9 de janeiro de 2019, 12:41

ECONOMIA Índice da bolsa de valores bate novo recorde, acima de 93 mil pontos

O índice Bovespa subiu mais de 1% no final da manhã de hoje (9) e ultrapassou os 93 mil pontos. Com isso, o Ibovespa mantém a tendência de desempenho crescente registrada nos últimos dias e bate mais um recorde. O recorde anterior foi registrado ontem, com 92.031 pontos, alta de 0,36% em relação ao pregão anterior, segundo dados disponíveis no portal da Bovespa. Entre as ações mais negociadas, estavam da Petrobras e da Vale, com alta de mais de 2%. No caso da siderúrgica Usiminas, a valorização chegou perto dos 4%. Por volta das 13h, as maiores altas ficaram com a empresa de comércio eletrônico B2W Digital, formada por Americanas.com, Submarino e Shoptime, com 6,93%; a concessionária CCR Rodovias, com 5,72%; e a Cosan, do segmento de energia e infraestrutura, com valorização de 4,74%. Já o dólar opera em baixa, a R$ 3,68. Ontem (8), o dólar comercial fechou em queda de 0,48%, cotado a R$ 3,7153.

Agência Brasil

8 de janeiro de 2019, 19:35

ECONOMIA Otimismo com reforma da Previdência leva Bolsa a recorde de 92 mil pontos

Foto: Amauri Nehn/PAgos

Bolsa de Valores

As sinalizações de que as conversas sobre a reforma da Previdência estão prosseguindo dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro deram ânimo aos ativos brasileiros. Já na reta final do pregão, após o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ter afirmado que a proposta de reforma deve ser apresentada a Bolsonaro na próxima semana, o Ibovespa, que passou o dia sem direção única, ganhou fôlego suficiente para renovar recorde nominal de fechamento e acima dos 92 mil pontos. O principal índice de ações do País encerrou em alta de 0,36%, aos 92.031,86 pontos. As perspectivas positivas sobre o andamento da reforma também contribuíram para que o real tivesse o melhor desempenho perante o dólar entre as 24 principais divisas globais. A moeda americana encerrou em queda de 0,47%, a R$ 3,7174, no menor valor em pouco mais de dois meses. O movimento foi na contramão de outras divisas emergentes e desenvolvidas, que se desvalorizaram ante o dólar. Ainda sobre a Previdência, técnicos do Ministério da Economia e da Casa Civil se reuniram à tarde para tratar dos detalhes da proposta. Segundo Onyx, as equipes técnicas apresentariam suas defesas em torno das regras de aposentadoria. O interesse do governo em privatizar a Eletrobrás levou as ações ordinárias da companhia a subirem 5% nesta terça-feira. Desta vez, a indicação de venda da estatal veio do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, que reafirmou que o assunto continua em discussão. A maior alta do Ibovespa, no entanto, foi de BRF, que subiu mais de 6% à espera de novidades sobre as tratativas comerciais entre Estados Unidos e China. Entre as quedas estiveram Gol e Usiminas. Os papéis PN da companhia aérea caíram 1,30%, a R$ 23,59. Na segunda-feira à noite, a empresa divulgou estimativas financeiras do quarto trimestre de 2018, com margem operacional entre 19,5% e 20%. No exterior, apesar de informações desencontradas sobre as negociações entre EUA e China, as Bolsas em Nova York operavam em alta, com o Dow Jones avançando mais de 1%.

