17 de abril de 2018, 08:03

ECONOMIA Governo ainda estuda reajuste do Bolsa Família, diz ministro

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse ontem que o reajuste do Bolsa Família ainda está em estudo pelo governo. Segundo ele, é preciso avaliar se haverá espaço fiscal para esse aumento neste ano. Um reajuste para repor a inflação de 2017, de 2,95%, teria custo de R$ 1 bilhão.Às vésperas de deixar o governo, o então ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, defendeu ao Estado uma política diferenciada para o reajuste do Bolsa Família. A proposta entregue ao presidente Michel Temer era dar aumento acima da inflação para famílias que tiverem os filhos em segundo turno escolar ou em programas de capacitação técnica. O custo seria maior – de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões.O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer. O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Estadão

16 de abril de 2018, 09:40

ECONOMIA Alta do PIB de 2018 cai de 2,80% para 2,76%, prevê Focus

O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 16. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,83%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%. No relatório Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 4,29% para avanço de 3,97%. Há um mês, estava em 3,98%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 57,20% para 57,00%, ante 57 60% de um mês atrás.

Estadão

16 de abril de 2018, 09:18

ECONOMIA Banco Central diz que atividade econômica cresce 0,09% em fevereiro

A atividade econômica voltou a apresentar crescimento em fevereiro. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (16), em Brasília. No segundo mês do ano, a atividade econômica teve expansão de 0,09%, depois de uma queda de 0,65% em janeiro, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período) atualizados. Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2017, houve crescimento de 0,66% nos dados sem ajustes. No ano, a atividade econômica aumentou 1,80% e, em 12 meses, 1,32%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

16 de abril de 2018, 08:19

ECONOMIA Nova regra do cheque especial pode criar superendividados

Foto: Reprodução

Na semana passada, os bancos anunciaram mudanças no cheque especial, uma das linhas mais caras do mercado financeiro. A partir de 1.º de julho, as instituições entrarão em contato com os clientes que usarem mais de 15% do limite da conta por 30 dias consecutivos. Elas oferecerão um financiamento pessoal mais barato como alternativa. Ninguém será obrigado a aceitar a proposta e também não haverá penalidade para quem permanecer no vermelho. Em entrevista durante o anúncio do programa, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, disse que a medida era um avanço para o setor. “O uso mais adequado vai reduzir inadimplência do cheque e a menor inadimplência vai permitir a redução do juro”, defendeu. Já para especialistas, planejadores financeiros e representantes de associações de direito do consumidor, as mudanças devem ter pouco impacto na vida das pessoas. Pior, alguns temem que a alteração empurre o consumidor para uma situação de superendividamento, que é o nome que se dá para quem tem acima de 50% da renda comprometida com débitos e, não raramente, acaba assumindo mais de uma linha de financiamento, dando início a uma espécie de ‘ciranda do calote’. “O receio é que o cliente que entrou no cheque especial adquira um financiamento pessoal e, no mês seguinte, ele retorne para o cheque especial. Em 30 dias ele transformou uma dívida em duas e depois pode virar três ou quatro”, afirma a economista Paula Sauer, especialista pela Planejar, entidade que certifica planejadores financeiros. Em fevereiro, a taxa média de juros cobrada pelos bancos era de 324,1% ao ano. Uma dívida de R$ 1 mil sobe para R$ 4.240 depois de um ano no cheque especial. No crédito pessoal, essa dívida, depois de um ano, seria de R$ 1.330.

