2 de outubro de 2018, 14:55

ECONOMIA ‘Sem confiança é muito difícil a gente voltar a investir’, diz Pedro Parente

O CEO da BRF, Pedro Parente, afirmou nesta terça-feira, 2, que o cenário político indefinido no País torna impossível fazer qualquer previsão sobre a economia brasileira para 2019. Para ele, o retorno ao crescimento econômico sustentado depende de questão fundamental que é confiança. “Sem confiança é muito difícil a gente voltar a investir”, disse o executivo durante palestra em evento da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP). De acordo com Parente, o problema fiscal brasileiro tem natureza estrutural, há a necessidade de reformas, principalmente da Previdência e, se nada for feito, existem três saídas: aumento de impostos, crescimento do alta no endividamento público ou mais inflação. “Com aumento de impostos não vamos ver um ambiente mais propício à realização de negócios no Brasil e qualquer dessas três hipóteses é muito ruim para o País”, exemplificou. O CEO da BRF lembrou que o sistema previdenciário brasileiro não gera autofinanciamento, funciona por “partição simples” e, com o fim do chamado “bônus demográfico”, é necessária a reforma. No entanto, para o executivo, o caminho no Congresso Nacional para a aprovação dessa reforma é difícil. “Quem no Congresso Nacional pensa no interesse coletivo e no País todo? É difícil de achar. Eles se organizam em lobby e, sem juízo de valor, são bem organizados”, afirmou. De acordo com Parente, o nível de investimento atual no Brasil, entre 15% e 16% do Produto Interno Bruto (PIB), permite crescimento anual da economia de apenas 1% ao ano. “Se problemas não forem enfrentados de maneira correta, não há confiança no futuro, não há investimento”, afirmou.

Estadão Conteúdo

2 de outubro de 2018, 14:34

ECONOMIA Relação etanol/gasolina tem a menor marca para setembro desde 2010, diz Fipe

A relação entre os preços do etanol e da gasolina atingiu em setembro a menor marca para o mês desde 2010, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No nono mês deste ano, essa equivalência atingiu 59,88%, enquanto há oito anos, em setembro, havia sido de 58,30%. Contudo, na comparação com agosto de 2018, quando alcançou 57,91%, o resultado de setembro é superior. Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente. Nesta terça-feira, 2, com base no levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de setembro, que apura a taxa de inflação na cidade de São Paulo, o valor médio da gasolina foi de 4,86% na comparação com recuo de 1,05% em agosto. Já o preço médio do etanol foi de 8,15% em relação à retração de 6,18% no oitavo mês do ano. O IPC, por sua vez, teve alta de 0,39% em setembro no confronto com 0,41% em agosto. “O comportamento dos preços do etanol é que está em seu processo natural. Já o valor da gasolina é que está fora do normal, por causa da depreciação cambial. A velocidade do aumento de preço desse combustível é que acelerou mais, alterando a relação ente etanol e gasolina”, avalia o coordenador do IPC-Fipe, Guilherme Moreira.

Estadão Conteúdo

2 de outubro de 2018, 10:03

ECONOMIA Petrobras mantém preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 2 2159 nesta quarta

A Petrobras manteve inalterado o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta quarta-feira, dia 3, em R$ 2,2159. O preço do diesel, por sua vez, permanece em R$ 2,3606 para quarta, conforme tabela disponível no site da empresa. No domingo, dia 30 de setembro, a estatal elevou a diesel em 2,8% devido aos novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai de 30 de setembro a 29 de outubro. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia petrolífera anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Estadão

1 de outubro de 2018, 20:45

ECONOMIA Ações do BTG em queda com delação de Palocci

A divulgação de parte do conteúdo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, na qual ele menciona o enriquecimento ilícito de uma instituição financeira em negociações envolvendo a exploração de blocos de petróleo na África, tiveram efeito imediato no mercado financeiro. Segundo reportagem do Valor, as revelações de Palocci, divulgadas nesta segunda-feira, 1º, provocaram queda de 3,4% nas ações do BTG Pactual, banco que comprou metade da PetroAfrica, pertencente à Petrobrás, em 2013. Embora o trecho liberado da delação não cite nominalmente o BTG, Palocci diz que teria havido “sistemático e longínquo pagamento de vantagens indevidas ao Partido dos Trabalhadores” por parte da instituição, em troca de vantagens empresariais. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

