21 de setembro de 2019, 16:30

ECONOMIA Em Abu Dhabi, Tereza Cristina visita fábrica da BRF

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, visitou neste sábado em Abu Dhabi, uma fábrica de alimentos processados da brasileira BRF e uma fazenda de frutas e legumes. A visita faz parte da última etapa da missão da pasta ao Oriente Médio, iniciada em 11 de setembro, informou a assessoria de imprensa do Ministério. Na planta da BRF, localizada na zona industrial de Kizad, a delegação brasileira foi recebida pelo vice-presidente Jurídico, de Compliance e Relações Institucionais, Bruno Ferla. Segundo o Ministério, cerca de 90% da matéria prima da fábrica é oriunda do Brasil. A unidade produz alimentos processados como hambúrguer.

Tereza Cristina também visitou plantações de tomate, banana, berinjela, pepino, manga e milho da fazenda Al Adla Farm. As lavouras utilizam apenas controle biológico de pragas e estufas irrigadas por gotejamento com água dessalinizada. “É muito interessante para nós, que temos água em abundância e terra fértil, ver como eles conseguem produzir no deserto. Produção excelente no ambiente mais crítico possível”, disse a ministra após a visita, em nota oficial.

De acordo com a agenda oficial da ministra, neste domingo (22), ela vai participar de um seminário sobre oportunidades de negócios no Brasil na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em Dubai. Na próxima segunda-feira (23), Tereza Cristina retorna ao Brasil.

20 de setembro de 2019, 20:46

ECONOMIA Bolsa fecha no maior patamar em dois meses; dólar cai para R$ 4,130

Foto: Werther Santana/Estadão

A Bolsa brasileira operou deslocada do mercado americano e fechou em alta de 0,45%

A Bolsa brasileira operou deslocada do mercado americano e fechou em alta de 0,45%, a 104.817 pontos, maior patamar desde 11 de julho. O dólar, que chegou a R$ 4,185 pela manhã, perdeu força e encerrou em queda de 0,26%, a R$ 4,1530. Nos Estados Unidos, índices da Bolsa de Nova York, que operavam em alta pela manhã, inverteram o sinal com a notícia de que uma delegação chinesa cancelou visitas a fazendas no estado americano de Montana. O presidente americano Donald Trump também mexeu com os ânimos do mercado ao declarar que a China é uma ameaça ao mundo e que não busca um acordo parcial com a Pequim, apenas um acordo total. Especulava-se sobre a possibilidade de um primeiro ajuste nas relações comerciais entre os países, com o cancelamento de tarifas. Trump também disse que o que o eleitorado americano não o punirá pela guerra comercial nas eleições de 2020. Com o agravamento das tensões comerciais, índices americanos fecharam em queda e, no saldo semanal, quebraram um ciclo de três semanas de altas. Nesta sexta, Dow Jones caiu 0,58%, S&P 500 0,50% e Nasdaq, 0,80%. Além disso, o Fed, banco central americano, disse que realizará mais operações compromissadas até outubro para injetar dinheiro no sistema bancário do país. Nesta semana, as taxas de juros no mercado de “repos” –captação de fundos de curto prazo, por meio de compra e venda de títulos sob acordos de prazo muito curto–, tiveram alta de mais de 400% e foram para níveis mais altos desde o auge da crise global de crédito em 2008, em patamares de 10%. Se essa condição persistir, cresce o receio de que os formuladores de política monetária estejam perdendo o controle das taxas de juros de curto prazo. Embora as operações de recompra devam fornecer uma ajuda temporária, analistas disseram que o Fed precisa oferecer soluções mais permanentes. No Brasil, a Bolsa brasileira acumulou alta de 1,27% na semana marcada pelo corte na Selic e pela disparada do petróleo, que subiu 7,56% no período. Nesta sessão, o Ibovespa teve alta de 0,45%, a 104.817 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,3 bilhões, acima da média diária para o ano. Segundo Bruno Capusso, analista sênior de Tesouraria do banco Fator, o mercado brasileiro foi beneficiado pela escolha de José Barroso Tostes Neto, auditor fiscal aposentado, como o novo secretário especial da Receita Federal, em substituição a Marcos Cintra. Capusso diz que havia uma apreensão de que o indicado ao cargo fosse de fora do órgão. Ele também cita operação da Polícia Federal que tem como alvo o líder do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Hoje o mercado está mais tranquilo com esta operação, pois ela não deve atrapalhar andamento das pautas do governo”, diz Capusso. O dólar, por sua vez, acumulou valorização de 1,6% no período. Dentre moedas emergentes, o real é a terceira que mais se desvalorizou. Apenas o Rand sul-africano e o Zloty polonês tiveram desempenhos piores na semana. Este movimento é fruto da queda no carry trade –prática de investimentos em que o ganho está na diferença do câmbio e dos juros. O corte na taxa básica de juros promovido pelo Banco Central na quarta (18) deixa aplicações com juros menos atrativas para estrangeiros, que entrevam com dólares no país. No momento, a diferença entre juros no Brasil nos Estados Unidos, que já foi grande, está no menor patamar da história, o que deixa o investimento em juros no Brasil menos atrativo. O saldo pode ser ainda menor, com a previsão da Selic a 4,5% ao fim do ano. Tal movimento leva o dólar a ganhar força frente ao real. Na manhã desta sexta-feira (20), a moeda chegou a R$ 4,185, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais. Na data, a moeda bateu os R$ 4,20, recorde nominal.

