30 de junho de 2019, 08:13

ECONOMIA Bolsonaro retira BNDES e BB de comitê que liberou financiamento para Cuba

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Pela regulamentação anterior, BNDES e BB já não tinham voto, mas indicavam representantes

O presidente Jair Bolsonaro retirou o BNDES e o Banco do Brasil do comitê de decisão que aprovou os financiamentos de obras de empreiteiras brasileiras na Venezuela e em Cuba durante os governos do PT. Em decreto publicado no fim de maio, o governo federal alterou a composição do Cofig (Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações), órgão técnico responsável por aprovar os parâmetros —juros subsidiados, prazos e garantias— de financiamentos a exportadores. Com isso, principais executores de programas governamentais de apoio à exportação, como o Proex (Programa de Financiamento à Exportação) e o FGE (Fundo de Garantia à Exportação), BNDES e BB perderam o direito de indicar membros para o Cofig e frequentar as reuniões e deverão enviar pareceres completos sobre as operações por escrito, posicionando-se contra ou a favor. ainda, só serão chamados para os encontros em caso de dúvida, para prestar esclarecimentos, deixando a sala logo em seguida. Pela regulamentação anterior, BNDES e BB já não tinham voto, mas indicavam representantes, que participavam das reuniões e tinham acesso a todos os assuntos discutidos. A partir desse novo decreto, o Cofig passa a ser formado apenas por técnicos dos ministérios. O órgão é subordinado e envia seus pareceres à Camex (Câmara de Comércio Exterior), formada por ministros e a última instância decisória do sistema de apoio às exportações. A reestruturação do Cofig era necessária para adequá-lo à nova organização da Esplanada depois que três ministérios com assento no comitê (Fazenda, Indústria e Planejamento) foram fundidos na Economia. Para compensar a redução do número de membros, o Ministério da Defesa passa a fazer parte do Cofig, um pleito antigo da área, que considera que há assuntos estratégicos envolvidos nas deliberações, como exportação de aviões e produtos tecnológicos.Todavia, a equipe do ministro Paulo Guedes aproveitou as mudanças para tentar fazer uma espécie de expurgo após os polêmicos empréstimos para apoiar obras de empreiteiras brasileiras no exterior durante as gestões Lula e Dilma. Garantidor das operações por meio do FGE, o Tesouro Nacional já desembolsou cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,9 bilhão) nos últimos meses em indenizações ao BNDES por causa de calotes de países como Cuba, Venezuela e Moçambique. O caso mais célebre de Cuba é a construção do porto de Mariel. Essas operações, que já eram consideradas arriscadas quando foram aprovadas, constituem uma parte do que Bolsonaro chama de “caixa-preta” do BNDES. Entre outros motivos, foi uma suposta resistência em abrir a “caixa-preta” que motivou a recente saída de Joaquim Levy da presidência do banco. Na semana passada, em depoimento na CPI da Câmara que investiga irregularidades nos empréstimos do banco, Levy afirmou que “o BNDES não tem nada a esconder” e que as decisões eram políticas. Investigações da Polícia Federal não encontraram provas de pagamento de propina a funcionários do banco. Por causa da polêmica, as aprovações de financiamento estão praticamente paradas e, desde novembro de 2018, não houve nenhuma reunião completa do Cofig.

Folha de São Paulo

30 de junho de 2019, 07:37

ECONOMIA Petrobras altera prazo final de apresentação de propostas para arrendamento das Fafens da Bahia e Sergipe

Foto: Divulgação/Petrobras

A Fafen-BA iniciou suas atividades em 1971, com foco na produção de fertilizantes nitrogenados