1 de outubro de 2018, 13:15

ECONOMIA Brasil e EUA fazem acordo em Previdência

As multinacionais brasileiras que atuam nos Estados Unidos terão a partir de hoje uma economia significativa no custo para enviar funcionários para trabalhar em suas filiais norte-americanas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), um acordo entre os dois países reduzirá em até 39% o peso dos encargos previdenciários que hoje sobrecarregam as folhas de pagamento. De acordo com o ranking da Fundação Dom Cabral, 44 das 65 principais multinacionais brasileiras têm subsidiárias próprias ou atuam por meio de franquias nos Estados Unidos. Até ontem, para manter um funcionário brasileiro em solo norte-americano, as empresas daqui precisavam recolher os tributos previdenciários em ambos os países. O mesmo ocorria para as companhias norte americanas que operam no Brasil. Com o acordo, firmado em junho, a bitributação deixa de ocorrer. A partir de hoje, e por um prazo de cinco anos, a contribuição para a Previdência só será cobrada no país de origem da empresa. Ou seja, as multinacionais brasileiras somente pagarão o imposto brasileiro, enquanto as empresas americanas só recolherão os tributos previdenciários do seu país de origem. “Sem o acordo, se enviamos um trabalhador para o exterior, ele fica vinculado à Previdência daqui e do outro país, sendo duplamente tributado. O acordo reduz custo para as empresas, favorecendo os investimentos no Brasil e os investimentos de multinacionais brasileiras nos Estados Unidos”, diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Estadão Conteúdo

1 de outubro de 2018, 10:57

ECONOMIA Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 4,3% este ano

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela terceira vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada hoje (1º), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,3%. Na semana passada, a projeção estava em 4,28%. Para 2019, a projeção da inflação também subi. Passou de 4,18% para 4,20%. Esse foi o segundo aumento consecutivo. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, em 3,97%. A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,19% ao ano, voltando a 8% ao ano no final de 2021. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Agência Brasil

1 de outubro de 2018, 07:15

ECONOMIA Brasil e EUA fazem acordo em Previdência

Foto: André Dusek/Estadão

Aposentados que comprovarem a necessidade de cuidados de terceiros em caráter permanente terão pagamento adicional de 25% nas aposentadorias do INSS

As multinacionais brasileiras que atuam nos Estados Unidos terão a partir de hoje uma economia significativa no custo para enviar funcionários para trabalhar em suas filiais norte-americanas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), um acordo entre os dois países reduzirá em até 39% o peso dos encargos previdenciários que hoje sobrecarregam as folhas de pagamento. De acordo com o ranking da Fundação Dom Cabral, 44 das 65 principais multinacionais brasileiras têm subsidiárias próprias ou atuam por meio de franquias nos Estados Unidos. Até ontem, para manter um funcionário brasileiro em solo norte-americano, as empresas daqui precisavam recolher os tributos previdenciários em ambos os países. O mesmo ocorria para as companhias norte americanas que operam no Brasil. Com o acordo, firmado em junho, a bitributação deixa de ocorrer. A partir de hoje, e por um prazo de cinco anos, a contribuição para a Previdência só será cobrada no país de origem da empresa. Ou seja, as multinacionais brasileiras somente pagarão o imposto brasileiro, enquanto as empresas americanas só recolherão os tributos previdenciários do seu país de origem. “Sem o acordo, se enviamos um trabalhador para o exterior, ele fica vinculado à Previdência daqui e do outro país, sendo duplamente tributado. O acordo reduz custo para as empresas, favorecendo os investimentos no Brasil e os investimentos de multinacionais brasileiras nos Estados Unidos”, diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Estadão

29 de setembro de 2018, 12:46

ECONOMIA Caixa e Banco do Brasil cortam 21,2 mil empregados em dois anos

Foto: André Dusek/Estadão

No Banco Central, cresceram queixas sobre a má qualidade dos serviços bancários

Bancos públicos diminuíram a folha de pagamento em 21,2 mil empregados nos últimos dois anos. O corte faz parte do esforço do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em reduzir custos e tornar a estrutura mais parecida com a dos bancos privados. A saída dos empregados deve gerar economia de pelo menos R$ 2,5 bilhões por ano aos dois bancos. Enquanto BB e Caixa se esforçam em reduzir o pessoal, a qualidade do serviço parece ter piorado e cresceram as reclamações relativas aos serviços das duas instituições no Banco Central. Após operar com mais de 114 mil empregados no início da década, o BB que já foi símbolo de emprego estável começou a agir para reduzir o quadro de funcionários. Ações como o incentivo à aposentadoria e mudança na estrutura de atendimento resultaram na saída de mais de 16 mil pessoas, sendo quase 12 mil apenas nos últimos dois anos, quando o quadro diminuiu em 10,9%. Na Caixa, um plano de demissão voluntária resultou na saída de 9,2 mil pessoas, queda de 9,7%. Nesses dois anos, os concorrentes privados foram em sentido contrário. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander aumentaram a folha de pagamento em 11,3 mil empregados no mesmo período. Boa parte desse aumento se deve a aquisições, como a compra do HSBC pelo Bradesco. Bancos públicos argumentam que a redução do quadro de funcionários é uma reação à transformação do setor. O BB diz que a medida busca “a sustentabilidade da empresa em um mercado em profunda transformação”. A Caixa diz que o objetivo é “ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência do banco”. Nesse esforço, sobrou até para o estagiário. No BB, o número despencou em 60% em dois anos com o desligamento de 2,8 mil estagiários. Na Caixa, o corte foi de 30%. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

