18 de fevereiro de 2017, 11:36

ECONOMIA Contas inativas do FGTS podem ajudar a reduzir a inadimplência, diz Caixa

Os recursos que serão liberados no âmbito das contas inativas do FGTS podem contribuir para reduzir a inadimplência da Caixa Econômica Federal à medida que parte dos trabalhadores optem por pagar dívidas, de acordo com o vice-presidente de Finanças e Controladoria do banco, Arno Meyer. “O uso dos recursos é livre, mas é recomendável que o trabalhador quite dívidas mais caras como crédito rotativo, cheque especial”, afirmou ele, ao Broadcast.Ao final de setembro do ano passado, o índice de inadimplência da Caixa, considerando atrasos acima de 90 dias, estava em 3 48%. O indicador ficou acima do visto ao término de junho, de 3 20% e o registrado um ano antes, de 3,26%. A Caixa ainda não divulgou seus resultados do quarto trimestre e de 2016. Meyer não comentou sobre a data prevista de publicação e evitou falar sobre assuntos não relacionados ao FGTS. Sobre a possível atração de recursos das contas inativas do FGTS que começa a ser liberado no dia 10 de março, o vice-presidente da Caixa afirmou que o banco fará um esforço de captação tanto para a liquidação de dívidas como para investimentos. Ele não revelou eventual meta de montante a ser obtido pelo banco. Disse porém, que a Caixa tem benefício em relação aos outros bancos por ser a instituição que faz a ponte entre o trabalhador e o FGTS.De acordo com Meyer, o banco analisou a possibilidade de criar um produto de antecipação dos recursos a serem liberados das contas inativas, mas optou por não fazê-lo. Essa semana, o Banco do Brasil informou que estuda essa possibilidade. Santander já anunciou um produto exclusivo para esse fim e o Bradesco também oferecerá uma solução financeira específica a partir da semana que vem. O Itaú Unibanco ainda não tem um produto específico, mas dispõe de linhas de crédito pré-aprovadas.

Estadão Conteúdo

17 de fevereiro de 2017, 19:45

ECONOMIA Empresas deixaram de depositar R$ 24,4 bilhões no FGTS

Empregados que verificarem que não há saldo ou que o valor depositado pelas empresas em conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está diferente do que o previsto deverão procurar a Justiça para buscar receber o dinheiro.A possibilidade de saque dos recursos de contas inativas fez aumentar a procura por informações sobre depósitos do fundo. Especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que os trabalhadores que identificarem irregularidades devem entrar com ação informando o período em que trabalharam e apresentar comprovantes, como contracheques e carteira de trabalho. De acordo com o advogado Carlos Eduardo Vianna Cardoso, sócio do setor trabalhista do escritório Siqueira Castro, com a abertura do prazo para sacar os recursos pelo governo, os trabalhadores poderão inclusive questionar casos que já estariam prescritos.Por lei, o trabalhador tem direito de ajuizar ações em questões trabalhistas até dois anos após o desligamento da empresa. “Se ele só agora percebeu que não há saldo em uma conta que deveria ter e, por exemplo, já se passaram mais de dois anos, pode haver uma rediscussão da prescrição por conta do fato novo, que é a possibilidade de sacar o recurso”, afirma.

Estadão Conteúdo

17 de fevereiro de 2017, 11:15

ECONOMIA Contas externas têm déficit de US$ 5 bilhões em janeiro

As contas externas iniciaram este ano com déficit de US$ 5,085 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (17). Em janeiro de 2016, o saldo negativo das transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo – foi menor, tendo ficado em US$ 4,817 bilhões. No balanço das transações correntes, a conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou saldo negativo de US$ 5,344 bilhões, no mês passado. A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) contribuiu para o resultado negativo com US$ 2,419 bilhões. A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) apresentou resultado positivo de US$ 174 milhões. A balança comercial contribuiu para reduzir o déficit das contas externas, ao apresentar superávit de US$ 2,504 bilhões. Quando o país tem déficit nas contas externas, é preciso financiar esse resultado negativo com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento direto no país (IDP), recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 11,528 bilhões e foi mais do que suficiente para cobrir todo o déficit em transações correntes. Em janeiro deste ano, o país também registrou entrada de investimento em ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior e em fundos de investimento, no total de US$ 962 milhões.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 19:06

