18 de junho de 2018, 22:00

ECONOMIA Operações suspeitas de lavar dinheiro em fundos chegam a R$ 13 bilhões

Foto: Fábio Motta/Estadão

No 2º semestre de 2017, foram comunicados 945 operações suspeitas de lavagem de dinheiro

No segundo semestre de 2017, foram comunicadas ao SISCOAF (Sistema do Conselho de Controle das Atividades Finaceiras) 945 operações suspeitas de configurarem lavagem de dinheiro no segmento de fundos de investimento. Tais operações foram informadas por 37 participantes do mercado, em um volume total de R$ 13,3 bilhões. As informações constam do relatório de Supervisão Baseada em Risco (SBR) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relativo aos meses de julho a dezembro, divulgado nesta segunda-feira, 18, no site da instituição. Trata-se de uma evolução de 6% no número de comunicantes, de 88% no número de comunicações e de 141% nos valores informados. O relatório aponta ainda que uma única instituição financeira foi responsável por 70% das comunicações no segmento de fundos no período e por 66% dos valores envolvidos. O nome da instituição não foi divulgado porque, embora cite vários casos de supervisão direta ou com apoio de instituições autorreguladoras, a CVM não abre os nomes dos agentes supervisionados nos vários segmentos de mercado. Trata-se de uma análise qualitativa e quantitativa do andamento da supervisão baseada em risco, modelo em que o regulador estabelece parâmetros para acompanhar operações e temas específicos a fim de averiguar se há alguma irregularidade e instaurar processos sancionadores. Ainda no segmento de fundos de investimento, o relatório da CVM aponta que o número de pareceres de auditoria com opinião modificada sobre fundos e investimento aumentou cerca de 150% em 2017 em relação a 2016. Já no mercado de companhias abertas, a CVM emitiu 442 mensagens relacionadas a atraso e não entrega de informações periódicas no segundo semestre. Quase dois terços delas foram relacionados a informes trimestrais e houve 141 multas aplicadas a companhias e dois processos administrativos sancionadores. A verificação de 12 formulários de referência com o objetivo de verificar a coerência entre condições financeiras e patrimoniais da empresa e remuneração dos administradores, tema que tem sido alvo de intenso debate, resultou, no período, na determinação de que uma companhia (nome não divulgado) submetesse à apreciação dos acionistas ajustes na próxima assembleia. O objetivo é incluir o montante suportado por sua subsidiária integral referente à remuneração de três Diretores da Companhia. Sobre as informações de política de gerenciamento de risco dos Formulários de Referência, a CVM selecionou 13 companhias para serem avaliadas e 12 permanecem em análise. Já as demonstrações financeiras acompanhadas de relatório de auditoria com opinião modificada resultaram em 25 casos de supervisão no 3º ITR/2017. Para 20 deles, alguma medida já havia sido adotada em semestres anteriores. Além disso, foram elaborados seis termos de acusação, um ofício de alerta, duas determinações de refazimento e 11 casos já tinham processos em andamento. No caso das operações entre partes relacionadas, no 2º semestre, foram abertos sete novos processos de análise de transações com partes relacionadas, sendo que dois tiveram a análise concluída no próprio semestre. Além disso, a SEP encerrou três análises originadas em semestres anteriores e terminou o semestre com um total de seis análises em andamento.

Estadão Conteúdo

18 de junho de 2018, 21:15

ECONOMIA Com investimento de R$ 1,7 bi, setor de bebidas cresce na Bahia e gera 9 mil empregos

