25 de março de 2017, 12:00

ECONOMIA Previ tem primeiro superávit em 5 anos

A Previ fechou 2016 com superávit de R$ 2,19 bilhões em seu principal plano. Foi o primeiro resultado anual no azul em cinco anos, reduzindo o déficit acumulado da fundação para R$ 13,9 bilhões. Apesar disso, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil ainda corre o risco de ter de pedir contribuições extraordinárias dos participantes do Plano 1, o maior e mais antigo do fundo. Isso porque o déficit ajustado, obtido após a precificação dos títulos na carteira do fundo, ficou acima do limite de tolerância da Previc, órgão regulador do setor. Na prática a Previ terá de lidar com um rombo de R$ 1,44 bilhão ao longo de 2017 para evitar a cobrança de aportes extras. ”Estamos bastante confiantes. No ano passado, a gente não implementou (o plano de equacionamento) com R$ 2,9 bilhões. Este ano é metade disso”, disse o presidente da Previ, Gueitiro Genso em apresentação dos resultados aos participantes do Plano 1. Ao comentar os resultados da Previ, o executivo destacou a superação da meta atuarial (de rentabilidade) de 11,91%, apesar do cenário adverso em 2016. Genso citou o impeachment, a CPI dos Fundos de Pensão o aprofundamento da Operação Lava Jato e eventos externos como o Brexit e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. A retomada da atividade econômica foi adiada e o País fechou o ano com queda de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a segunda seguida. No Plano 1, a rentabilidade foi de 15,03%, enquanto no Previ Futuro (plano de contribuição definida) atingiu 22,52%. O principal plano da fundação terminou o ano passado com patrimônio de R$ 160,6 bilhões, enquanto o Previ Futuro fechou com R$ 9,46 bilhões, somando R$ 170 bilhões em ativos. Genso destacou a recuperação do valor dos principais ativos da Previ em renda variável. Juntos, Vale, Banco do Brasil, Neoenergia, Petrobrás e Bradesco retomaram R$ 6,6 bilhões, após perdas de R$ 13,4 bilhões em 2015. “As dificuldades que enfrentamos em 2015 eram conjunturais.”

Agência Brasil

25 de março de 2017, 11:45

ECONOMIA China anuncia retomada das importações de carne brasileira

Foto: Divulgação

O ministro Blairo Maggi

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que a China anunciou hoje (25) a “reabertura total do mercado de carnes brasileiras”. O país suspendeu as importações de carnes do Brasil no início da semana, após a deflagração da Operação Carne Fraca pela Polícia Federal (PF). As investigações da PF apontaram a existência de esquema criminoso que envolve empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo. Em nota, assinada pelo ministro Blairo Maggi, a pasta destaca que a decisão das autoridades chinesas de retomar as importações de carne brasileira resulta de negociações intensas. “Nos últimos dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Itamaraty e a rede de embaixadas do Brasil no exterior trabalharam incansavelmente para o êxito que se anuncia hoje.” “Trata-se de atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora”, destaca o ministro. Na nota, Blairo Maggi agradece o “gesto de confiança” da China e ressalta que o país asiático nunca fechou mercado aos produtos brasileiros, “apenas tomou medidas preventivas para que tivéssemos a oportunidade de oferecer todas as explicações necessárias e garantir a qualidade da nossa inspeção sanitária”. Para o ministro, “a regularização do ingresso da carne brasileira na China mostra o espírito de confiança mútua entre os dois países e a disposição para dialogar com boa-fé”.

Agência Brasil

24 de março de 2017, 20:02

ECONOMIA Presidente do BC diz que reforma da Previdência é necessária para reduzir juros