ECONOMIA Dólar fecha em leve alta e encerra o dia a R$ 3,08

A cotação do dólar encerrou o dia a R$ 3,08 em um momento de expectativa pela desvalorização da moeda, que ontem (15) alcançou a menor cotação desde 18 de junho de 2015, fechando em R$ 3,06. A moeda chegou a operar em queda hoje, mas terminou em alta após dois dias de desvalorização.O professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Emerson Marçal, disse que há uma tendência de valorização do real atrelada a uma onda de otimismo que está se formando no mercado.“As pessoas estão otimistas com o que pode vir ao longo deste ano”, disse Marçal. “A percepção de risco do país está caindo no exterior. Está se formando uma ondinha de otimismo com relação ao futuro próximo da economia brasileira, então tudo isso está fazendo com que a moeda [dólar] seja pressionada para baixo”.Apesar de acreditar na tendência de apreciação do real, Marçal diz que há elementos que podem interferir nessa trajetória. “O que pode alterar isso um pouco é quando tiver a reunião do Comitê de Política Monetária [Copom] e, de repente, se ele fizer um corte mais agressivo na taxa de juros, aí talvez isso afete o câmbio e barre essa tendência de apreciação. Ou se o Banco Central começar a comprar reservas sistematicamente ou intervir no mercado para evitar a valorização [do real]”.

Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 18:07

ECONOMIA Resolução do CMN amplia valor máximo de imóvel para compra com FGTS

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, o aumento do valor máximo de imóveis que podem ser comprados com recursos do FGTS para R$ 1,5 milhão. O novo limite vale para os financiamentos contratados no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utiliza recursos da poupança e do Fundo de Garantia e tem taxas de juros mais baixas.O teto vigorará de forma temporária e só valerá para operações contratadas entre 20 de fevereiro e 31 de dezembro de 2017. O preço de avaliação valerá para todas as regiões do País – até agora, o valor máximo variava de R$ 850 mil a R$ 950 mil, dependendo da cidade. O novo limite só valerá para a aquisição de imóveis residenciais novos.”Com a mudança, os mutuários terão acesso não só às taxas de juros aplicáveis ao SFH, em geral mais baixas do que aquelas vinculadas a outros tipos de operações imobiliárias, mas à possibilidade de movimentar os recursos de suas contas vinculadas do FGTS para o pagamento de parte das prestações ou para a amortização dos financiamentos, desde que observados os demais requisitos legais e regulamentares que regem o Fundo”, explica nota divulgada pelo Ministério do Planejamento.Na quarta-feira, 15, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia antecipado a intenção de ampliar o limite em entrevista à Globonews. “A classe média vai ser extremamente beneficiada”, disse.

Estadão

16 de fevereiro de 2017, 13:15

BRASIL Temer diz que cobrará do BB aumento da oferta de crédito

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O BB é um banco vocacionado para o crédito, diz o presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer disse hoje (16) que vai cobrar, do Banco do Brasil (BB), o aumento da oferta de crédito para o mercado. Segundo o presidente, isso será possível graças ao lucro que vem sendo registrado e aos ajustes de gestão que estão sendo feitos pelo banco. Temer fez a declaração durante a cerimônia de sanção da medida provisória (MP) que reformula o ensino médio no país. “Quando se fala em reforma, não se percebe bem o conceito material e como isso mexe no bolso das pessoas e como isso pode facilitar a vida não só de quem tem recursos como de quem não tem recursos”, acrescentou. O presidente disse que recebeu hoje a notícia de que, apesar das dificuldades econômicas, no ano passado, o Banco do Brasil teve lucro de R$ 8 bilhões, embora tenha fechado agências e dispensado 9,5 mil servidores em processos de aposentadoria ou demissão consentida. “Daria muito mais do que isso. Esses 9,5 mil dispensados geraram um pagamento de R$ 1,4 bilhão. Portanto, o lucro seria de R$ 9,4 bilhões. Ora, o BB é um banco vocacionado para o crédito, para o empréstimo. Portanto, na medida que tem essa possibilidade, evidentemente que há, e nós vamos cobrar, aumento do crédito no país”, ressaltou. Para Temer, tendo aumentado os lucros, o BB terá melhores condições de ampliar seus financiamentos, o que ajudará o país a concluir obras inacabadas. “Tínhamos várias obras inacabadas. Quando cheguei aqui me surpreendi, porque eram obras que muitas vezes demandavam aplicações e recursos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. São creches, UPAs [unidades de pronto-atendimento] e obras de pequena repercussão, mas que nos municípios pequenos têm repercussão extraordinária”.

Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 12:20

ECONOMIA Carros com placa de final 1 têm 5% de desconto no IPVA até 22 de fevereiro

Os proprietários de veículos com placa de final 1 têm até 22 de fevereiro para pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em cota única, com 5% de desconto sobre o valor integral. Este é o prazo também para quitação da primeira cota do parcelamento, caso o contribuinte faça esta opção, ficando as demais parcelas agendadas para 27 de março e 27 de abril. Uma última possibilidade é pagar o valor total do tributo, sem desconto, até 27 de abril. As datas de vencimento podem ser consultadas no calendário do IPVA 2017, disponível no site da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) – www.sefaz.ba.gov.br => Canal Inspetoria Eletrônica => IPVA. Para efetuar o pagamento, basta dirigir-se a uma agência ou caixa eletrônico do Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob, com o número do Renavam. A Sefaz-Ba ressalta que não encaminha boleto de pagamento do IPVA para os contribuintes. Em caso de dúvida, o contribuinte pode entrar em contato com o call center da Sefaz, pelo 0800 071 0071. O proprietário que perder o prazo da primeira cota deixa de ter direito ao parcelamento. O pagamento é integrado: é necessário quitar ainda a taxa de licenciamento e eventuais multas relacionadas ao Renavan informado. Os débitos referentes a estes itens também podem ser pagos até a data de vencimento da terceira parcela. É possível ainda fazer parcelamento em até três parcelas dos débitos anteriores do imposto, para pagamento junto com o IPVA 2017.

16 de fevereiro de 2017, 11:40

ECONOMIA Limite para financiar imóveis com FGTS será ampliado para R$ 1,5 milhão

O governo pretende aumentar para R$ 1,5 milhão o limite o para financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A informação foi confirmada hoje (16) pelo Ministério da Fazenda, que ainda não divulgou detalhes da ampliação. O Ministério da Fazenda ainda não divulgou detalhes sobre o aumento do limite para do valor dos imóveis financiados com recursos do FGTS. Atualmente, o teto para financiamento é R$ 800 mil na maior parte do país. No Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o limite é R$ 950 mil. “A classe média vai ser extremamente beneficiada, porque não só pode sacar as contas inativas [do FGTS], mas pode usar também recursos das contas ativas para financiar e pagar a casa própria”, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista concedida ontem (15) à GloboNews. Na última terça-feira (14), a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário de saques do FGTS inativo, outra medida do governo com o uso do fundo para estimular a economia.

Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 10:27

ECONOMIA Mercado projeta déficit fiscal em R$ 149,58 bilhões

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda aumentaram a previsão de déficit primário do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. De acordo com a estimativa, as despesas serão maiores que as receitas (sem considerar gastos com juros) em R$ 149,589 bilhões, contra R$ 148,358 bilhões previstos no mês passado. A projeção está acima da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 139 bilhões. A estimativa consta na pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações do mercado financeiro. O resultado foi divulgado hoje (16), em Brasília. Para 2018, a estimativa das instituições financeiras é déficit de R$ 125 bilhões. A projeção da arrecadação das receitas federais este ano subiu de R$ 1,345 trilhão, previsto em janeiro, para R$ 1,351 trilhão, na pesquisa divulgada hoje. Para 2018, a estimativa é R$ 1,455 trilhão, ante R$ 1,458 trilhão previsto anteriormente. Para a receita líquida do Governo Central a estimativa para este ano é R$ 1,151 trilhão, ante R$ 1,160 trilhão previstos no mês passado. No caso da despesa total do Governo Central, a projeção passou de R$ 1,312 trilhão para R$ 1,309 trilhão. A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 76,20% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país). A previsão anterior era 76,8% do PIB. Para 2018, a estimativa ficou em 79,62% do PIB, ante 80,40% previstos no mês passado.

Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 09:55

ECONOMIA Orçamento do FGTS para habitação e infraestrutura será de R$ 58 bilhões em 2017

A Caixa Econômica Federal apresentou o orçamento operacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de R$ 58,5 bilhões em 2017, na edição de hoje (16) do Diário Oficial da União. De acordo com a circular, esses recursos serão destinados para habitação popular e saneamento básico, distribuídos por programa e unidades da Federação. Ficam destinados, no máximo, R$ 33,5 bilhões para concessão de financiamento a pessoas físicas e jurídicas, que beneficiem famílias com renda mensal bruta limitada a R$ 3,6 mil. Os descontos nos financiamentos para pessoas físicas será de R$ 3 bilhões para empréstimos em áreas urbanas ou rurais, destinados à construção ou aquisição de unidades habitacionais nova. Outros R$ 5 bilhões serão alocados para financiamentos, em áreas urbanas ou rurais, destinados à construção ou aquisição de unidades habitacionais novas, além de R$ 1 bilhão para financiamentos, exclusivamente, em áreas urbanas, destinados à aquisição de unidades habitacionais usadas ou produção de lotes urbanizados. Na aplicação dos recursos para saneamento básico, serão destinados até R$ 5 bilhões para operações de crédito no âmbito do Programa Saneamento para Todos Setor Público e até R$ 4 bilhões para operações de crédito no âmbito do Programa Saneamento para Todos Setor Privado. Serão destinados até R$ 7 bilhões para operações de crédito vinculadas à área de infraestrutura urbana, setor público; outros R$ 7 bilhões serão alocados em nível nacional, no setor privado. Nas aplicações dos recursos constantes do Orçamento Operacional, especificamente destinados às demais operações habitacionais, serão destinados R$ 5 bilhões para a execução do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista.

16 de fevereiro de 2017, 09:00

ECONOMIA Lucro líquido do Banco do Brasil recua 44% em 2016

O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, valor 44,2% abaixo do resultado de 2015. Na comparação com o resultado do quarto trimestre do ano passado, houve retração de 61,6%, passando de R$ 2,246 bilhões para R$ 963 milhões. O Lucro Líquido Ajustado foi de R$ 7,2 bilhões, valor 38,2% inferior a 2015. O lucro por ação atingiu R$ 2,84 em 2016, ante R$ 5,05 no ano anterior, e a projeção, segundo analistas externos da instituição, é atingir neste ano R$ 4,03. A remuneração aos acionistas alcançou R$ 284,7 milhões no quarto trimestre e R$ 2,4 bilhões no acumulado anual. A Margem Financeira Bruta cresceu 13,0% (R$ 59,3 bilhões) e as Rendas de Tarifas, 6,8%. A instituição destaca que as despesas administrativas cresceram 3,5% em 12 meses, o menor nível em dez anos e abaixo dos indicadores de inflação para o período. Em relação ao índice de Eficiência, que mostra a relação entre as despesas administrativas e as receitas operacionais, a taxa ficou em 39,7%, ante 41,6% no ano de 2015, “mostrando rígido controle das despesas”, diz comunicado do BB. As operações de financiamento do agronegócio fecharam o ano com saldo de R$ 179,8 bilhões na carteira ampliada. Levando em consideração os desembolsos antecipados nas linhas de custeio no primeiro semestre, as contratações da atual safra somaram R$ 47,1 bilhões. Entre os maiores avanços estão o crédito rural (8,6%), que atingiu R$ 150,5 bilhões, e as operações de custeio. O crédito para pessoas físicas teve saldo de R$ 172,3 bilhões, com alta de 3,3%. Foram mantidas as estratégias de baixo risco, com as linhas de Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Imobiliário, que alcançam 75,5% do total da carteira. O financiamento para a compra de imóveis atingiu saldo de R$ 53,7 bilhões no encerramento do ano, com avanço de 9,5% em 12 meses, sendo R$ 42,1 bilhões destinados a pessoas físicas e R$ 11,7 bilhões a empresas. O índice de inadimplência atingiu 3,29%, abaixo do registrado no mercado (3,7%). As transações financeiras relativas aos cartões de crédito e débito somaram R$ 271 bilhões no ano, com alta de 5,5% sobre o ano anterior. As movimentações referentes a compras em estabelecimentos comerciais do varejo aumentaram 8,1% e no agronegócio, 26,3%. O BB informa que as novas ferramentas de acesso aos clientes para escolher a melhor solução na renegociação de créditos aumentou a flexibilidade de negócios. Desde o lançamento da função no mobile, foram feitas, por meio do aplicativo, 34.123 contratações, com valor total de R$ 244,8 milhões.

Marli Moreira, Agência Brasil

16 de fevereiro de 2017, 07:55

ECONOMIA Nascidos em março e abril recebem benefício do PIS nesta quinta

Os trabalhadores nascidos nos meses de março e abril, que recebem até dois salários mínimos, poderão sacar o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) a partir de hoje (16). A retirada poderá ser feita nas agências da Caixa Econômica Federal, nos caixas eletrônicos por meio do Cartão do Cidadão, nas casas lotéricas e nos correspondentes bancários. O banco também pagará os rendimentos das cotas do PIS para os trabalhadores cadastrados no programa antes de 4 de outubro de 1988. Nesse caso, os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador. Quem é correntista da Caixa teve o dinheiro depositado na última terça-feira (14) na conta-corrente. Para saber se tem direito a receber o benefício, de até um salário mínimo, o trabalhador pode consultar o site do banco ou ligar no 0800 726 0207, opção 1. O abono é pago ao trabalhador com pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/Pasep, que recebeu uma média mensal de dois salários mínimos e trabalhou pelo menos 30 dias no ano de 2015. Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2015. Pelas novas regras estabelecidas pelo governo federal, o valor do benefício agora é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Quem trabalhou um mês em 2015 receberá um doze avos do salário mínimo. Quem trabalhou dois meses receberá dois doze avos e assim por diante. Só receberá o valor total quem tiver trabalhado todo o ano de 2015.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2017, 16:15

ECONOMIA Gasto com aposentadorias pode ir de 8% para até 18% do PIB, diz Caetano

O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, advertiu nesta quarta-feira, 15, que os gastos com benefícios previdenciários, hoje em 8% do Produto Interno Bruto (PIB), podem chegar a 17% ou 18% do PIB em 2060 sem a reforma proposta pelo governo federal. Ele fez a avaliação durante audiência pública na comissão especial da reforma da Previdência. Caetano tem usado um tom bastante didático para esclarecer os deputados sobre a necessidade de mudanças no regime de benefícios no Brasil. Nesta quarta, ele detalhou os cálculos feitos pela equipe do governo para medir o déficit da Previdência e rebateu questionamentos de que o rombo é “falacioso”. “A Previdência são benefícios de aposentadoria, pensão, aposentadoria por invalidez. Essa metodologia já é usada há bastante tempo. Então o número depende muito da metodologia alternativa”, disse Caetano. O secretário frisou, por exemplo, que a Desvinculação de Receitas da União (DRU) não incide sobre receitas do INSS. Caetano disse ainda que, mesmo sem renúncias previdenciárias, o déficit permaneceria, embora um pouco menor. O secretário, no entanto, não emitiu opinião sobre as isenções, apenas ressaltou que a proposta revoga uma delas, sobre as exportações. “Se renúncia previdenciária é eficaz ou não, é uma questão de política pública”, comentou.

