17 de setembro de 2019, 07:46

ECONOMIA Salvador e região lideram atraso de dívidas bancárias

Foto: Divulgação

Os moradores de um conjunto de nove municípios que fazem parte da região metropolitana de Salvador, incluindo a capital baiana, estão na liderança dos atrasos no pagamento de dívidas bancárias no Brasil. Considerando sete modalidades diferentes de crédito, estas cidades possuem o maior porcentual de atrasos no pagamento em quatro deles. Em alguns casos, como no rotativo do cartão de crédito, o índice chega a ser mais de três vezes o verificado no Distrito Federal, local com alguns dos menores porcentuais de atraso.

O levantamento foi feito pelo Estadão/Broadcast com base no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central. Os dados, de março deste ano, levam em conta atrasos de mais de 15 dias no pagamento de dívidas bancárias, conforme as sub-regiões do País. São consideradas todas as dívidas superiores a R$ 200. Já as sub-regiões são definidas de acordo com os dois primeiros números do CEP dos devedores, o que permite determinar exatamente onde eles estão.

No caso do cartão de crédito, a sub-região com CEP de início 42 possui o maior índice de atrasos. De toda a carteira de R$ 419,8 milhões de crédito no cartão, R$ 52,8 milhões estão em atraso superior a 15 dias, o que representa 12,57% do total. Esta é a situação dos moradores de partes de Salvador e das cidades de Madre de Deus, Lauro de Freitas, Camaçari e Dias D’Ávila. Em Brasília, sub-região com o menor índice, o porcentual é de apenas 3,49%.

Tecnicamente, o Banco Central considera como caso de inadimplência apenas o crédito com mais de 90 dias de atraso. Empresas que atuam na área de análise de crédito costumam utilizar critérios diferentes, como a Serasa e o SPC.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2019, 07:26

ECONOMIA Brasil e México fazem rodada de negociações para livre-comércio

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Negociadores de Brasil e México discutem nos próximos dias 19 e 20 a metodologia para retomada das conversas de um acordo de livre-comércio com potencial para zerar tarifas de 205 produtos brasileiros, segundo levantamento encomendado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O estudo, realizado pela Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior), identifica 346 produtos que podem ser favorecidos em um acordo comercial com o México. Desses, 136 já são exportados para o vizinho dos Estados Unidos. Os demais 210 têm potencial para venda ao país governado por Andrés Manuel López Obrador.

O levantamento avalia que 205 grupos de produtos poderiam ter a tarifa zerada, sendo 82 já vendidos ao México e 123, não. São máquinas e equipamentos, químicos, borracha, metalurgia e produtos alimentícios cujas exportações poderiam ser beneficiadas com um acordo que eliminasse a cobrança de tarifas.

Folha de S.Paulo

16 de setembro de 2019, 21:50

ECONOMIA Petrobrás vai segurar preço da gasolina apesar de disparada no valor do petróleo

Foto: Estadão

Petrobras

A Petrobrás não deverá repassar imediatamente a disparada do preço do petróleo para o consumidor brasileiro. O ‘Estado’ apurou que a estatal deverá avaliar o comportamento do preço do petróleo nos próximos dias para decidir se vai ou não revisar os preços de seus derivados no Brasil. Na prática, significa que, por ora, a petroleira vai segurar os preços dos combustíveis. A ideia é dar continuidade à política atual, que atrela os preços às cotações no mercado internacional, com repasses à medida em que há mudança de patamar dos valores. Para se resguardar de prejuízos financeiros enquanto não repassa altas no mercado externo para o consumidor, a companhia recorre ao artifício financeiro de hedge, instrumentos de proteção que compensam oscilações de curto prazo. Especialistas e investidores destacam, porém, a necessidade de a empresa não ser usada para atender às demandas do governo, como aconteceu no passado, quando a empresa foi usada para segurar a inflação. A companhia mantinha os preços dos combustíveis inalterados apesar das oscilações externas, o que gerou um rombo nas suas caixas. Se o mercado perceber que a mesma prática está sendo adotada pela gestão atual, o seu programa de venda de refinarias será afetado, porque nenhuma empresa terá interesse em fazer parte de um setor comandado por interesses políticos e não econômicos.

Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2019, 17:45

ECONOMIA Governo quer tirar da Constituição reajuste do salário mínimo pela inflação

Foto: Fabio Motta/Estadão

Congelamento do salário mínimo poderia render uma economia de até R$ 37 bilhões

A equipe econômica estuda retirar da Constituição Federal a previsão de que o salário mínimo seja corrigido pela inflação. O congelamento poderia render uma economia entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões, segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo Estadão/Broadcast. A ideia é que, em momentos de grave desequilíbrio fiscal, como o atual, haja condições de congelar mesmo os aumentos nominais (ou seja, dar a variação da inflação) da remuneração por alguns anos, até que a saúde das contas seja endereçada. Oficialmente, porém, a proposta de orçamento para o ano de 2020 prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação. Há quem defenda, no entanto, não dar nem mesmo a inflação como reposição salarial para abrir espaço no Orçamento para despesas de custeio da máquina pública e investimentos. Como o Estado mostrou, o Orçamento de 2020 pode começar com um alívio de R$ 202,6 bilhões entre redução de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso Nacional aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição e cria novos freios para as contas. A ideia tem sido costurada com os deputados Pedro Paulo (DEM-RJ) e Felipe Rigoni (PSB-ES), respectivamente autor e relator de uma proposta que regulamenta a regra de ouro e tenta limitar o crescimento dos gastos obrigatórios. “Podemos apresentar uma proposta que preveja, por exemplo, não ter o reajuste por um ou dois anos em momentos de dificuldades fiscais. E isso abriria espaço para que outros benefícios também não sejam corrigidos”, disse uma fonte do governo. Hoje, a Constituição prevê que é direito social do cidadão ter acesso a um salário mínimo “com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. Assim, o governo se vê obrigado a, todos os anos, recompor ao menos a inflação. Até o ano passado, a política de reajuste fixava uma correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Com o vencimento desse modelo, o governo se debruça sobre uma mudança. A política de aumentos reais (acima da inflação) vinha sendo implementada nos últimos anos, após ser proposta pela então presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso. Os reajustes pela inflação e variação do PIB vigoraram de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação. Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento. Segundo o próprio Ministério da Economia, cada R$ 1 a mais de aumento no salário mínimo gera um gasto adicional de R$ 302 milhões ao governo. Isso porque uma série de benefícios sociais, como o benefício de prestação continuada (BPC) e o abono salarial, é indexada ao salário mínimo e tem, por isso, um aumento proporcional. Com as contas apertadas, o governo quer encontrar formas de enxugar as despesas obrigatórias para abrir espaço no Orçamento e no teto de gastos. A percepção interna é de que já não há muito espaço para cortes no gasto discricionário. Além disso, há um entendimento de que será muito difícil manter a máquina pública funcionando devidamente no formato previsto no Orçamento, com discricionárias (custeio da máquina pública e investimentos) fixadas em R$ 89,161 bilhões. A contenção do aumento do salário mínimo, com consequente efeito sobre o avanço do gasto com benefícios sociais, é uma das principais apostas do governo para diminuir o peso da despesa obrigatória.

Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2019, 12:19

ECONOMIA Disparada do petróleo é teste para política de preços da Petrobras, dizem analistas

Foto: Agência Petrobrás

A disparada do preço do petróleo após ataques em instalações petrolíferas na Arábia Saudita será um teste para a autonomia da Petrobras para definir os preços dos combustíveis em momentos de crise, avaliam analistas que acompanham os negócios da estatal. O preço do petróleo chegou a subir 20% no domingo (15) e opera nesta segunda com alta de 8%. No mercado, porém, não há ainda clareza sobre a duração desse ciclo de alta, que vai depender da capacidade de recuperação da produção saudita ou de substituição do petróleo daquele país por outras fontes.

