14 de novembro de 2018, 18:55

ECONOMIA Bolsa sobe 1,3% apoiada pela Petrobrás e dólar cai a R$ 3,78

Foto: Gabriela Biló/ Estadão

O Ibovespa fechou em alta de 1,25%

Após ter superado os R$ 3,82 na terça-feira, o dólar teve um dia de correção frente ao real e registrou a maior queda entre os países emergentes. Um dos motivos foi a recuperação do petróleo, que interrompeu uma sequência de 12 baixas, além do ambiente interno mais tranquilo. O dólar à vista fechou com desvalorização de 1,13%, a R$ 3,7837, mesmo sendo véspera de feriado prolongado no Brasil, o que normalmente gera cautela. O Ibovespa se descolou das Bolsas de Nova York e fechou na máxima do dia, aos 85.973,06 pontos, em alta de 1,25%, apoiado especialmente no avanço das ações da Petrobrás. Os papéis PN e ON da estatal terminaram o dia com altas de 3,55% e 1,84%, respectivamente. Além da alta do petróleo, os papéis da estatal foram beneficiados pela afirmação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), de que vai pautar com urgência a proposta de revisão do acordo da cessão onerosa na próxima terça-feira, dia 20. Os investidores seguiram monitorando também as articulações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que se reuniu nesta quarta-feira, 14, em Brasília com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com governadores eleitos. Em Wall Street, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operavam no negativo. As ações de tecnologia foram pressionadas por revisões para baixo nas perspectivas da Apple e os papéis de bancos pioraram com uma declaração dura de uma deputada democrata sobre regulação.

Estadão Conteúdo

13 de novembro de 2018, 17:49

ECONOMIA Dólar fecha em alta, cotado a R$ 3,83

A cotação da moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje (13) em alta de 1,98%, cotada a R$ 3,8313 para venda. O dólar mantém a tendência de alta com o fechamento de ontem também em valorização de 0,55%. Na última sexta-feira (9), a moeda fechou com uma série acumulada em queda, cotada a R$ 3,7350. O Banco Central seguiu com as ofertas tradicionais de swaps cambiais, sem leilões extraordinários de venda futura do dólar. O Ibovespa, índice da B3, bolsa de valores de São Paulo, fechou esta terça-feira em baixa de 0,71%, com 84.914 pontos. Os papéis das grandes empresas, chamadas de blue chip, acompanharam a tendência, com Petrobras encerrando com queda de 4,03%, Bradesco com menos 1,80% e Itaú com desvalorização de 0,37% .

Agência Brasil

12 de novembro de 2018, 13:13

ECONOMIA Etanol recua em 16 Estados e no DF, diz ANP; preço médio cai 0 81% no País

Os preços do etanol hidratado recuaram nos postos de 16 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em outros nove Estados houve alta e no Amapá não foi feita avaliação. Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve recuo de 0,81% no preço do etanol na semana passada, para R$ 2 951. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado baixou 0,25% sobre a semana anterior, de R$ 2 801 para R$ 2,794 o litro. No período de um mês os preços do combustível avançaram 4,18% nos postos paulistas. Além de São Paulo, na comparação mensal os preços do etanol subiram em 14 Estados e no Distrito Federal e recuaram em dez unidades da federação pesquisadas. No Amapá não houve avaliação. A maior alta mensal, de 10,22%, foi em Roraima. Na média brasileira o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou alta de 2,93% na comparação mensal. Goiás registrou a maior baixa no preço do biocombustível na semana passada, de 5,31%, e o maior recuo mensal foi na Bahia, de 5,32%. O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,44 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,799 o litro, em Rio Grande do Sul. São Paulo mantém o menor preço médio estadual, de R$ 2,794 o litro, e o maior preço médio ocorreu nos postos de Roraima, de R$ 4,085 o litro.

Estadão Conteúdo

12 de novembro de 2018, 11:05

ECONOMIA Dólar abre a semana em pequena alta, cotado a R$ 3,74

A cotação da moeda norte-americana abriu o primeiro pregão da semana em alta de 0,29%, a R$ 3,7452 para venda. A abertura do dólar na manhã de hoje (12) inverte da tendência de queda registrada no pregão da última sexta-feira (09), quando a moeda encerrou valendo R$ 3,7350. O Banco Central realiza os leilões tradicionais de swaps cambiais, sem ofertas extraordinárias de venda futura de dólares. O Ibovespa, índice da B3, bolsa de valores de São Paulo, começou a operar na manhã de hoje em alta de 0,02%, com 85.641 pontos.