28 de setembro de 2018, 18:51

ECONOMIA Dólar sobe 1,34% e volta a superar R$ 4 por cautela com eleições

Foto: Reuters

O dólar à vista fechou em alta de 1,34%, aos R$ 4,0510, e, no ano, acumula ganho de 22%

Depois de subir 8,2% em agosto, o dólar perdeu força em setembro e caiu 0,33%. A moeda americana chegou a bater em R$ 4,20 no mês, a maior cotação do Plano Real, mas perdeu força nos últimos dias, com o cenário externo mais favorável a emergentes e um quadro um pouco mais claro nas eleições, com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se consolidando nas primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto. Na sessão desta sexta-feira, 28, a cautela prevaleceu na parte da tarde, antes da divulgação do levantamento do Datafolha previsto para a noite desta sexta-feira, e do último final de semana antes da votação nas urnas. O dólar à vista fechou em alta de 1,34%, aos R$ 4,0510, e, no ano, acumula ganho de 22%, a terceira moeda de país emergentes que mais perdeu valor ante o dólar, atrás do peso argentino (+122%) e da lira turca (+60%). O dólar começou a sexta-feira em alta forte, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior. Os investidores não gostaram da proposta orçamentária da Itália do novo governo, prevendo déficit de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do que o mercado esperava e três vezes maior que a gestão anterior previa. Após a valorização inicial, o dólar perdeu força por conta da disputa pela formação da Ptax de setembro e do terceiro trimestre, que será usada na liquidação dos contratos futuros de câmbio, de swap cambial, além de ajustes nos balanços corporativos. Depois da definição do referencial, o tom de cautela predominou no mercado e o dólar voltou a subir. Para o diretor da CM Capital Markets, Fernando Barroso, o fato de Haddad estar sinalizando para uma postura mais moderada ajudou a retirar um pouco a pressão no câmbio. “As apostas em dólar ficaram menos agressivas depois que ele passou a flertar com o liberalismo”, disse o executivo. Barroso ressalta, porém, que o risco de um governo do PT mais radical, com nomes que o mercado não gosta nas pastas de economia, não está precificado nas cotações atuais do dólar. Apesar do mercado mais calmo nos últimos dias, Barroso ressalta que pode vir volatilidade na semana final antes da eleição, que deve ter a divulgação de ao menos mais três pesquisas do Ibope e Datafolha, além das sondagens de instituições financeiras. Os estrategistas do Bank of America Merrill Lynch ressaltam nesta sexta-feira que para o dólar seguir em queda no Brasil, será essencial ver o resultado do primeiro turno das eleições. “O eleitorado brasileiro está muito dividido”, afirma relatório do banco americano, mencionando a disputa acirrada entre Bolsonaro e Haddad. O BofA ressalta que os investidores vão monitorar nas próximas semanas as coalizões dos candidatos, além de querer maior clareza sobre as equipes econômicas e a agenda de reformas. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

28 de setembro de 2018, 18:35

ECONOMIA Conta de luz continua com bandeira vermelha nível 2 em outubro

Foto: Divulgação

Conta de luz vão continua com um adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo nível no mês de outubro. Com a bandeira vermelha no nível dois, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Será o quinto mês seguido em que a bandeira vermelha em seu segundo nível vigora. De janeiro a abril, vigorou a bandeira verde, que não tem custo adicional. Em maio, foi adotada a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha nível 2 se deve às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios das hidrelétricas do País. O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E no segundo nível da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh. O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar em novembro no dia 26 de outubro.

