13 de agosto de 2018, 10:15

ECONOMIA Estimativa do mercado financeiro para inflação sobe para 4,15%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,11% para 4,15%, neste ano. A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para as instituições, o IPCA em 2019 deve ficar em 4,10%. Para 2020 e 2021, a estimativa é 4%. Para 2018 e 2019, essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Agência Brasil

12 de agosto de 2018, 12:35

ECONOMIA BC aperta o cerco sobre concentração bancária no País

Foto: Divulgação

Incorporação pura e simples da XP poderia significar um duro golpe no setor de instituições de investimento

A decisão do Banco Central sobre a operação Itaú Unibanco e XP é uma reação clara à crescente pressão da sociedade sobre a concentração bancária. Ao impedir que o Itaú adquira o controle da XP, o BC, além de marcar posição sobre o tema, acaba adotando uma posição mais firme que a do Cade, que não encontrou maiores problemas no fato de o maior banco privado do País comprar a maior plataforma de investimentos. A decisão do BC foi mais rigorosa na preservação de um mercado competitivo. A incorporação pura e simples da XP poderia significar um duro golpe no setor de instituições de investimento. Tema recorrente nos debates sobre crédito, a concentração bancária também já chegou ao debate entre os presidenciáveis, por ter apelo popular. O diagnóstico feito por alguns candidatos é simples: não existe concorrência suficiente. O BC nunca admitiu que a concentração do mercado brasileiro, onde os cinco maiores bancos do País controlam mais de 80% dos negócios, prejudicasse a concorrência. Mas a instituição tem adotado o discurso de que é preciso estimular a competição, em boa parte, com a entrada das fintechs – empresas que utilizam tecnologia para atuar no ramo financeiro. Nos últimos anos, o desconforto dos gigantes bancários com o surgimento de novas empresas no setor financeiro é público. O recado do BC parece ser o de que os bancos terão de buscar caminhos para manter sua participação no mercado que não sejam simplesmente o de comprar a concorrência.

Estadão

10 de agosto de 2018, 18:27

ECONOMIA Com tensão na Turquia, dólar fecha em R$ 3,86 e Bolsa cai 2,86%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar teve alta de 1,75%, e está cotado a R$ 3,86

A crise deflagrada após as declarações do presidente da Turquia, Recep Erdogan, e da decisão de Trump de sobretaxar o aço e alumínio turco provocaram forte aversão ao risco, que contagiou o mercado internacional e penalizou os ativos brasileiros nesta tarde. Internamente, também pesou o desconforto com o cenário eleitoral. A Bolsa de Valores fechou o dia em queda de 2,86%, aos 76.513,35 pontos. Já o dólar teve alta de 1,75%, cotado a R$ 3,8681. “Uma parte do contágio é por similaridade, uma vez que muitos investidores têm portfólio em países emergentes. Se um sofre, como a Turquia, as pessoas ficam ariscas com o outro”, disse um operador ao explicar a queda do Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo. Em meio a um discurso nacionalista, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu que a população troque dólares, euros e ouro que tiverem por liras turcas “para que possamos responder de modo apropriado como uma nação”. A sinalização de Erdogan de que não haverá aumento de juros no país agravou as vendas da lira, com o presidente argumentando que o aperto nas condições monetárias traria “sofrimento” para o país. Além de uma iminente crise cambial, com o dólar cotado a mais de 6 liras e renovando sucessivas máximas históricas, as indicações de que Erdogan pode interferir na independência do banco central preocupa investidores. Tentando acalmar os mercados, o ministro de Finanças da Turquia, Berat Albayrak, afirmou nesta sexta-feira que o governo garantirá a independência do banco central. O cenário se agravou ainda mais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que irá dobrar as tarifas sobre o aço e o alumínio da nação euro-asiática, o que intensificou a pressão vendedora de ações europeias. O Banco Central Europeu (BCE) havia demonstrado preocupação com a exposição de bancos europeus à Turquia, segundo o Financial Times, em meio ao quadro inflacionário e à ausência de medidas de controle econômico por parte da autoridade monetária do país. Entre os bancos citados pelo BCE, está o italiano UniCredit, que detém participação majoritária no turco Yapi ve Kredi Bankasi, além do espanhol BBVA, que possui quase metade do Garanti Bank, e do francês BNP Paribas, que controla 72,5% do TEB, entre outras instituições do setor financeiro que têm negócios com empresas turcas. Com a tensão, as bolsas europeias também encerraram o pregão desta sexta-feira em desvalorização. O índice pan-europeu Stoxx-600 não resistiu e fechou a sessão em queda de 1,07%, aos 385,86 pontos, com perda semanal de 0,85%. Alemanha e Itália foram as praças que lideraram o movimento de vendas em solo europeu, com o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, em queda de 1,99%, aos 12.424,35 pontos, e recuo semanal de 1,52%, e o índice FTSE-MIB, de Milão, em baixa de 2,51%, aos 21.090,78 pontos, e perda semanal de 2,30%. Outros mercados também sofreram com a situação turca. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 0,97%, aos 7.667,01 pontos, embora tenha apresentado avanço semanal de 0,10%. O índice CAC 40, de Paris, recuou 1,59%, aos 5.414,68 pontos, e perda de 1,17% na semana. Na Bolsa de Madri, o Ibex-35 teve queda de 1,56%, aos 9.602,10 pontos, com perda de 1,41% na semana, ao passo que, em Lisboa, o PSI-20 recuou 0,24%, aos 5.628,60 pontos, mas apresentou ganho semanal de 0,62%.

