13 de maio de 2019, 14:00

ECONOMIA Dólar chega a R$ 4 com guerra comercial entre EUA e China

Foto: Reuters

Na máxima desta manhã de segunda-feira (13), o dólar chegou a R$ 4,0052

A semana começou com o Ibovespa em queda, abaixo dos 93 mil pontos, acompanhando o recuo das Bolsas externas, diante do clima de tensão provocado pelo impasse comercial Estados Unidos e China. Às 11h07 desta segunda-feira, 13, o Ibovespa tinha queda de 1,99%, aos 92.382,00 pontos. Na sexta, o índice encerrou aos 94.257,56 (-0,58%). Dos 66 ativos do Ibovespa, apenas Marfrig ON (0,94%) e BB Seguridade ON (0,04%) subiam. No mesmo horário, o dólar era cotado a R$ 3,9956, com alta de 1,27%. Na máxima desta manhã, chegou a R$ 4,0052. A China anunciou nesta segunda que vai impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1.º de junho. A decisão é uma resposta ao aumento imposto pelo governo de Donald Trump de 10% para 25% nas tarifas sobre US$ 200 bilhões de importações chinesas na semana passada. O temor de analistas é que esse quadro tenso entre as duas potências mundiais contamine o desempenho de outras economias do planeta. Os impactos econômicos com a nova escalada das tensões comerciais entre EUA e China aumentam o risco de desaceleração da economia mundial, observa o Bradesco. “Não tem novidades e as que têm são desfavoráveis. Sem perspectiva de alta na Bolsa hoje”, diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM. Ele acrescenta que a alta registrada nesta manhã na cotação do petróleo no exterior é o único fator a dar algum alívio à B3, sobretudo às ações da Petrobras. Os papéis PN chegaram a cair quase 2,00%, mas diminuíram o ritmo de perdas para -1,54%, às 10h54. Vale ON cedia 2,13%. No Brasil, a agenda também está esvaziada. Os investidores continuam atentos ao noticiário envolvendo a reforma da Previdência, especialmente na dificuldade do governo em fazer articulação, diante da crise provocada entre membros do governo, filhos do presidente Jair Bolsonaro e o “guru” do presidente, Olavo de Carvalho. Nesta segunda o boletim Focus do Banco Central (BC) voltou a reduzir as projeções para o PIB desde ano, de alta de 1,49% para 1,45%. Foi a 11.ª semana consecutiva de retração.

Estadão Conteúdo

13 de maio de 2019, 13:16

ECONOMIA Ministra da Agricultura se reúne com investidores chineses em Xangai

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apresentou dados do setor agropecuário e áreas com potencial de crescimento para um grupo de 40 investidores chineses com projetos no Brasil, nesta segunda-feira, 13, em Xangai, na China. O encontro foi organizado pelo Banco do Brasil em parceria com o consulado brasileiro. Os investidores informaram que pretendem aumentar o montante aplicado no Brasil, em setores de sementes, suinocultura, infraestrutura e ferrovias. Conforme comunicado da pasta, os chineses revelaram interesse em obras ferroviárias, como a Ferrogrão – corredor ferroviário para escoamento de grãos da Região Centro-Oeste, que será construído entre Sinop (MT) e Itaituba (PA), onde fica o Porto de Miritituba. O projeto é orçado em US$ 3,37 bilhões e o edital deve ser lançado no quarto trimestre de 2019. Outra obra citada foi a Fiol, ferrovia que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO) para escoar minério de ferro da região de Caetité e grãos, e a ferrovia Norte-Sul, principal via para o escoamento de grãos pelo Arco Norte com investimentos estimados em US$ 680 milhões. O primeiro compromisso da delegação brasileira na China foi a divulgação de cafés especiais brasileiros na SeeSaw cafeteria. O evento de promoção foi organizado pelo importador Jason Wang com apoio da diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Vanusia Nogueira.

