21 de outubro de 2017, 08:45

ECONOMIA Falta de recursos ameaça cronograma de obras do Dnit

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Internamente, o governo avalia encaminhar uma proposta de R$ 11,171 bilhões para o orçamento do Dnit em 2018

BRASÍLIA – Dono de um dos maiores orçamentos federais, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem quebrado a cabeça para tentar garantir a manutenção dos 55 mil quilômetros de estradas que administra em todo o País. Com o pior orçamento já registrado na última década, o jeito tem sido priorizar manutenções emergenciais. Entre janeiro e setembro deste ano, o Dnit desembolsou R$ 6 bilhões, sendo que 45% desse dinheiro foi usado para pagar contas de anos anteriores. No mesmo período do ano passado, quando a situação já era de dificuldades, a execução financeira chegou a R$ 7,8 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Em 2014, chegou a atingir R$ 9,7 bilhões nos três trimestres daquele ano. As dúvidas sobre a musculatura financeira do Dnit são tão grandes que, no Projeto de Lei do Orçamento Anual para 2018 que o governo encaminhou Congresso Nacional, tratou de excluir qualquer orçamento para o Dnit voltado a investimentos, limitando-se a informar apenas valores para custeio do órgão federal. “Não há um centavo previsto para investimento no Orçamento de 2018 para o Dnit. É uma proposta tão esdrúxula, que deveria ter sido devolvida”, comenta Gil Castello Branco, secretário-geral da organização Contas Abertas. Em agosto, o ministro dos Transportes Maurício Quintella prometeu que a rodovia estará pavimentada no trecho que segue até o município de Itaituba (PA), onde está instalado o porto de Miritituba e suas tradings de grãos. Um termo de referência para liberação de R$ 128,5 milhões foi assinado para que a obra seja tocada. Os recursos destinados ao trecho neste ano, porém, lançam dúvidas sobre a conclusão do trecho, que aguarda sua conclusão há mais de 30 anos. Entre janeiro e setembro deste ano, foram liberados R$ 162,6 milhões para a BR-163, nos trechos entre o Mato Grosso e o Pará, segundo informações compiladas pela organização Contas Abertas, a partir de dados do governo federal. No mesmo período do ano passado, esse mesmo entroncamento recebeu R$ 277 milhões. Procurado pela reportagem, o Dnit informou que aguarda a divulgação de novo orçamento.

Estadão

20 de outubro de 2017, 18:06

ECONOMIA Mais de R$ 1 bi do PIS/Pasep está disponível para saque

Foto: Divulgação/EBC

Quase um milhão e meio de brasileiros ainda não sacou os recursos do abono salarial do PIS/Pasep referentes ao ano de 2015. A soma dos valores chega a pouco mais de R$ 1 bilhão parados na Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil (BB), relatou o Ministério do Trabalho. O saque pode ser realizado até dia 28 de dezembro e não há previsão de prorrogação do prazo.Têm direito aos recursos os profissionais que trabalharam formalmente por um período mínimo de 30 dias em 2015 e cujo salário médio foi igual ou inferior a dois salários mínimos na época. O Ministério do Trabalho aponta que os saques podem variar de R$ 79 a R$ 937. Na média, cada trabalhador poderá sacar R$ 696,69, mas vale lembrar que o valor disponível é proporcional ao período trabalhado.Também é necessário estar inscrito no PIS/Pasep por, ao menos, cinco anos e estar corretamente inscrito na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). “Nós disponibilizamos no site do Ministério do Trabalho a lista com os nomes de todos os trabalhadores com direito ao abono de 2015 e que ainda não sacaram o dinheiro. O trabalhador pode consultar essa lista. Se o nome dele estiver lá, basta dirigir-se ao banco e fazer o saque”, explicou em nota o chefe de divisão do Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan.Funcionários públicos também podem fazer a consulta diretamente no BB, enquanto profissionais do setor privado podem conferir os recursos na Caixa.

