17 de janeiro de 2017, 08:45

ECONOMIA Inflação medida pelo IPC-S cresce em seis capitais pesquisadas, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,12 ponto percentual nos primeiros 15 dias do ano, fechando as duas primeiras semanas de janeiro em 0,62%, contra os 0,5% da última quinzena do ano passado. Os dados relativos ao IPC-S do período foi divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e refletem alta de preços entre a última quinzena do ano passado e a primeira quinzena deste ano em seis das sete capitais do país. A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde o IPC-S ficou 0,16 ponto percentual acima da média nacional (registrando a maior inflação entre as capitais) a taxa caiu 0,01 ponto percentual ao regredir de 0,79% para 0,78% entre a última quinzena de 2016 e a primeira de 2017. Em Belo Horizonte, a segundo maior alta entre as capitais, a taxa fechou a primeira quinzena de 2017 em 0,68%, neste caso um resultado 0,21 ponto percentual acima da taxa da quinzena imediatamente anterior (0,47%). Em Salvador, a taxa passou de 0,39% para 0,60% – os mesmos 0,21 ponto percentual de alta entre os períodos. A maior variação percentual foi registrada na cidade de Porto Alegre: 0,27 ponto percentual (de 0,33% para 0,6%). Em São Paulo a taxa passou de 0,41% para 0,53% e em Recife de 0,62% para 0,63%.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 07:31

ECONOMIA Reajuste de benefícios do INSS vai custar R$ 27 bilhões

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Os reajustes dos benefícios dos 19,2 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS vão custar R$ 27 bilhões aos cofres públicos em 2017, segundo cálculos da Secretaria de Previdência, do Ministério da Fazenda.Os benefícios acima de um salário mínimo terão reajuste de 6,58% neste ano. A correção, equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2016, foi publicada somente ontem no Diário Oficial da União – a divulgação do indicador saiu no dia 11.A portaria do governo também estabeleceu que o teto da Previdência Social passa a ser de R$ 5.531,31 – o do ano passado foi de R$ 5.189.82. Na prática, é muito difícil um trabalhador chegar a receber uma aposentadoria igual ao teto, pois é necessário ter um fator previdenciário maior do que 1. O reajuste dos benefícios acima do salário mínimo custará R$ 14 195 bilhões neste ano. O porcentual ficou acima dos benefícios de um salário mínimo, cujo reajuste obedece a outra regra. Passou de R$ 880 para R$ 937, aumento de 6,4%. O salário mínimo é o piso para o pagamento dos benefícios, como aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte. Cerca de dois terços dos benefícios pagos pelo INSS são de um salário mínimo. O custo do reajuste do salário nos benefícios previdenciários neste ano será de R$ 12,753 bilhões.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 21:01

ECONOMIA Meirelles evita comentar corte da Selic, mas elogia trabalho do BC

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evitou nesta segunda-feira, 16, comentar a decisão do Banco Central, inesperada pela maioria do mercado financeiro, de reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto porcentual na semana passada, levando a Selic para 13,00% ao ano. Ele aproveitou, no entanto, para elogiar a instituição durante entrevista coletiva para jornalistas em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial. Amanhã, o BC divulga a ata da reunião. “Tenho uma postura desde que eu era presidente do BC, de que este não é o tipo de resposta que um ministro da Fazenda deve dar: o que esperava ou não do BC”, disse. “É hora apenas de dizer que o BC está fazendo um excelente trabalho”, continuou. Perguntado sobre se a decisão de acelerar o ritmo foi boa, ele repetiu que o trabalho da instituição, comandada por Ilan Goldfajn, também presente em Davos, é excelente. Ele também não quis comentar sobre a possibilidade de o BC manter esse ritmo de corte dos juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), como passou a prever grande parte dos analistas de mercado.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 20:47

ECONOMIA FMI tende a ser mais conservador que o mercado, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (16) que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tende a ser mais conservador que o mercado nas estimativas de crescimento econômico. Em entrevista a jornalistas no Fórum Econômico Mundial, ele admitiu que o governo revisará as estimativas oficiais de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) para este ano, mas não indicou em que intensidade. Nesta segunda-feira (16), o FMI divulgou que reduziu, de 1,5% para 0,2% a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2017. A estimativa é mais pessimista que a das instituições financeiras, que projetam expansão de 0,5%, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central.“O FMI tende a ser mais conversador. O mercado, no Brasil, está com um crescimento um pouco mais acima, de 0,5%, mas certamente o importante é a trajetória de recuperação da economia que parte de um nível muito baixo”, declarou Meirelles na entrevista, divulgada no início da noite.Oficialmente, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda ainda projeta expansão de 1% para o PIB em 2017 na comparação que considera o ano inteiro, não apenas trimestre por trimestre. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central revisou a projeção de crescimento da economia para 0,8%. A estimativa da Fazenda para a economia neste ano havia sido divulgada no fim de novembro. O ministro disse que o número será atualizado nas próximas semanas, mas evitou entrar em detalhes. “Não sabemos se essa revisão será para baixo”, comentou.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2017, 18:57