O cenário favorece as negociações com ações da estatal, que registravam alta de 3,31% às 11h50 desta segunda (16). Ainda assim, Luiz Carvalho e Gabriel Barra, analistas do banco UBS, veem uma situação “desafiadora” para a estatal. Além do petróleo, dizem, a taxa de câmbio deve sentir os efeitos da crise, pressionando ainda mais a chamada paridade de importação —conceito usado pela política de preços da estatal, que simula o custo de importação dos combustíveis.

Eles lembram que no passado, a empresa segurou seus preços em diversos momentos de crises semelhantes, gerando prejuízos em suas operações de refino. “A gestão atual tem conseguido implementar uma estratégia bem sucedida até agora e esse evento será um importante teste sobre a solidez dessa política.” Em abril, durante um ciclo de alta das cotações internacionais, o presidente Jair Bolsonaro determinou que a direção da Petrobras suspendesse reajuste no preço do diesel, alegando risco de nova greve de caminhoneiros. A decisão levou a estatal a perder R$ 32 bilhões em valor de mercado em apenas um dia.

“É provável que essa disparada do petróleo não resulte em aumento dos preços de combustível, até porque o governo já demonstrou dificuldade em fazer isso em outros momentos –na última vez que tentou, tivemos a greve dos caminhoneiros”, escreveram Matheus Salomão e Thiago Soares, da Rico Investimentos. A estatal subiu o preço do diesel na sexta (13), alta de R$ 0,0542 por litro —foi o segundo reajuste no mês de setembro. Já o preço da gasolina foi reajustado pela última vez no dia 5 de setembro. A expectativa do mercado é que a empresa espere um pouco antes de definir por novo aumento.

Folha de S.Paulo

16 de setembro de 2019, 10:19

ECONOMIA Brasil eleva em 9,5% comércio com EUA, mas diminui com outros países

Foto: Paula Libert/Estadão

As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 9,5% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018. Já as importações de produtos daquele país aumentaram 27,9%. Ao mesmo tempo, o comércio com os outros parceiros importantes (China, Argentina e União Europeia) teve queda. Os dados foram divulgados hoje (16), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mostram que as exportações brasileiras para a Argentina recuaram 38,9% no mês. As vendas para a China caíram 17,1%, enquanto o volume exportado para a União Europeia recuou 7%.

Considerando-se todos os países, a corrente de comércio do país, ou seja, a soma das exportações e importações, caiu 15% entre agosto de 2018 e agosto de 2019. Os valores exportados pelo Brasil, considerando o volume de exportação mais o preço cobrado por esses produtos e serviços, recuaram 13%. O valor dos importados caiu 17%.

Segundo nota da pela FGV, isso pode ser explicado pela “desaceleração no comércio mundial e o baixo nível da atividade brasileira”. Em termos de volume, as exportações e importações tiveram a mesma queda (-13%), mas os preços dos bens importados recuaram mais do que os preços dos exportados. Em agosto, todos os setores tiveram queda no volume exportado, com destaque para a indústria de transformação.

Agência Brasil

15 de setembro de 2019, 20:30

ECONOMIA Taxa básica de juros será definida nesta semana

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A taxa básica de juros – a Selic – será definida na sexta reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na próxima terça e quarta-feira (18). Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a expectativa é que o Copom faça mais um corte 0,5 ponto percentual na taxa, em momento de economia ainda em recuperação. A previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é 0,87%, neste ano.

Na última reunião, no final de julho, o Copom iniciou um ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que esse ciclo de cortes se encerre em outubro, com outro corte de 0,5 ponto percentual. Em dezembro, na última reunião do ano, não há expectativa de redução da Selic, que encerrará 2019 em 5% ao ano, na visão das instituições financeiras pesquisadas pelo BC.

Na ata da última reunião, o Copom informou que poderia continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo [monetário, ou seja, corte da Selic]”. O colegiado ressaltou que “dados sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que tinha sido interrompido nos últimos trimestres”.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do banco para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,54%. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,82%. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Agência Brasil

15 de setembro de 2019, 07:04

ECONOMIA Vendas aumentam 12% em quatro dias na Semana do Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em quatro dias, as vendas no varejo em todo o país registram crescimento nominal de 12%, de acordo com balanço divulgado, neste sábado (14), pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O crescimento foi registrado entre os dias 6 e 9 de setembro, no início da campanha Semana do Brasil. De acordo com a Secom, os resultados superaram as expectativas. A Semana do Brasil segue até este domingo (15). A campanha visa a estimular as compras, com promoções e descontos especiais, gerando resultados positivos para a economia do país. Ao todo, mais de 4,5 mil empresas dos setores varejista, imobiliário, de publicidade e de comunicação participam da iniciativa.

Segundo o levantamento feito pela empresa de serviços financeiros Cielo, para a alta de 12% nas vendas contribuíram os setores de cosméticos, que registraram aumento de 19%; móveis e eletrônicos, com crescimento de 16%; supermercados, com 13%, e vestuário, com 7%. O crescimento foi medido em comparação às médias de dias regulares do primeiro semestre de 2019. No setor imobiliário, segundo a Secom, o clima entre os empresários é de otimismo. “Desde o início da campanha, foi registrada uma adesão expressiva de incorporadoras, com mais de 50 empresas anunciando “1 ano de condomínio grátis” apenas na cidade de São Paulo. Houve aumento de visitas aos estandes e vários negócios estão sendo realizados”, diz em nota.

A semana, que aproveita as comemorações do 7 de setembro, data em que se celebra a Independência do Brasil, tem como mote “Vamos valorizar o que é nosso” e é inspirada em campanhas de varejo de outros países, como os Estados Unidos, que costumam realizar promoções em feriados nacionais. A proposta pretende gerar um ambiente de confiança para este e os próximos meses de 2019. Uma parceria do governo com o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) ajudou a mobilizar, nos últimos meses, diferentes segmentos do varejo, comércio e serviços, para que buscassem as melhores formas de viabilizar as ações promocionais.

Agência Brasil

14 de setembro de 2019, 18:30

ECONOMIA Transporte de valor é acusado de cartel

Bancos e varejistas procuraram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e acusaram três empresas que dominam o mercado de transporte de valores de conduta anticompetitiva: as multinacionais Prosegur e Brink’s e a brasileira Protege. Juntas as três empresas têm cerca de 80% do mercado, que movimentou R$ 33 bilhões no ano passado. As manifestações preocuparam o órgão, que decidiu aprofundar a análise das operações do setor.

Em diferentes ofícios enviados ao Cade, empresas diversas como TecBan, que é dona do Banco24horas, McDonald’s, Magazine Luiza e Drogasil relataram dificuldades para contratar transportadoras concorrentes e denunciaram existir uma postura de não concorrência entre as três maiores – o que caracterizaria um cartel. Os clientes reclamam ainda que as transportadoras estão comprando empresas menores e reduzindo ainda mais a concorrência em um mercado já concentrado – uma delas foi a Transfederal, do ex-senador Eunício Oliveira, adquirida pela Prosegur no ano passado por R$ 150 milhões.

Com isso, na quinta-feira, a superintendência do Cade decidiu estender a análise da compra da Transvip pela Prosegur. A área técnica expressou preocupação com a concorrência no setor e remeteu a análise para o tribunal do Cade, que é a instância responsável por julgar casos mais complexos. “A operação resulta em concentrações elevadas no mercado de transporte e custódia de valores em São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente no Estado do Rio de Janeiro, e potencial para aumentar a probabilidade de poder coordenado”, afirma o texto do relatório da área técnica do Cade. Não há previsão para o julgamento, já que o Cade está sem quórum e aguarda que integrantes indicados pelo presidente Jair Bolsonaro sejam sabatinados pelo Senado.

