22 de março de 2019, 18:00

ECONOMIA Incertezas sobre reforma da Previdência levam dólar a atingir maior valor do ano

Foto: Reuters

O dólar subiu 2,65%, atingindo o maior valor em 2019, cotado a R$ 3,90

A Bolsa fechou o pregão desta sexta-feira, 22, em forte queda, de 3,10%, aos 93.735 pontos e o dólar subiu 2,65%, atingindo o maior valor em 2019, cotado a R$ 3,90. Os ativos domésticos tiveram um dia de forte desvalorização por uma conjunção de ambiente externo negativo e temores sobre o andamento da reforma da previdência no Congresso. Os atritos entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fizeram com que a cautela entre os investidores aumentasse no último pregão da semana. Com quedas superiores a 4% das ações da Petrobrás e perdas expressivas de papéis do bloco financeiro, o Ibovespa renovou mínimas e perdeu a linha dos 94 mil pontos no final do pregão. No Chile, onde participou da criação do Prosul (Foro para o Progresso da América do Sul), o presidente Jair Bolsonaro disse que não deu motivo para Maia deixar a articulação política para aprovar a reforma da Previdência e que vai conversar com o parlamentar. Bolsonaro também afirmou que, embora lamente o atrito com Maia, não vê nas postagens do filho Carlos motivos para insatisfação por parte do presidente da Câmara. Em uma rede social, Carlos, que é vereador no Rio, publicou que Maia andava “nervoso”, ao comentar o embate entre o parlamentar e Sergio Moro. Ainda nesta sexta-feira, 22, outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PLS-RJ) tentou esfriar a temperatura da crise ao postar, em rede social, que o presidente da Câmara “é fundamental para aprovar a Nova Presidência e projetos de combate ao crime”. Segundo o senador, Maia “está engajado em fazer o Brasil dar certo!”. O JPMorgan afirma em relatório a clientes que os eventos recentes elevam chance de atraso ou desidratação da reforma da Previdência, com chances de a economia com as mudanças nas aposentadorias ficarem abaixo dos R$ 700 bilhões estimados pelo banco.

Estadão

22 de março de 2019, 15:01

ECONOMIA Guedes participará de reunião da CCJ sobre Previdência na terça-feira

Na semana que vem, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados receberá o ministro da Economia, Paulo Guedes, para uma explanação sobre as propostas de reforma da Previdência geral e a dos militares. A reunião será a partir das 14h. A participação de Guedes na CCJ é considerada atípica e resultado da desarticulação do governo, uma vez que a comissão não analisa o mérito da proposta, apenas sua admissibilidade. A audiência com o ministro costuma ocorrer na comissão especial, mas a oposição vem apresentando uma série de requerimentos para a convocação do ministro. Neste caso, governistas entraram em campo para convencer a oposição a transformar o requerimento de convocação em um convite, o que é considerado mais brando, já que o primeiro tipo é obrigatório. A reunião com Guedes, no entanto, corre o risco de ser esvaziada. Como o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostrou na quinta-feira, o envio de uma proposta de reforma da Previdência para os militares com compensações bilionárias para a carreira foi o estopim para os deputados do chamado Centrão deflagrarem uma ofensiva contra a articulação do governo, que já vinha despertando a insatisfação dos parlamentares. Eles ameaçam não comparecer ao encontro na CCJ e decidiram rejeitar a relatoria da reforma da Previdência geral na comissão.

Estadão Conteúdo

22 de março de 2019, 13:22

ECONOMIA Governo bloqueia quase R$ 30 bilhões de despesas do Orçamento

A equipe econômica decidiu contingenciar (bloquear) R$ 29,792 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Orçamento Geral da União de 2019, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia. A cada dois meses, o governo apresenta o relatório com orientações para execução do Orçamento. O documento contém previsões para economia, receita e despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. De acordo com o relatório, o corte de bilhões é necessário para que o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cumpra a meta de déficit primário de R$ R$ 139 bilhões estipulada para 2019. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública. A distribuição dos cortes, segundo os ministérios e os demais órgãos federais, será definida por decreto de programação orçamentária, editado até o dia 29. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, não adiantou se haverá corte de emendas parlamentares. O bloqueio no orçamento foi influenciado pela estimativa de diminuição das receitas deste ano no total de R$ 29,740 bilhões. As principais reduções foram: receitas administradas (impostos e contribuições), que devem cair R$ 11,160 bilhões; arrecadação da Previdência, com previsão de queda de R$ 6,730 bilhões; e exploração de recursos naturais, devido ao preço do barril de petróleo e do dólar, com expectativa menor em R$ 11,615 bilhões. Por outro lado, houve aumento na previsão de receitas com concessões e permissões (R$ 1,292 bilhão).

Agência Brasil

22 de março de 2019, 10:44

ECONOMIA Governo bloqueia quase R$ 30 bilhões de despesas do Orçamento

A equipe econômica decidiu contingenciar (bloquear) R$ 29,792 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Orçamento Geral da União de 2019, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia. A cada dois meses, o governo apresenta o relatório com orientações para execução do Orçamento. O documento contém previsões para economia, receita e despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. De acordo com o relatório, o corte de bilhões é necessário para que o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cumpra a meta de déficit primário de R$ R$ 139 bilhões estipulada para 2019. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública. A distribuição dos cortes, segundo os ministérios e os demais órgãos federais, será definida por decreto de programação orçamentária, editado até o dia 29.

Agência Brasil

21 de março de 2019, 17:50

ECONOMIA Empresa de calçados deve gerar 400 empregos em Madre de Deus

Foto: Divulgação

Empresa gaúcha Conforto Calçados de Segurança vai investir R$ 8 milhões em fábrica na cidade de Madre de Deus

A empresa gaúcha Conforto Calçados de Segurança assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta quinta-feira (21), para implantar uma fábrica de calçados e luvas de couro, voltados para linha de EPI, no município de Madre de Deus. O empreendimento vai investir R$ 8 milhões e deve gerar 280 empregos diretos e mais 150 indiretos. “Temos avançado na atração de empresas para o interior do nosso estado e isto significa criar postos de trabalho para os baianos. A Conforto é uma empresa séria, há 34 anos no mercado, e vai contribuir com o desenvolvimento econômico do município, onde montarão uma filial produtiva de qualidade”, comentou João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico. De acordo com o executivo da Conforto, Davi Santos, o grupo deseja expandir o percentual de venda da marca na Bahia, que atualmente é de 4%. “A Bahia tem muitas novas possibilidades de negócios e este foi um dos motivos que nos levou a escolher o estado, pelo bom posicionamento estratégico em relação à região Nordeste do país. Isto nos ajuda com novos clientes e facilidade de venda, além, é claro, dos incentivos fiscais que o governo oferece”, afirmou. A empresa é uma das 5 marcas mais lembradas e reconhecidas do país e está aumentando suas exportações. A planta industrial de Madre de Deus terá uma produção mensal de 80 mil pares. O prefeito do município, Jeferson Andrade, e o deputado estadual Niltinho participaram do ato.

21 de março de 2019, 12:20

ECONOMIA Tesouro anuncia captação de recursos no exterior

O Tesouro Nacional anunciou hoje (21) a captação de recursos no exterior. Em nota, o Tesouro informou que será lançado o bônus da República denominado em dólares e com vencimento em 28 de maio de 2029, o Global 2029. A operação será liderada pelo Bank of America Merrill Lynch, Bradesco e JP Morgan. O título será emitido no mercado global e o resultado será divulgado ao fim do dia de hoje. Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Os recursos captados no exterior são incorporados às reservas internacionais do país. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

Agência Brasil

21 de março de 2019, 11:46

ECONOMIA Arrecadação chega ao recorde de R$ 115 bilhões em fevereiro

A arrecadação das receitas federais somou R$ 115,062 bilhões, em fevereiro de 2019, informou hoje (21) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia. O crescimento real (descontada a inflação) comparado ao mesmo mês de 2018 chegou a 5,36%. É o maior resultado da série histórica desde o Plano Real, em 1995. As receitas administradas pela Receita Federal (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 112,957 com aumento real de 5,46%. De janeiro a fevereiro, a arrecadação somou R$ 275,487 bilhões, com crescimento real de 1,76%. As receitas administradas pela Receita chegaram a R$ 263,255 bilhões, com aumento real de 0,99%. As receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo) chegou a R$ 12,233 bilhões, com crescimento de 21,81%.

