21 de julho de 2017, 21:28

ECONOMIA Aumento de tributos não terá impacto importante na inflação, dizem consultorias

O aumento de tributos sobre os combustíveis, que entrou em vigor hoje (21), terá impacto momentâneo sobre a inflação, não devendo fazer o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o ano acima do centro da meta, de 4,5%. A avaliação é de consultorias e de especialistas.As projeções variam, mas a inflação oficial deverá encerrar 2017 quase um ponto percentual abaixo do centro da meta. O aumento de alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o etanol e o diesel tem efeito cascata sobre outros preços, como frete, transporte público e alimentação. Mesmo assim, os economistas avaliam que o impacto será marginal na inflação do ano.Em relatório, a Tendências Consultoria informou que o reajuste de tributos terá impacto de 0,63 ponto percentual no IPCA em julho e agosto. Para 2017, a estimativa para o IPCA passou de 3,6% para 3,8%.Outras projeções, no entanto, preveem que o efeito da medida é temporário e que a pressão sobre o nível geral de preços se diluirá nos próximos meses. O banco de investimentos Haitong alterou a estimativa de inflação para este ano de 3,6% para 3,7% após o reajuste dos combustíveis.O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) informou que a inflação oficial deverá fechar o ano entre 3,3% e 3,5%. De acordo com a entidade, as novas alíquotas sobre a gasolina, o diesel e o etanol terão impacto de 0,4 ponto percentual sobre o IPCA, mesmo com a influência indireta sobre outros setores da economia.Na segunda-feira (24), o Banco Central, divulgará a nova previsão das instituições financeiras para a inflação oficial este ano. Até esta semana, o Boletim Focus, pesquisa semanal feita pela autoridade monetária com especialistas de mercado, apontava estimativa de 3,29% para o IPCA este ano, próximo do piso da meta: 3%. O aumento dos combustíveis veio em um momento em que a inflação está em queda.Nos 12 meses terminados em junho, o IPCA acumulava 3%, no nível mais baixo da história, registrando variação negativa para o mês de 0,23%. Ontem (20), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15, que funciona como prévia da inflação oficial, registrou 2,78% no acumulado de 12 meses terminados em julho e deflação no mês de 0,18%, a menor taxa em quase 20 anos.

21 de julho de 2017, 20:45

ECONOMIA Fiesp reforça críticas contra o aumento do imposto sobre os combustíveis

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), reforçou as críticas contra o aumento do imposto sobre os combustíveis anunciado na quinta-feira, 20, pelo governo federal, mas tratou de ponderar que o governo ainda tem credibilidade e negou que a confiança da classe empresarial no governo de Michel Temer (PMDB) tenha ficado abalada. “Não é por uma medida que o governo irá perder a sua credibilidade”, afirmou, em entrevista ao Broadcast no edifício da instituição na Avenida Paulista.Skaf foi taxativo em afirmar que houve um erro de Temer em aprovar o aumento da carga tributária, situação que motivou a Fiesp a trazer de volta os patos amarelos infláveis que marcaram a campanha contra o aumento de impostos a partir de 2015 e foram símbolo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A federação patronal voltou a instalar o boneco inflável de aproximadamente cinco metros em frente à sua sede, enquanto outros patos menores foram distribuídos para a população que passava pela região. “Nesse momento, houve o aumento (dos impostos). Por isso, o pato reapareceu”, explicou.Entretanto, numa estratégia “morde e assopra”, Skaf associou a elevação dos impostos ao descontrole dos gastos públicos da gestão petista, herança que classificou como uma “bomba estourada”. Além disso, tratou de elogiar iniciativas que considera conquistas da gestão de Temer, como a reforma trabalhista e a aprovação do limite dos gastos públicos. Segundo ele, a Fiesp “não apoia, nem deixa de apoiar governos, mas sim projetos”, sinalizando que não pretende romper com Temer, seu colega de partido.