Foto: Carla Ornellas/GOVBA

Produção de bebidas na Bahia está em crescimento

Por possuir excelente potencial aquífero e frutífero, boa localização para distribuir a produção e oferta de mão de obra, a Bahia se destaca no segmento de bebidas. Nos últimos 10 anos, grandes cervejarias, como Heineken, Itaipava, Ambev e Proibida, além das marcas de água de coco Obrigado, mineral Indaiá e o vinho Miolo se instalaram no estado. O setor disparou, atingindo R$ 1,7 bilhão em investimentos e 9 mil empregos diretos. “Os investidores confiam na Bahia, tendo em vista que desde 2007 o estado entrou numa eficiência administrativa e transparência na divulgação de dados, além dos estudos econômicos que permitem ações planejadas. Temos aqui um ambiente de negócios sólido e estável”, destacou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Luiza Maia. Para além do sucesso na implantação de indústrias, o segmento está crescendo mais do que o previsto, conforme apontam dados dos protocolos de intenção assinados com o Governo do Estado. A Heineken, por exemplo, decidiu ir além. Depois de adquirir a Brasil Kirin, a empresa vai investir mais R$ 140 milhões, a partir deste ano, na ampliação e modernização de sua planta em Alagoinhas, conforme protocolo assinado em 2017. Com aproximadamente 1 mil colaboradores diretos, o novo projeto da Heineken vai empregar diretamente mais 40 pessoas e outras 300 indiretamente. A Bahia é considerada um mercado importante para a companhia. A marca Proibida informou investimentos da ordem de R$ 19,3 milhões somente no exercício de 2016. Contudo, por meio de análise dos balanços dos exercícios de 2013 e 2016, foram verificados investimentos de cerca de R$ 116 milhões em inversões fixas. Ou seja, aproximadamente 273% a mais do montante previsto inicialmente. A Ambev, com a fábrica em Camaçari, investiu o dobro do prometido. Pulou de R$ 150 milhões para R$ 300 milhões na ampliação, empregando mais de 1,1 mil trabalhadores. Na onda positiva de bebidas tem também o vinho da Miolo, que deve investir no município de Casa Nova mais R$ 20 milhões na ampliação, consolidando a vinícola como fomentadora do enoturismo na região – outro vetor de desenvolvimento econômico, que inclui ainda as belezas e paisagens do Velho Chico. No total, a Bahia possui 22 fábricas de bebidas instaladas. Os maiores beneficiados do setor são os municípios de Alcobaça, Alagoinhas, Feira de Santana, Dias D’Ávila, Camaçari, Ipiaú, Conquista, Salvador, Simões Filho, Una, Eunápolis, Juazeiro e Casa Nova.

18 de junho de 2018, 10:55

ECONOMIA Semana começa com dólar em alta

O dólar iniciou hoje (18) a semana com alta de 0,65% – cotado para venda em R$ 3,7543 às 10h17. A moeda norte-americana oscila desde a semana passada, com a ação do Banco Central de anunciar mais US$ 10 bilhões em swaps cambiais (venda futura do dólar) para esta semana, após ter ofertado US$ 24,5 bilhões para conter a alta da moeda.O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) abriu a manhã de hoje (18) em queda de 1,65%, com 69.591 pontos às 10h17. O Ibovespa fechou a semana passada também em queda, também registrando índices abaixo dos 70 mil pontos, fato não verificado desde agosto de 2017. Os investidores mostram incertezas no cenário externo, como a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China e a influência do calendário eleitoral de outubro para as oscilações na Bovespa.

Agência Brasil

18 de junho de 2018, 10:02

ECONOMIA Petrobras reduz em 1,24% o preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (18) uma nova redução no preço da gasolina em suas refinarias, desta vez, de 1,24%. Com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará R$ 1,8941, ou seja, 2 centavos a menos do que o preço atual (R$ 1,9178). Em junho, a gasolina acumula queda de preço de 3,71% (7 centavos por litro). Nos últimos 30 dias, o recuo chega a 5,51% (11 centavos por litro).