A Petrobras alterou o prazo de entrega de propostas para o arrendamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA). As propostas, restritas às três empresas pré-qualificadas deverão ser entregues no dia 9 de agosto. O prazo anterior era até o dia 22 de junho deste ano. Segundo a companhia, vence a empresa que apresentar o maior preço para o arrendamento no período de dez anos, renováveis por mais dez. O fechamento da fábrica nos dois estados do Nordeste foi anunciado em março do ano passado. O motivo, segundo a Petrobras, foi a perda com a produção de fertilizantes. Em 2017 a estatal disse que perda chegou a R$ 600 milhões. No dia 17 de abril, segundo o G1, o juiz federal Ronivon de Aragão determinou a suspensão do processo de hibernação da Fafen-SE, dando um prazo de 30 dias para a suspensão. O pedido foi da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e na terça-feira (16) a Justiça Federal de 1ª Instância da 5ª Região deferiu a solicitação. Já no caso da unidade Bahia, a Petrobras informou que obteve uma decisão favorável revertendo a liminar que suspendia a hibernação da fábrica. Dessa forma, a companhia seguirá com os procedimentos para a hibernação da unidade. A Fafen-BA iniciou suas atividades em 1971, com foco na produção de fertilizantes nitrogenados. Os principais produtos da fábrica são amônia, ureia, gás carbônico e Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32).

29 de junho de 2019, 18:00

ECONOMIA Cláusula incluída no acordo Mercosul-UE preocupa produtores brasileiros

Uma cláusula incluída nos últimos momentos da negociação entre Mercosul e União Europeia, nesta sexta-feira (28), em Bruxelas, está preocupando o setor privado brasileiro. Trata-se do chamado “princípio da precaução”. O dispositivo deixou em alerta especialmente o agronegócio porque, dependendo da abordagem, pode permitir a imposição de barreiras para a compra de produtos considerados suspeitos por uso de agrotóxicos proibidos ou criados em áreas ilegais de desmatamento, mesmo sem comprovação científica. Criada e defendida pela UE, a medida é rechaçada por outros países – como os Estados Unidos – e difere do regimento previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ao invocar o princípio da precaução, os governos europeus simplesmente bloqueiam importações sem que haja qualquer investigação sobre os eventuais danos que esses bens causariam durante a sua produção. Até duas semanas atrás, o assunto era visto como inegociável pelo Ministério da Agricultura. A pasta considerava que a medida se tornaria um instrumento de protecionismo em meio a um acordo de liberação de comércio. Foi preciso, no entanto, ceder e incorporá-lo ao acordo para que ele fosse concluído. Segundo uma fonte próxima as negociações, essa foi a “última fronteira negocial”. A solução, afirma um integrante do Itamaraty, foi incluir uma “blindagem” para evitar que os europeus “abusem” do mecanismo. A íntegra do documento ainda não foi divulgada. Mas, segundo negociadores do lado brasileiro, foi possível proteger o Mercosul do uso indiscriminado do princípio da precaução.De acordo com o Itamaraty, há um dispositivo que torna obrigatória a revisão periódica da medida, além de garantir a necessidade da apresentação de provas científicas para os consumidores interromperem compras preventivamente. Além disso, os integrantes do Mercosul teriam cedido aos europeus com a condição de que o princípio constasse apenas no capítulo “desenvolvimento sustentável” do acordo. O trecho do texto traz ideias e diretrizes a serem seguidas pelos países membros de ambos os blocos, mas não trata de normas vinculantes às quais todos estarão obrigados. O princípio de precaução teria ficado de fora do capítulo que envolve questões sanitárias e fitossanitárias e também do capítulo que envolve barreiras técnicas. Para um representante do setor do agronegócio, a inclusão do princípio de precaução no capítulo sanitário seria “um absurdo” e representaria um “dano enorme” ao Brasil. O capítulo é descrito pela UE como “ambicioso” e trata, entre outras coisas, de segurança alimentar.Preocupada com a reação dos países do bloco, a UE afirma que nada no acordo muda o jeito que o bloco adota suas regras de segurança alimentar para produção doméstica ou produtos importados. A UE também destaca que o acordo explicita o princípio de precaução, que, de acordo com o texto, significa que autoridades públicas possuem o direito de agir para proteger seres humanos, animais e vegetais diante de um possível risco, até mesmo quando análises científicas não forem conclusivas.

28 de junho de 2019, 22:13

ECONOMIA Indústria e agronegócio elogiam acordo Mercosul–União Europeia

As duas principais entidades produtivas do país elogiaram o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, fechado nesta sexta-feira (28). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) consideraram que o resultado das negociações criará oportunidades para produtos brasileiros. Em nota, a CNI informou que o acordo pode aumentar em US$ 9,9 bilhões (23,6%) as exportações do Brasil para a União Europeia em dez anos, com potencial de criar 778,4 mil empregos. Os dois blocos, destacou o comunicado, formarão uma área de livre comércio que soma US$ 19 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e um mercado de 750 milhões de pessoas. Na avaliação da indústria, esse aumento nas exportações não é trivial. Entre 2012 e 2016, as exportações brasileiras para os europeus caíram de US$ 49,1 bilhões para US$ 33,4 bilhões. Registrou leve recuperação em 2017 e encerrou 2018 em US$ 42,1 bilhões. Desse total, 56% foram de bens industrializados. “Esse acordo pode representar o passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional. Cria novas oportunidades de exportação devido à redução de tarifas europeias, ao mesmo tempo em que abre o mercado brasileiro para produtos e serviços europeus, o que exigirá do Brasil aprofundamento das reformas domésticas. O importante é que essa mudança será gradual, mesmo assim as empresas devem começar a se adaptar a essa nova realidade”, escreveu o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em nota oficial.

Agência Brasil

28 de junho de 2019, 19:50

ECONOMIA Aneel define bandeira amarela nas contas de energia de julho

A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela. O anúncio foi feito hoje (28) em comunicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. O adicional retorna às contas após a autoridade reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país”. “A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela”, justificou a agência. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

Agência Brasil

28 de junho de 2019, 18:58

ECONOMIA Bolsa acumula alta de 14,5% no semestre; junho é segundo melhor mês no ano

Junho foi o segundo melhor mês do ano para o mercado financeiro. No período, o Ibovespa bateu o recorde histórico duas vezes e acumulou alta de 4% e o dólar depreciou 2%. O mês só não supera o desempenho de janeiro, marcado pela euforia dos investidores com o início do governo Bolsonaro, em que Bolsa subiu 10,82% e dólar caiu 5,6%.
No semestre, o Ibovespa acumula alta de 14,5%, melhor desempenho desde 2016. A moeda americana tem queda de 0,6% no período. Depois de um início de maio turbulento, marcado pela guerra comercial entre China e Estados Unidos e incertezas quanto a aprovação da reforma da Previdência, junho surfou no otimismo que marcou as duas últimas semanas do mês passado. Investidores passaram a condicionar o andamento da reforma da Previdência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo ele, o governo detém apoio da maioria dos deputados para aprovação do projeto em plenário antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho. Um acordo entre China e Estados Unidos também é esperado. Neste sábado (29), os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se reúnem no G20 e podem sinalizar o fim da guerra comercial. As principais Bolsas globais refletiram a expectativa de conciliação e registraram um desempenho superior ao Ibovespa em junho, por iniciarem uma recuperação das perdas com a guerra comercial mais tarde. Em Nova York, Dow Jones subiu 7,2% neste mês, melhor desempenho do ano, após cair 6,7% e maio. Nasdaq teve ganhos de 7,15%, depois do recuo de 7,93% no mês anterior. Na Europa, as Bolsas tiveram o desempenho semelhante. O índice de Londres teve alta de 3,7% após cair 3,46%. Frankfurt subiu 5,73% após recuo de 5%.

