20 de maio de 2019, 10:22

ECONOMIA Mercado financeiro reduz projeção de crescimento pela 12ª vez

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 12ª vez seguida, caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,45% para 1,24% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC). A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Agência Brasil

20 de maio de 2019, 07:08

ECONOMIA Governo quer estimular concorrência entre bancos na capitalização

A equipe do governo Jair Bolsonaro (PSL) estuda formas de estimular a concorrência em um eventual regime de capitalização para a Previdência. Nesse sistema, cada trabalhador tem uma conta individual para poupar recursos que irão bancar a aposentadoria. O regime foi lançado na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que muda as regras de aposentadorias e pensões, mas ainda não foi detalhado pelo governo. Se aprovar a PEC de Bolsonaro, o Congresso dá uma autorização para a troca do regime previdenciário, mas os detalhes precisarão ser aprovados em um novo projeto de lei, que ainda não tem prazo para ser apresentado. Em meio ao impasse na articulação política, o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM), disse na sexta-feira (17) que a Câmara estuda apresentar uma reforma alternativa. Há resistência ao novo regime no Congresso. O objetivo da equipe econômica capitaneada pelo ministro Paulo Guedes é reduzir as taxas cobradas por instituições financeiras, que poderiam corroer os rendimentos dos trabalhadores. Uma das possibilidades em análise é permitir que a instituição financeira apenas guarde os recursos -a chamada custódia- e o próprio trabalhador possa fazer a gestão dos investimentos. Dessa forma, técnicos do Ministério da Economia esperam que a taxa a ser cobrada seja entre 0,1% e 0,15% do total investido -bem abaixo das taxas de administração de 1% a 4% praticadas atualmente no mercado. O governo está estudando como isso poderia funcionar. Para usar esse modelo, o trabalhador teria, por exemplo, que operar de acordo com limites a serem definidos por órgão regulador. Está em estudo que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determine regras para esse investimento. A ideia é impedir que o empregado, movido pelo apetite de alto rendimento, arrisque o dinheiro guardado para a aposentadoria. Assim, haveria travas, por exemplo, de 30% para aplicações em Bolsa de Valores e 20% para fundo imobiliário. Poupar para aposentadoria, lembram integrantes da secretaria de Previdência do ministério, exige-se cautela e é um trabalho de longo prazo. Por isso, a taxa cobrada pelas instituições financeiras faz tanta diferença. Um técnico conta que o valor final do benefício pode ser 30% menor comparando o efeito de taxas administrativas anuais de 1% e 2%. Para evitar a formação de cartel no mercado previdenciário, o governo previu também que entidades públicas possam operar no setor da capitalização. As medidas são uma forma de contra-atacar o discurso da oposição de que a troca do atual sistema da Previdência Social para o de contas individuais seria um cheque em branco para os bancos. A equipe econômica diz que a substituição para a capitalização é para que os juros passem a trabalhar a favor da poupança dos trabalhadores, além de reduzir o déficit da Previdência Social, que tem pressionado as contas públicas.

Estadão

18 de maio de 2019, 09:20

ECONOMIA Substitutivo deve propor financiamento alternativo para a Previdência

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Previdência Social

No substitutivo da reforma da Previdência que deputados planejam apresentar, estuda-se incluir propostas alternativas de financiamento das aposentadorias. Seria uma maneira de o Congresso se diferenciar do governo de Jair Bolsonaro e se distanciar do discurso de que a reforma só prejudica os mais pobres. De acordo com a coluna Estadão, oOs parlamentares ainda não bateram o martelo, mas está no radar taxar grandes fortunas, regulamentar jogos de azar e até destinar parte dos royalties do pré-sal e dos recursos do Sistema S, que o ministro Paulo Guedes pretende reduzir. Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial, diz ser precipitado falar sobre fontes alternativas de financiamento. “Temos de aguardar as emendas. O substitutivo vai refletir o sentimento de toda a comissão”, disse.