ECONOMIA Meirelles diz em Davos que há expectativa positiva sobre o Brasil

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez seu primeiro pronunciamento no Fórum Econômico Mundial, em Davos, enaltecendo o interesse que os investidores têm demonstrado sobre o Brasil. “Desta vez, existe uma mudança importante que é uma expectativa positiva sobre o Brasil. Não é a primeira vez, mas é a primeira vez nos últimos anos”, disse, durante entrevista coletiva de imprensa.As reformas, de acordo com Meirelles, estão sendo muito bem avaliadas. Ele citou que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos públicos está de acordo com o cronograma que o governo havia anunciado no ano passado. Também mencionou a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da admissibilidade da reforma da Previdência na Câmara e as reformas microeconômicas que foram anunciadas. “Estes são problemas que o Brasil enfrenta há várias décadas”, afirmou.O ministro da Fazenda também enfatizou a classificação sobre a facilidade de produção feita pelo Banco Mundial (Bird). “O Brasil tem estado em uma classificação muito ruim em vários anos. É a primeira vez que estamos enfrentando esse assunto decisivamente com as reformas microeconômicas”, disse. Ele citou problemas de registro de companhias em juntas comerciais, em grupo de bombeiro, dificuldade de se pagar impostos. “Há também uma dificuldade burocrática de exportar. Estamos introduzindo um portal que vai permitir um processamento muito rápido de toda a documento de exportação e pagamento de impostos e várias medidas nessa linha”, disse. A questão trabalhista começará a ser endereçada agora também, conforme Meirelles.”É uma visão bastante positiva. Há muita curiosidade (dos investidores), interesse em saber como está a questão do crescimento do ritmo de atividade da economia”, comentou. Ele voltou a dizer que prevê um Produto Interno Bruto (PIB) negativo no último trimestre de 2016 comparado com o trimestre anterior, mas já espera crescimento no primeiro de 2017. No quarto trimestre deste ano, de acordo com ele, a economia crescerá 2% sobre idêntico período de 2016. “É o que interessa, mas médias não dizem muito”, argumentou.A redução da inflação também está sendo vista de maneira positiva e consistente pelos investidores, conforme Meirelles, “o que tem permitido ao BC tomar medidas adequadas”.Ao mesmo tempo, salientou o ministro da Fazenda, há muita preocupação por parte dos investidores com regiões sempre consideradas sólidas e estáveis, como na Europa. Ele mencionou a questão dos imigrantes na Alemanha, da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), o problema de auxílio do governo italiano aos bancos, o surgimento do nacionalismo e do radicalismo em muitos países europeus e preocupação com as próximas eleições, além de “alguma preocupação” com efeito do início do governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

16 de janeiro de 2017, 15:00

ECONOMIA Superávit da balança comercial na 2ª semana de janeiro é de US$ 120 milhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 120 milhões na segunda semana de janeiro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Entre os dias 9 e 15 deste mês, as exportações somaram US$ 2,919 bilhões, e as importações, US$ 2,799 bilhões. No acumulado das duas primeiras semanas do ano, o superávit é de US$ 341 milhões. No período, as exportações somam US$ 5,939 bilhões e as importações chegam a US$ 5,598 bilhões. A média diária de exportações nas duas primeiras semanas de janeiro foi de US$ 593,9 milhões, uma alta de 5,7% em comparação com a média de embarques por dia útil do mesmo mês do ano passado, de US$ 561,9 milhões. Já nas importações, a média por dia na segunda semana deste mês foi de US$ 559,8 milhões, crescimento de 8,5% em relação à média de compras de janeiro de 2016, que foi de US$ 516,1 milhões.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 11:24

ECONOMIA Demanda dos consumidores por crédito cresce 3,7% em 2016, diz Serasa

A demanda dos consumidores por crédito cresceu 3,7% em 2016 na comparação com 2015, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (16) pela Serasa Experian (empresa que reúne dados sobre crédito e dívidas). Analisando os números das vendas no varejo, a consultoria ressalta que os dados indicam que os empréstimos contraídos ao longo do ano foram mais direcionados ao pagamento de dívidas anteriores do que para o consumo ou investimento. O aumento da procura por financiamentos foi mais alto na faixa de renda mensal de R$ 1 mil a R$ 2 mil, que registrou expansão de 4,3%. Entre os que ganham de R$ 500 a R$ 1 mil houve crescimento de 3,7%. Na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil a alta ficou em 4,1%. Para os que recebem acima de R$ 10 mil foi verificada uma expansão de 3,6%. Na análise por região, o Sul foi onde a demanda por crédito mais avançou (7,2%). No Centro-Oeste a expansão ficou em 5,1%, no Sudeste em 3,7% e no Nordeste em 1,7%. Na Região Norte foi registrada queda de 2,6% na procura por empréstimos ao longo de 2016.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2017, 10:44

ECONOMIA Inflação semanal registra alta e IPC-S fica em 0,62% na segunda semana do ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,62% na segunda semana de janeiro, de acordo com dados divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O percentual é 0,12 ponto percentual maior que o registrado na semana anterior. Dos oito grupos que compõem o índice, quatro tiveram aumento nos percentuais em comparação com o período anterior. Nesta divulgação foram levados em conta os preços coletados entre dias 16 de dezembro de 2016 e 15 de janeiro de 2017 em relação aos verificados entre 16 de novembro de 2016 e 15 de dezembro de 2016. Passando de 0,78% para 1,95%, o item educação, leitura e recreação foi um dos que puxou a inflação medida pelo IPC-S para cima. Os cursos formais variaram de 1,17% para 3,75%. Habitação passou de -0,28% para 0,01%, devido ao comportamento da tarifa de eletricidade residencial que variou de -3,96% e para -2,55%. Os gastos com transportes tiveram alta de 1,06% na semana, contra 0,96% no período anterior. Nesse sentido influenciou o aumento da tarifa de ônibus urbano, que tinha ficado em 0,68% e chegou a 1,52%. Alimentação passou de 0,75% para 0,77%, sob influência das hortaliças e legumes que estavam em -1,38% e foram para -0,06%. Os gastos com comunicação mantiveram o mesmo percentual da medição anterior (0,36%). Outros três grupos tiveram queda, vestuário (de 0,27% para -0,41%), saúde e cuidados pessoais (de 0,66% para 0,56%) e despesas diversas (de 1,24% para 0,92%).

16 de janeiro de 2017, 09:01

ECONOMIA Brasil estará crescendo no fim do 1º trimestre, diz Meirelles a TV americana

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista à emissora de TV norte-americana CNBC que o Brasil estará crescendo no fim deste primeiro trimestre de 2017. “O Brasil agora está em uma trajetória de recuperação. Nossa expectativa é que o Brasil esteja crescendo ao fim do primeiro trimestre”, comentou o ministro em Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial.Meirelles citou a série de reformas que o governo está adotando e as medidas para melhorar a produtividade, incluindo mudanças da Previdência, na legislação trabalhista e no sistema tributário. “Em 2018, a situação será completamente diferente”, disse.O ministro também foi questionado sobre os escândalos de corrupção envolvendo o governo. Segundo ele, tudo está sendo investigado e o País sairá mais forte desse processo. Meirelles ainda falou sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e suas promessas de rever acordos internacionais de comércio. De acordo com ele, “no fim do dia, o protecionismo não é bom para ninguém”. O ministro disse que será interessante ver como as coisas vão se desenrolar, já que existem diferenças de opinião entre Trump e alguns de seus ministros. “É muito difícil dizer que existe alguém que realmente entende ele”.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 08:42

ECONOMIA Mercado projeta 9,75% ao ano para Selic em 2017

O mercado financeiro projeta que a Selic, a taxa básica de juros da economia, chegará a um dígito e encerrará 2017 em 9,75% ao ano. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita com instituições financeiras. Na semana passada, as instituições consultadas previam que a Selic terminaria o ano em 10,25% ao ano. Atualmente, a taxa está em 13% ao ano. O mercado revisou a previsão para a Selic após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduzir a taxa básica, na última quarta-feira (11), mais que o esperado, em sua primeira reunião em 2017. Em lugar da queda de 0,5 ponto percentual projetada, o Copom cortou 0,75 ponto percentual. A decisão de reduzir a taxa básica de juros ocorreu depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2016 em 6,29%. O patamar está abaixo do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% com dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2017, 08:37

