21 de fevereiro de 2017, 22:04

ECONOMIA Mansueto: PIB deve voltar a crescer no 1º ou no 2º trimestre

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou nesta terça-feira, 21, que o PIB deve voltar a crescer na comparação trimestral já neste primeiro trimestre ou no segundo. Para o ano, ele reforçou a projeção do governo, de crescimento de 1%, mas ressaltou que, diante das divergências que existem no mercado, o a equipe econômica revisará a estimativa “no momento adequado”.O secretário disse que, mesmo com o consumo em baixa e a ociosidade da indústria, a retomada será puxada tanto pelo aumento da demanda doméstica quanto pelos investimentos. “Mas será gradual”, reforçou, lembrando que, diferentemente de crises anteriores, como em 2009, dessa vez há um excesso de endividamento, que torna a retomada mais lenta. “Embora a retomada seja gradual, ela ocorrerá em bases sustentáveis, em razão das reformas estruturais do governo”, acrescentou.Mansueto disse ainda que espera um “amplo ciclo” de investimentos em infraestrutura, em referência ao programa de concessões que o governo prepara. “Isso não aconteceu antes porque o governo anterior queria controlar a taxa de retorno, por exemplo, ou porque o projeto de concessão só era viável se grande parte do financiamento fosse público, o que era inviável. Agora não”, explicou.O secretário lembrou que o BNDES limitou em 50% a participação do financiamento público nos projetos e afirmou que as taxas de juros oferecem condições perfeitas para a retomada do investimento.

AE

21 de fevereiro de 2017, 15:15

ECONOMIA Percentual de cheques devolvidos cai para 2,12% em janeiro

Em janeiro, a quantidade de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos correspondeu a 2,12% do total de cheques movimentados, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos, divulgado hoje (21). É o menor percentual desde agosto de 2015, quando foram registradas 2,11% de devoluções. Em dezembro do ano passado, o percentual de cheques devolvidos pela segunda vez foi 2,25%. Em janeiro de 2016, o índice havia sido 2,41%. Em números absolutos, a quantidade de cheques devolvidos somou 917.049 em janeiro deste ano. O total de cheques compensados no período atingiu 43.339.051. Para os economistas da Serasa Experian, o recuo no número de cheques devolvidos deve-se à redução da inflação, à queda dos juros e à entrada da segunda parcela do décimo terceiro salário na economia em dezembro, o que levou os consumidores a priorizar o pagamento de dívidas.

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 13:37

ECONOMIA Temer e Meirelles dizem que recessão já terminou no Brasil

O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disseram hoje (21) que a recessão já terminou no Brasil e que o país está em crescimento, com sinais sólidos de recuperação. Temer comentou a aprovação ontem (20), pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, do projeto que permite a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Segundo ele, com essa aprovação, o projeto deve ser enviado ainda hoje ao Congresso, visando às contrapartidas dos estados para receber recursos federais. “Ontem, a assembleia do Rio de Janeiro permitiu, por meio da aprovação de um projeto, a privatização da Cedae, que é um órgão importantíssimo, o que nos entusiasma aqui, na área federal, a tentar aprovar um projeto que deverá chegar hoje ao Congresso, disse o presidente. “Nós só podemos auxiliar a União se tivermos essa conjugação: a lei federal, que autoriza as chamadas contrapartidas, e a lei estadual, fazendo as contrapartidas, sob pena de incidirmos na Lei de Responsabilidade Fiscal, o que seria política e economicamente desastroso para o governo federal”, acrescentou, durante a reunião da Comissão Especial da Reforma da Previdência, no Palácio do Planalto. Segundo Temer, o fato de a Assembleia Legislativa do Rio já ter aprovado a matéria serve como exemplo para que a área federal possa também buscar a aprovação dessa matéria no Congresso. Ao abrir a reunião, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o Brasil dá “sinais sólidos de recuperação”, com a subida e a valorização da Bolsa, o ganho de valores que tiveram o Banco do Brasil, a Petrobras, a Vale, e com a queda do risco Brasil e do dólar.

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 10:30

ECONOMIA Copom inicia hoje reunião para definir taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (21) a segunda reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13% ao ano. Instituições financeiras, consultadas pelo BC, esperam por mais um corte de 0,75 ponto percentual, como ocorreu em janeiro deste ano. O BC iniciou o ciclo de reduções na Selic em outubro do ano passado, com um corte de 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse foi o primeiro corte em quatro anos. Na última reunião de 2016, em novembro, houve novo corte de 0,25 ponto percentual. Com a inflação em queda e a economia em recuperação, a expectativa é de continuidade no ciclo de cortes da Selic. Para o mercado financeiro, a taxa encerrará 2017 em 9,5% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. A reunião do Copom ocorre em dois dias. Hoje (21), pela manhã o presidente do BC, Ilan Goldfajn e os diretores fazem a análise de mercado. À tarde é feita a análise de conjuntura. No segundo dia de reunião, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, a diretoria do BC define a taxa.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 09:54

ECONOMIA Inflação prevista pelos consumidores recua pelo terceiro mês consecutivo

A proporção de consumidores que prevê inflação abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas adotado pelo governo, que é 6,5%, aumentou gradativamente em 6,4 pontos percentuais, ao passar de 32,5% para 38,9% do total, entre janeiro e fevereiro deste ano. Esta percepção de expectativa de queda da inflação ocorreu em todas as faixas de renda.Segundo dados divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,3 ponto percentual de janeiro para fevereiro, ao passar de 7,9% para 7,6%. Segundo a pesquisa Expectativa de Inflação dos Consumidores, este é o menor valor desde os 7,2% de janeiro de 2015 e o terceiro recuo mensal consecutivo, o que levou o indicador a fixar-se em fevereiro em 3,8 pontos percentuais abaixo do mesmo mês do ano anterior – quando chegou a alcançar o máximo da série histórica de 11,4%. A pesquisa divulgada pela FGV mostra a posição da entidade sobre as causas desta redução. O economista da FGV Pedro Costa Ferreira avalia que parece clara a percepção de uma desaceleração rápida da inflação para os próximos meses. “As oscilações do Indicador de Expectativas de Inflação costumam carregar informações obtidas pelos consumidores sobre a inflação recente. No momento, a percepção de desaceleração rápida da inflação nos próximos meses parece clara. Outro fato é que a queda da inflação está ocorrendo mais rapidamente entre as famílias de renda mais elevada, com maior escolaridade, e acesso a informação”, avaliou o economista.

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 07:50

ECONOMIA Fazenda quer anular julgamentos no Carf que somam multas de R$ 30 bilhões

A corregedoria do Ministério da Fazenda pedirá a anulação de todos os julgamentos feitos pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em que houve irregularidade na atuação dos conselheiros investigados na Operação Zelotes. Quase dois anos depois de a operação revelar um esquema de pagamento de propinas no conselho, a corregedoria já pediu ao Carf a anulação de quatro processos.O órgão informou que entrará com representação de nulidade em todos os processos nos quais houver indícios de irregularidade na atuação de conselheiros, depois de concluída a investigação. O Carf é a última instância administrativa para se recorrer de uma multa aplicada pela Receita Federal. O conselho é formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes. Já foram feitas à Justiça 15 denúncias pelo Ministério Público Federal na Operação Zelotes em processos em que as autuações da Receita Federal somam pelo menos R$ 30 bilhões. A corregedoria é parte da força-tarefa da operação e a tendência é de que seja pedida nulidade nos processos já denunciados pelos procuradores, o que levaria a um novo julgamento dos casos.

Estadão Conteúdo

20 de fevereiro de 2017, 21:24

ECONOMIA Quase 200 mil empresas devem o FGTS de seus funcionários e ex-funcionários

Cerca de 7 milhões de trabalhadores não tiveram depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incluindo contas ativas e inativas, feitos corretamente por seus empregadores. São 198,7 mil empresas devedoras de depósitos de FGTS, segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.Com isso, muitos trabalhadores que quiserem sacar o saldo do FGTS de uma conta inativa podem ter problemas. Só em São Paulo, são 52,8 mil empresas devendo depósitos no FGTS de seus empregados e ex-empregados, em um total de R$ 8,69 bilhões em débitos. No Rio de Janeiro, as dívidas chegam a R$ 4,1 bilhões, distribuídos entre 27,7 mil empresas inadimplentes.De acordo com a procuradoria, só em inscrições de empresas na dívida ativa, existe um débito de R$ 24,5 bilhões. Contudo, nem todas as empresas listadas entre as devedoras estão inscritas na dívida ativa, ou seja, o valor desse débito é maior. Uma empresa só é inscrita na dívida ativa quando não faz acordo com o Ministério do Trabalho, ou fazer o acordo, mas não o cumpre.O rombo nas contas dos trabalhadores poderia ser ainda maior. Entre 2013 e 2016, a Procuradoria da Fazenda conseguiu recuperar R$ 466,9 milhões, efetuando a cobrança junto às empresas.Caso o trabalhador verifique que a empresa para a qual trabalha ou trabalhou não fez os depósitos corretamente, ele deve procurar a própria empresa. Outra dica é ir a uma Superintendência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. O ministério é o órgão responsável pela fiscalização dos depósitos nas contas do FGTS dos trabalhadores.

20 de fevereiro de 2017, 21:05

ECONOMIA Copom inicia discussão da Selic nesta terça-feira

Após a surpresa com o corte do juro em janeiro, o Banco Central volta a se reunir nesta terça-feira, 21, e quarta-feira, 22, diante da firme aposta do mercado financeiro de que o ritmo de redução da taxa básica (Selic) continuará em 0,75 ponto porcentual. A recente inflação de janeiro, que ficou no menor patamar em quase 40 anos, mexeu com os ânimos e tem sido usada como argumento de pressão – até mesmo no próprio governo – para que o Comitê liderado por Ilan Goldfajn acelere o passo. Analistas reconhecem que há algum espaço para ação mais agressiva, mas a maioria absoluta dos economistas e de analistas do mercado financeiro – como mostrou levantamento do Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado – acredita que o BC manterá o ritmo. Parece não haver dúvida entre analistas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC continuará com o processo de desaperto da economia. Das 68 instituições financeiras ouvidas pelo Projeções Broadcast 67 apostam em corte do juro de 0,75 ponto, de 13,00% para 12 25% ao ano. Apenas uma casa prevê redução mais agressiva, de 1 ponto, o que levaria a Selic para 12%.Confirmado qualquer um dos dois cenários, esse terá sido o quarto corte seguido do juro, no processo iniciado em outubro de 2016. O pano de fundo para o movimento é a clara tendência de desaceleração dos preços. O dado mais recente do índice oficial de inflação, o IPCA, mostrou alta de 0,38% em janeiro, no menor patamar da série, iniciada em 1979.

Estadão

20 de fevereiro de 2017, 12:01

ECONOMIA Declaração de Imposto de Renda começa na próxima semana

Não é por acaso que a imagem de um leão é associada, informalmente, ao Imposto de Renda. A “mordida do felino”, também conhecida pela expressão “cair na malha fina”, é temida pela grande maioria dos brasileiros que, de 2 de março a 28 de abril, terão que entregar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda 2017, referente aos ganhos de 2016. O IR deve ser pago todos os anos ao Governo Federal de acordo com o nível de renda individual de trabalhadores, pensionistas e beneficiados por fundos, benefícios ou qualquer outra forma de remuneração. Este ano, o governo antecipou o anúncio do cronograma do Imposto de Renda para janeiro, em vez de fevereiro, por meio de instrução normativa publicada no “Diário Oficial da União”. No dia 23 de fevereiro, já será possível fazer o download do Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2017 (DIRPF 2017), segundo anunciou o órgão fazendário. “Para calcular quanto o trabalhador deve pagar de imposto, a Receita soma os rendimentos que ele teve e desconta uma parte de seus gastos, as chamadas ‘deduções’. O valor final é apresentado em uma tabela, que determina a porcentagem de imposto sobre a renda que ele deve pagar”, esclarece a contadora Sonildes Alves, diretora da W/asa Assessoria Contábil e Escritório Virtual. Deve declarar o imposto quem recebeu um rendimento tributável anual maior do que R$ 28 mil, ou seja, pessoas que recebiam uma média de salário maior do que R$ 2 mil reais. Também devem declarar os que tiveram rendimentos não tributáveis acima de R$ 40 mil. Esses rendimentos são aqueles em que o lucro é líquido, ou seja, o contribuinte não precisa pagar nenhum imposto ao governo sobre esse dinheiro ganho. O microempreendedor individual (MEI) também deve declarar Imposto de Renda, caso se encaixe nas situações que obrigam o envio.

20 de fevereiro de 2017, 10:41

ECONOMIA Dívida Pública Federal cai 1,9% para R$ 3,05 trilhões

Foto: Divulgação

Houve redução de 9,27% sobre o apurado em dezembro, encerrando janeiro em R$ 114,8 bilhões (US$ 36,71 bilhões).

A Dívida Pública Federal, que inclui o endividamento interno e externo, iniciou o ano com queda. O saldo da dívida caiu 1,91%, em termos nominais, passando de R$ 3,112 trilhões em dezembro para R$ 3,053 trilhões em janeiro. Os dados foram divulgados hoje (20) pelo Tesouro Nacional. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), em circulação no mercado nacional, teve seu estoque reduzido em 1,6%, ao passar de R$ 2,986 trilhões para R$ 2,938 trilhões. Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve redução de 9,27% sobre o apurado em dezembro, encerrando janeiro em R$ 114,8 bilhões (US$ 36,71 bilhões). A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Nesse caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição financeira ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá encerrar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões. Em 2016, a dívida ficou em R$ 3,113 trilhões, com alta de 11,45% em relação a 2015.

Agência Brasil

20 de fevereiro de 2017, 09:53

ECONOMIA Começa a valer hoje novo limite para compra de imóveis com o FGTS

Começa a valer hoje (20) a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que aumentou o limite máximo do valor dos imóveis novos adquiridos por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Até 31 de dezembro deste ano, os mutuários poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão, utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os financiamentos do SFH cobram juros menores que os demais financiamentos do mercado, de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado. Essa foi a segunda elevação do limite nos últimos três meses. Em novembro, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de R$ 650 mil para R$ 800 mil, na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O novo teto de R$ 1,5 milhão valerá para todas as regiões do país. Em nota, o Ministério do Planejamento informou que a medida ampliará o acesso da população às taxas de juros mais baratas e possibilitará a movimentação dos recursos das contas vinculadas do FGTS para o pagamento das prestações.

Agência Brasil

20 de fevereiro de 2017, 09:09

ECONOMIA Copom: instituições financeiras esperam que Selic caia para 12,25% ao ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa básica de juros, a Selic, caia dos atuais 13% ao ano para 12,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta terça e quarta-feira (22). Com a inflação em queda e a economia em recuperação, as instituições financeiras esperam por mais cortes na taxa básica nas reuniões seguintes do Copom. Para o mercado financeiro, a Selic encerrará 2017 em 9,5% ao ano e 2018 em 9% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isto gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. A projeção de instituições financeiras para a inflação, neste ano, continua a cair. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela sétima semana consecutiva, ao passar de 4,47% para 4,43%. A estimativa está abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%. A meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa para o IPCA segue em 4,5%. A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), este ano, foi mantida em 0,48%. Para o próximo ano, a expectativa é que a economia cresça 2,3%, a mesma estimativa da semana passada.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

19 de fevereiro de 2017, 10:43

ECONOMIA Governo ‘mapeia’ sinais de retomada na economia

Foto: Reprodução

Os sinais positivos que começam a aparecer na economia elevam o otimismo, ainda que cauteloso, dentro do governo para o ano. A expectativa da equipe econômica é de que, ao final do último trimestre, o Brasil esteja crescendo a um ritmo de 2% em relação ao mesmo trimestre de 2016. “Devemos ter crescimento neste primeiro trimestre. O ponto da virada parece ter sido em dezembro”, diz o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk.A Fazenda vem mapeando a intensidade do “vigor” da retomada nesses três meses. Até o momento, identificou pelo menos cinco importantes sinais de que o período de recessão econômica, que atravessou 11 trimestres consecutivos, está ficando para trás. Nas contas do ministério, esboçam reação os setores de agronegócio, com uma safra recorde; automobilístico, com a normalização dos estoques; de bens não duráveis, com o aumento do consumo, sobretudo em super e hipermercados; o minério de ferro, com o aumento do preço no mercado internacional; e a construção civil, beneficiada pelas medidas recentes de ampliação do Minha Casa, Minha Vida e elevação para R$ 1,5 milhão do limite de compra da casa própria com recursos do FGTS.Para o presidente do Insper, Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica, porém, o Brasil ainda não está numa trajetória de crescimento sustentado. Segundo ele, para crescer a patamares de 3%, por exemplo, é preciso levar à frente a agenda de aumento da produtividade, que está estagnada no País. Mas ele pondera que há agora uma janela de oportunidade aberta, com a melhora da perspectiva das contas públicas. Ela dá um fôlego até 2018 para abrir essa agenda. A maior preocupação é de a crise financeira dos Estados contaminar a retomada, levando à crise social.A economista Sílvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, diz que o crescimento virá “devagar”, como deve ser depois do “desarranjo” recente da economia. O Ibre foi uma das primeiras instituições no ano passado a perceber que a retomada não começaria em 2016, como se imaginava inicialmente. Agora, projeta uma retomada começando no primeiro trimestre. Segundo Sílvia, a perspectiva é de alta de 0,4% nesse período. Ele alerta, no entanto, que metade desse crescimento será decorrente da agricultura. O setor de serviços continuará muito fraco. Somente no segundo trimestre é que a retomada começa a ser mais disseminada. E o aumento do emprego formal só começará em 2018.

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2017, 08:00

ECONOMIA Previdência respondeu por 97% do déficit nas contas públicas em 2016

O caminho para o reequilíbrio das contas públicas esbarra na Previdência Social. Num contexto de baixo crescimento econômico e de envelhecimento da população, o déficit das aposentadorias e das pensões representa o principal desafio para a equipe econômica, ao responder por quase a totalidade do rombo das contas do governo em 2016.No ano passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou déficit primário de R$ 154,2 bilhões. Desse total, R$ 149,7 bilhões (97%) vieram exclusivamente da Previdência Social. Os R$ 4,5 bilhões restantes que compõem o rombo foram obtidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central (BC).O resultado primário é a diferença entre as receitas e despesas nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. A deterioração das contas públicas acompanhou o crescimento do déficit da Previdência. Em 2011, o rombo nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) totalizou R$ 51,3 bilhões. O superávit primário de R$ 186,3 bilhões do Tesouro e do BC, no entanto, foi mais do que suficiente para cobrir o déficit da Previdência.A situação continuou positiva até 2013, quando o INSS fechou o ano com um resultado negativo de R$ 64,4 bilhões, contra superávit de R$ 162,9 bilhões obtido pelo Tesouro e pelo BC. O problema começou em 2014, quando o superávit de R$ 68,9 bilhões do Tesouro e do BC foi, pela primeira vez desde o início da série histórica, insuficiente para cobrir o déficit de R$ 68,5 bilhões da Previdência.

Agência Brasil

19 de fevereiro de 2017, 07:00

ECONOMIA Caixa atende 356 mil pessoas com direito a FGTS

Foto: Estadão

A Caixa Econômica atendeu mais de 356 mil pessoas neste sábado, 18, em suas agências em todo o país. As agências abriram das 9h às 15h, em regime de plantão para atender aos trabalhadores que têm direito ao saque de contas inativas do FGTS. O banco informou que 25,620 mil funcionários foram recrutados para trabalhar. As agências da Caixa abrirão uma vez por mês aos sábados até julho para que quem não possa ir às agências em dias úteis realize o saque do benefício. Os plantões estão marcados para os dias 11/3, 13/5, 17/6 e 15/7, das 9h às 17h. Em abril, não haverá expediente por causa do feriado de Páscoa. A procura por informações sobre os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) mais que triplicou o atendimento da Caixa nos últimos três dias, quando as agências abriram mais cedo. A média de atendimento de quarta a sexta-feira foi de 312 mil pessoas, enquanto nos dias anteriores o banco estatal recebeu, em média, 86 mil. O site criado pelo banco recebeu 60 milhões de acesso. Desde a divulgação do calendário de pagamento, mais de 1,4 milhão de trabalhadores interessados em obter informações sobre o FGTS já foram atendidos nas agências.

AE