Folhapress

28 de junho de 2019, 17:28

ECONOMIA Programa vai liberar R$ 1 bilhão para transporte urbano sobre trilhos

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou hoje (28) o Programa de Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros sobre Trilhos (Retrem). Segundo o ministro, será disponibilizado R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a compra ou reforma de composições para transporte sobre trilhos pelo Poder Público ou setor privado. O crédito também poderá ser usado para melhoria dos sistemas, como a aquisição de tecnologia de monitoramento e comunicação. “Precisamos melhorar o transporte coletivo nas cidades, a situação está cada vez pior”, enfatizou Canuto ao apresentar o projeto na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os projetos deverão atender uma cota mínima de produção nacional, com a intenção de também apoiar as empresas brasileiras do setor.

Agência Brasil

28 de junho de 2019, 13:27

ECONOMIA Sobe de 42% para 56% fatia de deputados que apoiam reforma, mas querem alterações, aponta pesquisa

Depois da apresentação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) na Comissão Especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, cresceu a fatia de deputados que concordam em partes com a medida, mas que acredita que são necessárias algumas alterações. O porcentual aumentou de 42% em abril, considerando a proposta original do governo, para 56%, com o texto de Moreira, segundo pesquisa feita pela XP Investimetnos, com 236 deputados federais, de 18 a 26 de junho. O porcentual daqueles que concordam plenamente subiu de 7% para 10%, enquanto a parcela daqueles que concordam em partes, mas que acham que o texto precisa de muitas alterações caiu de 23% para 14%. A proporção dos deputados que discordam totalmente recuou de 25% para 15%. No grupo de parlamentares que não são classificados como oposição, cresceu de 56% para 73% a parcela que concorda em parte com o texto, mas acredita que precisa de algumas mudanças. Entre os pontos que os parlamentares avaliam que devem ser flexibilizados, o que tem maior porcentual favorável a mudanças é a regra para professores (57%), seguido de regras de transição para o regime geral e de regras para agentes de segurança, com o mesmo porcentual, de 53%, e depois pela regra de transição para servidores (50%). Entre os deputados que não podem ser classificados como oposição, 50% defendem a flexibilização para professores e outros 47% para agentes de segurança. Relação com o Planalto Segundo a pesquisa, de abril para junho, a percepção dos deputados sobre a relação com a Presidência da República melhorou. O porcentual de representantes da Câmara que consideram a relação com o governo boa ou ótima cresceu de 34% em abril para 49% em junho. A avaliação de que o relacionamento é péssimo ou ruim passou de 30% para 27%. Quando considerados os deputados que não podem ser classificados como oposição, a avaliação de ótima ou boa avançou de 48% em abril para 68% em junho. Os deputados também têm uma percepção melhor sobre a relação da Câmara com o governo, com a classificação de ótima ou boa crescendo de 16% para 28%. Caiu de 55% para 33% a avaliação de que essa relação estaria ruim ou péssima.

Estadão

28 de junho de 2019, 12:55

ECONOMIA Contas públicas têm saldo negativo de R$ 13 bilhões em maio, diz BC

As contas públicas registraram saldo negativo em maio. De acordo com dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC), o setor público consolidado, formado pela União, estados e municípios, teve deficit primário de R$ 13,008 bilhões no mês passado. Em maio de 2018, o resultado também foi negativo, de R$ 8,224 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado em maio de 2018 foi melhor porque houve o retorno aos cofres públicos de R$ 3,5 bilhões, saldo remanescente do Fundo Soberano extinto naquele mês. “Essa receita não se repetiu agora e isso explica o déficit maior em maio desse ano”, explicou. No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o principal responsável pelo saldo negativo, ao apresentar déficit primário de R$ 13,190 bilhões. Os governos estaduais anotaram saldo positivo de R$ 1,007 bilhão, e os municipais, também positivo em R$ 230 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, também tiveram déficit primário de R$ 1,055 bilhão milhões no mês passado, resultado explicado pelo aumento de emissão de dívidas, principalmente por empresas estatais estaduais.

