20 de julho de 2017, 09:30

ECONOMIA BCE mantém juros e reitera que pode estender estímulos monetários

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve suas taxas de juros inalteradas após a reunião de política monetária desta quinta-feira. A principal taxa da instituição, a de refinanciamento, utilizada em empréstimos regulares, permaneceu na mínima histórica de 0% e a taxa de depósitos ficou inalterada em -0,40%. Com isso, os bancos comerciais continuarão pagando para deixar recursos depositados no BCE. ”O Conselho do BCE espera que as taxas de juro permaneçam nos níveis atuais durante um período prolongado e para além do horizonte das compras líquidas de ativos”, disse a instituição em seu comunicado. Além disso, o BCE afirmou que pretende que o seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), atualmente em 60 bilhões de euros mensais em bônus, prossiga até o final de dezembro “ao ajustamento sustentado da trajetória de inflação, compatível com o seu objetivo para a inflação”. A instituição também manteve aberta a possibilidade de aumentar o volume do QE “se as perspectivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução”. A partir das 9h30 (de Brasília), o presidente do BCE, Mario Draghi, fala em coletiva para comentar a decisão de hoje.

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2017, 21:17

ECONOMIA Governo vai aumentar PIS/Cofins sobre combustíveis

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Anúncio de alta de imposto sobre combustível será feito nesta quinta-feira (20)

O governo decidiu que será necessário aumentar o PIS/Cofins incidente sobre combustíveis para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o governo avalia a possibilidade de elevar outro tributo para fechar as contas, já que o governo tem um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para cobrir no Orçamento de 2017. Três alternativas estão em análise: IOF sobre operações de câmbio à vista, ou IOF sobre operações de crédito, ou Cide-combustível. O cenário atual com o qual a equipe econômica trabalha, porém, é de elevar apenas o PIS e a Cofins. A área técnica está buscando receitas adicionais para não ter que aumentar outro tributo. Segundo apurou o Broadcast/Estadão, a possibilidade de alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas transações de câmbio e no crédito já foi praticamente descartada nesta quarta-feira à noite. A avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de, por exemplo, R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas. O impacto dessa elevação do imposto seria ainda minorado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço, o que minimiza o impacto de eventual aumento. Um reajuste desta ordem, na avaliação de interlocutores do presidente, não teria qualquer impacto inflacionário, já que a evolução dos preços dos combustíveis está sob controle e preços recentes têm tido ligeira queda. Fontes do governo reconhecem que elevar o tributo é uma medida difícil, mas pior do que ela seria não cumprir a meta. E o compromisso do governo é com o cumprimento da meta fiscal. A decisão sobre a elevação de outro tributo não está fechada e será tomada amanhã em reunião com o presidente Michel Temer. A Receita Federal está fazendo as contas para levar as estimativas para a reunião. A avaliação do governo é de que a recessão foi muito forte, afetando a arrecadação e, por isso, há necessidade de lançar mão da alta dos tributos. O governo trabalha para não ter que fazer um novo corte do Orçamento, porque o contingenciamento atual já é muito forte. O aumento de impostos terá que ser publicado no Diário Oficial da União, numa edição diária ou extraordinária, até amanhã, para a previsão de receitas do relatório bimestral de avaliação do orçamento poder contar com esses recursos. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2017, 20:34