Estadão

21 de julho de 2017, 17:41

ECONOMIA CVM abre programa de regularização de débitos não tributários

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está abrindo um Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD). Ele vai permitir a quitação de multas, termos de compromisso com o órgão regulador do mercado de capitais. A adesão ao programa deve ser requerida em 120 dias a partir desta sexta-feira, 21, data da publicação da Deliberação 776, que regulamenta o PRD.Instituído pela Medida Provisória 780/17, o PRD abrange a regularização de débitos de pessoas físicas ou jurídicas, inclusive os que são objeto de parcelamentos anteriores rescindidos ou ativos ou em discussão (administrativa ou judicial). “A adesão ao PRD poderá ser feita no site da CVM (Central de Sistemas) por meio de requerimento próprio. No documento, são estabelecidos os requisitos de preenchimento da solicitação”, explica Juliana Passarelli, gerente de Arrecadação da Superintendência Administrativo-Financeira da CVM.Ao aderir ao PRD, o devedor terá, como opções de escolha, quatro modalidades para liquidar os débitos existentes. A primeira prevê pagamento em duas parcelas (devendo a primeira corresponder a, no mínimo, 50% do valor da dívida consolidada, sem redução, e na segunda parcelamento do restante, com redução de 90% dos juros e da multa de mora). Os débitos poderão ainda ser parcelados em 60, 120 e 240 vezes. A parte parcelada do pagamento terá início em janeiro de 2018, com prestações mensais sucessivas.”O PRD é uma oportunidade especial para que créditos pendentes decorrentes da atuação de supervisão e “enforcement” (cumprimento da lei) da CVM sejam quitados pelos regulados devedores, que devem dispensar especial atenção ao prazo para adesão e às demais condições de parcelamento temporariamente disponíveis”, diz Alexandre Pinheiro dos Santos, superintendente-geral da CVM.

Estadão

21 de julho de 2017, 17:08

ECONOMIA Aplicações no Tesouro Direto em junho atingem recorde para o mês

A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet atingiu recorde em junho. Segundo números divulgados hoje (21) pelo Tesouro Nacional, as vendas somaram R$ 1,452 bilhão no mês passado, o maior montante registrado para meses de junho desde a criação do programa, em 2002.

O recorde mensal absoluto foi registrado em março deste ano, quando as vendas totalizaram R$ 2,648 bilhões. Em junho, os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à taxa Selic (juros básicos da economia), que concentraram 44,3% das vendas.Os papéis corrigidos pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) representaram 37,4% do total. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, corresponderam a 18,3%.Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores no Tesouro Direto em junho. As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 77,8% do volume aplicado no mês. O número de investidores ativos (que efetivamente possuem aplicações) subiu 14.655, alcançando 507.654, alta de 65,5% nos últimos 12 meses.Com o resultado de junho, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro Direto subiu 2,3% em relação a maio, alcançando R$ 46,7 bilhões. A variação do estoque representa a diferença entre as vendas e os resgates, mais o reconhecimento dos juros que incidem sobre os títulos.

Agência Brasil

21 de julho de 2017, 14:45

ECONOMIA Impostos reduzem crescimento do setor de telefonia e internet, dizem executivos

A expansão da banda larga no Brasil apresenta, atualmente, um ritmo aquém do que poderia ser, avalia o CEO da Telefônica Vivo, Eduardo Navarro de Carvalho. O executivo apontou como justificativa o fato de a carga tributária e a regulamentação serem excessivos, o que acaba reduzindo o retorno sobre os investimentos, mesmo com a crescente demanda da população. ”Estudos indicam que, entre os dez países com maior volume de acessos à internet, o Brasil é o primeiro em carga tributária, com 43,9%. É mais do que o dobro da Rússia, que fica em segundo lugar com 18%”, afirmou Navarro, durante seminário organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em relação aos acessos, entretanto, o País ocupa a quinta colocação em números absolutos. Para o executivo, o peso dos tributos sobre os preços finais explica porque serviços de telecomunicação no Brasil são caros em comparação a outros países. ”Não estamos pedindo, neste momento, uma redução da carga tributária. Pedimos apenas que a carga não seja elevada ainda mais.” Segundo ele, essa possibilidade “bateu na trave” nesta quinta-feira, 20, quando o governo optou pelo aumento da PIS e do Cofins sobre combustíveis. Uma alternativa para acelerar o ritmo de expansão, na avaliação do vice-presidente de Estratégia e Inovação da Tim Brasil, Luís Minoru, é que as empresas compartilhem a infraestrutura. “Esse seria um modelo muito saudável para o setor. Talvez seja a melhor forma de levar infraestrutura a lugares remotos, além de favorecer a competição”, comentou. A principal dificuldade para que a infraestrutura seja expandida no País, segundo Minoru, é a falta de previsibilidade, com “instabilidade radical em curto prazo”. “Mesmo assim, continuamos consolidando o setor, tentando reduzir custos”, disse. Outro exemplo citado pelo executivo, corroborando com a avaliação de alta carga tributária, pode ser verificado no preço da internet móvel. “Em um real por dia pago pelo serviço de internet, metade disso é destinado ao pagamento de tributos”, disse.