17 de maio de 2019, 20:30

ECONOMIA Banco Central anuncia leilão de dólares após moeda bater R$ 4,10

Foto: André Dusek/Estadão

Banco Central do Brasil

O Banco Central informou na noite desta sexta-feira, 17, por meio de comunicado, que irá realizar leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) nos dias 20, 21 e 22 de maio. O total negociado será de US$ 3,75 bilhões. O montante, conforme o BC, será para rolagem de vencimentos programados para 4 de junho. A instituição optou por dividir a rolagem em três dias, para não concentrar a operação. Nos leilões de linha, o BC oferta dólares no mercado, o que tende a reduzir a pressão pela alta da moeda caso ela esteja sendo muito demandada por investidores. Os recursos vêm das reservas internacionais e, depois, são devolvidos. Por isso, não afetam o volume das reservas. Ao mesmo tempo, com mais dólares no mercado, a cotação tende a cair. Em cada dia, o BC realizará dois leilões. A recompra, a ser realizada no vencimento dos contratos, ocorrerá em janeiro e abril de 2020. As operações de venda do Banco Central serão liquidadas no dia 4 de junho. Com o ambiente político conturbado, o dólar acelerou o ritmo de alta, chegando a registrar R$ 4,1127 na máxima, em alta de 1,91%. Ao fim do pregão, a moeda americana marcou R$ 4,1002, com elevação de 1,60%. Foi a maior cotação de fechamento do dólar no País desde 19 de setembro de 2018.

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019, 17:50

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 4,10, maior cotação em oito meses

Foto: Reuters

O dólar acelerou o ritmo de alta, chegando a registrar R$ 4,1127 na máxima, em alta de 1,91%

Com o ambiente político conturbado nesta sexta-feira, 17, o dólar acelerou o ritmo de alta, chegando a registrar R$ 4,1127 na máxima, em alta de 1,91%. Ao fim do pregão, a moeda americana marcou R$ 4,1002, com elevação de 1,60%. É a maior cotação de fechamento do dólar no País desde 19 de setembro de 2018, quando terminou a R$4,13, depois da notícia de que, durante as eleições presidenciais, Paulo Guedes estudava a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF. Embora a sessão desta sexta-feira tenha sido marcada por fortalecimento global da moeda americana por conta da guerra comercial entre EUA e China, o real esteve entre os piores desempenhos das divisas emergentes, evidenciando o peso de fatores domésticos sobre a formação da taxa de câmbio. No mercado de ações, o Ibovespa amargou o terceiro pregão consecutivo de queda, perdendo o nível dos 90 mil pontos. O principal índice de ações do País terminou a sexta-feira aos 89,992,73 pontos, em baixa de 0,04%. Segundo operadores do mercado, a sequência de notícias políticas negativas e a deterioração das expectativas econômicas levaram os investidores a adotar uma postura mais defensiva, migrando para o dólar. No exterior, os mercados acompanham os desdobramentos da disputa entre chineses e norte-americanos. Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), o aprofundamento das tensões comerciais nesta semana provocou a maior fuga de recursos de investidores estrangeiros das bolsas da China desde 2015. Nesse período, foram retirados do mercado acionário chinês US$ 2,76 bilhões, que se somaram à saída líquida de US$ 2,56 bilhões na semana anterior, totalizando US$ 5,32 bilhões em apenas 15 dias. Na quinta-feira, 16, o dólar à vista fechou cotado a R$ 4,0357, no maior valor desde setembro de 2018, e a Bolsa caiu 1,75%, chegando aos 90.024 pontos.

