11 de novembro de 2017, 13:42

ECONOMIA Shoppings preveem aumento de 7% nas vendas de Natal, diz Abrasce

A Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce) prevê alta de 7% nas vendas deste final de ano em comparação com o ano passado. O índice é resultado de pesquisa feita entre os associados em todo o país. O setor comemora a expectativa, já quem em 2016 a ampliação das vendas no período natalino foi de apenas 0,3% sobre 2015, ou seja, de estagnação. De acordo com o levantamento, as categorias que devem ter maior influência no crescimento das vendas serão vestuário, eletroeletrônicos e calçados. Como resultado da perspectiva de ampliação no faturamento, os lojistas preveem alta de 5% nas contratações temporárias. Os números do ano também são positivos. O índice acumulado até setembro apontou alta de 5% nos negócios. O desempenho melhor no segundo semestre aponta que deve ser atingida a meta estabelecida para 2017, de crescimento de 5% a 7% nas vendas. Para a direção da Abrasce, o resultado confirma a tendência de melhora consistente da economia. “A retomada gradativa da confiança do consumidor no segundo semestre deu um fôlego maior ao varejo”, define Glauco Humai, presidente da associação. Na avaliação da Abrasce, a melhora dos índices de emprego e de confiança do consumidor, aliadas à redução da taxa de juros e da inflação, também indicam 2018 melhor.

Agência Brasil

10 de novembro de 2017, 21:10

ECONOMIA BNDES tem lucro líquido de R$ 3,2 bilhões de janeiro a setembro

Foto: Divulgação

Sede do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou, de janeiro a setembro deste ano lucro líquido de R$ 3,2 bilhões. No terceiro trimestre, o lucro atingiu R$ 1,857 bilhão. “Foi um trimestre muito bom para o banco, como foram também os trimestres anteriores”, disse hoje (10), em entrevista coletiva, a superintendente da Área de Controladoria do BNDES, Vania Borgerth. A instituição fechou os nove meses com ativos totais de R$ 868 bilhões e patrimônio líquido de R$ 59 bilhões, com queda da inadimplência de 2,45%, em junho, para 1,83% em setembro. “Estamos bastante satisfeitos com o terceiro trimestre”, afirmou Vania. Ela disse que o resultado foi impulsionado pela subsidiária BNDES Participações (BNDESPAR), que teve um “excepcional” resultado de participações societárias, quando confrontado com a crise enfrentada pelo setor em igual período do ano passado. Houve aumento de R$ 6,99 bilhões no resultado de participações societárias. Ao mesmo tempo, a provisão de risco de crédito caiu R$ 1,4 bilhão. Para Vania, o resultado do BNDES não foi surpresa, ficou dentro do padrão esperado para o banco. No acumulado janeiro a setembro do ano passado, o BNDES teve lucro líquido de R$ 4,2 bilhões. Segundo Vania, em 2016, o lucro foi fortemente impactado pela transferência para perda permanente do impairment (despesa com provisão de investimentos) de Petrobras, que puxou o resultado de participações societárias para baixo. “No ano passado, o banco teve no resultado de participações societárias prejuízo de R$ 4,1 bilhões, que conseguimos reverter para um lucro de R$ 2,879 bilhões”, destacou Vania. Ela admitiu, contudo, que em termos de lucro final, o período de janeiro a setembro do ano passado mostrou lucro líquido de R$ 4,240 bilhões contra R$ 3,2 bilhões em igual período de 2017. Leia mais na Agência Brasil.

10 de novembro de 2017, 19:02

ECONOMIA BNDES tem lucro líquido de R$ 3,2 bilhões de janeiro a setembro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou, de janeiro a setembro deste ano lucro líquido de R$ 3,2 bilhões. No terceiro trimestre, o lucro atingiu R$ 1,857 bilhão. “Foi um trimestre muito bom para o banco, como foram também os trimestres anteriores”, disse hoje (10), em entrevista coletiva, a superintendente da Área de Controladoria do BNDES, Vania Borgerth.A instituição fechou os nove meses com ativos totais de R$ 868 bilhões e patrimônio líquido de R$ 59 bilhões, com queda da inadimplência de 2,45%, em junho, para 1,83% em setembro. “Estamos bastante satisfeitos com o terceiro trimestre”, afirmou Vania.Ela disse que o resultado foi impulsionado pela subsidiária BNDES Participações (BNDESPAR), que teve um “excepcional” resultado de participações societárias, quando confrontado com a crise enfrentada pelo setor em igual período do ano passado. Houve aumento de R$ 6,99 bilhões no resultado de participações societárias. Ao mesmo tempo, a provisão de risco de crédito caiu R$ 1,4 bilhão. Para Vania, o resultado do BNDES não foi surpresa, ficou dentro do padrão esperado para o banco.

