 escolas de Salvador e a previsão das instituições é de reajustar as mensalidades em até 15%.Algumas escolas, inclusive, já começaram a informar aos pais o valor do reajuste, para eles terem como se planejar para o novo esforço financeiro. Outras unidades estão prevendo anunciar o reajuste até dezembro. Até lá, a melhor forma é ir preparando o bolso e reduzindo gastos, para o investimento futuro caber na planilha de custos.Os pais de alunos do Colégio Marízia Maior, em Stella Maris, já estão cientes sobre os valores. Se agora para manter um filho cursando o 6° ano do ensino fundamental II custa R$ 980 por mês, em 2018 esse valor sobe para R$ 1.097,60. O preço da mensalidade do 3° ano do ensino médio, que hoje custa R$ 1.550, logo mais passará para R$ 1.736, um aumento de 12%.O Colégio Marista Patamares ainda não decidiu os novos preços para o próximo ano. A direção da escola fala de um aumento que pode chegar a 15%. No momento, as mensalidades para o 6° ano do fundamental e o 3° do médio custam R$ 1.380 e R$ 1.933, respectivamente.Leia mais no Correio*.

14 de setembro de 2017, 17:10

ECONOMIA Petrobras reajusta preço do diesel em 1,6% e da gasolina em 1,3% nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (14) um reajuste de 1,6% no preço do diesel e de 1,3% no preço da gasolina nas refinarias. Os novos valores vão vigorar a partir de amanhã (15). De acordo com a política de preços adotada pela companhia, que entrou em vigor no dia 3 de julho, reajustes podem ser aplicados a qualquer momento, até diariamente. Dentro da nova metodologia, o preço do diesel acumula alta de 6,3% desde 1º de setembro e a gasolina, valorização de 5,7% no mesmo período.

Douglas Corrêa, Agência Brasil

14 de setembro de 2017, 15:10

ECONOMIA Jovens são os mais afetados pela crise econômica, diz Ipea

Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econômica atinge com mais intensidade os jovens, que têm mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. A informação foi divulgada hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na seção Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura. De abril a junho deste ano, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado, atingindo um nível bem abaixo do observado no início da pesquisa em 2012, de 37%.As análises são feitas com base nos microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os pesquisadores destacam que, além disso, entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%. “Os dados salariais revelam que, além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário [de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação”, diz o documento. De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remuneração média de R$ 1.122. Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.

Andreia Verdélio, Agência Brasil