Folhapress

20 de setembro de 2019, 18:36

ECONOMIA Empresários preveem queda da inadimplência e mais investimentos até o fim do ano

O total de empresários que espera queda na inadimplência até o fim do ano aumentou de 25% para 32% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período de 2018. Além disso, 51% dos empresários pretendem realizar investimentos até o fim de 2019, marcando um crescimento de 13 pontos porcentuais em relação a 2018. Os dados aparecem na Pesquisa Perspectiva Empresarial, feita pela Boa Vista ao longo do 3º trimestre. Ainda em relação aos investimentos, 55% das empresas têm a intenção de aportar recursos em novos produtos e serviços, 53% querem dar um upgrade tecnológico e 46% capacitar seus profissionais. E no que diz respeito à inadimplência, o porcentual dos empresários que aguardam aumento diminuiu 10 pontos porcentuais, ficando em 20% atualmente. A pesquisa da Boa Vista também mostra que a perspectiva do empresário quanto ao nível de endividamento não se alterou: 38% acreditam que o endividamento de suas empresas pode vir a diminuir ao longo deste ano, enquanto para 29% continuará no mesmo patamar e para 20% apresentará crescimento. Por fim, 39% dos entrevistados informam que demandarão mais crédito neste ano. Desses, 46% dizem que usarão para novos investimentos, 33% para alavancar capital de giro e 21% para pagar empréstimos e credores. Para o levantamento, foram ouvidos cerca de mil empresários no País, por meio de uma consulta eletrônica. O universo é representado por empresas do Comércio (atacadista e varejista), de Serviços (instituições financeiras e construção civil) e Indústria.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 15:42

ECONOMIA Economia libera R$ 12,459 bi do Orçamento de 2019

Os ministérios da Educação, da Economia e da Defesa foram os maiores beneficiados pela liberação de recursos do Orçamento anunciada nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia. O governo desbloqueou ao todo R$ 12,459 bilhões. A informação foi antecipada pelo Broadcast e consta no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 4º bimestre, divulgado pela pasta. Parte desse dinheiro não poderá ser distribuída livremente. Do total, R$ 2,6 bilhões vêm das receitas recuperadas por meio da Operação Lava Jato. Esse dinheiro já está carimbado e não pode ser redirecionado. A decisão foi um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF). Outros R$ 8,3 bilhões foram distribuídos entre os órgãos da Esplanada dos Ministérios. O Ministério da Educação recebeu R$ 1,99 bilhão dos recursos ordinários do Orçamento e mais R$ 1 bilhão do fundo da Lava Jato que será direcionado para a educação infantil. O Ministério da Economia, por sua vez, recebeu R$ 1,75 bilhão. Já a Defesa foi contemplada com R$ 1,65 bilhão. Com volume menor de recursos, foram beneficiados Saúde (R$ 700 milhões), Infraestrutura (R$ 450 milhões) e Minas e Energia-MME (R$ 340 milhões). Como mostrou o Broadcast, o MME chegou a usar como argumento o megaleilão de petróleo do pré-sal em seu pedido por recursos para a PPSA, empresa que gerencia os contratos de exploração do pré-sal. A pasta chegou a afirmar que havia risco para a arrecadação de União, Estados e municípios. O Ministério do Desenvolvimento Regional, que gerencia o programa Minha Casa Minha Vida, recebeu R$ 200 milhões na distribuição dos recursos.