Agência Brasil

10 de novembro de 2017, 17:43

ECONOMIA Meirelles: interesse é ajudar o Rio Grande do Sul, desde que cumpra a lei

Depois de o Rio Grande do Sul tentar pressionar o presidente Michel Temer a acelerar o trâmite do plano de recuperação fiscal do Estado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu um recado claro ao governo gaúcho: há o interesse de ajudar e aprovar a adesão, “desde que cumpra a lei”. “A lei da Recuperação Fiscal é clara. Temos que segui-la para evitar questionamentos jurídicos”, alertou o ministro, que participou de dois eventos com a presença do governador do RS, José Ivo Sartori, e do secretário estadual de Fazenda, Giovani Feltes.Como mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o Rio Grande do Sul pediu a abertura pela Advocacia-Geral da União (AGU) de uma Câmara de Conciliação e Arbitragem, com o objetivo de acelerar sua adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A Câmara vai intermediar pontos que são divergência entre o governo estadual e o Tesouro Nacional. O principal desentendimento é a forma de contabilização das despesas com pessoal, hoje subestimadas pelo governo gaúcho, o que ironicamente impede a adesão do Estado ao socorro. Sem aderir, o RS não pode contratar novos empréstimos, necessários para pôr as contas em dia.Mesmo pagando salários de forma parcelada e tenha mais servidores aposentados do que em atividade, o Rio Grande do Sul não atende a uma das exigências para aderir ao RRF: ultrapassar 70% da Receita Corrente Líquida (RCL) com pagamento de pessoal e serviço da dívida. O Estado só admite de forma oficial um comprometimento de 57,98%, embora técnicos do próprio quadro gaúcho admitam nos bastidores que esse número não reflete sua real situação financeira.Segundo apurou o Broadcast, o governo gaúcho quer que o Tesouro reconheça que, se não fosse a renegociação da dívida dos Estados feita no ano passado (que reduziu a zero os pagamentos das parcelas até o fim do ano passado), o Estado teria sim ultrapassado os 70% da RCL. Também quer descontar medidas atípicas, como a venda do direito de gestão de sua folha de pagamentos, que inflou a receita corrente líquida de 2016, contribuindo para reduzir o porcentual.O Rio Grande do Sul quer evitar a todo custo uma revisão nos dados de gastos com pessoal porque isso teria duas implicações. A primeira delas é o acionamento de todas as sanções previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em caso de ultrapassagem do limite de gasto de 60% da RCL com pessoal, que inclui a redução de despesas com cargos em comissão e funções de confiança, bem como exoneração de servidores não estáveis. A segunda é que o governo gaúcho bateria de frente com o Tribunal de Contas do Estado (TCE).Pelas contas do Rio Grande do Sul, o gasto com pessoal está em 52,95% da RCL, ou seja, dentro do limite. Na visão do Tesouro Nacional, esse porcentual é bem maior, de 69,38%.”Nosso interesse é ajudar o Rio Grande do Sul, desde que se cumpra a lei”, avisou Meirelles nesta sexta-feira. Quando questionado sobre a possibilidade de atender ao pedido do governo gaúcho por um “cálculo alternativo” que permitisse sua adesão ao regime, ele ressaltou que a lei que cria o RRF é bastante clara sobre os critérios.

10 de novembro de 2017, 16:49

ECONOMIA Meirelles diz que já há quem espere crescimento de 3% em 2018

Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enfatizou nesta sexta-feira, 10, as perspectivas positivas para a economia e disse que já há no mercado quem espere um crescimento da economia na ordem de 3% em 2018. “Achamos que é possível”, afirmou. Ele também destacou as sinalizações do Banco Central de que há espaço para cortes adicionais nos juros. “As projeções de inflação são favoráveis para isso”, disse. A projeção atual do governo é de crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, mas Meirelles voltou a dizer que “o viés é de alta”. “A recuperação tende a se sustentar, não só porque estamos encaminhando reformas”, avaliou. O ministro, que já foi presidente do BC, defendeu o trabalho constante da autoridade monetária para o controle da inflação, como já tem sido sinalizado pela gestão atual. “Com inflação, não dá para descansar nunca, é preciso controle constante”, disse Meirelles, quando questionado se a inflação baixa veio para ficar. Ele lembrou ainda que, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu as metas de inflação para 2019 (4,25%) e 2020 (4%) as projeções de mercado se alinharam de forma “cadente” ao movimento do governo.