Agência Brasil

18 de junho de 2018, 09:31

ECONOMIA Mercado financeiro espera por manutenção da Selic em 6,50% esta semana

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. A expectativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada na internet todas as semanas pelo BC. O Copom reúne-se amanhã (19), em Brasília, e a decisão sobre a Selic será anunciada no dia seguinte, após a segunda parte da reunião. Em maio, após um ciclo de 12 quedas consecutivas, o Copom decidiu manter a Selic no atual patamar, o menor nível histórico. Para 2019, as intuições financeiras esperam aumento da Selic, encerrando o período em 8% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. Entretanto, o efeito das reduções da Selic no crédito não ocorre no mesmo ritmo de redução da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Agência Brasil

18 de junho de 2018, 08:27

ECONOMIA Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia

A partir de hoje (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), poderão sacar esses recursos. Entre os dias 14 e 28 de setembro, a autorização será ampliada para todas as idades, diferentemente do que ocorria até então, quando o saque total só podia ser feito quando o trabalhador completasse 70 anos, se aposentasse, tivesse doença grave ou invalidez ou fosse herdeiro de titular da conta. A mudança da regra ocorreu na última semana, quando o presidente Michel Temer assinou decreto que amplia as possibilidades de saque até o dia 28 de setembro. A estratégia do governo é impulsionar a economia, seguindo o modelo adotado na liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que representaram cerca de R$ 43 bilhões em movimentação. Pelas contas do governo, 28,7 milhões de pessoas serão beneficiadas. Em cifras, são R$ 34,3 bilhões disponíveis para saque no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Isto porque 3,6 milhões de pessoas já resgataram R$ 5 bilhões em recursos dos dois programas. Tem direito ao saque servidores públicos e pessoas que trabalharam com carteira assinada de 1971, quando o PIS/Pasep foi criado, até 1988. Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque. Isso ocorre porque a Constituição, promulgada naquele ano, passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agência Brasil

18 de junho de 2018, 07:57

ECONOMIA Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

Com meta de déficit primário de R$ 159 bilhões neste ano e com um teto de gastos pelas próximas duas décadas, o governo teria melhores condições de sanear as contas públicas, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), concedendo menos incentivos para determinados setores da economia. O relatório do TCU das contas do governo em 2017, aprovadas com ressalvas na última quarta-feira (13), revelou que as renúncias fiscais somaram R$ 354,7 bilhões no ano passado.O montante equivale a 30% da receita líquida do governo no ano e supera os déficits da Previdência Social e do regime de aposentadorias dos servidores federais, que somaram R$ 268,8 bilhões em 2017. Segundo o TCU, 84% das renúncias têm prazo indeterminado, o que faz a perda de arrecadação ser incorporada às contas do governo.A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que cada renúncia fiscal seja custeada com alguma receita, seja com o aumento de outros tributos ou com a alta da arrecadação gerada pelo desenvolvimento da economia. O TCU, no entanto, constatou que 44% dos incentivos fiscais não são fiscalizados por nenhum órgão, o que levou o ministro Bruno Dantas a recomendar que os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil montem um grupo de trabalho para verificar a eficácia das renúncias fiscais.Segundo a Receita Federal, as desonerações (que compõem uma parte das renúncias fiscais) estão estabilizadas em 2018, depois de caírem levemente em 2017. De janeiro a abril deste ano, segundo os dados mais recentes, somaram R$ 27,577 bilhões, contra R$ 27,631 bilhões no mesmo período do ano passado. Os números da Receita são inferiores aos do TCU porque o Fisco leva em conta apenas as renúncias mais recentes e incorpora ao fluxo normal de arrecadação as perdas com regimes especiais instituídos há bastante tempo.

Agência Brasil

17 de junho de 2018, 12:50

ECONOMIA Com perdas de US$ 30 bi, indústria quer combater barreiras comerciais

O setor industrial brasileiro é afetado diretamente por pelo menos 16 tipos de barreiras comerciais, sendo 12 não-tarifárias e quatro tarifárias, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, que encomendou uma pesquisa sobre o assunto para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), somente no ano passado exigências sanitárias e fitossanitárias requeridas por outros países reduziram em US$ 30 bilhões as exportações brasileiras de produtos e serviços. Para enfrentar o problema, a organização elaborou um documento chamado Agenda de Barreiras Comerciais e aos Investimentos, que será apresentado aos candidatos à Presidência, com propostas de quatro medidas administrativas por parte do governo. Entre elas, a criação de um comitê interministerial de acompanhamento; a redução de impostos para contratação de serviços jurídicos especializados em questões comerciais no exterior e a criação de um cargo de adido comercial em embaixadas brasileiras de países considerados estratégicos.O objetivo é melhorar as condições de identificação, monitoramento e superação de barreiras, especialmente as não-tarifárias, “cada vez mais sofisticadas”, que atingem o equivalente a 14% do total de exportações. “Barreiras tarifárias estão sendo reduzidas gradualmente por meio de acordos comerciais, embora ainda existam tarifas significativas em diversos mercados, principalmente para bens agrícolas. Por outro lado, as barreiras não tarifárias seguem o fluxo contrário, com aumento em número e tipo, com destaque para barreiras relacionadas à sustentabilidade”, diz um trecho do documento.