Estadão Conteúdo

13 de maio de 2019, 11:34

ECONOMIA Pedidos de recurso e revisão do INSS passam a ser feitos por internet

A partir de hoje (13) os pedidos de revisão de valor do benefício, de recursos e de cópia de processos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão ser feitos apenas pela internet, no Meu INSS, ou pelo telefone 135. A estimativa do INSS é que atualmente esses serviços levem mais de 70 mil pessoas por mês às agências. Com as solicitações feitas pela internet ou telefone, o órgão espera melhorar o atendimento ao público e poupar trabalho e gastos aos cidadãos que precisam se descolar em busca de uma agência do órgão. A mudança faz parte do projeto de transformação digital implantado pelo INSS para ampliar a oferta de serviços digitais. O Meu INSS é acessível por meio de computador ou celular. Para usar o serviço é preciso se cadastrar e obter uma senha no próprio site. Também é possível obter a senha no internet banking de instituições da rede credenciada que são Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander, Sicoob e Sicredi. Em caso de dúvida, basta ligar para o 135. Para acessar os serviços de cópia de processo, revisão e recurso basta ir em Agendamentos/Requerimentos, escolher o requerimento ou clicar em Novo Requerimento, atualizar os dados caso seja pedido e, em seguida, escolher a opção Recurso e Revisão ou Processos e Documentos. Este último é para aqueles que buscam uma cópia de processo.

Agência Brasil

13 de maio de 2019, 09:20

ECONOMIA Instituições financeiras reduzem projeção de crescimento da economia

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 11ª vez seguida caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,49% para 1,45% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perceptivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC). A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,04%, este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Agência Brasil

10 de maio de 2019, 20:00

ECONOMIA Conta de água será reajustada com base no IPCA

Foto: Divulgação

Embasa

Em 2019, o reajuste tarifário anual para os usuários dos serviços da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) será de 4,7%. Autorizada pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa), a correção é menor do que a expectativa da empresa, que era de 6,22% em função do aumento de seus custos operacionais, e foi baseada somente no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o diretor geral da Agersa, Walter Oliveira, as dificuldades financeiras que o país enfrenta e o bom desempenho da Embasa em 2018 foram determinantes para que o reajuste não chegasse ao patamar informado pela empresa, reduzindo o desconforto para a população baiana. “É justo que a empresa pública compartilhe com os usuários os ganhos de eficiência obtidos no ano passado e, em função disso e de estudos técnicos realizados pela Agência, o reajuste será de apenas 4,7% nas contas de água”. A resolução sobre os novos valores será publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (11) com efeito a partir de domingo, 12, mas só passará a vigorar a partir de 12 de junho.

10 de maio de 2019, 14:30

ECONOMIA Previdência: presidente da comissão pede debate mais transparente

O presidente da comissão especial que analisa a reforma da Previdência (PEC 6/19), deputado Marcelo Ramos (PR-AM), disse hoje (10) que falta transparência no debate sobre as mudanças propostas. “Se nós corrigimos as narrativas e formos verdadeiros com a população, ainda que existam algumas incompreensões momentâneas, o tempo vai cuidar de mostrar que nós estamos pensando no futuro do país”, disse após palestrar sobre a reforma na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, a oposição não diz a verdade ao negar o saldo negativo nas contas públicas provocado pelo desequilíbrio no pagamento das aposentadorias. “É preciso dizer a verdade que a Previdência tem deficit, sim. Não é verdade que a Previdência não tem deficit”, enfatizou. Mas, na avaliação do deputado, o governo também precisa ser mais claro sobre os objetivos das alterações no sistema previdenciário. “Falta dizer que não é verdade que a reforma é só para combater privilégios, ela é para fazer ajuste fiscal, ela pede sacrifícios de pessoas de renda média e baixa. Mas ela é necessária para gerar empregos para quem não tem renda nenhuma”, ressaltou. Sobre a articulação para a aprovação do texto, o deputado classificou como “inábil” a atuação do governo no Congresso. “O governo é muito inábil nesse trato com o Congresso. Hoje, o maior inimigo da reforma é o próprio governo.” A reforma deve sofre ainda, de acordo com Ramos, com as tentativas de bloqueio feitas pelas organizações que representam os servidores públicos. “O tamanho da reforma será o tamanho da capacidade do parlamento de resistir às pressões corporativas de servidores públicos”, afirmou.

Agência Brasil

10 de maio de 2019, 13:14

ECONOMIA ‘Se pedalaram o BNDES, temos que despedalar’, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devolva dinheiro da União e passe a concentrar esforços em segmentos específicos, que geram efeitos na área social, como o de saneamento. Ele defendeu também que o banco contribua na reestruturação de Estados e municípios. Em palestra no 31º Fórum Nacional, em escritório do BNDES, no Centro do Rio, ele criticou a política do governo petista dos “campeões nacionais”, que classificou como fábrica de privilégios. “Não é razoável um sujeito em Brasília criar a maior fábrica de proteína do mundo. Quem escolhe os campeões?”, questionou. Em seguida, disse: “Se pedalaram o BNDES, temos que despedalar. Vamos reduzir. Temos que devolver capital à União.” Segundo o ministro, o ‘S’ da sigla do BNDES deverá ser traduzido como saneamento. Esse será um dos segmentos nos quais o banco deverá se aprofundar. “Vamos avançar nas privatizações”, acrescentou. Guedes destacou ainda a intenção de o banco participar do processo de reestruturação das finanças de Estados e municípios, com a utilização de recursos futuros, como do pré-sal. “Vamos usar mais garantias do que crédito bruto para reestruturar Estados e municípios”, afirmou.