Estadão Conteúdo

10 de novembro de 2017, 11:55

ECONOMIA Passagens aéreas sobem 7,19% no IPCA e pressionam Serviços

O encarecimento das passagens aéreas puxou a alta de 0,49% nas despesas das famílias com Transportes em outubro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As tarifas aéreas subiram 7,19%, o equivalente a um impacto de 0,03 ponto porcentual sobre a alta de 0,42% no IPCA do mês. Os combustíveis também aumentaram em outubro. O etanol ficou 1,13% mais caro, o equivalente a uma contribuição de 0,01 ponto porcentual sobre a inflação, e a gasolina subiu 0,24%, também um impacto de 0,01 ponto porcentual. O aumento de 7,19% nas passagens aéreas em outubro foi mais brando que o de setembro (21,90%), mas ainda pressionou a inflação de Serviços dentro do IPCA. A inflação passou de 0,50% em setembro para 0,37% em outubro. A taxa acumulada em 12 meses diminuiu de 4,99% para 4,88% no período. Por outro lado, os aumentos na energia elétrica (3,28%) e no gás de botijão (4,49%) puxaram a aceleração da inflação de bens e serviços monitorados, que passou de 0,24% em setembro para 0,98% em outubro. A taxa acumulada em 12 meses pela inflação de bens e serviços monitorados subiu de 6,12% em setembro para 6,59% em outubro.

10 de novembro de 2017, 10:43

ECONOMIA Nível de emprego na indústria cai 0,02% em outubro

O nível de emprego na indústria paulista caiu 0,02% em outubro na comparação com setembro na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 10, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). A Fiesp classifica esse movimento como estabilidade e destaca que, sem ajuste, houve avanço de 0,11%, com a criação de 2,5 mil vagas, algo que não acontecia desde 2010 (0,02%). Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, as duas altas consecutivas sinalizam uma recuperação da atividade industrial no Estado. “Apesar de ainda estar em baixa intensidade, essa recuperação é persistente”, avalia Francini. Frente a outubro de 2016, houve queda mais forte, de 2,39%, com a eliminação de 53.500 vagas no período. Já no acumulado de 2017, o saldo é positivo em 9 mil postos (0,42%). Entre os 22 setores, a metade teve resultado negativo, três ficaram estáveis e oito, positivos. O principal destaque de retração, foi o segmento de couro e calçados (-778). Do lado oposto, o melhor desempenho foi de máquinas e equipamentos, com geração de 2 mil postos de trabalho. Tanto na Grande São Paulo (0,33%) quanto no interior paulista (0,03%) houve aumento do nível de emprego em outubro na série sem ajuste sazonal, diz a Fiesp. Já entre as 36 diretorias regionais, 17 tiveram retração, com destaque para Santa Bárbara D’Oeste (-2,62%). No caso das 16 que apresentaram expansão do emprego, o melhor desempenho foi de Matão (1,91%).

10 de novembro de 2017, 10:36

ECONOMIA Inflação é menor para famílias que ganham menos: 1,62%

A inflação em outubro subiu menos para as famílias que tem menor rendimento familiar – de um a cinco salários mínimos. Medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a alta da inflação para as famílias nesta faixa de renda foi de 0,37% – resultado 0,05 ponto percentual menor do que o IPCA (famílias com renda de até 40 salários).Divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC agora acumula de janeiro a outubro alta de 1,62%, também abaixo dos 2,21% do IPCA no mesmo período.O resultado é 4,74 pontos percentuais inferior aos 6,36% relativos ao INPC acumulado no mesmo período do ano passado, sendo a menor variação para o período desde a implantação do Plano Real

10 de novembro de 2017, 08:55

ECONOMIA IPCA acumulado no ano fecha em 2,21% e é o menor em quase duas décadas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou os primeiros dez meses do anos com alta acumulada de 2,21%, a menor taxa acumulada em um mês de outubro desde os 1,44% de outubro de 1988. O resultado é 3,57 pontos percentuais inferior à alta acumulada (5,78%) de janeiro a outubro do ano passado. Os dados relativos à inflação oficial foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que de setembro para outubro a taxa subiu 0,42%, ficando 0,26 ponto percentual acima dos 0,16% relativos à alta de setembro. Segundo o IBGE, a aceleração entre setembro e outubro é decorrente do custo da energia elétrica, que subiu, em média, 3,28% no mês, em razão da adoção da bandeira vermelha por parte do governo federal. Os dados divulgados pelo IBGE indicam ainda que a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses ficou em 2,7%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

Agência Brasil

10 de novembro de 2017, 07:51

ECONOMIA FGV: IGP-M na 1ª prévia de novembro fica em -0,02%, ante +0,32% na 1ª de outubro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,02% na primeira prévia de novembro, após ter subido 0,32% na primeira prévia de outubro. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira, 10, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula recuo de 1,93% no ano, além de redução de 1,40% em 12 meses.A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de novembro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, diminuiu 0,09%, ante uma alta de 0,42% na primeira prévia de outubrO IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou elevação de 0,03% na prévia de novembro, após o avanço de 0,17% na mesma leitura de outubro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,29% na primeira prévia de novembro, depois do aumento de 0,06% na primeira prévia de outubro.O IGP-M é, comumente, usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de outubro. No dado fechado do mês de outubro, o IGP-M subiu 0,20%.

Estadão

9 de novembro de 2017, 21:04

ECONOMIA Confira o resultado da Mega-Sena desta quinta-feira; prêmio acumulou

A Mega-Sena sortearia hoje (9) um prêmio estimado em R$ 19 milhões no concurso nº 1.986. No entanto, de acordo com a Caixa Econômica Federal, nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas nesta noite em Brasília e o prêmio acumulouConfira as dezenas sorteadas: 23 – 36 – 43 – 44 – 55 – 56Quarenta e uma apostas acertaram a quina e levam cada uma um prêmio de R$ 46.212,57. Mais de 3 mil apostadores acertaram a quadra e ganharam um prêmio de R$ 855,47.O prêmio previsto para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (11), é de R$ 24 milhões.A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), do dia do concurso, nas mais de 13 mil casas lotéricas do país.O prêmio previsto para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (11), é de R$ 24 milhões.

9 de novembro de 2017, 11:14

ECONOMIA BB tem lucro de R$ 7,87 bilhões no ano; crescimento é de 45,1%

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 7,872 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. O montante é 45,1% maior do que o atingido no mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre do ano, o lucro ajustado ficou em R$ 2,7 bilhões, 15,9% maior do que o verificado no período de julho a setembro de 2016 e 2,2% superior ao segundo trimestre deste ano. A carteira de crédito do banco fechou o mês de setembro em R$ 677 bilhões, uma retração de 2,7% em comparação ao volume de empréstimos registrado em junho, de R$ 696,1 bilhões. Em comparação com setembro de 2016, quando o saldo era de R$ 735,4 bilhões, a carteira reduziu 7,9%. Segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, a redução está ligada a uma mudança na composição da carteira de crédito que está sendo feita pela instituição, investindo em operações de menor risco. A carteira de crédito de pessoa jurídica ficou em R$ 267,7 bilhões em setembro, uma redução 3,4% menor do que a verificada em junho e 15,5% menor em relação ao mesmo mês de 2016. O financiamento ao agronegócio ficou praticamente estável, com uma alta de 0,6% em relação a setembro do ano passado, ficando em R$ 180,7 bilhões. O crédito consignado teve um aumento de 37,7% na carteira, passando de R$ 20,6 bilhões em setembro de 2016 para R$ 28,4% no mesmo período deste ano. Cafarelli disse que espera, para o próximo ano, uma expansão de 6% do mercado de crédito brasileiro. “Em um ambiente de inflação baixa, com indústrias ainda com capacidade ociosa, acreditamos que há espaço para redução dos juros”, ressaltou ao apontar os sinais que indicam a recuperação da economia. “A trajetória de retomada do crescimento, mesmo que gradual, é consistente.” Para este ano, o banco projetou um crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto e de 2,8% para 2018.

Daniel Mello, Agência Brasil

9 de novembro de 2017, 11:11

ECONOMIA IBGE revisa PIB e economia teve queda menor que a anunciada em 2015: 3,5%

Foto: Isac Nóbrega/PR

Maior queda do PIB em 2015 ocorreu na indústria (5,8%), seguida pela agropecuária (3,3%)

A revisão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) relativo a 2015 mostrou que a economia do país caiu naquele ano em volume 3,5% e não 3,8%. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (9), no Rio de Janeiro, O Sistema de Contas Nacionais 2010-2015. Revisados, os números indicam que o PIB de 2015 fechou em R$ 5,996 trilhões. Os dados do Sistema de Contas Nacionais são sempre revisadas pelo IBGE durante os dois anos subsequentes ao período de referência (2015), “com a finalidade de apresentar um resultado mais detalhado e estruturado da situação econômica do país”. As informações revisadas indicam que a maior queda por setor em 2015 ocorreu na indústria (5,8% em relação a 2014), seguida pela agropecuária (3,3%) e serviços ( 2,7%), o primeiro resultado negativo na série com início em 1996. O PIB per capita caiu 4,3% fechando em R$ 29,324 mil, em relação a 2014 – a maior queda desse indicador desde o início da série histórica em 1996. Segundo os números hoje divulgados, as quedas mais recentes ocorreram em 2014 (-0,4%), 2009 (-1,2%) e 2003 (-0,2%). Pelos números divulgados, é possível constatar que o consumo das famílias, que representa 62,5% do PIB, caiu 3,2% em 2015, registrando a primeira queda desde o -0,4% de 2003. A taxa de investimento recuou para 17,8%, um recuo que chega a 3,1 pontos percentuais em relação ao pico da série histórica em 2013, quando a taxa de investimentos chegou a 20,9%. Apesar da queda de 3,2% no volume do consumo das famílias entre 2014 e 2015, ainda no âmbito das famílias, a poupança teve aumento nominal de 25,2%, na mesma base de comparação. Para o gerente de Contas Nacionais do IBGE, Carlos Sobral, “o fato de 2015 ter sido um ano de crise fez com que as famílias controlassem os gastos. Além disso, em termos nominais, o crescimento da poupança é decorrência do aumento de 6,4% na renda, superior ao do consumo que cresceu naquele ano 5,4%”.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

9 de novembro de 2017, 10:20

ECONOMIA Meirelles: nova proposta para reforma será negociada entre relator e Congresso

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 9, que a nova proposta para a reforma da Previdência ainda não está fechada e ainda será negociada entre o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e o Congresso Nacional. Ele ressaltou, porém, que a versão final precisa garantir o equilíbrio das contas públicas e defendeu a manutenção de pontos como a fixação de uma idade mínima, a regra de transição e o combate a desigualdades entre os setores público e privado nas aposentadorias. Essas questões, segundo ele, são pontos que “não têm como evitar”.”Não definimos ainda qual é essa proposta porque essa é uma discussão entre o relator e o Congresso. Não há uma proposta do governo”, disse Meirelles, após participar de café da manhã na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com presença de lideranças e do presidente Michel Temer. “O benefício fiscal tem que ser algo que proporcione equilíbrio fiscal”, afirmou o ministro.”Mesmo que caia o benefício para as contas públicas com a reforma previdenciária não pode cair muito”, disse. Ele acrescentou que é possível que o resultado da nova proposta de reforma fique em mais de 50% da economia original prevista em cerca de R$ 800 bilhões. A versão aprovada na comissão especial prevê uma economia de cerca de R$ 600 bilhões.Além do equilíbrio fiscal, o ministro disse que é preciso combater privilégios porque hoje só os mais ricos se aposentam pelo tempo de contribuição de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres.Meirelles afirmou ainda que a proposta vai manter a proposta de idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Na quarta, o relator havia deixado em aberto a possibilidade de esses patamares serem alterados. O ministro disse também que está em discussão a questão da “dupla aposentadoria”, sem dar detalhes sobre qual seria a alteração na questão do acúmulo se benefícios.

Estadão

8 de novembro de 2017, 12:50

ECONOMIA Compras pela internet devem superar lojas físicas neste Natal

As vendas pela internet devem crescer neste ano, tornando o comércio virtual o principal meio de compras do Natal de 2017, segundo pesquisa divulgada hoje (8) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento feito nas 27 capitais brasileiras indicou que 40% dos consumidores pretende adquirir presentes pela rede. Desses, 54% disseram que pretendem comprar mais da metade das lembranças de fim de ano dessa forma. O número indica que as compras pela internet devem superar as feitas em centros comerciais, estimadas para este ano em 37%. Em 2016, os centros comerciais, como os shoppings centers, responderam por 41% das vendas de Natal, enquanto o comércio eletrônico correspondeu a 32%. Em 2017, 37% dos consumidores ainda que pretendem ir a lojas de departamento, 26% a lojas de bairro e 13% a shoppings populares. Sobre a escolha dos locais de compra, 58% dos consumidores disseram que escolhem o local pelo preço, 50% pelas ofertas e promoções, 27% pela diversidade de produtos e 20% pelo atendimento.Para a economista-chefe do SPC, Marcela Kwauti, o crescimento do comércio eletrônico é uma tendência que deve, inclusive, pressionar as lojas físicas a disputar a preferência dos consumidores. “Isso em algum momento ia acontecer, por conta da crise ou mesmo que a gente não tivesse tido a crise. A internet vem ganhando espaço e isso não tem volta”, enfatizou.Dentro do comércio virtual, as páginas de grandes empresas são a opção de 68% dos compradores, seguida pelos sites de classificados de compra e venda (42%) e os especializados em roupas, calçados e acessórios (34%).

Agência Brasil