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019, 17:45

ECONOMIA Sem capitalização, essa reforma é para cinco ou seis anos, diz Guedes

Foto: Estadão

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Em sua defesa do sistema de capitalização para a Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira, 17, que as mudanças nas regras do atual sistema de repartição durariam por cinco ou seis anos. “Sem capitalização, essa reforma é para cinco ou seis anos. Se vem (um impacto fiscal, em dez anos, de) R$ 1 trilhão, vamos definir esse regime (de capitalização)”, afirmou Guedes, em discurso no 91º Enic, encontro do setor da construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no Rio. O ministro também criticou as comparações com outros países que adotaram o sistema de capitalização, como o Chile. Guedes citou especificamente as alegações de que o Chile teria observado aumento nas ocorrências de suicídios por causa do baixo valor das aposentadorias. “A taxa de suicídio é bem maior no Brasil do que no Chile, aliás é bem maior em Cuba. E será maior na Venezuela”, afirmou Guedes que chamou a reforma da Previdência de “mãe de todas as reformas”.

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019, 16:15

ECONOMIA Governo arrecada R$ 1,2 milhão com venda de carros usados

O Ministério da Economia arrecadou R$ 1,215 milhão com a venda de 86 carros usados. O montante é 49% superior à avaliação dos veículos estimada em R$ 816 mil. O leilão de venda foi realizado na última quinta-feira (16) e ocorreu simultaneamente, de forma presencial e eletrônica. É o segundo leilão de veículos feito após a implantação do TáxiGov. No primeiro, em outubro de 2018, foram vendidos 35 veículos, dos 47 ofertados, e arrecadados R$ 568 mil. Os carros colocados à venda eram utilizados pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pelos extintos Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Ministério da Integração Nacional. Foram leiloados, também, veículos da Advocacia Geral da União (AGU) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além da receita arrecadada, segundo o Ministério da Economia, o leilão também possibilita a redução de despesas com manutenção dos carros e compra de combustível, limpeza e manutenção de garagem. A venda foi decorrente da implantação do sistema de TáxiGov, que começou a ser implantado em março de 2017 em todos os órgãos da administração federal direta em Brasília. O serviço, que substitui o uso de carros oficiais, diminuiu em 61% os gastos do governo com transporte.

Folhapress

17 de maio de 2019, 09:33

ECONOMIA PIB cai 0,1% no primeiro trimestre do ano

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que soma todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado. O dado é do Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado hoje (17). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, no entanto, houve alta de 0,5%. Considerando-se apenas o mês de março, houve quedas em relação a fevereiro deste ano (-0,4%) e a março de 2018 (-1,7%). No acumulado de 12 meses, houve alta de 0,9%. Na passagem do último trimestre do ano passado para o primeiro trimestre deste ano, a queda de 0,1% foi puxada principalmente pelo recuo de 0,8% da indústria. A agropecuária teve queda de 0,3%. Por outro lado, os serviços evitaram queda maior, ao apresentar crescimento de 0,2%. Sob a ótica da demanda, a queda foi puxada pelos investimentos, que recuaram 1,9%. As exportações também caíram (-1,4%). O consumo das famílias cresceu 0,3% e o consumo de governo, 0,4%. As importações cresceram 0,8%.

Agência Brasil

16 de maio de 2019, 20:36

ECONOMIA Salvador tem aumento de 16 mil ocupados no primeiro trimestre de 2019

Salvador registrou, no primeiro trimestre de 2019, um aumento de 16 mil novos ocupados em relação ao mesmo período do ano passado. Com 1.414 mil ocupados entre os meses de janeiro e março, a capital baiana contrapõe o cenário de crise na economia nacional. As informações são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, Salvador possui a 4ª maior população ocupada do país, depois de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, respectivamente. A pesquisa avalia a situação funcional de pessoas a partir de 14 anos, ocupadas, desocupadas e fora da força de trabalho, observando as respectivas taxas e níveis. No mesmo período, o estado da Bahia registrou aumento de 18,3% na taxa de desemprego, segunda maior do país, ficando atrás somente do estado do Amapá (20,2%). “Esses números demonstram que Salvador está indo na contramão dos resultados alcançados por outros estados e municípios. Isso graças a essa política de estímulo ao desenvolvimento que lançamos com os diversos eixos do programa Salvador 360”, avaliou o secretário de Desenvolvimento e Urbanismo, Sérgio Guanabara. Nos primeiros três meses do ano, a taxa de desocupação de Salvador é 15,8%. No comparativo nacional, a capital baiana tem a 6ª menor taxa de desocupação, atrás de Manaus (19,4%), Rio Branco (19,1%), São Luís (17,9), Macapá (17,9%) e Boa Vista (15,9%).

