3 de agosto de 2018, 12:15

ECONOMIA Brasil e Paraguai ganham dia 6 sistema de pagamentos em moeda local

O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre Bancos Centrais do Brasil e do Paraguai entra em funcionamento na próxima semana. Com ele será possível a brasileiros e paraguaios realizarem pagamentos e recebimentos entre os dois países em suas respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio. O Banco Central (BC) informou hoje (3), em Brasília, que aprovou a Circular 3.907 estabelecendo normas de funcionamento do SML, firmado com o Banco Central do Paraguai. O documento contém os detalhes técnico-operacionais do sistema e entrará em vigor na próxima segunda-feira (6), quando devem ser iniciadas as operações. Segundo o BC, poderão cursar no sistema transferências para o pagamento de importações e exportações de bens e serviços associados como fretes e seguros, serviços diversos não relacionados ao comércio de bens e transferências unilaterais correntes, tais como aposentadorias e pensões. “O Sistema de Pagamentos em Moeda Local caracteriza-se por interligar os sistemas de pagamentos locais, tornando as transferências internacionais mais eficientes e com custos reduzidos. Essas vantagens deverão aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes ao comércio de bens e serviços entre os dois países e aprofundar a utilização das respectivas moedas nacionais (Real e Guarani)”, diz o BC, em nota. A circular internacionaliza as regras estabelecidas no Regulamento Operacional do SML, firmado entre os dois Bancos Centrais em 30 de julho. O BC já possui outros dois SMLs em operação, um com o Banco Central da República Argentina, desde 2008, e outro com o Banco Central do Uruguai, desde 2014.

Agência Brasil

3 de agosto de 2018, 09:43

ECONOMIA Lucro de R$ 10,07 bi da Petrobras no 2º trimestre é o maior desde 2011

A Petrobras fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 10,07 bilhões, alta de 45% em relação ao primeiro trimestre, quando o lucro foi de R$ 6,96 bilhões. É o melhor resultado desde 2011. No segundo trimestre do ano passado atingiu R$ 316 milhões. Com o resultado, a Petrobras fechou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 17 bilhões. Segundo a empresa, o “resultado positivo foi influenciado principalmente pelo aumento das cotações internacionais do petróleo, associado à depreciação do real em relação ao dólar”. No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em relação a dezembro de 2017, indo para US$ 73,66 bilhões, o menor desde 2012. A geração operacional e a entrada de caixa de US$ 5 bilhões com os desinvestimentos no semestre foram os principais fatores para a redução da dívida líquida, cujo total passou a corresponder a 3,23 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), comparado a 3,67 no fim de 2017. O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva que já vinha sendo registrada em trimestres anteriores, com um lucro operacional 18% maior que o do primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 34,5 bilhões, com menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos. A produção total de óleo e gás foi de 2,7 milhões barris de óleo equivalente por dia (boed) no semestre.

Agência Brasil

1 de agosto de 2018, 21:35

ECONOMIA Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano

Foto: Beto Nociti/Banco Central

Reunião dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Foi a quarta reunião seguida em que a taxa foi fixada neste patamar. A decisão desta quarta-feira, 1, era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De um total de 62 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam pela manutenção da Selic. Ao justificar a decisão, o BC reafirmou por meio de comunicado que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível atual. “O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019”, completou o colegiado. No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado – que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC manteve sua projeção para o IPCA em 4,2% para 2018. No caso de 2019, a expectativa passou de 3,7% para 3,8%. No cenário de referência, em que o BC utilizou uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,75 nos cálculos, a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,2%. No caso de 2019, o índice projetado continuou em 4,1%. As projeções anteriores constaram no Relatório Trimestral de Inflção (RTI), divulgado no fim de junho. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2018, 18:15

ECONOMIA Governo eleva para R$ 1,5 milhão teto de financiamento habitacional com FGTS

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

CMN aumentará para R$ 1,5 milhão por imóvel o limite de financiamento habitacional com recursos do FGTS

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentará para R$ 1,5 milhão por imóvel o limite de financiamento habitacional com recursos do FGTS, segundo fontes que acompanharam as discussões. O limite que está em vigor é de R$ 950 mil, mas a ampliação foi adotada para estimular o setor da construção civil. O CMN se reuniu no início da tarde desta terça-feira, 31, mas os votos só serão divulgados às 18h. No ano passado, vigorou o limite de R$ 1,5 milhão, mas a ampliação do limite se encerrou em dezembro. O CMN também retirou a obrigatoriedade de aplicação mínima de 80%, dos 65% de direcionamento, em operações do Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Além disso, de acordo com fontes, o conselho permitirá a contratação de financiamentos fora do SFH que sejam atualizados por índices de preços. Os financiamentos do SFH utilizam recursos da poupança e do FGTS.