Estadão

20 de outubro de 2017, 18:00

ECONOMIA Em um ano, é possível economizar R$ 2,8 mil em supermercado, diz pesquisa

Uma pesquisa divulgada na nesta quinta-feira, 19, pela Proteste – Associação de Consumidores – o Guia de Preços de Supermercados tem como objetivo indicar aos consumidores os supermercados mais baratos localizados em 22 cidades distribuídas por 15 estados brasileiros além do Distrito Federal. Segundo a pesquisa, na cidade de São Paulo, o consumidor pode economizar, em um ano, até R$ 2.819,47, ou seja, R$ 234,96 por mês. O estudo baseia-se no custo total para a aquisição de duas cestas definidas de produtos, classificada de acordo com dois perfis de consumo distintos: Cesta 1 (Produtos Líderes de Venda) – 104 produtos com marcas definidas (líderes de venda) e encontrados nas categorias: bazar mercearia doce e salgada, higiene e limpeza, carne vermelha, outros perecíveis e hortifrúti;Cesta 2 (dos Produtos Mais Baratos) – 90 produtos com as marcas mais baratas encontrados nas categorias: bazar, mercearia doce e salgada, higiene e limpeza, além de perecíveis. Não consideramos carne vermelha para essa cesta.”Para não comprometer a confiabilidade dos resultados com alterações no ranking dos estabelecimentos mais baratos, só foram considerados no estudo os mercados com no mínimo de 45% dos produtos da cesta 1 e 45% dos produtos da cesta 2″, informa a Proteste, em nota. Coleta A escolha dos estabelecimentos visitados foi feita através dos dados do ranking de faturamento do setor de autosserviço disponibilizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), onde figuram as 500 maiores empresas do setor com faturamento de R$ 338,7 bilhões em 2016. Ao todo, foram 1.300 pontos de venda visitados pelos pesquisadores em todo o País. Em São Paulo, 64estabelecimentos participaram do levantamento, 14 em Campinas e 10 em Guarulhos. Destaque De acordo com os resultados da pesquisa, o consumidor de São Paulo que optar por comprar produtos das marcas líderes de venda poderá economizar até R$ 2.392,80 em um ano, se escolher fazer suas compras no Atacadão da Estrada do Pêssego, 100 m no bairro Colônia, ao invés do mercado Joy na Av. Lins de Vasconcelos, 3.329. no Jardim Vila Mariana. Já para a Cesta 2, itens mais baratos do mercado, a economia chega a R$ 2.819,47 se o consumidor fizer suas compras no supermercado Assaí da Rua Manilha, 42, na Vila Carrão, ao invés do mercado VIP, na Rua Monte Serrat, 1.520, no bairro do Tatuapé. Além das diferenças de preços encontradas de acordo com cada cesta, a pesquisa também identificou exemplos de variações de preços entre produtos vendidos em uma mesma cidade. Isso, segundo o Proteste, reforça a ideia da necessidade de pesquisar antes de ir às compras.A coleta de dados para o guia anual, que está em sua 12º edição, foi feita por colaboradores da Proteste e empresas juniores em abril deste ano. Brasil Na edição de 2017, a associação observou uma estabilidade maior nos preços, diferente de anos anteriores quando a variação ultrapassou 20%. “O maior aumento de preços da cesta de líderes de venda ocorreu no Ceará, onde essa cesta ficou 7% mais cara em relação a 2016, enquanto no Rio Grande do Sul a mesma cesta ficou 7,9% mais barata”, destacou a Proteste. Já na cesta de produtos mais baratos, Pernambuco aparece como o Estado com a maior alta na cesta, com elevação de 13,7% ante 2016. No Maranhão, a mesma cesta ficou 18,3% mais barata.

Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2017, 15:45

ECONOMIA Tarifa de energia deve ficar no patamar 2, se escassez de chuva continuar

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Aneel: tendência é ser mantida em novembro bandeira vermelha patamar 2