Estadão

14 de setembro de 2019, 18:12

ECONOMIA Bolsonaro diz pelo Twitter que risco-país cai ao menor nível desde 2013

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro comemorou a queda do risco-país para o menor nível desde 2013 em seu perfil no Twitter. Nesta sexta-feira (13), o contrato de Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, que serve de termômetro para o risco-país, operou no nível de 118 pontos, menor patamar desde maio de 2013, conforme cotações da IHS Markit. O CDS é um contrato financeiro que funciona como uma espécie de seguro contra o calote ao investidor.

“Risco-país cai para o menor nível desde 2013. Boas notícias não param de chegar. Aos poucos, com a ajuda de todos, podemos recuperar mais rapidamente nosso amado Brasil!”, escreveu Bolsonaro, que continua internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia realizada no domingo (8), para correção de uma hérnia incisional. Mais cedo, ele comemorou o fato de o Egito ter aberto o mercado de lácteos para o Brasil.

O presidente continua apresentando melhora progressiva, conforme boletim médico divulgado hoje pela manhã. Ele mantém dieta líquida. Entre hoje e amanhã, é esperada, conforme o médico responsável pela cirurgia de Bolsonaro, Antônio Macedo, mudança para alimentação cremosa. Bolsonaro depende da melhora nos movimentos intestinais e do avanço nas dietas para receber alta. Trata-se da quarta cirurgia que o presidente da República faz desde que sofreu um atentado durante a campanha eleitoral, no ano passado.

Estadão

14 de setembro de 2019, 11:49

ECONOMIA Com CPMF vetada, deputados propõem desonerar folha de pagamento

Foto: Agência Câmara

Enquanto o Ministério da Economia busca uma forma de desonerar a folha de pagamento sem o uso de uma nova CPMF, deputados federais apresentaram sugestões para incluir o tema na reforma tributária que tramita na Câmara e reduzir ou acabar com a contribuição patronal para o INSS. Os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Ted Conti (PSB-ES), por exemplo, propõem que a parcela inicial dos rendimentos do trabalho correspondente a um salário mínimo seja desonerada. No caso de um trabalhador que recebe dois mínimos, metade seria desonerada, e outra, tributada pelo regime normal.

Haveria ainda redução das contribuições para o INSS, ao longo de dez anos. Ao final do prazo, a contribuição dos empregados seria reduzida para 3%, a dos empregadores, para 6%, e a dos contribuintes individuais, para 9%. O custo seria de 1% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo os autores, coberto pelo aumento das contribuições gerado pela maior formalização do trabalho. O deputado Enrico Misasi (PV-SP), em uma emenda elaborada em conjunto com a Abat (Associação Brasileira de Advocacia Tributária), propõe alíquotas regressivas, de acordo com as médias salariais e o número de empregados, de 11%, 13% e 15%. Para prestadores de serviços em geral, haveria alíquota única de 13%. Aplicativos intermediadores de serviços pagariam 5% sobre as comissões a pessoas sem vínculo empregatício.

Alexis Fonteyne (Novo-SP) sugere que a parcela da União no novo tributo sobre o consumo, previsto na reforma da Câmara, seja a fonte de custeio da seguridade social, incluindo INSS, e do Sistema S. O deputado Sidney Leite (PSD-AM) propõe transferir a contribuição patronal para o Imposto de Renda. Há emendas que permitem a empresas de serviços abater do imposto sobre bens e serviços as contribuições sobre a folha, dos deputados Laércio Oliveira (PP-SE), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e Alexis. Evandro Roman (PSD-PR) propôs o abatimento para empresas prestadoras de serviços terceirizados.