Estadão Conteúdo

8 de janeiro de 2019, 14:19

ECONOMIA Fábricas estimam alta de 11,4% no licenciamento de veículos novos

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera que as vendas de veículos novos em todo o país cresçam 11,4% em 2019, com o licenciamento de mais de 2,860 milhões de unidades. A expectativa é de que a produção também cresça até o fim deste ano, com aumento de 9% em relação ao ano passado. Quanto às exportações, no entanto, a estimativa é de queda de 6,2% em comparação a 2018, disse hoje (8) Antonio Megale, presidente da entidade. “Acreditamos que as reformas irão acontecer, principalmente a da Previdência, qualquer que seja essa reforma, mais ou menos profunda. Acreditamos também que a inflação continuará controlada e que os juros continuarão baixos. Nós temos uma situação boa de crédito, já que o nível de inadimplência está muito baixo, o mais baixo dos últimos anos. Com isso, os bancos estão mais dispostos a emprestar dinheiro. E estamos apostando no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] entre 2,5% e 3%”, disse. Em 2018, a produção de veículos no país cresceu 6,7% na comparação com 2017. Entre janeiro e dezembro do ano passado, 2.880.000 de veículos foram produzidos no país, enquanto em 2017 foram fabricados 2.699.000. “É um número razoável. Infelizmente, não chegamos aos 3 milhões [de unidades produzidas], que é o que a gente gostaria. E não chegamos aos 3 milhões porque justamente não conseguimos exportar mais para nosso principal parceiro [a Argentina]”, afirmou Megale. Entre janeiro e dezembro de 2018, 2.566.000 de veículos [o que engloba veículos leves, caminhões e ônibus] foram licenciados no país, segundo dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), aumento de 14,6% em comparação a 2017.

Agência Brasil

8 de janeiro de 2019, 13:30

ECONOMIA Presidente do BNDES defende foco em empresas médias

O novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, recebeu o cargo hoje (8) de seu antecessor, Dyogo Oliveira, em cerimônia realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro. Em discurso para uma plateia formada, em sua maioria, por representantes de instituições financeiras, Levy defendeu parcerias com a iniciativa privada e o fortalecimento das empresas médias. “Não há país com uma livre iniciativa forte que não tenha empresas médias fortes. Na verdade, historicamente, é uma vulnerabilidade do Brasil não ter um setor de empresas médias e pequenas, mas principalmente médias fortes e com capacidade de crescer e criar emprego, desenvolver e incorporar novas tecnologias”, disse Levy. Para ele, este é um desafio e um mercado para o BNDES atuar. Ao comentar a necessidade de investir em infraestrutura, Levy destacou que o maior desafio do país hoje nesse setor é ter um fluxo de projetos sólidos e eficientes. “E esse é o papel do BNDES, trabalhando com o governo, auxiliando no desenvolvimento dos projetos, na modelagem. E depois financiando não só com o nosso funding, mas junto com a iniciativa privada.” O economista defendeu ainda que os portais do BNDES sejam mais amigáveis e acessíveis no modo de apresentar as informações ao cidadão. “Também vamos ter que reformar e repensar o nosso balanço. Temos que usar nossas fortalezas financeiras e nossos ativos de modo mais inteligente de tal maneira que possamos juntar forças com o setor privado tanto na área de infraestrutura como nas áreas para a média empresa e tecnologia que são essenciais para aumentar a produtividade do nosso país.” Ao deixar o cargo, Dyogo Oliveira deixou uma mensagem de otimismo para a gestão de Joaquim Levy e afirmou que o Brasil vive uma nova oportunidade de se recriar e recuperar a respeitabilidade no cenário internacional. Segundo Oliveira, o banco, assim como o país, atravessou um período de dificuldades e tempestades. “O BNDES continuará sendo uma grande instituição brasileira. Poucos países têm a honra e o orgulho de ter uma instituição com a capacidade técnica e operacional que o BNDES tem”, disse Oliveira. Ele ressaltou que muitos erros atribuídos ao BNDES no passado não foram culpa de seu corpo técnico. “Os equívocos que foram cometidos, em sua enorme maioria, quase a totalidade, foram equívocos de motivação política.”