Estadão Conteúdo

15 de abril de 2018, 10:10

ECONOMIA Despesas básicas sobem mais que a inflação e tiram R$ 14,5 bi do consumo

A escalada dos preços da energia elétrica e da gasolina, acima da inflação, tem corroído o orçamento das famílias brasileiras, apesar do aumento da massa salarial. De janeiro de 2015 para cá, o porcentual de renda disponível – depois do pagamento de despesas essenciais – caiu quase dois pontos porcentuais, de 45 6% para 43,76%. É o menor patamar desde 2009. Isso significa que o brasileiro poderia estar consumindo, a mais, algo em torno de R$ 14,5 bilhões.Levantamento da Tendências Consultoria Integrada mostra que a despesa que mais avançou sobre o orçamento do brasileiro foi a gasolina, que subiu de 4,86% para 5,6% no período. O resultado é reflexo especialmente da nova política de preços da Petrobrás, que agora repassa de forma imediata o sobe e desce do petróleo no mercado internacional.De meados do ano passado até o início deste ano, o preço do combustível na bomba subiu 19,5%. Em janeiro de 2015, o litro da gasolina era vendido a um preço médio de R$ 3,032 no País; neste mês, o valor está em R$ 4,219, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).A conta de luz seguiu a mesma trajetória. O peso na renda das famílias subiu de 2,94% para 3,44%. O agravante é que até o fim do ano a participação no orçamento vai aumentar ainda mais, segundo projeções da Tendências: deve subir para 3,89%. A explicação está nas estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê reajuste médio acima de 10% nas contas neste ano. Em alguns casos, a alta deve superar a casa dos 20% por causa da entrada em operação de usinas térmicas para compensar os reservatórios baixos das hidrelétricas.O orçamento das famílias, segundo a Tendências, só não está mais apertado porque o arrefecimento dos preços dos alimentos tem compensado parte do aumento da conta de luz, da gasolina, do gás de cozinha, dos planos de saúde e da educação. Além disso, a renda do trabalho voltou a crescer em 2017 e continua ascendente diz a analista da Tendências, Isabela Tavares.Na prática, a queda dos porcentuais representa um freio para a retomada da economia. O ritmo do avanço do consumo poderia estar maior, diz o economista Adriano Pitoli, sócio da Tendências.Ele destaca que, para ajustar os aumentos à renda, o brasileiro acaba reduzindo o consumo de bens e serviços considerados supérfluos, como vestuário e bens duráveis. Em fevereiro, as vendas do varejo caíram 0,2% – o pior resultado para o mês desde 2015 -, e um sinal de que a recuperação será mais lenta do que se esperava.Em três anos, o peso de quase todos os itens essenciais aumentou no orçamento das famílias. As exceções foram alimentos, cuja participação caiu de 16,15% para 15,8%, e telecomunicações, de 4 20% para 3,64%.

Estadão

15 de abril de 2018, 08:55

ECONOMIA Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 6 milhões

Foto: Divulgação

Ninguém acertou o prêmio principal do concurso 2.031 da Mega-Sena, sorteado ontem (14) à noite. Para o próximo sorteio, fica acumulado um prêmio de R$ 6 milhões. Confira as dezenas sorteadas neste sábado em Aimorés (MG): 18 – 23 – 37 – 39 – 50 – 55.As cinco dezenas da quina tiveram 48 apostas ganhadoras, que receberão R$ 36.807,99 cada. Os 3.252 que acertaram a quadra levarão R$ 776,13.O próximo sorteio será realizado na quarta-feira (18).

Agência Brasil

13 de abril de 2018, 16:00

ECONOMIA PIB mensal apurado pelo Itaú Unibanco tem alta de 0,5% em fevereiro

O Produto Interno Bruto (PIB) apurado pelo Itaú Unibanco mostrou crescimento de 0,5% em fevereiro, já dessazonalizado, após queda de 0,4% em janeiro. Também houve alta de 0,5% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com o trimestre finalizado em novembro, informa a instituição em nota. Ainda houve aumento de 0,5% do PIB mensal Itaú Unibanco (PM-Itaú), antes denominado Pibiu, em fevereiro no confronto com igual mês de 2017. O resultado representa uma desaceleração em relação ao de janeiro (1,1%) nesta mesma base de comparação. A expectativa do banco é que o PM-Itaú tenha nova alta em março, de 0,3%, por enquanto, com base nos indicadores coincidentes. Em relação ao dado de fevereiro, a instituição cita o ligeiro avanço de 0,2% da produção industrial, em relação a janeiro, e o de 0,1% do volume de serviços neste período. Em contrapartida, acrescenta, as vendas do varejo restrito (-0,2%) e as vendas do ampliado (-0,1%) cederam. Ao avaliar a abertura por componentes do PM-Itaú, o banco mostra que houve avanço em sete dos 13 indicadores que compõem o índice mensal. A maior alta foi apurada no comércio (0,7%), seguida pelo serviços de informação (0,5%). A maior queda foi observada em serviços industriais de utilidade pública, de 2,3%.