Estadão Conteúdo

21 de julho de 2017, 12:30

ECONOMIA Governo mantém previsão de 0,5% para o PIB

O governo federal manteve em 0,5% a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país. A previsão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, lançado a cada dois meses. A previsão do mercado é de que o crescimento fique em 0,34%. Em 2016, o PIB teve queda de 3,6%. O relatório apresenta os parâmetros oficiais da economia e as previsões de arrecadação, de gastos e de cortes no Orçamento. Com base no documento, o governo edita um decreto de programação orçamentária, com novos limites de gastos para cada ministério ou órgão federal.

Agência Brasil

21 de julho de 2017, 11:43

ECONOMIA Contas externas têm melhor junho desde 2004 e fecham semestre no azul

Após o superávit de US$ 2,884 bilhões em maio, o resultado das transações correntes ficou positivo em US$ 1,330 bilhão em junho, informou o Banco Central. Este é o quarto superávit mensal consecutivo e o melhor resultado para junho desde 2004 (US$ 1,994 bilhão), sendo que a série histórica começou em 1995. O BC projetava para junho superávit em conta de US$ 750 milhões. O resultado do mês passado ficou dentro do levantamento realizado pelo Projeções Broadcast com 25 instituições, que tinha intervalo de déficit de US$ 300 milhões a superávit de US$ 2,100 bilhões (mediana positiva de US$ 1,300 bilhão). A estimativa do BC, atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é que o rombo externo de 2017 seja de US$ 24,0 bilhões.No acumulado do primeiro semestre do ano, o superávit nas contas externas somou US$ 715 milhões. Já nos últimos 12 meses até junho deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 14,328 bilhões, o que representa 0,76% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o menor porcentual em relação ao PIB desde março de 2008 (0,73%).

Estadão

21 de julho de 2017, 06:37

ECONOMIA Com aumento do imposto sobre combustíveis, previsão de inflação sobe

Foto: Beto Nociti/BCB

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decide os rumos da Selic nos dias 25 e 26 de julho

O aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis levou o mercado a rever as projeções para a inflação deste ano. Ontem, logo após o anúncio das medidas, economistas já estimavam um impacto de 0,51 ponto porcentual no índice de preços. “A alta surpreendeu bastante. Esperávamos em torno de R$ 0,10 para gasolina”, diz o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados. A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. “Ainda assim, o cenário para inflação segue tranquilo. Mesmo se vierem outros aumentos, o IPCA ainda pode fechar abaixo do centro da meta de 4,5%”, pondera. O economista -sênior do banco de investimentos Haitong, Flávio Serrano, alterou sua projeção do IPCA para o ano de 3,6% para 3,7% em virtude da alta da alíquota. Ele esperava um aumento de R$ 0,30 por litro da gasolina, mas a alta foi de R$ 0,41. Ontem pela manhã, antes do anúncio das medidas do governo federal para conter o rombo no Orçamento, a prévia da inflação oficial no País surpreendeu positivamente o mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,18% em julho, a maior queda de preços em 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 3,52% em junho para 2,78% em julho, a mais baixa desde março de 1999. As famílias gastaram menos com os alimentos consumidos em casa, como batata-inglesa, tomate e frutas. Também houve redução nas despesas com combustíveis: tanto a gasolina quanto o etanol ficaram mais baratos. Leia mais no Estadão.

Estadão

20 de julho de 2017, 19:44

ECONOMIA Fiesp mostra indignação com alta de impostos sobre combustíveis

Ao comentar, em nota, o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou indignação com a medida e comentou que a elevação da carga tributária vai agravar a crise num momento em que a economia dá sinais de recuperação.”Nesta semana, ficamos indignados com o anúncio da alta de impostos sobre os combustíveis”, afirmou Skaf. Com questionamentos direcionados ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o conteúdo da nota poupa de críticas o presidente Michel Temer (PMDB), aliado de Skaf.”Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho”, assinala o presidente da Fiesp. “Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo”, acrescenta.A Fiesp tem uma campanha contra alta dos impostos que ficou marcada pela instalação de um pato inflável gigante em frente à sede da entidade na Avenida Paulista, inclusive durante os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Hoje, após a confirmação de que o governo Temer vai aumentar imposto na tentativa de reduzir o rombo das contas públicas, Skaf disse que a entidade patronal mantém suas bandeiras, “independentemente de governos”.”Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre.”