Agência Brasil

12 de novembro de 2018, 09:25

ECONOMIA Mercado reduz de 4,40% para 4,23% estimativa de inflação para 2018

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela terceira vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada hoje (12), em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,23%. Na semana passada, a projeção estava em 4,40%. Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,22% para 4,21%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,97% para 3,95%. A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Segundo o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Agência Brasil

9 de novembro de 2018, 17:45

ECONOMIA Dólar encerra a semana em queda de 0,06%

A cotação da moeda norte-americana encerrou a semana em queda de 0,06%, valendo R$ 3,736 para venda. Depois de oscilar entre alta e baixa nos pregões desta semana, o dólar encerra com valorização acumulada de 1,13%, com a segunda alta semanal seguida. O Banco Central também fechou o último pregão da semana mantendo os swaps cambiais tradicionais, sem ofertas extraordinárias de venda futura da moeda. O Ibovespa, índice da B3, fechou o pregão de hoje em alta de 0,02%, com 85.641 pontos. As ações das principais empresas mantiveram a mesma tendência de alta, com Petrobras encerrando a semana valorizada em 0,32%, Itau com alta de 1,16%, Bradesco com valorização de 1,48%. Já os papéis da Vale fecharam a semana em queda de 4,05%.

Agência Brasil

9 de novembro de 2018, 10:26

ECONOMIA Após revisão, IBGE reduz queda do PIB de 2016 para 3,3%

O Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu em 2016 3,3% e não os 3,5% divulgados na época. A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (9) as Contas Nacionais Trimestrais 2016, que consolidam informações sobre as atividades econômicas do país naquele ano, detalhando e revisando os dados divulgados. Assim, o PIB fechou aquele ano em R$ 6,267 trilhões. A queda naquele ano foi decorrente de uma retração de 2,9% do Valor Adicionado Bruto (VAB) e de 5,6% dos impostos sobre produtos, líquidos de subsídios. Os números confirmam retrações nos três setores econômicos: agropecuária (-5,2%), indústria (-4,6%) e serviços (-2,3%). Com isso, o PIB per capita foi de R$ 30.548, com queda em volume de 4,1%. As informações divulgadas pelo IBGE fazem parte do Sistema de Contas Nacionais, e são sempre revisadas dois anos após o período de referência (2016), a fim de apresentar dados mais detalhados e estruturados da situação econômica do país. O gerente de Contas Nacionais do IBGE, Cristiano Martins, lembrou que o PIB trimestral (Sistema de Contas Nacionais Trimestrais) é divulgado 60 dias após o fechamento do trimestre. “Esse dado é revisado quando saem as pesquisas anuais do IBGE, das informações de agências reguladoras e do sistema financeiro, que demoram um pouco mais para chegar.” Com a revisão, além da queda disseminada pelos três grandes setores da economia, o Sistema de Contas Nacionais mostrou que houve baixa significativa na Taxa de Investimento em 2016, ao ficar em 15,5%, a pior da série iniciada em 1995, sendo 12,1% menor em volume que em 2015. “A queda na taxa deu prosseguimento ao ciclo negativo iniciado em 2014 após o ápice em 2013, quando atingiu 20,9%”, explicou.

9 de novembro de 2018, 07:10

ECONOMIA Receita abre nesta sexta-feira consulta ao sexto lote do IRPF

A Receita Federal abre nesta sexta-feira (9), a partir das 9h, consulta ao sexto lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física da declaração de 2018. O Fisco também abrirá consulta a lotes residuais das declarações de 2008 a 2017. Ao todo, a Receita pagará R$ 1,9 bilhão a 1.142.680 contribuintes. Desse total, 991.153 declarações são do Imposto de Renda deste ano, cujo pagamento totalizará R$ 1,676 bilhão. As restituições terão correção de 4,16%, relativa às declarações de 2018, a 106,28%, para as declarações de 2008. Os índices equivalem à taxa Selic – juros básicos da economia – acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês. A relação dos contribuintes estará disponível na página da Receita Federal na internet. A consulta também pode ser feita pelo telefone 146 ou nos aplicativos da Receita Federal para tablets e smartphones. O pagamento será feito no próximo dia 16. Caso o valor não seja creditado nas contas informadas na declaração, o contribuinte deverá receber o dinheiro em qualquer agência do Banco do Brasil. Também é possível ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, no nome do declarante, em qualquer banco.

