10 de outubro de 2018, 17:15

ECONOMIA Brasil perde US$ 1 bi por ano com barreiras comerciais no exterior

A aplicação de medidas de defesa comercial contra o Brasil tem feito o país perder US$ 1 bilhão por ano em exportações. O levantamento foi divulgado hoje (10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que levou em conta 13 ferramentas aplicadas contra o país desde 2015. Segundo a análise, quando uma medida é aplicada contra um produto brasileiro, as exportações do bem caem, em média, 86% nos 12 meses seguintes. As principais medidas de defesa comercial aplicadas contra o país são a imposição de tarifas antidumping, de antissubsídios (ou medidas compensatórias) e de salvaguardas. De acordo com a CNI, os setores mais afetados são os de metais, com oito medidas; de papel, com três medidas, e açúcar, com duas medidas. O relatório mostra ainda que a aplicação dos instrumentos de defesa comercial contra o Brasil tem se acelerado. O número de novas medidas passou de duas em 2015 para seis em 2016 e nove em 2017. Os Estados Unidos são o país que mais aplicaram medidas protecionistas contra o Brasil no período analisado, com três instrumentos comerciais sobre as exportações de metais, um sobre papel e um sobre borracha. A CNI sugere que o governo brasileiro fortaleça o sistema de defesa comercial e acompanhe os produtos em que o Brasil é competitivo para antecipar-se à aplicação de algum instrumento contra o país. Uma das recomendações é que o governo acelere a liberação de documentos que empresas investigadas precisam entregar a outros países, depois que uma investigação comercial é iniciada. A entidade também sugere que o governo brasileiro acompanhe se a medida de defesa comercial respeita as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Agência Brasil

10 de outubro de 2018, 15:40

ECONOMIA Petrobrás anuncia redução de 0,90% no preço da gasolina nas refinarias

Foto: Divulgação/Arquivo

Petrobrás anunciou uma redução do preço da gasolina nas refinarias para R$ 2,1691

A Petrobrás anunciou redução de 0,90% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para amanhã, dia 11, para R$ 2,1691. Já o preço do diesel permanece em R$ 2,3606, conforme tabela disponível no site da empresa. É a segunda vez na semana que a companhia reduz o preço do combustível. Na terça-feira, 9, a estatal havia divulgado um recuo de 1,23% no valor da gasolina, para R$ 2,1889. No último dia 30, a estatal elevou o preço do diesel em 2,8% devido aos novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai até 29 de outubro. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar. Desde então, a volatilidade nas refinarias recuou sensivelmente, enquanto analistas já defendem algo semelhante para o diesel, uma vez que a subvenção oferecida pelo governo expira no fim do ano.

Estadão

9 de outubro de 2018, 20:55

ECONOMIA Mercado mantém otimismo com eleições e dólar fecha em baixa, a R$ 3,71

Foto: Divulgação

O dólar teve novo dia de queda, mesmo depois de terminar a segunda-feira no menor valor em dois meses