Agência Brasil

7 de janeiro de 2019, 19:00

ECONOMIA Risco Brasil acelera queda e vai ao menor nível em 8 meses

Foto: Estadão

Nesta segunda-feira (7), o CDS do Brasil era negociado na casa dos 186 pontos

O credit default swap (CDS) do Brasil, derivativo que protege contra calote na dívida soberana, ampliou o ritmo de queda na tarde desta segunda-feira, 7, e era negociado a 182,30 pontos-base, menor nível desde o fechamento de 10 de maio (182,23), considerando o contrato de 5 anos, de acordo com cotações apuradas pela IHS Markit. Pela manhã, o CDS do Brasil era negociado na casa dos 186 pontos. Na sexta-feira, 4, o CDS brasileiro fechou em 191 pontos. Operadores ressaltam que o clima favorável no exterior, após o discurso na sexta-feira do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ajuda a impulsionar o apetite por risco e a queda dos prêmios do CDS dos emergentes. Além disso, a expectativa de avanço nas negociações comerciais entre China e Washington é outro fator a ajudar os mercados nesta segunda-feira, destacam os estrategistas da Stifel. Eles destacam que Powell transmitiu “calma” aos mercados ao enfatizar que o Fed será “paciente” e “dependente de indicadores” antes de voltar a elevar os juros. O Brasil se beneficia ainda por conta das perspectivas otimistas dos investidores com o governo de Jair Bolsonaro. O BTG Pactual soltou relatório afirmando que vê chance crescente de o presidente conseguir passar a reforma da Previdência na Câmara neste primeiro semestre.

Estadão Conteúdo

7 de janeiro de 2019, 18:00

ECONOMIA BNDES pode ter de vender ações para pagar R$ 100 bi ao Tesouro

Foto: Fábio Motta/Estadão

BNDES

Relatório do BTG publicado nesta segunda-feira, 7, indica que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá acelerar ainda mais a venda das ações de sua carteira para cumprir a meta de devolução de recursos ao Tesouro Nacional. A estimativa é que o banco tenha colocado quase R$ 12 bilhões no mercado ao longo de todo o ano de 2018, quase o dobro de 2017, quando desencarteirou R$ 6,7 bilhões. Na avaliação dos analistas do BTG, o banco provavelmente terá que “vender parte (ou toda) as as ações de empresas brasileiras listadas” que tem em carteira para pagar o montante que a equipe econômica espera receber. Para o BTG, não pode ser descartada a venda em bloco de alguns papéis. Atualmente, a carteira de ações do banco é avaliada em R$ 100 bilhões, quase 70% disso em ações da Petrobrás (cerca de R$ 50 bilhões) e Vale (R$ 20 bilhões). Mesmo assim, baseados no perfil da carteira e no número de dias com negociação de cada papel, os analistas do BTG apontam algumas ações do setor elétrico, como Copel e AES Tietê, junto com Cimentos Tupy e JBS, entre as que podem sofrer maior pressão vendedora. Por outro lado, a análise do BTG, indica que papéis de empresas como Marfrig, Cemig, Tupy, Iochpe e Linx podem se beneficiar com o aumento da liquidez. No relatório, o BTG destaca ainda a nova política de investimentos em ações aprovada pelo banco no ano passado. A expectativa é que os incentivos aprovados pelo banco aumentem o número de companhias listadas no mercado brasileiro. “Essa nova política deve inaugurar uma nova fase de investimentos do BNDES em ações”, aposta o BTG citando, os períodos entre 2007-2011, quando o banco investiu R$ 8,6 bilhões em 35 empresas, e 2012-2015, quando foram alocados R$ 6,3 bilhões em 23 operações.

Estadão Conteúdo

7 de janeiro de 2019, 17:10

ECONOMIA Presidente do BB nega reduzir crédito ou fechar agências de imediato

O recém-empossado presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse hoje (7) que o banco público não tem “nenhuma intenção” de reduzir sua oferta de crédito no mercado e declarou que qualquer eventual fechamento de agências ainda será objeto de estudos. Novaes deu as declarações após a cerimônia de transmissão de cargo na sede do banco, em Brasília, ao ser questionado sobre uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse hoje ser preciso promover uma “desestatização do crédito”. “Ele [Guedes] não falou do Banco do Brasil, ele falou de uma maneira geral, aumentar a competição. Não tem nenhum recado direto ao Banco do Brasil”, disse Novaes. “Não está em cogitação [reduzir crédito]”. Sobre reestruturações de pessoal ou um eventual fechamento de agências, Novaes disse que examinará estudos feitos por consultorias a respeito desses assuntos, mas acrescentou que “o banco tem que ter cuidado quando fala em fechar agências”, devido ao papel que desempenha na interiorização de serviços bancários. “Enxugamento de despesa é objetivo de qualquer gestor, mas desde que isso não prejudique o funcionamento do banco. Reduzir despesa por reduzir despesa é um mau princípio”, disse. Em relação a uma eventual redução dos juros no Brasil, Novaes disse se tratar de uma questão macroeconômica, e que “o Banco do Brasil não vai resolver essa questão do juro”. Na entrevista, Novaes detalhou um pouco sobre desinvestimentos a serem promovidos pelo banco, que antes foram mencionados em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo. O presidente do banco disse que o BB não perderá controle sobre suas “joias”, que não serão alvo de desinvestimento, sendo somente passíveis de abertura de capital ou de captação de parceiros. “A parte de administração de fundos, a parte de meios de pagamento, a parte de seguridade, crédito para pessoa física e pequenas e médias empresas”, respondeu ao ser indagado sobre quais seriam tais joias.

