11 de junho de 2018, 14:39

ECONOMIA BNDES vai reduzir prazo final de pagamento da dívida com Tesouro, diz Dyogo

Foto: Divulgação

Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse nesta segunda-feira, 11, que o banco antecipará o prazo final para o pagamento da dívida com o Tesouro Nacional em 10 a 15 anos. O limite para quitar o saldo devedor é 2060, mas a antecipação desse prazo está sendo negociada com o governo. Segundo Oliveira, após a antecipação de mais R$ 100 bilhões em 2018, o BNDES ainda terá R$ 250 bilhões a serem pagos. “Estamos negociando com o Tesouro para reduzir esse prazo. Os pagamentos eram concentrados nos últimos cinco anos. Estamos acertando um processo mais linear de devolução”, afirmou. Desde 2016, o BNDES vem antecipando pagamentos ao Tesouro Nacional. Nos últimos dois anos, foram pagos R$ 150 bilhões. Neste ano, já foram devolvidos R$ 30 bilhões e outros R$ 100 bilhões serão pagos até agosto, o que ajudará o Tesouro a cumprir a chamada “Regra de Ouro”, que impede que o governo se endivide acima do patamar que investe. Para 2019, no entanto, Oliveira disse que o montante a ser pago será bem menor. “O volume de 2018 é muito alto, foi feito um esforço do banco para colaborar com o Tesouro. Para 2019, a lógica é o fluxo normal de pagamentos que iria até 2060”, afirmou.

Estadão Conteúdo

11 de junho de 2018, 13:38

ECONOMIA Etanol sobe em 12 Estados, diz ANP; preço médio avança 0,98% no País

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros subiram em 12 Estados brasileiros na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em outros nove Estados e no Distrito Federal houve queda. A pesquisa da ANP não captou a variação em cinco Estados – Amapá Pernambuco, Roraima, Santa Catarina e Tocantins – porque não houve registro de preços na semana anterior, por causa da paralisação de caminhoneiros no País. Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve alta de 0,98% no preço do etanol na semana passada. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado subiu 1,21% sobre a semana anterior, de R$ 2 801 para R$ 2,835 o litro. No período de um mês, os preços do combustível dispararam 6,74% nos postos paulistas. A maior alta no preço do biocombustível na semana passada, de 8,49%, foi em Goiás. A maior queda semanal, de 10,70%, ocorreu no Distrito Federal. Além de São Paulo, no período de um mês os preços do etanol avançaram em 15 Estados e no Distrito Federal. O destaque de alta mensal foi Pernambuco, com 7,75% no período. Na média brasileira o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou alta de 4,52% na comparação mensal. O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,199 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,947 o litro, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso tem o menor preço médio estadual, de R$ 2,710 o litro, e o maior preço médio ocorreu também no Rio Grande do Sul, de R$ 4 043 o litro.

Estadão

11 de junho de 2018, 12:38

ECONOMIA BNDES deve seguir vendendo participação em empresas maduras, diz Dyogo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) disse nesta segunda-feira, 11, que a instituição continuará vendendo participação em empresas maduras para concentrar sua atuação no apoio a empresas nascentes. Em seminário sobre mercado de capitais promovido pelo BNDES e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ele afirmou que o resultado das participações do banco em empresas tem sido muito satisfatório e que a gestão da carteira do banco tem sido positiva e trazido bons resultados para o país. Ele citou como exemplo a valorização da participação do banco na Eletropaulo de mais de 200%. Dyogo, no entanto, reforçou que a participação do BNDES em empresas tem que ser temporária. “O papel do banco é fazer com que empresas brasileiras se desenvolvam e tragam benefícios positivos para o país”, completou. Ele ressaltou, no entanto, que a participação em empresas é um negócio de risco e que sempre haverá investimentos que não darão retorno. “Uma empresa que dá certo justifica todo o investimento e esforço porque ela será uma dessas empresas gigantes que temos hoje”, ponderou, ressalvando que não convém comparar os resultados do banco enquanto acionista de empresas com os obtidos com financiamentos.O presidente do BNDES disse ainda que tem enfatizado em sua gestão o desenvolvimento do mercado de capitais que, para ele, é o caminho natural para o desenvolvimento da infraestrutura em um momento de restrição fiscal. “Com a falta de reformas, sofreremos uma situação que inviabiliza investimentos do governo”, completou. No evento, Dyogo Oliveira fez um panorama histórico do desenvolvimento do mercado de capitais e disse que há hoje um processo de reintegração entre este mercado e o bancário. Ele ressaltou que instituições públicas como o próprio BNDES e a Caixa não podem deixar de ter instrumentos do mercado de capitais. “Não adianta querer emprestar dinheiro para empresas que está nascendo, elas não tem capacidade de tomar dívida”, exemplificou.

Estadão

11 de junho de 2018, 12:01

ECONOMIA Intenção de compras para a Copa cai pela metade, diz CNC

Enquanto na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, 50,1% das famílias do país demonstraram interesse em comprar itens relacionados com o Mundial de futebol, este ano, com os jogos marcados para a Rússia e o Brasil passando por dificuldades políticas e econômicas, o percentual caiu para 24%. Os dados são da pesquisa que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje (11). O levantamento foi feito com 18 mil consumidores de todas as capitais do país e indica que os produtos mais procurados serão os alimentos e bebidas, com 9,9% de intenção de compra.Do total, 7,5% pretendem comprar peças de vestuário masculino, feminino e infantil, e 4,3% devem adquirir aparelhos de televisão. Em 2014, esses mesmos itens tiveram intenção de compra de 21,5%, 14,3% e 13,3%, respectivamente.O chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, disse que como a Copa é no exterior e as condições de consumo são menos favoráveis este ano, isso é decisivo para influenciar negativamente na intenção de compra das famílias.“Naturalmente, além do menor envolvimento da população com o próximo Mundial, as condições de consumo em 2018 ainda se encontram menos favoráveis do que há quatro anos. A despeito de o país já ter deixado para trás o processo recessivo, a recuperação da economia e do consumo segue lenta e sujeita a oscilações”, comentou. A CNC lembra que, no trimestre encerrado em abril de 2014, a taxa de desemprego no Brasil era de 7,1% da população economicamente ativa, contra os 12,9% de agora. E a taxa média de juros cobrada dos consumidores está em 55% ao ano, quando era de 47,9% antes do Mundial no Brasil.

Agência Brasil

11 de junho de 2018, 10:04

ECONOMIA Câmbio para fim de 2018 permanece em R$ 3,50, projeta Focus

O relatório de mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 11, pelo Banco Central (BC), mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2018 e 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,50, ante os R$ 3,40 verificados há um mês. Já o câmbio médio no ano passou de R$ 3,49 para R$ 3,53, ante R$ 3,40 de um mês atrás. Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano permaneceu em R$ 3,50, ante R$ 3,40 de quatro pesquisas atrás. Já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,45 para R$ 3,48, ante R$ 3,40 de um mês atrás.Na última quinta-feira, dia 7, o presidente do BC, Ilan Goldfajn anunciou oferta de US$ 20 bilhões em swaps até o fim desta semana. Além disso, afirmou que há espaço para fazer leilões de swap e que a posição do BC neste derivativo pode até mesmo superar o visto no passado (US$ 115 bilhões). Goldfajn também indicou que o Banco Central poderá realizar leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) e até vender moeda à vista, se necessário.

Estadão

11 de junho de 2018, 09:50

ECONOMIA Impasse entre governo e Petrobras no pré-sal traz disputa por R$ 6,5 bi

Apontada como uma das grandes prioridades do governo federal para este ano, a revisão do contrato que transferiu à Petrobras o direito de explorar, sem necessidade de licitação, 5 bilhões de barris em seis áreas do pré-sal da Bacia de Santos – operação que ficou conhecida como cessão onerosa – travou na questão de o pagamento de todas obrigações estar atrelado à moeda norte-americana. O acordo é pré-requisito para o megaleilão do pré-sal, que pode arrecadar até R$ 100 bilhões, pela estimativa do governo. Segundo cálculos preliminares, somente no caso das dívidas tributárias da Petrobras com a União, a diferença em utilizar dólar ou real seria de R$ 6,5 bilhões.”Só resta superar a divergência em torno da moeda de referência” confirmou o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, sem entrar em detalhes. O MME, o Ministério da Fazenda e a Advocacia Geral da União tentam resolver o impasse. O ministro admite que as negociações estão, “no momento, em ritmo mais lento”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicou que o total de reservas de petróleo nos seis blocos da cessão onerosa deve atingir 17 bilhões de barris. Além dos 5 bilhões já em exploração pela Petrobras, outros 2 bilhões de barris seriam repassados pela União à empresa no encontro de contas. Os 10 bilhões de barris restantes seriam ofertados à iniciativa privada no leilão que o governo tenta fazer ainda na gestão de Michel Temer.A reportagem apurou que, em relação à parte do pagamento da União à Petrobras, o entendimento está avançado. O repasse à empresa dos barris adicionais tem cotação em dólar. No mercado internacional, o barril de petróleo está em queda, mas a cotação internacional serve apenas como referência. No acordo celebrado em 2010, por exemplo, o preço do barril variava em cada campo, indo de US$ 5,82 a US$ 9,04. Já a taxa de câmbio usada na época foi R$ 1,7588 para cada dólar.A Petrobras, por sua vez, será tributada sobre todos os ativos. O governo quer que essa dívida também seja atrelada ao dólar, com conversão feita no momento do pagamento do tributo, outro entrave. O ex-presidente da estatal, Pedro Parente, vinha tentando fechar um acordo desde que assumiu o cargo, em 2016. As conversas evoluíram a ponto de o executivo declarar, há dois meses, que estavam bem perto do entendimento. Pela Petrobras, a questão será agora negociada com Ivan Monteiro, que substituiu Parente na presidência da empresa, onde é também diretor financeiro.Segundo fontes que acompanham o impasse, a Petrobras alega que a legislação brasileira não prevê tributação em moeda estrangeira e, com o argumento de que a lei se sobrepõe aos acordos, propôs que a dívida seja fixada em reais. Procurada, a Petrobras diz que não comenta negociações em curso.A equipe econômica estuda um mecanismo para pagar à Petrobras sua parte na revisão do contrato sem passar pelo teto de gasto – o limitador de despesas da União atrelado à variação da inflação. O problema para o governo é registrar no Orçamento a despesa do pagamento devido à restrição do teto, que impõe um limite fixo de despesas no ano. Como os valores são muito elevados, o registro do pagamento tomaria o espaço de outras despesas, exigindo novos cortes em outras áreas. Um dos mecanismos em análise é considerar o pagamento como dívida existente e registrá-la como gasto financeiro, que não entra na conta. Alguns integrantes da área econômica avaliam que é possível enquadrar a revisão nos moldes do que acontece numa concessão, por exemplo as de rodovias. No caso da Petrobras, a solução poderá ser autorização para um volume maior de extração de óleo – uma negociação que não passaria pelo Orçamento, mas que exigiria mudança legal. A possibilidade de dividir o pagamento em três parcelas também está em análise. O pagamento à Petrobras “por fora” do Orçamento não é bem visto por um grupo grande de técnicos do Ministério da Fazenda que veem nesse modelo uma tentativa de “contabilidade criativa”.

11 de junho de 2018, 09:36

ECONOMIA Mercado vê PIB abaixo de 2% inflação maior para 2018

O mercado financeiro reduziu suas projeções de crescimento da economia em 2018 e 2019. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 2,18% para 1,94% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,51%. Para 2019, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 3,00% para 2,80%, ante 3,00% de quatro semanas atrás. Em 30 de maio, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve alta de 1,2%. A projeção atual do BC, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o PIB em 2018. O Ministério da Fazenda trabalha com um porcentual de 2,5%. No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,80% para elevação de 3,51%. Há um mês, estava em 3,80%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 3,50% para 3,20%, ante os 3,50% verificados quatro semanas antes. Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação de 2018 e 2019. A mediana para o IPCA este ano foi de 3,65% para 3,82%. Há um mês, estava em 3,45%. Já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,01% para 4,07%. Quatro semanas atrás, estava em 4,00%. A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus foi de 3,24% para 3,63%. Para 2019, a estimativa do Top 5 subiu de 3,75% para 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,16% e 3,80%, respectivamente. Na última sexta-feira, o IBGE havia informado que o IPCA subiu 0,40% em maio. No acumulado do ano, o índice de preços avançou 1,33%. Também com influência sobre as projeções de inflação do mercado, o dólar à vista acumula alta de 11,75% em 2018. Na última sexta-feira, porém, a moeda americana registrou queda de 5,35%, após as atuações do Banco Central.

Estadão

11 de junho de 2018, 08:01

ECONOMIA PIB do Brasil pode ficar patinando em 1,3%

Foto: Divulgação

Planejamento estratégico de longo prazo do governo revela que o crescimento da economia brasileira ficará abaixo de seu potencial e vai patinar em 1,3% ao ano, a partir de 2021 até 2031, se a trajetória atual das contas do governo permanecer inalterada e nenhuma nova reforma fiscal for aprovada.O ritmo de alta da atividade econômica desacelera nos próximos três anos – 3% em 2019 para 1,3% depois de 2021 – devido à falta de solução para o rombo das contas públicas, o que pode levar ao aumento da rigidez orçamentária da União. Nesse cenário, o déficit fiscal só começaria a ser revertido em sete anos, em 2025, após 11 anos no vermelho.As previsões, às quais a reportagem teve acesso, serviram de base para a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (2020-2031), que entra em audiência pública nesta segunda-feira (11).A elaboração do plano é uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) e marca uma mudança na forma do governo definir suas prioridades de atuação, trocando o curto prazo por metas de médio e longo prazos. Projeto em tramitação no Congresso exige a elaboração do plano de longo prazo.O documento foi elaborado com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, que prevê alta do PIB de 3% (2019), 2,4% (2020) e 2,3% (2021 a 2031). Esse último, o crescimento potencial do País estimado pelo governo.Mas a alta média do PIB pode ser maior e chegar a 3,9% se, além das reformas fiscais, outras medidas microeconômicas forem aprovadas, dando gás à atividade econômica. A melhoria das contas públicas seria também mais rápida com as contas indo para o azul já em 2021 e a dívida recuando para 34% do PIB.

Estadão

11 de junho de 2018, 07:10

ECONOMIA Impasse entre governo e Petrobrás no pré-sal envolve disputa por R$ 6,5 bi

Foto: Agência Petrobrás

Plataforma de petróleo FPSO Cidade de Ilhabela, no pré-sal da Bacia de Santos

Apontada como uma das grandes prioridades do governo federal para este ano, a revisão do contrato que transferiu à Petrobrás o direito de explorar, sem necessidade de licitação, 5 bilhões de barris em seis áreas do pré-sal da Bacia de Santos – operação que ficou conhecida como cessão onerosa – travou na questão de o pagamento de todas obrigações estar atrelado à moeda norte-americana. O acordo é pré-requisito para o megaleilão do pré-sal, que pode arrecadar até US$ 100 bilhões, pela estimativa do governo. Segundo cálculos preliminares, somente no caso das dívidas tributárias da Petrobrás com a União a diferença em utilizar dólar ou real seria de R$ 6,5 bilhões. “Só resta superar a divergência em torno da moeda de referência”, confirmou ao Broadcast o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, sem entrar em detalhes. O MME, o Ministério da Fazenda e a Advocacia Geral da União tentam resolver o impasse. O ministro admite que as negociações estão, “no momento, em ritmo mais lento”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicou que o total de reservas de petróleo nos seis blocos da cessão onerosa deve atingir 17 bilhões de barris. Além dos 5 bilhões já em exploração pela Petrobrás, outros 2 bilhões de barris seriam repassados pela União à empresa no encontro de contas. Os 10 bilhões de barris restantes seriam ofertados à iniciativa privada no leilão que o governo tenta fazer ainda na gestão de Michel Temer. O Broadcast apurou que, em relação à parte do pagamento da União à Petrobrás, o entendimento está avançado. O repasse à empresa dos barris adicionais tem cotação em dólar. No mercado internacional, o barril de petróleo está em queda, mas a cotação internacional serve apenas como referência. No acordo celebrado em 2010, por exemplo, o preço do barril variava em cada campo, indo de US$ 5,82 a US$ 9,04. Já a taxa de câmbio usada na época foi R$ 1,7588 para cada dólar. A Petrobrás, por sua vez, será tributada sobre todos os ativos. O governo quer que essa dívida também seja atrelada ao dólar, com conversão feita no momento do pagamento do tributo, outro entrave. O ex-presidente da estatal, Pedro Parente, vinha tentando fechar um acordo desde que assumiu o cargo, em 2016. As conversas evoluíram a ponto de o executivo declarar, há dois meses, que estavam bem perto do entendimento. Pela Petrobrás, a questão será agora negociada com Ivan Monteiro, que substituiu Parente na presidência da empresa, onde é também diretor financeiro. Segundo fontes que acompanham o impasse, a Petrobrás alega que a legislação brasileira não prevê tributação em moeda estrangeira e, com o argumento de que a lei se sobrepõe aos acordos, propôs que a dívida seja fixada em reais. Procurada, a Petrobrás diz que não comenta negociações em curso.

Estadão

10 de junho de 2018, 16:52

ECONOMIA Nova pesquisa Datafolha não ameniza volatilidade dos mercados

O cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, acredita que a nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência, divulgada nesta madrugada, trouxe um cenário ainda carregado de incertezas e não deve aliviar a volatilidade do mercado. A indefinição sobre o próximo líder do Planalto foi um dos fatores que geraram turbulências entre os ativos domésticos na última semana e “a tendência é de que o quadro eleitoral não apresente nenhuma saída neste semestre”, avalia o especialista. Recentemente, o Tesouro Nacional e o Banco Central precisaram reforçar suas atuações para conter o mercado de títulos e o câmbio. O dólar à vista chegou a subir mais de 2%, fechando a R$ 3,9146 na quinta-feira (7), o maior valor desde 1º de março de 2016, quando bateu em R$ 3,94. No mesmo pregão, o índice Ibovespa atingiu o auge do nervosismo e chegou a tombar 6,51%, oscilando no patamar dos 71 mil pontos. O volume de negócios do dia somou R$ 20 bilhões, bem acima da média, e configurou mais uma evidência do movimento de fuga do risco. “As oscilações da semana passada também tiveram como motor a percepção de que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) estaria melhor nas intenções de voto para a Presidência”, explica Cortez. Já no Datafolha, o deputado estaria em terceiro lugar no cenário com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na segunda posição ante a hipótese de ausência do petista, atrás dos brancos e nulos. No segundo turno, o destaque da pesquisa foi para Marina Silva (Rede). O crescimento do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em enquetes que circularam nas mesas de operações também foi um fator atrelado às recentes oscilações dos ativos. Na análise do especialista da Tendências, o crescimento do pedetista nas intenções de voto está condicionado ao apoio do PT. “O partido está adotando uma estratégia que tem risco elevado, de manter as apostas em Lula, mas para o mercado ainda há uma expectativa de que os petistas declarem apoio ao Ciro como o candidato da esquerda”, comenta Cortez. Desta forma, enquanto o PT estiver indefinido, Ciro segue como um ameaça para a precificação dos ativos.

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2018, 10:45

ECONOMIA Com incerteza eleitoral, mercado prevê mais tensão e economia quase parada

As últimas semanas têm sido de turbulência atrás de turbulência no Brasil. Mal saiu de uma greve de caminhoneiros que provocou uma grave crise de abastecimento e colocou as cidades à beira do caos, o País viu uma espécie de pânico tomar conta dos mercados financeiros, com o dólar atingindo patamar próximo de R$ 4 e a Bolsa chegando a desabar 6,5% na tarde de quinta-feira. A quatro meses das eleições, o mercado financeiro parece se dar conta de que o cenário para 2018 é muito mais complicado do que se imaginava. A reforma da Previdência não veio. A recuperação econômica que se esperava não ocorreu. O desemprego não caiu. O quadro externo, no qual sobrava dinheiro para se aplicar mundo afora, começou a mudar com a perspectiva de alta maior dos juros nos Estados Unidos e uma ameaça constante de guerra comercial capitaneada pelo presidente americano, Donald Trump. Para a economia, o que se pinta agora é um quadro de crescimento bem menor, já beirando uma estagnação. Na sexta-feira, mais uma série de bancos reviu, para baixo, suas projeções para o PIB deste ano. O Bradesco reduziu sua previsão de 2,5% para 1,5%; o Itaú Unibanco, de 2% para 1,7%; o Bank of America Merrill Lynch, de 2,1% para 1,5%. Mas já há quem fale em apenas 1% – o mesmo crescimento de 2017, após queda de 7,2% no biênio 2015 e 2016. O que a maior parte dos analistas acreditava e defendia no início do ano era que todo o processo vivido nos últimos tempos, com uma profunda recessão, tinha deixado claro para a população que, sem reformas estruturais, como a da Previdência, o Brasil iria à bancarrota. E que, fosse qual fosse o presidente eleito, não se poderia fugir da necessidade dessas reformas. A greve dos caminhoneiros mostrou que a realidade é diferente. Os motoristas foram atrás de subsídios para baratear o preço do óleo diesel e tiveram amplo apoio da população. Para os analistas, ficou claro que o discurso liberal ainda encontra forte resistência. “Há um contraste cruel entre o que o mercado idealizou e a realidade crua da política brasileira”, diz Paulo Leme, presidente do conselho de administração da Vinland Capital Management. O risco que o mercado passou a temer, portanto, é a ascensão de uma candidatura populista – que significaria, nesse caso, mais intervenção estatal na economia, mais subsídios, menos privatizações. A dificuldade de avanço nas pesquisas de Geraldo Alckmin (PSDB), mais identificado com as reformas, e o fortalecimento de Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), de perfis mais intervencionistas, têm provocado desalento entre investidores, como mostra levantamento feito pelo Estado com instituições financeiras. E ninguém tem dúvidas de que a forte volatilidade financeira que o País vive a deve perdurar por um bom tempo.

Estadão Conteúdo

9 de junho de 2018, 07:12

ECONOMIA Em meio à turbulência, Bolsa tem saída recorde de capital estrangeiro

A Bolsa brasileira nunca viu uma saída tão grande de capital estrangeiro em tão pouco tempo, um claro reflexo da turbulência econômica e política que o País atravessa. Em maio, deixaram a B3 R$ 8,43 bilhões, um número recorde – superando os R$ 7,62 bilhões de julho de 2008, no auge da crise do subprime nos Estados Unidos. Neste mês, apenas nos quatro primeiros pregões, saíram mais R$ 2 bilhões. No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 6,06 bilhões – em 2017, houve uma entrada recorde de R$ 14 bilhões. Essa “fuga” teve início em fevereiro, quando se tornaram mais claros os sinais de que os EUA iriam subir mais os juros que o inicialmente previsto – o que torna os títulos americanos mais atrativos para os investidores, prejudicando principalmente os países emergentes. Mas há no Brasil um ingrediente extra: um cenário eleitoral completamente indefinido, com o mercado cada vez mais temeroso de um segundo turno sem nenhum candidato de centro. Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, os emergentes como um todo têm sofrido com a virada do humor com relação aos juros nos EUA e também com a ameaça de uma guerra comercial liderada pelo presidente americano, Donald Trump, contra a China. Mas, no Brasil, a questão política pesa cada vez mais. “Na cena doméstica, do ponto de vista político, existe a percepção de que muito do que foi ‘conseguido’ pelo governo de Michel Temer não está andando muito bem. Desde a questão fiscal, que está absolutamente descontrolada, a questões pontuais que mostraram fragilidade, como a situação envolvendo a Petrobrás”, disse, referindo-se à greve dos caminhoneiros, que teve como um dos efeitos a saída do presidente da estatal, Pedro Parente.