Agência Brasil

17 de junho de 2018, 12:29

ECONOMIA Mesmo com redução da Selic, juros do crédito caem em ritmo lento

Mesmo com a redução da taxa básica de juros do país, a Selic, para o menor nível histórico, os juros do crédito ao consumidor caem em ritmo lento. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) vai definir a Selic novamente e a expectativa do mercado financeiro é de manutenção da taxa em 6,5% ao ano.Em maio, após um ciclo de cortes que começou em outubro de 2016, o Copom optou por manter a Selic em 6,5% ao ano. No início desse ciclo de reduções, a taxa passou de 14,25% para 14% ao ano. Entre outubro de 2016 e março deste ano, quando ocorreu o último corte, a Selic caiu 54,4%. Enquanto isso, a taxa média de juros para as famílias caiu 23,6%, ao passar de 74,33% ao ano, em outubro de 2016, para 56,79% ao ano, em abril de 2018. A taxa do cheque especial, uma das modalidades de crédito mais caras, passou de 328,52% para 320,96% ao ano.No Relatório de Econômica Bancária, divulgado esta semana, o BC explicou que a Selic afeta os juros do crédito por meio de seu efeito no custo de captação, que é o custo que as instituições têm para conseguir dinheiro. “Entretanto, o custo de captação é uma média de diversas taxas de captação, que possuem maior ou menor ligação com a taxa Selic”, diz o BC.Por exemplo, quando o dinheiro para os empréstimos vêm das cadernetas de poupança, o custo de captação está “bastante” ligado à taxa básica, quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano. Isso acontece porque a remuneração da poupança muda quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano. “O custo médio de captação depende também do volume de depósitos à vista, que não possuem qualquer remuneração – e, portanto, nenhuma conexão com a taxa Selic. Mas o custo de captação das instituições financeiras envolve também a remuneração de instrumentos de captação bastante ligados à taxa Selic, como CDBs [Certificados de Depósito Bancário] indexados ao CDI [Certificado de Depósito Interbancário]”, diz o BC.Segundo a instituição, mesmo que reduções na taxa Selic sejam repassadas integralmente para as taxas de juros das operações de crédito, a queda nos custos do crédito será menor que dos juros básicos. Isso porque a Selic é apenas um dos ingredientes na formação do custo de crédito. “E, quanto menor for a participação da Selic no custo do crédito, como no caso de modalidades com altas taxas de inadimplência, menor será o impacto em termos percentuais”, diz o relatório.

Agência Brasil

15 de junho de 2018, 11:10

ECONOMIA BC lança concurso de aplicativos com prêmio de até R$ 20 mil

O Banco Central (BC) lançou hoje (15) o concurso “CidaData”, que vai premiar o melhor aplicativo para dispositivos móveis que promova a cidadania financeira. Para desenvolver o aplicativo, os concorrentes terão de usar os dados abertos do BC. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Lemann e da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) e vai premiar os quatro melhores projetos: dois na categoria estudante e dois na categoria empresa (confira abaixo os valores dos prêmios). Segundo o BC, as inscrições deverão ser feitas até 6 de julho, na página do concurso na internet. Os criadores dos projetos selecionados serão anunciados em 13 de julho e passarão para a segunda fase, que será realizada nos meses de julho e agosto. Nessa fase, haverá sessões de mentoria, ideação e prototipação. Entre os meses de agosto e outubro, as propostas deverão ser desenvolvidas, finalizadas e apresentadas à comissão julgadora. Os aplicativos devem buscar os três principais desafios gerais que têm norteado a atuação do Banco Central na esfera da cidadania financeira: a ampliação da educação financeira, da inclusão financeira e da proteção ao consumidor de serviços financeiros. As equipes, em suas respectivas categorias, devem desenvolver e apresentar aplicativos para dispositivos móveis que utilizem pelo menos uma base de dados do Portal de Dados Abertos do BC, que pode ser cruzada ou complementada com bases em outros portais, de maneira a contribuir para vencer o desafio.