ECONOMIA Mais um diretor do BNDES entrega o cargo na gestão de Rabello de Castro

Mais um diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entregou o seu cargo na gestão de Paulo Rabello de Castro, que teve início em junho. Ricardo Baldin, diretor da áreas de Controladoria, Gestão de Riscos e Tecnologia da Informação, é o terceiro executivo a deixar o banco desde quando Rabello de Castro assumiu.A informação foi confirmada pelo BNDES. O banco de fomento informou que o diretor não declarou o motivo para sua saída. Mas o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que seria por divergências com o novo presidente. Baldin entrou no BNDES em junho do ano passado, a convite da antecessora de Rabello de Castro, Maria Silvia Bastos Marques.Há cerca de duas semanas pediram demissão do BNDES o ex-diretor das áreas financeira, de crédito e internacional Claudio Coutinho e o ex-diretor da área de Planejamento e Pesquisa Vinicius Carrasco. As saídas deles ocorreram logo após críticas feitas por Rabello de Castro à Taxa de Longo Prazo (TLP). Ambos estavam envolvidos nas discussões sobre a criação dela. A TLP poderá passar a ser usada em empréstimos do banco a partir de 2018.Após o mal-estar com a equipe econômica do governo, Rabello de Castro voltou atrás e disse estar totalmente “vinculado ao projeto”. Na terça-feira, 18, assinou nota em conjunto com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, destacando pontos que justificam a criação da taxa.O Broadcast apurou que Baldin não participava das discussões da TLP. O executivo era o responsável pelas Comissões de Apuração Interna, disse uma fonte. Antes de entrar no banco, ele montou uma empresa de consultoria e assessoria contábil e empresarial, onde ficou até ser nomeado diretor do BNDES. Baldin também teve passagens pelo Itaú Unibanco e na PricewaterhouseCoopers (PwC).

19 de julho de 2017, 15:00

ECONOMIA Indicadores e medidas governamentais influenciaram na arrecadação, diz Receita

O chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse hoje (19) que os resultados positivos da arrecadação de impostos e contribuições federais foram influenciados tanto por indicadores macroeconômicos quanto por medidas como a liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, Malaquias não precisou o peso específico de algumas dessas medidas para o resultado da arrecadação, divulgado nesta quarta-feira (19) pela Receita Federal. A arrecadação de impostos e contribuições federais ficou em R$ 104,1 bilhões em junho. O resultado representa crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, a arrecadação somou R$ 648,584 bilhões, o que representa crescimento real de 0,77% na comparação com o mesmo período em 2016. De acordo com a Receita, o crescimento é real e, portando, desconta a inflação do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “O resultado da arrecadação das receitas federais no mês de junho foi extremamente positivo. Tivemos uma variação real considerável em quase todos os tributos. Isso foi fortemente influenciado pelos indicadores macroeconômicos”, disse Malaquias ao divulgar os números. De acordo com Malaquias, a atividade industrial demonstrou uma recuperação “forte e significativa” em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. “A demanda [o consumo] também apresentou forte aquecimento, e isso refletiu não somente na arrecadação dos impostos que incidem sobre a produção industrial, mas também dos impostos sobre o consumo”, disse ele. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 12:30

ECONOMIA Especialistas alertam que indústria do futuro vai gerar desemprego

A preocupação com o desemprego que será gerado com uso de tecnologias na indústria do Brasil foi tema de debate hoje (19) durante o Fórum Indústria 4.0, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. A quarta revolução na indústria, alavancada pelos robôs, sensores e tecnologia da informação, promoverá ganho de produtividade. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio. O contingente de desocupados no Brasil é de 13,8 milhões de pessoas. João Alfredo Delgado, diretor de tecnologia da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse que o profissional do futuro precisa de qualidades como talento e raciocínio. “Vai ter outro tipo de emprego e aí está o problema. Teremos um estoque de pessoas, talvez não qualificadas”, afirmou.  Problema social Para ele, pode-se fazer uma relação com a mecanização da agricultura, onde até os tratores passaram a dispensar um condutor humano. “Nas cidades, sofremos com milhões de pessoas entrando sem emprego. É um sério problema social. O Brasil vai sofrer mais porque o país tem um contingente de trabalhadores despreparados”, acentuou. Segundo Fernando Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor pode ser fortemente afetado pela tecnologia. Do total de 1,5 milhão de empregos, 1,2 milhão atua na manufatura do vestuário. Pimentel defende que não haja retrocessos por receio de aumento no desemprego e que o país invista na educação. “Não podemos esperar o Brasil ficar pronto. A solução é o país ter políticas macroeconômicas mais consistentes”, disse. Márcio Girão, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cita a necessidade de atualização nos currículos das escolas técnicas e de engenharia. “Há um abismo na educação, precisamos de mais inclusão digital”, observou