Se o cenário hidrológico permanecer desfavorável, com o registro de chuvas abaixo da média histórica, a tarifa elétrica em novembro poderá permanecer no patamar2, que adiciona R$ 3,50, a cada quilowatt-hora (Kwh) consumido. “A continuar com o desenho que temos até agora, aponta-se para a manutenção da bandeira vermelha patamar 2”, disse hoje (20) o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. O assunto será tema da reunião da agência na próxima terça-feira (24). Na ocasião, a agência deverá lançar uma consulta pública para discutir a metodologia de acionamento das bandeiras, que, atualmente se baseia no valor do Custo Marginal de Operação (CMO) para o próximo mês. Isso significa que, se houver um grande volume de chuva nos próximos dias, o modelo toma essa precipitação para constituir o valor futuro, mesmo que as chuvas diminuam. A Aneel avalia a possibilidade de que também seja considerado o nível de armazenamento dos reservatórios no cálculo da tarifa. Se a fórmula que será debatida estivesse em vigor, a agência poderia ter acionado antes as bandeiras amarela e/ou vermelha durante o período seco, quando já se esperava uma hidrologia desfavorável e diminuição acima da média do volume dos reservatórios. Na quinta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) disse que vai reforçar o pedido para a Petrobras para “viabilizar” combustível para as termelétricas operacionalmente disponíveis, mas que estão paradas por falta do insumo. No início do mês, diante da previsão de que o armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas fique abaixo do verificado em 2014, ano mais crítico do histórico recente, o comitê já havia decidido acionar a petrolífera para fornecer combustível para algumas termelétricas movidas a gás. Por conta do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o governo tem que acionar as usinas térmicas para garantir o fornecimento de energia. Na reunião, o comitê reiterou que não há risco de desabastecimento de energia e, após análise de custos e benefícios, o voltou a descartar o acionamento das usinas termelétricas mais caras, cujo custo está acima do preço da energia no mercado à vista, o chamado “despacho fora da ordem de mérito”. Com essa decisão, permanecerão desligadas as térmicas cujo custo da energia supera o preço no mercado de curto prazo. O tema, entretanto, será debatido novamente na próxima semana. Além disso, o comitê também reiterou, se necessário, o aumento da importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai “na medida em que for possível”. De acordo com o comitê, o cenário hidrológico para os próximos sete dias tem previsão de “anomalias negativas de precipitação na região central do Brasil”, área de abrangência das bacias de maior relevância para a geração de energia elétrica e de precipitação acima da média no extremo Sul, o que aponta para um atraso na transição para o período úmido em relação ao histórico de chuvas.

Agência Brasil

20 de outubro de 2017, 14:00

ECONOMIA Governo avalia 2ª rodada de saque do PIS/Pasep

Foto: Divulgação

A MP assinada por Temer em agosto injetará recursos na economia da ordem de R$ 15,9 bilhões

BRASÍLIA – O governo avalia a possibilidade de fazer uma segunda rodada de saque do PIS/Pasep no primeiro trimestre de 2018. Segundo apurou o Broadcast/Estadão, a medida pode ajudar a liberar mais recursos para a economia e contribuir para o processo de retomada do crescimento no início do ano que vem. Para isso, o governo avalia a possibilidade de redução da idade para saque do benefício. A área econômica está avaliando as emendas dos parlamentares que foram apresentadas à Medida Provisória (MP) 797 que reduziu a idade do saque do PIS/Pasep para 65 anos de homens e 62 mulheres. Uma das emendas apresentadas na tramitação na MP permite o saque para as pessoas que já cumpriram os requisitos para aposentadorias. Se a idade for reduzida, explicou uma fonte da equipe econômica, a liberação da segunda etapa poderia começar em janeiro.Cálculos da área econômica mostram que para cada R$ 10 bilhões liberados, o impacto é de 0,14 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB). A MP assinada por Temer em agosto injetará recursos na economia da ordem de R$ 15,9 bilhões. Os recursos serão liberados até dezembro. Antes da MP, só podiam sacar os saldos de PIS/Pasep pessoas acima de 70 anos. A ação vai beneficiar 9 milhões de pessoas. O cronograma de saques começou ontem. O governo já liberou também R$ 44 bilhões do FGTS para o trabalhador que tinha conta inativa.

Estadão

20 de outubro de 2017, 11:36

ECONOMIA Privatização vai trazer dinamismo e eficiência para a Eletrobras, diz ministro

Foto: Wilton Junior/AE

O ministro de Minas e Energia em exercício, Paulo Pedrosa, defendeu que a privatização da Eletrobras vai elevar o nível de eficiência e trazer dinamismo à empresa. Pedrosa participou hoje (20) de workshop de energia promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.Segundo o ministro, o objetivo do governo não é arrecadar com a venda, mas possibilitar a competição da empresa em um setor elétrico hoje altamente competitivo. “O antigo modelo esgotou. As estatais estão em situação dificílima. A Eletrobras perdeu R$ 175 bilhões em 13 anos. A Eletrobras não tem investido, a sua participação no setor caminha para ser irrelevante”, disse ele.A Eletrobras ainda é a maior elétrica do Brasil, responsável por 32% da geração e quase metade das linhas de transmissão do sistema integrado, que transfere energia de uma região para outra do país. Para Pedrosa, o sucesso do leilão das quatro usinas hidrelétricas operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), realizado no mês passado, trouxe otimismo. “Sem esse leilão da Cemig, não teríamos a condição de avançar também na Eletrobras”, disse.O ministro afirmou que a incapacidade de o governo federal injetar recursos na empresa reduz o seu poder de competição. Além disso, de acordo com ele, esgotou-se a capacidade do país de financiamento pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 0,5% para a geração de energia.Quanto à tarifa de energia aos consumidores, Pedrosa admitiu a possibilidade de aumento. “Mas não adianta ter energia barata e encargos enormes pagos por fora. Teremos um preço justo, transparente, da energia”, afirmou.