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2018, 14:39

ECONOMIA Valor Bruto da Produção Agropecuária deve cair 3,7% em 2018, para R$ 530,1 bi

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2018 deve chegar a R$ 530,1 bilhões, segundo nova estimativa da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, divulgada em nota. Em março, a SPA previa montante menor, de R$ 515,9 bilhões. O valor previsto para o ano, contudo, é 3,7% inferior ao obtido em 2017, de R$ 544,2 bilhões.  A agricultura e a pecuária tiveram redução do VBP de 3,8% e 3,5% respectivamente. “Mas há tendência de recuperação, com sinais de aumento do valor com o passar dos meses”, disse a secretaria no comunicado. A direção dos resultados nos próximos meses dependerá dos preços dos produtos e da safrinha de milho, segundo o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.  Os melhores resultados até o momento são verificados nas culturas do algodão, com alta de 20,9% do valor da produção em relação ao ano passado; cacau (8,7%); mamona (68,5%); soja (3 8%); batata-inglesa (3,4%); café (2%); tomate (32,7%); e trigo (37,3%). Todas as variações foram calculadas com base em valores dos quais foi descontada a inflação, conforme a nota.  Dentre os produtos cujos preços vêm se recuperando estão ovos, algodão, batata e tomate. Na outra ponta, entre os itens com redução de valor destacam-se arroz, cana-de-açúcar, café, milho, laranja e mandioca. Por terem peso expressivo no valor da produção total, estes alimentos vêm pressionando o VBP estimado para 2018. “Esse efeito foi ampliado pela redução de valor da carne de frango, carne suína e leite, que também estão tendo pior desempenho”, informou a Secretaria no comunicado.  O Centro-Oeste lidera a geração de valor da produção, seguido pelas Regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Considerando os Estados, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os que apresentam os maiores valores da produção neste ano.

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2018, 06:50

ECONOMIA Senado e Câmara sinalizam apoio à liberação do PIS/Pasep para qualquer idade

Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, sinalizaram ser favoráveis à liberação do saldo depositado em contas do PIS e Pasep para todos os cotistas, independente da idade. Depois de ser aprovada em comissão mista, na quarta-feira 11, a matéria ainda precisa passar pelos plenários das duas Casas até 1º de junho, quando perde a validade.O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que o texto “é bom”, pois “vai liberar um direito das pessoas”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também afirmou ser a favor, mas ponderou que ainda deve discutir o assunto com o novo ministro da Fazenda Eduardo Guardia e a equipe econômica na próxima terça-feira, 17. “Vou trabalhar ajustado com o Guardia”, garantiu Maia.A conversa preocupa o relator da medida, senador Lasier Martins (PSD-RS), que firmou acordo pela aprovação da matéria na comissão enquanto o Ministério da Fazenda ainda estava sob o comando de Henrique Meirelles, há cerca de dez dias. Guardia, no entanto, é visto como alguém com um perfil mais “austero”.Inicialmente, a proposta editada pelo governo no ano passado reduzia a idade mínima para saque das contas do PIS e Pasep de 70 anos para 60 anos, o que deveria representar injeção de R$ 23 6 bilhões na economia e beneficiaria 12,5 milhões de pessoas, segundo estimativa do Ministério do Planejamento. Com a alteração, a medida tem potencial de liberar cerca de R$ 33 bilhões na economia.