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2018, 18:00

ECONOMIA Apesar da alta de hoje, dólar fecha julho em queda de 3,16%

O dólar fechou o pregão de hoje (31) em alta de 0,66%, contado a R$ 3,7548 para venda, mantendo a tendência de valorização registrada ontem (30) de 0,33%. A moeda norte-americana fechou o mês de julho com uma queda de 3,16%, o que não ocorria desde janeiro, quando acabou o mês desvalorizada em 4,05%. Apesar da queda, o dólar segue valorizado em 13,29% no acumulado do ano. O mercado financeiro também segue atento à política cambial do Banco Central, que indicou seguir com a rolagem de todo volume de swap cambial tradicional, equivalente a venda futura da moeda norte-americana. O índice B3, da bolsa de valores de São Paulo, Ibovespa, fechou hoje em queda de 1,31%, com 79.220 pontos. No mês de julho, a B3 acumula uma valorização de 9%. A queda no último pregão do mês de julho sofreu influência dos papéis das empresas de grande porte, chamadas de blue chip, que registraram baixa, com Itau registrando menos 3,98%, Bradesco em queda de 2,28% e Petrobras fechando em menos 0,90%.

Agência Brasil

31 de julho de 2018, 14:36

ECONOMIA Caixa vai reduzir juros no crédito imobiliário para pessoa jurídica

A Caixa anunciou redução das taxas de juros do crédito imobiliário para o segmento “Produção Pessoa Jurídica”, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas serão reduzidas em média de 1 a 2 pontos porcentuais ao ano (a.a.), sendo a taxa mínima de 9% a.a., de acordo com o porte, rating, nível de relacionamento das empresas com a Caixa e a sustentabilidade do projeto, como informa o banco em comunicado. “Como o cenário econômico está apresentando sinais de retomada, o banco reposicionou suas taxas de juros do SBPE e, atendendo à estratégia que valoriza a escolha da Caixa como banco de principal relacionamento, propôs-se a tratar de forma diferenciada os clientes com bom índice de relacionamento e com uma abordagem de incentivo ao cliente de menor risco, em razão da sua nota de score”, explica o vice-presidente de Habitação da Caixa, Paulo Antunes de Siqueira, na nota. O objetivo é a “retomada dos lançamentos de empreendimentos para geração de emprego, renda e acesso a moradia”, ainda segundo o comunicado.

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2018, 12:30

ECONOMIA Número de desempregados recua 5,3% do primeiro para segundo trimestre

O número total de desempregados no país caiu de 13,7 milhões no primeiro trimestre deste ano para 13 milhões no segundo trimestre. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), divulgados hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de um trimestre para outro, houve uma queda de 723 mil pessoas na população desocupada, ou seja, de 5,3%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, também houve queda: 520 mil pessoas ou 3,9%. A taxa de desemprego foi outro indicador que apresentou queda nesta edição da PNAD-C de 13,1%, no primeiro trimestre, para 12,4% no segundo trimestre do ano. No segundo trimestre do ano passado, a taxa era de 13%.A população ocupada ficou em 91,2 milhões de pessoas, crescimentos de 0,7% (mais 657 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 1,1% (mais 1 milhão de pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. Apesar disso, o crescimento do contingente de ocupados foi puxado pelos trabalhadores sem carteira assinada e aqueles que trabalham por conta própria. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, de 32,8 milhões, manteve-se estável em relação ao primeiro trimestre e caiu 1,5% (menos 497 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. O número de empregados sem carteira (11 milhões) cresceu 2,6% (mais 276 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,5% (mais 367 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre do ano passado. A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,5% (mais 555 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. Entre os dez grupamentos de atividades da economia, apenas dois tiveram crescimento nos postos de trabalho em relação ao primeiro trimestre: indústria geral (2,5%) e administração pública, defesa, saúde e educação (3,8%). Os demais setores mantiveram-se estáveis. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, também houve aumento em dois setores: administração pública, defesa, saúde e educação (3,7%) e outros serviços (6%).