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Abr

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse hoje (24) que as reformas estruturais, incluindo a da Previdência, são importantes para a redução dos juros e o crescimento econômico. Ao falar na aula inaugural do curso de graduação em economia da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (EPGE-FGV), Goldfajn afirmou que a política econômica em curso no país está na direção certa e que há sinais de estabilização que podem levar à recuperação da economia. Para Goldfajn, a reforma da Previdência poderá ajudar o país a alcançar uma taxa de juros neutra, que incentive o crescimento da economia sem gerar inflação.A projeção para o último trimestre deste ano, em comparação aos últimos três meses do ano passado, indica crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) perto de 2,5%, com expectativa de expansão maior em 2018. “De fato, [a economia] está andando ”, disse. “A gente não está mais andando para trás. As políticas não estão gerando distorções. Estamos no caminho certo.”O papel do Banco Central é trazer a inflação para a meta definida pelo governo, de 4,5% atualmente, que a instituição procura atingir usando instrumentos clássicos, como a redução ou oO aumento da taxa básica de juros (Selic) no curto prazo. Nesse sentido, Goldfajn disse que a ancoragem de expectativas é relevante. “Não adianta olhar para o passado. A política monetária tem que olhar para a inflação para a frente.”Goldfajn disse que, no meio do ano, o país poderá ter inflação mais baixa que a meta, mas ressaltou que depois a taxa deve subir novamente. “A inflação hoje está ancorada. Em consequência disso, pode-se começar o processo de flexibilização da política monetária, que significa baixar os juros”, explicou Goldfajun. Segundo ele, esse processo “é muito diferente de flexibilizar e tentar ancorar depois”.

24 de março de 2017, 12:05

ECONOMIA Gastos de brasileiros no exterior sobem 61,7% em fevereiro

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,360 bilhão em fevereiro deste ano, informou hoje (24), em Brasília, o Banco Central (BC). O resultado é 61,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os brasileiros desembolsaram US$ 841 milhões.Nos dois primeiros meses do ano, as despesas ficaram em US$ 2,939 bilhões, 74,8% acima dos gastos registrados no primeiro bimestre de 2016 (US$ 1,681 bilhão).Já as receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 535 milhões em fevereiro e em US$ 1,196 bilhão nos dois meses do ano, contra US$599 milhões e US$ 1,249 bilhão ,respectivamente em iguais períodos de 2016.Com esses resultados das despesas de brasileiros no exterior e as receitas de estrangeiros no Brasil, a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 824 milhões no mês passado, e em 1,743 bilhão no primeiro bimestre.
A projeção do Banco Central para o saldo negativo da conta de viagens este ano subiu de US$ 10,5 bilhões para US$ 12,5 bilhões.

Agência Brasil

24 de março de 2017, 11:24

ECONOMIA Fiesp critica ministro por possível alta de tributos

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) retoma o pato inflável, símbolo da campanha da entidade no ano passado contra aumento de impostos, para um recado dirigido ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Na quarta-feira, 22, o ministro deixou clara a necessidade de elevar tributos para fechar as contas deste ano e garantir o cumprimento da meta fiscal.Em anúncios publicados nesta sexta-feira, 24, na imprensa, com o título “O que é isso, ministro?”, a Fiesp afirma que “causa total indignação a fala do ministro da Fazenda, que preanuncia aumento de impostos”. O texto considera a medida “descabida”, pois vai na “contramão do momento brasileiro”.Em entrevista nesta quinta-feira, 23, à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reforçou ser contrário ao aumento de impostos num momento em que “estamos apoiando a modernização da legislação, a busca de competitividade, a retomada do crescimento econômico, redução de juros, destravamento do crédito, melhor gestão governamental e combate à corrupção”.O empresário disse esperar que a fala do ministro tenha ocorrido num momento de fraqueza e que ele já tenha se arrependido. Para Skaf, um país que arrecada R$ 2 trilhões em impostos não precisa recorrer a novas altas.”Os governos devem buscar eficiência, melhor gestão, combate à corrupção, e não buscar aumento de impostos”. Skaf disse ainda que o pato estava em vigília, mas já comprou uma passagem para Brasília. “Ele estará a postos, se necessário”.