Estadão Conteúdo

10 de maio de 2019, 09:29

ECONOMIA Inflação oficial fica em 0,57% em abril, diz IBGE

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou taxa de 0,57% em abril deste ano. Apesar de ter ficado abaixo do 0,75% registrado em março, o IPCA de abril deste ano é maior do que o 0,22% de abril do ano passado e a maior taxa para o mês desde 2016 (0,61%). Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em 12 meses. A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%). As maiores altas de preço do segmento de saúde e cuidados pessoais veio dos remédios (2,25%), perfumes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, as principais contribuições vieram das passagens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%). Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de produtos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%). O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evitaram uma inflação maior. Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de preços), de 0,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pessoais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%).

Agência Brasil

9 de maio de 2019, 21:38

ECONOMIA Governo pretende aumentar rentabilidade e permitir saques do FGTS

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues

Os estudos do Ministério da Economia para mudar regras do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) incluem mexer nas alíquotas cobradas de trabalhadores e empregadores, também a possibilidade de sacar os recursos e ainda elevar a rentabilidade, afirmou nesta quinta-feira, 9, o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues. Segundo o secretário, será uma medida de médio prazo, mas ainda sem data para ser anunciada. “Para o FGTS, está sendo pensado passar por uma reforma, incluindo mudar a rentabilidade, que hoje é negativa”, afirmou Rodrigues a jornalistas, ao deixar o 31º Fórum Nacional, organizado pelo economista Raul Velloso, no Rio. Segundo o secretário, as mudanças no FGTS exigem mais tempo de planejamento porque o estoque do fundo é de cerca de R$ 500 bilhões, com impactos maiores na economia. A reforma faz parte de estudos sobre 128 fundos públicos. Como antecipou o Estadão/Broadcast semana passada, a liberação de saques do PIS/Pasep poderá estar pronta em quatro meses, segundo o secretário. Mais cedo, Rodrigues disse que poderiam ser liberados de R$ 21 bilhões a R$ 22 bilhões do PIS/Pasep.

Estadão Conteúdo

8 de maio de 2019, 19:00

ECONOMIA Produção industrial baiana recuou 10,1% em março

Foto: Carlos Casais

Produção industrial recuou 10,1% em março, após crescer 2,4% em fevereiro de 2019

Em março de 2019, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 10,1% frente ao mês imediatamente anterior, após crescer 2,4% em fevereiro de 2019. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou queda de 6,6%. No acumulado do ano, a indústria registrou queda de 3,5%, em relação ao mesmo período anterior. O indicador, no acumulado dos últimos 12 meses, apresentou decréscimo de 0,3% frente ao mesmo período do ano anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, analisadas em âmbito estadual pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. No confronto de março de 2019 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou queda de 6,6%, com oito das 12 atividades pesquisadas assinalando queda da produção. O setor de Veículos (-32,6%) apresentou a principal contribuição negativa no período, explicada, especialmente, pela menor fabricação de automóveis, painéis para instrumentos e bancos de metal. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Derivados de petróleo (-8,1%), Alimentos (-7,7%), Produtos químicos (-4,6%), Borracha e material plástico (-9,3%), Couro, artigos para viagem e calçados (-9,1%), Celulose, papel e produtos de papel (-1,3%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e outros (-43,8%). A principal contribuição positiva foi em Metalurgia (49,8%), influenciada, principalmente, pela maior fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Minerais não metálicos (8,9%), Bebidas (16,5%) e Extrativa mineral (4,0%). No acumulado do primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou queda de 3,5%. Sete dos 12 segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Celulose, papel e produtos de papel que registrou queda de 16,4%, impulsionado, em grande parte, pela menor fabricação de pasta química de madeira; e, em decorrência de parada para manutenção por duas indústrias do setor no período. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Produtos químicos (-8,6%), Derivados de petróleo (-5,7%) e Veículos (-8,4%). Positivamente, destacou-se o segmento Metalurgia (17,8%), impulsionado, em grande parte, pela maior fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre. Vale citar ainda, o crescimento em Produtos de minerais não-metálicos (25,9%), Bebidas (13,7%), Extrativa mineral (3,9%) e Borracha e material plástico (1,2%).

