17 de fevereiro de 2018, 10:30

ECONOMIA Após ser colocada à venda sem sucesso, Flora, da J&F, tenta voltar ao lucro

Foto: Estadão

O empresário Wesley Batista

Após extinguir marcas, reduzir o número de mercadorias do portfólio e relançar alguns de seus principais produtos, a Flora, empresa da J&F que é dona do detergente Minuano e do condicionador Neutrox, vai concentrar esforços para voltar ao azul em 2018. A expectativa era registrar lucro no ano passado – a companhia opera no vermelho desde 2013 –, mas a empresa de higiene e limpeza dos irmãos Batista, que se tornaram delatores, teve de colocar na conta as despesas jurídicas do acordo de leniência firmado pelo grupo, frustrando os planos. O trabalho de reestruturação financeira da companhia começou há quase três anos, com a chegada do executivo José Vicente Marino, ex-Natura e Johnson & Johnson, a pedido de Joesley, que estava à frente da holding J&F, mas foi preso no ano passado. Depois que as delações dele e de seu irmão Wesley vieram à tona, em maio último, a Flora e outros importantes negócios do grupo, como Alpargatas, Eldorado e Vigor, foram colocados à venda para reforçar o caixa dos Batistas. A Flora foi a única que não atraiu investidor, segundo fontes de mercado. “Nunca trabalhei com a pressão de vender a empresa”, disse Marino ao Estado. O executivo reconhece, contudo, que a Flora esteve entre os ativos que foram colocados à disposição do mercado pela família. Leia mais no Estadão.

Estadão

16 de fevereiro de 2018, 08:56

ECONOMIA Serviços fecham 2017 com queda de 2,8%, segundo IBGE

O volume de serviços no Brasil caiu 2,8% em 2017, na comparação com o ano anterior. Já a receita nominal fechou o ano com alta de 2,5%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em volume na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2016, o volume cresceu 0,5% e interrompeu uma sequência de 32 quedas consecutivas. “Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos [na comparação do mês com o mesmo período do ano anterior]. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, disse o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha. A receita nominal cresceu 0,9% na comparação com novembro e 5% na comparação com dezembro de 2016.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 20:30

ECONOMIA Petrobras anuncia queda de 3,9% no preço da gasolina e de 2,3% no diesel

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Novos valores dos combustíveis valem a partir desta sexta-feira (16)

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os preços dos combustíveis, com queda de 3,9% no preço da gasolina nas refinarias e recuo de 2,3% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta sexta-feira (16).

Estadão Conteúdo

15 de fevereiro de 2018, 16:45

ECONOMIA Tesouro quitou em janeiro R$ 118,9 milhões de dívidas do estado do Rio

O Tesouro Nacional pagou, em janeiro, R$ 129,55 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios, informou hoje (15) o órgão. Do total, R$ 118,95 milhões referem-se a débitos não quitados pelo estado do Rio de Janeiro, R$ 8,42 milhões não pagos pelo estado de Roraima e R$ 2,18 milhões não honrados pela prefeitura de Natal. As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos estados e aos municípios. Ao longo do ano passado, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias do estado do Rio de Janeiro, que tem atrasado salários dos servidores e pagamentos a fornecedores. Com a adesão do Rio de Janeiro ao pacote de recuperação fiscal, no fim do ano passado, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União (nas quais o governo federal cobre atrasos em parcelas), mesmo estando inadimplente. A prefeitura de Natal e o governo de Roraima estão impedidos de contraírem financiamentos garantidos pelo Tesouro até 24 de janeiro de 2019.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 10:21

ECONOMIA Receita simplifica documentos para liberação de equipamentos aeronáuticos

A Receita Federal publicou hoje (15, no Diário Oficial da União, instrução normativa que simplifica os procedimentos de despacho aduaneiro de bens, equipamentos e componentes aeronáuticos destinados ao conserto, reparo, revisão e manutenção de aeronaves. Segundo o órgão, o setor de transporte aéreo tem expressivo impacto econômico em todo o mundo e, no Brasil, em 2015, a aviação nacional gerou R$ 193,4 bilhões em produção, o que corresponde a 3,1% da produção nacional. Também empregou quase R$ 6,5 milhões de trabalhadores e arrecadou quase R$ 60 bilhões em impostos. “O crescimento e o fortalecimento do setor no Brasil ainda esbarram em significativos entraves burocráticos, especialmente aduaneiros, que causam impacto financeiro às empresas aéreas da ordem de US$ 37 milhões por ano, além do impacto temporal de cerca de dois dias.” Os entraves, de acordo com a Receita, têm relação principalmente à entrada e saída dos equipamentos no país. A nova norma contempla medidas para simplificar esse despacho. Entre elas, a possibilidade de registrar a declaração de importação antecipadamente; de fazer a entrega prévia dos despachos de importação ou fazer despacho a posteriori na exportação; dispensar a formalização do dossiê digital de atendimento; adotar a funcionalidade Aaexação de documentos digitalizados nos despachos de admissão e exportação temporárias e a dispensa do registro da declaração de transferência no trânsito de bens entre depósitos afiançados de uma mesma companhia.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 09:49

ECONOMIA Setor portuário cresceu 8,3% em 2017

O setor portuário brasileiro registrou um aumento de 8,3% na comparação de 2017 com 2016, e movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Compreendido por portos públicos e terminais de uso privado, esse setor havia registrado, em 2016, uma movimentação de 1,002 bilhão de toneladas. Os números foram divulgados hoje (15) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A movimentação de contêineres aumentou tanto em termos de tonelagem quanto de TEUs (sigla em inglês para Twenty-feet Equivalent Unity, unidade que equivale a um contêiner de 20 pés). Foram movimentados 106,2 milhões de toneladas (valor 6,1% superior ao registrado em 2016), transportadas em 9,3 milhões de TEUs (aumento de 5,7%). A carga que apresentou maior incremento (10,3%) foi a de granel sólido, movimentando um total de 695,4 milhões de toneladas no ano passado. Milho e soja apresentaram crescimento de 71,8% e de 31,5%, respectivamente, na comparação 2017/2016. Já a movimentação de granel líquido registrou movimentação de 230,2 milhões de toneladas em 2017 – um crescimento de 3,8%, na comparação com o ano anterior. De acordo com o levantamento, a importação de derivados de petróleo aumentou em 32%, enquanto a exportação de petróleo bruto aumentou 19%. Os terminais de uso privado movimentaram 721,6 milhões de toneladas em 2017. Em 2016, a movimentação tinha sido de 660 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 9,3%. Já os portos públicos apresentaram crescimento de 6,3%, registrando uma movimentação de 364,5 milhões de toneladas. A movimentação de cargas aumentou 22,7% nos portos públicos e 32,9% nos terminais de uso privado de 2010 a 2017. O total de crescimento da movimentação de cargas ficou em 29,3%. Em termos de tipo de navegação, as de longo curso apresentaram um aumento de 8%, ficando responsáveis pela movimentação de 803,3 milhões de toneladas. A navegação de cabotagem (entre portos marítimos de um mesmo país, sem perder a costa de vista) transportou 221,8 milhões de toneladas, pesagem 3,8% maior do que a registrada em 2016; e a navegação interior (ao longo de canais, rios , lagoas, enseadas, baías e angras) apresentou crescimento de 37,8% (57,3 milhões de toneladas).

Pedro Peduzzi, Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 09:19

ECONOMIA Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 100 mi no sábado

Foto: Agência Brasil

O concurso 2.015 da Mega-Sena poderá pagar R$ 100 milhões a quem acertar as seis dezenas neste sábado (17). No sorteio dessa quarta-feira (14), nenhuma aposta levou o prêmio principal e, mais uma vez, acumulou. As dezenas sorteadas foram 16, 32, 40, 46, 53 e 56. A quina teve 46 ganhadores. Cada um vai receber R$ 65.621,53. Outras 4.140 apostas acertaram a quadra e vão levar R$ 1.041,61 cada. Aplicado na poupança o prêmio de R$ 100 milhões renderia cerca de R$ 400 mil por mês, segundo a Caixa.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 08:56

ECONOMIA Receita paga lote residual de restituição do imposto de renda

Foto: Divulgação

A Receita Federal irá restituir hoje (15) mais de R$ 210 milhões para 102.361 contribuintes referentes ao Imposto de Renda de 2008 a 2017. Os valores serão corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros da economia. A consulta ao lote residual foi aberta no último dia 8. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Segundo a Receita, a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Caso haja, o contribuinte poderá fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. As consultas podem ser feitas pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Mariana Tokarnia, Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 08:42

ECONOMIA IGP-10 tem inflação de 0,23% em fevereiro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou inflação de 0,23% em fevereiro. A taxa é inferior ao 0,79% registrado em janeiro, mas superior ao 0,14% de fevereiro do ano passado. A taxa acumulada em 2018, até fevereiro, é de 1,02%. Em 12 meses, o IGP-10 acumula deflação (queda de preços) de 0,42%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).A queda da taxa de janeiro para fevereiro foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA), que registrou inflação de 0,09% em fevereiro, ante uma taxa de 1,06% registrada no mês anterior.Por outro lado, os preços no varejo e o custo da construção tiveram alta da inflação de janeiro para fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de 0,36% em janeiro para 0,57% em fevereiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,08% em janeiro para 0,32% em fevereiro.O IGP-10 mede a variação dos preços no período entre o dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência.

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2018, 07:54

ECONOMIA Cenário e estágio do ciclo tornaram adequado corte da Selic em fevereiro, diz ata

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reafirmou nesta quinta-feira, 15, na ata do encontro da semana passada, que a evolução de seu cenário básico, em linha com o esperado, e o estágio do ciclo de cortes tornaram adequada a redução da Selic (a taxa básica de juros) em 0,25 ponto porcentual, de 7,00% para 6,75% ao ano.A ideia já constava no comunicado da decisão, divulgado na quarta-feira passada (7). Na ata, o Copom também voltou a sinalizar a tendência de, no encontro de 20 e 21 de março, manter a Selic no patamar de 6,75% ao ano.”Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, registrou o BC.Ao mesmo tempo, o colegiado deixou aberta a possibilidade de promover mais um corte, de 025 ponto porcentual, se as condições permitirem. “Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos”, informou o BC. Na prática, a instituição observa com atenção o andamento da reforma da Previdência no Congresso e a evolução dos índices de inflação. A instituição repetiu ainda, na ata desta quinta-feira, que “os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”.No documento, a instituição também voltou a enfatizar que “o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da taxa de juros estrutural” – aquela em que, na teoria, há crescimento sem inflação. “As estimativas dessa taxa serão continuamente reavaliadas pelo Comitê”, informou a ata.”O Copom entende que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural”, disse ainda o BC.Em outro ponto, a instituição repetiu a ideia, que constava no comunicado do Copom, de que o corte de 0,25 ponto porcentual da Selic na semana passada é “compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2018 e, com peso maior e gradualmente crescente, de 2019”.

Estadão

14 de fevereiro de 2018, 12:15

ECONOMIA Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 3,84% neste ano

Foto: Divulgação

Projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%

O mercado financeiro reduziu pela segunda semana seguida a projeção para a inflação neste ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,94% para 3,84%, de acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC)sobre os principais indicadores econômicos. A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação está no centro da meta, em 4,25%. Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 no atual patamar e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permanece em 2,70%, neste ano, e em 3%, em 2019. A estimativa para a cotação do dólar ao final de 2018 segue em R$ 3,30. Para o fim de 2019, a projeção passou de R$ 3,40 para R$ 3,39. A instituições financeiras também projetam que a dívida líquida do setor público deve encerrar 2018 em 55,5% do PIB. Para o fim de 2019, a projeção é 57,9% do PIB.

Agência Brasil

14 de fevereiro de 2018, 11:00

ECONOMIA Aneel deve promover Leilão A-6 entre maio e agosto deste ano

O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a promover Leilão A-6, para compra de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, no segundo quadrimestre de 2018 (de maio a agosto). A determinação consta de portaria publicada na edição desta quarta-feira, 14, do Diário Oficial da União (DOU). Pelo ato, os agentes de distribuição deverão apresentar as declarações de necessidade de compra de energia elétrica para o leilão até 23 de fevereiro de 2018, na forma e modelo a serem disponibilizados na página do MME. Essas declarações devem considerar o atendimento à totalidade do mercado, com início de suprimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2024.

Estadão

13 de fevereiro de 2018, 11:34

ECONOMIA BNDES e BNB devem financiar obras em terminais da Fraport

Foto: Estadão

Operadora alemã venceu em 2017 a concessão dos Aeroportos de Florianópolis (SC) e Salvador (BA)

A Fraport, operadora do Aeroporto de Frankfurt, buscará empréstimos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB) para financiar as obras nos terminais aéreos de Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE). Esses terminais foram concedidos à iniciativa privada em março do ano passado, em leilões que incluíram também os Aeroportos de Florianópolis (SC) e Salvador (BA). A francesa Vinci e a suíça Zurich, que levaram as duas últimas concessões, respectivamente, ainda estão estudando seus formatos de financiamento. Segundo a presidente das concessionárias Fraport Brasil-Porto Alegre e Fraport Brasil-Fortaleza, Andreea Pal, a ideia é firmar empréstimo com o BNB, para as obras em Fortaleza, até o fim de junho. Já no caso do projeto em Porto Alegre, a aprovação do crédito com o BNDES deve ficar para setembro ou outubro. “Temos nossos planos, mas nosso plano não é necessariamente o plano deles.” Os bancos públicos confirmaram que estão trabalhando com esses prazos. Segundo a Área de Saneamento e Transporte do BNDES, a expectativa é começar os desembolsos para o Aeroporto de Porto Alegre em setembro. Já o BNB informou que o pedido para o financiamento às obras no Aeroporto de Fortaleza foi feito este mês, e a expectativa é aprovar e contratar o crédito ainda no primeiro semestre. Leia mais no Estadão.

Estadão

13 de fevereiro de 2018, 10:26

ECONOMIA Aumento na arrecadação de royalties deve aliviar crise do Rio

Foto: Reprodução

O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense estimado para 2019 é de 6,1%

Retrato da crise financeira que tem assolado os Estados nos últimos anos, o Rio de Janeiro está mais próximo de mudar essa situação. O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense estimado para 2019 é de 6,1%, quase o dobro do esperado para o Brasil, segundo estudo da Tendências Consultoria Integrada, divulgado com exclusividade ao Estado. Confirmadas as previsões, será a primeira vez desde 2015 que o Estado do Rio vai crescer mais que a média do País. A mudança de ventos tem um impulso conhecido: a produção de petróleo deve crescer substancialmente nos próximos anos e trazer um novo ciclo de bonança ao Estado. Sete projetos de prospecção estão previstos para entrar em atividade em 2018. Só este ano, o petróleo deve render R$ 8,9 bilhões aos cofres estaduais – o dobro do que foi arrecadado em 2016, pior ano recente para o setor. De 18 plataformas previstas para entrar em operação entre o fim de 2017 e 2021, 14 são do pré-sal. Como as plataformas levam algum tempo para atingir seu potencial o resultado mais expressivo para os cofres estaduais deve vir mesmo a partir do ano que vem, quando os rendimentos com royalties têm potencial de chegar a R$ 10,7 bilhões. Um dos fatores que fizeram com que o Estado do Rio de Janeiro mergulhasse na forte crise que enfrenta hoje foi a contração das rendas com o petróleo, em função da queda dos preços, a partir de 2014 e do recuo da produção entre 2010 e 2013. Com o novo ciclo de expansão dos royalties, os cofres públicos terão uma injeção de recursos e a dívida líquida do Estado deve voltar ao limite máximo de 200% da receita corrente líquida (RCL) em 2022. Estourar esse limite fez com que o Rio fosse enquadrado no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) – programa de socorro aos Estados em situação de insolvência. Dele, também fazem parte Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Estadão Conteúdo

12 de fevereiro de 2018, 15:15

ECONOMIA Acordo para compensar perdas da poupança depende de decisão do plenário do STF

Assinado há quase dois meses, o acordo que compensará as perdas da caderneta de poupança com planos econômicos dependerá do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para entrar em vigor. Responsável por validar a principal ação que encerrará os processos na Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski informou que submeterá a decisão aos demais ministros da corte. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 165 é o processo mais importante sobre o tema, por questionar a validade de planos econômicos. De acordo com o STF, o encaminhamento da ADPF ao plenário do Supremo está entre as prioridades do ministro para o início do ano Judiciário 2018, que começou no dia 1º de fevereiro. Diferentemente de outros ministros do STF, que homologaram monocraticamente (sozinhos) as ações sobre o acordo, Lewandowski decidiu levar o caso para os colegas. Na última semana, o ministro Gilmar Mendes validou dois acordos em ações referentes a perdas com valores bloqueados das contas no Plano Collor 1 e por perdas com inflação geradas no Plano Collor 2, na década de 1990. Com a decisão de Gilmar Mendes, falta apenas a homologação mais abrangente, que está sob a relatoria de Lewandowski. Ao encaminhar despacho para a Procuradoria-Geral da República (PGR), em dezembro, o ministro tinha informado que pretendia submeter o acordo ao plenário do Supremo. A PGR já deu parecer favorável à validação da ADPF. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil