14 de março de 2019, 10:44

ECONOMIA Déficit de contas públicas deve ficar em R$ 98,17 bilhão neste ano

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central – formado pelo Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central – passou de R$ 99,560 bilhões para R$ 98,175 bilhões em 2019. A estimativa segue abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo, de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia todos os meses, com base em informações do mercado financeiro. Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é de déficit de R$ 68,405 bilhões, contra R$ 65,462 bilhões previstos em fevereiro. A meta de déficit primário para o próximo ano é R$ 110 bilhões. A previsão das instituições financeiras para as despesas passou de R$ 1,423 trilhão para R$ 1,419 trilhão, neste ano, e de R$ 1,482 trilhão para R$ 1,483 trilhão, em 2020. A estimativa de receita líquida do Governo Central permaneceu em R$ 1,322 trilhão em 2019, e passou de R$ 1,417 trilhão para R$ 1,420 trilhão no próximo ano. A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 78% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) neste ano. Essa previsão é a mesma do mês passado. Para 2020, a estimativa ficou em 79,24% do PIB, ante 79,30% previstos em fevereiro.

Agência Brasil

14 de março de 2019, 09:58

ECONOMIA Último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje

O último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado hoje (14). A data marca o início do pagamento do nono lote do benefício, destinado a trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho e servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. A estimativa do Ministério da Economia é que R$ 3,1 bilhões sejam destinados a 3,9 milhões de pessoas. O prazo final para o saque de todos aqueles que têm direito ao Abono 2017 é 28 de junho. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), tiveram os valores depositados em suas contas na última terça-feira (12). A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07. Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01. Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Agência Brasil

14 de março de 2019, 07:42

ECONOMIA Governadores têm resistência à PEC que libera Orçamento

Foto: Estadão

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB)

O plano de patrocinar uma mudança na Constituição para acabar com as amarras do Orçamento encontra resistência entre governadores. Alguns indicam que a medida não ajudará a resolver o aperto nas contas e que não é o melhor momento para trazê-la ao debate. Outros se manifestam contra a ideia de modificar as atuais regras que garantem uma parcela mínima para gastos com saúde e educação. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ao Estado, no último domingo, que a intenção do governo era uma tramitação simultânea da PEC do pacto federativo – como ele batizou a proposta que tira as amarras do Orçamento – e da reforma da Previdência. Para Guedes, a proposta teria apoio de governadores e dos prefeitos, o que aceleraria a tramitação no Senado. Por outro lado, a Câmara se sentiria pressionada a agilizar a votação das mudanças nas regras previdenciárias. Os governadores, porém, querem um pacote de ajuda instantânea, e a desvinculação do Orçamento só surtiria efeito no médio e longo prazos. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou em entrevista ao Estado, que o debate sobre o pacto federativo é “muito bem-vindo”, mas sinalizou receio de que o envio da proposta neste momento possa interferir nas negociações para a reforma da Previdência. “Ajudar não ajuda”, disse. “O ideal é concentrar toda força e atenção política na reforma da Previdência e, na sequência, ter o compromisso da base para aprovação do pacto federativo”. Segundo Doria, descentralizar os recursos é uma medida moderna, que permite agilidade na destinação do dinheiro “a quem mais precisa, a população carente”. O tucano demonstrou, contudo, reservas ao plano de desvinculação total apresentado por Guedes. Segundo ele, é preciso que haja regras, ou se inviabiliza uma boa ideia. “Não dá para fazer um pacto federativo e governadores gastarem como querem. Precisa haver regras que indiquem que saúde e educação devem fazer parte do pacto como prioridades”, disse.

Estadão

13 de março de 2019, 21:11

ECONOMIA Otimismo com a Previdência faz Bolsa bater recorde de pontos

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Ibovespa bate recorde de pontos

A avaliação dos investidores de que a aprovação da reforma da Previdência evolui sem percalços levou o Ibovespa a bater seu recorde de pontos. O índice de ações chegou a superar os 99 mil pontos e, apesar de não ter conseguido se sustentar nesse nível, terminou a quarta-feira, 13, com alta de 1,10%, aos 98.903,88 pontos, maior nível de fechamento. No mercado cambial, o dólar ante o real fechou com pequena desvalorização de 0,04%, aos R$ 3,8133, revertendo a alta que foi vista na primeira parte do dia, quando o mercado corrigia a queda de 1,80% dos três pregões anteriores. A quarta-feira foi marcada pelo compasso de espera da instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara (CCJ), ponto inicial da tramitação da reforma da Previdência. Pela manhã, o Ibovespa chegou a cair até 0,37% (97.464 pontos), dando continuidade à realização de lucros da véspera. O movimento de correção não demorou a ser absorvido, com a ação de investidores em busca de se antecipar a notícias positivas do cenário doméstico. “A sensação de que as coisas estão acontecendo conforme o previsto reduziu o comportamento defensivo do mercado, que passou a aceitar assumir maior risco”, disse Rafael Bevilacqua, estrategista da Levante Ideias de Investimento. Uma vez instalada a CCJ sem contratempos, Bevilacqua acredita que o índice pode colocar os 100 mil pontos em teste já no pregão desta quinta-feira. O movimento de alta no mercado de ações brasileiro ganhou força após a notícia de que o Ministério da Defesa mandaria ao Ministério da Economia o projeto que altera a aposentadoria dos militares. A informação foi publicada pela jornalista Julia Dualibi no G1. A leitura dos investidores foi de que o assunto está andando e que, portanto, não deve atrasar a tramitação da proposta da Previdência, depois que os deputados haviam sinalizado que começariam a analisá-la apenas depois de receber o texto referente aos militares. A alta do Ibovespa foi garantida principalmente pelos papéis do setor financeiro, que respondem por cerca de 30% da composição do índice. Nesse grupo, destaque para Itaú Unibanco PN (+1,08%). Com o petróleo em alta no exterior e a melhora do apetite pelo “kit Brasil”, as ações da Petrobrás avançaram com força. Os papéis ON, preferidos dos investidores estrangeiros, subiram 2,69%, enquanto os preferenciais, mais negociados, avançaram 2,18%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta ficou com CSN ON, que disparou 9,32%. Parte da alta foi atribuída à notícia divulgada pelo Broadcast de que a companhia pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a prorrogação do prazo dado para a empresa vender ações da Usiminas. Na ponta negativa ficaram as ações do setor varejistas, como Via Varejo ON (-4,55%) e B2W ON (-3,38%), penalizadas pelo dado fraco da produção industrial. No exterior, o Parlamento do Reino Unido aprovou o projeto que rejeita a possibilidade de um Brexit sem acordo no dia 29 de março, o que aumenta a chance de um pedido de extensão de diálogo, a ser votado amanhã. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou voos dos modelos da Boeing que passaram a ser investigados após o acidente do domingo na Etiópia. A ação da companhia chegou a cair mais de 3%, mas o recuo perdeu força e o Dow Jones, que renovou mínimas após a informação, terminou em alta de mais de 0,50% junto com os demais índices de ações norte-americanos. O otimismo com a reforma da Previdência pôs os juros futuros em suas mínimas históricas, com os agentes voltando a embutir nos preços a possibilidade de corte da Selic ainda neste ano. Os prêmios experimentaram queda consistente desde o começo do dia, depois que a retração da produção industrial, de 0,80% em janeiro, superou a mediana das projeções e reforçou a percepção de que a atividade pode continuar em ritmo lento, o que abriu espaço para apostas em afrouxamento monetário ainda neste ano.

Estadão Conteúdo

13 de março de 2019, 10:28

ECONOMIA Petrobras mantém inalterado preço médio da gasolina nas refinarias nesta quinta

A Petrobras manteve sem alteração o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta quinta-feira, dia 14, em R$ 1,77. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1871, conforme tabela disponível no site da empresa. Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar no qual ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”. Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

Agência Brasil

13 de março de 2019, 07:05

ECONOMIA Economia quer defesa mais firme da reforma

Com emendas liberadas e cargos sendo preenchidos, o Ministério da Economia quer obrigar os parlamentares governistas a sair do armário numa defesa mais enfática da Nova Previdência. Em reunião recente, um dos auxiliares de Rogério Marinho lembrou que quem é contra as mudanças malha a proposta todos os dias, enquanto quem é a favor só abre a boca de vez em quando, mesmo assim fala em tese e sempre faz ressalvas. Para a equipe econômica, deputados e senadores precisam agora virar soldados da causa em vez de só beliscarem nacos do poder central. Quem colheu impressões do ex-presidente FHC sobre a entrevista de Paulo Guedes ao Estado ouviu mais ou menos isto: o ministro fala de ex cathedra, tem boas ideias e intenções, mas ainda desconhece a realidade da política. A reunião de Paulo Guedes com líderes da Câmara para conversar sobre Previdência foi adiada para hoje. Deve ocorrer um almoço na residência oficial do presidente da Casa, Rodrigo Maia.