Agência Brasil

15 de junho de 2018, 09:43

ECONOMIA Preço médio da gasolina nas refinarias cai 0,89% no sábado, para R$ 1,9178

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 15, que o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, que entra em vigor no sábado, dia 16, será de R$ 1,9178, queda de 0,89% ante o atual valor de R$ 1,9351. Já o preço do diesel segue congelado em R$ 2,0316.

Estadão

15 de junho de 2018, 09:14

ECONOMIA Atividade econômica cresce 0,46% em abril

Depois de três meses de queda, a atividade econômica registrou crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou crescimento de 0,46%, de acordo com dados divulgados hoje (15). Na comparação com o mesmo mês de 2017 (sem ajuste para o período), houve crescimento de 3,7%. No ano, a expansão chegou a 1,55%. Em 12 meses, o crescimento ficou em 1,52%. De acordo com os dados revisados, houve queda de 0,67%, janeiro, de 0,04%, em fevereiro e de 0,51%, em março. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Brasil

14 de junho de 2018, 21:54

ECONOMIA Para conter dólar, Banco Central venderá mais US$ 10 bilhões

Foto: Marcelo Casal Júnior/Agência Brasil

Desde o início da intervenção, já foram vendidos US$ 18 bilhões em contratos que oferecem proteção cambial

O Banco Central anunciou que continuará com a ação para oferecer liquidez ao mercado de câmbio. Em nota divulgada no início da noite desta quinta-feira, 14, a instituição anunciou que “estima oferecer montante em torno de US$ 10 bilhões em contratos de swaps” na próxima semana. “Esse montante poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado”, cita a nota do BC. O montante mencionado para a próxima semana é menos da metade que a referência da atual semana. Entre os dias 8 e 15 de junho (amanhã), o BC reafirmou na nota que oferecerá US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swap. Na nota, a instituição reafirma que “não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado”. O BC diz que “continuará acompanhando as condições de mercado de câmbio e atuando para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento”. O texto diz ainda que o BC trabalhará junto com o Tesouro Nacional “de forma coordenada no mercado de juros para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento”. A atuação do BC no mercado cambial nesta quinta-feira com a colocação de 100 mil contratos de swap cambial foi a maior já registrada pela instituição desde o início do uso desse instrumento, em 2002. Em três leilões realizados durante o dia, o BC emitiu o equivalente a US$ 5 bilhões, sendo US$ 2 bilhões em dois leilões e US$ 1 bilhão na terceira oferta do dia. O swap cambial tradicional é um contrato financeiro que, na prática, equivale à venda de dólares pelo BC no mercado futuro. Investidores que compram essa operação têm a garantia de receber a oscilação da moeda estrangeira em todo o período até o vencimento do contrato. Em troca, se comprometem a pagar juro em reais ao BC no período. Portanto, há uma “troca” de taxas. Por isso, a operação é chamada de “swap” – troca em inglês. Desde o início da nova estratégia de intervenção no mercado anunciada na semana passada pelo BC, já foram vendidos US$ 18 bilhões em contratos que oferecem proteção cambial ao investidor. Foram dez leilões extras que colocaram 360 mil contratos no mercado cambial desde a sexta-feira passada. Com isso, faltavam apenas US$ 2 bilhões para se chegar à cifra de referência de US$ 20 bilhões mencionada pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, na entrevista coletiva realizada exatamente há uma semana para tentar conter a volatilidade do mercado.

