19 de agosto de 2017, 08:42

ECONOMIA Tecnologia puxa reação da indústria

As indústrias que usam mais tecnologia em suas linhas de montagem, como as fabricantes de eletroeletrônicos, automóveis e máquinas, têm puxado a reação da produção industrial este ano. Um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast revela que esses setores cresceram acima da média no primeiro semestre deste ano. O movimento foi puxado pela produção de telefones celulares, computadores, televisores, automóveis e máquinas para o setor agrícola. Uma demanda impulsionada pela liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) inativo, pelas exportações e pela supersafra de grãos. O estudo do Iedi divide a indústria em quatro categorias de intensidade tecnológica: alta, média-alta, média-baixa e baixa. No primeiro semestre, as duas primeiras categorias cresceram acima da produção industrial total, que avançou 0,5% ante 2016, o primeiro crescimento após seis semestres de queda. A produção da indústria de alta intensidade avançou 1,4%, enquanto a de média-alta cresceu 2,7%. Já as indústrias de média-baixa e baixa intensidade ficaram com desempenho abaixo da média, com quedas de 3,1% e 0,2%, respectivamente. O cenário mais positivo já surgiu, por exemplo, no balanço da Weg do segundo trimestre, divulgado há um mês. A fabricante de equipamentos eletroeletrônicos para automação registrou lucro líquido de R$ 272 milhões, crescimento de 6,7% sobre o mesmo período de 2016, embora a receita líquida tenha caído 2,3%, para R$ 2,3 bilhões. Nos comunicados ao mercado sobre os resultados, a Weg citou que “o cenário doméstico é de relativa melhora”. Além disso, houve recuperação de vendas nos principais mercados da companhia no exterior, embora a receita com exportações tenha sido atrapalhada pelo câmbio, disse o diretor André Luís Rodrigues, a analistas no mês passado.

Agência Brasil

19 de agosto de 2017, 08:30

ECONOMIA Governo prorroga regime aduaneiro especial para setor petroleiro até 2040

O governo federal anunciou hoje (18) a renovação do regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural (Repetro) até 2040. O Repetro tinha um prazo de conclusão em 2019 e sua prorrogação era uma medida aguardada pelo mercado e pelo setor de óleo e gás. O governo também publicou nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, a Medida Provisória (MP) 795/2017, que “institui regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos.” Para a Petrobras, a renovação do Repetro é mais um aperfeiçoamento importante do ambiente regulatório. Segundo a estatal, a medida combinada com o fim da obrigatoriedade da Petrobras de ser operadora única e deter pelo menos 30% em todos os campos do pré-sal, completa o conjunto de três ações, que inclui o aperfeiçoamento do sistema de conteúdo local. ”[A renovação do Repetro] completa um tripé que aumenta a competitividade dos ativos que serão oferecidos nos próximos leilões, destrava investimentos e dá à indústria um horizonte seguro para suas atividades”, disse a empresa por meio de nota.

Agência Brasil

18 de agosto de 2017, 08:57

ECONOMIA Prévia do IGP-M acumula queda de preços de 1,77% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,03% na segunda prévia de agosto. A taxa é maior que a da segunda prévia de julho, que havia acusado deflação (queda de preços) de 0,71%.Apesar da inflação na segunda prévia de agosto, o IGP-M acumula deflações de 2,62% no ano e de 1,77% em 12 meses. Os três subíndices que compõem o índice registraram alta da taxa entre a segunda prévia de julho e a segunda prévia de agosto. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, continuou registrando deflação (-0,14%), mas em uma taxa mais moderada do que no mês anterior (-1,14%). Os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, subiram 0,36% na segunda prévia de agosto. Em julho, a inflação havia sido de apenas 0,04%. Já a inflação do Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,13% para 0,31% no período.

