17 de janeiro de 2017, 17:15

ECONOMIA Parcelas do seguro-desemprego com reajuste já estão disponíveis para saque

As parcelas do seguro-desemprego com valores reajustados estão disponíveis para saque a partir desta terça-feira (17). O Ministério dol Trabalho liberou hoje o lote de pagamento do reajuste com base no salário mínimo e na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A maior parcela que o trabalhador pode receber passou de R$ 1.542,24 para R$ 1.643,72. A menor parcela não pode ser inferior ao mínimo de R$ 937,00. Devido ao grande volume de pagamentos entre os dias 11 e 22 de janeiro, o Ministério definiu que os benefícios serão liberados pelas agências da Caixa Econômica Federal de acordo com o número final do PIS do beneficiário. Quem tiver o número do PIS terminando em 1 e 2 pode fazer o saque a partir desta terça-feira (17). Aqueles trabalhadores que tiverem o documento com final 3 e 4, a partir do dia 18 de janeiro. Trabalhadores com PIS com final 5 e 6, no dia 19 de janeiro. Sete e 8, no dia 20 de janeiro. E aqueles com PIS terminando em 9 ou 0, no dia 21 de janeiro. A correção dos valores vale para todos os trabalhadores demitidos sem justa causa, pescadores artesanais em período do defeso, trabalhadores resgatados em condições análogas ao trabalho escravo e profissionais com contratos de trabalho suspenso. O valor da parcela do seguro-desemprego considera a variação do INPC, divulgado no dia 10 de janeiro. A variação do INPC tem como base os 12 meses de 2016. Para calcular o valor da parcela, basta fazer a média do salário dos últimos três meses anteriores à dispensa e aplicar as fórmulas a depender do valor. Todos aqueles com salários superiores a R$ 2.417,29 recebem parcelas de R$ 1.643,72.

Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 14:15

ECONOMIA Produção de aço no país fecha 2016 com queda de 9,2%

A produção acumulada de aço bruto no país em 2016 totalizou 30,2 milhões de toneladas, uma queda de 9,2% em comparação a 2015. A produção de laminados somou 20,9 milhões de toneladas no ano passado, o que representa uma redução de 7,7% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo Instituto Aço Brasil e apresentam número predominantemente negativos, acompanhando o comportamento da economia brasileira em geral, e da indústria em particular. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello, afirmou que, no ano passado, o setor viveu a pior crise de todos os tempos. “Os números predominantemente negativos espelham a gravidade do que viveu o setor do aço no Brasil no ano passado. Sem dúvida nenhuma, o ano de 2016 se caracterizou pela pior crise já enfrentada pela indústria do aço em toda a sua história. Nem mesmo a crise de 2008, que foi mundial, foi tão ruim. O setor vinha de um período capitalizado, e a recuperação foi relativamente rápida. Havia ainda a China em franca expansão e demandadora de aço naquela época”, disse o presidente executivo. Segundo Polo de Mello, a crise decorre tanto de fatores conjunturais como estruturais, com o comportamento “pífio” da economia. “O PIB [Produto Interno Bruto] vem de resultados simplesmente insignificantes nos últimos anos. Os setores automotivos, de máquinas e equipamentos e de construção civil, que chegam a representar cerca de 80% do consumo de aço no país, tiveram redução drástica de suas atividades ao longo de todo o ano passado”, destacou.

Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 10:48

ECONOMIA Safra de café em 2017 será menor que no ano anterior, estima Conab

A produção brasileira de café da safra 2017 deverá ficar entre 43,65 e 47,51 milhões de sacas do produto beneficiado. A previsão indica uma redução entre 15 e 7,5% em relação à produção de 51,37 milhões de sacas obtidas em 2016. Cada saca tem 60 quilos. Os dados foram divulgados hoje (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a Conab, este é um ano de baixa bienalidade para o café. A característica dessa cultura faz com que a planta – especialmente o café arábica – obtenha melhores rendimentos em anos alternados independentemente de tratamento do solo ou de outras ações tecnológicas. Assim, esta primeira estimativa mostra redução de 19,3% a 12,7% na produção de arábica, que abrange 80% do total de café produzido no país. A Conab estima que sejam colhidas entre 35,01 e 37,88 milhões de sacas. O resultado deve-se principalmente ao ciclo de bienalidade negativa do grão. A produção do café conilon, que representa 20% do total, é estimada entre 8,64 e 9,63 milhões de sacas, com crescimento entre 8,1% a 20,5% em relação à safra 2016. Esse resultado se deve, sobretudo, à recuperação da produtividade nos estados da Bahia e de Rondônia, bem como ao maior uso de tecnologias.

Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 10:41

ECONOMIA Governo publica programação orçamentária e financeira para 2017

Foto: Divulgação

Decreto traz os empenhos mensais até março e globais até dezembro

O governo publicou hoje (17) no Diário Oficial da União decreto com a programação orçamentária e financeira do governo federal para 2017. O decreto traz os empenhos mensais até março e globais até dezembro. No primeiros trimestre do ano, o empenho mensal estará limitado a três dezoito avos das dotações orçamentárias discricionárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017, publicada na última quarta-feira (11). Em nota, o Ministério do Planejamento informou que a limitação no empenho ocorre porque em março o governo fará a primeira avaliação bimestral de receitas e despesas do ano. Na ocasião, serão analisados os gastos e a arrecadação nos primeiros meses de 2017 e adotadas medidas de limitação orçamentária e financeira, se preciso. Segundo o Planejamento, o decreto “leva em consideração incertezas da conjuntura econômica, bem como a prudência, princípio norteador da Lei de Responsabilidade Federal, além da sazonalidade natural da execução das despesas do governo federal”. Ainda de acordo com o ministério, “a prudência sinaliza aos agentes econômicos o compromisso do governo com uma política fiscal consistente a fim de garantir a sustentabilidade da dívida pública no longo prazo”.

Mariana Branco, Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 09:15

ECONOMIA Copom espera que redução da Selic ajude na retomada da economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) apontou a inflação mais favorável que o esperado e a demora na retomada da atividade econômica como motivos para a decisão de reduzir em 0,75 ponto percentual a Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em 13% ao ano. O anúncio da nova Selic ocorreu após reunião na terça-feira (10) e quarta-feira (11) passadas. Na ata sobre o encontro, divulgada hoje (17), o Copom informa que cogitou uma redução menor da taxa básica de juros, para 13,25% ao ano, com sinalização de intensidade maior de queda para a próxima reunião. No entanto, optou pela redução mais intensa agora, acreditando que “essa decisão contribuiria desde já para o processo de estabilização e posterior retomada da atividade econômica”. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2016 em 6,29%. O patamar está abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é 4,5% com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Mariana Branco, Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 08:45

ECONOMIA Inflação medida pelo IPC-S cresce em seis capitais pesquisadas, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,12 ponto percentual nos primeiros 15 dias do ano, fechando as duas primeiras semanas de janeiro em 0,62%, contra os 0,5% da última quinzena do ano passado. Os dados relativos ao IPC-S do período foi divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e refletem alta de preços entre a última quinzena do ano passado e a primeira quinzena deste ano em seis das sete capitais do país. A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde o IPC-S ficou 0,16 ponto percentual acima da média nacional (registrando a maior inflação entre as capitais) a taxa caiu 0,01 ponto percentual ao regredir de 0,79% para 0,78% entre a última quinzena de 2016 e a primeira de 2017. Em Belo Horizonte, a segundo maior alta entre as capitais, a taxa fechou a primeira quinzena de 2017 em 0,68%, neste caso um resultado 0,21 ponto percentual acima da taxa da quinzena imediatamente anterior (0,47%). Em Salvador, a taxa passou de 0,39% para 0,60% – os mesmos 0,21 ponto percentual de alta entre os períodos. A maior variação percentual foi registrada na cidade de Porto Alegre: 0,27 ponto percentual (de 0,33% para 0,6%). Em São Paulo a taxa passou de 0,41% para 0,53% e em Recife de 0,62% para 0,63%.

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

17 de janeiro de 2017, 07:31

ECONOMIA Reajuste de benefícios do INSS vai custar R$ 27 bilhões

Foto: Divulgação

Os reajustes dos benefícios dos 19,2 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS vão custar R$ 27 bilhões aos cofres públicos em 2017, segundo cálculos da Secretaria de Previdência, do Ministério da Fazenda.Os benefícios acima de um salário mínimo terão reajuste de 6,58% neste ano. A correção, equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2016, foi publicada somente ontem no Diário Oficial da União – a divulgação do indicador saiu no dia 11.A portaria do governo também estabeleceu que o teto da Previdência Social passa a ser de R$ 5.531,31 – o do ano passado foi de R$ 5.189.82. Na prática, é muito difícil um trabalhador chegar a receber uma aposentadoria igual ao teto, pois é necessário ter um fator previdenciário maior do que 1. O reajuste dos benefícios acima do salário mínimo custará R$ 14 195 bilhões neste ano. O porcentual ficou acima dos benefícios de um salário mínimo, cujo reajuste obedece a outra regra. Passou de R$ 880 para R$ 937, aumento de 6,4%. O salário mínimo é o piso para o pagamento dos benefícios, como aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte. Cerca de dois terços dos benefícios pagos pelo INSS são de um salário mínimo. O custo do reajuste do salário nos benefícios previdenciários neste ano será de R$ 12,753 bilhões.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 21:01

ECONOMIA Meirelles evita comentar corte da Selic, mas elogia trabalho do BC

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evitou nesta segunda-feira, 16, comentar a decisão do Banco Central, inesperada pela maioria do mercado financeiro, de reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto porcentual na semana passada, levando a Selic para 13,00% ao ano. Ele aproveitou, no entanto, para elogiar a instituição durante entrevista coletiva para jornalistas em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial. Amanhã, o BC divulga a ata da reunião. “Tenho uma postura desde que eu era presidente do BC, de que este não é o tipo de resposta que um ministro da Fazenda deve dar: o que esperava ou não do BC”, disse. “É hora apenas de dizer que o BC está fazendo um excelente trabalho”, continuou. Perguntado sobre se a decisão de acelerar o ritmo foi boa, ele repetiu que o trabalho da instituição, comandada por Ilan Goldfajn, também presente em Davos, é excelente. Ele também não quis comentar sobre a possibilidade de o BC manter esse ritmo de corte dos juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), como passou a prever grande parte dos analistas de mercado.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 20:47

ECONOMIA FMI tende a ser mais conservador que o mercado, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (16) que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tende a ser mais conservador que o mercado nas estimativas de crescimento econômico. Em entrevista a jornalistas no Fórum Econômico Mundial, ele admitiu que o governo revisará as estimativas oficiais de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) para este ano, mas não indicou em que intensidade. Nesta segunda-feira (16), o FMI divulgou que reduziu, de 1,5% para 0,2% a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2017. A estimativa é mais pessimista que a das instituições financeiras, que projetam expansão de 0,5%, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central.“O FMI tende a ser mais conversador. O mercado, no Brasil, está com um crescimento um pouco mais acima, de 0,5%, mas certamente o importante é a trajetória de recuperação da economia que parte de um nível muito baixo”, declarou Meirelles na entrevista, divulgada no início da noite.Oficialmente, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda ainda projeta expansão de 1% para o PIB em 2017 na comparação que considera o ano inteiro, não apenas trimestre por trimestre. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central revisou a projeção de crescimento da economia para 0,8%. A estimativa da Fazenda para a economia neste ano havia sido divulgada no fim de novembro. O ministro disse que o número será atualizado nas próximas semanas, mas evitou entrar em detalhes. “Não sabemos se essa revisão será para baixo”, comentou.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2017, 18:57

ECONOMIA Meirelles diz em Davos que há expectativa positiva sobre o Brasil

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez seu primeiro pronunciamento no Fórum Econômico Mundial, em Davos, enaltecendo o interesse que os investidores têm demonstrado sobre o Brasil. “Desta vez, existe uma mudança importante que é uma expectativa positiva sobre o Brasil. Não é a primeira vez, mas é a primeira vez nos últimos anos”, disse, durante entrevista coletiva de imprensa.As reformas, de acordo com Meirelles, estão sendo muito bem avaliadas. Ele citou que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos públicos está de acordo com o cronograma que o governo havia anunciado no ano passado. Também mencionou a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da admissibilidade da reforma da Previdência na Câmara e as reformas microeconômicas que foram anunciadas. “Estes são problemas que o Brasil enfrenta há várias décadas”, afirmou.O ministro da Fazenda também enfatizou a classificação sobre a facilidade de produção feita pelo Banco Mundial (Bird). “O Brasil tem estado em uma classificação muito ruim em vários anos. É a primeira vez que estamos enfrentando esse assunto decisivamente com as reformas microeconômicas”, disse. Ele citou problemas de registro de companhias em juntas comerciais, em grupo de bombeiro, dificuldade de se pagar impostos. “Há também uma dificuldade burocrática de exportar. Estamos introduzindo um portal que vai permitir um processamento muito rápido de toda a documento de exportação e pagamento de impostos e várias medidas nessa linha”, disse. A questão trabalhista começará a ser endereçada agora também, conforme Meirelles.”É uma visão bastante positiva. Há muita curiosidade (dos investidores), interesse em saber como está a questão do crescimento do ritmo de atividade da economia”, comentou. Ele voltou a dizer que prevê um Produto Interno Bruto (PIB) negativo no último trimestre de 2016 comparado com o trimestre anterior, mas já espera crescimento no primeiro de 2017. No quarto trimestre deste ano, de acordo com ele, a economia crescerá 2% sobre idêntico período de 2016. “É o que interessa, mas médias não dizem muito”, argumentou.A redução da inflação também está sendo vista de maneira positiva e consistente pelos investidores, conforme Meirelles, “o que tem permitido ao BC tomar medidas adequadas”.Ao mesmo tempo, salientou o ministro da Fazenda, há muita preocupação por parte dos investidores com regiões sempre consideradas sólidas e estáveis, como na Europa. Ele mencionou a questão dos imigrantes na Alemanha, da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), o problema de auxílio do governo italiano aos bancos, o surgimento do nacionalismo e do radicalismo em muitos países europeus e preocupação com as próximas eleições, além de “alguma preocupação” com efeito do início do governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

16 de janeiro de 2017, 15:00

ECONOMIA Superávit da balança comercial na 2ª semana de janeiro é de US$ 120 milhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 120 milhões na segunda semana de janeiro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Entre os dias 9 e 15 deste mês, as exportações somaram US$ 2,919 bilhões, e as importações, US$ 2,799 bilhões. No acumulado das duas primeiras semanas do ano, o superávit é de US$ 341 milhões. No período, as exportações somam US$ 5,939 bilhões e as importações chegam a US$ 5,598 bilhões. A média diária de exportações nas duas primeiras semanas de janeiro foi de US$ 593,9 milhões, uma alta de 5,7% em comparação com a média de embarques por dia útil do mesmo mês do ano passado, de US$ 561,9 milhões. Já nas importações, a média por dia na segunda semana deste mês foi de US$ 559,8 milhões, crescimento de 8,5% em relação à média de compras de janeiro de 2016, que foi de US$ 516,1 milhões.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 11:24

ECONOMIA Demanda dos consumidores por crédito cresce 3,7% em 2016, diz Serasa

A demanda dos consumidores por crédito cresceu 3,7% em 2016 na comparação com 2015, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (16) pela Serasa Experian (empresa que reúne dados sobre crédito e dívidas). Analisando os números das vendas no varejo, a consultoria ressalta que os dados indicam que os empréstimos contraídos ao longo do ano foram mais direcionados ao pagamento de dívidas anteriores do que para o consumo ou investimento. O aumento da procura por financiamentos foi mais alto na faixa de renda mensal de R$ 1 mil a R$ 2 mil, que registrou expansão de 4,3%. Entre os que ganham de R$ 500 a R$ 1 mil houve crescimento de 3,7%. Na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil a alta ficou em 4,1%. Para os que recebem acima de R$ 10 mil foi verificada uma expansão de 3,6%. Na análise por região, o Sul foi onde a demanda por crédito mais avançou (7,2%). No Centro-Oeste a expansão ficou em 5,1%, no Sudeste em 3,7% e no Nordeste em 1,7%. Na Região Norte foi registrada queda de 2,6% na procura por empréstimos ao longo de 2016.

Agência Brasil

16 de janeiro de 2017, 10:44

ECONOMIA Inflação semanal registra alta e IPC-S fica em 0,62% na segunda semana do ano

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,62% na segunda semana de janeiro, de acordo com dados divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O percentual é 0,12 ponto percentual maior que o registrado na semana anterior. Dos oito grupos que compõem o índice, quatro tiveram aumento nos percentuais em comparação com o período anterior. Nesta divulgação foram levados em conta os preços coletados entre dias 16 de dezembro de 2016 e 15 de janeiro de 2017 em relação aos verificados entre 16 de novembro de 2016 e 15 de dezembro de 2016. Passando de 0,78% para 1,95%, o item educação, leitura e recreação foi um dos que puxou a inflação medida pelo IPC-S para cima. Os cursos formais variaram de 1,17% para 3,75%. Habitação passou de -0,28% para 0,01%, devido ao comportamento da tarifa de eletricidade residencial que variou de -3,96% e para -2,55%. Os gastos com transportes tiveram alta de 1,06% na semana, contra 0,96% no período anterior. Nesse sentido influenciou o aumento da tarifa de ônibus urbano, que tinha ficado em 0,68% e chegou a 1,52%. Alimentação passou de 0,75% para 0,77%, sob influência das hortaliças e legumes que estavam em -1,38% e foram para -0,06%. Os gastos com comunicação mantiveram o mesmo percentual da medição anterior (0,36%). Outros três grupos tiveram queda, vestuário (de 0,27% para -0,41%), saúde e cuidados pessoais (de 0,66% para 0,56%) e despesas diversas (de 1,24% para 0,92%).

16 de janeiro de 2017, 09:01

ECONOMIA Brasil estará crescendo no fim do 1º trimestre, diz Meirelles a TV americana

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista à emissora de TV norte-americana CNBC que o Brasil estará crescendo no fim deste primeiro trimestre de 2017. “O Brasil agora está em uma trajetória de recuperação. Nossa expectativa é que o Brasil esteja crescendo ao fim do primeiro trimestre”, comentou o ministro em Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial.Meirelles citou a série de reformas que o governo está adotando e as medidas para melhorar a produtividade, incluindo mudanças da Previdência, na legislação trabalhista e no sistema tributário. “Em 2018, a situação será completamente diferente”, disse.O ministro também foi questionado sobre os escândalos de corrupção envolvendo o governo. Segundo ele, tudo está sendo investigado e o País sairá mais forte desse processo. Meirelles ainda falou sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e suas promessas de rever acordos internacionais de comércio. De acordo com ele, “no fim do dia, o protecionismo não é bom para ninguém”. O ministro disse que será interessante ver como as coisas vão se desenrolar, já que existem diferenças de opinião entre Trump e alguns de seus ministros. “É muito difícil dizer que existe alguém que realmente entende ele”.

Estadão Conteúdo

16 de janeiro de 2017, 08:42

ECONOMIA Mercado projeta 9,75% ao ano para Selic em 2017

O mercado financeiro projeta que a Selic, a taxa básica de juros da economia, chegará a um dígito e encerrará 2017 em 9,75% ao ano. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita com instituições financeiras. Na semana passada, as instituições consultadas previam que a Selic terminaria o ano em 10,25% ao ano. Atualmente, a taxa está em 13% ao ano. O mercado revisou a previsão para a Selic após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduzir a taxa básica, na última quarta-feira (11), mais que o esperado, em sua primeira reunião em 2017. Em lugar da queda de 0,5 ponto percentual projetada, o Copom cortou 0,75 ponto percentual. A decisão de reduzir a taxa básica de juros ocorreu depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2016 em 6,29%. O patamar está abaixo do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% com dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Agência Brasil