22 de março de 2017, 08:20

ECONOMIA Retirada de servidores da reforma da Previdência tem impacto zero, diz Dyogo

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou na noite desta terça-feira (21) que o recuo do governo ao retirar os servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência terá impacto zero nas contas federais. Dyogo negou que a mudança de planos prejudicará o ajuste fiscal dos Estados, negociado desde o ano passado pela União. “A retirada de servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência tem impacto zero. O impacto para as contas do governo federal é zero”, repetiu, após mais de sete horas e meia de audiência pública na Comissão Especial da Câmara que discute a reforma. Questionado se o recuo anunciado no começo da noite desta terça-feira pelo presidente Michel Temer não prejudica o ajuste fiscal dos entes federativos, já que as previdências estaduais estão no centro das dificuldades financeiras de diversos governos regionais, Dyogo respondeu que caberá a esses governos cumprirem o que já foi acordado com a União, fazendo suas próprias reformas. “O governo achava que daria uma contribuição para ajuste fiscal dos Estados, mas os governos estaduais possuem os meios necessários para fazerem seus ajustes”, respondeu. O ministro também rebateu a tese de que a retirada de mais uma categoria da reforma – a exemplo dos militares, que nem entraram no projeto – dificultaria o discurso do governo de unificar as regras para todos os trabalhadores. “Existem esferas diferentes. A igualdade de tratamento está mantida na esfera federal”, afirmou. Após o anúncio de Temer, parlamentares da base de apoio ao governo na Comissão Especial elogiaram a decisão do Planalto, tomada em conjunto com os líderes dos partidos que apoiam a reforma da Previdência. Já os deputados da oposição consideraram que esse recuo – causado pela pressão dos servidores estaduais e municipais sobre os deputados da base governista – é o começo da derrota do projeto no Parlamento.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2017, 19:31

ECONOMIA Meirelles diz que não terá decisão sobre correção da tabela do IR nesta quarta

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo não anunciará a correção da tabela do Imposto de Renda nesta quarta-feira, 22, quando será divulgado o corte no orçamento de 2017. “Não há pressa nessa decisão”, afirmou, ressaltando que qualquer mudança só valerá para as declarações de 2018.O ministro disse que o tamanho do contingenciamento não está fechado e que a equipe econômica se reunirá amanhã de manhã para fechar as contas. Segundo Meirelles, o número final dependerá de hipóteses referentes à arrecadação, como as projeções para o programa de repatriação, programa de regularização tributária, leilões de infraestrutura e com o aumento da atividade econômica.”Estamos refinando os números, pegando os últimos dados disponíveis para ter a melhor previsão possível. É preferível não ter aumento de tributo, mas se precisar, vamos fazê-lo”, afirmou.Apesar de nesta quarta-feira, 22, o governo apresentar novas projeções para o PIB neste ano, o ministro disse que não está sendo calculado nenhum tipo de impacto da Operação Carne Fraca na economia. “Precisamos ver quais serão os desdobramentos disso”, explicou.Meirelles comentou declarações dadas pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, ao jornal Folha de S.Paulo, de que o corte ficaria entre R$ 30 bilhões a R$ 35 bilhões. “Essa certamente é a opinião do líder”, afirmou.

21 de março de 2017, 13:45

ECONOMIA Dyogo diz que corte no Orçamento deve ser anunciado na quarta-feira, 22

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o corte do Orçamento será anunciado na quarta-feira, 22, às 16 horas. Segundo ele, o governo não tomou ainda todas as decisões e por isso o tamanho do contingenciamento ainda não está tomado. Dyogo Oliveira informou que o corte será do tamanho necessário ao cumprimento da meta fiscal.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2017, 11:40

ECONOMIA Juros altos fazem procura por crédito cair 4% em fevereiro

Em todo o país, a procura dos consumidores por crédito caiu 4% em fevereiro ante janeiro, segundo levantamento divulgado hoje (21), em São Paulo, pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Na comparação com fevereiro de 2016, a retração ficou em 8,4%.No acumulado de 12 meses, a redução da procura por empréstimos acusa queda de 9,5%. O indicador é elaborado com base na quantidade de consultas aos cadastros de pessoas físicas disponíveis no banco de dados do serviço.Segundo o SCPC, apesar da economia mostrar alguns sinais de melhora, ainda apresentam impacto na demanda por crédito fatores como as altas taxas de juros e desemprego elevado. No entanto, a empresa avalia que a perspectiva de redução dos juros e da inflação deve possibilitar a volta da procura por crédito a partir da segunda metade do ano.