Agência Brasil

18 de agosto de 2017, 08:07

ECONOMIA Temer encaminha ao STF parecer da AGU sobre aumento de impostos nos combustíveis

O presidente Michel Temer encaminhou na quarta-feira, 16, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que defende a legalidade do decreto que reajustou a alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis.A manifestação da AGU foi feita no âmbito de uma ação ajuizada pelo PT contra decreto de Temer que alterou as alíquotas. A relatora da ação é a ministra Rosa Weber.O PT alega que o decreto é inconstitucional, sustentando que o aumento de tributos somente pode se dar mediante lei formal – e não por decreto -, exigível somente após decorrido do prazo de noventa dias da sua publicação. O partido pretende suspender os efeitos do decreto de Temer até o julgamento final da ação, com a consequente restauração do valor anteriormente cobrado pelos combustíveis.Para a AGU, o princípio da legalidade foi respeitado na edição do decreto. Além disso, destaca o órgão, “é certo e incontroverso que, sob o prisma da ordem jurídica, o decreto questionado enquadra-se na categoria de ato normativo dito secundário, situado hierarquicamente em plano inferior às leis que lhe cabe regulamentar, o que inviabiliza o cotejo direto entre ele e a Constituição Federal”.Segundo a AGU, o decreto nº 9.101/2017, “por se tratar de decreto regulamentar, não se sujeita ao controle concentrado de constitucionalidade”. “Em sendo assim, a presente ação direta de inconstitucionalidade não deve sequer ser conhecida, por manifesto descabimento”, diz o órgão.

17 de agosto de 2017, 19:42

ECONOMIA Dyogo nega acordo sobre mandar projeto de lei revendo pontos vetados na LDO 2018

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que o governo discutirá com parlamentares pontos que foram vetados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. Depois de o presidente Michel Temer barrar muitos dos trechos colocados pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) no texto, parlamentares expressaram descontentamento e, agora, o governo tenta reduzir a resistência dos deputados e senadores e facilitar a tramitação do projeto de lei enviado nesta quinta-feira, 17, para mudar a meta fiscal prevista na LDO.Dyogo explicou que algumas questões foram vetadas porque havia impedimentos legais ou práticos para fazê-los da forma como estava no texto da LDO, mas que poderá haver um acordo com o Congresso para atender às demandas. “Não é possível rever vetos, mas estamos discutindo se as matérias vetadas podem ser construídas de uma maneira que não gere os prejuízos e riscos que foram motivos dos vetos”, acrescentou.Ele disse ainda que não está acordado que isso será feito com o envio de um projeto de lei. Mais cedo, o relator do Orçamento de 2018 na CMO, deputado Cacá Leão (PP-BA), afirmou que o governo se comprometeu a enviar um projeto de lei para “corrigir” trechos vetados pelo presidente Michel Temer. “Vamos discutir. Várias coisas nos parece passíveis de serem construídas de maneira diferente e que atenda os parlamentares”, afirmou Dyogo, após participar de reunião no Tribunal de Contas da União (TCU).O ministro deu como exemplo a previsão que havia na lei de que o governo informasse o impacto de toda medida adotada nas contas de Estados e municípios. “Isso não é possível porque não temos informações detalhadas sobre estruturas de Estados e municípios, mas podemos fazer levantamento de impacto nos fundos de participação, que, me parece, é a preocupação deles”, explicou.

Estadão

17 de agosto de 2017, 19:29

ECONOMIA Meirelles vê política fiscal como variável importante de ajuste econômico

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 17, que a equipe econômica continua vendo a política fiscal como uma importante variável de ajuste econômico.Meirelles fez esta afirmação ao ser questionado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, se, ao relaxar as metas fiscais, especialmente para 2019, a equipe econômica não estaria desvinculando a política fiscal do resto da economia e se isso não poderia ser entendido como uma forma de não contar mais com política fiscal para o ajuste econômico de modo geral.”Não, absolutamente. A política fiscal continua a mais rigorosa possível dentro da Constituição Brasileira”, disse o ministro. Para ele, o nível das despesas discricionárias é o menor desde 2010. Portanto o ajuste fiscal continua rigoroso”, rebateu Meirelles. De acordo com ele, a questão de o déficit existir é o que torna ainda mais importante a aprovação dessas medidas (reformas) pelo Congresso.Para Meirelles, todo o ajuste econômico passa pela aprovação do Congresso. “Muitas delas dependem de leis e das reformas aprovadas”, insistiu Meirelles, acrescentando que é preciso que se continue aprovando “as medidas que lá na frente vão abrir as possibilidades de se ter quedas maiores de juros, o que vai beneficiar o consumo”. Ele disse que tudo isso está no processo normal de ajuste econômico, mas que demanda tempo na medida em que a despesa pública brasileira cresce de forma ininterrupta desde 1991.

Estadão

17 de agosto de 2017, 15:30

ECONOMIA Rachid diz que não há definição sobre o novo texto para o Refis

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda não há definição sobre o novo texto para o Refis e, portanto, ainda não há também uma nova expectativa de arrecadação com o programa. Nesta semana, ao anunciar a revisão da meta de déficit de 2017, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, disse que as negociações caminhavam para uma arrecadação mais próxima da prevista originalmente na Medida Provisória, que era de R$ 13 bilhões, do que dos menos de R$ 500 milhões, estimados no relatório aprovado na comissão mista da MP. ”Ainda hoje estamos conversando com o Congresso e não há definição sobre o novo texto. Estamos esperando o ministro Meirelles retornar de São Paulo para que ele também participe das discussões”, disse Rachid ao deixar audiência pública da CPI da Previdência no Senado. O relatório do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) derrubou as receitas previstas com Refis neste ano porque reduziu o montante de entrada para o parcelamento e concedeu perdão de até 99% em multas e juros para os devedores. O prazo para a adesão ao Refis nos termos da MP original acaba no fim deste mês e Rachid voltou a lembrar que é este o texto que atualmente está em vigor. “Sugiro que os contribuintes façam sua adesão ao Refis até o dia 31″, disse.

Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2017, 12:55

ECONOMIA Déficit previdenciário dos estados cresceu 10% em 2016

O déficit previdenciário dos estados cresceu 10% no ano passado, de acordo com o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, divulgado hoje (17) pelo Tesouro Nacional. O documento mostra que o resultado negativo passou de R$ 76,672 bilhões em 2015 para R$ 84,463 bilhões no ano passado. “Tal crescimento é indício do problema da insustentabilidade dos regimes de previdência estaduais, tendo em vista o consumo cada vez maior de recursos financeiros, que poderiam ser
direcionados para atender e ampliar os serviços básicos exigidos pela sociedade”, diz o Tesouro no relatório. O documento também aponta uma diferença de R$ 29,5 bilhões entre o cálculo do déficit feito pelos próprios estados e o valor apurado pelo Tesouro Nacional. Segundo o relatório, os governos regionais informaram um déficit previdenciário de quase R$ 55 bilhões, enquanto nos cálculos do Tesouro chegou a R$ 84,463 bilhões. Segundo o boletim, os cálculos do Tesouro são feitos com “ajustes necessários para apurar o custo real dos inativos e pensionistas para o Tesouro do estado”.

Agência Brasil

17 de agosto de 2017, 12:10

ECONOMIA Desemprego cai para 13%, revela pesquisa do IBGE

Foto: Divulgação

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho

O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. Segundo dados divulgados hoje (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa, que ficou em 13%, representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação. Houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa apresenta como destaques as regiões Norte, onde a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%. Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%. Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8% e em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Para o total do país, o desemprego caiu de 13,7% para 13%.