Estadão Conteúdo

24 de março de 2017, 11:10

ECONOMIA Varejistas deixam de vender carnes de marcas investigadas

Foto: Alex Silva/AE

Grandes redes de supermercados retiraram das prateleiras os produtos fabricados pelos frigoríficos interditados pela Polícia Federal (PF) na Operação Carne Fraca para blindar os clientes do risco de vender itens contaminados.O Carrefour informou, por meio de nota, que “retirou preventivamente das lojas os produtos das plantas interditadas”. A empresa frisa que procedimento se refere às fábricas investigadas, mas não às marcas. A companhia não detalhou os volumes removidos nem o destino dos produtos.O concorrente Walmart também retirou das lojas os produtos suspeitos de contaminação. Em seu comunicado, a empresa afirma que “suspendeu preventivamente a venda em suas lojas dos produtos oriundos das plantas frigoríficas interditadas na Operação Carne Fraca”. A rede varejista informou que tinha relação comercial contínua apenas com uma das três plantas que tiveram a produção interrompida, pertencente ao frigorífico Peccin. O GPA, dono das bandeiras Pão de Açúcar, Extra e Assaí, informou, por meio de nota, que também suspendeu a compra das três unidades industriais interditadas, duas no Paraná e uma em Goiás.
A rede varejista não detalhou, no entanto, se os itens fabricados nessas plantas foram recolhidos das lojas. “Recall no Brasil só pode ser determinado pela Anvisa mediante laudos técnicos comprovando contaminação ou problemas sanitários dos produtos. O que não aconteceu ainda – e continuamos aguardando para ver se há alguma orientação dos órgãos nesse sentido”, informou a nota.

Estadão Conteúdo

24 de março de 2017, 08:32

ECONOMIA Consumidores esperam inflação de 7,5% em 12 meses a partir de março, afirma FGV

A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 7,5% em março, informou nesta sexta-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. O resultado é ligeiramente inferior ao dado de fevereiro, quando estava em 7 6%.O indicador já acumula um recuo de 3,9 pontos porcentuais desde que atingiu o pico histórico de 11,4% em fevereiro do ano passado.”Após uma forte queda das expectativas de inflação, o indicador começa a se estabilizar em um novo patamar. O resultado reflete uma redução do ritmo de desaceleração da inflação acumulada em 12 meses e também a diminuição da intensidade do debate sobre o tema, uma vez que o cenário de convergência da inflação à meta tornou-se mais provável”, avaliou o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.Em março de 2017, a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo de 6,5% subiu para 45% do total. A proporção de consumidores indicando uma inflação abaixo da meta também cresceu, de 7,2% em fevereiro para 11,2% do total de entrevistados em março.A maior evolução no indicador ocorreu entre as famílias com faixa de renda superior a R$ 9.600,00 mensais, na qual a mediana de expectativa de inflação recuou 0,4 ponto porcentual em março, para 6,0%.O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Cerca de 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

AE

23 de março de 2017, 20:16

ECONOMIA Caixa anuncia novas condições para uso do rotativo do cartão de crédito

A Caixa Econômica Federal anunciou as novas condições para uso do rotativo do cartão de crédito, com vigência a partir de 3 de abril. De acordo com nota divulgada pelo banco, atendendo às exigências do Conselho Monetário Nacional (CMN) que limitam o uso do rotativo pelo período máximo de 30 dias, o valor não liquidado integralmente da fatura anterior estará totalmente contido no saldo para pagamento mínimo da próxima fatura.A Caixa manterá as opções vigentes para o pagamento da sua fatura mensal, ou seja, o valor mínimo, o valor total ou qualquer valor entre o mínimo e o total e, a partir do vencimento do dia 3/5/2017, terá ainda mais seis possibilidades de parcelamento do valor da fatura: em 4, 8, 12, 16, 20 ou 24 meses, à escolha do cliente. As taxas incidentes nas opções de parcelamento variam de 3,30% ao mês a 9,90% ao mês.A Caixa também oferecerá a opção do parcelamento automático do valor da fatura, que ocorrerá quando o cliente pagar qualquer valor abaixo do pagamento mínimo e diferente das seis opções de parcelamento citadas.”A Caixa estará totalmente adequada à nova sistemática para o produto cartão de crédito. A partir do dia 3 de abril, a rede de agências e Centrais de Atendimento telefônico estarão disponíveis para dirimir eventuais dúvidas dos clientes”, afirmou o diretor executivo de Cartões da Caixa, Márcio Recalde.

Estadão Conteúdo

23 de março de 2017, 13:01

ECONOMIA Atividade e emprego na indústria da construção continuam em queda, diz CNI

A atividade e o emprego na indústria da construção continuam em queda, embora tenham apresentado retração menos intensa nos últimos dois meses. “A longa trajetória de queda da atividade fez com que a indústria da construção operasse, em fevereiro, no menor nível de sua capacidade desde o início da pesquisa, em janeiro de 2012”, informou hoje (23) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a sondagem industrial da construção em fevereiro, o cenário de fraca atividade e alta capacidade ociosa mantém baixa a intenção dos empresários de investir. “Para os próximos meses, as perspectivas dos empresários para o setor ainda são negativas, embora o pessimismo seja inferior ao observado ao longo de 2016”, destacou o relatório. O indicador de nível de atividade atingiu 40,3 pontos em fevereiro, alta de 1 ponto em relação ao mês anterior. O indicador de número de empregados passou de 38,4 pontos em janeiro para 38,9 pontos em fevereiro.

Agência Brasil

23 de março de 2017, 12:36

ECONOMIA Alimentos, conta de luz e cigarros pressionam inflação, aponta FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a acelerar na terceira prévia de março com variação de 0,39%, resultado 0,04 ponto percentual acima do registrado na segunda apuração do mês (0,35%). Entre a primeira e a segunda pesquisa do mês, a taxa tinha apresentado uma a diferença de apenas um ponto percentual ao passar de 0,34% para 0,35%.O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.Em quatro das oito grupos pesquisados, foram constatados aumentos no ritmo de remarcação de preços com destaque para alimentação com alta de 0,42% ante 0,25%.Os itens que mais pressionaram essa classe de despesa foram os laticínios, que ficaram 1,02% mais caros sobre um aumento de 0,57%. Em habitação, o índice subiu de 0,72% para 0,94%, ainda sob a influência, principalmente, da conta de luz (de 2,91% para 4,62%). No grupo despesas diversas, a taxa passou de 0,70% para 0,80%, com a pressão vinda dos cigarros (de 0,94% para 1,32%) e, em saúde e cuidados pessoais, houve alta de 0,61% sobre uma elevação anterior de 0,56%. Neste último grupo, o motivo foi a correção de preços dos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,17% para 0,76%).

23 de março de 2017, 08:15

ECONOMIA Para analistas, alta de impostos é questão de tempo

Foto: Divulgação

O economista-chefe do Banco Safra e ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, disse nesta quarta-feira, 22, que os números apresentados ontem pelo governo em relação ao Orçamento são confiáveis, mas que o grande desafio é buscar efetivamente as receitas extraordinárias para cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões.A equipe econômica identificou um rombo de R$ 58,168 bilhões no orçamento, com o aumento das estimativas de despesas e a queda das receitas previstas. Mas os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, disseram que esse não será o contingenciamento total, visto que ainda há a expectativa de entrada de até R$ 18 bilhões em receitas extraordinárias que dependem de decisão judicial. Apesar do ruído gerado com o adiamento do anúncio do contingenciamento, Kawall avaliou que o fundamental é que o grau de transparência do governo é grande. Segundo ele, a cautela é necessária para evitar que se divulguem expectativas que não irão se confirmar, como acontecia na gestão anterior. “Ficamos mais seguros da exequibilidade dos números.” Sobre o aumento de impostos, o economista avaliou que essa será uma decisão de governo. “Se o governo achar que o contingenciamento é muito alto e que precisa de contribuição da receita, pode aumentar tributos”, afirmou. “Temos de esperar até a próxima semana.” O economista-chefe da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira, avalia que as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a possibilidade de o governo recorrer a aumento de impostos para cobrir o buraco das contas públicas, não deixam dúvidas de que a carga tributária vai subir. A dúvida agora reside em qual imposto será mexido, disse, Para ele, aumentos na Cide – o imposto dos combustíveis – e a recriação da CPMF são opções com boa chance de serem anunciadas. “Agora é questão de tempo para o governo anunciar qual tributo vai subir.” Para Marco Antonio Caruso, economista do Banco Pine, o rombo anunciado de R$ 58,168 bilhões mostra que a situação fiscal não é fácil. “Cortar quase R$ 60 bilhões de um orçamento já bastante apertado é difícil”, comenta. Segundo ele, o governo terá de elevar impostos. “Não tem para onde correr.” Mas, para o analista, as opções do governo para a elevação de impostos são limitadas, tendo em vista que algumas medidas exigiriam um prazo longo para poder entrar em vigor. Segundo ele a elevação da Cide e do PIS/Cofins, que pode ser feita no curto prazo, tem efeito baixo na arrecadação.

