14 de janeiro de 2019, 10:42

ECONOMIA Ibovespa opera em alta e dólar custa R$ 3,72

O índice Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores), abriu hoje (14) em alta. Às 10h44, operava em alta de 0,36%, ao atingir 93.992 pontos. O dólar é negociado neste momento a R$ 3,72 (R$ 3,7292), com variação positiva de 0,40% em relação ao pregão anterior.

Agência Brasil

14 de janeiro de 2019, 09:00

ECONOMIA Mercado financeiro prevê inflação em 4,02% neste ano

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano deve ficar em 4,02%. Essa é a previsão de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos. Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação que é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano. Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%. A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e subir em 2020 para 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022. O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Agência Brasil

13 de janeiro de 2019, 12:30

ECONOMIA TCU questiona contas do Sistema S e aponta ‘inconsistências’

Foto: André Dusek/Estadão

Tribunal de Contas da União

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou novas inconsistências nas contas do Sistema S, que está na mira da equipe econômica de Jair Bolsonaro. A auditoria, ainda preliminar, indica divergências nas informações financeiras e falta de transparência na aplicação dos recursos administrados pelas entidades, que são mantidas com contribuições de empresas. O relatório de 166 páginas, ao qual o Estado teve acesso, indica que as nove instituições que integram o Sistema S (entre elas Sesi, Senai, Sesc e Sebrae) arrecadaram R$ 43 bilhões entre 2015 e 2016 – período em que os dados foram analisados. Esse valor é obtido por meio de contribuições que as empresas pagam sobre a folha de pagamento. Os recursos são repassados pela Receita Federal, mas também podem ser cobrados pelas entidades diretamente das empresas, o que também é permitido. Segundo o TCU, as entidades “não estão registrando adequadamente suas disponibilidades financeiras” e algumas informações prestadas “são meramente declaratórias”. Uma boa parte das demonstrações contábeis, diz o relatório, não é certificada por auditoria interna ou externa. E até 90% dos contratos com fornecedores não passam por licitação. “Mesmo não havendo essa obrigatoriedade, as entidades do Sistema S prestam serviços sociais e deveriam ter a mesma governança de órgãos públicos”, defende Saul Tourinho Leal, advogado da Ayres Britto. O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Da Costa, diz que o novo governo está disposto a abrir a “caixa-preta” do Sistema S. “A transparência das informações das entidades é mínima”, diz. O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou, em dezembro, a uma plateia de empresários, que é preciso “meter a faca no Sistema S” e já determinou que sua equipe estude uma redução nos repasses. A auditoria feita pelo TCU foi solicitada em 2017 pelo senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), presidente da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor do Senado. “Ninguém até hoje teve coragem de mexer nesse vespeiro”, diz Oliveira, cujo mandato termina no fim do mês. Procuradas, as entidades afirmaram que prestaram todos os esclarecimentos solicitados pelo TCU e que prezam pela transparência. Pronto desde junho passado, o relatório ainda não foi apreciado pelo plenário do TCU, que aguarda os órgãos centrais do Sistema S se manifestarem. Criado nos anos 40, o Sistema S é um conjunto de organizações corporativas voltadas ao treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa, assistência técnica e lazer.

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2019, 21:20

ECONOMIA Real é a moeda que mais se valorizou ante o dólar neste início de ano

Foto: Fábio Motta/Estadão

O real é a moeda mais se valorizou ante o dólar neste começo de 2019

O dólar teve a quarta semana consecutiva de queda, acumulando baixa de 5,12% nos últimos 30 dias. O real é a divisa que mais se valorizou ante a moeda americana neste começo de 2019, considerando um ranking de 143 países preparado pela Austin Rating. Nesta sexta-feira, 11, o dólar chegou a superar os R$ 3,72, refletindo um fluxo de saída de recursos do País por conta de uma operação de uma grande empresa. O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,16%, a R$ 3,7135. No mercado de ações, em uma semana na qual renovou sucessivos recordes e se aproximou dos 94 mil pontos, o Ibovespa sucumbiu às correções e encerrou o último pregão da semana em baixa de 0,16%, aos 93.658,31 pontos. Ainda assim, garantiu uma rentabilidade acumulada semanal de 1,98% e, no mês, de 6,57%. O giro financeiro foi de R$ 14,9 bilhões. O movimento de baixa foi compatível com o de seus pares em Nova York, ainda que um pouco mais ameno. A moeda americana teve um dia de instabilidade, em dia de fraca liquidez, acompanhando o movimento do dólar no exterior, que subiu ante o euro e moedas de alguns emergentes, como o México e a Turquia, em meio a preocupações sobre o fechamento do governo americano, que já dura três semanas, a desaceleração da economia mundial e os rumos das conversas comerciais entre a Casa Branca e Pequim. Após a queda de 4% nas duas primeiras semanas de 2019, a dúvida é se o dólar tem fôlego para cair mais no Brasil nas próximas semanas. O estrategista para emergentes do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin, avalia que melhora adicional do real será difícil até que ocorra “progresso concreto” nas reformas. Para o executivo, os investidores ficaram “otimistas demais” com o novo governo e o andamento das reformas não deve ser tão fácil como esperado. O banco alemão Commerzbank avalia que boa parte das perspectivas positivas com o Bolsonaro já está nas cotações do câmbio e, portanto, só a implementação das medidas pode ajudar o dólar a cair mais. No curto prazo, o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, avalia que há espaço para o dólar subir “um pouco mais em meio ao movimento de correção técnica”. Para ele, caso a cotação fique entre R$ 3,74/R$ 3,80, pode ser um ponto que atraia vendedores da moeda, como importadores. A avaliação dos especialistas em câmbio é que a dinâmica sobre a reforma da Previdência e o cenário internacional devem seguir ditando o comportamento do câmbio. Nesta sexta-feira, a novidade sobre a reforma foi a declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de que na segunda-feira, 14, o governo terá uma discussão preparatória sobre a reforma antes de apresentar a proposta para Bolsonaro, prevista também para a semana que vem. Na avaliação do economista sênior para a América Latina da consultoria americana Continuum Economics, Pedro Tuesta, um dos riscos é que o governo, apesar do esforço do ministro da Economia, Paulo Guedes, só consiga aprovar uma versão desidratada das medidas para mudar a aposentadoria. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2019, 17:51

ECONOMIA Bolsa encerra semana em leve queda; dólar é cotado a R$ 3,71

O Ibovespa, principal indicador de desempenho da B3 (Bolsa de Valores), fechou o dia (11) em queda de 0,16%, a 93.658 pontos. Ontem, o indicador havia batido mais um recorde no ano, encerrando o dia em 93.805 pontos, com alta de 0,20%. As ações mais negociadas no dia foram as da Petrobras e da Vale (com baixa acima de 1%) e da Ambev (com alta de 2,43%). Já o dólar fechou o dia em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 3,7144.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2019, 15:43

ECONOMIA Política de combate à inflação foi bem-sucedida, diz presidente do BC

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse hoje (11) que a política em relação à inflação foi um trabalho bem-sucedido. Ele citou que o regime de metas vai fazer, em pouco tempo, 20 anos e a inflação de 3,75%, divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está dentro da meta. Goldfajn disse que o mais importante é que as expectativas também estão dentro da meta para este ano, para 2020 (ambas de 4%) e para 2021 (3,75%). Goldfajn disse ainda que manter o controle da inflação é um trabalho contínuo e que os ajustes são essenciais para manter a inflação na meta e também para a recuperação da economia. Segundo o presidente do BC, atualmente a instituição é respeitada no país e no exterior, suas políticas têm credibilidade e o sistema financeiro do Brasil é saudável e eficiente. O presidente do BC lançou nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, a coleção digital da história da instituição. Ele espera que as histórias contadas pelos ex-presidentes do banco na coletânea possam servir de inspiração para as novas gerações.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2019, 14:13

ECONOMIA ‘Quem quer sair do Acordo de Paris é porque nunca exportou’, diz diretor da Abag

A saída do Brasil do Acordo de Paris, conforme cogitado pelo governo Jair Bolsonaro, será negativa para o País e para o agronegócio brasileiro. Essa é a avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o engenheiro agrônomo Luiz Cornacchioni, que se preocupa com a possibilidade. “Quem quer sair do Acordo de Paris é porque nunca exportou nada” disse ao jornal “O Estado de S. Paulo”. Em 2018, o setor exportou mais de US$ 100 bilhões. “Em muitas questões, não é preciso apenas ser sustentável. Porque nós somos, mas é preciso mostrar também”, afirma. “Muitas vezes, a gente perde negócios por causa da imagem.” O País assinou o acordo em abril de 2016, o Congresso Nacional aprovou e, então, tornou-se vigente na lei nacional. Para ele, uma eventual saída do acordo climático, que estabeleceu a meta de limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5ºC, até 2100, pode prejudicar o País em negociações. “Se tirarmos a sustentabilidade da equação, ela não fecha.” Segundo Cornacchioni, a Abag e entidades como a Apex-Brasil, a Sociedade Rural Brasileira e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) têm promovido iniciativas no exterior para mostrar casos de sucesso do agronegócio brasileiro, como a produção de biocombustíveis e projetos de pecuária sustentável. “Com resultados práticos, estamos quebrando alguns paradigmas e desmistificando preconceitos.” Cornacchioni defendeu, ainda, a necessidade de o Brasil respeitar as questões ambientais e as certificações internacionais. “Isso não afeta em nada nossa soberania e mostra disposição. Temos a oportunidade de ser protagonistas no agronegócio e ser relevantes nessas discussões.”

Estadão Conteúdo

11 de janeiro de 2019, 11:57

ECONOMIA Bolsa de Valores opera em queda e dólar está cotado a R$ 3,70

O Ibovespa, principal indicador de desempenho da B3 (Bolsa de Valores), opera hoje (11) em queda, após ter batido ontem (10) mais um recorde no ano, encerrando o dia em 93.805 pontos, com alta de 0,20%. Nesta sexta-feira, o indicador marca 93.516 pontos, com queda de 0,31% às 12h24. O dólar apresenta pequena queda de 0,02%, cotado a R$ 3,7087.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2019, 09:29

ECONOMIA Inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%. Os dados foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%. Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%. O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%.O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos. Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%. Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%).

Agência Brasil

10 de janeiro de 2019, 21:28

ECONOMIA Diferença de preço na gasolina chega a 124% em postos pelo País

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Gasolina mais barata foi encontrada no pequeno município de Caiçara do Norte (RN)

Encher o tanque do automóvel pode custar até 124% mais para o seu bolso, dependendo da região em que você estiver no Brasil. No paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, foi encontrado o preço mais caro para a gasolina no País, a R$ 7,15 por litro. Já o litro mais barato foi registrado na pequena cidade de cerca de seis mil habitantes de Caiçara do Norte, no litoral do Rio Grande do Norte, a R$ 3,19. É o que apontou um levantamento feito em 20 mil estabelecimentos pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, no mês de dezembro. Segundo o estudo, os preços do etanol também variaram de maneira expressiva pelo território brasileiro, chegando a uma diferença de 126%. Em algumas cidades de Minas Gerais, como Pouso Alegre e Patos de Minas, o derivado de cana de açúcar chegou a custar R$ 4,79 o litro, enquanto no interior de São Paulo, na cidade de Andradina, próxima à divisa com o Mato Grosso do Sul, o valor foi de R$ 2,12. Os combustíveis aditivados apresentaram menor variação de preços. De acordo com o estudo, os maiores valores encontrados para a gasolina aditivada foram de R$ 5,89, nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Em Aracaju (SE), custava R$ 3,49 – uma diferença de 68,7%. Para o etanol aditivado a diferença chegou a 83,6% com preços que iam de R$ 2,39, em Piracicaba (SP) a R$ 4,39 em Betim (MG). O etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, pode ter o limite de 70% do preço do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Logo, a conta que deve ser feita é dividir o preço do etanol pelo preço da gasolina. Se o resultado for inferior a 0,70, compensa mais abastecer com etanol. Se o resultado foi superior a 0,70, a gasolina é mais vantajosa. Caso o valor seja igual a 0,70, a opção é indiferente.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2019, 21:15

ECONOMIA Cintra diz que redução do IR está na pauta, mas prioridade é Previdência

Foto: Hélvio Romero/Estadão

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, confirmou nesta quinta-feira, 10, a intenção do governo em reduzir as alíquotas do Imposto de Renda, mas afirmou que a prioridade no momento é a aprovação da proposta de reforma da Previdência. Segundo ele, a principal preocupação da reforma tributária que será apresentada é desonerar a folha de pagamento, porém não deu detalhes sobre o mecanismo que será usado para compensar a perda de arrecadação com a isenção da folha de salários. Cintra voltou a negar que a recriação da CPMF seja uma das alternativas em estudo. “A reforma do Imposto de Renda está na nossa pauta, mas não é uma prioridade imediata. A prioridade para o governo é a aprovação da reforma da Previdência. Com isso, temos mais tempo para elaborar um projeto de reforma não só do IR, mas do sistema tributário como um todo”, disse Cintra ao chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reunião com o ministro Augusto Nardes. O secretário afirmou que a alta incidência de tributos sobre a folha de pagamento é a primeira preocupação do atual governo. Questionado sobre a pouca efetividade de medida semelhante adotada durante o governo de Dilma Rousseff e parcialmente revertida pelo governo de Michel Temer, Cintra respondeu que a desoneração anterior foi feita de maneira “desestruturada”. “A desoneração da folha foi feita em cima de demandas setoriais, mas queremos fazê-la de forma sistêmica, mais abrangente. Já estamos rodando simulações”, disse. Perguntado como o governo pretende compensar a perda de arrecadação decorrente dessa medida em um momento em que as contas públicas seguem deficitárias, Cintra negou que a recriação da CPMF seja uma das opções sobre a mesa. Ele destacou que o próprio presidente Jair Bolsonaro já disse que não haverá uma reedição do chamado “imposto do cheque”. “Buscamos a racionalização do sistema tributário com a redução da carga de impostos. Uma forma de compensação pode vir pelo tributo sobre o faturamento das empresas. Também pode haver uma tributação adicional sobre outras bases e tributos indiretos. A meta é não aumentar a carga, mas, sim, aumentar os empregos”, concluiu. Cintra disse que o encontro com Nardes é sobre ações de governança e melhora da eficiência dos serviços prestados pela Receita Federal e não sobre medidas tributárias neste momento.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2019, 19:05

ECONOMIA Bolsa bate recorde pela sexta vez no ano e fecha aos 93,8 mil pontos

Foto: Gabriela Biló/ Estadão

O Ibovespa fechou em alta de 0,21%, aos 93,8 mil pontos

A Bolsa encerrou o pregão renovando máxima histórica pela sexta vez neste ano após uma tarde de alternância de sinais, seguindo a instabilidade vista nos principais índices do mercado acionário nos Estados Unidos. O Ibovespa fechou em alta de 0,21%, aos 93.805,93 pontos. O dólar, por sua vez, voltou para o nível de R$ 3,70 nesta quinta-feira, 10, influenciado principalmente pela valorização da moeda americana no exterior. Após a euforia de quarta-feira no mercado, quando a moeda americana caiu para o menor valor em mais de dois meses, as mesas de câmbio esperavam um ajuste nas cotações. O dólar, no entanto, chegou a cair pela manhã, recuando para R$ 3,67 por conta da entrada de recursos do exterior. A divisa mudou de direção pela tarde e fechou em alta de 0,66%, a R$ 3,7076. Segundo Marco Tulli Siqueira, gestor de renda variável da Coinvalores, sem notícias locais relevantes no dia, pesou o noticiário internacional. A maior instabilidade do índice por aqui ocorreu principalmente durante o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, quando os ativos do mercado americano reagiram de maneira negativa, mesmo que pontualmente. Powell enfatizou que a principal preocupação no momento para os EUA consiste nos desenvolvimentos da economia global. Também falou que não há um plano predefinido para novos aumentos nas taxas de juros. “Nesse sentido, se ele reduzir o número de altas ou parar de subir juros é bom para o Brasil porque acaba estimulando a vinda de recursos estrangeiros para cá”, notou Tulli. Ainda segundo o gestor da Coinvalores, as perspectivas domésticas para a economia, com inflação e juro básico baixo por um período mais longo, seguem sendo a força motriz para sustentar o índice. Além disso, ainda está na conta a expectativa positiva com relação ao governo de Jair Bolsonaro. Após dois dias de desvalorização em parte impactada pelo noticiário político, as ações ordinárias do Banco do Brasil passaram o pregão em alta, mesmo enquanto seus pares do bloco financeiro apresentavam queda. No fim, fecharam em alta de 1,46%% enquanto Itau Unibanco PN recuaram 0,68% e Bradesco PN tiveram queda de 0,31%. “Com relação ao BB, a expectativa dos investidores é sobre destrinchar todo conglomerado, fazer abertura de capital de algumas subsidiárias. Aos poucos será uma quase privatização camuflada, gerando caixa e valor de mercado”, nota Tulli. Na parte da tarde, a moeda americana renovou sucessivas máximas, chegando a R$ 3,72. As mesas de câmbio relataram que há a expectativa de uma saída de recursos do país nesta sexta-feira, que fazem parte de uma operação de empresa, e os investidores locais já teriam se antecipado a este movimento na tarde de hoje. Mesmo com a queda desta quarta-feira, o dólar ainda acumula desvalorização de 4,33% e nos nove últimos pregões, caiu em sete deles. No acumulado dos primeiros dias de 2019, já é a moeda que mais perde valor ante o dólar. A moeda americana, por exemplo, sobe 3% ante a lira turca e recua 2,5% ante o peso mexicano. Especialistas alertam, porém, que o potencial de valorização do real pode estar perto do fim. A analista de moedas em Frankfurt do banco alemão Commerzbank, Thu Lan Nguyen, afirma ao Broadcast que não vê muito mais potencial de alta do real, na medida em que boa parte das boas notícias já foi precificada nas cotações, sobretudo a perspectiva de avanço das reformas. “Agora os investidores vão querer ver essas reformas implementadas”, afirma ela. A analista do Commerzbank alerta para riscos no avanço das reformas nos próximos meses, sobretudo a da Previdência. “O ministro Paulo Guedes quer implementar uma reforma profunda, mas está longe de certo se o presidente Jair Bolsonaro dará carta branca para ele fazer isso”, ressalta ela. Neste contexto, há chance de o dólar subir no curto prazo no mercado local. “Só esperamos que o real tenha apreciação adicional e de forma sustentável se a reforma da Previdência de fato for aprovada”. Desde a parte da manhã, a cautela predominou no exterior, com dados fracos de inflação na China sinalizando que a segunda maior economia do mundo pode mesmo estar se desacelerando. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas desenvolvidas, chegou a bater máximas ao longo do dia. No final da tarde, subia 0,31%.

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2019, 19:30

ECONOMIA Bolsa sobe 1,7% e fecha acima de 93 mil pontos pela 1ª vez na história

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa de Valores

Embalados pela perspectiva favorável de uma reforma da Previdência mais contundente, aliada a um dia de bom humor nos mercados internacionais, os investidores deflagraram ordens de compra nesta quarta-feira, 9, levando o Ibovespa a renovar máxima histórica por mais um fechamento consecutivo. O principal índice do mercado acionário brasileiro fechou aos 93.613,04 mil pontos, em alta de 1,72% com giro financeiro de R$ 16,4 bilhões. Na máxima do pregão, o recorde foi de 93.635,82 pontos. No mercado de câmbio, o dólar teve novo dia de queda e fechou no menor valor desde 26 de outubro do ano passado, quando estava em R$ 3,65. A desvalorização refletiu principalmente a fraqueza da moeda americana no exterior, mas também foi influenciada por expectativas positivas do investidor doméstico. O real foi a divisa de país emergente que mais caiu perante o dólar, considerando uma cesta das 24 principais moedas mundiais. O dólar à vista fechou o dia em R$ 3,6833, com queda de 0,92%. Analistas notam que o movimento altista ocorre sem a presença maciça dos investidores estrangeiros, que ainda ensaiam a entrada na renda variável local. Segundo a B3, em janeiro, os investimentos de não-residentes acumulam saldo negativo de R$ 1,917 bilhão. Alexandre Espirito Santo, economista da Órama Investimentos, nota que, em dólares, o Ibovespa já contabiliza alta de 12% apenas nos seis pregões deste ano – considerando os ganhos de 6,51% nominais e uma queda de 4,96% da divisa americana. “Se e quando os estrangeiros vierem vai haver alta importante do índice ao longo do ano”. Do ponto de vista local, fundos de investimento multimercado e de ações compram posições com o noticiário apontando o que acham ser maior probabilidade de a reforma mais importante para o lado fiscal passar. O pregão teve início no positivo, refletindo as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, no sentido de as novas regras contemplarem a capitalização e outras medidas mais duras. Depois, a continuidade da aglutinação de partidos em apoio declarado à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Os partidos que se juntaram ao bloco somam 247 deputados. Para ganhar em primeiro turno, Maia precisa da maioria absoluta dos votos (257). Recentemente, ele disse que a reforma da Previdência é sua prioridade. Em meio ao positivismo do mercado local, as ações ordinárias do Banco do Brasil destoavam em queda das outras blue chips, fechando com recuo de 0,27%, a R$ 47,80. Os papéis Bradesco PN fecharam em alta de 1,72 e Itaú Unibanco PN em alta de 1,52% e as units do Santander avançaram 1,38%. Já as ações da Petrobras subiram mais de 2%. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2019, 19:00

ECONOMIA Exportações baianas crescem 9,1% em 2018

Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

O setor agrícola foi um dos responsáveis pelo crescimento das exportações baianas

As exportações na Bahia fecharam 2018 com vendas de US$ 8,8 bilhões, um crescimento de 9,1% sobre 2017, de acordo com dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI). O fortalecimento da China como principal parceiro da Bahia — resultado do conflito comercial protagonizado entre o país asiático e os Estados Unidos — e uma trajetória de preços mais favoráveis, que resultou em uma valorização média de 6% na pauta comparada ao ano anterior, além de nova expansão da produção agrícola estimada em 17%, foram os principais responsáveis pelo melhor resultado para as exportações baianas desde 2014. Já as importações cresceram cerca de 10%, alcançando US$ 7,92 bilhões, sinalizando um maior dinamismo da economia, apesar da ainda frágil recuperação da atividade industrial. Em dezembro, as exportações baianas alcançaram US$ 959,6 milhões, superando em 46,9% o resultado obtido em dezembro do ano passado — melhor resultado para o mês desde 2012 —, com destaque para as vendas de soja, algodão, celulose e derivados de petróleo. Em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, o pais asiático avançou sua fatia nas exportações baianas de 26,4% em 2017 para 32,8% em 2018, seguido pela UE com participação de 18,4%, os EUA com 11,2% e o Mercosul com 10,3%. A exportação para os chineses somou US$ 2,9 bilhões no ano passado, com crescimento de 35,3% na comparação com o ano anterior, numa variação bem acima dos 9,1% de alta nos embarques totais da Bahia. Já para a UE, EUA e Mercosul, as vendas recuaram 6,2%, 8,7% e 14%, respectivamente. Com a melhora das expectativas para economia, as importações baianas passaram a registrar crescimento desde o início do segundo semestre, alcançando no ano US$ 7,92 bilhões e crescimento de 10% em relação a 2017. O aumento dos desembarques foi puxado pelo crescimento das compras de combustíveis e lubrificantes (33,4%), bens de consumo não duráveis (23,9%) e bens de capital (21,7%). O crescimento deste último agregado é positivo por representar investimento das empresas em capacidade produtiva (máquinas e equipamentos). As compras nesse setor foram puxadas pelos investimentos em energia (eólica e solar) e equipamentos de transporte de uso industrial. Já as compras de bens intermediários, que representam 73% das importações do estado, regiram a partir do quarto trimestre e fecharam o ano com crescimento de 7%. A reação das importações no segmento de transformação é, em alguma medida, um bom sinal, por apontar aquecimento da atividade do setor, que depende da aquisição de insumos. Com os resultados apurados no ano, a Bahia acumulou um superávit de US$ 881,1 milhões na balança comercial, com a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegando a US$ 16,71 bilhões e crescimento de 9,5% sobre igual período de 2017.

9 de janeiro de 2019, 13:15

ECONOMIA Saída de dólar supera entrada em US$ 1,312 bi no ano até 4 de janeiro, diz BC

Após ter encerrado 2018 com fluxo cambial negativo de US$ 995 milhões, o País registrou saída líquida de US$ 1,312 bilhão em janeiro deste ano até o dia 4. O montante corresponde ao fluxo registrado nos dias 2, 3 e 4 de janeiro. Nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro não houve movimentação. A saída pelo canal financeiro em 2019 até o dia 4 foi de US$ 654 milhões. O resultado é fruto de aportes no valor de US$ 6,630 bilhões e de envios no total de US$ 7,285 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio exterior, o saldo acumulado até 4 de janeiro ficou negativo em US$ 658 milhões, com importações de US$ 2,003 bilhões e exportações de US$ 1,345 bilhão. Nas exportações estão incluídos US$ 305 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 260 milhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 780 milhões em outras entradas.

Agência Brasil