Estadão Conteúdo

15 de fevereiro de 2017, 10:38

ECONOMIA Governo quer aprovar reformas trabalhista e da Previdência no primeiro semestre

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (15) que o governo quer a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo o ministro, há força e articulação políticas para dar encaminhamento aos projetos, já que cerca de 88% do Congresso hoje é base de sustentação do governo do presidente Michel Temer. Para Padilha, em todas as democracias do mundo, a base dos governos se constrói com os aliados. “Governa-se com os aliados, todo mundo tem sua participação nos encargos e na estrutura do governo, assim se constroem alianças no Brasil”, afirmou, sobre a troca de indicação de cargos importantes por apoio no Congresso. Na manhã de hoje, Padilha participou da abertura da reunião dos grupos de trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão. As recomendações do conselho serão apresentadas ao presidente Michel Temer no dia 7 de março. As propostas, de acordo com o ministro, são coincidentes com o rumos que o governo quer tomar. “O governo tem uma determinada posição, quer desburocratizar e simplificar suas ações, o Conselhão também quer, o governo quer avançar na questão educacional, o conselho também quer. Os conselheiros têm alta qualificação e seguramente trarão grandes contribuições aos projetos que o governo acalenta”, disse. Criado em 2003, o Conselhão tem o objetivo de assessorar o presidente da República e os demais órgãos do Poder Executivo na elaboração de políticas públicas, articulando as relações do governo com os setores da sociedade civil representados.

Andreia Verdélio, Agência Brasil

15 de fevereiro de 2017, 08:44

ECONOMIA Agências da Caixa abrem mais cedo para tirar dúvidas sobre saque do FGTS inativo

A Caixa Econômica Federal passou a abrir as agências duas horas mais cedo a partir de hoje (15), para atender aos beneficiários que queiram saber o saldo ou retirar dúvidas referentes ao saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os saques serão realizados entre 10 de março e 14 de julho. Para reforçar os atendimentos, a Caixa vai abrir as agências também nos primeiros sábados dos cronogramas mensais de pagamento (com exceção de abril, mês que a data coincide com a Semana Santa). As datas serão 18 de fevereiro, 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Quem não quiser ir até uma agência pode acessar o site o endereço www.caixa.gov.br/contasinativas ou ligar para 0800-726-2017, para que possam, de forma personalizada, saber valor, data e local mais convenientes para os saques. Os beneficiários também podem acessar o aplicativo FGTS para saber se têm saldo em contas inativas, mas é necessário lembrar que os saques só podem ser feitos em contas que foram desativadas até 31 de dezembro de 2015. Os beneficiários terão quatro opções para recebimento dos valores. Quem tem conta-corrente na Caixa poderá pedir o recebimento do crédito em conta pela internet. Não há restrição de valores. Para quem tem poupança, o crédito em conta será feito automaticamente. O saque também pode ser feito em caixas eletrônicos, desde que o valor não ultrapasse R$ 3 mil. Para valores até R$ 1,5 mil, é possível sacar o benefício apenas com a senha do Cartão do Cidadão. Para créditos até R$ 3 mil, o saque no caixa eletrônico deve ser feito com o Cartão do Cidadão e a respectiva senha. A retirada do FGTS inativo também pode ser feita em agências lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, com a apresentação do Cartão Cidadão, a senha e um documento de identificação. O valor máximo de saque está limitado em R$ 3 mil. Por último, o cidadão também pode retirar o dinheiro diretamente nas agências bancárias. Os documentos necessários são o número de inscrição do PIS e o documento de identificação do trabalhador. É recomendado levar também o comprovante da extinção do vínculo (carteira de trabalho ou termo de rescisão do contrato de trabalho). Beneficiários nascidos nos meses de janeiro e fevereiro poderão procurar as agências da Caixa de 10 de março a 9 de abril. Quem nasceu em março, abril e maio vai sacar o dinheiro entre 10 de abril e 11 de maio. Trabalhadores nascidos nos meses de junho, julho e agosto vão receber entre os dias 12 de maio e 15 de junho; nascidos em setembro, outubro e novembro, de 16 de junho a 13 de julho; e nascidos em dezembro, de 14 a 31 de julho.

Hanna Bárbara, Agência Brasil