Estadão

12 de abril de 2018, 20:59

ECONOMIA Petrobras: preço médio da gasolina sobe 0,87% e o do diesel aumenta 1,66%

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Preço do combustível volta a subir

A Petrobras anunciou que, com o reajuste que entrará em vigor nesta sexta-feira, 13, o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias sobe 0,87% para R$ 1,7115, em relação à média atual, de R$ 1,6968. Já o valor médio nacional do litro do diesel A terá acréscimo de 1,66% para R$ 1,9874, ante a média atual, de R$ 1,9549.

12 de abril de 2018, 17:25

ECONOMIA Governo propõe salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia

Pela primeira vez, o valor do salário mínimo ultrapassará R$ 1 mil. O governo propôs salário mínimo de R$ 1.002 para o próximo ano, o que representa alta de 5% em relação ao atual (R$ 954). O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado hoje (12) pelos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia. Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores. Em 2017, o PIB cresceu 1%. Para a estimativa de inflação, o governo considerou a previsão de 4% para o índice de inflação que consta do Boletim Focus, pesquisa com mais de 100 instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central. A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Pela legislação, o governo deve enviar o projeto até 15 de abril de cada ano. Caso o Congresso não consiga aprovar a LDO até o fim do semestre, o projeto passa a trancar a pauta.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 15:59

ECONOMIA Incertezas dificultam recuperação da economia, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mantém previsões que apontam para um moderado desempenho da economia brasileira neste ano. De acordo o relatório Informe Conjuntural do primeiro trimestre, divulgado hoje (12), as incertezas em relação às eleições e ao ajuste das contas públicas dificultam a recuperação econômica do país.A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça 2,6%, o PIB industrial tenha expansão de 3%, que os investimentos aumentem 4% e,o consumo das famílias, 2,8%. A taxa média de desemprego deverá ficar em 11,8%.O relatório destaca que, mesmo com o cenário externo favorável, a queda da inflação e a redução dos juros, o ritmo de recuperação da economia é moderado e o país não conseguirá recuperar as perdas causadas pela recessão no médio prazo. “Mesmo com o crescimento de 1% do PIB em 2017, ainda estamos com renda per capita 8,2% menor do que em 2014 e a produção industrial, no início de 2018, situa-se ainda 14% abaixo do seu pico observado em 2013”, diz o estudo. Na avaliação da CNI, a principal causa da fraca reação da economia é a indefinição sobre o ajuste permanente das contas públicas. Além do adiamento da reforma da Previdência, a falta de definição do quadro eleitoral é outra fonte de incertezas sobre o ajuste fiscal. O informe da instituição alerta que o grande desafio do Brasil é aumentar a produtividade. Isso requer, segundo o documento, o equilíbrio fiscal, a reforma da Previdência, a reforma tributária, disponibilidade de financiamento de longo prazo, redução da burocracia, segurança jurídica e modelos de regulação eficientes, entre outras medidas.Previsões O relatório da CNI aponta outras estimativas sobre a evolução da economia. “A inflação deve permanecer em níveis baixos em 2018 em função da ainda alta ociosidade da economia, da elevada taxa de desemprego e da quebra da inércia inflacionária ocorrida em 2017.” A estimativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 3,7% ao ano, abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central. Segundo a CNI, com a inflação baixa, os juros básicos da economia permanecerão no menor patamar da história. A taxa Selic chegará ao fim de 2018 em 6,25% ao ano e a taxa real de juros será de 3%. O déficit primário do setor público deve alcançar R$ 152,7 bilhões, o equivalente a 2,19% do PIB. “Apesar de estar abaixo da meta de R$ 161,3 bilhões fixada para este ano, o déficit será maior do que os R$ 110,6 bilhões registrados em 2017”, afirma o relatório. A dívida pública atingirá 73,7% do PIB. Já no saldo comercial, a previsão da CNI é que o país terá um superávit comercial de US$ 58 bilhões neste ano, resultado de exportações de US$ 230 bilhões e importações de US$ 172 bilhões.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 13:09

ECONOMIA Mercado reduz para R$ 136,1 bilhões previsão de déficit nas contas públicas