Agência Brasil

20 de março de 2017, 21:45

ECONOMIA Mais de 4,2 milhões de contribuintes entregaram declaração do Imposto de Renda

Mais de 4,2 milhões de contribuintes acertaram as contas com o Leão em 19 dias de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2017. Segundo balanço divulgado pela Receita Federal, 4.222.187 declarações foram recebidas até as 17h de hoje (20), de um total de 28,3 milhões de documentos esperados.O prazo de entrega começou no último dia 2 e vai até as 23h59min59s de 28 de abril. O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal. A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado.Neste ano, a declaração do Imposto de Renda teve uma série de mudanças. As principais são a redução da idade mínima, de 14 para 12 anos, na apresentação do CPF de dependentes e a incorporação do Receitanet, programa usado para transmitir a declaração, ao programa gerador do documento.Precisa ainda declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50; quem pretende compensar prejuízos do ano-calendário 2016 ou posteriores ou quem teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 300 mil.A Receita Federal pagará a restituição do IRPF em sete lotes, entre junho e dezembro deste ano. O primeiro lote será pago em 16 de junho, o segundo em 17 de julho e o terceiro em 15 de agosto. O quarto, quinto e sexto lotes serão pagos, respectivamente, em 15 de setembro, 16 de outubro e 16 de novembro. O sétimo e último lote está previsto para ser pago em dezembro.Ao fazer a declaração, o contribuinte deve indicar a agência e a conta bancária na qual deseja receber a restituição. Idosos, pessoas com deficiência física, mental ou doença grave têm prioridade para receber a restituição.

20 de março de 2017, 19:20

ECONOMIA Mais de 3 mi de trabalhadores sacaram R$ 4,8 bi de contas inativas do FGTS

Nos primeiros sete dias após a abertura do calendário para saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mais de 3 milhões de trabalhadores sacaram R$ 4,81 bilhões. Os valores foram creditados diretamente na conta-corrente dos beneficiados, ou sacados nas agências da Caixa Econômica Federal.Desde o último dia 10, trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro que têm direito ao saque podem receber os valores, depositados por empresas com as quais eles não têm mais vínculo. A partir de 10 de abril, poderá sacar o dinheiro quem faz aniversário em março, abril e maio.O prazo limite para saque vai até 31 de julho, de acordo com o calendário estipulado pela Caixa. O banco informou que já receberam os valores 3,28 milhões dos 4,8 milhões de trabalhadores que têm direito ao primeiro lote. A estimativa é que eles saquem quase R$ 7 bilhões dos R$ 35 bilhões que, segundo as expectativas do governo, devem ser injetados na economia com a medida.

Agência Brasil

20 de março de 2017, 09:54

ECONOMIA Projeção para Selic no fim de 2018 cai de 8,75% ao ano para 8 50% ao ano

O mercado financeiro revisou o cenário para a trajetória do juro e prevê que o ciclo de afrouxamento realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) será um pouco mais intenso em 2018. A pesquisa semanal do Banco Central concluída em 17 de março mostra que a mediana das previsões para o patamar do juro básico no fim deste ano seguiu em 9,00%. Para 2018, no entanto, a expectativa foi reduzida pela segunda semana seguida, de 8,75% para 8,50%. Há um mês, o mercado esperava Selic em 9,50% e 9%, respectivamente, para o fim de 2017 e 2018. No relatório Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 20, a expectativa de Selic média em 2017 caiu de 10,63% para 10,41%. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o ano era de 10,75%. Para 2018, a previsão de Selic média recuou de 9,00% para 8,75%, ante 9,00% de um mês antes. No grupo dos analistas que mais acertam as projeções no médio prazo, o chamado Top 5, a previsão para o patamar para a taxa Selic no fim de 2017 foi reduzida de 9,00% para 8,50%, ante 9 50% de um mês atrás. Para 2018, o Top 5 diminuiu a expectativa para o juro de 9,00% para 8,50%, ante 9,38% de um mês atrás.

Estadão

20 de março de 2017, 09:00

ECONOMIA Mercado reduz projeção da inflação de 4,19% para 4,15% este ano

O mercado financeiro reduziu, pela segunda vez consecutiva, a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,19% para 4,15%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central (BC), e divulgada às segundas-feiras. A estimativa para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a projeção não foi alterada – continua em 4,5%. A estimativa de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano foi mantida em 0,48%. Para o próximo ano, passou de 2,4% para 2,5%. Para o mercado financeiro, a taxa Selic encerrará 2017 em 9% ao ano. Para o final de 2018, a expectativa caiu de 8,75% para 8,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

20 de março de 2017, 07:33

ECONOMIA Orçamento deve sofrer supercorte de até R$ 65 bilhões

Foto: Reprodução

Por exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deverá ser obrigado a anunciar um “supercorte” inicial do Orçamento e calibrar o valor ao longo do ano de acordo com um cronograma de medidas de aumento de receita. Os números ainda preliminares apontam que a tesourada pode ficar numa faixa entre R$ 60 bilhões e R$ 65 bilhões, a depender das decisões que serão tomadas nos próximos dois dias. Nenhuma medida poderá ser incluída no relatório bimestral de receitas e despesas, previsto para o dia 22, sem antes ter sido efetivamente aprovada. O relatório dará o tamanho do corte. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que retornou da Alemanha, onde participou da reunião do G-20, vai tomar pé das propostas para levar ao presidente Michel Temer, a quem cabe bater o martelo. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o contingenciamento deverá estar vinculado a duas listas de receitas que são previstas, mas ainda incertas. Uma de aumento de alíquota de tributos e outra de receitas esperadas com privatizações, venda de ativos e concessões. À medida que elas forem sendo adotadas, como no caso de venda de ativos, o governo vai reduzindo o corte inicialmente previsto.Dessa forma, a possibilidade de uma elevação de tributos, como está sendo desenhada pela equipe econômica, só poderá entrar na conta para atenuar o corte do Orçamento se a medida for adotada até a data do envio ao Congresso do relatório bimestral. Medidas de aumento de receita que forem estabelecidas por meio de projeto de lei só poderão ser incluídas para reduzir o tamanho do corte depois que a proposta estiver aprovada no Congresso.

AE

19 de março de 2017, 12:25

ECONOMIA Com a crise, fiado volta a ganhar força

A velha e tradicional compra na caderneta para pagar só no final do mês voltou a ganhar força no último ano por causa da recessão. Em 2016, até meio milhão de famílias começaram a adotar o pagamento fiado para abastecer a despensa com itens básicos, como alimentos e produtos de higiene e limpeza, e driblar o aperto no orçamento doméstico.No ano passado, 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras nos mercadinhos de bairro, padarias e açougues, segundo pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel, que visita mensalmente 11,3 mil domicílios. A amostra retrata os hábitos de consumo das 52 milhões de famílias do País. No ano anterior, 13,5 milhões de famílias tinham usado ao menos uma vez a caderneta como forma de pagamento.“A tendência era de o fiado ir desaparecendo, mas voltou a crescer no último ano”, afirma a diretora Comercial e de Marketing da consultoria, Christine Pereira. Ela lembra que, apesar de porcentualmente o aumento ser pequeno, de 26% para 27% das famílias pesquisadas, nove anos atrás esse número era bem maior: 45% das famílias faziam as compras de itens básicos anotando na caderneta e quitavam a conta no fim do mês.O avanço do fiado também é apontado pela consultoria Nielsen, que visita duas vezes ao mês 8,2 mil domicílios. Com metodologia diferente, os números das duas pesquisas ficam distantes, mas a tendência de crescimento é a mesma. “Identificamos que 1,178 milhão de donas de casa compraram fiado ao menos uma vez ao longo de 2016 em todo Brasil”, diz Raquel Ferreira, especialista em Conhecimento do Consumidor da consultoria. Ela observa que, deste total, 226,5 mil novos consumidores também passaram a adotar essa forma de pagamento no último ano.A especialista lembra que até 2015 essa modalidade de pagamento caía, em média, 6% ao ano. Ela atribui a virada ao aumento do desemprego. Christine concorda com Raquel e ressalta que a volta do fiado é uma alternativa do consumidor ao bolso apertado por causa da crise. Segundo ela, quando o tripé renda, emprego e inflação estavam bem, o consumo ia de vento em popa. Mas nos dois últimos anos os três pilares fracassaram e as compras recuaram. A saída foi buscar alternativas como a compra por caderneta. Esse movimento, segundo ela, explica o avanço do fiado por conta da crise.De toda forma, Christine considera muito grande ainda o uso da caderneta no País. Pesquisa da Kantar Worldpanel aponta que a caderneta é o quarto meio de pagamento escolhido pelo brasileiro nas compras de produtos básicos, perdendo para o dinheiro, o cartão de crédito e o cartão de débito, mas ainda à frente do cheque e do tíquete alimentação.

Estadão Conteúdo

19 de março de 2017, 08:39

ECONOMIA Comunicado do G-20 mostra progressos, diz Meirelles

Apesar de ter mostrado um recuo em relação ao documento anterior principalmente na questão do protecionismo comercial, o comunicado dos 20 países mais ricos do mundo (G-20) mostrou um progresso em relação ao ponto de partida do encontro de ministros e presidentes de bancos centrais em Baden-Baden, na Alemanha.”O comunicado foi um avanço importante, já que declara que o comércio internacional favorece o crescimento e ele mostra progresso em relação a onde começamos a reunião”, disse Meirelles. “Alguns previam um impasse, o que não aconteceu”, continuou em relação a expectativas de que, por falta de consenso, o tema comércio pudesse ser sumariamente excluído do texto, o que não ocorreu.Essa avaliação sobre o progresso do texto final durante os dois dias de reuniões foi feita há pouco pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista a jornalistas.O documento divulgado na tarde de hoje revela que as autoridades financeiras globais não conseguiram chegar a um acordo sobre uma linguagem que condenasse as políticas comerciais protecionistas, sinal de uma ruptura entre o novo governo dos EUA e outros parceiros globais. A declaração diz que os governos estavam “trabalhando para fortalecer a contribuição do comércio para nossas economias”, mas não mencionou a promessa anterior de rejeitar práticas protecionistas.O ministro observou que, como tomou posse recentemente, o novo governo dos Estados Unidos pode alegar que ainda não possui uma posição elaborada. Para ele, esta é uma “evolução normal”, na medida em que todos os países não pensam o tempo todo a mesma coisa. Ele voltou a dizer que relatou a situação brasileira do passado, quando a economia era mais fechada, e mostrou que as consequências para a economia doméstica não foram positivas com essa postura. “O Brasil já defendeu o protecionismo e hoje é favorável à abertura comercial”, comparou.

AE

18 de março de 2017, 12:40

ECONOMIA Ilan: reação sobre recuperação do País poderia ser morna, mas foi positiva

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, relatou neste sábado, 18, que a recepção na reunião financeira do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) à retomada econômica brasileira foi mais positiva do que o imaginado. “Não que eu imaginasse uma reação negativa, mas poderia ser morna, ok, e não foi”, relatou a jornalistas ao final do encontro.Os motivos para a retomada da atividade no Brasil, segundo Goldfajn, são as reformas e a melhora do ambiente externo. “há uma percepção de que a recuperação vem junto com esse crescimento no mundo”, disse ele, citando que esta é uma das três conclusões a que chegou após o encontro no G-20.O presidente do BC descreveu o que falou ao grupo sobre a recuperação da economia doméstica e a queda da inflação no Brasil. “Falamos das reformas, da conjuntura com a economia se recuperando, a inflação caindo e que a percepção de risco em relação ao Brasil está melhorando. Um exemplo disso é o CDS (Credit Default Swap, um derivativo de proteção que mede a disposição do investidor de arriscar em um ativo) e dei alguns números para todos entenderem”, citou.A primeira grande percepção sobre o G-20, de acordo com ele, é que todas as regiões do mundo indicam melhora em termos de atividade. “Todo mundo está dando sinal de que momento econômico é bom e até mais positivo do que eu esperava receber”, avaliou. Ele falou que os discursos de recuperação da atividade mundial foram bem claros e acrescentou: “não é que os riscos desapareceram, mas a ênfase mudou”.A segunda, continuou, é a intenção de todos os países continuarem a trabalhar junto, sem rupturas. Sobre eventuais as diferenças entre a China e os Estados Unidos, principalmente em relação à abertura comercial, Goldfajn mostrou um tom tranquilo. “Não senti clima de antagonismo, mas de necessidade de conviver. Não vai ser bom para ninguém se houver conflito”, declarou.