Agência Brasil

20 de outubro de 2017, 09:44

ECONOMIA IGP-M acumula deflação de 1,3% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,3% na segunda prévia de outubro deste ano. A taxa é inferior à observado na segunda prévia de setembro (0,41%). Apesar da inflação, o IGP-M acumula deflação de 1,81% no ano e de 1,3% em 12 meses. A queda da taxa na passagem de setembro para outubro foi provocada pelo comportamento dos preços no atacado e na construção civil. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, recuou de¨uma inflação de 0,63% para uma taxa de 0,36%. A inflação do Índice Nacional do Custo da Construção caiu de 0,22% na segunda prévia de setembro para 0,11% na segunda prévia de outubro. Já o Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, teve um aumento da taxa, ao passar de uma deflação de 0,10% em setembro para uma inflação de 0,24% em outubro. A segunda prévia do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Agência Brasil

20 de outubro de 2017, 09:29

ECONOMIA Combustíveis puxam alta do IPCA-15 de outubro, mostra IBGE

Os reajustes de preços em combustíveis anunciados pela Petrobras puxaram a alta de 0,34% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de outubro, divulgado nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve elevação de 5,36% nos combustíveis domésticos, pertencentes ao grupo Habitação, e de 1,29% nos combustíveis de veículos, incluídos no grupo Transportes (0 60%).O gás de botijão, item do grupo Habitação, subiu 5,72% em outubro, o maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês, o equivalente a 0,07 ponto porcentual.Entre setembro e outubro, a Petrobras anunciou três reajustes nas distribuidoras para o botijão de gás de 13 kg: 12,2% a partir de 6 de setembro; 6,90% a partir de 26 de setembro e 12 9% a partir de 11 de outubro.No grupo Transportes, a gasolina subiu 1,45% em outubro. Juntos, os grupos Transportes e Habitação responderam por 0,21 ponto porcentual do IPCA-15.

Estadão

20 de outubro de 2017, 09:21

ECONOMIA Monitor do PIB sinaliza crescimento de 0,2% em agosto, segundo a FGV

O Produto Interno Bruto do Brasil (PIB – a soma de todos os bens e serviços produzidos) teve crescimento de 0,2% em agosto, comparado com julho. A informação é do Monitor do PIB, divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No trimestre móvel encerrado em agosto, o crescimento foi de 0,6%, em comparação ao trimestre imediatamente anterior, de acordo com a série ajustada sazonalmente. Em ambas as comparações, os resultados apontam para a terceira variação positiva consecutiva do indicador. Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de agosto, em valores correntes, alcançou a cifra aproximada de R$ 4,368 trilhões. Na avaliação do coordenador do Monitor PIB-FGV, Caludio Considera, em agosto a economia continuou a crescer devido “não só ao bom desempenho da agropecuária, mas também de segmentos que, apesar de ainda continuarem em níveis muito baixos, já começaram a mostrar sinais de melhora”. Segundo o economista, este é o caso da construção civil e o da formação bruta de capital fixo “que são fundamentais para uma recuperação mais consistente da economia a médio e longo prazo”.

Agência Brasil

19 de outubro de 2017, 19:34

ECONOMIA Receita Federal: fiscalização de entidades financeiras começa a dar resultado