Estadão

20 de julho de 2017, 19:13

ECONOMIA Governo confirma alta de imposto sobre combustível e corte de R$ 5,9 bi

Foto: Dida Sampaio/AE

A área econômica do governo anunciou, por meio de nota, o aumento das alíquotas do PIS/Cofins sobre os combustíveis para tentar arrecadar R$ 10,4 bilhões a mais neste ano. Mesmo assim, ainda será necessário cortar R$ 5,9 bilhões em despesas para fazer frente ao rombo que existe hoje no Orçamento sem colocar em risco o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões.A ampliação do corte ocorre em meio às reclamações de diversos órgão que estariam estrangulados pela falta de recursos. Alguns deles, como as polícias federal e Rodoviária Federal, chegaram a ameaçar paralisar seus serviços. O valor total do contingenciamento em vigor neste ano subirá para R$ 44,9 bilhões, superando inclusive o bloqueio inicial anunciado no fim de março, de R$ 42,1 bilhões. A nota foi divulgada de maneira conjunta pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, depois de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmar na portaria da sede da pasta em Brasília que haverá aumento de tributos. As medidas anunciadas pretendem ajudar o governo em R$ 16,3 bilhões para o alcance da meta.A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. A estimativa de arrecadação com o aumento é de R$ 5,191 bilhões até o fim do ano. Já a alíquota para o diesel subirá de R$ 0,2480 por litro para R$ 0,4615 por litro do combustível, com reforço de receitas de R$ 3,962 bilhões ao Tesouro até o fim do ano.O aumento do PIS/Cofins para os produtores de etanol será menor, passando de R$ 0,1200 por litro para R$ 0,1309 por litro, com impacto de apenas R$ 114,90 milhões na arrecadação. Na distribuição do etanol, o PIS/Confis estava zerado, mas voltará a ser cobrado em R$ 0,1964 por litro, com uma receita esperada de R$ 1,152 bilhão ainda este ano.

Estadão

20 de julho de 2017, 13:15

ECONOMIA Índice de Confiança do empresário industrial cai em julho

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou 50,6 pontos em julho. Na comparação com junho, o resultado representa uma queda de 1,3 ponto. Se for comparado a março, acumula uma queda de 3,6 pontos. As empresas que registraram confiança foram as de grande porte, com 52,3 pontos. As demais ficaram abaixo dos 50 pontos, linha divisória que indica se estão ou não confiantes, em uma escala que varia de zero a 100. No caso das de médio porte, 49,6 pontos, e das de pequeno porte, 47,9 pontos. O resultado foi divulgado hoje (20), em Brasília, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo indica a percepção dos empresários sobre as condições atuais e as expectativas para a economia e a empresa nos próximos seis meses. Segundo a CNI, como o resultado de julho (50,6 pontos) está praticamente em cima da linha divisória, não é possível afirmar nem que os empresários estão confiantes, nem que estão sem confiança para fazer investimentos. Na comparação com julho de 2016, o índice apresenta uma alta de 3,3 pontos, mas fica ainda abaixo da média história de 54 pontos. Segundo a CNI, a queda de julho foi puxada “tanto pelas condições atuais quanto pelas expectativas, ambas em relação à empresa e à economia”. Além disso, acrescenta a entidade, o índice de condições atuais, que recuou para 44,2 pontos, indica que o empresário percebe piora do ambiente de negócios. “Já o índice de expectativas, embora tenha recuado de 54,9 pontos, em junho, para 53,8 pontos em julho, ainda revela perspectivas positivas”. No entanto, acrescentou a CNI por meio de nota, a queda do índice “aponta menor grau do otimismo com relação ao futuro”. A pesquisa foi feita com 2.880 empresas de todo o país entre os dias 3 e 12 deste mês, sendo 1.146 de pequeno porte; 1.095 de médio porte e 639 de grande porte.

Agência Brasil

20 de julho de 2017, 10:45

ECONOMIA Prévia indica deflação de 0,18%, a menor taxa para julho em quase 20 anos

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou com variação negativa de 0,18% em julho, resultado que chega a ser 0,34 ponto percentual inferior ao resultado de junho, quando a variação foi de 0,16%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (20), no Rio de Janeiro, os dados da prévia, essa é a menor variação relativa a julho, juntamente com o resultado de 2003, cuja variação também havia sido de -0,18%. Essa é a menor taxa de inflação desde setembro de 1998, quando a deflação dos preços havia sido de -0,44%. Com a inflação negativa de julho, o IPCA-15 passou a acumular alta de 1,44% nos primeiros sete meses do ano, resultado 3,75 pontos percentuais menor do que os 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado. Já a inflação acumulada nos últimos doze meses fechou em 2,78%, resultado inferior aos 3,52% dos 12 meses imediatamente anteriores, o que constitui a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando atingiu 2,64%. Segundo o IBGE, em julho do ano passado a taxa havia variado 0,54%.

