22 de junho de 2017, 21:00

ECONOMIA Turbulência pós-delações da JBS adia recuperação brasileira, diz economista

A turbulência política gerada pelas delações dos donos da JBS, em maio, envolvendo o presidente Michel Temer, adiou a recuperação econômica brasileira, na avaliação do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal. “Tirando a questão fiscal, não estamos a ponto de ter outra crise estrutural, mas a parte ruim é que a recuperação econômica foi adiada”, acrescentou Leal, que participou nesta tarde do Fórum de Crédito do Agronegócio, em São Paulo. “O futuro antes de 17 de maio era um; depois de 17 de maio é outro, mais nebuloso.” Para Leal, antes das delações dos sócios da JBS o País estava muito próximo de um círculo virtuoso, com o ajuste fiscal em andamento e previsão de votação da reforma previdenciária, que reduziria o risco para investidores interessados no País, atrairia mais investimentos, geraria mais confiança de empresários e crescimento da economia. “O problema é que a gente quebrou um pedaço dessa corrente, quebrou a certeza de ajuste fiscal e a melhoria da confiança”, afirmou Leal. Sem confiança de empresários, a tendência é de que haja redução de investimentos, menor consumo interno e, consequentemente, estagnação do crescimento econômico, acrescentou ele. Por outro lado, Leal ponderou que “nem tudo está perdido”. A inflação em baixa e os juros em queda são pontos positivos do cenário econômico atual. Além disso, ainda que a reforma da Previdência seja considerada de extrema importância para a solvência futura do País, ele avalia que há mecanismos para administrar um cenário sem reforma até 2019 (após as eleições de 2018), se ela não for feita até lá. “Dificilmente escaparemos de um aumento de imposto.” Leal destacou também a importância da equipe econômica atual para a sustentação da economia brasileira. “O mercado hoje é sustentado por duas pernas, Ilan Goldfajn e Henrique Meirelles, e a equipe econômica como um todo. Por isso, analistas dizem que não importa se o Temer fica ou não, o que importa é que a equipe econômica fique”, declarou. Leal enfatizou, ainda, que o cenário internacional tem contribuído de forma relevante para que o Brasil atravesse a crise e a instabilidade política recente com certa “tranquilidade”. “O cenário externo tem ajudado muito o Brasil a passar pela crise. O excesso de liquidez e a falta de papeis de baixo risco empurram o investidor estrangeiro para ativos mais arriscados como os do Brasil”, declarou o economista.

22 de junho de 2017, 13:45

ECONOMIA Diretor do Banco Central diz que economia vai se recuperar gradualmente

A economia brasileira deve se recuperar gradualmente, afirmou hoje (22) o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho. O BC manteve a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 0,5% em 2017, no Relatório de Inflação, divulgado de manhã. “Riscos sempre há, mas temos esse diagnóstico de que a estabilização ocorreu e que as perspectivas são de recuperação gradual”, disse o diretor ao apresentar o relatório. No documento, o BC destaca que as reformas propostas pelo governo, da Previdência e trabalhista, são necessárias para a recuperação da economia. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade”. Viana também afirmou que mudanças no ritmo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, dependem da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de expectativas para a inflação. No relatório, o BC lembrou que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, o colegiado entendeu que “uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária [redução da taxa] em relação ao ritmo adotado naquela ocasião deveria se mostrar adequada em sua próxima reunião, em julho”. “Em nenhum momento, nós nos comprometemos com decisões futuras. É condicional”, disse o diretor. Ele acrescentou que o Copom mostra os fatores que podem indicar a “direção que parece mais provável”, mas não há nada pré-definido.