Estadão

20 de setembro de 2019, 09:31

ECONOMIA Propostas do Congresso ampliam gastos da União

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Enquanto o Ministério da Economia busca medidas para evitar uma paralisia da máquina pública por falta de recursos, propostas em debate no Congresso têm potencial para estrangular ainda mais o Orçamento. Embora seja considerado mais austero do que a formação do último mandato, o atual Congresso vem trabalhando em iniciativas que ampliam os gastos da União em um momento de forte aperto fiscal. Em discussão, estão medidas que beneficiam parlamentares e partidos políticos, perdoam dívidas de produtores rurais e ampliam o poder do Congresso na gestão do Orçamento. Há também proposta que multiplica os gastos da União com educação básica, mas sem o aval do governo.

Para o ano que vem, a equipe econômica estima que, após pagar todas as despesas obrigatórias como salários e aposentadorias, restarão R$ 89,2 bilhões para as chamadas despesas discricionárias, que incluem investimentos em infraestrutura, custeio da máquina pública e pagamento de bolsas de estudos. O valor, que corresponde a 6% de todo o Orçamento, está no patamar mínimo histórico. Na avaliação de técnicos do governo, o montante não é suficiente para o ano e pode levar à paralisia de serviços.

Em meio a esse cenário, parlamentares articulam multiplicar por quatro a participação da União no financiamento da educação básica. Relatório final sobre a renovação do Fundeb prevê que a complementação federal ao fundo passe de 10% para 40%. O governo defende que o aumento vá apenas para 15%. Pelos cálculos do Ministério da Economia, a mudança deve gerar um impacto de R$ 855 bilhões aos cofres federais em dez anos.

Folha de S.Paulo

20 de setembro de 2019, 09:15

ECONOMIA Apoiadores de Bolsonaro veem sinais de desânimo em empresários

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Lideranças que participaram dos esforços para a ascensão de Jair Bolsonaro com convicção começam a narrar um sentimento de desembarque de empresários decepcionados com a falta de reação da economia chefiada por Paulo Guedes. Mas a saída é silenciosa, ou seja, sem manifestações públicas de desgosto. Por patriotismo, um conceito que internalizaram na gestão Bolsonaro, a ordem é manter a discrição e continuar tentando ajudar.

Painel S.A./Folha de S.Paulo

19 de setembro de 2019, 17:16

ECONOMIA CDS: Risco Brasil cai a menor nível em seis anos

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O risco Brasil vem registrando nova rodada de queda e está em 116 pontos

O risco Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), um título que protege contra calotes na dívida soberana, vem registrando nova rodada de queda e está em 116 pontos. É o menor nível em seis anos, desde maio de 2013. Mas outros ativos brasileiros, principalmente o dólar e a Bolsa, não estão acompanhando o movimento de melhora de percepção dos investidores sobre o País. Economistas e gestores ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que este “descolamento” mostra que os investidores estão antecipando um cenário doméstico melhor pela frente, mas, no momento, ainda seguem cautelosos e não vão aportar recursos em ativos locais sem maior crescimento econômico e avanço de outras reformas, inclusive o término da Previdência. Historicamente, o CDS, o dólar e o Ibovespa têm correlação próxima – sendo que câmbio e risco costumam caminhar na mesma direção -, mas desde o segundo semestre do ano passado os comportamentos passaram a divergir. Um ex-diretor do Banco Central calcula que, com o CDS na casa dos 120 pontos, como agora, era para o dólar estar em R$ 3,60 ou abaixo. Mas a moeda está em R$ 4,10 e a visão dos especialistas é a de que não deve cair para abaixo de R$ 4 tão cedo. Para o mercado de ações, a avaliação é que, com o CDS neste nível, o Ibovespa deveria, pelo menos, estar acima da pontuação atual – que tem ficado entre 103 mil e 104 mil pontos nos últimos sete pregões. Lucas Tambellini, estrategista de renda variável do Itaú BBA, afirma que, após vários anos com excesso de liquidez global, os contratos de CDS de vários países estão perto das mínimas históricas. No caso do Brasil, o nível de risco tem caído também diante da sinalização de melhora do lado fiscal. “No passado, a correlação era mais forte, mas estamos agora em um momento descolado. Na questão cambial, a taxa está se comportando de maneira diferente por motivos externos, uma vez que o dólar está forte praticamente contra o resto do mundo”, diz. Para o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, as taxas do CDS mostram que “a solvência externa do Brasil está sendo vista como positiva”. Segundo ele, no entanto, o que falta para o estrangeiro entrar aqui é crescimento econômico. “O Brasil não tem PIB para mostrar ao investidor estrangeiro”, afirma. O Bradesco calcula que o País perdeu ao redor de US$ 50 bilhões nos últimos meses de recursos externos. Três fatores têm contribuído para este movimento, segundo o economista do banco. A redução do diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, que pode diminuir ainda mais esta semana, deixando o país menos atrativo para os estrangeiros. O outro é que muitas empresas passaram a trocar dívida externa por dívida em real, por conta dos custos atrativos de captar recursos no mercado de capitais brasileiro. Um terceiro ponto que ainda pesa é o fato de o Brasil não ser mais classificado como grau de investimento, o que impede determinados investidores de aplicar no País. De acordo o Itaú BBA, na ausência de boas notícias externas, principalmente em relação à guerra comercial, o real deve permanecer depreciado. Assim, a instituição projeta o dólar a R$ 3,80 em 2019 e R$ 4 em 2020, indicando, porém, que a moeda poderá se estabilizar próximo aos patamares atuais, na ausência de acontecimentos positivos na economia global. Tambellini afirma que, entre as diversas variáveis para os cálculos do preço justo do Ibovespa, um CDS em 200 pontos já permitiria a projeção para o índice perto de 132 mil pontos em dezembro de 2020. Mas com o CDS atualmente abaixo disso, há espaço para ver a Bolsa avançando mais. Por exemplo, diz, caso o risco médio a ser considerado seja de 160 pontos, a expectativa seria de 147 mil pontos no mesmo período. Regina Nunes, sócia fundadora da RNA Capital, diz que, apesar do CDS, o Ibovespa só não estabelece uma tendência mais forte de alta porque, comparado a outros emergentes, o Brasil sofre com retiradas quando os investidores precisam de liquidez. Neste ano, os estrangeiros já retiraram R$ 22 bilhões da Bolsa. “Quando querem fugir de risco, os investidores tiram dos países mais líquidos e aqui a liquidez é brutal”, afirma. Para ela, a Bolsa tem sinal de compra e deve chegar a 120 mil pontos no médio prazo. O economista para Brasil do Citi, Leonardo Porto, ressalta que o CDS brasileiro vem caindo desde as eleições presidenciais, mas o movimento tem sido em linha com outros emergentes, a exceção da Argentina. A evolução de indicadores externos, como a redução do déficit da conta corrente para 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), além do crescimento das reservas internacionais nos últimos anos, ajudou a melhorar a percepção do Brasil. As obrigações externas do Brasil (incluindo dívida pública e privada) caíram de 47% do PIB em 2001 para 33% no primeiro trimestre deste ano.

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2019, 20:31

ECONOMIA Petrobrás eleva preço da gasolina em 3,5% e diesel em 4,2

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Alta do preço do petróleo no mercado internacional chegou ao Brasil

A alta do preço do petróleo no mercado internacional chegou ao Brasil. A Petrobrás reajustou os valores da gasolina em 3,5% e o óleo diesel em 4,2% em suas refinarias. A revisão, que valerá a partir da zero hora desta quinta-feira, 19, é uma reação ao atentado a refinarias na Arábia Saudita, que fez com que a commodity oscilasse até 20% na última segunda-feira. Nos últimos dois dias, o petróleo do tipo brent, comercializado na Europa, chegou a cair, mas não na mesma proporção da alta. A Petrobras, que mantém seus preços alinhados ao mercado internacional, chegou a manter os valores inalterados no início da semana, mas após questionamentos do mercado sobre uma possível ingerência do governo, reajustou os valores no mercado interno. A empresa tem especial interesse em demonstrar que possui independência e que a sua política de preços de combustíveis não está submetida a questões políticas. Caso contrário, não vai conseguir atrair investidores para comprar suas refinarias.