Estadão Conteúdo

14 de junho de 2018, 20:00

ECONOMIA Conselho elege Pedro Parente como presidente global da BRF

Foto: Estadão

Indicação de Pedro Parente para o cargo de presidente global da BRF foi por unanimidade

A BRF informou nesta quinta-feira, 14, que o conselho de administração da companhia aprovou, por unanimidade, a indicação de Pedro Parente para o cargo de diretor presidente global da companhia (Global Chief Executive Officer – CEO Global). A notícia foi antecipada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O cargo estava vago desde o dia 23 de abril e vinha sendo ocupado, interinamente, pelo diretor vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Lorival Nogueira Luz Junior, que assumiu a gestão após a renúncia de José Aurélio Drummond Júnior após quatro meses no cargo. Segundo o comunicado, depois de ter ocupado cargo em sociedade de economia mista – Parente renunciou no 1º de junho ao cargo de presidente da Petrobras – será necessário que ele tenha a autorização da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, “no que tange à existência de conflito de interesses entre o cargo anterior e o cargo de CEO global da BRF”. “Caso a Comissão conclua pela inexistência de conflito, e tão logo seja informado da decisão, Parente tomará posse no cargo de CEO Global da BRF”, acrescentou o comunicado. Efetivada a posse, Parente acumulará os cargos de presidente do Conselho de Administração e diretor presidente global por um período inicial de 180 dias. A BRF destacou que, durante o período em que for o CEO global da BRF, o executivo priorizará “o processo de planejamento estratégico e financeiro, cuidará diretamente da preparação de seu sucessor e liderará o processo de reorganização da companhia em especial o preenchimento de posições chaves e questões ligadas à sua governança”. A empresa informou também que a atribuição relativa à elaboração da pauta das reuniões do conselho de administração será exercida pelo vice-presidente do conselho, Augusto Marques da Cruz Filho. O Conselho de Administração também aprovou a criação do cargo de diretor presidente global de Operações (Global Chief Operating Officer – COO Global), que será ocupado por Lorival Junior. O COO Global terá responsabilidade primária sobre a gestão operacional da companhia, se reportando diretamente ao CEO Global.

Estadão Conteúdo

14 de junho de 2018, 13:47

ECONOMIA Ações da BRF têm forte alta na expectativa de indicação de Pedro Parente

A expectativa de indicação do ex-presidente da Petrobras Pedro Parente para o comando da BRF fez as ações da companhia do setor alimentício subirem mais de 6% na manhã desta quinta-feira, 14. Às 13 horas, os papéis ordinários da BRF eram comercializados a R$ 21,58, alta de 6,83% e lideravam o principal índice da B3, o Ibovespa, que opera estável aos 72.088,14 pontos. Conselheiros da BRF se reuniram na manhã desta quinta-feira em São Paulo, disseram fontes ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A empresa não confirma a informação, mas há uma expectativa de que os membros do colegiado deliberem no mesmo sobre a indicação de Pedro Parente ao cargo de CEO. A cadeira é ocupada atualmente por Lorival Luz Jr., que assumiu interinamente a gestão após a renúncia de José Aurélio Drummond Jr., após quatro meses no cargo. Parente foi aclamado presidente do conselho de administração da BRF no dia 26 de abril, em uma assembleia de acionistas que durou mais de nove horas em Itajaí (SC). Pedro Parente renunciou ao cargo de presidente da Petrobras no dia 1º dia de junho após movimentação do Palácio do Planalto e de lideranças do Congresso para reduzir os preços da gasolina e do gás, depois do congelamento do preço do diesel, e pelo interesse do governo e de parlamentares nos R$ 100 bilhões do leilão dos barris de petróleo excedentes do pré-sal para bancar novos subsídios. O executivo é visto pelo mercado como um nome positivo que poderá ajudar a empresa a navegar com mais tranquilidade o atual momento de dificuldades, após uma série de percalços enfrentados nos últimos tempos, como a greve dos caminhoneiros e a sobretaxação das importações de carne de frango do Brasil, pela China – um importante comprador da oferta brasileira.

Estadão