Agência Brasil

22 de junho de 2017, 12:40

ECONOMIA CNI: Confiança do empresário cai no mês de junho

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 51,9 pontos em junho, uma redução de 1,8 ponto na comparação com maio. O indicador cai pela primeira vez após quatro meses de estabilidade, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na análise da entidade, o país ainda enfrenta dificuldades para superar a crise. “Como ainda mantém-se acima da linha divisória de 50 pontos, o ICEI revela que os empresários permanecem confiantes, mas a confiança se reduziu entre maio e junho”, diz o estudo divulgado hoje (22). Os indicadores da pesquisa variam em uma escala que vai de zero a 100 pontos. De acordo com o estudo, quando o índice fica acima de 50 pontos, os empresários estão confiantes. A CNI observa, no entanto, que o índice de junho é insuficiente para estimular o investimento industrial. Embora esteja 6,2 pontos acima do registrado em junho do ano passado, a confiança do empresário continua abaixo da média histórica de 54 pontos. “Com a queda de junho, a confiança fica ainda mais distante do nível necessário para a recuperação da economia”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota divulgada pela entidade. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI alcançou 54,1 pontos. Nas pequenas empresas, o indicador ficou em 48,8 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. A indústria extrativa foi o segmento que apresentou a maior queda em relação a maio, passou de 57,6 para 52,7. O indicador de expectativas caiu de 57,4 pontos em maio para 54,9 pontos em junho, o que mostra a redução do otimismo dos empresários em relação à situação da economia brasileira e das empresas nos próximos seis meses. Já o indicador que revela a percepção dos industriais sobre a situação atual das empresas e da economia ficou estável, em 46 pontos, indicando, de acordo com o estudo, que o empresário ainda percebe piora do ambiente corrente de negócios. A pesquisa foi feita entre 1º e 12 de junho, com 2.958 empresas. Dessas, 1.173 são pequenas, 1.112 são médias e 673 são de grande porte. O ICEI antecipa tendências de produção e de investimento.

Mariana Tokarnia, Agência Brasil

22 de junho de 2017, 12:03

ECONOMIA Confiança do empresário industrial cai em junho, revela CNI

A confiança do empresário industrial caiu em junho, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 22, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de junho ficou em 51,9 pontos, o que representa um recuo de 1,8 ponto na comparação com maio, após quatro meses de relativa estabilidade. Na avaliação da entidade, essa queda indica que o País ainda enfrenta dificuldades para superar a crise. A CNI destaca que, como o índice permanece acima da linha de 50 pontos, o ICEI ainda revela que os empresários estão confiantes, mas essa confiança se reduziu entre maio e junho. Pela metodologia da pesquisa, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança. Na comparação com junho de 2016, o ICEI apresenta crescimento de 6,2 pontos. Mesmo assim, ainda está abaixo da média histórica de 54 pontos, “em nível aquém do necessário para estimular o investimento industrial”, destaca a CNI. “Com a queda de junho, a confiança fica ainda mais distante do nível necessário para a recuperação da economia”, afirma o economista da CNI, Marcelo Azevedo.Segundo a pesquisa, essa queda da confiança do empresário industrial deve-se exclusivamente a mudanças nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O indicador de expectativas caiu de 57,4 pontos em maio para 54,9 pontos em junho. O indicador que revela a percepção dos industriais sobre a situação atual das empresas e da economia ficou estável, em 46 pontos. Na análise do índice por segmento, a pesquisa revela que a confiança é maior nas grandes empresas, com o ICEI alcançando 54 1 pontos. Nas pequenas empresas, o indicador ficou em 48,4 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. A pesquisa da CNI foi feita entre 1º e 12 de junho, com 2.958 empresas.

Estadão

22 de junho de 2017, 11:50

ECONOMIA BC: fator de risco principal é incerteza sobre velocidade de reformas e ajustes

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta-feira, 22, pelo Banco Central reforçou a avaliação da autoridade monetária de que o aumento da incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e ajustes na economia é o “fator de risco principal” na condução da política monetária. “Isso se dá tanto pela maior probabilidade de cenários que dificultem esse processo, quanto pela dificuldade de avaliação dos efeitos desses cenários sobre os determinantes da inflação”, afirmou o documento. O Comitê de Política Monetária (Copom) repetiu que os efeitos dessa incerteza sobre a trajetória da inflação se transmitem por dois canais. Por um lado, a continuidade de níveis elevados de incerteza sobre a evolução das reformas e ajustes econômicos pode impactar negativamente a atividade econômica, ou seja, tendo impacto desinflacionário. Por outro lado, a incerteza sobre a formação de preços e sobre as estimativas da taxa de juro estrutural podem atuar na direção oposta. “Existe também a possibilidade de os efeitos se compensarem e a trajetória prospectiva da inflação não ser impactada”, completa o RTI. Por isso, o documento reitera que não há relação direta e mecânica entre o aumento de incerteza e a política monetária. Além disso, a flexibilidade do regime de metas para a inflação permitiria ao Copom adequar o ritmo de suas decisões aos possíveis cenários prospectivos.O Copom repetiu então que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das projeções e expectativas de inflação, da atividade econômica, do balanço de riscos, mas também das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira.”O Comitê entende que o aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas”, reforçou o BC.

Estadão

22 de junho de 2017, 09:45

ECONOMIA BC mantém projeção de crescimento do PIB em 0,5%; inflação deve ficar em 3,8%

O Banco Central (BC) manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu estimativa para a inflação. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (22), em Brasília, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segue em 0,5% para 2017. Entretanto, no relatório, o BC cita as reformas propostas pelo governo, como a da Previdência e trabalhista, para que a economia se recupere este ano. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade”. Sobre a inflação, o Banco Central diz que “permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária [definição da taxa básica de juros, a Selic]”, diz o relatório. No relatório, as projeções para a inflação são apresentadas em quatro cenários. A “projeção central”, elaborada considerando as estimativas do mercado para a taxa de juros e o câmbio, indica inflação em torno de 3,8%, 0,2 ponto percentual abaixo da divulgada no relatório de março. Para o fim de 2018, a projeção permaneceu em 4,5%. Na estimativa para a inflação em 12 meses encerrados no final do segundo trimestre de 2019, o índice cai para 4,3%. No cenário com taxa de câmbio constante em R$ 3,30 e taxa Selic estimada pelo mercado financeiro, a projeção para a inflação este ano fica em 3,8% e sobe para 4,3% em 2018, abaixo do centro da meta perseguida pelo BC (4,5%). O BC também divulgou as projeções feitas com taxa de juros inalterada no atual patamar (10,25% ao ano), mas considera essas estimativas “pouco informativas” porque a Selic está em processo de redução. “Entretanto, no espírito de manter elevado grau de transparência, o Relatório de Inflação também reporta as projeções condicionais que supõem taxa Selic constante”, diz o BC. No cenário com taxa de juros e câmbio constantes, a inflação fica em 3,8%, em 2017 e em 3,9%, em 2018. Por fim, no cenário com câmbio projetado pelo mercado financeiro e Selic constante, a inflação fica em 3,8%, este ano, e em 4% em 2018.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

22 de junho de 2017, 09:23

ECONOMIA Alexandre Barreto é nomeado novo presidente do Cade

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 22, traz publicada a nomeação do novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza, e do novo conselheiro do órgão, Mauricio Oscar Bandeira Maia. Alexandre Barreto e Mauricio Maia tiveram seus nomes aprovados para os cargos esta semana pelo Senado Federal. Os dois exercerão mandatos de 4 anos. Os decretos das nomeações são assinados pelo presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, e o ministro da Justiça, Torquato Jardim. A expectativa é que os dois tomem posse ainda nesta semana. Se isso se confirmar, Barreto e Maia chegarão ao conselho às vésperas do julgamento da compra da Estácio pela Kroton. Como antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, na terça-feira, o Cade pode reprovar a operação por não estar chegando a um acordo com as partes.A previsão é que a operação seja analisada no plenário do conselho na próxima quarta-feira, dia 28. O prazo final para o julgamento é 29 de julho, mas, como não há sessão ordinária marcada para o próximo mês, a análise teria que ser feita na sessão do dia 28. O Cade, porém, ainda poderá marcar uma sessão extraordinária para analisar o caso, o que não está descartado.