Agência Brasil

17 de agosto de 2017, 11:29

ECONOMIA Caixa destina R$ 1 bilhão para impulsionar varejo no pais

A Caixa Econômica Federal e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) assinam hoje (17) acordo de cooperação para impulsionar o segmento varejista do país. O banco vai destinar R$ 1 bilhão em recursos para o setor, além de disponibilizar condições diferenciadas para os associados do sistema CNDL. Denominado de Avança Varejo, o programa terá linhas de capital de giro, crédito rotativo, de investimento e financiamento. O acordo vai atender a cerca de 450 mil lojistas associados à CNDL, com mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande porte em todo o Brasil. Por meio do convênio firmado, o empreendedor vai dispor de linhas diversificadas para o financiamento de ônibus, caminhões, máquinas e equipamentos novos, aquisição de softwares e serviços correlatos no mercado interno, além de investimento em inovações.

Agência Brasil

17 de agosto de 2017, 09:11

ECONOMIA Índice de Preços ao Consumidor cai em 6 das 7 capitais pesquisadas pela FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de agosto. A maior ocorreu em Salvador – 0,12 ponto percentual – ao passar de 0,53% na primeira semana para 0,41% na segunda semana do mês. Também houve recuos em Recife (-0,08 ponto percentual, indo de 0,19% para 0,11%), Rio de Janeiro (-0,04 ponto percentual: 0,34% para 0,30%), São Paulo (-0,04 ponto percentual: de 0,48% para 0,44%), Belo Horizonte (-0,02% ponto percentual: de 0,41% para 0,39%) e Brasília (-0,01 ponto percentual: de 0,45% para 0,44%). Porto Alegre foi a única cidade que teve aumento na taxa de inflação no período – de 0,15 ponto percentual – ao subir de 0,37% na primeira semana de agosto para 0,52% na segunda semana do mês. A média nacional do IPC-S caiu 0,01 ponto percentual e ficou em 0,40% na segunda semana.

Agência Brasil

17 de agosto de 2017, 08:14

ECONOMIA Estados maquiam rombo da Previdência e declaram R$ 30 bi a menos

Os Estados declararam no ano passado um rombo R$ 30 bilhões menor na Previdência do que o apurado pelo Tesouro Nacional. O boletim anual que vai ser divulgado hoje e foi antecipado ao ‘Estadão/Broadcast’ mostra que os governos regionais informaram déficit de R$ 55 bilhões com o pagamento de aposentadorias e pensões, mas o Tesouro detectou que o rombo é de R$ 84,4 bilhões. A prática é condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).Embora usem uma contabilidade diferente, os Estados referendaram os cálculos do Tesouro. A União faz um acompanhamento anual das contas estaduais para a renegociação de dívida. E, dentro desse programa de acompanhamento, os Estados admitiram que há diferenças nas informações. “Há diferenças de apuração e precisamos trabalhar juntos pela convergência”, diz a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi. “Temos de estar na mesma página do ponto de vista contábil.” O presidente do Comitê de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz), André Horta, reconhece que há divergências com o Tesouro sobre a classificação de determinadas despesas, mas diz que os governos estaduais trabalham para adequar as estatísticas. A renegociação da dívida dos Estados previu alguns dispositivos para tentar tornar essa contabilização menos desigual. “O mais correto provavelmente é algo entre os dois (modelos)”, diz Horta. O mais grave é que a conta para o futuro também está subestimada. Surpreendentemente, o rombo nas contas da Previdência dos Estados já é maior do que as previsões feitas para os próximos anos pelos próprios governos regionais.“As decisões do presente podem estar sendo turvadas por essas estimativas, que estão minimizando o problema”, adverte a secretária do Tesouro. Na sua avaliação, o retrato mais fiel da realidade dos Estados ajuda na tomada de decisões para resolver os problemas. Hoje, as dificuldades estão escondidas por números irreais.