A fiscalização do pagamento de tributos pelas instituições financeiras começa a se refletir na recuperação da arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), disse hoje (19) o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Segundo ele, a receita dos dois tributos voltou a crescer nos últimos dois meses. Desde junho, segundo Malaquias, o Fisco passou a fiscalizar as provisões de instituições financeiras para abater possíveis calotes e prejuízos em operações de crédito. De acordo com a Receita, os bancos poderiam estar usando essa brecha, permitida pela legislação, para reduzir os lucros e pagar menos IRPJ e CSLL. Sem entrar em detalhes, o técnico da Receita informou que foram encontradas irregularidades. “As operações, em geral, consistiram na abordagem de contribuintes com desvio de arrecadação maior em relação ao esperado. Eles foram abordados e foram verificadas irregularidades. Quando a administração [tributária] chega mais próxima aos contribuintes, eles mudam o comportamento”, afirmou. Segundo Malaquias, a fiscalização não abrangeu apenas entidades financeiras, mas todas as empresas que pagam Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido pelo lucro real, modalidade restrita a médias e grandes companhias. “As empresas têm sido fiscalizadas desde junho, mas o resultado apareceu nos maiores contribuintes”.

Agência Brasil

19 de outubro de 2017, 19:01

ECONOMIA TCU estima que BNDES teve prejuízo de R$ 304 milhões ao investir na JBS

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de irregularidades na forma como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprou ações da JBS, em 2008.Segundo os auditores, a aquisição de ações do grupo empresarial dos irmãos Joesley e Wesley Batista com ágio de até 20% pode ter causado um prejuízo inicial de R$ 179,6 milhões aos cofres públicos – valor que, atualizado, chega a R$ 304 milhões.“Após rever os diversos aspectos que cercam a questão, concluiu-se pela existência de indícios suficientes, em força e número, para que se converta a presente representação em tomada de contas especial”, diz o relator do processo, ministro Augusto Sherman, em seu voto.Segundo a auditoria, os técnicos e a diretoria do BNDES analisaram e aprovaram o pedido de aporte financeiro feito pela JBS em fevereiro de 2008 em tempo “consideravelmente inferior” ao que o próprio banco considera ser o ideal” para apreciar uma “operação de tal porte, complexa e de alto risco”. Entre a solicitação de apoio e a aprovação do pleito passaram-se apenas 22 dias, prazo que, segundo dados do site do próprio banco público, é inferior ao tempo médio, que é de 210 dias.Para os auditores, os técnicos e autoridades do BNDES analisaram o assunto sem a profundidade necessária, recomendando que o banco fechasse o negócio com o grupo JBS em tempo considerado insuficiente para a apreciação de uma operação complexa, que envolvia um pedido inicial de US$ 1,5 bi. Segundo a JBS, o valor seria usado para a compra de frigoríficos norte-americanos.

19 de outubro de 2017, 18:10

ECONOMIA Mais de 250 mil baianos têm direito a sacar o PIS

Foto: EBC/Divulgação

A Caixa Econômica Federal iniciou nesta quinta-feira (19) o pagamento das cotas do Programa de Integração Social (PIS) para pessoas com idade superior a 70 anos, conforme a Medida Provisória 797/2017. Mais de 250 mil baianos têm direito ao saque das cotas a partir deste mês. O montante que será liberado totaliza R$ 403 milhões. Se você se enquadra na categoria de beneficiários e quer saber se será contemplado, pode consultar o seu saldo no site da Caixa Econômica Federal. Para ter acesso a informação é preciso informar o número de um desses documentos: CPF, NIS, PIS ou PASEP, além da data de nascimento. Clientes Caixa recebem o dinheiro automaticamente na sua conta corrente ou poupança.A retirada é válida somente para os trabalhadores que tiveram carteira assinada e contribuíram para algum dos dois fundos até 4 de outubro de 1988. A Caixa Econômica Federal informa ainda que não há data limite para os saques e que os herdeiros de cotistas falecidos podem sacar o dinheiro a qualquer momento.

Correio*

19 de outubro de 2017, 17:45

ECONOMIA Com mais 34 mil vagas, setembro é o sexto mês de saldo positivo de emprego