Agência Brasil

28 de junho de 2019, 10:00

ECONOMIA Desemprego se mantém estável, mas subutilização bate novo recorde

A taxa de desemprego no Brasil se manteve estável no trimestre encerrado em maio deste ano, na comparação com o trimestre anterior até fevereiro, mas a subutilização bateu novo recorde, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (28). O número de desempregados no país fechou, no período de três meses até maio, em 13 milhões de brasileiros (12,3% da população), enquanto o contingente dos que não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam passou a compreender 28,5 milhões de pessoas (25%). O número de trabalhadores por conta própria subiu 1,4% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro e também bateu recorde da série histórica, iniciada em 2012, chegando a 24 milhões em maio. A alta em relação ao mesmo período de 2018 é de 5,1%. A população desalentada -aquela que gostaria de trabalhar mas não procurou emprego no período- também é recorde. São 4,9 milhões de brasileiros nessa situação, estável em comparação com o mesmo período do ano passado e com o trimestre encerrado em fevereiro. O percentual da força de trabalho em desalento é de 4,4%. De acordo com o IBGE, a renda do trabalhador caiu 1,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, chegando a R$ 2.289 no trimestre encerrado em maio.

Estadão

27 de junho de 2019, 21:33

ECONOMIA Criação de vagas formais é a menor para maio em 3 anos

Foto: Estadão

O dado veio bem abaixo de estimativas do mercado

O Brasil criou 32.140 vagas formais de emprego em maio, o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechados 72.615 postos, indicam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia. O dado veio bem abaixo de estimativas do mercado. A consultoria LCA, por exemplo, previa geração de 78.200 postos. Em maio de 2018, foram 33.659 vagas de emprego. O resultado também significa uma queda brusca em relação a abril, quando foram criados 130.655 postos, segundo dados ajustados. No ano, o saldo está positivo em 351.063 vagas, aumento de 0,91% no estoque na comparação com o mesmo período de 2018. Em 12 meses, são 474.299 postos criados (+1,24%). Para Bruno Dalcolmo, secretário do Trabalho, o número de maio veio em linha com o crescimento dos últimos dois anos, “que obviamente não foram anos de grande desempenho econômico”. O presidente Jair Bolsonaro comemorou a criação de vagas, mas reconheceu que ainda é pouco diante dos atuais níveis de desemprego. Ele admitiu também que a economia brasileira não tem apresentado um desempenho favorável. Por setores, a agropecuária abriu 37.373 vagas, com destaque para cultivos de café e laranja. A segunda maior geração veio da construção civil, com 8.459 postos. Já no comércio, foram fechadas 11.305 vagas, enquanto na indústria de transformação o saldo ficou negativo em 6.136.

Folhapress

27 de junho de 2019, 20:45

ECONOMIA Guedes diz que governo vai liberar R$ 100 bi de compulsório para expandir crédito

Foto: Estadão

'Estamos desestatizando o mercado de crédito', disse Guedes

Após a liberação na quarta-feira, 26, pelo Banco Central de R$ 16,1 bilhões em compulsórios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 27, que o governo pretende liberar mais de R$ 100 bilhões desses recursos no futuro para estimular o crédito privado. “Nosso primeiro desafio é a reforma da Previdência, mas faremos também a reforma tributária e o pacto federativo. Estamos desestatizando o mercado de crédito e ontem (quarta-feira) o Banco Central já liberou compulsórios para aumentar o crédito privado. Vão vir mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório no futuro”, disse Guedes após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), também estava presente no encontro. O ministro também citou outras ações em curso no governo. Segundo ele, uma maior competição no mercado de petróleo e gás terá impacto não só para indústria como também no preço do botijão de gás para as famílias. Guedes repetiu que o governo pretende simplificar e reduzir impostos, além de concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia e a adesão do Brasil à OCDE. Depois da fala de Guedes, o Banco Central publicou uma nota informando que a ação relativa aos compulsórios ainda está em curso, “sem definições de prazos ou montantes”. “O BC não antecipa decisões ou regulações”, acrescentou a autarquia. Segundo banco, a liberação anunciada na quarta-feira, 26, no valor de R$ 16,1 bilhões, terá efeito no dia 15 de julho deste ano. O BC informou que a redução “estrutural” dos compulsórios faz parte das ações da Agenda BC#, na parte do pilar de eficiência de mercado. “O aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez, também previsto na Agenda BC#, nos permitirão trabalhar com um nível de compulsórios mais baixo no futuro”, registrou o BC.