Estadão

12 de março de 2019, 09:48

ECONOMIA Inflação oficial fica em 0,43% em fevereiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa é superior ao 0,32% em janeiro, segundo dados divulgados hoje (12)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em fevereiro deste ano. A taxa é superior ao 0,32% em janeiro, segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA acumula taxas de 0,75% no ano e de 3,89% em 12 meses, de acordo com o IBGE. A inflação acumulada em 12 meses ficou pouco abaixo da meta da inflação do governo federal, que é 4,25%. A inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos alimentos, que tiveram inflação de 0,78% no mês, e pelos gastos com educação, que cresceram 3,56% no período. Entre os responsáveis pela alta de preços do grupo alimentação estão o feijão-carioca (51,58%), a batata-inglesa (25,21%), as hortaliças (12,13%) e o leite longa vida (2,41%). Os gastos com educação foram puxados pelos reajustes praticados no início do ano letivo. As mensalidades dos cursos regulares subiram, em média, 4,58% e foram o item individual que mais contribuiu para o resultado do IPCA em fevereiro. Também registraram inflação os grupos habitação (0,38%), artigos de residência (0,2%), saúde e cuidados pessoais (0,49%) e despesas pessoais (0,18%). Os custos com comunicação permaneceram estáveis em relação a janeiro. Por outro lado, registraram deflação (queda de preços) os grupos vestuário (0,33%) e transportes (0,34%).

Agência Brasil

11 de março de 2019, 13:30

ECONOMIA Plano de Guedes é recebido com reserva

Foto: Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes

A declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo articula um projeto para acabar com os gastos obrigatórios nos orçamentos federal, estaduais e municipais, deixando a definição dos gastos nas mãos dos políticos, foi recebida com reservas. Um líder de partido da base aliada chamou a proposta de “ilusão”, e cobrou gestos mais concretos do governo na direção de conseguir apoio à reforma da Previdência. Os líderes partidários também acham difícil o ministro sensibilizar os parlamentares com a sinalização de que dá para ceder no ponto mais polêmico da reforma da Previdência – o que muda as regras do benefício assistencial para idosos de baixa renda. O Congresso segue resistente a qualquer mudança no chamado BPC e pretende manter inalterado o modelo atual. Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no domingo, 10, Guedes defendeu que os políticos devem ter poder para controlar 100% do orçamento da União, Estados e municípios, em vez de discutir apenas uma fatia menor das despesas que contemple as emendas parlamentares. Mas, para um líder de partido aliado ao governo (que pediu anonimato), Guedes está “vendendo ilusão” ao dizer que dará prestígio ao Congresso com controle total sobre o Orçamento. Para ele, os parlamentares não embarcarão nessa ideia sem algo concreto. Na avaliação desse líder, o governo e a equipe econômica precisam deixar o discurso da campanha de lado e “fazer gestos” antes da reforma.

Estadão Conteúdo

11 de março de 2019, 12:18

ECONOMIA Produção de veículos cresceu 29,9% em fevereiro

Foto: Reuters

Em fevereiro, 168.577 veículos leves novos nacionais foram licenciados no país

Em fevereiro, a produção de veículos no país cresceu 29,9% na comparação com janeiro, e 20,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O dado foi divulgado hoje (11) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo a Anfavea, 257,2 mil veículos foram produzidos no país em fevereiro. Somando-se também os veículos leves importados, foram licenciados 190.273 veículos. Considerando-se o total de veículos (o que engloba veículos leves, caminhões e ônibus e incluindo também os importados) foram licenciados no país 198.641 veículos, queda de 0,6% em comparação a janeiro e aumento de 26,6% em comparação a fevereiro do ano passado.

Agência Brasil

11 de março de 2019, 11:13

ECONOMIA Receita libera consulta a lote residual de restituição de IR

A Receita Federal liberou a consulta ao lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referentes aos exercícios de 2008 a 2018. O crédito bancário das restituições residuais para 77.749 contribuintes será realizado no dia 15 de março, totalizando o valor de R$ 220 milhões. Desse total, mais de R$ 112,5 milhões são para contribuintes com preferência no recebimento: 2.709 idosos acima de 80 anos, 14.528 com idade entre 60 e 79 anos, 2.064 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 4.968 cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte pode contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Agência Brasil

11 de março de 2019, 10:10

ECONOMIA Azul assina acordo de US$105 mi para adquirir ativos da Avianca Brasil

A companhia aérea Azul informou nesta segunda-feira, 11, que assinou uma proposta não vinculante no valor de US$ 105 milhões (aproximadamente R$ 404 milhões) para a aquisição de certos ativos da Avianca Brasil por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI). O acordo é não-vinculante, como destaca a Azul em fato relevante, e a expectativa é que o processo de aquisição da UPI dure até três meses. De acordo com o documento divulgado ao mercado, a UPI incluirá ativos selecionados pela Azul como o certificado de operador aéreo da Avianca Brasil, 70 pares de slots e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320. “Destacamos que o acordo é não vinculante e que o processo de aquisição da UPI está sujeito à uma série de condições como a conclusão de um processo de diligência, a aprovação de órgãos reguladores e credores, assim como a conclusão do processo de Recuperação Judicial. A expectativa é que esse processo dure até três meses”, afirmou a Azul.

Estadão

11 de março de 2019, 09:32

ECONOMIA Mercado financeiro aumenta projeção de inflação e reduz alta do PIB

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), aumentaram levemente a estimativa para a inflação este ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,85% para 3,87%. Em relação a 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%. As projeções estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Com a finalidade de controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Agência Brasil

10 de março de 2019, 11:15

ECONOMIA Justiça do Trabalho tem ‘ajuda’ de R$ 1 bi da União para não estourar teto de gastos

Foto: Estadão

Justiça do Trabalho foi campeã no uso de recursos da União para se enquadrar às regras

A Justiça do Trabalho precisou de uma ajuda de quase R$ 1 bilhão do Poder Executivo no ano passado para cumprir o limite previsto pela política de teto de gastos – que estabelece que as despesas federais não podem subir acima da inflação. Com isso, no segundo ano de vigência da lei, o órgão foi o campeão no uso dos recursos da União para se enquadrar às regras. A emenda do teto, aprovada em 2016, concedeu três anos para que os órgãos da administração pública se ajustassem à nova dinâmica das despesas, permitindo que o Executivo cedesse até 0,25% de seu limite de gastos para compensar eventuais excessos. Esse instrumento foi criado para acomodar uma série de reajustes salariais que haviam sido aprovados meses antes e que estão sendo incorporados até hoje às remunerações dos servidores. O limite de gastos inicial da Justiça do Trabalho em 2018 era de R$ 17,495 bilhões, mas o gasto efetivo acabou ficando em R$ 18,48 bilhões, o que exigiu uma compensação da União de R$ 984,7 milhões.

Estadão

10 de março de 2019, 10:42

ECONOMIA Maior estouro do teto vem do Judiciário

Além da Justiça do Trabalho, outros cinco órgãos do Poder Judiciário precisaram de auxílio do Executivo para conseguirem cumprir a regra que limita o crescimento das despesas à inflação no ano passado. Ao todo, eles consumiram R$ 1,2 bilhão em gastos que originalmente poderiam ser destinados pelo governo a outras áreas, consideradas mais prioritárias. O Executivo cedeu R$ 2,104 bilhões de sua fatia dentro do teto de gastos para que os demais órgãos da União pudessem alocar suas despesas excedentes sem violar a regra. Mas nem tudo foi usado. Além dos quase R$ 1 bilhão destinados à Justiça do Trabalho, também recorreram à compensação a Justiça Federal (R$ 174,8 milhões), Ministério Público da União (R$ 51,2 milhões), Defensoria Pública (R$ 7,9 milhões), Justiça Militar (R$ 2,1 milhões) e STF (R$ 1,5 milhão). O excesso dos órgãos do Judiciário preocupa, já que eles ainda terão de incorporar neste ano o custo do reajuste de 16,38% nos salários dos juízes, aprovado em 2018 e que entrou em vigor em janeiro. Para técnicos da área econômica, esse é um motivo adicional para a urgência dos ajustes nas despesas desses órgãos.O Ministério da Economia minimizou o problema e disse que a compensação já foi considerada no planejamento dos órgãos e, por isso, só faria sentido em falar em descumprimento do limite caso não houvesse o espaço extra. Nos bastidores, porém, a equipe econômica vê o tema com apreensão e há a avaliação de que alguns órgãos não estão usando o período de três anos durante o qual a compensação é permitida para se enquadrar definitivamente ao teto. O ajuste é necessário porque os gastos com salários de servidores e benefícios de aposentados e pensionistas, justamente as mais significativas no orçamento desses órgãos, têm crescido acima da inflação, embalados por reajustes aprovados pelo Congresso Nacional nos últimos anos. Isso obriga o controle e até mesmo o corte das demais despesas.

Estadão

9 de março de 2019, 13:00

ECONOMIA Presidente reforça compromisso de asfaltar trecho da BR-163

Foto: Divulgação/Exército

Via estave fechada nos últimos dias em razão de fortes chuvas na região.

Um dia depois de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciar a liberação do tráfego de camimhões no trecho da BR-163, nos sentidos do Porto de Miritituba e de Santarém, no Pará, o presidente Jair Bolsonaro postou no Twitter trecho de um vídeo no qual o ministro garante a um grupo de caminhoneiros que até o ano que vem, o trecho estará asfaltado. “Essa rodovia foi aberta pelo General Geisel, e será concluída pelo Capitão Jair Bolsonaro ”, disse Tarcísio Gomes. A via estave fechada nos últimos dias em razão de fortes chuvas na região. Há, atualmente, dois trechos da rodovia que não estão asfaltados: um, de 51 quilômetros, que chega a Miritituba, e outro, de 58 quilômetros, que leva a Santarém. A BR-163 é uma das principais vias de acesso aos portos do chamado Arco Norte, usados para a exportação de soja e milho do país.

Agência Brasil