16 de maio de 2019, 19:01

ECONOMIA Dólar fecha acima de R$ 4, na maior cotação desde setembro de 2018

Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

Diante do cenário de incerteza política, o dólar fechou em alta de 0,98% nesta quinta-feira, 16

Diante do cenário de incerteza política, o dólar fechou em alta de 0,98% nesta quinta-feira, 16, sendo cotado a R$ 4,0357. Na B3, a Bolsa de São Paulo, o dia foi de perdas e o Ibovespa teve queda de 1,75%, chegando aos 90.024,47 pontos. Foi o menor nível do índice no ano. Na B3, o maior recuo foi registrado nas ações ON da Vale, que tiveram queda de 3,42%, depois da notícia de que a companhia informou ao Ministério Público de Minas Gerais sobre o risco de rompimento na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais. Depois dos protestos contra cortes no orçamento da educação, na quarta-feira, 15, e várias derrotas do governo no Congresso, que exacerbam a perda de capital político do presidente Jair Bolsonaro, o mercado local manteve a cautela desde o início do dia. Comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso e o fortalecimento da moeda americana ante divisas de países emergentes contribuíram para a alta do dólar no Brasil. Campos Neto repetiu a mensagem da instituição na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de que o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019, com probabilidade relevante de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano. Além disso, afirmou que frustração de expectativa sobre reformas pode afetar prêmio de risco. Outras notícias desta quinta também pressionam a cotação do dólar. Nos Estados Unidos, indicadores da economia vieram melhores que o esperado, como pedidos de auxílio-desemprego e o total de construções de moradias iniciadas. No Brasil, pesou a divulgação pelo IBGE de dados do mercado de trabalho nos Estados: 14 unidades da federação tiveram aumento na taxa de desemprego no primeiro trimestre. Os investidores acompanham as declarações de parlamentares para medir o grau de desgaste do governo no Congresso e como isso pode afetar a aprovação da reforma da Previdência, além de seguir o desenrolar de denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesta quarta-feira, 15, foi revelado que o Ministério Público do Rio identificou indícios de lavagem de dinheiro nas transações imobiliárias feitas por Flávio Bolsonaro durante seu mandato como deputado na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj). Segundo a promotoria, o parlamentar lucrou R$ 3,08 milhões com compra e venda de imóveis entre 2010 e 2017, quando adquiriu 19 apartamentos e salas comerciais pelo valor de R$ 9,4 milhões. Para investigadores, os valores podem ter sido “fraudados” pelo senador.

Estadão Conteúdo

16 de maio de 2019, 09:44

ECONOMIA Taxa de desemprego cresce em 14 estados no primeiro trimestre do ano

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável. Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego. Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%). Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%). Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%). A taxa de subutilização (os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego) do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação. As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica. Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil). Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%). As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%). Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.

Agência Brasil

15 de maio de 2019, 10:08

ECONOMIA Piora na balança com Argentina puxa queda no comércio brasileiro

A piora na balança comercial com a vizinha Argentina foi o principal responsável pela queda do saldo positivo do comércio exterior brasileiro no primeiro quadrimestre deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o saldo acumulado da balança brasileira com todos os países, nos primeiros quatro meses deste ano, foi de US$ 16,4 bilhões, ou seja, menor dos que os US$ 18,2 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com a FGV, a balança com a Argentina passou de superavitária (quando exportações superam as importações) para deficitária (quando as importações superam as exportações), com perda de 3,1 bilhões na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Também foram registradas perdas no comércio com a União Europeia (de US$ 1,4 bilhão na comparação com o mesmo período de 2018) e com a China (queda de US$ 900 milhões). Por outro lado, houve ganhos no comércio com os Estados Unidos (que passou a registrar superávit de US$ 500 milhões) e com o Oriente Médio (com aumento do superávit de US$ 900 milhões). Segundo a FGV, a piora no saldo com a China está relacionada ao aumento das importações provenientes do país asiático. Já a melhor em relação aos Estados Unidos é explicada pela redução das importações procedentes daquele país.