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 12:27

ECONOMIA Com rombo de R$ 10 bi, governo estuda alta de impostos

Foto: Divulgação

O governo tem um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para cobrir no Orçamento de 2017 e pode recorrer à alta de tributos para garantir o cumprimento da meta fiscal. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o assunto foi discutido nesta terça-feira, 18 com o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O aumento de tributos pode ser necessário para cobrir as frustrações de receitas e dar segurança ao cumprimento da meta de déficit de R$ 139 bilhões deste ano. Segundo fontes, a Receita Federal está refazendo as estimativas de receita com base em cenários que levam em conta a alta de tributos. A decisão deverá ser tomada nesta quarta-feira, 19, porque o governo pretende anunciar na quinta (20) o relatório bimestral de avaliação receitas e despesas do Orçamento deste ano. Se decidir pelo aumento de tributos, o governo terá que editar a medida legal antes do envio do relatório ao Congresso Nacional – portanto, de quarta até sexta-feira, 21, quando termina o prazo legal para o envio do relatório bimestral. A opção preferida da Receita é elevar a tributação sobre combustíveis ou por meio do PIS e Cofins ou da Cide.

Estadão

19 de julho de 2017, 11:15

ECONOMIA Usado no reajuste de aluguel, IGP-M acumula queda de 1,66% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,71% na segunda prévia de julho. A prévia do mês anterior já havia acusado deflação de 0,61%. O IGP-M acumula deflações de 2,65% em 2017 e de 1,66% em 12 meses, segundo dados divulgados hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. A deflação da segunda prévia de julho foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo teve deflação de 1,14%. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, indicou inflação de 0,04%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção registrou inflação de 0,13%. A segunda prévia do IGP-M é calculada com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Agência Brasil

19 de julho de 2017, 09:15

ECONOMIA Parlamentares que vão votar perdão de dívidas devem R$ 533 milhões

Foto: Divulgação

Novo programa de parcelamento propõe perdoar até 73% das dívidas dos parlamentares

BRASÍLIA - Deputados e senadores que devem à União R$ 532,9 milhões serão os responsáveis por aprovar o texto do novo Refis – programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários concedido com descontos generosos de juros e multas. O governo enviou uma proposta ao Congresso, em janeiro, com a expectativa de arrecadar R$ 13,3 bilhões este ano, mas a medida foi alterada pelos parlamentares, derrubando a arrecadação para R$ 420 milhões. A nova versão pretende perdoar 73% da dívida a ser negociada. Os dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pela gestão da dívida ativa, foram obtidos pelo Estadão/Broadcast por meio da Lei de Acesso à Informação. O valor inclui dívidas inscritas nos CPFs dos parlamentares, débitos nos quais eles são corresponsáveis ou fiadores e o endividamento de empresas das quais são sócios ou diretores. Os R$ 532,9 milhões em dívida dos parlamentares consideram apenas as dívidas em aberto, ou seja, o endividamento classificado como “irregular” pela PGFN. Isso porque deputados e senadores já foram beneficiados por parcelamentos passados. O total de débitos ligados a deputados e senadores inscritos em Refis anteriores – ou seja, que estão sendo pagos e se encontram em situação “regular” – é de R$ 299 milhões.  Companhias administradas por parlamentares respondem pela maior parte dos calotes à União que seguem em aberto. As empresas de 76 deputados federais devem R$ 218,7 milhões, enquanto as geridas por 17 senadores acumulam débitos de R$ 201,2 milhões. É nesse grupo que está incluído o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator da medida provisória do novo Refis e responsável por modificar totalmente o teor do texto original para ampliar as vantagens aos devedores. Veto. A Receita Federal vai recomendar o veto do novo Refis se permanecerem as condições propostas pelo relator. Desde o início, a Receita queria que essa versão do parcelamento saísse com regras duras para desestimular os “viciados” em parcelar dívidas tributárias – contribuintes que pagam apenas as primeiras prestações e depois abandonam os pagamentos à espera de novo perdão. Desde 2000, já foram lançados 27 parcelamentos especiais.  A PGNF informou ainda que 11 deputados são corresponsáveis em dívidas que chegam a R$ 31,8 milhões, bem como 3 senadores estão arrolados em débitos de terceiros que somam R$ 62,2 milhões. A lista do órgão de cobrança expõe ainda os débitos diretos dos parlamentares, inscritos nos próprios CPFs. Nesse grupo estão 29 deputados federais, com dívida total de R$ 18,9 milhões, e 4 senadores, que juntos devem R$ 6 milhões.