Estadão Conteúdo

28 de setembro de 2018, 17:14

ECONOMIA Novos preços de referência para o diesel sobem até 2,76%, diz ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta sexta-feira, 28, os novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai de 30 de setembro a 29 de outubro. A maior alta foi registrada na região Norte, de 2,76%, com o preço de comercialização subindo para R$ 2,2897 o litro, ante R$ 2,2281 da tabela anterior (31/8 a 29/9), mantendo ainda a região com o menor o preço de comercialização para o combustível no País. Os preços de referência da ANP são utilizados para balizar o subsídio dado ao diesel após a greve dos caminhoneiros e que vigora até 31 de dezembro deste ano. A menor alta para o terceiro período foi registrada na região Sul, de 2,57%, para R$ 2,3737 o litro, frente a R$ 2,3143 na fase anterior. Na região Sudeste, o preço de comercialização passou para R$ 2 3902 o litro, ante R$ 2,327; e na região Centro-Oeste o novo preço é de R$ 2,4719, 2,59% a mais do que no período anterior. No Nordeste, o preço de comercialização subiu para R$ 2,3203, alta de 2,70% em relação aos R$ 2,2592 praticados antes.

28 de setembro de 2018, 16:57

ECONOMIA Governo vende quatro áreas e arrecada R$ 6,82 bi em último leilão do pré-sal

Foto: Marcos de Paula/Estadão

Cinco petroleiras passaram a ser operadoras do pré-sal

O governo realizou nesta sexta-feira, 28, seu último leilão de petróleo e conseguiu vender as quatro áreas de pré-sal, arrecadando R$ 6,82 bilhões. O saldo da 5ª Rodada de Partilha, em 35 anos, vai gerar uma arrecadação de royalties e participações especiais de R$ 235 bilhões, segundo cálculo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo, 12 empresas se inscreveram para participar, incluindo as grandes petroleiras: Chevron, ExxonMobil, Shell e Total, além da chinesa CNOOC, uma das sócias da Libra no pré-sal da Bacia de Santos. O pico de geração de emprego deve acontecer nos anos de 2023 e 2024. Inicialmente, a agência estimou em R$ 180 bilhões a arrecadação com a 5ª Rodada, considerando um valor médio do petróleo de US$ 50 por barril e os porcentuais mínimos de excedente em óleo oferecidos pelas empresas. Como o petróleo está em alta e houve um ágio médio de 170% durante a concorrência, a projeção de arrecadação aumentou. Ao comentar o resultado do leilão, o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, destacou a atração de investidores privados para operar no pré-sal. Cinco petroleiras passaram a ser operadoras, além da Petrobrás, ao saírem vitoriosas dos leilões de partilha realizados em um ano. São elas a Total, Shell, Equinor, BP e Exxon. “É uma garantia para a população de que, independentemente do que aconteça com qualquer empresa, temos seis operadoras no pré-sal. Se houver nova crise na Petrobras, o pré-sal não para”, disse Oddone. A estatal levou apenas uma área, a Sudoeste de Tartaruga Verde, sem concorrência. “A Petrobrás toma suas decisões de forma autônoma do governo. Podemos estranhar que a Petrobrás não tenha sido a protagonista nesse leilão. Mas em outros ela foi”, afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix. Ele disse ainda estar muito satisfeito com o resultado, principalmente porque esse foi o primeiro leilão em que todas as áreas foram vendidas. O consórcio formado pela Shell e a Chevron, com 50% de participação para cada uma, arrematou o bloco Saturno com excedente em óleo de 70,20%, frente ao mínimo de 17,54%. O bônus de assinatura, predefinido em edital, é de R$ 3,125 bilhões. Localizada na Bacia de Santos, a área foi um dos destaques da concorrência, ao lado de Titã. A Shell saiu satisfeita da concorrência, segundo o presidente da empresa no Brasil, Andre Araujo. Em sua opinião, com esse resultado, a empresa consolida sua presença na exploração e produção no Brasil. “Apresentamos ofertas por duas áreas e ganhamos uma. Estou muito feliz. O resultado reforça o interesse no Brasil e consolida de vez nossa participação no mercado”, afirmou o executivo, após o leilão. O consórcio formado pela ExxonMobil (operadora), com 64% de participação, e a QPI Brasil, com 36%, arrematou o bloco Titã com excedente em óleo de 23,49%, frente ao mínimo predefinido de 9,53%. O bônus de assinatura previsto em leilão é de R$ 3,125 bilhões. De acordo com a presidente da ExxonMobil no Brasil, Carla Lacerda, mesmo perdendo uma disputa para o consórcio formado por Shell e Chevron, que levaram o campo de Saturno, o resultado foi muito satisfatório para a companhia. “Estamos muito satisfeitos, isso agrega ao nosso portfólio aqui no Brasil, estamos felizes que começamos o nosso trabalho aqui”, disse ao fim do certame. O consórcio formado pela BP, com 50% de participação, Ecopetrol (20%) e CNOOC (30%) arrematou o bloco Pau-Brasil com excedente em óleo de 63,79%, frente ao mínimo predefinido de 24,82%. O ágio foi de 146,48%. O bônus de assinatura previsto em leilão é de R$ 500 milhões. A Petrobrás apresentou oferta ao lado da Total e da CNODC, mas perdeu a disputa. A área está localizada na Bacia de Santos.

Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2018, 14:34

ECONOMIA PIB terá avanço de 1,6% em 2018 e alta de 2,9% em 2019, prevê Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) voltou a reduzir a previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano. A projeção divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo instituto é que a atividade econômica avance 1,6% em 2018. Para 2019, a expectativa é de crescimento de 2,9%. Há três meses, o Ipea esperava um avanço de 1,7% no PIB de 2018 e alta de 3,0% em 2019. Na divulgação realizada em março, a expectativa do Ipea para o PIB de 2018 era de expansão de 3,0%. A armadilha fiscal em que o Brasil se encontra está na origem das incertezas e dos fatores que têm freado a recuperação, diagnosticou o Ipea, na Carta de Conjuntura divulgada nesta quinta-feira, 27. “Nós estamos numa situação em que, dependendo das medidas tomadas pelo próximo eleito para presidente da República, isso pode ter um efeito benigno ou não nas contas públicas”, lembrou Marco Antonio Cavalcanti, diretor adjunto no Ipea. “O cenário fiscal é o grande problema, é a grande barreira que tem impedido que a retomada seja mais forte, como a gente esperaria depois de um período de crise. Seria de se esperar que houvesse retomada mais intensa”, disse José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea. “O longo período de déficit primário é um grande problema em termos de expectativas”, completou.

Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2018, 14:15

ECONOMIA Governo libera R$ 1 bilhão para projeto de inovação em municípios

O governo federal disponibilizará R$ 1 bilhão para o financiamento de projetos de inovação visando ao desenvolvimento das cidades brasileiras. O anúncio de lançamento do programa Cidades Inovadoras foi feito hoje (27) pelo presidente Michel Temer. “Hoje, damos mais um passo que coloca o Brasil no século 21: lançamos o Cidades Inovadoras. São R$ 1 bilhão, nos próximos dois anos, para projetos que transformarão nossas cidades. É uma conquista para a ciência brasileira”, disse o presidente na cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, o programa tem o objetivo de descentralizar, por meio de parceria com agentes financeiros credenciados – bancos de desenvolvimento, agências de fomento e outras instituições financeiras –, os financiamentos de atividades de inovação e, dessa forma, expandir a atuação da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) no país. Quatro setores receberão apoio de forma prioritária: saneamento e recursos hídricos (tratamento, compostagem, aproveitamento de água de chuva); mobilidade urbana (sistemas de transporte e circulação visando à eficiência e redução de emissões); eficiência energética; e energias renováveis (tecnologias e sistemas para energias fotovoltaica, eólica e de biomassa). O foco do programa serão os bancos de desenvolvimento, agências de fomento e outras instituições financeiras, que repassarão recursos a prefeituras, governos estaduais e empresas de economia mista ou empresas privadas interessadas em desenvolver projetos de inovação que beneficiem suas áreas de influência local/regional.

Agência Brasil

26 de setembro de 2018, 16:03

ECONOMIA Déficit do Governo Central quase dobra em agosto

A transferência de recursos para estados e municípios e os gastos com as eleições fizeram o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) quase dobrar em agosto. Segundo números divulgados hoje (26) pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 19,733 bilhões em agosto, valor 95,2% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 10,111 bilhões). O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de agosto foi o segundo pior para o mês desde o início da série histórica, em 1997, só perdendo para agosto de 2016, quando o déficit chegou a R$ 20,302 bilhões. De janeiro a agosto, o déficit acumulado chega a R$ 58,557 bilhões, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2017. Mesmo com a alta mensal em agosto, esse é o melhor resultado acumulado para os oito primeiros meses do ano desde 2015. De acordo com o Tesouro Nacional, dois fatores contribuíram para o aumento do déficit em agosto. O primeiro foi a elevação da repartição de receitas com estados e municípios, que subiu 18,9% acima da inflação em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Isso ocorreu porque a arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) subiu em julho, o que provocou uma repartição maior de recursos com os governos locais no mês seguinte. O segundo fator que contribuiu para a alta do déficit foi a execução de R$ 1,7 bilhão do Fundo Eleitoral, que distribui dinheiro para os partidos. Como esse gasto não ocorreu em 2017, os gastos totais acumularam alta de 5,9% acima da inflação em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado.

Agência Brasil