Agência Brasil

31 de julho de 2018, 10:30

ECONOMIA Número de desempregados recua 5,3% do primeiro para segundo trimestre

O número total de desempregados no país caiu de 13,7 milhões no primeiro trimestre deste ano para 13 milhões no segundo trimestre. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), divulgados hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de um trimestre para outro, houve uma queda de 723 mil pessoas na população desocupada, ou seja, de 5,3%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, também houve queda: 520 mil pessoas ou 3,9%. A taxa de desemprego foi outro indicador que apresentou queda nesta edição da PNAD-C de 13,1%, no primeiro trimestre, para 12,4% no segundo trimestre do ano. No segundo trimestre do ano passado, a taxa era de 13%. A população ocupada ficou em 91,2 milhões de pessoas, crescimentos de 0,7% (mais 657 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 1,1% (mais 1 milhão de pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. Apesar disso, o crescimento do contingente de ocupados foi puxado pelos trabalhadores sem carteira assinada e aqueles que trabalham por conta própria. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, de 32,8 milhões, manteve-se estável em relação ao primeiro trimestre e caiu 1,5% (menos 497 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. O número de empregados sem carteira (11 milhões) cresceu 2,6% (mais 276 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,5% (mais 367 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre do ano passado. A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,5% (mais 555 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017. Entre os dez grupamentos de atividades da economia, apenas dois tiveram crescimento nos postos de trabalho em relação ao primeiro trimestre: indústria geral (2,5%) e administração pública, defesa, saúde e educação (3,8%). Os demais setores mantiveram-se estáveis. Na comparação com o segundo trimestre de 2017, também houve aumento em dois setores: administração pública, defesa, saúde e educação (3,7%) e outros serviços (6%).

Vitor Abdala, Agência Brasil

30 de julho de 2018, 20:40

ECONOMIA Eletrobrás prorroga prestação de serviços e não liquida distribuidoras

Foto: Marcos de Paula/Estadão

Sede da Eletrobras

Os acionistas da Eletrobrás votaram a favor de prorrogar o prazo de prestação temporária de serviços das distribuidoras até 31 de dezembro deste ano. A data aprovada em assembleia anterior se encerrava nesta terça-feira, 31 de julho. O ato era necessário para evitar a liquidação das empresas, que atuam no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Alagoas e Piauí. Acionista majoritária da Eletrobrás, a União, que detém 51% das ações ordinárias e 41% do capital social, votou a favor da prorrogação do prazo. O BNDES, que conduz o processo de privatização das distribuidoras, se absteve. Mas, para não dar a impressão de que o governo passou por cima do interesse dos minoritários, o representante do governo fez questão de deixar claro que os custos com a operação das distribuidoras a partir de 1º de agosto serão totalmente suportados pelas tarifas, fundos setoriais ou pela União, sem qualquer desembolso da Eletrobrás. Esse ponto foi garantido por meio de uma portaria o Ministério de Minas e Energia (MME), publicada em 17 de julho, assegurando “neutralidade econômica” das despesas totais das companhias caso elas sejam liquidadas. Isso significa que, na prática, para o acionista minoritário, não haveria qualquer diferença se a eventual decisão de liquidação for tomada em julho ou em dezembro. O custo será zero, ou seja, não haverá risco de arrependimento. Mesmo em regime precário e atuando como designada, a Eletrobrás tem gasto cerca de R$ 300 milhões por mês com as distribuidoras. O custo só não é maior porque as empresas recebem recursos por meio da tarifa paga pelos clientes locais e empréstimos subsidiados, bancados por consumidores de todo o País. A partir de agora, porém, a Eletrobrás não terá mais esse gasto. Ao Estadão/Broadcast, o Ministério da Fazenda esclareceu que a liquidação é um cenário que dificilmente vai acontecer. A pasta disse que, caso aconteça, o custo não será bancado pelo Orçamento da União, mas reconheceu que não há dinheiro disponível nos fundos setoriais para elevar os empréstimos subsidiados. Os acionistas minoritários representados pelo fundo FIA Dinâmica e Banco Clássico votaram a favor da prorrogação, mas colocaram uma condição: caso as empresas tenham que ser liquidadas, todo o custo ficaria com a União, e não com a companhia ou seus acionistas. Os minoritários afirmaram ainda que a União não poderia votar na assembleia em razão do conflito de interesses.