Estadão Conteúdo

17 de março de 2017, 20:10

ECONOMIA Petrobras reajusta preço de botijões de até 13 kg

Foto: Reprodução

A Petrobras informa que reajustará os preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg em 9,8%, em média. O reajuste entra em vigor à zero hora da próxima terça-feira, 21.O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia estima que o botijão de 13 kg pode subir 3,1% ou cerca de R$ 1,76 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. A empresa destaca ainda que o último reajuste feito por ela ocorreu em 1 de setembro de 2015.A correção atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, ressalta a empresa.

17 de março de 2017, 16:15

ECONOMIA TCU quer ouvir ex-gestores da Petrobras sobre prejuízos na refinaria de Pasadena

Foto: Reprodução

A refinaria de Pasadena, no Texas (EUA)

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a oitiva de três ex-gestores da Petrobras para apurar um provável prejuízo de US$ 33,81 milhões, referente a passivos tributários e trabalhistas na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Eles devem apresentar justificativas sobre a dispensa indevida da cobrança de passivos, que seriam de responsabilidade exclusiva do grupo belga Astra Oil. O processo é uma das três tomadas de contas especiais instauradas pelo TCU para apurar os prejuízos decorrentes da compra da refinaria pela Petrobras, iniciada em 2006, e concluída em 2012. As oitivas determinadas pelo TCU têm como objetivo esclarecer a responsabilidade dos então representantes da Petrobras no Conselho de Administração de Pasadena, Alberto da Fonseca Guimarães, Gustavo Tardin Barbosa e Giampaolo Di Donato, ao assumirem essas dívidas pela estatal. Segundo o relatório do ministro Vital do Rêgo, a Petrobras alega que tentou registrar formalmente a operação relativa aos passivos, por meio de um aditivo, mas que o grupo Astra recusou-se a assinar o documento. Os advogados dos três executivos argumentam que os então gestores da Petrobras não tinham nenhuma autoridade sobre o grupo Astra, não tendo como obrigá-los a assinar o aditivo que estava sendo negociado.

Agência Brasil

17 de março de 2017, 10:30

ECONOMIA Empresas têm até hoje para entregar declaração da Rais

O prazo para entrega da declaração da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016 termina hoje (17). O envio do documento é obrigatório para todas as empresas que estavam com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo na Receita Federal no ano passado, com ou sem empregados, e a todos os estabelecimentos com Cadastro de Empresa Individual (CEI) que têm funcionários. Microempreendedores Individuais (MEI) só precisam declarar a Rais se tiverem empregados. A Relação Anual de Informações Sociais é a fonte de informação mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil. Nela constam dados como o número de empresas, em que municípios estão localizadas, o ramo de atividade e o número de empregados. Ela também informa quem são os trabalhadores brasileiros, em que ocupações estão, quanto ganham e qual o tipo de vínculo que têm com as empresas – se são contratados por tempo indeterminado, temporários, servidores públicos ou estão ocupando cargos comissionados. O Ministério do Trabalho lembra que o governo usa os dados da Rais na elaboração de políticas públicas de emprego e para pagar o abono salarial aos trabalhadores. Quem não entregar a declaração no prazo estabelecido ou fornecer informações incorretas pagará multa. Os valores variam conforme o tempo de atraso e o número de funcionários e vão de R$ 425,64 a R$ 42.641,00.

Agência Brasil