Folhapress

13 de setembro de 2019, 19:42

ECONOMIA Paulo Guedes promete avançar com grandes privatizações no ano que vem

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que criará um sistema para acelerar as privatizações no ano que vem, um “fast track”, em coletiva de imprensa para correspondentes estrangeiros, no prédio do ministério no Rio. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, teve acesso ao áudio ao fim da entrevista. Segundo Guedes, a meta de desestatização para este ano, de R$ 80 bilhões, já foi praticamente alcançada. As grandes vendas, porém, são esperadas para o ano que vem. “Nossa meta de privatização de R$ 80 bilhões praticamente foi atingida antes do fim do ano, com BR Distribuidora e outras pequenas desestatizações. As maiores vamos avançar no ano que vem, vamos criar um fast track (sistema de aceleração dos processos) para as privatizações, para acelerá-las”, afirmou. Guedes abriu a entrevista fazendo um balanço dos seus pouco mais de oito meses no governo. Segundo ele, a gestão de Jair Bolsonaro é formada por uma aliança de conservadores nos costumes e liberais na economia. Ele comemorou avanços no Mercosul e nas negociações com a União Europeia, com destaque para as negociações com o Efta, grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. “Estamos conversando agora com Cingapura, Coreia, Canadá e também com os americanos”, complementou. De acordo com o ministro, em um ano e meio, o Brasil vai reindustrializar sua estrutura produtiva, em cima da energia barata. “Vamos trazer de US$ 13 para US$ 6 o milhão de BTU de gás, pelo menos, nesse momento inicial, que é o preço na Europa e Japão”, afirmou. Sobre a reforma da Previdência, disse que “efetivamente está sendo feita, está nos momentos finais no Congresso”.

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2019, 18:45

ECONOMIA Site da Caixa para consulta do FGTS já teve 70 milhões de acessos

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Caixa

No primeiro dia para o Saque Imediato do FGTS, 70 milhões de brasileiros já acessaram o site elaborado pela Caixa Econômica para tirar dúvidas e consultar o extrato. Os outros canais também tiveram alta demanda. Foram 7 milhões de downloads do aplicativo, 45 milhões de consultas pelo internet banking Caixa e 27 milhões de ligações no 0800 724 2019. A Caixa iniciou nesta sexta-feira, 13, o pagamento de R$ 500 do benefício para correntistas. De acordo com o banco, 33 milhões receberão o crédito automático na conta poupança. Na última quinta-feira, 12, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, classificou a operação como a “maior liberação de recursos da história do Brasil”. “A cada duas semanas, vamos liberar cerca de R$ 5 bilhões. A Caixa está preparada para atender a população com tranquilidade”, afirmou em vídeo para redes sociais.

Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2019, 10:23

ECONOMIA Setor de serviços cresce 0,8% no mês de julho, segundo IBGE

O setor de serviços no Brasil cresceu 0,8% no mês de julho com relação ao mês anterior, informou nesta quinta-feira (12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em divulgação de sua pesquisa mensal.
Segundo o IBGE, 25 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviço em julho de 2019. São Paulo (1,1%), Rio de Janeiro (2,4%) e Distrito Federal foram os destaques. Os dois primeiros se recuperaram de perdas observadas em junho, enquanto o terceiro havia demonstrado queda entre maio e junho.  Pernambuco (-0,7%) e Rondônia (-0,4%) tiveram os únicos registros negativos do período. Em comparação com julho de 2018, o avanço dos serviços no Brasil foi de 1,8%, o que representa a quarta taxa positiva do ano.

No acumulado de 2019, os serviços tiveram expansão de 0,8%, também relacionada ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, o IBGE destacou que ainda há ressalvas. “A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 0,7% em junho para 0,9% em julho de 2019, assinalou ganho de ritmo, mas ainda não mostra trajetória clara de recuperação, já que em maio chegou a avançar 1,1%”, disse o instituto.

No acumulado do ano, três das cinco atividades de divulgação demonstraram expansão: informação e comunicação (2,8%), serviços prestados às famílias (4,5%) e outros serviços (4,4%).
Serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) foram os registros negativos do período.  Mais da metade (54,2%) dos 166 serviços investigados também cresceram, de acordo com o IBGE.

Folhapress

11 de setembro de 2019, 21:40

ECONOMIA Saiba como fica a reforma tributária do governo sem uma nova CPMF

Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro da Economia, Paulo Guedes

A saída de Marcos Cintra do comando da Receita Federal deve destravar o andamento da reforma tributária no Congresso Nacional e tirar a “cara de CPMF” da proposta do governo, que enfrentava resistências dos parlamentares antes mesmo de ser enviada. A equipe econômica, porém, não desistiu da ideia de desonerar a folha de pagamento das empresas e estuda agora qual será o melhor caminho para compensar a perda de arrecadação com a medida. Hoje, as empresas pagam como tributo 20% sobre o total dos salários dos seus funcionários. Guedes defende reduzir a contribuição como forma de estimular a geração de empregos no País. A tese é que, com custo menor, os empresários contratariam mais. Uma das alternativas é começar a fazer a desoneração da folha de forma bem mais gradual. A equipe econômica já vinha preparando um programa para desobrigar empresas de pagar impostos sobre a folha na contratação de jovens e pessoas que estão sem carteira assinada há mais de dois anos. A iniciativa tem sido chamada de “Emprego Verde e Amarelo” e significaria um início mais focalizado da medida de desoneração. Essa desoneração inicial poderia ser bancada com recursos do Sistema S. Assim, o governo ganharia tempo para trabalhar melhor no Congresso a possibilidade de emplacar a ideia de uma Contribuição de Pagamentos (CP), tributa nos moldes da extinta CPMF, com alíquota reduzida no futuro. Outra possibilidade seria usar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que pretende unificar até cinco tributos federais, para fazer essa compensação. A intenção da equipe econômica é promover uma desoneração inicial mais restrita, mas capaz de impulsionar a geração de empregos. Isso daria mais força política ao governo para defender a extensão da medida e aprovar uma forma de financiá-la. Caso opte pelo adicional no CBS, seriam cinco a seis pontos porcentuais a mais para que essa contribuição possa suprir a perda de arrecadação desoneração da folha pretendida por Guedes, segundo apurou o Estado com fontes da equipe econômica. O temor, porém, é que a alíquota fique tão elevada que supere países da União Europeia que já têm as maiores cobranças de um imposto unificado sobre bens e serviços. Para unificar os tributos federais sobre consumo (PIS e Cofins num primeiro momento e IPI no futuro), a equipe econômica calculava a necessidade de fixar uma alíquota de 15%. Mas a equipe de Guedes tem trabalhado para atrair Estados e municípios para dentro da proposta, o que levaria essa alíquota a 25% (com uma fatia menor que os 15% para a União justamente para incentivar a adesão). Caso o CBS precise compensar a desoneração da folha, a cobrança poderia ser ainda maior. Na nota em que confirmou a demissão de Cintra, a Economia reafirmou o compromisso com a desoneração da folha das empresas. “A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, diz o comunicado. Com a saída de Cintra, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, deve assumir de vez a negociação política da reforma tributária. Ele já tem participado das discussões sobre o tema nas últimas semanas e também estava na reunião de terça-feira (10) entre Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na sede do Ministério da Economia. Marinho é considerado um grande negociador no Congresso. Ele foi relator da reforma trabalhista, sancionada em 2017, e se empenhou neste ano para a aprovação da reforma da Previdência pelos deputados. No encontro, que acabou após as 22h, Maia cobrou a proposta de reforma do governo e comunicou ao ministro que o anúncio feito pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva, não foi bem aceito no Parlamento. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, os dois discutiram porque Maia comunicou que ia se posicionar publicamente contra a medida.

Estadão Conteúdo