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda esperam por um déficit menor nas contas públicas neste ano. A estimativa de déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, passou de R$ 139,132 bilhões para R$ 136,103 bilhões. A estimativa está abaixo da meta para este ano, que é R$ 159 bilhões.O resultado primário é formado por despesas menos receitas, sem considerar gastos com juros.A projeção consta na pesquisa Prisma Fiscal elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. Os dados foram divulgados hoje (12).Para o ano que vem, a estimativa de déficit primário passou de R$ 111,892 bilhões para R$ 107,304 bilhões.Na última terça-feira (10), o novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, disse que a melhora na arrecadação decorrente da recuperação da economia poderá fazer a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 vir com meta menor de déficit primário.A LDO de 2018 estimava meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para o próximo ano. No entanto, o bom desempenho da arrecadação federal, que cresceu mais de 10% acima da inflação oficial nos dois primeiros meses do ano, pode criar condições para que a equipe econômica imponha uma meta fiscal mais apertada para 2019.Hoje à tarde, Colnago e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, darão entrevista coletiva à imprensa para divulgar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019 (PLDO), que será enviado ao Congresso Nacional.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 12:55

ECONOMIA CMN nega que já tenha definido meta de inflação para 2021

O Conselho Monetário Nacional (CMN) negou que a meta de inflação para 2021 já esteja definida. Em nota conjunta, divulgada hoje (12), em Brasília, os membros do conselho, formado pelos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia, e o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmam que a discussão sobre a meta ainda será feita.“Os membros do Conselho Monetário Nacional (CMN) esclarecem que não é verdadeira a informação, divulgada por veículo da imprensa, de que a meta de inflação de 2021 já esteja definida. A discussão sobre a referida meta ainda não foi iniciada e, como é de conhecimento público, ela somente será definida e comunicada na reunião do CMN marcada para o dia 26 de junho”, diz a nota.Segundo matéria publicada hoje pelo jornal O Globo, o conselho já teria decidido fixar a meta de inflação de 2021 em 3,75%, por conta da inflação mais baixa, como mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março em 0,09%, o menor desde 1994 para o mês.A meta de 3,75% teria margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso representaria queda de 0,25 ponto percentual em relação ao número definido para 2020.A meta de inflação para este ano, já definida pelo CMN, é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25% e para 2020, 4%. Para o mercado financeiro, a inflação este ano deve ficar em 3,53% e, em 2019, em 4,09%.

Agência Brasil

12 de abril de 2018, 12:21

ECONOMIA Acordo da poupança vai injetar R$ 12 bi na economia, diz Temer

Foto: Eraldo Peres/AP

Presidente Michel Temer

O presidente da República, Michel Temer, destacou nesta quinta-feira, 12, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, o acordo entre poupadores e bancos, alcançado pela Advocacia Geral da União (AGU), para solução das disputas referentes às perdas na caderneta de poupança nas décadas de 1980 e 1990.”Os planos econômicos geraram mais de 1,2 milhão de processos que pleiteavam a solução dos planos econômicos. Isso rodou por 24 anos. Ninguém tinha coragem de resolver isso. Eliminamos esta litigiosidade”, afirmou Temer. Segundo ele, a solução vai injetar R$ 12 bilhões na economia.A reunião ministerial do período da manhã é a primeira entre o presidente Michel Temer e os onze novos ministros nomeados, após a desincompatibilização dos antecessores em função da eleição.Assumiram nesta semana: Eduardo Guardia (Fazenda); Esteves Colnago (Planejamento); Moreira Franco (Minas e Energia); Rossieli Soares da Silva (Educação); Alberto Beltrame (Desenvolvimento Social); Vinicius Lummertz (Turismo); Antônio de Pádua de Deus (Integração Nacional); Leandro Cruz Fróes da Silva (Esporte). Além disso, mais três interinos foram efetivados nos cargos: Marcos Jorge, que assumiu definitivamente o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Helton Yomura, que fica como ministro do Trabalho, e Gustavo do Vale Rocha (Direitos Humanos).

Estadão