Foto: Divulgação

No ano, o saldo de empregos com carteira assinada está acumulado em 208.874

O mês de setembro registrou aumento de 34.392 vagas nos postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este é o sexto mês seguido em que foram abertas mais vagas de trabalho formal. No acumulado do ano,  o saldo positivo chega a 208.874 empregos, um aumento de 0,5% em relação ao estoque de empregos de 2016. A Região Nordeste novamente foi a que gerou mais postos de trabalho com 29.644 vagas. Em seguida, vêm as regiões Sul, com 10.534, e Norte, com 5.349. Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, houve redução nos postos, com quedas respectivas de 8.987 e 2.148 empregos. Entre as 27 unidades federativas, 20 tiveram saldo positivo. Pernambuco foi o estado que teve melhor resultado, com 13.992 vagas abertas. Em seguida, aparecem Santa Catarina, com 8.011; Alagoas, com 7.411; Pará, com 3.283, Paraná, com 2.801, Bahia, com 2297 e Ceará, com 2.161. Os destaques negativos foram o Rio de Janeiro, com redução de 4.769 vagas; Minas Gerais, com menos 4.291, e Goiás ,com menos 3.493 postos. Dos oito setores pesquisados, os números do Caged mostram que, em setembro, quatro registraram aumento nos postos de trabalho. No mês passado, o setor da indústria de transformação puxou a geração de empregos, com 25.684 postos. No mês anterior, a liderança foi do setor de serviços. Destacaram-se também em setembro, comércio, com 15.040 vagas; serviços, com 3.743 e construção civil, com 380. Houve retração nos setores de agropecuária (menos 8.372 vagas); serviços, indústrias de utilidade pública (menos 1.246); administração pública (menos 704) e extrativo mineral (menos 133).

Agência Brasil

19 de outubro de 2017, 16:45

ECONOMIA Arrecadação tem reforço de alta de PIS/Cofins de combustíveis, diz Receita

Além do impacto do Refis, que aumentou a arrecadação de setembro em R$ 3,401 bilhões, o pagamento de tributos foi reforçado com o aumento das alíquotas de PIS/Cofins de gasolina e diesel. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, a arrecadação dessas contribuições cresceu 84,56% no mês passado, atingindo R$ 2,227 bilhões. Também houve crescimento no pagamento de tributos que refletem a melhora na atividade econômica. O recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 11,718 bilhões, alta real de 3,10% motivado, de acordo com o fisco, pelo aumento no pagamento da estimativa mensal por empresas financeiras e não-financeiras. Ainda houve aumento de 10,54% no pagamento de Cofins e PIS/Pasep com R$ 24,332 bilhões arrecadados. O pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentou 14,43%, com arrecadação de R$ 4,370 bilhões em setembro. Com o aumento das importações – principalmente insumos para produção – o pagamento do Imposto sobre Importação registrou alta de 9,94%, somando R$ 2,91 bilhões.

Estadão Conteúdo

19 de outubro de 2017, 14:00

ECONOMIA Entrada na OCDE deve elevar produtividade e PIB potencial, diz Fazenda

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda Marcello Estevão, afirmou que a solicitação de vaga na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem o objetivo de ajudar no crescimento e no desenvolvimento econômico brasileiro. A afirmação foi feita durante palestra no 5º Seminário de Comércio Internacional do Instituto de Advogados de São Paulo (Iasp). Com base em estudos comparativos sobre o desempenho de países já membros, como a Coreia do Sul, antes e depois da entrada no grupo, Estevão citou uma série de benefícios que a adesão à OCDE pode trazer a economia brasileira. Com base nesse estudo, o secretário estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) potencial pode aumentar em 3,5% até 2020, uma vez que deve haver um ganho de produtividade.Além disso, há expectativa de melhora do rating soberano do País e da percepção dos investidores, assim como de aumento de investimento estrangeiro direto e de exportações. Mostrando exemplos de vantagens citadas pela Austrália e pelo Japão após a entrada no bloco, Estevão citou ainda que a adesão ao grupo poderia ajudar na aprovação de políticas econômicas significativas. Segundo ele, se o Brasil se tornar membro, estará se aproximando da melhor forma de fazer políticas públicas. Estevão também frisou que o momento da candidatura brasileira, em que está havendo recuperação da economia, e se as reformas forem aprovadas, vai continuar crescendo. O secretário também comentou sobre seu trabalho em outros assuntos. Sobre o Mercosul, Estevão disse que há conversas com a Argentina para aperfeiçoar o bloco. No G20, ele disse que o Brasil tem buscado um comércio internacional mais aberto. “Fazemos parte dos países que apoiam a abertura do comércio internacional, que defendem as instituições multilaterais em contraposição a países, às vezes mais abertos que o Brasil, que estão defendendo políticas protecionistas”, sustentou. Ele criticou ainda a política de conteúdo local, que favorece a indústria nacional, mas, que, segundo ele, aumentou o custo e afetou o crescimento econômico. “É melhor integrar com o resto do mundo e, ao mesmo tempo, fazer medidas para reduzir o custo Brasil.”

Estadão Conteúdo