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2019, 18:30

ECONOMIA BC reduz juros básicos da economia para 5,5%, menor patamar da história

Foto: Beto Nociti/Banco Central

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, a taxa básica de juros, em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Esse é o segundo corte da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. Em meio à fraqueza da economia e aos índices controlados de inflação, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de que a Selic passasse por um novo corte. De um total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam por um corte de 0,50 ponto, para 5,50% ao ano. Ao anunciar sua decisão, o Copom – formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da instituição – também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza expectativas do mercado financeiro para o câmbio e os juros, o BC alterou sua projeção para o IPCA, o índice oficial de preços, em 2019 de 3,6% para 3,4%. No caso de 2020, a expectativa permanece em 3,6%. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Apesar do corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, o impacto imediato no custo do crédito ao consumidor final tende a ser pequeno, avalia a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Cálculos feitos pela entidade indicam que o juro médio cobrado de pessoas físicas no comércio passará de 78,36% para 77,54% ao ano. No caso do cartão de crédito, a redução significará queda dos juros de 266,85% para 265,28% ao ano. Em relação aos investimentos, de acordo com o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, com a nova queda da Selic os fundos de renda fixa continuam perdendo competitividade em relação à caderneta de poupança. Isso ocorre principalmente nos casos de aplicações de valores mais baixos, já que as taxas de administrações dos fundos costumam ser maiores. A Anefac lembra que, com a Selic a 5,50% ao ano, o rendimento da caderneta de poupança – equivalente a 70% da taxa básica – passa a ser de 3,85% ao ano. Neste cenário, um investimento em fundo de renda fixa passa a ser mais rentável que a poupança apenas se sua taxa de administração for inferior a 1% ao ano. A cada 45 dias, o Copom se reúne para calibrar o patamar da taxa Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%. O sistema prevê uma margem de tolerância para mais ou para menos. Por isso, a meta será considerada formalmente cumprida pelo Banco Central caso fique entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a o objetivo central é uma inflação de 4% – com oscilação autorizada entre 2,5% e 5,5%. Quando a inflação está alta ou indica que vai ficar acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai. Se as estimativas para a inflação estão em linha com a meta, como ocorre no cenário atual, é possível reduzir os juros. Isso permite maior endividamento das famílias e empresas e estimula a produção e o consumo. Essa decisão também precisa ser ajustada de forma a evitar o descontrole dos preços.

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2019, 16:47

ECONOMIA Governo lançará medidas para dinamizar mercado de trabalho, diz secretário

Foto: Adriano Machado/Reuters

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, prometeu o lançamento de medidas para dinamizar o mercado de trabalho até o fim de outubro. Segundo ele, no pacote estarão ações sobre empregabilidade, requalificação profissional e microcrédito. O secretário anunciou esse pacote após participação no IV Fórum Nacional do Comércio, em Brasília, nesta quarta, 18. Mas não deu detalhes sobre as medidas. Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 12,6 milhões de pessoas. Foi a quarta queda seguida. O desemprego, entretanto, ainda é maior que o registrado no trimestre encerrado em dezembro (11,6%). Questionado se a “carteira de trabalho verde e amarela” prometida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com menos direitos para os novos e jovens trabalhadores fará parte do pacote, Marinho garantiu que todos os direitos dos trabalhadores – que constam no artigo 7º da Constituição – serão preservados. “Não há nenhum interesse em alterar o artigo 7º. As medidas têm mais a ver com desoneração. Teremos que ser criativos e vocês saberão em outubro”, respondeu o secretário após apresentação no IV Fórum Nacional do Comércio, organizado pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Marinho adiantou ainda que tem conversado com o Congresso sobre uma possível flexibilização das cotas exigidas para menores aprendizes e portadores de deficiência nas empresas. Essa discussão, porém, não faz parte das medidas que serão anunciadas no próximo mês. “Precisamos racionalizar essas cotas. Há empresas com alta complexidade que têm dificuldades em cumprir essas cotas. Nos últimos anos, 400 mil vagas para essas cotas foram geradas e não foram ocupadas, em um contexto de desemprego alto. Precisamos reabilitar essas pessoas para essas atividades”, completou.

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2019, 10:35

ECONOMIA IGP-M acumula taxa de inflação de 3,08% em 12 meses, diz FGV

Foto: Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou deflação (queda de preços) de 0,28% na segunda prévia de setembro deste ano. A taxa é maior que a da segunda prévia de agosto, quando o IGP-M teve uma deflação mais intensa, 0,68%. Os dados foram divulgados hoje (18) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado da segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula inflação de 3,80% no ano e de 3,08% em 12 meses. Segundo a FGV, alta da taxa da prévia de agosto para setembro foi provocada pelo aumento de dois subíndices. A taxa de inflação do Índice Nacional do Custo da Construção subiu de 0,15% na segunda prévia de agosto para 0,67% na segunda prévia de setembro.

Já a deflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve uma deflação mais moderada no período. Se na prévia de agosto registrou queda de preços de 1,11%, em setembro a deflação ficou mais moderada (-0,52%). Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve queda na taxa, ao passar de uma inflação de 0,21% em agosto para uma deflação de 0,05% em setembro.

Agência Brasil

18 de setembro de 2019, 07:36

ECONOMIA IPC-Fipe sobe 0,13% na 2ª quadrissemana de setembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,13% na segunda quadrissemana de setembro, desacelerando em relação ao aumento de 0,29% observado na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na segunda leitura de setembro, três dos sete componentes do IPC-Fipe avançaram com menos força ou ampliaram deflação. Foi o caso de Habitação (de 0,81% na primeira quadrissemana para 0,59% na segunda quadrissemana), Transportes (de 0,23% para 0,17%) e Alimentação (de -0,02% para -0,54%).

Por outro lado, os demais itens subiram com maior vigor ou passaram a mostrar inflação: Despesas Pessoais (de -0,04% para 0,05%), Saúde (de 0,41% para 0,61%), Vestuário (de -0,15% para 0,05%) e Educação (de 0,05% para 0,09%). Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe na segunda quadrissemana de setembro:

– Habitação: 0,59%

– Alimentação: -0,54%

– Transportes: 0,17%

– Despesas Pessoais: 0,05%

– Saúde: 0,61%

– Vestuário: 0,05%

– Educação: 0,09%

– Índice Geral: 0,13%

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2019, 17:45

ECONOMIA Petróleo quem resolve é a Petrobras, diz Guedes

Foto: Estadão

Ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (17) que quem resolve a questão de preço do petróleo é a Petrobras. Esta foi a primeira declaração do ministro após a disparada do valor do barril nesta semana. Guedes participou de reunião com o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça. Ao retornar ao Ministério da Economia, tentou driblar jornalistas que o aguardavam no acesso de autoridades do prédio. O ministro, porém, acabou sendo visto nos corredores da pasta, cercado de seguranças, caminhando em direção ao elevador privativo. No curto trajeto, foi questionado em relação à variação de preços do barril de petróleo nos últimos dias. “Petróleo quem resolve é a Petrobras. Preço de petróleo, é a Petrobras”, respondeu. Após ataques no sábado (14) a instalações petrolíferas na Arábia Saudita, o preço do barril iniciou a semana com forte alta, o que pode levar a uma elevação de preços dos combustíveis no Brasil. No primeiro momento, a Petrobras decidiu não mexer nos preços dos combustíveis, sob o argumento de que era preciso avaliar a volatilidade do cenário. Em nota, o Ministério da Economia se limitou a informar que está acompanhando os desdobramentos do ataque à refinaria na Arábia Saudita e analisando os impactos no mercado internacional e na economia doméstica. Em abril, o valor de mercado da Petrobras teve forte queda após intervenção de Bolsonaro, que ordenou ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, a revogação do reajuste no preço do diesel horas depois de a medida ser divulgada.

Folhapress

17 de setembro de 2019, 13:16

ECONOMIA Etanol continua competitivo ante gasolina em cinco Estados brasileiros, diz ANP

Os preços médios do etanol continuaram vantajosos ante os da gasolina em cinco Estados brasileiros na semana passada – Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná – todos grandes produtores do biocombustível. O levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Em Mato Grosso, o hidratado é vendido, em média, por 60,56% do preço da gasolina, em Goiás a 64,69% e em Minas Gerais a 62,47%. Em São Paulo a paridade ficou em 64,36% e no Paraná em 68,93%. Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 65,96% entre os preços médios de etanol e gasolina, também favorável ao biocombustível. A gasolina segue mais vantajosa em Roraima, com a paridade de 93 52% para o preço do etanol.

Estadão

17 de setembro de 2019, 10:03

ECONOMIA Ataque à Arábia Saudita pode ser positivo para o Brasil, afirma diretor da ANP

A repercussão do ataque ocorrido no final de semana a uma refinaria na Arábia Saudita pode ser positiva para o Brasil, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone. Em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira, 17, Oddone comentou que a percepção de risco é maior nos países com tensões geopolítica mais acirradas. “A percepção de risco em relação ao Brasil é muito menor. O episódio pode aumentar o interesse pelo petróleo brasileiro, temos leilões importantes para acontecer”, disse, citando o leilão de excedentes da cessão onerosa, marcado para o dia 6 de novembro, e oportunidades em áreas do pré-sal.

O diretor da ANP afirmou que até o momento a agência não identificou alteração de preço nos combustíveis em decorrência do aumento do petróleo no mercado internacional. Questionado pelos apresentadores se os postos de combustíveis poderiam aumentar os valores, o que já estaria acontecendo em algumas cidades como relataram ouvintes, Oddone disse ser possível, reiterando que no mercado brasileiro os preços são livres, mas que não vê motivo para tal. “Não vai faltar petróleo”, afirmou.

Estadão Conteúdo