Estadão Conteúdo

30 de julho de 2018, 20:08

ECONOMIA Dólar fecha em alta de 0,33%; Bolsa fica acima dos 80 mil pontos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar terminou em alta, subindo 0,33%, cotado a R$ 3,7294

A espera pelas reuniões de política monetária de três dos principais bancos centrais do mundo – Banco do Japão (BoJ), Federal Reserve (Fed) e Banco do Inglaterra (BoE) -, que acontecem ao longo desta semana, manteve os investidores ao redor do globo na defensiva nesta segunda-feira, 30, marcada pela baixa liquidez. O dólar terminou em alta, subindo 0,33%, cotado a R$ 3,7294. No mercado acionário, o Ibovespa encerrou com ganho de 0,51%, acima dos 80 mil pontos, impulsionado principalmente por papéis de bancos, a despeito da queda dos índices em Wall Street, que se mantêm pressionados pela fuga de ações do setor de tecnologia. O dia foi de expectativa pela agenda carregada de evento dos próximos dias, que terá reuniões de política monetária de três dos principais bancos centrais do mundo, além de indicadores importantes, como os dados mensais do mercado de trabalho dos Estados Unidos. “Os grandes eventos desta semana estão a caminho”, ressalta o estrategista do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH), Marc Chandler. Ele destaca que um dos mais esperados e com chances de influenciar os mercados é a reunião do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). O encontro termina na noite desta segunda-feira e pode mudar a meta de retorno dos bônus japoneses, fator que tem provocado preocupações nos investidores, pois pode afetar os mercados de câmbio e juros na Europa, EUA e outros países. Internamente, um dos principais eventos é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira e termina no dia seguinte. O economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, acredita que o comunicado da reunião vai mostrar um BC “paciente”, sem fornecer pistas específicas para a reunião seguinte. A estabilização do câmbio nas últimas semanas, após a disparada em abril e maio, aliada à fraca atividade econômica e às expectativas de inflações ancoradas devem contribuir para o BC manter os juros. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

30 de julho de 2018, 18:00

ECONOMIA Consumo de energia teve queda de 0,4% em junho

O consumo de energia elétrica demandada aos Sistema Interligado Nacional (SIN) totalizou em junho 37.791 gigawatts/hora (Gwh), volume 0,4% inferior ao do mesmo mês de 2017. Os dados constam da Resenha Mensal do Consumo de Energia Elétrica divulgada hoje (30) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que atribuiu a queda ao impacto negativo provocado pela greve dos caminhoneiros. Com o resultado de junho, a demanda à rede fechou o primeiro semestre do ano com crescimento acumulado de 1,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 1,4%. A principal contribuição para a retração da demanda de energia em junho veio do desempenho negativo da classe industrial, cuja queda chegou a 3,2% comparativamente ao mesmo mês do ano passado, impactada pela greve dos caminhoneiros nas duas últimas semanas do mês anterior – esta foi a primeira taxa negativa desde maio do ano passado.Em junho, o consumo da classe comercial cresceu 0,4%, enquanto o da classe residencial avançou 1,5% no mês. As informações da EPE indicam, ainda, que a demanda junto ao mercado cativo das distribuidoras apresentou retração de 2,4% em junho e recuo de 2,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Já o consumo livre aumentou 4,1% no mês e 12,1% em 12 meses Em maio, o consumo de energia elétrica na rede havia sido de 39.143 Gwh, neste caso, um volume 2,9% superior ao do mesmo mês do ano passado. Puxaram este resultado as regiões Sudeste, com crescimento de 3,8% na demanda e Sul (+8,8%).