ECONOMIA Redução de juros vale a partir desta segunda-feira

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Começa a valer a partir de hoje a redução nas taxas de juros prometidas na última semana pelos principais bancos do país, após a redução de 0,75 ponto percentual (p.p) na taxa básica de juros (Selic) do Brasil na última semana. Algumas das instituições, como o Banco do Brasil e Bradesco, informaram que antecipam também a partir de hoje um corte mais agressivo nas taxas cobradas pelo rotativo do cartão de crédito, antecipando mudanças que valem a partir do final de março.No final de dezembro, o governo anunciou que nenhum cliente poderá ficar mais de 30 dias no rotativo. Se ele não puder pagar a fatura integral, a dívida será parcelada. Com isso, a tendência é que os juros cobrados no rotativo se aproximem do custo da linha de parcelamento. Hoje, a taxa do rotativo se aproxima dos 480% ao ano, enquanto o parcelamento da fatura custa ao consumidor 150% ao ano.No Banco do Brasil, o juro do rotativo do cartão de crédito deve encolher em 4 pontos percentuais. Isso significa que a taxa média de 15,18% cairá para 11% ao mês. Ou 250% ao ano. O BB afirma que em cinco linhas o corte será maior que a redução da Selic. No Bradesco, o custo será menor para crédito pessoal, cheque especial e compra de veículos. No empréstimo pessoal, a redução do juro máximo cobrado do consumidor de 7,78% para 7,72% ao mês, enquanto a taxa para compra do carro recuará da máxima de 3,66% para até 2,99% ao mês. O presidente do Santander, Sérgio Rial, afirmou que o banco “deve assumir, juntamente com outras instituições financeiras, um papel protagonista na recuperação da atividade econômica”. O banco afirmou que reduzirá taxas de entre 5% a 10% na última sexta-feira. O crédito pessoal terá a taxa mínima reduzida de 2,09% para 1,99% ao mês, e a máxima, de 8,49% para 7,99% ao mês.A Caixa afirmou que possui “taxas bastante competitivas em todas as suas linhas de crédito” e que outros fatores, além da Selic, são considerados na hora de definir o preço dos juros. “Diante da redução da taxa Selic anunciada hoje pelo Copom, a Caixa irá monitorar as carteiras para possíveis ajustes de preço”. O Itaú Unibanco informou que repassará integralmente a queda de 0,75 pontos percentuais da Selic.

Correio*

16 de janeiro de 2017, 08:12

ECONOMIA IPCA para 2017 cai de 4,81% para 4,80%, aponta Relatório Focus

Após a inflação ter encerrado 2016 abaixo do teto da meta e o Banco Central ter acelerado o ritmo de cortes da Selic (a taxa básica de juros), os economistas do mercado financeiro reduziram levemente suas projeções para a inflação neste ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 16, pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2017 foi de 4,81% para 4,80%. Há um mês, estava em 4,90%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,50%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Esta foi a primeira vez que o BC publicou, no relatório, os dados referentes ao próximo ano.Na quarta-feira passada, dia 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA em 2016 ficou em 6,29%. O porcentual ficou dentro do intervalo da meta perseguida pelo BC, de 4,5% com margem de tolerância de 2,0 pontos porcentuais (inflação até 6,5%). Os preços mais acomodados, somados à forte recessão que atinge a economia, fizeram o BC anunciar, no mesmo dia, o corte da taxa básica de juros, a Selic, de 13,75% para 13,00% ao ano.As projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é que a inflação se aproxime do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação até 6,0%). No comunicado que se seguiu à decisão de política monetária da semana passada, o Banco Central atualizou as projeções para a inflação em seu cenário de referência: 4,0% para 2017 e 3,4% em 2018. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 4,55% para 4,54%. Para 2018, a estimativa seguiu em 4,50%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 4,52% e 4,50%.Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,84% para 4,80% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4 87%.

AE

16 de janeiro de 2017, 06:42

ECONOMIA ‘O pior na economia já passou’, diz Henrique Meirelles

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Oito meses depois de assumir o comando da economia brasileira, no meio de gravíssima crise, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acredita que a situação mais crítica já foi superada. Ele reconhece que ainda haverá uma demora para a retomada do emprego, mas acredita que a recente queda na taxa de juro vai ajudar o Brasil a se recuperar mais rapidamente. Na véspera de participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro quer transmitir o recado que o País “finalmente, está enfrentando seus problemas”. Leia entrevista completa no Estadão.

Estadão

15 de janeiro de 2017, 07:16

ECONOMIA Em três anos, País perde o equivalente a dois Paraguais em arrecadação

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A crise econômica fez com que a arrecadação brasileira encolhesse, nos últimos três anos, o equivalente a quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai. A perda de receita, em termos reais – ou seja, descontando-se a inflação do período – alcançou R$ 172 bilhões entre 2014 e 2016, agravando a crise fiscal do País.Enquanto a receita líquida de 2016 foi estimada pelo governo, nos últimos dias de dezembro, em R$ 1,082 trilhão (o dado oficial só sai no fim deste mês), em 2013 essa arrecadação somou R$ 1,254 trilhão, em valores corrigidos pela inflação.O recuo representa uma queda real de 13,7% no período. E o tombo teria sido maior, de 16,2%, se não fosse o dinheiro da repatriação de recursos não declarados no exterior, de acordo com cálculos do especialista em finanças públicas e economista da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. No ano passado, essa entrada extra de recursos foi de R$ 45 bilhões.A queda na arrecadação tem relação direta com a marcha à ré na atividade econômica. Com produção e vendas menores, as empresas recolhem menos impostos. Ao mesmo tempo, as despesas do governo foram crescendo, o que resultou nos rombos sucessivos e crescentes do governo federal: foi de R$ 17,2 bilhões em 2014 para cerca de R$ 170 bilhões no ano passado (o número oficial ainda não foi informado).Para este ano, a receita líquida prevista na Lei Orçamentária, sancionada na semana passada pelo presidente Michel Temer, é de R$ 1,187 trilhão. Mas essa projeção, segundo analistas, foi inflada por receitas extraordinárias e por uma estimativa irrealista de crescimento de PIB de 1,6%. Um aumento dessa magnitude já não é considerado possível nem mesmo nos cenários mais otimistas. A expectativa dos analistas é de que o PIB do Brasil cresça apenas 0,5% este ano.Segundo Montero, o PIB menor vai acabar levando a uma situação em que as despesas terão de crescer num nível abaixo do teto de gastos, para acompanhar o cenário de receitas menores e garantir o cumprimento da meta fiscal, que prevê déficit de R$ 139 bilhões. Isso, no ano de estreia do teto – a regra que determina que, nos próximos 20 anos, as despesas não poderão crescer acima da inflação.

Estadão Conteúdo

14 de janeiro de 2017, 11:01

ECONOMIA Atraso no pagamento do 13º salário bate recorde

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A última vez que o salário do mês entrou na conta do encarregado de obra Diego Alves de Farias, de 28 anos, foi no dia 20 de novembro. Naquela data, a empreiteira na qual trabalha depositou R$ 720, o adiantamento de novembro, que corresponde a 40% do salário. “De lá para cá não pagaram mais nada: nem salário do mês, 13.º, vale-transporte, tíquete-refeição”, conta. A empresa, segundo Farias, alega que não tem obras e o mandou ficar em casa.No fim do ano, Farias, pai de duas filhas, com quatro e cinco anos de idade, deu um jeito. “Fiz uns bicos de pintura e manutenção e comprei uma bonequinha para cada uma, não deixei passar o Natal em branco.” A festa de Natal, normalmente com amigos e familiares que ocorria na sua casa, não houve. Desta vez, ele foi para casa de um amigo.No ano novo não foi diferente. Farias não teve condições de alugar uma quitinete na praia para passar uns dias com a família, como sempre fazia. Acabou indo comemorar a virada na casa da cunhada. “Foi a primeira vez que não recebi o 13.º salário desde que comecei a trabalhar registrado. Isso faz 15 anos.”O aperto pelo qual o encarregado de obra passa é o efeito dominó da situação crítica em setores chaves da economia. Na construção civil, no comércio e na metalurgia, nunca houve um número tão grande de empresas, a maioria de pequeno porte, que viraram o ano sem quitar integralmente o 13.º salário dos funcionários.“Este foi o ano que começamos com mais atrasos no pagamento do 13.º”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho. Um levantamento feito pela entidade mostra que 2.150 empresas do setor, de um universo de 27 mil, não pagaram integralmente o 13.º salário de 2016. Em 2015, 87 companhias estavam nessa condição.Ramalho explica que nas mais de 2 mil empresas devedoras estão incluídas aquelas que não pagaram o 13.º ou parcelaram e atrasaram a quitação do benefício acertado com os trabalhadores. “Vamos mover ação contra essas empresas.” Nas contas do sindicalista, o atraso afetou 30 mil trabalhadores da construção civil da Grande São Paulo. Eles viraram o ano sem receber os vencimentos.

Estadão Conteúdo