Estadão

22 de março de 2017, 22:02

ECONOMIA Governo diz que alta de impostos é uma ‘boa possibilidade’

Foto: Divulgação

Após o anúncio pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento de um rombo de R$ 58,168 bilhões que faltam no Orçamento de 2017 para cumprir a meta de déficit fiscal de até R$ 139 bilhões, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo espera decisões judiciais que podem chegar a até R$ 18 bilhões a favor da União para definir o tamanho do corte efetivo. Em gesto incomum, o ministro informou que a cifra final será anunciada até a próxima terça-feira, 28. Meirelles também admitiu que há uma “boa possibilidade” de aumento de impostos, mas disse que ainda não há uma decisão sobre o tema. “A decisão de alta de impostos no Brasil não é trivial, a carga tributária já é elevada”, completou. Segundo ele, medidas sobre aumento de tributos que também podem reduzir o tamanho do corte serão igualmente anunciadas na próxima semana.”Foi divulgado hoje o valor das receitas e despesas, com uma deficiência de R$ 58,2 bilhões e estamos estudando medidas compensatórias para cobrir e preencher essa diferença”, disse o ministro. “Vamos aguardar mais alguns dias para termos segurança maior para decidirmos sobre o contingenciamento e sobre aumento de tributos, se necessário, para compensar essa diferença”, completou.Segundo Meirelles, questões importantes para a definição do tamanho real do corte ainda estão em andamento de devem ser definidas até a próxima semana. Ele citou a decisão hoje do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma usina hidrelétrica que poderá ser privatizada, adicionando um valor estimado em R$ 3,5 bilhões para a União. Outras duas usinas cuja decisão ainda está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) podem gerar uma receita adicional de R$ 6,5 bilhões.”Existem estimativas que mostram que as receitas só com essas três chegam perto de R$ 10 bilhões. E, também no STJ, há decisões sobre precatórios que podem acarretar valores adicionais de R$ 6 bilhões a R$ 8 bilhões”, acrescentou Meirelles. “Então essas questões judiciais somadas podem representar R$ 14 bilhões, R$ 16 bilhões ou R$ 18 bilhões. Mas como ainda não há decisão, não pudemos incluir no relatório”, resumiu.

Estadão Conteúdo

22 de março de 2017, 20:09

ECONOMIA Meirelles: governo quis evitar judicialização da reforma da Previdência

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo decidiu deixar servidores estaduais e municipais de fora da reforma da Previdência para não arriscar uma judicialização da questão. De acordo com Meirelles, já havia um grupo de juristas questionando esse ponto. “Não é apenas uma questão de conveniência política ou viabilidade para os governadores, é de autonomia federativa”, afirmou. Segundo o ministro, as regras para as previdências dos servidores estaduais serão tomadas por ente. “O governo tomou a decisão de focar o seu trabalho no que é responsabilidade direta da União, que é o Orçamento federal”, completou.

Estadão

22 de março de 2017, 11:34

ECONOMIA Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 6 milhões nesta quarta

Foto: Divulgação

O concurso de número 1.914 da Mega-Sena, acumulado no último sorteio, pode pagar na noite desta quarta-feira (22) o prêmio no valor de R$ 6 milhões. Para isso, o jogador precisa acertas as seis dezenas. O sorteio será às 20h (no horário de Brasília), em Teodoro Sampaio, no estado de São Paulo.

22 de março de 2017, 09:29

ECONOMIA Inflação oficial acumula taxa de 4,73% em 12 meses, segundo prévia de março

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), registrou uma variação de 0,15% em março. A taxa é inferior ao 0,54% de fevereiro deste ano e ao 0,43% de março de 2016. Segundo dados divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxa de 4,73% em 12 meses, próximo ao centro da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5%. No ano, a prévia da inflação oficial acumula taxa de 1%. O principal responsável pela queda da taxa de inflação entre fevereiro e março foram os transportes, que tiveram deflação (queda de preços) de 0,16%. O resultado foi motivado pelas variações na gasolina (-1,06%), no etanol (-2,69%) e nas passagens aéreas (-9,71%). Os alimentos também tiveram queda de preços pelo segundo mês consecutivo. Desta vez, a deflação foi de 0,08%, devido à variação em produtos como feijão-carioca (-10,36%), feijão-preto (-8,27%), frango inteiro (-2,39%) e carnes (-1,31%). Por outro lado, os gastos com habitação evitaram uma queda maior da inflação, ao aumentarem em 0,64% na prévia de março. O principal responsável por esse movimento foi o custo da energia elétrica, que subiu 2,45% e respondeu por mais da metade da inflação no período.

Vitor Abdala, Agência Brasil