Agência Brasil

14 de maio de 2019, 16:46

ECONOMIA ‘Estamos à beira de um abismo’, diz Guedes após projeção de PIB menor

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 14, que a projeção de crescimento “já caiu para 1,5%” e que, com isso, “começam os planejamentos de contingenciamentos”. A projeção oficial do governo para o PIB ainda é de 2,2%, mas o Estadão/Broadcast mostrou na semana passada que o governo já trabalhava com um número menor, entre 1,5% e 2%, em linha com as projeções de mercado. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso nesta tarde, Guedes disse que sempre olhou as estimativas de crescimento em torno de 2% “com ceticismo”. “Havia expectativa de que reformas tivessem rapidez e antecipavam forte recuperação econômica”, justificou. “Brasil está prisioneiro da armadilha de baixo crescimento, não é de hoje. Nunca achei que a coisa seria fácil.” O ministro reforçou que a estimativa de crescimento das receitas é afetada pelo crescimento da economia e exemplificou que, se o Brasil crescer 1%, a receita vai crescer um pouco mais. Guedes repetiu que a reforma da Previdência é necessária para reverter o cenário de agravamento fiscal e o endividamento. “Nossa ideia é interromper bola de neve do endividamento ano que vem. A economia pode se recuperar com certa rapidez se fizer reformas encomendadas”, afirmou. O pedido do governo ao Congresso para um crédito suplementar de R$ 248 bilhões reflete os problemas estruturais do Brasil e o recurso será usado para pagar a Previdência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Bolsa Família e o Plano Safra, afirmou Guedes. “Estamos à beira de um abismo fiscal. Vamos nos endividar para pagar Bolsa Família, BPC, Plano Safra e as aposentadorias do regime geral, INSS. Estamos nos endividando para pagar despesas correntes. Não deveria ser normal”, disse na CMO. Dos R$ 248 bilhões pedidos no crédito suplementar, conforme Guedes, R$ 200 bilhões são para Previdência, R$ 30 bilhões BPC, R$ 6 bilhões Bolsa Família e quase R$ 10 bilhões do Plano Safra. Segundo ele, isso mostra o drama do tamanho do buraco do País. “O buraco da Previdência virou um buraco negro fiscal que ameaça engolir o Brasil. Exatamente por isso que estamos pedindo um crédito suplementar para não quebrar a regra de ouro, que prevê que o País só pode se endividar se tiver investindo”, destacou Guedes. aulo Guedes disse que o governo “não vai vender falsas esperanças” em relação à situação fiscal difícil que o país enfrenta. “Não adianta achar que vamos crescer 3%, a realidade é que estamos no fundo do poço”, afirmou. O ministro disse, no entanto, que o cenário fiscal pode melhorar com questões como a cessão onerosa e as reformas, o que levaria a uma revisão das metas fiscais “muito proximamente. Em relação à reforma tributária, Guedes disse que quer simplificar e reduzir alíquotas para aumentar a base de pagantes e cortar subsídios. “O objetivo da reforma tributária é que todos paguem para pagar menos”, completou. O ministro também afirmou que o governo considera redirecionar recursos de multas pagas pela Petrobrás por conta da Operação Lava Jato para a educação. Ele reforçou que o contingenciamento total no orçamento da educação foi de 3,5%. Das despesas discricionárias, no entanto, foram cortadas cerca de 30%. Ele afirmou que houve desvio “enorme” do papel das empresas estatais e defendeu a privatização delas, ponderando que o presidente Jair Bolsonaro tem reticências com algumas. “Houve um desvio terrível. As estatais quebraram. Não foram só os Correios. Quebraram também os Postalis (fundo de pensão dos Correios). 100 mil carteiros estão sem receber suas aposentadorias”, afirmou ele, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Guedes mencionou ainda a Petrobrás e seu fundo de pensão, Petros, e também o Portus, fundo de pensão dos funcionários do Porto de Santos. “É um problema atrás do outro. A conta está chegando. São bilhões chegando”, afirmou o ministro da Economia. O ministro comentou também o projeto de reajuste dos militares, e ressaltou que a contribuição da categoria para a Previdência será maior do que os eventuais aumentos. “Os militares se consideraram deixados pra trás do ponto de vista de carreiras desde a redemocratização. Mas fomos muito claros com militares e com o presidente (Jair Bolsonaro) de que todos têm que colaborar”, completou. Durante a audiência, os relatores da comissão cobraram do governo mais diálogo e ainda que o Plano Plurianual (PPA) tenha impacto positivo para o Brasil. O deputado Cacá Leão, relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2020, criticou a falta de diálogo do governo de Jair Bolsonaro. A exceção, segundo ele, é o ministro da Economia, que no começo não tinha experiência na articulação política, mas que já está “ficando craque”. “O que a gente tem visto ultimamente é uma discussão onde o governo apenas fala. Falta diálogo, porém, este adjetivo se assim posso chamá-lo não cabe a vossa excelência”, disse Leão, referindo-se a Guedes, durante audiência da CMO. O relator do PLDO questionou ainda o ministro da Economia quanto à possibilidade de aumento real do salário mínimo no ano que vem com a aprovação da reforma da Previdência e ainda a realização de concessões e licitações. Outro ponto tocado por ele foi quanto à regra de ouro. “A regra atual é boa ou há necessidade de aperfeiçoamento deste dispositivo?”, questionou. Já o senador Oriovisto Guimarães, relator do PPA de 2020, enfatizou a necessidade de o PPA não prejudicar o País. “Me preocupo com o PPA e o risco de que ele pareça uma peça de ficção. Se for flexível demais, é melhor que não exista, mas se for duro demais engessa a economia. Precisamos de um meio termo, que o PPA signifique alguma coisa e não prejudique o País”, destacou Guimarães. Ele chamou ainda atenção para a dívida pública interna, classificando-a como uma “avalanche” à medida que cresce R$ 1,5 bilhão por dia. “É um número nunca visto e isso no meu entendimento é como uma avalanche, começa a cair poucas pedras e no final é um grande desastre. A dívida pública interna é uma avalanche bem avançada e a tendência é piorar muito nos próximos anos”, avaliou o senador.