Agência Brasil

7 de janeiro de 2019, 15:38

ECONOMIA Novo presidente da Caixa anuncia venda de participações

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou hoje (7) que a instituição deverá vender participações em áreas como seguros e loterias, reforçar o financiamento imobiliário via mercado de capitais e investir em microcrédito a juros mais baixos. Guimarães tomou posse nesta manhã no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que seguirá a determinação do governo de “não errar” e que buscará reduzir um passivo de R$ 40 bilhões da Caixa registrado sob a rubrica de “instrumentos híbridos de capital e dívida”. Segundo Guimarães, isso se dará com a “venda de participações em empresas controladas, seguros, cartões, asset (gestão de ativos) e loterias, que já começam agora, pelo menos duas neste ano”. Guimarães destacou que o banco público buscará reforçar sua atuação no mercado de crédito imobiliário por meio de operações de securitização – venda de títulos no mercado financeiro – da ordem de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões. “É fundamental discutir a parte imobiliária. Hoje temos problemas de funding. Via mercado de capitais, vamos vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões para exatamente poder a Caixa continuar ofertando esse crédito”, disse. O novo presidente da Caixa acrescentou que pretende expandir a oferta de microcrédito a taxas mais baixas do que as hoje praticadas pelo mercado. “Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a 15%, 20% ao mês”, afirmou. “O Brasil pode ser uma referência em microcrédito.” Guimarães disse que deverá fazer uma revisão nas políticas de patrocínio e comunicação da Caixa, conforme orientação do governo, e que viajará pessoalmente aos estados para ouvir clientes e visitar comunidades carentes onde o banco atua. Ele informou que um dos primeiros estados a ser visitado será o Amazonas, onde estuda ampliar o acesso à Caixa ampliando o número de barcos do banco que atuam em comunidades isoladas.

Agência Brasil

7 de janeiro de 2019, 14:16

ECONOMIA Levy: BNDES precisa mudar para responder às novas condições do país

Ao tomar posse hoje (7) na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy afirmou que a instituição precisa continuar se transformando para responder às novas condições do país, às expectativas da nação e às promessas do governo. “Estamos na antessala de um novo ciclo de investimentos em uma economia que será mais aberta, mais vibrante, com mais espaço para o setor privado e para os mercados de capital. O papel do BNDES é contribuir nesse ambiente desenvolvendo novas ferramentas, novas formas de trabalhar, próximos e em parceria com o mercado”, disse. Segundo Levy, o BNDES vai combater o patrimonialismo e as distorções já verificadas. “Isso tem que mudar e continuar mudando, evitando o voluntarismo. A ferramenta para isso tem que ser a ética, a transparência, a responsabilidade e a responsabilização”, acrescentou. Mais cedo, em sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que a caixa-preta de diversos órgãos começou a ser aberta. Ele afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos”. O novo dirigente do banco de fomento disse que sua gestão vai continuar ajustando o balanço da instituição. “O nosso balanço hoje depende em uma proporção talvez exagerada, certamente menos exagerada do que há quatro anos, mas ainda provavelmente exagerada, de recursos do Tesouro, e que tem que ser adequado para que se tenha adequado retorno do capital que é de cada um da população”. Levy tomou posse no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na mesma cerimônia, tomaram posse os novos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes; e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Agência Brasil

7 de janeiro de 2019, 09:11

ECONOMIA Mercado BC mantém expectativa de inflação em 4,01% e dólar a R$ 3,80

Divulgado hoje, em Brasília, o Boletim Focus do Banco Central projeta a inflação anual oficial do país – medida pelo IPCA – em 4,01% e o câmbio em R$ 3,80. Os dois indicadores são os mesmos apontados há uma semana. Já as expectativas de crescimento econômico tiveram ligeira redução: de 2,55% para 2,53. Na comparação das últimas semanas, as projeções de inflação, dólar e crescimento da economia seguem estáveis. Para o próximo ano, analistas ouvidos pelos Focus continuam prevendo inflação de 4% em 2020 e 3,75% em 2021. Para 2010, as projeções indicam dólar a R$ 3,80 e a R$ 3,85 em 2022. Nos dois anos, a estimativa é de que a alta do Produto Interno Bruto – PIB (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) fique em 2,5%. Para este mês de janeiro, a previsão é de que inflação se mantenha em 0,37% e, em fevereiro, 0,44% – os mesmos percentuais assinalados na semana passada. Houve, no entanto, expectativa de alta da inflação acumulada nos últimos 12 meses: de 3,87% vislumbrados há uma semana para 3,96% no boletim de hoje. A consulta do Banco Central – feita semanalmente a analistas econômicos – também aponta estabilidade da taxa de câmbio em janeiro e fevereiro (dólar na faixa dos R$ 3,80).

Agência Brasil

7 de janeiro de 2019, 07:30

ECONOMIA BNDES devolverá R$ 100 bilhões ao Tesouro

Foto: Divulgação

Diretor confirmou que o banco tem capacidade de repassar esse valor à União em 2019, como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes

O diretor financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Thadeu de Freitas, confirmou ao Estadão/Broadcast que o banco tem capacidade de devolver neste ano R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. A instituição tem ainda uma dívida de R$ 260 bilhões para pagar ao Tesouro e tinha acertado um cronograma de devolução que prevê uma parcela de R$ 26 bilhões em 2019. Como antecipou o Estadão/Broadcast em dezembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, queria a devolução dos R$ 100 bilhões para reduzir mais rapidamente o estoque da dívida pública. Isso começou a ser negociado pela equipe de Guedes ainda na transição com o novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, que toma posse hoje. A devolução maior está em linha com os planos de Guedes para o banco. Em seu discurso de posse, o novo ministro da Economia disse que mudará o papel dos bancos públicos, que devem focar mais nas pequenas empresas, que não têm acesso a outros financiamentos. “O BNDES tem que se reinventar. Não pode competir com os bancos privados emprestando giro para empresas que têm como captar”, completou Freitas. Segundo ele, a ideia é concentrar a atuação do banco no longo prazo em infraestrutura e incentivos para as pequenas empresas. “O tamanho (do banco) vai ser menor”, completou. O montante final a ser devolvido em 2019 dependerá, em última instância, da evolução dos desembolsos de empréstimos pelo banco de fomento (leia mais abaixo). Técnicos do BNDES já tinham sinalizado que haveria espaço maior para a devolução em 2019, de cerca de R$ 50 bilhões, o que elevaria a devolução a R$ 76 bilhões. Em 2018, as empresas pagaram antecipadamente R$ 25 bilhões ao BNDES por seus financiamentos. Em 2019, a expectativa é de que, com um cenário de queda de juros, o pré-pagamento poderia chegar a R$ 20 bilhões.

Estadão

6 de janeiro de 2019, 12:46

ECONOMIA Apenas seis Estados devem superar recessão econômica em 2019

Apenas seis Estados vão conseguir apagar neste ano os estragos causados pela recessão econômica. Levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada mostra que Pará, Roraima, Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul serão os únicos a superar o Produto Interno Bruto (PIB) registrado em 2014 – quando o País entrou na pior recessão da história. O desempenho, puxado pela iniciativa privada, deve dar um pouco de fôlego aos novos governadores, que terão de cortar gastos e reduzir a folha de pagamento para se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quase todos estão com as despesas de pessoal acima do limite de 60% e enfrentam dificuldade para pagar servidores. Mas, com crescimento maior, a arrecadação tende a aumentar e dar ligeira folga aos cofres públicos. Nos demais 20 Estados e no Distrito Federal, os novos governadores não vão ter o mesmo alívio. Pelo levantamento, eles terão crescimento abaixo da média nacional e não conseguirão voltar ao nível pré-crise. Alagoas, Maranhão e Sergipe são os que estão mais distantes do patamar de PIB registrado em 2014. “Em vários locais, esse nível só deverá ser alcançado em 2020 ou 2021”, diz o economista da Tendências, Adriano Pitoli, responsável pelo levantamento ‘Cenários Regionais 2019-2023’. Ele explica que, no caso dos seis Estados, a economia foi impulsionada pelo bom desempenho do agronegócio, pela maior exposição ao mercado internacional e pela maturação de projetos de mineração, como o da Vale, no Pará. Há ainda aspectos inusitados que devem ter impacto no PIB, diz Pitoli. É o caso do crescimento do número de imigrantes venezuelanos em Roraima – que esteve sob intervenção federal até 31 de dezembro. “Mesmo que de forma atabalhoada, há um movimento maior da economia, com mais pessoas buscando ocupação e suporte do governo federal.” Mato Grosso e Mato Grosso do Sul serão influenciados pela expectativa de safra recorde de soja em 2019. A agricultura também reforçará a economia de Rondônia. “Em Santa Catarina, o dólar favorável vai ajudar a indústria de carne e metalurgia”, diz. Pelos dados da Tendências, em 2017 e 2018, esses Estados já tiveram um desempenho acima da média nacional. E devem continuar assim neste ano. Em termos regionais, o Norte terá o maior avanço do PIB em 2019 por causa da recuperação de algumas áreas, como a indústria eletroeletrônica do Amazonas muito sensível ao ciclo econômico. Junto com o Nordeste, a região foi uma das que mais sofreram com a recessão econômica. “Temos uma recuperação econômica lenta e fraca especialmente por causa das incertezas em relação às reformas que precisam ser feitas no Brasil”, afirma o economista do Itaú Unibanco, Artur Passos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

6 de janeiro de 2019, 09:10

ECONOMIA Crescimento nos Estados pode mascarar crise fiscal

Quatro dos seis Estados que vão superar o nível econômico pré-crise, estão com as contas públicas penduradas. Roraima, por exemplo, que deve terminar 2019 com o Produto Interno Bruto (PIB) quase 5% acima do patamar anterior ao da recessão, está sob intervenção federal por descontrole nas finanças e na segurança pública. Segundo o levantamento da Tendências Consultoria Integrada, o mesmo ocorre com o Mato Grosso do Sul, cujo PIB deve superar em 0,1% o de 2014. Os gastos do Estado com pessoal ultrapassaram 70% enquanto o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 60%, segundo dados do Tesouro Nacional. Mato Grosso e Santa Catarina também estão acima do limite. A melhora da economia deve ajudar os governadores a colocar a conta no azul, mas não resolve o problema da crise fiscal nos Estados. “Eles continuam muito endividados e com os gastos públicos elevados”, afirma a professora de economia do Insper, Juliana Inhazs. Segundo ela, o aumento do PIB vai agravar ou empurrar o problema para frente. Isso significa que a situação pode ser maquiada pelo aumento da arrecadação, que passará a cobrir a escalada dos gastos, especialmente com pessoal. Alguns dos governadores eleitos prometem escapar dessa armadilha. Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão fora do grupo que vai recuperar o desempenho econômico pré-crise neste ano, mas seus gestores prometem atuar nas duas pontas: criar condições para acelerar o crescimento econômico e cortar gastos. Para Romeu Zema (MG) e Eduardo Leite (RS), uma das saídas é melhorar o ambiente de negócios para atrair investimentos e elevar a arrecadação. Do outro lado, eles afirmam que farão o corte de gastos para equilibrar as contas. No Nordeste, os governadores terão trabalho dobrado uma vez que estão longe de voltar ao nível pré-crise. “Na Região, estão os Estados onde a crise econômica bateu mais forte e onde a recuperação tem sido pior, e mais lenta”, afirma o economista Adriano Pitoli. Segundo ele, até 2013, o Nordeste era um destaque positivo, especialmente por causa dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Além disso, a região é muito dependente de aposentadorias. Segundo dados da Tendências, 26% da renda familiar do Nordeste vem do Bolsa Família e do INSS. Pitoli explica que as duas fontes de renda eram muito influenciadas por reajustes acima da inflação para o salário mínimo. “Com a crise do setor público, isso mudou. O que era impulso positivo virou negativo.”