Estadão

8 de junho de 2018, 19:17

ECONOMIA Com maior recuo em quase 10 anos, dólar cai 5,35% e fecha em R$ 3,70

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar fechou o pregão desta sexta-feira, 08, em forte queda, de 5,35%

Depois de escalar a R$ 3,96 e fechar cotado a R$ 3,91 na quinta-feira, o dólar fechou o pregão desta sexta-feira, 08, em forte queda, de 5,35%, cotado a R$ 3,70. O recuo foi o maior desde o dia 24 de novembro de 2008, quando o dólar caiu 5,52% em um único dia. O movimento é uma reação à oferta adicional de US$ 20 bilhões ao mercado pelo Banco Central (BC) e também à firme disposição da autoridade monetária de conter a volatilidade no mercado, que nesta ontem fechou na maior cotação em mais de dois anos. A Bolsa seguiu em desvalorização e fechou em baixa de 1,23%, aos 72.942,07 pontos. A estratégia do Banco Central para acalmar o mercado de câmbio deu certo e o dólar fechou em forte queda nesta sexta-feira, de 5,35%, a maior desde 24 de novembro de 2008, ou seja, em meio à crise financeira mundial, período em que a autoridade monetária também atuou forte para conter a pressão no real. Depois de encostar em quase R$ 4,00 ontem, o maior nível em mais de dois anos, a moeda norte-americana terminou o dia em R$ 3,7050 e zerou as perdas do mês. Na semana, a divisa recuou 1,48%. Mas a trégua desta sexta-feira pode não ser duradoura e especialistas em câmbio alertam que o nervosismo pode voltar na semana que vem, que tem dois eventos importantes: a nova pesquisa eleitoral do Datafolha, que será publicada domingo, e a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que começa na terça-feira, 12. O dólar já abriu a sexta-feira em queda e seguiu assim o dia todo, refletindo a entrevista dada na noite de ontem pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, que voltou a falar hoje em evento em São Paulo. Na entrevista, ele anunciou que a instituição vai colocar mais US$ 24 bilhões no mercado de câmbio até o final da semana que vem por meio de contratos de swap. Além disso, desmentiu boatos de que deixaria o BC ou que haveria uma reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom), além de descartar alta de juros para segurar o real. Hoje, o BC realizou o primeiro leilão extraordinário e injetou ao todo US$ 3,75 bilhões no mercado. “O BC mandou recado muito forte ao mercado. Ilan prometeu ontem e cumpriu hoje”, disse o superintendente de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes da Silva. Para ele, depois do silêncio nos últimos dias, o presidente da autoridade monetária mostrou “ação firme” e conseguiu, com isso, desmontar posições defensivas que os agentes estavam fazendo até quinta-feira. Com isso, aumentou a pressão vendedora do dólar. Na máxima do dia, o dólar encostou em R$ 3,86 e na mínima em R$ 3,69 – uma diferença de 17 centavos. Apesar da queda hoje do dólar, o analista da Correparti ressalta que a tensão vista nos últimos dias no mercado pode continuar. Mesmo com o discurso do BC, que só nesta semana injetou US$ 10 bilhões em dinheiro novo no mercado, o pano de fundo do cenário no Brasil não mudou. Na economia, bancos voltaram a rebaixar projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano. Só hoje, Itaú Unibanco, Bradesco e Bank of America Merrill Lynch anunciaram novos cortes. No caso do Bofa, a previsão caiu de 2,1% para 1,5%. No ambiente político, a incerteza sobre as eleições segue elevada e a pesquisa do Datafolha pode contribuir para amplificar o nervosismo caso mostre, por exemplo, que Ciro Gomes e Jair Bolsonaro ganharam pontos no levantamento. Para o diretor de um banco estrangeiro, o que ajudaria a retirar a pressão no dólar seria se o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ganhasse força na pesquisa, o que por enquanto parece improvável. Um dos temores do mercado com Bolsonaro, disse este diretor, é que, se ele ganhar, vai ser difícil conseguir apoio no Congresso para aprovar medidas de governo. “É preciso alguém com capital político forte”, afirmou.