Estadão Conteúdo

14 de maio de 2019, 13:15

ECONOMIA Com venda de ações, BNDES lucra R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre

Com a venda de ações da Petrobras e outras empresas, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) teve lucro de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 436,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No período, o resultado do banco com participações societárias foi de R$ 12,5 bilhões, 1.081% acima do primeiro trimestre de 2018. Além da Petrobras, o banco vendeu ações da Fíbria, Vale e grupo Rede. A participação do banco na petroleira estatal caiu de 15% para 13,9%. Com relação ao grupo Rede, foi vendida a totalidade das ações, informou o BNDES.

Folhapress

14 de maio de 2019, 10:00

ECONOMIA Processo de recuperação gradual da economia foi interrompido, diz BC

O processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante. Essa é a conclusão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidiu na última quarta-feira (8) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano. Segundo ata da reunião do Copom, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. “Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento. O Copom acrescenta que os indicadores do primeiro trimestre induziram revisões substantivas nas projeções de instituições financeiras para o crescimento do PIB em 2019. “Essas revisões refletem um primeiro trimestre aquém do esperado, com implicações para o “carregamento estatístico” [herança do que ocorreu no ano anterior], mas também embutem alguma redução do ritmo de crescimento previsto para os próximos trimestres”, destacou.

Agência Brasil