Agência Brasil

30 de julho de 2018, 17:45

ECONOMIA Brasileiro está menos pessimista com economia, revela CNI

Os brasileiros estão menos pessimistas com a situação financeira, a inflação e o desemprego, revelou pesquisa divulgada hoje (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Depois de cinco meses sem registrar aumento, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) atingiu 101,6 pontos em julho, alta de 3,5% em relação ao mês anterior. Em junho, o indicador tinha registrado 98,3 pontos, afetado pela paralisação dos caminhoneiros. Apesar da subida em julho, o Inec continua abaixo da média histórica, de 107,8 pontos. Segundo a CNI, a recuperação da confiança do consumidor é importante. No entanto, o indicador ainda está em nível insuficiente para estimular o consumo e aumentar o ritmo de expansão da economia. A maioria dos indicadores que compõem o Inec melhorou. O indicador de expectativa de que a inflação vai cair aumentou 7% de junho para julho, o índice dos que acreditam que o desemprego vai cair subiu 9,5%. O índice de expectativa de aumento da renda pessoal aumentou 2,8%. A avaliação sobre as finanças pessoais também registrou melhora. O indicador de endividamento subiu 3,6% em relação a junho. O de situação financeira aumentou 2,6%. Quanto mais alta a pontuação, maior o número de pessoas que espera a queda do endividamento pessoal e a melhora da situação financeira. A pesquisa indicou que os consumidores continuam cautelosos. O indicador de compras de bens de maior valor recuou 0,8% em relação a junho. Segundo a CNI, isso mostra queda na intenção de compra de mercadorias como móveis, eletrodomésticos e itens de valor mais alto. Realizada pela CNI em parceria com o Ibope, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre 19 e 23 de julho.

Agência Brasil

30 de julho de 2018, 15:00

ECONOMIA Flip gerou impacto econômico de R$ 47 milhões para o país, diz MinC

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a pedido do Ministério da Cultura (MinC), mostra que a 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) gerou retorno econômico de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos. A metodologia considera o efeito dos gastos pelos frequentadores da Flip na economia local, como despesas com hospedagem, restaurantes, bares e transporte, que se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Segundo a análise, foram investidos R$ 3 milhões em recursos públicos e R$ 500 mil de outras fontes na organização do evento. De acordo com o estudo, o impacto econômico direto, que é aquele voltado para a área turística, gera demanda também para os fornecedores – o chamado impacto econômico indireto. No caso da Flip, são R$ 30 milhões de impacto direto e R$ 17 milhões de indireto.

Agência Brasil

30 de julho de 2018, 10:53

ECONOMIA Receita disponibiliza hoje novo portal para legalização de empresas

O novo Portal da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) está disponível a partir de hoje (30). Totalmente reformulado, o conteúdo do site agora se adapta aos dispositivos móveis, como tablets e celulares. O objetivo, de acordo com a Receita Federal, é levar ao cidadão uma nova experiência no processo de abertura e de alteração da pessoa jurídica, com orientações em linguagem mais clara e de fácil comunicação. Isso deve trazer mais agilidade e transparência para todo o processo. A reformulação do portal foi feita pela Receita Federal em articulação com diversos parceiros da rede racional para a Redesim. O portal conta com uma área exclusiva para o usuário identificado. Essa autenticação utilizará os serviços do projeto Brasil Cidadão, do Ministério do Planejamento, que faz parte da Plataforma de Cidadania Digital e que oferece a possibilidade de o usuário, por meio de acesso único, obter diversos serviços públicos disponíveis na internet. Na área do usuário, é possível consultar o nome empresarial na base do CNPJ e outros serviços.

Agência Brasil

30 de julho de 2018, 09:20

ECONOMIA IGP-M, que reajusta aluguel, acumula 8,24% em 12 meses

O Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 0,51% em julho, abaixo do 1,87% de junho deste ano e do 0,72% de julho de 2017. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula inflação de 5,92% no ano e de 8,24% em 12 meses. A queda da taxa foi percebida nos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 2,33% em junho para 0,5% em julho. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 1,09% em junho para 0,44% em julho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção ficou em 0,72% em julho, ante 0,76% de junho.

Agência Brasil