Estadão

27 de junho de 2019, 19:48

ECONOMIA CMN fixa em 3,5% a meta de inflação para 2022

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2022 em 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (27). As metas de inflação para 2020 e 2021 foram mantidas, respectivamente, em e 4% e 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Esse é o valor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá alcançar nos próximos anos. Em 2019, a meta para a inflação também segue a mesma: 4,25%. Até 2016, a meta de inflação era fixada com dois anos de antecedência, mas um decreto publicado no Diário Oficial da União em junho de 2017 determinou que a definição passasse a ser feita três anos antes. De acordo com o Banco Central (BC), a mudança teve como objetivo reduzir as incertezas e melhorar a capacidade de planejamento das famílias, das empresas e do governo. Desde 2005, o centro da meta de inflação estava em 4,5%, com 2,5 pontos de margem de tolerância. Em 2006, esse intervalo caiu para 2 pontos e permaneceu assim nos anos seguintes até ser reduzido para 1,5 ponto para 2017 e 2018, banda que será mantida agora até 2022.

Agência Brasil

27 de junho de 2019, 18:16

ECONOMIA Financiamento de veículos para pessoas físicas cresce 3,5%

O número de contratos de financiamento em bancos para compra de carros e motos por pessoa física cresceu 3,5% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2018. O total de contratos passou de 620.337 para 642.003. Os números fazem parte de um levantamento inédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com as cinco principais instituições bancárias que operam neste segmento e representam 75% do mercado brasileiro. Em relação ao volume de recursos relacionados a esses contratos, houve um crescimento de 10,5% na comparação com os três primeiros meses de 2018. Foram negociados R$ 15,6 bilhões no ano passado e R$ 17,2 bilhões em 2019. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de veículos financiadas por bancos com maior participação no setor representam 76,5% do total de unidades comercializadas entre janeiro e março. “Isso demonstra, apesar daquele primeiro trimestre de muitas incertezas, que talvez tivéssemos um cenário um pouco melhor que 2018, mas ainda era um cenário incerto. E percebemos isso em outros setores da economia que ainda não experimentaram esse crescimento. Aqui a indústria teve uma oportunidade de manter um aquecimento. Se essa tendência se confirmar ao longo dos próximos trimestres e se tivermos ambiente econômico com mais emprego, isso é uma oportunidade para que esse setor seja mola propulsora da economia do país”, disse Leandro Vilain, diretor de Negócios e Operações da Febraban.

Agência Brasil

27 de junho de 2019, 18:00

ECONOMIA Caixa sobe limite de saque em lotéricas de R$ 1.500 para R$ 2.000

A Caixa Econômica Federal aumentou o valor máximo para saques nas casas lotéricas a clientes Caixa e do Banco do Nordeste.
O aumento do limite de R$ 1.500 para R$ 2.000 entrou em vigor na quarta-feira (26) e não tem relação com o pagamento de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo e Serviço) nem com o seguro-desemprego. Esses dois pagamentos têm limites próprios de saque e não foram alterados. Pagamentos do FGTS podem ser feitos em valores de até R$ 3.000, enquanto o seguro-desemprego pode ser sacado integralmente. Para o cliente Caixa ou do Banco do Nordeste fazer o saque é preciso levar o cartão do banco e um documento com foto, como RG ou CNH. A medida do banco faz parte de um pacote de mudanças nas casas lotéricas. Além do aumento do limite de saque, a Caixa criou nova remuneração para negócios e uma linha de crédito exclusiva para lotéricos. O banco também planeja implementar ações como aceitação de cartão de débito e crédito nas casas lotéricas.

Folhapress