Estadão Conteúdo

8 de junho de 2018, 17:16

ECONOMIA Produção industrial baiana cresceu 7% em abril

Foto: Divulgação

Polo Industrial de Camaçari

De acordo com informações da Pesquisa Industrial Mensal, analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, em abril de 2018, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, aumentou 7,0% frente ao mês imediatamente anterior, após haver recuado 4,5% em março de 2018. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 5,4%. No acumulado do ano, a indústria aumentou 2,3%, em relação ao mesmo período anterior. O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, apresentou acréscimo de 1,5% frente ao mesmo período anterior, resultado acima do observado em março último, quando registrou variação de 0,4%. No confronto de abril de 2018 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou crescimento de 5,4%, com sete das doze atividades pesquisadas assinalando aumento da produção. O setor de Veículos (39,2%) apresentou a principal influência positiva no período, explicada, especialmente, pela maior fabricação de automóveis. Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos químicos (3,9%), Produtos alimentícios (6,3%) e Bebidas (28,1%). A explicação para esses resultados está relacionada à maior produção de polietileno de alta densidade (PEAD), misturas de alquilbenzenos ou de alquilnaftalenos e etileno não-saturado, no caso do primeiro segmento; de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, resíduos da extração de soja e óleo de soja refinado, no segundo segmento; e de cervejas e chope e refrigerantes, no último. O setor de Derivados do petróleo (-2,4%) apresentou a principal influência negativa no período, explicada pela menor produção de óleos combustíveis e naftas para petroquímica. Outros setores que apresentaram queda no período foram: Celulose, papel e produtos de papel (-7,0%), Extrativa (-5,5%) e Borracha e material plástico (-2,8%). No primeiro quadrimestre de 2018, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana obteve acréscimo de 2,3%. Seis dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Veículos com expansão de 27,9%, impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de automóveis. É importante ressaltar os resultados positivos assinalados por Produtos alimentícios (13,0%) e Bebidas (16,9%). Negativamente, destacaram-se os segmentos de Produtos químicos (-7,1%), impulsionado, em grande parte, pela menor fabricação de propeno não saturado, etileno não saturado e benzeno; e Derivados do petróleo (-4,9%), influenciado, principalmente, pela menor produção de óleos combustíveis e naftas para petroquímicas. No acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana foi de 1,5%. Cinco dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Veículos, que teve aumento de 31,9%. Importante ressaltar também os resultados positivos assinalados por Produtos alimentícios (7,4%) e Extrativas (7,1%).

8 de junho de 2018, 16:36

ECONOMIA Empresas captam R$ 8,2 bi em maio, diz Anbima; queda é de 69% ante abril

As companhias brasileiras captaram em maio R$ 8,2 bilhões a partir de 26 operações realizadas no mercado de capitais doméstico, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em relação a abril, quando as captações somaram R$ 26,3 bilhões, houve queda de 69%. Nos primeiros cinco meses do ano, o acumulado é de R$ 73,4 bilhões, o que representa avanço de 40% sobre o mesmo período de 2017. Houve, por outro lado, queda no número de operações no período, para 213, ante 251 entre janeiro e maio do ano passado. Em nota encaminhada pela associação, o diretor da Anbima, José Eduardo Laloni, afirmou que o cenário de maior volatilidade dos indicadores financeiros em maio contribuiu para uma aversão dos investidores ao risco. “Isso se refletiu em resultados mais tímidos do mercado no período”, disse Laloni. Do total deste ano, R$ 60,5 bilhões foram movimentados por instrumentos de renda fixa, com destaque para as debêntures: R$ 45,6 bilhões (contra R$ 21,8 bilhões de janeiro a maio de 2017), a partir de 82 emissões. Entre essas operações, os investidores institucionais detêm participação de 66%. “Desde o ano passado, com a queda e manutenção da Selic em um dígito, esses agentes têm demonstrado maior apetite pelas debêntures”, afirmou Laloni. Na renda variável, as emissões chegam a R$ 6,9 bilhões em 2018, contra R$ 13,1 bilhões nos primeiros cinco meses do ano passado. Já o volume levantado pelos fundos imobiliários quase dobra, passando de R$ 3,1 bilhões para R$ 6 bilhões. As captações das empresas brasileiras no mercado externo acumulam R$ 38,9 bilhões de janeiro a maio deste ano, em patamar inferior ao registrado no mesmo período em 2017 (R$ 53,3 bilhões). As emissões foram realizadas exclusivamente por ativos de renda fixa.

Estadão Conteudo