Estadão

16 de agosto de 2017, 14:15

ECONOMIA Padilha diz que revisão da meta não trouxe desgaste a Meirelles

Foto: Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta quarta-feira, 16, que a revisão da meta fiscal tenha resultado em algum desgaste ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Ninguém sofreu desgaste”, disse. A revisão da meta foi motivo de diversas reuniões entre o presidente Michel Temer e membros das alas política e econômica do governo e, segundo fontes, houve momentos de embates. Segundo Padilha, Meirelles é o condutor da política econômica do governo e teve que atuar a partir das circunstâncias. “Quem é que contava com a inflação que nós vivemos? E inflação impacta diretamente na arrecadação. Nós tivemos uma queda de arrecadação muito grande e o ministro Meirelles teve uma sensibilidade para conduzir esses processo e, na minha opinião, conduziu magistralmente”, afirmou, após cerimônia no Palácio do Planalto. Na terça, ao anunciar a revisão da meta, Meirelles também tentou reforçar o discurso de que não há divisão no governo. “Fizemos um estudo na área econômica e levamos ao presidente Michel Temer que aprovou. É uma mudança de meta técnica, dentro da realidade. Não houve derrotados nem vitoriosos”, afirmou. Padilha destacou ainda que a revisão da meta traduziu o que o governo já vinha falando. “Nós tínhamos que olhar o que era a nossa meta, que era de R$ 139 bilhões de déficit. Vimos a impossibilidade de continuar com ela e o mais correto que tinha era, com toda transparência possível, elevá-la porque era absolutamente indispensável”, destacou. O ministro da Casa Civil tentou ainda minimizar o fato de o líder do governo no Senado, Romero Jucá, ter informado os números à imprensa antes do início da coletiva da equipe econômica. “Que eu saiba, o senador Jucá não falou a meta antes que o ministro Meirelles”, disse inicialmente. Mas, depois de ser informado por jornalistas sobre o ocorrido, continuou: “Ele falou quando o ministro Meirelles já estava dando publicidade ao que seria a meta”, minimizou. Ao ser questionado se Jucá ainda atuava como ministro do Planejamento, Padilha fez afagos ao correligionário. “Ele é um quadro muito qualificado na área econômica e nenhum partido gostaria de abrir mão do senador Jucá. Aliás, se nós olharmos a história recente, vamos ver que ele esteve sempre nessa condição no Senado da República”.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2017, 10:45

ECONOMIA Setor de serviços tem crescimento de 1,3% entre maio e junho

Em todo o país, o volume do setor de serviços cresceu 1,3% na passagem de maio para junho. O segmento já tinha apresentado altas de 0,5% em maio e 1,1% em abril. Já a receita nominal aumentou 1% em junho. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços foram divulgados hoje (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos demais tipos de comparação, os serviços tiveram queda no volume: comparação com junho de 2016 (-3%), acumulado do ano (-4,1%) e acumulado de 12 meses (-4,7%). Já a receita nominal teve alta: comparação com junho de 2016 (3,2%), acumulado do ano (1,6%) e acumulado de 12 meses (0,6%). Entre as seis atividades de serviços pesquisadas, cinco tiveram alta no volume na passagem de maio para junho deste ano, com destaque para as atividades turísticas (5,3%). Também tiveram crescimento os segmentos de transportes e correio (1%), serviços prestados às famílias (1%), serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%) e outros serviços (0,7%). Apenas a atividade de serviços de informação e comunicação teve queda entre maio e junho: -0,2%.

Agência Brasil

16 de agosto de 2017, 10:33

ECONOMIA IGP-10 registra queda de preços de 0,17% em agosto

O Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,17% em agosto deste ano. A queda de preço foi mais moderada do que a observada em julho, de 0,84%. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-10 acumula deflação de 2,41% no ano e 1,69% em 12 meses. Os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, recuaram 0,42% em agosto. Em julho, a deflação havia sido de 1,32%. Já os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, registraram inflação de 0,34% em agosto, ante uma deflação de 0,17% em junho. O custo da construção, medido pelo Índice Nacional de Custo da Construção, também registrou inflação (0,27%), mas inferior à observada em julho (0,62%). O IGP-10 é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Agência Brasil