Agência Brasil

20 de março de 2019, 19:20

ECONOMIA Guedes diz que economia bruta com militares pode chegar a R$ 100 bilhões

Foto: Fábio Motta/Estadão

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o projeto de lei sobre a reforma da Previdência dos militares pode ter um impacto de R$ 100 bilhões. “Trouxemos essa reforma para cá, são dezenas de bilhões. Chega a quase R$ 100 bilhões, a contribuição nos próximos dez anos e daí para frente, o regime dos militares será superavitário. Mais do que justo também houve um programa”, disse Guedes. O custo da reestruturação da carreira dos militares, no entanto, será de R$ 86,85 bilhões em 10 anos. Guedes entregou o projeto nesta quarta-feira, 20, à Câmara dos Deputados na companhia do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros da Casa Civil e Defesa, Onyx Lorenzoni e Fernando Azevedo e Silva. “Viemos fazer a entrega para Rodrigo Maia da contribuição dos militares para nossa reforma previdenciária. A reforma que orçamos em R$ 1,170 trilhão, é, pela equipe econômica, considerada indispensável para que possamos retomar o crescimento econômico”, disse ao deixar o gabinete do presidente da Câmara. Caso a reforma não seja feita, segundo ele, o Estado estaria “rumo à insolvência”. “Por isso, encaminhamos uma reforma com potência fiscal, acima de um trilhão de reais e os militares, as forças armadas brasileiras, com o patriotismo de sempre, entenderam a importância em participarem dessa contribuição”, disse. Segundo Guedes, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, fechou os detalhes da reforma dos militares nesta quarta em conjunto com o ministro da Defesa. O ministro da Economia afirmou que o projeto trata de um programa de reestruturação da carreira. “Sentimos que estamos fazendo uma correção não só da Previdência, mas também do lado de reduzir privilégios”, disse. “O projeto trata basicamente da proteção social dos militares”, disse. Segundo ele, foram realizadas duas negociações diferentes entre dos militares. “Nós da economia não entramos em nada da reestruturação dos militares”, disse. O ministro da Defesa, Azevedo e Silva, afirmou que os militares vão contribuir com o “enorme esforço fiscal para o País”, disse. Ele ressaltou as peculiaridades da carreira e disse que os militares “não têm uma relação de trabalho entre patrão e empregado”, disse. Sobre a proposta, o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA), afirmou nesta quarta-feira que a reestruturação da carreira militar poderia abrir caminho para fazer o mesmo entre civis. “Se começa a fazer concessões, o risco é desfigurar completamente a proposta aqui. Poderia ter reestruturação (de carreira) para civis também, abrir caminho para isso. Inclusive para nós, que estamos há quatro anos sem ajuste. Isso pode contaminar o ambiente e os outros segmentos”, disse o parlamentar. Ele afirmou que ainda não viu a proposta do governo, mas que pretende verificar se não seria possível ter aplicado uma “equidade maior” em comparação com a reforma geral da Previdência. Caso seja possível, avaliou que ajustes devem ser feitos pelo Legislativo. “Temos que tratar todos da mesma forma. Não dá para ser seletivo e privilegiar uma categoria sob risco de prejudicar toda a tramitação da reforma da Previdência”. Para Nascimento, a ida do presidente Jair Bolsonaro ao Congresso para entregar pessoalmente o projeto de lei de reestruturação do sistema de proteção social das Forças Armadas foi para mostrar “a relação que ele tem com os militares”. “Ele (Bolsonaro) fez questão de frisar que, se de um lado a reforma vai na mesma linha dos militares darem uma contribuição do mesmo modo que as outras categorias estão dando, ele fez referências a que no passado os militares foram prejudicados e agora ele está procurando corrigir algumas distorções na carreira”, disse.

Estadão Conteúdo

20 de março de 2019, 18:50

ECONOMIA Banco Central mantém taxa básica de juros em 6,5% pela oitava vez seguida

Foto: André Dusek/Estadão

Banco Central do Brasil

O Banco Central decidiu manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano nesta quarta-feira, 20. Foi a oitava reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom) em que a taxa seguiu no atual patamar. Esse foi o primeiro encontro do colegiado sob o comando do economista Roberto Campos Neto. A decisão já era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro e foi tomada de maneira unânime pela equipe econômica. De acordo com o comunicado divulgado pelo Banco Central, a taxa foi mantida tendo em vista os indicadores recentes da atividade econômica brasileira, que apontam um ritmo aquém do esperado. A recuperação econômica gradual também foi levada em consideração.

Estadão Conteúdo

19 de março de 2019, 19:35

ECONOMIA Brasil e EUA concordam em reduzir as barreiras de investimentos e comerciais

Foto: Reprodução/Twitter

Jair Bolsonaro e Donald Trump em encontro na Casa Branca

A Casa Branca divulgou nesta terça-feira, 19, um comunicado conjunto sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. No texto, o Executivo americano afirma que os dois países concordaram em reduzir barreiras comerciais e de investimentos. Entre elas, estão a importação de 750 mil toneladas de trigo americano a uma tarifa zero de impostos e o estabelecimento de bases científicas para a importação de carne suína produzida nos EUA. Os americanos, por sua vez, concordaram em marcar uma visita técnica para avaliar as condições sanitárias da carne bovina brasileira para exportação. Foi anunciada também a criação de um fundo de US$ 100 milhões para investimento na Amazônia. Os EUA concordaram também, de acordo com o comunicado, em apoiar a iniciativa brasileira de entrar na OCDE. Em troca, Bolsonaro concordou em deixar de buscar tratamento especial em demandas na OMC. Quanto à questão da isenção de visto para americanos, Trump ofereceu como contrapartida tomar os passos necessários para que o Brasil entre no programa de “viajante confiável” do Departamento de Segurança Interna. Empresários brasileiros não esperam que a visita do presidente Jair Bolsonaro gere, no curto prazo, medidas concretas que reforcem o fluxo comercial entre os dois países. Este é o resultado de uma pesquisa inédita realizada pela Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) com 252 presidentes e diretores de empresas de companhias atuam em diversos setores do País. Para 86% desses empresários, o governo brasileiro está empenhado em uma real aproximação. Dos que se mostraram otimistas, 49% acham que a visita de março ainda não trará efeitos concretos no fluxo comercial, mas 37% acreditam que o encontro resultará em ações práticas. Outros 12% se mantiveram neutros e disseram que ainda é cedo para avaliar os efeitos.

Estadão Conteúdo

19 de março de 2019, 18:05

ECONOMIA Apoio de Trump à entrada do Brasil na OCDE é decisivo, afirma CNI

Foto: Evan Vucci/AP Photo

Jair Bolsonaro e Donald Trump

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como decisivo o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Durante encontro com o presidente Jair Bolsonaro em Washington nesta terça-feira, 19, Trump afirmou que irá apoiar a entrada do Brasil na OCDE. “Eu estou apoiando o Brasil para entrar na OCDE”, disse, no Salão Oval da Casa Branca, onde recebeu o presidente Bolsonaro. “A indústria entende que o ingresso na organização vai acelerar o processo de reformas estruturais e aperfeiçoar a qualidade regulatória do País, condições necessárias para melhorar o ambiente de negócios e promover o crescimento econômico”, diz a CNI em nota. A gerente de Política Comercial da CNI, Constanza Negri, avalia que o Brasil avançou muito na convergência de políticas para participar da OCDE. “É o país não-membro com a maior adesão aos instrumentos da organização – já aderiu a cerca de 30% dos instrumentos que envolvem, por exemplo, comércio, tributação e governança. Além disso, o governo brasileiro está comprometido com as reformas da previdência e reconhece a importância da reforma tributária”, avalia. A entidade lembra que o Brasil pediu para fazer parte da OCDE em maio de 2017. Se o pedido for aceito, destaca a CNI, o País terá de assumir compromissos com impactos significativos na economia e na indústria. Entre os benefícios, a CNI destaca a melhoria do ambiente regulatório, a modernização institucional, o aprimoramento da governança e a convergência às melhores práticas internacionais. “Os desafios são grandes, mas o acesso à OCDE é uma oportunidade para a modernização institucional do Brasil e para a concretização das reformas estruturais há muito tempo defendidas pela indústria”, afirma a gerente.

Estadão Conteúdo

19 de março de 2019, 13:26

ECONOMIA Reforma da Previdência dos militares deve gerar economia de R$ 13 bi, diz Mourão

Foto: Ag. Brasil

Vice-presidente Hamilton Mourão

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira, 19, que a reforma da Previdência dos militares deve gerar economia de R$ 13 bilhões aos cofres públicos em 10 anos. Ele não deu detalhes sobre os custos iniciais que serão gerados com a reestruturação da carreira. “Será superavitário em dez anos”, disse. “O saldo é de R$ 13 bilhões positivos para a União.” Segundo Mourão, a proposta está pronta, mas ainda depende do aval do presidente Jair Bolsonaro. O texto será apresentado ao presidente nesta quarta, pela manhã, no Palácio do Alvorada, após ele retornar de viagem aos Estados Unidos. “Já está tudo ajustado, vai apresentar para o presidente amanhã para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada que tenha que definir por parte do Ministério da Defesa, só a decisão presidencial agora”, disse Mourão. Para o presidente em exercício, a contribuição dos militares deve ter aumento progressivo para evitar a redução imediata de salários da categoria. Mourão destacou que, com a proposta dos militares, haverá aumento da alíquota de 7,5% para 10,5% ao longo dos próximos dois anos. Somando com os 3,5% do plano de saúde, valor que já é adotado, concluiu que a contribuição vai aumentar para 14% ao longo dos próximos dois anos. Ainda não foi acertado se o presidente Bolsonaro levará pessoalmente o texto ao Congresso, nem se a proposta será apresentada ao Legislativo no período da tarde.  De acordo com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, não é possível garantir que a proposta será entregue ao Congresso no período da tarde. “Um passo de cada vez, estamos fazendo os ajustes finais. A proposta será apresentada ao presidente amanhã pela manhã”, frisou.

Estadão Conteúdo

19 de março de 2019, 12:27

ECONOMIA Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves

A partir de hoje (19), Brasil e México passam a ter livre comércio de veículos leves, sem a cobrança de tarifas ou limitação quantitativa. A medida está prevista no Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE-55), que regula o comércio automotivo e a integração produtiva entre os dois países desde 2002. O fim do regime de cotas para veículos leves neste ano estava previsto em acordo firmado em 2015. A partir de hoje, também deixa de vigorar a lista de exceções, que previa regras de origem específicas para autopeças. “O retorno ao livre comércio automotivo entre Brasil e México é passo importante para aprofundar o relacionamento comercial entre as duas maiores economias da América Latina”, disseram, em nota, os ministérios da Economia e das Relações Exteriores. A partir de 2020, está previsto o livre comércio também para veículos pesados (caminhões e ônibus) e suas autopeças. “Adicionalmente, o governo brasileiro tem grande interesse em ampliar o livre comércio com o México para outros setores, tanto industriais quanto agrícolas, com a inclusão de matérias sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e barreiras técnicas ao comércio, conforme compromisso assumido anteriormente nas negociações do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53)”, diz a nota. “Dentro de uma dinâmica de abertura e de aproveitamento do pleno potencial das duas maiores economias da América Latina, o Governo brasileiro pretende retomar as negociações para um acordo mais abrangente de livre comércio com o México, paralisadas desde 2017.”

Agência Brasil

18 de março de 2019, 21:24

ECONOMIA Livre-comércio de veículos entre Brasil e México começa a valer nesta terça-feira

Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Brasil e México passam a ter, pela primeira vez, livre-comércio de veículos e autopeças

A partir de terça-feira, 19, Brasil e México passam a ter, pela primeira vez, livre-comércio de veículos e autopeças. Significa que montadoras instaladas nos dois países poderão exportar e importar produtos sem qualquer barreira comercial como cotas e Imposto de Importação. Até agora, o acordo entre as duas partes previa cotas isentas de impostos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defendia a prorrogação, por mais três anos, do sistema de cotas alegando que a competitividade da indústria brasileira é muito inferior à do parceiro, que tem carga tributária interna menor, infraestrutura mais eficiente tem elevada escala por exportar a maior parte de sua produção para os Estados Unidos. O receio é de que as matrizes das empresas prefiram investir no México em vez do Brasil. “Vamos observar se isso vai impactar os novos investimentos; as empresas vão avaliar a nova situação para poderem tomar suas decisões”, disse ontem o presidente da Anfavea, Antonio Megale, que foi informado oficialmente da decisão dos dois governos por volta das 19h. Segundo ele, também havia um problema com a definição do conteúdo local (origem das peças usadas nos veículos). O acordo que expira hoje previa menos de 35% de conteúdo regional, dependendo do tipo de peça. Esse porcentual sobe agora para 40%. “Esse tema era para ter sido discutido no ano passado, mas como houve troca de governos nos dois países não houve essa negociação”, disse Megale. O setor teme que muitas das peças usadas nos carros mexicanos venham de outros países. Diferente de anos atrás, quando registrava superávit, o Brasil hoje importa mais do que exporta para o México. Os dois países têm acordo comercial no setor automotivo desde 2002. A última renovação ocorreu em 2015, data inicialmente prevista para o início do livre-comércio, mas foram mantidas as cotas por mais cinco anos, com valores aumentando 3% a cada ano. Nos últimos 12 meses, entre março de 2018 e março deste ano, a cota era de US$ 1,7 bilhão para cada país. Segundo fontes do Ministério da Economia, no curto prazo o efeito do livre-comércio será quase nulo porque o volume importado pelo Brasil do México está 14% abaixo do que prevê a cota atual. A mudança no acordo só deve ter impacto sobre o mercado quando a atividade econômica acelerar. Os carros importados do México são produtos de maior valor agregado, como Volkswagen Jetta e Tiguan, Chevorlet Tracker e Equinox, Ford Fusion, Audi Q5 e Nissan Sentra. Do Brasil para lá seguem modelos de menor porte e valor, como Gol, up!, Ka, Onix, Civic e EcosSport. Por enquanto, a mudança para o livre comércio valerá apenas para automóveis e comerciais leves, com a inclusão dos caminhões e ônibus a partir do ano que vem. Uma outra fonte do Ministério da Economia afirmou que o acerto entre os dois países servirá para pressionar a Argentina a aceitar também o livre-comércio para o setor automotivo com o Brasil. Assim como em relação aos veículos mexicanos, os modelos argentinos que chegam ao País também são de maior valor agregado. O acordo atual com os argentinos vai até junho de 2020 e prevê que, para cada US$ 1 importado da Argentina em veículos e autopeças, US$ 1,5 pode ser exportado pelo Brasil livre de Imposto de Importação. O Ministério da Economia deve divulgar hoje nota com os detalhes das novas condições do acordo entre Brasil e México. As conversas entre os dois países demoraram para começar porque os dois governos são comandados por presidentes recém-empossados, Jair Bolsonaro, no cargo desde o início de janeiro, e Andrés Manuel López Obrador, empossado no início de dezembro. As negociações nos últimos meses ocorreram apenas entre os governos dos dois países, sem as participações das entidades representativas das montadoras dos dois países.

Estadão Conteúdo

18 de março de 2019, 20:20

ECONOMIA Brasil e México assinam acordo de livre comércio de veículos entre os países

Brasil e México assinam nesta segunda-feira, 18, acordo que garante o livre-comércio automotivo entre os países. A informação foi confirmada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No governo, fontes do ministério da Economia também confirmaram a medida, segundo apuração do Estadão/Broadcast. A informação já circulava na tarde desta segunda-feira, antes da comunicação oficial à Anfavea, que preferia manter um sistema de cotas entre os países, alegando desvantagens competitivas do Brasil em relação ao México. O novo regime entre Brasil e México substitui o até então vigente, com prazo para expirar nesta terça-feira, 19. Segundo o tratato, renovado pela última vez em 2015, os países se comprometiam com cotas máximas de exportação e importação, que cresciam a cada 12 meses. Nos últimos 12 meses, entre março de 2018 e março de 2019, a cota foi de US$ 1,704 bilhão para cada país. Atualmente, o volume importado pelo Brasil do México está 14% abaixo do que prevê a cota atual. A mudança no acordo, segundo analistas, só deve ter impacto sobre o mercado quando a atividade econômica acelerar. Por enquanto, a mudança para o livre comércio valerá apenas para automóveis e comerciais leves, com a inclusão dos caminhões e ônibus a partir do ano que vem. O acordo também prevê que, a partir desta terça, o índice de conteúdo regional (peças fabricadas em cada um dos países usadas nos carros) passa a ser de 40%. Hoje, o índice é menor e varia a depender da peça. Uma outra fonte do ministério da Economia afirma também que o acerto entre os dois países servirá para pressionar a Argentina a aceitar também o livre comércio para o setor automotivo com o Brasil, porque os carros produzidos no México, em geral, são de maior valor agregado, perfil semelhante ao do carro importado da Argentina. O acordo atual com os argentinos vai até junho de 2020 e prevê que, para cada US$ 1 importado da Argentina em veículos e autopeças, US$ 1,5 pode ser exportado pelo Brasil para lá. O Ministério da Economia deve divulgar entre esta segunda e terça-feira uma nota com os detalhes das novas condições do acordo entre Brasil e México. As conversas entre os dois países demoraram para começar porque os dois governos são comandados por presidentes recém-empossados, Jair Bolsonaro, no cargo desde o início de janeiro, e Andrés Manuel López Obrador, empossado no início de dezembro do ano passado.

Estadão Conteúdo