Agência Brasil

8 de novembro de 2018, 13:16

ECONOMIA Temer assina decreto que regulamenta novo regime tributário para montadoras

Foto: Alex Silva/Estadão

O presidente Michel Temer

O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira, 8, o decreto que regulamenta o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030. A medida provisória que cria o programa foi aprovada ainda na manhã desta quinta-feira no Senado. Temer participava da abertura oficial do Salão do Automóvel, em São Paulo. A MP cria um novo programa para as montadoras de veículos no País, que em contrapartida terão de investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias. “O Brasil pode se consolidar como principal fornecedor de veículos para a América Latina, temos todas as condições para isso”, disse o ministro da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, Marcos Jorge. A aprovação da medida foi comemorada por representantes da indústria. O Rota 2030, que deve vigorar pelos próximos 15 anos, prevê incentivos fiscais para o setor automotivo – que só no ano que vem podem custar R$ 2,1 bilhões aos cofres públicos. Vale lembrar que a sanção ocorreu um dia após o Senado aprovar um reajuste de 16% para os salários dos ministros do STF. O texto inclui também a prorrogação de incentivos regionais às montadoras instaladas no Norte e no Nordeste. Uma emenda que acrescentava a extensão de incentivos também paras as empresas do Centro-Oeste foi derrubada. Somados, os incentivos para essas três regiões chegariam a R$ 4,6 bilhões. “O Brasil pode se orgulhar de ter sua política nessa direção. Precisamos desse instrumento legal para que todo conhecimento que temos no Brasil seja retido no Brasil”, disse o presidente da Anfavea, entidade que congrega as montadoras de veículos automotores no Brasil, Antônio Megale. Ele agradeceu a atuação de Temer para aprovação da proposta. No mesmo evento, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), José Luiz Gandini, também parabenizou o presidente, fazendo uma ressalva de que o governo enfrentou “problemas”. “Temos convicção que o senhor procurou fazer o melhor para o Brasil. Teve problemas, é bem verdade, que atrapalharam a eficiência de governo, mas pelas atitudes em torno do Rota 2030 o seu governo ficará para a história do País”, disse Gandini. A MP passou pelo Senado nesta quinta-feira. O texto obteve aprovação simbólica, praticamente unânime, com posição contrária apenas do senador Reguffe (sem partido-DF). Depois da votação da MP, a sessão plenária do Senado foi encerrada.

Estadão

7 de novembro de 2018, 17:45

ECONOMIA Após dois dias de alta, dólar fecha quarta-feira em queda

O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (7) em queda, depois de fechar em alta nos dois primeiros dias da semana. A moeda norte-americana fechou o dia em baixa de 0,5%, cotada a R$ 3,7395 para venda. O Banco Central manteve as operações tradicionais de swap cambial, sem efetuar leilões extraordinários para venda futura da moeda norte-americana. O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em baixa de 1,08%, com 87.714 pontos. As ações da Petrobras acompanharam a tendência de queda, encerrando o pregão com menos 2,98%.

Agência Brasil

7 de novembro de 2018, 14:34

ECONOMIA Fecombustíveis explica por que queda de preço custa a chegar à bomba

Foto: Agência Brasil

Combustível fica mais barato na bomba só quando companhias distribuidoras reduzem preço

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) divulgou hoje (7) nota oficial na qual procura explicar por que a queda de preços da gasolina e do diesel nas refinarias demora a ser repassada ao consumidor final. “Apesar de a Petrobras divulgar quedas de preços da gasolina e diesel nas últimas semanas, o repasse deste menor custo não acontece na mesma velocidade e proporção nas bombas”, diz a nota da Fecombustíveis. No período de 25 de setembro a 7 de novembro, o preço da gasolina nas refinarias Petrobras chegou a cair 23,8%, mas a queda não foi sentida pelos consumidor. Segundo a federação, isso se deve ao funcionamento da cadeia de combustíveis, que é formada por refinarias, distribuidoras e postos. “Pelas regras atuais, os postos não podem comprar gasolina e diesel direto das refinarias. Compram apenas das companhias distribuidoras, que são responsáveis por toda a logística do abastecimento nacional em todos os estados brasileiros.” A nota da Fecombustíveis destaca que as refinarias comercializam gasolina A (sem etanol anidro) e diesel A (sem biodiesel) para as distribuidoras e acrescenta: “nas bases da distribuição são adicionados 27% de etanol anidro e 10% de biodiesel, que, após a mistura, tornam-se gasolina C e diesel C, que são vendidos e distribuídos para os postos por meio rodoviário via caminhões-tanques”. “Como os postos de combustíveis não podem comprar das refinarias, eles só conseguem diminuir os preços quando as companhias distribuidoras eventualmente os reduzam”, diz a Fecombustíveis. “Os preços da revenda estão ligados diretamente aos preços das companhias distribuidoras, ou seja, se elas reduzirem, os postos, consequentemente, também repassam a redução.” De acordo com a Fecombustíveis, os valores praticados pela Petrobras são aproximadamente um terço do preço pago pelo consumidor nos postos, mas é preciso levar em conta também os custos dos biocombustíveis, impostos, fretes e as margens de lucro.

Agência Brasil

6 de novembro de 2018, 16:27

ECONOMIA Petrobras tem discutido política de preços com governo de transição

Foto: Divulgação

O executivo informou que está sendo avaliado o componente tributário na formação dos preços

A Petrobras está contribuindo com o governo de transição com informações sobre a política de preços dos combustíveis, segundo o diretor Financeiro da companhia, Rafael Grisolia, que participa de teleconferência com analistas de mercado. O executivo informou que está sendo avaliado o componente tributário na formação dos preços. Qualquer definição com possíveis alterações no regime de cobrança de impostos poderá sair antes do dia 31 de dezembro, quando termina o programa de subvenção do óleo diesel. “Existe uma agenda clara e aberta no que a gente pode contribuir com uma possível política de governo (para os combustíveis). O mais provável é que (o governo) não continue com o subsídio. Lembrando que tem uma parcela importante de formação do preço que é o ajuste de impostos. Contribuímos com as discussões caso o governo queira fazer uma análise nesse sentido”, disse Grisolia.

Estadão Conteúdo

6 de novembro de 2018, 16:12

ECONOMIA Guedes propõe votação de parte da reforma da Previdência ainda em 2018

Foto: Estadão

O executivo informou que está sendo avaliado o componente tributário na formação dos preços

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a votação, ainda neste ano pelo Congresso Nacional, de uma “parcela do texto atual” da reforma da Previdência já aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados. Guedes propôs também que a discussão de sua proposta sobre um novo sistema, ancorado na capitalização, comece no ano que vem. “Seria um saldo positivo para o governo que sai e para o que entra”, afirmou. Na segunda-feira (5) o presidente eleito, Jair Bolsonaro, propôs que se aprove neste ano pelo menos a idade mínima para aposentadoria, que ele estimou em 61 anos para homens e 56 para mulheres. Na proposta que está na Câmara, as faixas são de 65 e 62 anos, respectivamente. Hoje Bolsonaro voltou a mencionar que discutirá o assunto com o presidente Michel Temer amanhã (7), em reunião no Palácio do Planalto. Bolsonaro disse que a reforma será “a possível, a proposta que tenha votos (para ser aprovada). Questionado sobre a viabilidade política de se aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018, Paulo Guedes disse acreditar que a “a política se dará em novas bases de centro-direita”. “Os votos [no Congresso] deixarão de ser individuais, na base do toma lá dá cá, e obedecerão à orientação dos partidos”, afirmou. Segundo o economista, além da Previdência, o novo governo, tão logo assuma, pretende se dedicar também à desburocratização, simplificação tributária e privatização – temas que também terão de ser analisados pelo Legislativo. As declarações foram dadas na portaria do Ministério da Fazenda, antes de Guedes se reunir com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a quem irá suceder.

Agência Brasil

6 de novembro de 2018, 09:46

ECONOMIA Petrobras reduz em 0,74% preço da gasolina a R$ 1,7165 nas refinarias no dia 7

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Petrobras reduz preço da gasolina

A Petrobras anunciou corte de 0,74% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para a quarta-feira, 7, para R$ 1,7165. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Estadão Conteúdo

6 de novembro de 2018, 09:30

ECONOMIA Lucro da Petrobrás sobe 25 vezes e vai a R$ 6,6 bilhões no terceiro trimestre

Foto: Estadão

Petrobras

A Petrobrás reportou lucro líquido de R$ 6,644 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 25 vezes superior ao lucro de R$ 266 milhões no mesmo período de 2017, o que corresponde a uma alta de 2.397% no resultado. Em comparação ao trimestre anterior, no entanto, houve baixa de 34% ante o ganho de R$ 10,072 bilhões, conforme os números atribuíveis aos acionistas. De acordo com a petroleira, o resultado foi afetado pelos acordos firmados, em setembro, com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e com a Securities and Exchange Commission (SEC) para encerramento das investigações das autoridades norte-americanas, no valor de R$ 3,5 bilhões. “Excluindo-se esses acordos, bem como os efeitos do acordo da Class Action, o lucro líquido seria de R$ 10,269 bilhões no trimestre e R$ 28,012 bilhões no acumulado do ano”. Ainda assim, a Petrobrás apresentou lucro líquido de R$ 23,677 bilhões nos primeiros noves meses de 2018, “o melhor resultado desde 2011” e um crescimento de 371% comparado a igual intervalo do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 29,856 bilhões, alta de 55,3% em relação ao mesmo intervalo de 2017, de R$ 19,223 bilhões, e leve recuo de 1% ante o segundo trimestre deste ano, de R$ 30,067 bilhões. De janeiro a setembro, o Ebitda totalizou R$ 85,691 bilhões, avanço de 35% ante o mesmo período de 2017. A margem Ebitda ajustada ficou em 30%, ante 27% no terceiro trimestre de 2017 e 36% nos três meses imediatamente anteriores. A receita líquida somou R$ 98,260 bilhões no período, o que significa um incremento de 36,81% na comparação anual, de R$ 71,822 bilhões, e de 16% na trimestral, de R$ 84,395 bilhões. O resultado financeiro líquido da estatal ficou negativo em R$ 5,841 bilhões no trimestre encerrado em setembro, 21% menor que a cifra negativa em R$ 7,411 bilhões de igual trimestre de 2017 e acima das despesas financeiras líquidas de R$ 2,647 bilhões no segundo trimestre de 2018. O lucro líquido de R$ 6,644 bilhões registrado pela Petrobrás no terceiro trimestre deste ano ficou 37,26% abaixo das expectativas de analistas. As projeções indicaram lucro líquido de R$ 10,590 bilhões, conforme a expectativa de analistas de cinco casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Santander, Morgan Stanley, Guide, XP e Itaú BBA). Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 29,856 bilhões reportado no trimestre encerrado em setembro também ficou abaixo da média das estimativas dos analistas, de R$ 35,761 bilhões, uma variação de 16,5%. No caso da receita líquida, a petroleira anunciou R$ 98,260 bilhões no período, montante dentro da projeção de R$ 93,757 bilhões esperada. O Broadcast considera que o resultado reportado pela companhia está em linha com as projeções quando a diferença entre os números é de até 5% para cima ou para baixo. A Petrobrás Distribuidora (BR) encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido 173,6% maior do que no mesmo período do ano anterior, para R$ 1,078 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado apresentou queda de 40,2% na mesma comparação, chegando a R$ 631 milhões. A margem Ebitda ajustado também ficou menor, passando a 2,4% de 4,8% no terceiro trimestre de 2017. O ajuste inclui amortização das bonificações antecipadas a clientes e perdas e provisões com processos judiciais e gastos com anistias fiscais, entre outros. No comparativo com o segundo trimestre, o Ebitda ajustado apresenta um aumento de 24,2%, “demonstrando a recuperação após a greve de maio”, diz a mensagem da administração que acompanha os dados, citando a greve dos caminhoneiros. O impacto com a perda de estoque de diesel foi de R$ 200 milhões no segundo trimestre e de cerca de R$ 38 milhões no terceiro. O lucro líquido da BR Distribuidora veio 44% acima do projetado por analistas consultados pelo Prévias Broadcast. O resultado do terceiro trimestre foi de R$ 1,078 bilhão ante os R$ 749,5 milhões na média das projeções de Santander, Morgan Stanley, Itaú BBA e BTG Pactual. Porém, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado, de R$ 631 milhões, ficou 19% abaixo do previsto, de R$ 779,25 milhões. Além da greve dos caminhoneiros e seus efeitos na distribuição de combustíveis, os analistas citaram que o impacto seria minimizado por eventos não recorrentes, como a quitação de parte dos débitos da Eletrobras e a liquidação extrajudicial de R$ 635 milhões da dívida tributária com o Estado de Mato Grosso. A receita prevista era de R$ 27,010 bilhões, em linha com os R$ 26,455 bilhões reportados no terceiro trimestre. O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Estadão Conteúdo