Estadão

19 de julho de 2017, 07:12

ECONOMIA Superintendente do BNDES diz que “pior já passou” para a economia

O superintendente da Área de Planejamento e Pesquisa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fabio Giambiagi, disse hoje (18) que, após chegar “ao fundo do poço”, a economia brasileira dá sinais de melhora e que o “pior já passou”. “Neste sentido que me referi à expressão fundo do poço, que espero, seja algo que estejamos deixando para trás. Acho que há elementos que permitem afirmar que o pior já passou”, disse Giambiagi em entrevista após a divulgação do desempenho operacional do BNDES no primeiro semestre, na sede do banco, no centro do Rio. O analista ressaltou que no triênio 2014/2016 a economia brasileira registrou sua pior crise econômica, mas disse que os indicadores mais recentes mostram uma tendência de estabilização, que no futuro poderá ser vista como o início da recuperação. Giambiagi destacou os efeitos da crise política sobre os dados econômicos sobre os indicadores do mercado financeiro nos últimos meses, especialmente de câmbio e juros, mas também avaliou que o cenário atual é de tendência à acomodação. No primeiro semestre, os desembolsos do BNDES somaram R$33,5 bilhões, queda de 16,6% em relação ao volume de empréstimos nos primeiros seis meses do ano passado. Segundo Giambiagi, o banco deverá fechar o ano com um total de desembolsos de R$ 78 bilhões. Leia mais na Agência Brasil.

18 de julho de 2017, 21:39

ECONOMIA Desembolsos do BNDES mantêm queda e voltam a patamar da década de 90

Foto: Divulgação

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Em meio à crise econômica do País, os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mantiveram a trajetória de queda no primeiro semestre deste ano, com retração de 17% na comparação anual. A indústria foi o setor com o maior impacto, com os desembolsos do setor retornando ao patamar de meados da década de 90. Segundo o superintendente de Planejamento e Pesquisa do banco, Fabio Giambiagi, houve um “retrocesso na liberação de recursos para o setor ao longo dos últimos anos”, que culminou num “fundo do poço”, ainda refletido nos números do primeiro semestre de 2017, divulgados hoje. A retomada, diz ele, é esperada para o ano que vem. O BNDES liberou R$ 33,48 bilhões de janeiro a junho deste ano. No caso da indústria, foram R$ 6,9 bilhões, 42% menos do que em igual período do ano passado. Considerando o que já foi aprovado e está na fila para sair do papel, o cenário é ainda pior. No mesmo período, as aprovações da indústria despencaram 61%. São R$ 6,6 bilhões à espera para liberação. Segundo Giambiagi, os baixos níveis de aprovações do passado “continuarão influenciando negativamente os desembolsos por um tempo”, afirmou. Sobre o retorno ao nível de meados dos anos 90, o economista considerou o desembolso de R$ 25,2 bilhões liberados nos 12 meses até junho patamar equivalente ao de duas décadas atrás. Em um bom momento da economia, em 2010, o BNDES chegou a liberar R$ 125 bilhões à indústria, mas, desde então, o financiamento ao setor iniciou trajetória de queda e chegou aos R$ 30,1 bilhões em 2016. A visão do economista é que o “fundo do poço” é uma “velha metáfora” que facilmente pode ser utilizada para retratar a relação do BNDES com a indústria, hoje. A expressão, porém, serve também para o conjunto dos desembolsos dos diferentes segmentos. A exceção é a agropecuária, que teve desempenho positivo, com aumento de 3% tanto nos desembolsos quanto nas aprovações entre janeiro e junho deste ano. Em coletiva de imprensa, o superintendente declarou que “não se espera reversão imediata” do cenário de queda dos desembolsos. A expectativa é fechar o ano com liberação de R$ 78 bilhões, R$ 10 bilhões a menos que no ano passado. “O desembolso em 12 meses continuará caindo por alguns meses. Até o fim do ano ou começo do ano que vem pode voltar a atingir uma dinâmica ascendente”, afirmou. Apesar disso, os dados mostram que o ritmo da queda dos desembolsos vem caindo. A retração foi de 41,65% no primeiro semestre de 2016 ante o mesmo período do ano anterior, enquanto nos últimos seis meses do ano passado a queda foi de 28,34%, também na comparação anual. No caso das aprovações de novos empréstimos, foram R$ 32,17 bilhões nos seis primeiros meses do ano, queda de 26% frente a igual período de 2016. As consultas, primeiro passo do processo de pedido de crédito do banco, registraram R$ 48,151 bilhões de janeiro a junho, queda de 15%.