Estadão Conteúdo

10 de agosto de 2018, 12:30

ECONOMIA ANP divulga edital da 5ª Rodada de Partilha do petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou hoje (10) o edital com as regras da 5ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção de petróleo e gás. O documento, publicado no Diário Oficial da União, traz também os procedimentos da rodada e os modelos de contrato de partilha. A 5ª rodada acontecerá em 28 de setembro, quando serão ofertados os blocos de Saturno, Titã e Pau-Brasil, na Bacia de Santos, e Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos. Todos são localizados em áreas de elevado potencial no polígono do pré-sal. A Petrobras só demonstrou interesse em atuar como operadora em Tartaruga Verde, logo, nesse bloco, outros interessados poderão disputar participação em apenas 70% da área. As empresas terão até o próximo dia 27 para entregar os documentos de manifestação de interesse e de qualificação e para pagar a taxa de participação. Até 13 de setembro, terão que ser apresentadas as garantias de oferta. Os vencedores assinarão contratos até 26 de novembro deste ano. Na modalidade de partilha, são consideradas vencedoras as propostas que oferecerem o maior percentual de óleo para a União. O edital pode ser consultado no site da ANP.

Agência Brasil

10 de agosto de 2018, 12:00

ECONOMIA Caixa lança plataforma para apostas em loterias pela internet

A Caixa Econômica Federal lançou hoje (10) o portal de apostas dos jogos de loterias na internet, o Loterias Online. A previsão é que no primeiro ano de funcionamento o portal provoque um aumento de 3% no volume total de apostas. De acordo com o banco, os lotéricos também receberão parte da receita das vendas online. A nova plataforma vai funcionar 24 horas por dia e, segundo a Caixa, tem como objetivo principal oferecer mais comodidade ao apostador das loterias administradas pelo banco, além de atingir o público mais jovem. “A proposta é atender um público novo, que não frequenta as lotéricas por vários motivos, como tempo, distância; além de atender aqueles que têm a internet como canal principal para realização de compras e serviços bancários”, informou a Caixa, em nota. De acordo com o banco, os apostadores das casas lotéricas têm média de 50 anos. A expectativa é também aumentar a procura das mulheres, que representam apenas 15,5% do público apostador das casas lotéricas, mas que são responsáveis por 50,5% do mercado consumidor na internet. Até então somente correntistas da Caixa podiam apostar pela internet. Para apostar, é necessário ser maior de 18 anos e ter um cartão de crédito das principais bandeiras (Elo, Mastercard, Visa, Amex e Hipercard). O portal é acessível em qualquer computador ou smartphone e todas as apostas são vinculadas ao CPF do cadastro, assim, não é possível jogar por outra pessoa. Após fazer o cadastro e concordar com o termo de adesão ao serviço, basta selecionar os palpites nos volantes virtuais e inserir no carrinho de apostas. O valor mínimo para efetivação de uma compra é de R$ 30 e o máximo limitado a R$ 500 por dia. O pagamento das apostas é realizado por cartão de crédito e processado pelo Mercado Pago, o que, segundo a Caixa, aumenta a segurança da transação. O apostador poderá jogar em todas as modalidades, exceto Loteria Federal, que continua sendo feito nas lotéricas. Também não há a comercialização de bolão, também de exclusividade das lotéricas. A Surpresinha e Teimosinha também aparecem no Loterias Online. As novidades são as opções “Complete o Jogo”, para escolher alguns números e deixar o sistema escolher os demais, e “Salvar como favorita”, para poder utilizar os mesmos números em apostas futuras. De acordo com a Caixa, o portal oferece ainda a comodidade da conferência online. Basta clicar na aposta e o sistema identifica se os números foram sorteados ou não. Caso o apostador tenha sido premiado, é possível visualizar o valor e os canais disponíveis para o recebimento do prêmio. Um código de resgate será gerado e deverá ser apresentado no local onde vai ser retirado o prêmio. Apenas o portador do CPF ou um procurador podem sacar a premiação.

Agência Brasil

9 de agosto de 2018, 18:45

ECONOMIA Impostômetro chega a R$ 1,4 tri

Foto: Reprodução

O Impostômetro, que mede a arrecadação em todo o país, atingiu a marca de R$ 1,418 bilhão

O Impostômetro, que mede a arrecadação em todo o país, atingiu a marca de R$ 1,418 bilhão. O relógio instalado pela Associação Comercial de São Paulo no centro da capital apontava às 17h40 desta quinta-feira, 9, exatamente um trilhão e 418 bilhões de reais arrecadados ao longo de 2018. Com esse montante, segundo cálculos da Associação, daria para comprar 1400 veículos Porsche Panamera ou 3.900 BMW ou 3 bilhões de cestas básicas. Poderia render, ainda, 10 salários mínimos durante 12 milhões de anos, ou juros de R$ 274,5 milhões por dia, ou, ainda, R$ 11,4 milhões a hora. Em maio, quando o Impostômetro alcançou R$ 900 bilhões, a Associação Comercial de São Paulo destacou que ‘o valor equivale, ou é superior, ao PIB de países como Finlândia, Chile, Hungria, Portugal, Qatar, Angola, Bolívia, República Checa, Equador e Grécia’. Segundo a Associação, o montante representa o total de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros desde o início do ano nos três níveis de governo, municipal, estadual e federal. O Impostômetro foi implantado em 2005 pela Associação ‘para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade’. Está localizado na sede da Associação, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. No portal www.impostometro.com.br é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria, além de acessar outras informações. De acordo com dados do Impostômetro, o brasileiro trabalha 153 dias por ano para pagar impostos.

Estadão Conteúdo

8 de agosto de 2018, 09:45

ECONOMIA Receita abre consulta ao terceiro lote de restituição do IR 2018

A Receita Federal abre hoje (8), a partir das 9h, consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2018. O crédito será feito no dia 15 de agosto para mais de 2,8 milhões de contribuintes e o lote inclui restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017. Neste lote, o valor das restituições chega a R$ 3,6 bilhões. Desse total, R$ 342,9 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade: 5.493 idosos acima de 80 anos, 43.345 entre 60 e 79 anos, 7.913 com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave e 77.492 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, número 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível verificar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza ainda aplicativos para tablets e smartphones para consulta à declaração e à situação cadastral no CPF. Com eles, é possível verificar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre a liberação das restituições e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da declaração do IR. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Agência Brasil

7 de agosto de 2018, 18:54

ECONOMIA Bolsa cai e dólar sobe com boatos sobre cenário eleitoral

Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

O dólar, que seguia em queda até a metade do dia, fechou em alta de 0,89%, cotado a R$ 3,7667

A agenda política voltou a impactar negativamente os mercados nesta terça-feira, 7. Rumores envolvendo um suposto desempenho negativo do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, na pesquisa eleitoral a ser divulgada na quarta-feira, 8, fizeram a Bolsa recuar quase 1% (0,87%), abaixo do patamar de 81 mil pontos. O dólar, que seguia em queda até a metade do dia, fechou em alta de 0,89%, cotado a R$ 3,7667. Segundo profissionais nas mesas de operação do mercado financeiro, não houve fatos concretos para justificar a piora dos ativos domésticos, mas circulavam boatos de que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teria tido desempenho ruim na pesquisa eleitoral realizada pelo instituto MDA, a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com eleitores de São Paulo. O levantamento será divulgado nesta quarta-feira, 8, às 11h. Procurada, a CNT ainda não se pronunciou sobre a possibilidade do vazamento, nem se tomará alguma medida para apurar a história.

6 de agosto de 2018, 10:24

ECONOMIA Petrobras anuncia queda de 0,69% no preço da gasolina para o dia 7 de agosto

A Petrobras anunciou que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, que entra em vigor na terça-feira, dia 7, será de R$ 1,9331, indicando declínio de 0,69% ante o atual de R$ 1,9465. O preço do diesel, por sua vez, segue inalterado desde o dia 1º de junho em R$ 2,0316.

Estadão

6 de agosto de 2018, 09:25

ECONOMIA Mercado financeiro mantêm estimativa de inflação em 4,11%

A estimativa de instituições financeiras para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, este ano permanece em 4,11%. A informação consta do boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central (BC), com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos. Para as instituições financeiras, o IPCA em 2019 será 4,10%, mesma estimativa há sete semanas; 4% em 2020; e 3,93 em 2021. Essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%, neste ano. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano, e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Andreia Verdélio, Agência Brasil

6 de agosto de 2018, 07:40

ECONOMIA Petróleo, combustíveis e Refis reforçam receitas da União este ano

A União tem contado com um reforço de peso para fazer caixa, em meio ao atraso da recuperação econômica, e arcar com gastos crescentes. As receitas extraordinárias responderam por quase metade do crescimento real (acima da inflação) em 2018. As três principais fontes de ganhos extras são os royalties do petróleo, o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert, também conhecido como Novo Refis) e o aumento dos tributos sobre os combustíveis, em vigor desde o segundo semestre do ano passado. Segundo a Receita Federal,oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No entanto, sem os reforços extraordinários, o crescimento no primeiro semestre teria sido menor: 3,23% acima da inflação. A principal contribuição para os cofres da União veio do Pert, programa que renegocia dívidas de contribuintes com a União com desconto nas multas e nos juros. Apenas nos seis primeiros meses do ano, o programa rendeu cerca de R$ 13,25 bilhões à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O montante é R$ 9,96 bilhões superior ao registrado no mesmo período do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. Parte dessa alta pode ser atribuída à fiscalização da Receita. Para evitar a evasão de contribuintes que pagam apenas a primeira parcela, pegam uma certidão negativa de débito e voltam a sonegar, o Fisco apertou o cerco a grandes devedores que aderiram ao Pert. A legislação obrigou os contribuintes a manter as obrigações correntes em dia para não serem excluídos do parcelamento. Paralelamente, o Fisco monitorou grandes contribuintes com tributos em atraso, oferecendo alternativas para regularizar a situação.

Agência Brasil

4 de agosto de 2018, 09:41

ECONOMIA Juros do cartão de crédito rotativo estão mais altos

As concessões do rotativo do cartão de crédito representaram cerca de 10% dos empréstimos liberados pelas instituições financeiras, em junho. Clientes devem ficar atentos à taxa de juros desse tipo de crédito, que subiu, em junho para quem que paga em dia pelo menos o mínimo da fatura, após entrar em vigor a regra que proíbe cobrar juros diferentes para adimplentes e inadimplentes. Se for considerada outra modalidade com taxa de juros alta, o cheque especial, sobe para 30,5% o percentual das concessões dos bancos, para pessoas físicas no crédito rotativo (cartão de crédito e cheque especial), em junho. “É um volume muito grande em linhas tão caras”, disse o diretor de Economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira. Para Oliveira, o uso dessas modalidades de crédito indica que o endividamento das famílias ainda está alto. “São linhas mais fáceis, pré-aprovadas. Os consumidores continuam usando mal o cartão e os bancos cobram taxas muito altas. Muita gente não olha a taxa de juros e isso custa muito caro”, destacou. A atenção tem que ser redobrada no caso do rotativo oferecido por financeiras ou por lojas, que costumam cobrar juros mais altos no rotativo. De acordo com ranking do Banco Central (BC), o custo médio do rotativo para consumidores adimplentes variou de 45,97% a 791,16% ao ano, entre as instituições financeiras, no período de cinco dias úteis encerrados em 18 de julho. Entre os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Caixa, Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander), a taxa vai de 168,8% a 297,46% ao ano, nesse período. Segundo o BC, as taxas de juros diferem entre clientes de uma mesma instituição financeira e variam de acordo com fatores de risco envolvidos nas operações, como o valor, o histórico e a situação cadastral de cada cliente e o prazo da operação.

Agência Brasil

3 de agosto de 2018, 14:25

ECONOMIA Petrobras vai antecipar pagamento de R$ 652 milhões aos acionistas

O lucro líquido de R$ 17 bilhões obtido pela Petrobras no 2º trimestre do ano levará a empresa a antecipar o pagamento aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,05 por ação, totalizando R$ 652,2 milhões no período. O pagamento foi aprovado ontem (2) pelo Conselho de Administração da estatal e ocorrerá no próximo dia 28. Com o pagamento deste mês, o valor acumulado das antecipações sobre a forma de juros sobre o capital próprio neste primeiro semestre do ano totalizará R$ 1,3 bilhão. A avaliação da Petrobras é de que o pagamento está em acordo com análise feita pela empresa e em consonância com o conservadorismo necessário ao equilíbrio financeiro da empresa. As informações foram dadas pela diretoria da estatal durante a apresentação do balanço financeiro da empresa, que neste segundo semestre do ano obteve o melhor resultado líquido desde 2011. Os resultados positivos obtidos pela Petrobras entre abril e junho deste ano levaram ao recolhimento de R$ 75,2 bilhões em tributos e participações governamentais, inclusive royalties, recursos que estão sendo repassados para os três níveis federativos: União, estados e municípios. Segundo a Petrobras, a elevação nos preços internacionais do petróleo, de US$ 51,81 na média do primeiro semestre de 2017, para US$ 70,55 neste ano, foi o principal fator que contribuiu para esse aumento de 28% na arrecadação de tributos em relação ao primeiro semestre de 2017. Somados à parcela dos lucros transferidos ao sócio controlador (o próprio governo) este montante salta para R$ 83,1 bilhões.

Agência Brasil

3 de agosto de 2018, 13:13

ECONOMIA Decisão do STF tornou desinvestimento mais desafiador, diz Petrobras

A meta de desinvestimentos, de US$ 21 bilhões até o fim do ano, ficou “muito mais desafiadora” a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de exigir que venda de controle de ativos deve ser previamente aprovada pelo Congresso, segundo o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro. Em coletiva de imprensa para apresentar o resultado financeiro do segundo trimestre, o executivo informou que a meta está mantida e que a previsão é de que entrem mais US$ 2 bilhões neste ano, que se somarão a outros US$ 5 bilhões já contabilizados. Assim, o somatório de desinvestimento em 2018 deve alcançar US$ 7 bilhões. “Uma das maiores contribuições (de venda da TAG) teve o processo paralisado por conta da decisão do STF. Mas a gente manteve a meta, em especial porque tem outros ativos importantes que estão na fase final (de negociação de venda)”, afirmou Monteiro. Ele acrescentou ainda que a “alta do petróleo tem contribuído para um aumento da liquidez e do grau de interesse pelos ativos de exploração e produção, com reflexos em preços melhores do que o estimado no início do ano”. O presidente da Petrobras destacou que a projeção de preço do petróleo para o ano é de US$ 53 por barril. Ainda que nos últimos dias a cotação tenha caído, não chega a prejudicar o resultado, pelo contrário. O atual patamar de negociação do Brent e do WTI ajuda a manter a meta de desinvestimento e não chega a preocupar o resultado financeiro do segundo semestre. “O preço do petróleo tem uma volatilidade enorme, não em resposta a eventos de oferta e demanda, mas por conta de eventos geopolíticos, que são incontroláveis. Na oferta e demanda, a gente tem uma certa estabilidade”, disse Monteiro. Ao ser questionado sobre a marca da sua gestão no resultado da companhia, o presidente da Petrobras afirmou ainda que está mantido o perfil de austeridade implementado já na gestão do seu antecessor, Pedro Parente. “Não há qualquer alteração no plano de negócios, aprovado pelo conselho de administração da companhia. Vamos entregar os resultados prometidos”, afirmou.

Estadão Conteúdo