8 de maio de 2019, 18:45

ECONOMIA Banco Central mantém Selic em 6,5% pela nona vez seguida

Foto: Beto Nociti/Banco Central

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou, de maneira unânime, por manter a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, em 6,5% ao ano, mesmo nível desde março de 2018. A decisão anunciada nesta quarta-feira, 8, era esperada pela maioria dos analistas consultados pelo Estadão/Broadcast. Mesmo diante da decepção com a atividade econômica, os especialistas entendem que, enquanto não houver uma sinalização mais clara sobre a aprovação da reforma da Previdência, o BC deverá permanecer cuidadoso. Para o fim do ano, o mercado está mais dividido. Uns esperam corte do juro em meio à fraqueza econômica, mas a maioria está mais cautelosa com o cenário de inflação, bastante afetado por choques de oferta. Entre 46 estimativas, a previsão para a Selic varia de 5,50% a 7,25%. Já para 2020, as apostas vão de 5,00% a 8,50%. Em evento em São Paulo no fim de abril, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que “não existe juro baixo com inflação baixa e ancorada, com fiscal desarrumado por muito tempo”, e completou que o “cenário central” do BC é de aprovação da reforma da Previdência.

Estadão

8 de maio de 2019, 17:43

ECONOMIA Empresa norte-americana planeja investir US$ 60 milhões em maricultura na Bahia

Foto: Carlos Prates/GOVBA

Empresa norte-americana pretende investir US$ 60 milhões na criação de peixes na costa de Ilhéus

Em Washington, nos Estados Unidos, o governador Rui Costa (PT) assinou um memorando de entendimentos com a Forever Oceans, nesta quarta-feira (8), para instalação de empreendimento de maricultura na Bahia. A empresa norte-americana pretende investir US$ 60 milhões na criação de peixes na costa de Ilhéus. A produção está estimada para começar dois anos após o licenciamento ambiental (tempo necessário para que os peixes atinjam o peso de 2,2 quilos), alcançando a capacidade total em cinco anos. Inicialmente, será criada a espécie seriola rivoliana, conhecida como olho de boi. A previsão é que sejam gerados 100 empregos diretos e 400 empregos indiretos. “Assinamos esse memorando com o grupo americano, visando um importante investimento em alto mar, com tecnologia nova e perspectiva de resultados importantes. Além disso, propomos uma integração da empresa com a Bahia Pesca. Fizemos uma apresentação da nossa estrutura e vamos aguardar a resposta”, contou o governador. De acordo com o superintendente de Atração de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, “a assinatura representa um novo estágio do desenvolvimento do estado, com a consolidação de uma cadeia produtiva de produção de peixes em grande escala. Hoje, o estado é um grande importador de peixe. Com projetos como esse, à medida que a cadeia for sendo desenvolvida, podemos pensar que, no futuro, seremos autossuficientes na produção de peixe, que é uma proteína de grande qualidade para a população”. Paulo, que acompanha o governador na viagem, explicou sobre a proposta de parceria com a Bahia Pesca. “O governador Rui Costa propôs uma parceria entre a Forever Oceans e a Bahia Pesca, onde o Governo do Estado disponibiliza a estrutura e o conhecimento técnico e tecnológico do órgão sobre outras espécies que a eles ainda não tinham pensado em produzir, para que a empresa realize a incubação de matrizes e o desenvolvimento de alevinos para levar para a produção dos peixes em alto mar”. “Estamos bem impressionados com a Bahia Pesca, com o compromisso do Governo com o meio ambiente e com a estrutura do estado. Estamos felizes por fazer parte desse processo”, afirmou Memphis Holland, membro do Conselho da Forever Oceans. Também acompanham o governador nos EUA os secretários da Casa Civil, Bruno Dauster; da Saúde, Fábio Vilas-Boas; e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro.

8 de maio de 2019, 11:05

ECONOMIA 59% dos brasileiros concordam que é preciso reformar a previdência, diz pesquisa CNI/Ibope

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Segundo o levantamento, a percepção de que as mudanças são imprescindíveis é maior entre os homens, os que têm ensino superior e renda familiar superior a cinco salários mínimos. Apenas 36% da população conhecem a proposta que está em tramitação

A reforma da Previdência é considerada necessária por seis em cada dez brasileiros, ou 59% dos brasileiros. Isso é o que revela a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Reforma da Previdência, divulgada nesta quarta-feira, 8, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Outros 36% discordam sobre a necessidade da reforma. A percepção de que as mudanças são imprescindíveis é maior entre os homens, os que têm ensino superior e renda familiar superior a cinco salários mínimos, revela o levantamento feito pela CNI/Ibope. Entre os homens, 63% dizem que é preciso fazer a reforma da previdência. Já entre as mulheres, o porcentual cai para 54%. As mudanças são necessárias para 68% dos entrevistados com ensino superior e para 73% dos que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos. A pesquisa revela ainda que a reforma tem também o apoio da maioria dos que ganham menos e com menor grau de escolaridade: 52% dos que concluíram até a quarta série do ensino fundamental e 51% dos que recebem até um salário mínimo acreditam que é preciso mudar o sistema previdenciário do País. “A maioria da população já reconhece que a reforma da Previdência é indispensável para o País”, afirma o presidente da CNI em exercício, Paulo Afonso Ferreira. “As mudanças no sistema atual de aposentadorias são essenciais para incentivar o retorno dos investimentos, do crescimento sustentado e da necessária modernização do País”, acrescenta. Para o executivo, se o País não resolver o problema do déficit da previdência, a sociedade terá de arcar com os custos de alta carga tributária e falta de recursos para áreas em que a atuação do setor público é fundamental. Apesar de a maioria ver necessidade da reforma, o nível de conhecimento da atual proposta apresentada pelo governo ao Congresso é baixo. Apenas 36% da população conhecem a proposta do governo em tramitação no Congresso. Entre essas, só 6% dizem ter amplo conhecimento do texto e 30% conhecem os principais pontos. Entre os que dizem conhecer o texto, 51% são contra e 39% são a favor da proposta do governo. A edição da pesquisa foi feita entre os dias 12 e 15 de abril e entrevistou 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, em 126 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para cima e para baixo, com 95% de confiança.

Estadão

8 de maio de 2019, 10:35

ECONOMIA Receita abre hoje consulta a lote da malha fina do IR

A Receita Federal abre hoje (8) consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física de maio. Ao todo, serão desembolsados R$ 260 milhões para 134.720 contribuintes que estavam na malha fina das declarações de 2008 a 2018, mas regularizaram as pendências com o Fisco. A lista com os nomes estará disponível a partir das 9h no site da Receita. A consulta também pode ser feita pelo Receitafone, no número 146. A Receita oferece ainda aplicativo para tablets e smartphones, que permite o acompanhamento das restituições. As restituições terão correção de 7,16%, para o lote de 2018, a 109,28% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a entrega da declaração até este mês. O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração no próximo dia 15. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.

Agência Brasil

7 de maio de 2019, 20:25

ECONOMIA Petrobrás registra lucro de R$ 4,031 bi no primeiro trimestre deste ano

Foto: Estadão

Petrobras

A Petrobrás lucrou R$ 4,031 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço divulgado pela estatal na noite desta terça-feira, 7. O resultado, que representa uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano passado, é explicado pela menor produção diante de paradas para manutenção, além da queda do preço do petróleo, que recuou cerca de 6% no trimestre na comparação anual, para a casa dos US$ 64 por barril. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, no entanto, houve aumento de 92% no lucro da empresa. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 27,49 bilhões entre janeiro e março, alta de 7% ante o mesmo período de 2018 e queda de 6% em relação aos últimos três meses do ano passado. O balanço divulgado nesta terça-feira sucede o bom resultado do ano passado, quando, com auxílio do preço do petróleo e da alta do dólar, a Petrobrás conseguiu deixar para trás quatro anos consecutivos de prejuízos e fechar o ano com lucro de R$ 25,77 bilhões. Foi o primeiro resultado positivo desde a descoberta do esquema de corrupção pela Operação Lava Jato da Polícia Federal em 2014. A previsão de seis instituições financeiras consultadas pelo Estadão/Broadcast para o balanço deste trimestre era de lucro líquido de R$ 5,65 bilhões no período, queda de 18,77% na comparação com os R$ 6,961 bilhões reportados em igual período de 2018, mas alta de 169% sobre os R$ 2,102 bilhões dos últimos três meses do ano passado. Neste início deste ano, o noticiário sobre a estatal esteve bastante carregado, com anúncios como a intenção de desinvestir em oito refinarias, venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) por US$ 8,6 bilhões, além das sinalizações mais firmes de uma emissão de ações (follow-on) na participação atual de 71% da estatal na BR Distribuidora – porcentual que deve recuar para algo abaixo de 50% e tende a envolver também o controle da empresa.

Estadão Conteúdo