Estadão Conteúdo

18 de julho de 2017, 20:35

ECONOMIA Receita divulga resultado da arrecadação de junho nesta quarta

A Receita Federal divulga nesta quarta-feira, 19, às 10h30, o resultado da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias de junho. Às 11h, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, comenta os números.Segundo pesquisa do Projeções Broadcast, a arrecadação de impostos e contribuições federais de junho deve apresentar resultado maior que o saldo de maio deste ano, de R$ 97,694 bilhões, e também em relação ao apurado no sexto mês do ano passado, de R$ 98,129 bilhões. O intervalo de 18 previsões coletadas vai de R$ 98,400 bilhões a R$ 118,792 bilhões, com mediana de R$ 102,250 bilhões.

Estadão

18 de julho de 2017, 19:00

ECONOMIA Ministros reafirmam compromisso com nova taxa do BNDES

Os ministros da área econômica reafirmaram hoje (18) o compromisso com a Taxa de Longo Prazo (TLP), que corrigirá os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir do próximo ano. Em nota conjunta, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, e os presidentes do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, e do BNDES, Paulo Rabello de Castro, ressaltaram que a nova taxa melhorará o equilíbrio das contas públicas e protegerá o trabalhador.No texto, eles destacaram sete benefícios que serão trazidos pela TLP: melhoria da remuneração do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financia os empréstimos do BNDES; contribuição para o equilíbrio fiscal; aceleração da queda dos juros, ao diminuir o volume de crédito subsidiado na economia; democratização do crédito mais barato; estímulo ao mercado de capitais e ao financiamento privado de longo prazo; desenvolvimento do mercado de troca de papéis de crédito de longo prazo e estímulo para o BNDES buscar fontes mais baratas de financiamento.Os ministros e os presidentes do BC e do BNDES informaram que vão enviar uma nota técnica ao deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator da comissão mista da Medida Provisória 777, que criou a TLP.Atualmente, os financiamentos do BNDES são corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada a cada três meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com base no centro da meta de inflação e no risco Brasil. O risco país mede diferença entre os juros dos títulos do governo de um país no mercado internacional e os títulos do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 18:02

ECONOMIA Teto de gastos subirá R$ 7 bilhões com mudança no registro de despesas do Fies

O teto de gastos federais para 2017 subirá R$ 7 bilhões por causa de uma mudança na forma de registrar despesas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A mudança também aumentará o déficit primário – resultado negativo das contas do governo sem o pagamento de juros da dívida pública – do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), mas o impacto sobre o resultado primário só será divulgado no fim da semana, quando o governo divulgará a programação do Orçamento para este ano.De acordo com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, a nova contabilidade melhorará a transparência da execução do orçamento. “Todo o ajuste será feito agora e estamos dando um passo importantíssimo em direção à transparência das contas públicas. Estamos pegando algo que era escondido e revelando dentro das estatísticas do Tesouro Nacional, mas era já mostrado pelo Banco Central”, explicou.Até agora, a concessão de financiamentos do Fies não impactava o resultado primário “acima da linha”, apurado pelo Tesouro Nacional e que leva em conta a execução do Orçamento em tempo real, porque o programa era classificado no Orçamento como despesa financeira. Os financiamentos, no entanto, apareciam nas estatísticas “abaixo da linha”, registradas pelo Banco Central, que registram a variação de endividamento dos entes públicos e não sofreram mudanças no novo sistema.Pela nova metodologia, os financiamentos concedidos sem o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Estudantil, que cobre 90% dos calotes de mutuários inadimplentes, serão registrados nas estatísticas do Tesouro como a diferença entre os desembolsos pelos bancos e os pagamentos pelos mutuários.

18 de julho de 2017, 17:30

ECONOMIA Brasil, UE e mais três países propõem a redução de subsídios agrícolas

O Brasil, a Colômbia, o Peru, o Uruguai e a União Europeia divulgaram proposta conjunta defendendo a redução dos subsídios agrícolas que distorcem o comércio internacional, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo a pasta, o documento deverá orientar posições a serem apresentadas na XI Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Buenos Aires, em dezembro deste ano, quando se reunirão representantes dos 164 países-membros da entidade. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, a ideia é diminuir os apoios hoje concedidos em alguns países que permitem que produtos sejam ofertados muito abaixo do preço de mercado, gerando concorrências desleais com outros países. Os países deverão estabelecer um limite máximo permitido de subsídio a ser aplicado em forma percentual aos valores de produção dos países-membros, para evitar essas distorções de mercado. A redução de limite, de acordo com o Mapa, não deverá afetar o Brasil, que cumpre os acordos internacionais e está abaixo do limite de subsídios permitidos. Os países propõem também regulamentar o uso de estoques públicos, reduzindo o impacto negativo nos preços praticados no mercado internacional. A intenção é que governos não possam, por exemplo, colocar mercadorias em excesso em circulação para reduzir os preços e, com isso afetar os produtores. A proposta traz também uma sugestão específica para o algodão, para fixar um limite máximo de aporte de subsídios ao produto. Esses estímulos geram prejuízos aos países em desenvolvimento, sobretudo aos menos desenvolvidos, fortemente afetados pelas medidas de apoio interno aplicadas à fibra de algodão por economias desenvolvidas. A proposta conjunta está aberta para discussão e adesão de outros membros, de forma a buscar consenso e viabilizar acordo sobre o tema no âmbito multilateral. Brasil na ONU  Também no campo internacional, o Mapa informou hoje (18) que, com 56% de votos a favor e concorrendo com um candidato do Mali, o brasileiro Guilherme Costa, servidor da pasta, foi eleito o novo presidente do Codex Alimentarius. A entidade é vinculada à Organização das Nações Unidas para agricultura e Alimentação (FAO) e à Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela trata de padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio leal de alimentos de 188 países-membros. Guilherme Costa atualmente ocupava uma vice-presidência do Codex. Ele é médico veterinário e servidor do Mapa, desde 1981, lotado na Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 17:00

ECONOMIA Desembolsos do BNDES caem 16,6% no primeiro semestre

Os desembolsos do BNDES no primeiro semestre de 2017 somaram R$33,5 bilhões, queda de 16,6% em relação ao volume de empréstimos nos primeiros seis meses do ano passado. O número foi apresentado hoje (18) pelo superintendente da Área de Operações Indiretas do banco, Marcelo Porteiro, e pelo superintendente da Área de Planejamento e Pesquisa, Flavio Giambiagi, na sede da instituição, no centro do Rio. Segundo Porteiro, “com a crise, bancos se retraíram e buscaram níveis maiores de rating e garantias”. Apesar da queda no acumulado do semestre, os números de junho já apresentam sinais de melhora, de acordo com Giambiagi. “Nas consultas por novos financiamentos, tivemos, em junho, aumento frente junho de 2016, depois de meses operando abaixo”, comparou. Setores Do total de desembolsos do BNDES no primeiro semestre deste ano, 40% se destinaram a micro, pequenas e médias empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões e alcançaram R$ 13,3 bilhões em 173 mil operações no período. De acordo com a instituição, o setor teve a maior participação nos empréstimos no primeiro semestre nos últimos seis anos. O resultado, de acordo com o banco, tem relação a uma série de iniciativas da instituição ara ampliar e simplificar o acesso do segmento ao crédito, que é uma das prioridades das novas políticas operacionais divulgadas em janeiro. As aprovações do Finame, linha de crédito para bens de capital, registraram alta de 42% nos seis primeiros meses do ano, atingindo R$ 11 bilhões. Para a agropecuária, os empréstimos chegaram a R$ 6,9 bilhões no mesmo período, o que representou alta de 3% em relação ao mesmo período de 2016.

Agência Brasil