O dólar teve novo dia de queda, mesmo depois de terminar a segunda-feira no menor valor em dois meses. A moeda americana à vista caiu mais 1,28% nesta terça-feira, 9, para R$ 3,7155, a cotação mais baixa desde 3 de agosto, quando fechou em R$ 3,7080. Depois da forte corrida às compras de ações na segunda-feira, como reflexo da euforia com os resultados do primeiro turno das eleições, os investidores reduziram o ímpeto comprador e o Ibovespa perdeu fôlego. Ainda assim, o índice oscilou em terreno positivo na maior parte do dia, embora tenha fechado estável, aos 86.087,55 pontos. No mercado cambial, os investidores seguiram animados com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), sobretudo após começarem a circular nomes para seu futuro ministério, caso vença as eleições, o que estimulou novo desmonte de posições compradas dos investidores. Além das eleições, também pesou a queda do dólar no exterior, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixar a previsão para o crescimento da economia mundial. Nos últimos cinco dias úteis, o real foi a moeda que mais se valorizou no mundo, considerando uma lista de 42 divisas de países desenvolvidos e emergentes, segundo levantamento do Banco Fibra. Apenas em outubro, o dólar já caiu 8,3%. O real chegou a registrar o terceiro pior desempenho ante o dólar no acumulado do ano, com a moeda dos EUA valorizando 25% aqui, atrás somente do peso argentino e da lira turca. Com a melhora recente, a alta do dólar no Brasil em 2018 se reduziu para 12% e o real passou a ter o sétimo pior desempenho. Especialistas em câmbio avaliam que o dólar já caiu demais nos últimos dias e agora atingiu um ponto de suporte em R$ 3,70. Alguns operadores acreditam que, ao menos no segundo turno, se não surgir um fato novo no cenário político, a moeda deve ficar na casa dos R$ 3,70 a R$ 3,80. “Acho que chegou ao piso, considerando que estamos em meio a campanha do segundo turno”, avalia a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. Por isso, a divulgação da pesquisa do Datafolha, prevista para esta quarta-feira, deve ser acompanhada de perto pelo mercado. Mas há no mercado casas que veem chance de a moeda cair ainda abaixo de R$ 3,70 no curto prazo. Se as pesquisas no segundo turno apontarem para uma vitória de Bolsonaro, o real deve ganhar um pouco mais de força, escrevem os estrategistas de câmbio do banco alemão Commerzbank nesta terça-feira, em nota a clientes. “Se Haddad for capaz de conseguir algum avanço, o real deve ficar sob pressão”, afirmam eles. “A clara liderança de Bolsonaro no primeiro turno sugere que a vitória dele é provável.” O Commerzbank ressalta que as cadeiras na Câmara conseguidas pelo PSL, que terá a segunda maior bancada, atrás apenas do PT, ajudam a reduzir o temor sobre a governabilidade do capitão reformado do Exército. Bolsonaro disse no Twitter, nesta terça-feira, que “quem sabe” o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) assumiria como ministro da Casa Civil. Lorenzoni já se posicionou contrário à reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer, mas esse histórico não foi precificado no mercado. “A situação fiscal do País é tão grave que não existe espaço para ministros que não estejam alinhados à pauta reformista. O cenário atual é outro”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora. Para ele, a curiosidade maior do mercado gira em torno da equipe econômica e dos presidentes do BNDES e das estatais. Na análise por ações, o destaque ficou por conta dos papéis de empresas do setor de commodities, estas com influência do mercado internacional. Petrobras ON e PN subiram 1,85% e 0,83%, apoiadas em boa parte pela valorização dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres. A commodity avançou em meio aos temores de redução das exportações do Irã, devido às sanções americanas. A alta dos preços do minério de ferro e das commodities metálicas favoreceu a alta de 1,07% da Vale. Ainda entre as ações que fazem parte do “kit Brasil”, tiveram alta os papéis da Eletrobras (+3,68% na ON e +0,15% na PNB), mas os do Banco do Brasil recuaram (-0,51%), em um movimento atribuído à realização de lucros. “Aqui dentro, o mercado manteve a expectativa pela pesquisa Datafolha (prevista para amanhã). Mas o cenário externo também pesou nos negócios, uma vez que ainda preocupam questões como o orçamento italiano e o aperto monetário do Federal Reserve”, disse Vítor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

Estadão Conteúdo

9 de outubro de 2018, 14:48

ECONOMIA Giambiagi: novo governo terá legitimidade para endurecer reforma da Previdência

Um dos maiores especialistas em Previdência do País, o economista Fábio Giambiagi disse nesta terça-feira, 9, que, se houver vontade política, o próximo presidente da República terá legitimidade conferida pelas urnas para endurecer a proposta de reforma das aposentarias que está suspensa no Congresso. “Com a legitimidade que o próximo presidente terá após a elevada participação cívica, se ele estiver disposto a bancar uma reforma dura, terá espaço para fazer isso. Saberemos em janeiro” comentou Giambiagi ao participar de webinar transmitido pela consultoria GO Associados sobre a reforma previdenciária e o pós-primeiro turno. Na avaliação do economista, pela resistência histórica do PT à reforma da Previdência, o caminho natural num governo Fernando Haddad – caso o petista seja eleito – será retomar a proposta parada na Câmara. Já no caso de vitória de Jair Bolsonaro, o economista vê maior possibilidade de endurecimento da matéria, dada o respaldo do Congresso com a vitória de candidatos apoiados pelo presidenciável do PSL nas eleições para Câmara e Senado no último domingo. Para Giambiagi, Bolsonaro, que recebeu pouco mais de 46% dos votos válidos no primeiro turno da corrida pela sucessão presidencial, alcançou uma liderança política que não se via desde a chegada ao poder do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se souber encaminhar a negociação com o Congresso, ele, Bolsonaro, consegue aprovar o que quiser”, disse o economista, ponderando, contudo, que a estratégia do capitão da reserva de recusar a negociação com as cúpulas partidárias não é inteligente. No “varejo”, observou Giambiagi, Bolsonaro teria que fazer 330 negociações na Câmara para conseguir uma margem segura para colocar em votação emendas constitucionais, cuja aprovação depende do aval de pelo menos 308 deputados. “É mais complicado do que negociar com os partidos.”

Estadão Conteúdo

7 de outubro de 2018, 08:33

ECONOMIA Para economistas, modelo misto de Previdência seria o mais viável no País

O sistema da Previdência baseado em pelo menos três pilares – um de renda mínima, um de repartição (em que os trabalhadores ativos financiam os aposentados) e um de capitalização (em que cada um poupa sua aposentadoria individualmente) – é a aposta mais viável para resolver o problema do rombo nas contas públicas do País no longo prazo, segundo três projetos desenvolvidos por economistas especialistas na área. Essa é também a saída defendida pelo candidato Ciro Gomes (PDT). Já Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) incluíram a proposta em seus programas, mas apenas para ser implementada após as contas públicas ficarem equilibradas, já que a transferência para esse modelo aprofunda os gastos do governo num primeiro momento. Um dos projetos mais recentes desse modelo híbrido é o dos economistas Márcio Holland e Tomás Málaga (ambos da FGV). O trabalho defende uma renda de meio salário mínimo para todos os aposentados – incluindo os mais ricos -, uma aposentadoria por repartição de até R$ 3 mil e, a partir desse teto, contas individuais. Holland e Málaga propõem ainda um quarto pilar, para cobrir auxílio-doença e licença maternidade. O grande impasse desse sistema é que, conforme os jovens começam a contribuir para suas contas individuais, diminui a arrecadação do Estado – e, portanto, o dinheiro para pagar os aposentados. Para solucionar o problema, os economistas sugerem a venda de títulos públicos para os jovens trabalhadores que ingressam no sistema. O dinheiro levantado com a venda serviria para pagar os atuais aposentados. “Isso alongaria o endividamento do governo e estimularia investimentos financeiros de longo prazo”, afirma Málaga. O economista Paulo Tafner, da Fipe, e o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga também estão desenvolvendo uma proposta híbrida, que será apresentada nesta semana e entregue ao próximo presidente. Implementado, o modelo permitiria uma economia de R$ 1,3 trilhão em dez anos. Ainda na Fipe, o economista Hélio Zylberstajn concluiu, em 2017, seu projeto misto para a Previdência. Segundo ele, a reforma deveria começar pelo pilar da capitalização. “Não haveria oposição, pois envolveria primeiramente apenas aqueles que ainda não trabalham. Essa mudança teria um efeito imediato na percepção dos agentes econômicos, de que o País está se mexendo (para reduzir o déficit previdenciário)”, diz. Posteriormente, seria feita uma mudança no pilar de repartição, colocando idade mínima e redução do teto.

Estadão Conteúdo

7 de outubro de 2018, 08:08

ECONOMIA País tem chance de acelerar crescimento em 2019 se começar ajuste no 1º semestre

O Brasil escolhe hoje um novo presidente com um cenário favorável para o crescimento, ainda que a oportunidade tenha sido aberta por um quadro econômico perverso: dois anos de recessão profunda seguidos de outros dois de promessas frustradas. Com juro e inflação baixos, mão de obra disponível e capacidade ociosa, há chance de que o País cresça além de seu potencial médio – de cerca de 2% ao ano – a partir de 2019. Mas, para a recuperação não ficar de novo na intenção, economistas dizem que o novo ocupante do Palácio do Planalto tem uma tarefa urgente: definir a solução para o déficit fiscal já no primeiro semestre.cEndereçar medidas de corte de gastos que amenizem o rombo nas contas públicas – o que deve passar pela reforma da Previdência – é a única forma de tirar o setor produtivo do atual estado de torpor. “Todo mundo concorda que a agenda de reformas na área fiscal é essencial e daria ao País espaço para crescer”, diz Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco. Parece simples, mas não é: as condições para a recuperação estão dadas desde 2017, mas tirar do papel a ideia de controle de gastos tem sido o desafio. Neste ano, as previsões para a expansão do PIB chegaram a 3%, mas agora estão em pouco mais de 1%.cA chance de usar o pós-crise como alavanca de crescimento exige uma política econômica clara, diz Samuel Pessôa, pesquisador do Ibre/FGV. Ele vê a questão fiscal como prioridade zero. E, como a solução terá de passar por uma costura política habilidosa do novo presidente, ele recomenda que o trabalho comece a ser feito ainda em 2018, para que o País ganhe tempo precioso em 2019. “A verdade é que, nos últimos dois anos, os políticos resolveram fazer greve”, diz Pessôa. “O Congresso quer se abster de arbitrar o conflito de distribuir riquezas e fazer o Estado brasileiro caber dentro da própria capacidade.”

Estadão Conteúdo

5 de outubro de 2018, 18:45

ECONOMIA Dólar recua e Bolsa sobe na semana que antecede a eleição

Foto: Divulgação

Dólar teve novo dia de queda e acumulou desvalorização de 4,81% na semana

No último pregão antes do primeiro turno das eleições, o dólar teve novo dia de queda e acumulou desvalorização de 4,81% na semana, a maior baixa semanal desde a primeira semana de março de 2016, quando caiu 5,82%. O crescimento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) nas pesquisas de intenção de voto animou os investidores e fez o câmbio no Brasil descolar na semana da maioria de outras moedas emergentes, que acabaram perdendo valor para a divisa americana nos últimos dias. Nesta sexta-feira, o dólar fechou cotado em R$ 3,8560 (-0,70%). Já a Bolsa, que chegou a subir mais de 1% pela manhã, perdeu fôlego ainda na primeira etapa dos negócios e fechou em baixa de 0,76%, aos 82.321,52 pontos. Os negócios foram robustos e somaram R$ 14,9 bilhões. Com o resultado, o Ibovespa encerra a semana com ganho acumulado de 3,75%. As altas mais significativas no período estiveram justamente nos papéis do chamado “kit eleição”, como Banco do Brasil ON (+21,36%), Eletrobrás PNB (+21,43%) e Petrobrás PN (+13,61%). Apesar de a diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) ter subido de 11 para 13 pontos na última pesquisa Datafolha, investidores evitaram apostar numa vitória do capitão da reserva já no primeiro turno. Assim, preferiram recolher parte dos lucros obtidos nas últimas semanas, antecipando-se a alguma surpresa negativa que possa gerar uma correção mais forte na segunda-feira. “Pela abertura, parecia que teríamos um dia positivo. Mas se pensarmos no nível atual dos preços, vemos que o atual quadro eleitoral – mais favorável a uma agenda reformista – já está em boa parte precificado”, disse Daniel Xavier, economista-chefe do DMI Group. Para Xavier, apesar de o Ibovespa ter mostrado uma acomodação nos dois últimos pregões, é importante observar que isso ocorre em um nível superior à média de setembro, mês em que o índice oscilou entre 74 mil e 80 mil pontos. Para ele, o atual nível de pontos precifica um quadro “um pouco mais construtivo para as reformas econômicas”, em um cenário em que haverá segundo turno. “A média das pesquisas divulgadas nesta semana aponta Jair Bolsonaro com 32% das intenções de voto e Fernando Haddad com 22%. Há, portanto, um delta de 10 pontos entre eles. Na segunda-feira, o mercado deve reagir à diferença efetivamente mostrada nas urnas. Se ela ficar abaixo de 10 pontos, é possível que haja uma reação negativa”, disse.

Estadão Conteúdo

5 de outubro de 2018, 15:03

ECONOMIA Banco Mundial reduz para 1,2% previsão de expansão do PIB do Brasil

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Banco Mundial prevê menor crescimento da economia brasileira este ano

O Banco Mundial reduziu pela metade a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. No relatório regional semianual “Sobre Incertezas e Cisnes Negros: Como Gerenciar Riscos na América Latina e Caribe”, divulgado hoje (5), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 2,4% de 1,2%. Para 2019, também houve diminuição na estimativa para o crescimento do PIB: de 2,5% para 2,2%. No relatório, o Banco Mundial lembra que, no fim de junho, o Banco Central reduziu sua estimativa de crescimento em 2018 para 1,6% (a previsão anterior era de 2,6%), após a greve dos caminhoneiros que paralisou setores da economia. “A persistência de grandes e aparentemente intratáveis déficits fiscais, a falta de uma reforma previdenciária significativa e a crescente incerteza política sobre as eleições de outubro, em conjunto com a recente apreensão em mercados de capital internacional, colocaram em questão até mesmo esse crescimento modesto, com a previsão atual [do Banco Mundial] em 1,2% para 2018”, diz o relatório.

Agência Brasil

5 de outubro de 2018, 13:35

ECONOMIA Cotação do dólar inicia manhã em queda de 0,90%

A moeda norte-americana operava em queda de 0,90% na manhã de hoje (5), cotada a R$ 3,8610 para venda, mantendo a tendência de baixa durante toda a semana. O Banco Central segue com política de swaps tradicionais, sem anunciar leilões extraordinários de venda futura de dólar. O Ibovespa, da B3, chegou próximo ao final da manhã em queda de 0,41%, com 82.595 pontos após abrir o pregão em alta de 1,03% às 10h.

Agência Brasil

4 de outubro de 2018, 12:47

ECONOMIA Medo do desemprego diminui, diz CNI

O Índice de Medo do Desemprego caiu 2,2 pontos percentuais em setembro na comparação com junho e ficou em 65,7 pontos. O indicador, que é 2 pontos inferior ao de setembro de 2017, está muito acima da média histórica, de 49,7 pontos. A informação é da pesquisa trimestral divulgada hoje (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto maior o índice, maior o medo do desemprego. A maior queda foi no Sudeste – o índice caiu 5,8 pontos entre junho e setembro e reverteu o aumento de 4,8 pontos registrado entre março e junho. Mesmo assim, o medo do desemprego no Sudeste, que atingiu 64 pontos, é o segundo maior do país. Os moradores do Nordeste são os que têm mais medo do desemprego. Naquela região, o índice alcançou 73,1 pontos em setembro, valor que é 1 ponto menor que o de junho. No Sul, o medo do desemprego aumentou para 62,7 pontos em setembro e está 0,8 ponto acima do registrado em junho. Com isso, o medo do desemprego na região está acima do verificado no Norte/Centro-Oeste, onde o índice subiu 2,3 pontos entre junho e setembro e alcançou 60,9 pontos. O levantamento também mostra que o Índice de Satisfação com a Vida subiu para 65,9 pontos em setembro e está 1,1 ponto acima do verificado em junho. Mesmo assim, o indicador continua abaixo da média histórica de 69,7 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto menor o indicador, menor é a satisfação com a vida. Esta edição da pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 22 e 24 de setembro.

Agência Brasil

4 de outubro de 2018, 09:30

ECONOMIA Preço médio da gasolina nas refinarias é mantido em R$ 2,2159 nesta sexta-feira

A Petrobras manteve inalterado em R$ 2,2159 o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta sexta-feira, dia 5. O valor permanece o mesmo pelo sétimo dia consecutivo. O preço do diesel permanece em R$ 2,3606 nesta sexta, conforme tabela disponível no site da empresa. No último dia 30, a estatal petrolífera elevou a diesel em 2,8% devido aos novos valores dos preços de referência para o terceiro período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai até 29 de outubro. No dia 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Estadão Conteúdo

3 de outubro de 2018, 17:46

ECONOMIA Com pesquisas eleitorais, dólar recua e Bolsa tem alta

Foto: Reuters

Dólar mantém trajetória de queda e, na manhã desta quarta-feira, 3, atingiu a cotação de R$ 3,82

Após as pesquisas eleitorais reforçarem o fortalecimento de Jair Bolsonaro (PSL) nas intenções de voto e apontarem uma distância ainda maior entre ele e Fernando Haddad (PT), o dólar mantém trajetória de queda e, na manhã desta quarta-feira, 3, atingiu a cotação de R$ 3,82, na mínima do dia. A Bolsa, por sua vez, abriu o pregão com alta de mais de 4% e chegou a superar o patamar dos 85 mil pontos. Perto das 15h, o Ibovespa tinha alta de 2,69%, aos 83,811 mil pontos. No mesmo horário, o dólar recuava 0,37%, cotado a R$ 3,9157. O economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria, afirma que o comportamento do mercado reflete a preferência dos investidores pelas incertezas que Bolsonaro representa ao projeto já conhecido do PT. “O mercado está comparando as opções. De um lado, há a volta do PT, cujos governos foram extremamente mal avaliados. Do outro, pode ser que não seja tão ruim. Há a visão central de que Paulo Guedes (o economista do programa de Bolsonaro) é liberalizante”, diz. O mercado deve dar continuidade ao rali que começou nessa terça-feira, 2, a cinco dias do primeiro turno das eleições. Os analistas aguardam ainda para esta quarta nova pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, sobre a corrida presidencial, que deve sair por volta das 19h. Na terça, o mercado reagiu ao levantamento anterior divulgado por Ibope/Estado/TV Globo, que mostrou também avanço de Bolsonaro, e o dólar fechou abaixo de R$ 4,00. Já a Bolsa fechou com alta de 3,80%, a maior variação porcentual desde 7 de novembro de 2016 (+3,98%). Especialistas entrevistados pelo Estadão/Broadcast avaliam que a chance de uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno existe, mas é pequena. O entusiasmo do mercado local, no entanto, não é o mesmo dos investidores estrangeiros, que veem a vitória do candidato do PSL com preocupação. A cena eleitoral impulsiona o forte rali na Bolsa, com o índice já superando os 84 mil pontos, em alta de 3,56%. No início da tarde, entre as estatais conhecidas como ‘kit eleição’ por serem mais sensíveis às questões políticas, as ações da Petrobrás subiam 6,40% (PN) e 5,77% (ON), enquanto as da Eletrobrás avançavam 11,18% (ON) e 11,71% (PNB) – maiores altas. Entre as instituições financeiras, Banco do Brasil ON registrava valorização de 9,16%. Nesta semana de reta final para o primeiro turno das eleições, os investidores se mostram muito sensibilizados às questões políticas e têm ido às compras a cada pesquisa que mostra a consolidação de Bolsonaro e o aumento da rejeição ao candidato petista, Fernando Haddad. “A euforia do mercado se deu porque o resultado da pesquisa foi surpreendente, uma vez que, nos últimos dias, Haddad vinha crescendo e Bolsonaro sofria ataques de todos os lados. Achava-se que ele havia atingido seu máximo nas pesquisas, mas não”, diz Victor Candido, economista-chefe da Guide Investimentos. Também contribuiu a notícia de que Bolsonaro recebeu o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). O candidato do PSL se tornou o preferido dos investidores brasileiros por ter mais chances de derrotar o PT nas urnas – partido que, na visão do mercado, retomaria o papel mais intervencionista do Estado e poderia comprometer a agenda de reformas. Os fundos de índice referenciados em papéis brasileiros (ETF, na sigla em inglês) apresentam altas significativas na Bolsa de Londres nesta manhã. Ontem, o principal deles, negociado em Nova York (iShares MSCI Brazil Index, mais conhecido como EWZ) avançou 5,64%, para US$ 35,61, no fechamento do mercado. Em Frankfurt, onde há também negociações desses ativos na Europa, no entanto, não há transações hoje por causa de um feriado alemão. Na Bolsa de Londres, o CSBR iShares MSCI Brazil Ucits (ACC) avançava 4,16%, a US$ 69,90. Já o IDBZ (Dist) subia 3,99%, cotado a US$ 29,65, e o IBZL (Dist) tinha ganho de 3,43%, a 2.172,88 libras esterlinas.

Estadão Conteúdo

2 de outubro de 2018, 19:21

ECONOMIA Após Ibope, Bolsa tem maior valorização diária em quase dois anos

Foto: Gabriela Biló/ Estadão

O Ibovespa fechou o dia em alta de 3,78%

Após a divulgação da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, o otimismo dos investidores com o avanço do candidato Jair Bolsonaro (PSL) levou os ativos brasileiros a se valorizarem nesta terça-feira, 2. O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia em alta de 3,78%, aos 81.593,85 pontos. Não havia uma valorização tão grande na Bolsa desde o dia 7 de novembro de 2016, quando o Ibovespa avançou 3,98%. Já o patamar de fechamento é o maior desde o dia 22 de maio, quando fechou aos 82.738,88 pontos. O real se fortaleceu frente ao dólar. A divisa recuou 2,47%, aos R$ 3,9304, menor cotação de fechamento da moeda americana em 46 dias. No dia 17 de agosto, o dólar fechou o dia cotado a R$ 3,9142. O tombo diário da moeda foi o maior em quase quatro meses. Na sessão do dia 8 de junho, caiu 5,35%. A alta do índice foi puxada principalmente pelas ações de empresas estatais. As ações da Eletrobrás dispararam 11,45% (ON) e 9,96% (PNB), Petrobrás subiram 6,74% (PN) e 8,67% (ON) e Banco do Brasil ON avançaram 11,41%. A valorização dos ativos brasileiros nesta terça-feira, 2, foi motivada, segundo agentes do mercado, ao farto noticiário político, como o apoio da bancada ruralista a Jair Bolsonaro (PSL), resultado da pesquisa Ibope e a proibição de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dar entrevistas à imprensa. Bolsonaro e lideranças da campanha festejaram a decisão da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). Depois de a frente ruralista anunciar apoio, a especulação é de como se dará o apoio do Centrão (DEM, PP, PRB, PR, Solidariedade) num eventual segundo turno entre o candidato do PSL e Fernando Haddad, do PT, segundo a coluna Política+. “O movimento dos ruralistas, liderados pela democrata Tereza Cristina (DEM-MS), aponta para a direção que o partido de Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA) deve seguir”, diz a coluna.

Estadão Conteúdo

2 de outubro de 2018, 16:55

ECONOMIA ‘Economia que Bolsonaro e Mourão defendem é a do Temer ao quadrado’, diz Ciro

Foto: Estadão

O candidato à Presidência nas eleições 2018 pelo PDT, Ciro Gomes

O candidato à Presidência nas eleições 2018 pelo PDT, Ciro Gomes fez duros ataques às falas do vice de Jair Bolsonaro (PSL), General Hamilton Mourão (PRTB), que criticou novamente nesta terça-feira, 2, o 13° salário. “Abaixo desta retórica moralista toda falsa há um projeto de economia política que é o (Michel) Temer ao quadrado”, afirmou Ciro, durante ato com sindicalistas na porta da fábrica da GM, em São Caetano do Sul. Para Ciro, no entanto, ao criticar diretamente o 13° salário, Mourão está sendo apenas “menos malicioso, menos mentiroso” que o capitão da reserva. “Ele (Bolsonaro) já disse que os trabalhadores brasileiros têm de fazer uma opção entre empregos ou direitos”, afirmou. O pedetista afirmou também que os trabalhadores do Brasil precisam “de mais direitos” e não de questionamentos sobre os já existentes. “Nós precisamos preservar a renda do trabalhador”, disse.

Estadão Conteúdo

2 de outubro de 2018, 16:16

ECONOMIA Emprego na indústria fica praticamente estável em agosto, indica CNI

O emprego na indústria ficou praticamente estável em agosto, informou hoje (2) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Houve pequena retração de 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal. Segundo a CNI, o rendimento médio do trabalhador e a massa real de salários também caíram em agosto mostrando a piora no mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria diminuiu 0,4% em agosto na comparação com julho, na série de dados dessazonalizados. Foi a quinta queda consecutiva do indicador, que acumula redução de 1,8% de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Já a massa salarial, que é a soma de todos os vencimentos pagos aos trabalhadores, caiu 0,8% em agosto frente a julho, na série com ajuste sazonal, e acumula perdas de 1,4% de janeiro a agosto em relação ao mesmo período de 2017. O faturamento da indústria mostra tendência mais clara de recuperação, segundo a CNI. O indicador cresceu 2,5% em agosto na comparação com julho na série dessazonalizada e acumula uma alta de 5,5% de janeiro a agosto frente ao mesmo período de 2017. As horas trabalhadas na produção aumentaram 1% em agosto na comparação com julho na série com ajuste sazonal. De janeiro a agosto, o indicador acumula aumento de 0,8% em relação ao mesmo período de 2017. A utilização da capacidade instalada ficou em 78,1% em agosto, 0,5 ponto percentual acima do registrado em julho. “Com o crescimento – o terceiro consecutivo – o índice volta a se aproximar do nível de abril (78,3%), antes da paralisação dos transportes”, diz a pesquisa.

Agência Brasil