Agência Brasil

20 de julho de 2017, 10:30

ECONOMIA Confiança da indústria sobe 1,2 ponto, segundo prévia de julho da FGV

Foto: Agência Brasil

Índice de Confiança da Indústria cresceu 1,2 ponto na prévia de julho e chegou a 90,7 pontos em uma escala de zero a 200

O Índice de Confiança da Indústria teve um crescimento de 1,2 ponto na prévia de julho, na comparação com o resultado consolidado de junho. Assim, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 90,7 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. Segundo a FGV, mesmo se o resultado da prévia for confirmado no dado consolidado do mês não será o suficiente para recuperar a perda do mês anterior (-2,8 pontos). A confiança em relação ao momento presente, medido pelo Índice da Situação Atual, subiu 1,4 ponto e chegou a 88,4 pontos. Já o otimismo, avaliado pelo Índice de Expectativas, teve uma alta de 1,2 ponto e atingiu 93,3 pontos. O resultado preliminar de julho indica que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria avançou 0,7 ponto percentual e chegou a 74,9%. Para a prévia de julho de 2017, foram consultadas 788 empresas entre os dias 3 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima quinta-feira, dia 27.

Agência Brasil

20 de julho de 2017, 09:30

ECONOMIA BCE mantém juros e reitera que pode estender estímulos monetários

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve suas taxas de juros inalteradas após a reunião de política monetária desta quinta-feira. A principal taxa da instituição, a de refinanciamento, utilizada em empréstimos regulares, permaneceu na mínima histórica de 0% e a taxa de depósitos ficou inalterada em -0,40%. Com isso, os bancos comerciais continuarão pagando para deixar recursos depositados no BCE. ”O Conselho do BCE espera que as taxas de juro permaneçam nos níveis atuais durante um período prolongado e para além do horizonte das compras líquidas de ativos”, disse a instituição em seu comunicado. Além disso, o BCE afirmou que pretende que o seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), atualmente em 60 bilhões de euros mensais em bônus, prossiga até o final de dezembro “ao ajustamento sustentado da trajetória de inflação, compatível com o seu objetivo para a inflação”. A instituição também manteve aberta a possibilidade de aumentar o volume do QE “se as perspectivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução”. A partir das 9h30 (de Brasília), o presidente do BCE, Mario Draghi, fala em coletiva para comentar a decisão de hoje.

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2017, 21:17

ECONOMIA Governo vai aumentar PIS/Cofins sobre combustíveis

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Anúncio de alta de imposto sobre combustível será feito nesta quinta-feira (20)

O governo decidiu que será necessário aumentar o PIS/Cofins incidente sobre combustíveis para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o governo avalia a possibilidade de elevar outro tributo para fechar as contas, já que o governo tem um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para cobrir no Orçamento de 2017. Três alternativas estão em análise: IOF sobre operações de câmbio à vista, ou IOF sobre operações de crédito, ou Cide-combustível. O cenário atual com o qual a equipe econômica trabalha, porém, é de elevar apenas o PIS e a Cofins. A área técnica está buscando receitas adicionais para não ter que aumentar outro tributo. Segundo apurou o Broadcast/Estadão, a possibilidade de alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas transações de câmbio e no crédito já foi praticamente descartada nesta quarta-feira à noite. A avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de, por exemplo, R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas. O impacto dessa elevação do imposto seria ainda minorado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço, o que minimiza o impacto de eventual aumento. Um reajuste desta ordem, na avaliação de interlocutores do presidente, não teria qualquer impacto inflacionário, já que a evolução dos preços dos combustíveis está sob controle e preços recentes têm tido ligeira queda. Fontes do governo reconhecem que elevar o tributo é uma medida difícil, mas pior do que ela seria não cumprir a meta. E o compromisso do governo é com o cumprimento da meta fiscal. A decisão sobre a elevação de outro tributo não está fechada e será tomada amanhã em reunião com o presidente Michel Temer. A Receita Federal está fazendo as contas para levar as estimativas para a reunião. A avaliação do governo é de que a recessão foi muito forte, afetando a arrecadação e, por isso, há necessidade de lançar mão da alta dos tributos. O governo trabalha para não ter que fazer um novo corte do Orçamento, porque o contingenciamento atual já é muito forte. O aumento de impostos terá que ser publicado no Diário Oficial da União, numa edição diária ou extraordinária, até amanhã, para a previsão de receitas do relatório bimestral de avaliação do orçamento poder contar com esses recursos. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo