21 de agosto de 2018, 17:45

ECONOMIA BNDES antecipa devolução de R$ 30 bilhões ao Tesouro

Com o pagamento feito ontem (20) ao Tesouro Nacional de parcela adicional antecipada no valor de R$ 30 bilhões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu a programação de liquidação antecipada prevista para este ano, relativa a contratos firmados entre a instituição e a União, no valor de R$ 130 bilhões. O anúncio foi feito hoje (21) pelo presidente da instituição, Dyogo Oliveira. Para 2019, a meta é devolver ao Tesouro mais R$ 26 bilhões. Desde dezembro de 2015, o BNDES já liquidou R$ 310 bilhões de dívidas com a União, contribuindo com o equivalente a cinco pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para a redução da dívida bruta, desde aquela data. Os recursos devolvidos não podem ser usados para aumento das despesas primárias do governo, entre as quais investimentos e despesa de pessoal. Eles só podem ser utilizados pela União para abatimento da dívida pública, conforme foi definido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016.

Agência Brasil

21 de agosto de 2018, 17:10

ECONOMIA Dólar chega a R$ 4 e já é encontrado por R$ 4,28 nas casas de câmbio

Com a divulgação das pesquisas eleitorais, o dólar continua sua trajetória de alta nesta terça-feira, 21. Por volta das 14 horas o dólar turismo já era encontrado por até R$ 4,28 nas casas de câmbio, segundo levantamento da site MeuCâmbio.com.br. Já o dólar comercial ultrapassou a marca dos R$ 4 às 15h30. Às 15h55, operava a R$ 4,0218 – maior cotação desde 19 de fevereiro de 2016, quando atingiu máxima a R$ 4,0634 durante a sessão. A moeda norte-americana chegou a R$ 4 pela primeira vez na história em 2015, no dia 22 de setembro. O patamar inédito foi atingido naquele pregão por conta do risco político no País. A preocupação com a crise fiscal brasileira dominava o mercado e a avaliação dos investidores era que o governo da então presidente, Dilma Rousseff, não seria capaz de passar ajustes no Congresso. O dólar comercial é utilizado por empresas, bancos e governos para operações no mercado de câmbio, como transferências financeiras, exportações, importações, entre outros. Já o dólar turismo é utilizado para viagens, transações de turismo no exterior e débitos em moeda estrangeira no cartão de crédito. Ele é mais caro pois é calculado com base no dólar comercial mais os custos das casas de câmbio com questões logísticas, administrativas e com seguro em caso de roubo, uma vez que as transações com dólar turismo são feitas em “dinheiro vivo”. Já as transações com dólar comercial são feitas de forma eletrônica. Assim como no câmbio, a Bolsa também enfrenta um dia difícil. As ações das companhias brasileiras negociadas na B3 seguem operando em prejuízo em relação ao último pregão e o Ibovespa, índice com os principais papéis do mercado local, opera em baixa.

Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2018, 11:00

ECONOMIA Caixa tem lucro de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre

A Caixa teve lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre do ano, um crescimento de 63,3% em relação ao primeiro semestre de 2017, o que representa o maior resultado já alcançado pelo banco em um semestre. A carteira de crédito finalizou o primeiro semestre com saldo de R$ 695,3 bilhões, um recuo de 2,9% em 12 meses. Os números foram apresentados na manhã de hoje (20) pela direção do banco na capital paulista. O índice de inadimplência registou 2,5%, um recuo de 0,4% em comparação ao primeiro trimestre do ano, permanecendo estável em relação ao primeiro semestre de 2017. A média do mercado é de 3,6%. A Caixa também mantém a liderança no mercado de crédito imobiliário, com 69,3% de participação no mercado. A carteira imobiliária registrou um saldo de R$ 436,5 bilhões, um aumento de 3,6% em 12 meses. A poupança cresceu 8,4% em 12 meses, com saldo registrado de R$ 283,2 bilhões no primeiro semestre do ano, um avanço de 8,4% nos últimos 12 meses.

Agência Brasil

20 de agosto de 2018, 09:22

ECONOMIA Mercado mantém previsões para inflação e PIB neste ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) mantiveram a estimativa de crescimento da economia e da inflação neste ano. A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 4,15%. Para 2019, também foi mantida a projeção de 4,10%. Para 2020, a estimativa é 4% e para 2021, foi ajustada de 3,93% para 3,90%. Para 2018 e 2019, as estimativas estão abaixo do centro da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente). Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,49% neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB segue em 2,5%. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e no fim de 2019.

Agência Brasil

20 de agosto de 2018, 09:18

ECONOMIA Caixa tem lucro de R$ 3,46 bilhões no 2º trimestre, alta de 34%

A Caixa Econômica Federal anunciou na manhã desta segunda-feira lucro líquido de R$ 3,464 bilhões no segundo trimestre, cifra 33,9% superior à observada em um ano, de R$ 2,587 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,191 bilhões, o crescimento foi de 8,6%. De janeiro a junho, o lucro líquido da Caixa totalizou R$ 6,655 bilhões, um aumento de 63,3% na comparação com a primeira metade de 2017, quando o banco público apresentou resultado de R$ 4,074 bilhões. Conseguiu, assim, conforme a instituição destaca em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o maior resultado já apresentado em um semestre. “Esse resultado evidencia o êxito das iniciativas adotadas pela empresa em busca de um crescimento orgânico e sustentável, capaz de proporcionar o fortalecimento de sua estrutura de capital, por meio da realização de negócios bancários e sem deixar de cumprir com sua vocação social”, acrescenta a Caixa, no documento. A carteira de crédito do banco no critério amplo totalizou R$ 695,322 bilhões no segundo trimestre, recuo de 0,7% ante o primeiro, quando o saldo ficou em R$ 700,193 bilhões. Em um ano, de R$ 715,886 bilhões, encolheu 2,9%. Este movimento foi influenciado, conforme o banco, pelo segmento de pessoa jurídica, cujos empréstimos se reduziram em 25,7%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, a modalidade habitacional, do qual a Caixa é líder com cerca de 70% deste mercado no País, teve expansão de 3,6%. Apesar de ter reduzido sua carteira de crédito, o banco público destaca que manteve sua participação de mercado acima dos 20% em linha com suas expectativas e com melhora da qualidade de ativos e também do seu indicador de capital, a Basileia. A Caixa encerrou junho com R$ 1,271 trilhão em ativos totais, cifra estável em relação ao término de março e 0,4% menor em 12 meses. Seu patrimônio líquido totalizou R$ 80,368 bilhões no período, aumento de 3,2% e de 22,0%, respectivamente e na mesma base de comparação. A rentabilidade da Caixa, medida pelo ROE, na sigla em inglês, foi a 15,36% no segundo trimestre contra 14,79% nos três meses anteriores. Em um ano, a melhora foi ainda maior uma vez que o indicador estava em 9,04%, ou seja, o índice aumentou 6,32 pontos porcentuais.

Estadão

18 de agosto de 2018, 12:05

ECONOMIA Indústria acelera importações em 2018

Foto: Paula Liebert/Estadão

Exportações somaram US$ 66,5 bilhões, enquanto as importações US$ 75,9 bilhões

O déficit na balança comercial da indústria aumentou sete vezes no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2017. O saldo negativo passou de US$ 1,3 bilhão para US$ 9,4 bilhões. As exportações cresceram 5,2%, somando US$ 66,5 bilhões, enquanto as importações subiram 17,8%, para US$ 75,9 bilhões. Nos últimos dois anos, em razão da crise econômica, os déficits ficaram bem abaixo da média registrada antes da recessão. Em 2013 e 2014, por exemplo, os déficits passaram de US$ 30 bilhões em parte por causa da valorização do dólar e de uma onda de substituição de produtos domésticos por importados. Uma das justificativas para o déficit atual é que, apesar do pequeno crescimento da economia, algumas empresas estão substituindo equipamentos defasados por modelos mais modernos. Por outro lado, mostra que o País segue dependente do mercado externo e que o esforço de conquistar clientes externos propagado por muitas indústrias no período da crise, teve poucos resultados. O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, ressalta que as importações crescem em ritmo mais acelerado que as exportações mesmo com a fraca recuperação econômica. Para ele, no momento em que o Produto Interno Bruto (PIB) começar a acelerar mais, o déficit na indústria de transformação voltará a crescer fortemente. “Na crise, havia a esperança de que o perfil importador pudesse ser amenizado com a substituição por produção doméstica e ganho de mercado externo, mas, pelo que estamos vendo, o País caminha novamente para o período pré-crise, com padrão fortemente importador”, afirma Cagnin. Sem produção. A indústria de autopeças projeta saldo negativo de mais de US$ 6 bilhões para este ano em sua balança comercial, depois de ter registrado déficits na casa dos US$ 5 bilhões nos últimos três anos, valor que inclui a importação de empresas de componentes e montadoras. As exportações de autopeças devem crescer 11,5%, para US$ 8,2 bilhões, mas as importações vão aumentar 14%, para US$ 14,5 bilhões. Um dos motivos, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), é o significativo número de lançamentos de carros, que cada vez introduzem novas tecnologias. Outra razão, mais preocupante, é que várias peças deixaram de ser fabricadas no País com o fechamento de empresas que não resistiram à crise e a única alternativa é trazer de fora. A indústria têxtil deve exportar US$ 1,1 bilhão durante o ano, e importar US$ 6 bilhões, projeta Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). O setor investia em média R$ 6 bilhões por ano em modernização de equipamentos, mas, em razão da elevada ociosidade das máquinas nos anos de crise, o valor caiu para cerca de R$ 2,5 bilhões. “Neste ano ampliamos em 20% o valor gasto na compra de equipamentos”, informa Pimentel, ressaltando que “o potencial é muito maior quando a economia está crescendo”. Fábio Silveira, da consultoria MacroSector, avalia que, em razão da baixa competitividade da indústria brasileira, “quando a economia volta a crescer, não tem jeito: as importações crescem e o saldo da balança piora”. O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, prevê que as importações de todos os setores vão aumentar este ano 11,5%, totalizando US$ 168,1 bilhões. Já as exportações terão alta de 3,1%, para US$ 224,4 bilhões, o que resultará em saldo positivo de US$ 56,3 bilhões, uma queda de 15,9% em relação ao valor gerado no ano passado. “O preço do petróleo melhorou, assim como o da soja. Além disso, exportamos mais quantidade de soja por causa da quebra da safra da Argentina”, justifica Castro.

Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2018, 11:30

ECONOMIA Petrobrás e Cade atacam propostas da ANP para reduzir preço do diesel

Foto: Estadão

Sede da Petrobras

Propostas do governo para reduzir o preço do óleo diesel ao consumidor podem levar ao desabastecimento do combustível e à cartelização dos preços, segundo alertas feitos pela Petrobrás e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A petroleira diz que a proposta de cálculo do subsídio que será pago a partir de setembro inviabiliza a importação e que, sem o produto trazido de fora, vai faltar diesel. Já o órgão do Ministério da Fazenda chama atenção para o risco de uniformização dos preços se mantida a exigência de que as empresas, incluindo a Petrobrás, divulguem os componentes dos seus preços, como as margens de lucro. A nova metodologia de cálculo do subsídio do diesel e também a transparência na formação de preços foram propostas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de orientações do governo, e, agora, passam pelo crivo do mercado, em consultas públicas. Ao propor mudanças no cálculo do subsídio, a agência reguladora buscou incorporar o custo do frete com a importação do diesel para contemplar a reivindicação de empresas comercializadoras que participam desse mercado junto com a Petrobrás. Mas, em documento enviado à ANP, a estatal alegou que a proposta não tem racionalidade econômica e que, em vez de atrair importadores, tende a afastá-los, o que geraria o desabastecimento. “A fórmula proposta tende a inviabilizar a oferta de produto importado e a participação de terceiros não produtores no programa (de subvenção), restringindo a concorrência no mercado. Adicionalmente, considerando que os agentes (tanto produtores como importadores) só ofertarão produto em bases econômicas e que o balanço nacional é deficitário em diesel, há potencial risco de desabastecimento do mercado”, afirmou a Petrobrás, em contribuição à consulta pública. Nesta sexta-feira, 17, na audiência na sede da agência, o gerente de Marketing e Comercialização da Petrobrás, Guilherme França, disse ainda duvidar “que a diretoria (da estatal) vai autorizar a importação (de diesel) com risco de ter prejuízo”. Representante dos importadores, a Abicom argumentou da mesma forma. “Nenhum investidor tem segurança de colocar dinheiro nessa condição. Essa proposta pode condenar o Brasil a parar de crescer”, diz Sérgio Araújo, presidente da Abicom. Já a divulgação dos componentes de formação dos preços praticados por todas as empresas que participam do mercado, também proposta pela ANP, pode gerar “um pressão de preços para cima considerando o maior risco de colusão (formação de cartel)”, afirmou o Cade, em nota técnica enviada à agência reguladora.

Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2018, 19:50

ECONOMIA Pedidos ‘emergenciais’ de ministérios por recursos somam R$ 1,4 bi

Foto: Fábio Motta/Estadão

O governo precisará remanejar cerca de R$ 750 milhões do Orçamento deste ano

O governo precisará remanejar cerca de R$ 750 milhões do Orçamento deste ano para conseguir atender às demandas emergenciais dos órgãos e evitar um apagão (“shutdown”) da máquina pública. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, os pedidos considerados prioritários pela área econômica somam R$ 1,4 bilhão, mas hoje há um espaço de apenas R$ 666 milhões dentro do teto de gastos. A demanda total é bem maior que isso e soma R$ 10,2 bilhões, mas não há condições hoje de atender a esses pedidos. A área econômica trabalha para resolver os problemas “um dia de cada vez” e por isso fez um mapeamento do que precisa ser contemplado imediatamente. Mesmo assim, já há uma espécie de lista de espera formada por órgãos que podem ter problema por falta de recursos mais adiante, entre outubro e novembro. Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo está mapeando despesas que não devem ser executadas até o fim do ano e cujo dinheiro ainda pode ser direcionado para áreas mais necessitadas. A proposta de remanejamento passa dos R$ 9 bilhões, mas o martelo ainda não foi batido e já há setores pressionando contra essa medida. É nesse valor que estão os R$ 750 milhões que a área econômica considera inevitável remanejar para atender às emergências do momento. Os problemas que precisam ser sanados o quanto antes envolvem risco de fechamento de agências do INSS, repasses para custeio de representações do País no exterior (cujas despesas ficaram mais caras devido à valorização do dólar) e pagamento de contas que não são quitadas há mais de dois anos. São questões que ameaçam o funcionamento da máquina pública. O objetivo do remanejamento é tentar ampliar o valor disponível para órgãos que estão sufocados pela falta de recursos enquanto não há espaço adicional dentro do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação. Na próxima avaliação que será feita das receitas e despesas do Orçamento, em setembro, há a expectativa de redução das projeções de algumas despesas obrigatórias, como folha de pagamento de servidores, o que traria certo alívio e possibilidade de contemplar outras demandas. Mas até lá não é possível contar com esse espaço. Pouco mais de R$ 100 milhões da proposta atual de cancelamento se concentram no Ministério da Educação, que tem reclamado da falta de recursos, inclusive para o ano que vem. Esses gastos são referentes ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e estão vinculados a uma arrecadação que não ocorreu, ou seja, não há como executar essa despesa. Daí a sugestão de que a dotação seja remanejada. Mesmo que o MEC seja alvo desse corte, isso não exclui a possibilidade de a própria pasta ser beneficiada com recursos na hora da distribuição. O remanejamento serve para que o governo retire dotação orçamentária de uma determinada ação para direcionar a outra que esteja sofrendo de carência de recursos. Com essa operação, a área econômica tenta evitar uma paralisia da máquina ao mesmo tempo em que há um crescimento de recursos “empoçados” nos ministérios. Até junho de 2018, havia R$ 12,7 bilhões já repassados aos órgãos, mas que ainda não haviam sido utilizados. Como esse dinheiro não pode ser redirecionado a outras áreas, ele vira resultado primário caso não haja desembolso até o fim do ano.

Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2018, 17:50

ECONOMIA Com melhora do cenário externo, dólar reduz alta e fecha em R$ 3,91; Bolsa cai

Foto: Reuters

O dólar voltou a subir ante o real nesta sexta-feira, 17

O dólar voltou a subir ante o real nesta sexta-feira, 17, após acumular ganhos de 3,68% em cinco das últimas seis sessões. O novo avanço é causado pela deterioração dos mercados internacionais em meio à retomada das tensões com a Turquia. No entanto, a notícia de que negociadores dos Estados Unidos e da China estão planejando diálogos comerciais com uma solução em reuniões entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, diminuiu a alta da moeda americana. No fim do dia, o dólar reduziu ganhos e fechou em alta de 0,29%, cotado a R$ 3,91. Pela manhã, o tribunal superior turco, segundo um jornal local, rejeitou o pedido dos Estados Unidos para libertar o pastor americano, Andrew Brunson. As tensões bilaterais se agravaram também depois que os dois países impuseram tarifas a importações entre si. Às 9h27, o dólar subia 5,45%, a 6,1484 liras. Já a Bolsa fechou em queda de 1,02%, aos 76.403,68 pontos. A espera pelo segundo debate entre os candidatos à Presidência e pelas próximas pesquisas eleitorais deixou os investidores na defensiva nesta tarde. Uma sondagem da XP Investimentos mostrou avanço maior que o esperado do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), vice na chapa de Lula e que poderá substitui-lo caso a candidatura do ex-presidente seja barrada pela Justiça. O resultado aumentou a expectativa com a divulgação das pesquisas do Ibope e do instituto MDA, que registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as primeiras pesquisas de intenção de voto com abrangência nacional depois do prazo limite de inscrição das chapas, que se encerrou na última quarta-feira, 15. A divulgação de ambas será na próxima segunda-feira, 20. A Bovespa fechou em queda de 1,02%, aos 76.403,68 pontos. O motivo foi o mesmo que contaminou o câmbio: a retomada da cautela diante da crise da Turquia, que mantém em baixa as principais praças acionárias globais. Corroborou para a situação, a agenda esvaziada nesta sexta-feira no Brasil. Isso faz com que os ativos locais fiquem mais expostos ao mau humor externo. Há também apreensão dos agentes em relação ao cenário eleitoral. Nesta sexta-feira, o foco está no segundo debate entre candidatos à Presidência, que será realizado à noite, na Rede TV!. A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta judicialmente que o vice candidato do PT, Fernando Haddad, participe do programa no lugar do cabeça de chapa, que foi impedido de sair da prisão. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2018, 14:28

ECONOMIA Relação etanol/gasolina é a menor na 2ª semana de agosto desde 2010, diz Fipe

Foto: Divulgação

O resultado é o mais baixo para uma segunda semana de agosto desde 2010

A relação entre os preços do etanol caiu abaixo de 60% na segunda semana deste mês na capital paulista, conforme a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No período, essa equivalência atingiu 58,83% após 60,77% na anterior. O resultado é o mais baixo para uma segunda semana de agosto desde 2010, quando alcançou 57,43%, refletindo a ampla oferta do álcool combustível, observa Moacir Mokem Yabiku, gerente de Pesquisa da Fipe. “Reflete a boa produção.” No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a taxa de inflação na cidade de São Paulo, os preços do etanol acentuaram o ritmo de queda na segunda quadrissemana de agosto – últimos 30 dias terminados na quarta-feira (15). No período, a queda foi de 6,97% após -6,63% na anterior. Os preços da gasolina também aumentaram a velocidade de declínio para 1,53% depois do recuo de 1,31% na primeira quadrissemana. Com isso, o grupo Transportes fechou a segunda leitura com retração de 0,47%, pouco maior que a queda de 0,43% na primeira medição. Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol.

Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2018, 11:18

ECONOMIA Mais de 3 milhões de pessoas buscam vaga de emprego há mais de 2 anos

Foto: Divulgação

O levantamento aponta outro recorde: 3,1 milhões de pessoas já estão há mais de dois anos à procura de emprego

Por trás da aparente melhora da taxa de desemprego no segundo trimestre (que caiu para 12,4%), está uma situação alarmante. Pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 16, mostra que o País atingiu um número recorde de 4,8 milhões de pessoas que desistiram de procurar trabalho. A taxa de desemprego caiu, em grande parte, porque milhares de pessoas que gostariam e estariam disponíveis para trabalhar pararam de buscar uma vaga por acreditar que não conseguiriam uma ocupação – os chamados desalentados. O levantamento aponta outro recorde: 3,1 milhões de pessoas já estão há mais de dois anos à procura de emprego. “Quanto mais tempo a pessoa busca emprego maior a chance de migrar pro desalento”, diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em apenas um trimestre, 202 mil pessoas a mais passaram a essa condição. Em um ano, a precariedade do mercado de trabalho levou ao desalento mais 838 mil indivíduos. “Estamos num momento de elevada incerteza, o que significa que a retomada (da economia) existe, mas fica contida, aquém do que se esperava”, diz José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Isso obviamente segura a retomada, com consequências claras sobre o emprego.” Ao todo, faltou trabalho no Brasil para 27,6 milhões de brasileiros. Além dos inativos com potencial para voltar ao mercado, havia ainda quase 13 milhões de desempregados e outros 6,5 milhões de pessoas trabalhando menos tempo por semana do que gostariam. “A condição extremamente severa do mercado de trabalho deve ser prioridade para o próximo governo, porque tem relação direta com uma série de outras questões, como o bem-estar, a criminalidade. É preciso discutir como fazer a economia crescer e como inserir essas pessoas no emprego”, diz Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. “O desafio para o próximo governo vai ser dar confiança aos empresários não só para fazer investimentos, mas também para fazer contratações”, completou Souza Júnior. No segundo trimestre, o desalento atingiu o ápice em 11 estados, entre eles São Paulo, com quase meio milhão de habitantes nessa situação. “A probabilidade de uma pessoa desistir de procurar emprego está muito relacionada ao tempo que ela ficou procurando emprego. E algumas nem para a fila do desemprego vão”, explica Cimar Azeredo. Segundo ele, a dificuldade de outros integrantes da família para conseguir uma vaga ou notícias na mídia sobre o desemprego influenciam a percepção das pessoas sobre a dificuldade de encontrar um trabalho, por isso desistem de procurar. Desde o início da crise, em 2014, o número de pessoas procurando trabalho há pelo menos dois anos cresceu 162%. No segundo trimestre, o País alcançou o ápice de 3,162 milhões de trabalhadores em busca de um emprego há dois anos ou mais. O próximo governo terá de lidar ainda com outras questões negativas no mercado de trabalho. No segundo trimestre, o nível de ocupação, que mostra a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade para trabalhar, estava no menor patamar da série histórica em sete Estados brasileiros: Rondônia, Amazonas, Amapá, Maranhão, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Sul. Na média nacional, o nível de ocupação ficou em 53,7% no segundo trimestre. “Em nenhum estado do Nordeste a população ocupada chega a 50% da população em idade de trabalhar. É consequência do desenvolvimento econômico local. Isso vai se refletir em pobreza, em desemprego”, observou Azeredo. O total de empregados com carteira assinada no setor privado caiu ao menor nível da série, no segundo trimestre, no Rio e em São Paulo. “O que acontece nesses Estados acontece depois nos outros.”

Estadão

17 de agosto de 2018, 10:56

ECONOMIA Cautela com eleições e crise turca fazem dólar bater R$ 3,95

Foto: Divulgação

Tribunal turco teria rejeitado pedido dos Estados Unidos para libertar pastor americano; investidores também aguardam debate entre candidatos a presidente nesta sexta e pesquisas a serem divulgadas na segunda

O dólar volta a subir ante o real nesta sexta-feira, 17, após acumular ganhos de 3,68% em cinco das últimas seis sessões. O novo avanço é causado pela deterioração dos mercados internacionais em meio à retomada das tensões com a Turquia. Às 9h28, o dólar à vista subia 0,97%, a R$ 3,9409, após ter ultrapassado R$ 3,95 na máxima. Pela manhã, o tribunal superior turco, segundo um jornal local, rejeitou o pedido dos Estados Unidos para libertar o pastor americano, Andrew Brunson. As tensões bilaterais se agravaram também depois que os dois países impuseram tarifas a importações um do outro. Às 9h27, o dólar subia 5,45%, a 6,1484 liras. No Brasil, a espera do segundo debate entre os candidatos à Presidência e pelas próximas pesquisas eleitorais deixa os investidores na defensiva. O Ibope e o instituto MDA registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as primeiras pesquisas de intenção de voto com abrangência nacional depois do prazo limite de inscrição das chapas, que se encerrou na última quarta-feira. A divulgação de ambas será na próxima segunda-feira, 20. O Ministério de Finanças e Tesouro da Turquia anunciou nesta sexta-feira medidas de estímulos direcionadas a empresas, após a recente volatilidade da moeda do país. “Os canais de crédito serão mantidos abertos”, afirmou o ministério em comunicado. O ministério disse também que continuará dando flexibilidade a vencimentos e preços para garantir o fluxo de caixa da empresas, que irá ignorar limites para concessão de crédito, em razão do recente forte aumento registrado pela lira, e que não aceitará mais pedidos para execução de dívidas. Em teleconferência com investidores internacionais, o ministro de Finanças da Turquia, Berat Albayrak, reconheceu ontem as difíceis condições atuais, mas prometeu que o país sairá mais forte deste período de turbulência. Desde o começo do ano, a lira acumula desvalorização de quase 40% em relação ao dólar. Na quinta à noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Turquia e disse que seu governo não irá pagar pela libertação do pastor Andrew Brunson, a quem chamou de “pastor cristão maravilhoso” e que pretende “gastar menos” com Ancara.

Estadão

17 de agosto de 2018, 10:18

ECONOMIA Inflação recua em quatro das sete capitais pesquisadas pela FGV

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S), relativa ao período da semana encerrada no último dia 15, registrou variação de 0,19%, e ficou praticamente estável em relação à semana anterior: 0,20%. O resultado reflete desaceleração de preços em quatro das sete capitais pesquisadas, com destaque para Brasília, onde houve deflação (inflação negativa) de 0,35%. Na semana encerrada no último dia 7, Brasília também havia anotado inflação negativa: 0,19%. A pesquisa foi feita pela Fundação Getulio Vargas e divulgada hoje (17) no Rio de Janeiro. Recife foi a capital com a segunda menor inflação entre as sete capitais, com alta de 0,10%, depois de ter fechado a semana anterior com variação de 0,14. As outras duas capitais com queda nos preços foram Porto Alegre (de 0,18 para 0,14%) e São Paulo (de 0,37% para 0,32%). No Rio de Janeiro, o IPC-S fechou a semana encerrada no último dia 15 com o mesmo percentual dos sete dias anteriores: 0,14%.

Agência Brasil

16 de agosto de 2018, 19:23

ECONOMIA Dólar fecha a R$ 3,9052, com leve alta de 0,12%

A moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje (16) em alta de 0,12%, cotada a R$ 3,9052 para venda. Sem alterar sua política cambial, o Banco Central seguiu com a oferta de swaps cambiais tradicionais, sem efetuar nenhum leilão extraordinário de venda futura do dólar. Ontem (15), a moeda teve alta de 0,87%, cotada a R$ 3,9007 para venda, atingindo o maior valor desde 5 de julho. O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em baixa de 0,34% hoje, com 76.818 pontos. Os papéis da Vale registraram baixa de 1,37%, assim como os da Petrobras, com queda de 0,58% e do Itau, com menos 0,14%.

Agência Brasil

16 de agosto de 2018, 13:43

ECONOMIA Petrobras anuncia que gasolina nas refinarias terá alta de 0,5% amanhã

O litro da gasolina nas refinarias passará a custar R$ 1,9810 a partir desta sexta-feira (17), um aumento de 0,5% em relação ao preço de R$ 1,9711 cobrado hoje. O reajuste consta da página da Petrobras na internet e indica que o preço do óleo diesel, congelado até o 1º de dezembro, como parte do acordo que levou ao término da greve dos caminhoneiros, continuará em R$ 2,0316, embutindo a subvenção concedida pelo governo quando das negociações com os grevistas. Este é o quarto aumento consecutivo concedido pela estatal para o preço médio da gasolina nas refinarias, antes, portanto, da incidência de impostos e das margens de comercialização dos revendedores. No último dia 10, o preço do litro da gasolina nas refinarias estava em R$ 1,9002. O anúncio do novo aumento acontece um dia depois de a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter divulgado a aprovação da minuta de resolução sobre transparência na formação de preço dos combustíveis, biocombustíveis e gás natural para os órgãos públicos e para o público geral.

Agência Brasil