Estadão

4 de janeiro de 2019, 20:05

ECONOMIA Bolsa fecha em alta pelo terceiro dia seguido e renova recorde

Foto: Estadão

Bolsa de Valores

As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que os dados econômicos nos EUA sugerem um bom momento para 2019, repercutiram positivamente nos mercados e apagaram a cautela vista mais cedo com os dados de emprego americano (payroll) mais fortes que o previsto, no exterior, e com as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a Previdência, por aqui. O Ibovespa encerrou em alta de 0,30%, aos 91.840,79 pontos, renovando recorde histórico de pontuação pela terceira sessão consecutiva e acumulando ganho de 4,50% na semana. No mercado de câmbio, o dólar teve queda generalizada e, ante o real, fechou em baixa de 1,06%, a R$ 3,7181, no segmento à vista. É a menor cotação em dois meses, acumulando desvalorização de 4,06% na semana. Foi a quinta queda seguida da moeda americana ante o real. Em Nova York, os índices acionários subiam mais de 3%. Pela manhã, o payroll gerou temores de aceleração de alta dos juros nos EUA, mas Powell afirmou que os números não trazem preocupação com a inflação no país. Contribuiu para o bom humor externo a notícia de que EUA e China retomarão as tratativas comerciais na próxima semana. As declarações do presidente Jair Bolsonaro sinalizando uma reforma da Previdência mais branda pesaram sobre os ativos, mas a melhora no exterior à tarde acabou prevalecendo. O mercado também relativizou os ruídos de comunicação no governo, depois que Bolsonaro afirmou que haveria aumento de IOF, o que foi desmentido pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra, e pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

Estadão Conteúdo

4 de janeiro de 2019, 09:08

ECONOMIA Inflação para famílias com renda baixa é 4,17% em 2018

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que diz respeito às famílias de menor renda (1 a 2,5 salários mínimos) fechou o mês de dezembro com alta de 0,32%, ficando 0,57 ponto percentual acima da taxa de novembro, quando o índice fechou com deflação (inflação negativa) de 0,25%. Com o resultado, o indicador fechou o ano passado com alta acumulada de 4,17%. Os dados foram divulgados hoje (4), pelo Instituto Brasileiro de Economia de Fundação Getulio Vargas (Ibre – FGV). Segundo a fundação, em dezembro, a inflação para as famílias de baixa renda ficou 0,03 ponto percentual acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que registra a variação dos preços para o total das famílias brasileiras e que subiu em dezembro 0,29%. No ano, o indicador fechou com alta acumulada de 4,32%, resultado 0,05 ponto percentual acima do registrado pelo IPC-C1. Os dados da FGV indicam que a alta de 0,32 relativa ao IPC-C1 de dezembro reflete aceleração de preços em seis das oito classes de despesa componentes do índice, com destaque para Habitação, grupo que saiu de uma deflação de 1,10% para uma alta de 0,10% (variação de 1,20 ponto percentual); Alimentação (de 0,34% para 0,83%); Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,17% para 0,29%); e Vestuário (0,14% para 0,70%). Educação, Leitura e Recreação passou de uma alta de 0,27% para 0,66% e Despesas Diversas de 0,03% para 0,09%. Nestes grupos, os destaques partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (-6,04% para -1,05%), laticínios (-4,76% para -3,19%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,10% para 0,36%) e roupas (0,29% para 0,87%). Em contrapartida, fecharam com desaceleração de preços os grupos Transportes (de -0,42% para -0,52%) e Comunicação (de 0,07% para -0,02%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens gasolina (-2,96% para -4,43%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,63% para 0,00%).

Agência Brasil