Estadão

22 de junho de 2017, 08:49

ECONOMIA Confiança da Indústria cai 2,3 pontos em prévia da FGV

O Índice de Confiança da Indústria apresentou uma queda de 2,3 pontos na prévia de junho, na comparação com o resultado consolidado de maio, chegando a 90 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Caso o resultado se confirme na pesquisa consolidada deste mês, será a primeira queda do indicador depois de três altas consecutivas. A pesquisa foi feita pela Fundação Getúlio Vargas. A prévia mostra que os empresários estão menos confiantes em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice de Expectativas recuou 3,2 pontos, chegando a 92,5 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu 1,3 ponto, atingindo 87,7 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) recuou 0,1 ponto percentual na prévia de junho, indo para 74,6%. O resultado manteria o NUCI relativamente estável em relação ao mês anterior. Para a prévia de junho de 2017 foram consultadas 786 empresas entre os dias 1º e 20 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado no dia 28 próximo.

Vitor Abdala, Agência Brasil

21 de junho de 2017, 20:44

ECONOMIA Relator da LDO 2018 diz que vai manter meta de déficit de R$ 129 bilhões

A meta de resultado primário para 2018 deve ser mantida em déficit de R$ 129 bilhões, afirmou à reportagem o relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Para o setor público consolidado que inclui Estados, municípios e estatais, a meta é negativa em R$ 131,3 bilhões.Ao ser indicado para o posto, no início do mês, Pestana falou da necessidade de reavaliar os parâmetros macroeconômicos, já que o estouro da crise política provavelmente é um “empecilho” à recuperação da atividade. O governo projetou na LDO do ano que vem avanços no Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% em 2017 e de 2,5% em 2018.Pestana disse hoje que a equipe econômica demonstrou confiança nessas estimativas e que a meta será cumprida. O relator também destacou que o governo precisa sinalizar compromisso com a melhora das contas públicas, o que passa pela redução do déficit primário, que neste ano está previsto em R$ 139 bilhões.”Precisamos esboçar uma curva que configure esse esforço de ajuste fiscal”, disse o tucano. “A meta terá que ser perseguida ainda que precise de medidas adicionais”, acrescentou o relator, ressaltando o “desafio” que tem sido a arrecadação da União. O deputado, no entanto, não pretende indicar quais seriam as medidas adicionais necessárias para o cumprimento da meta.De acordo com Pestana, um segundo aumento no déficit previsto para o ano que vem (inicialmente, a previsão era de resultado negativo em R$ 79 bilhões) acabaria sinalizando descontrole e deterioração das contas públicas, algo que o governo definitivamente não busca no momento. Para o relator, a equipe econômica está confiante de que vai cumprir a meta fiscal de 2018.

Estadão

21 de junho de 2017, 12:50

ECONOMIA Mercedes anuncia recall de veículos

A Mercedes-Benz do Brasil convocou hoje (21) os proprietários dos veículos SKL 300, SLC 300 e SLC 43 AMG, fabricados entre junho de 2015 e janeiro de 2017. Eles devem agendar junto a uma autorizada da marca a atualização do software do módulo do Programa de Estabilidade Eletrônico (ESP). Para agendamento e informações sobre os números dos chassis envolvidos, a montadora disponibiliza o telefone 0800 970 9090 e o site www.mercedes-benz.com.br. A empresa informa a possibilidade de falha no software. “Este defeito pode fazer com que o sistema de assistência ao condutor acione indevidamente a frenagem automática do automóvel, aumentando involuntariamente a resistência de condução do veículo, o que poderia gerar fumaça nos freios após a parada e, em situações extremas, princípio de incêndio nas caixas de roda, elevando, assim, os riscos de dados físicos e/ou materiais aos ocupantes e/ou terceiros”, diz o comunicado da marca.

Agência Brasil

21 de junho de 2017, 11:05

ECONOMIA Demanda do consumidor por crédito em maio avança 7,2%, diz Serasa

A procura do consumidor por crédito cresceu 7,2% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quarta-feira, 21, a Serasa Experian, conforme indicador de demanda por crédito. Já na avaliação ante abril, houve alta de 18,6% – o desempenho, contudo, foi muito influenciado pela concentração de feriados no quarto mês do ano, que pesou sobre a demanda por crédito, explica a Serasa.No acumulado do ano (janeiro a maio), o indicador da Serasa aponta alta de 1,0% na demanda por crédito do consumidor em comparação ao período equivalente de 2016. “A queda da inflação e o recuo das taxas de juros estão, aos poucos, devolvendo o estímulo ao consumidor a retornar, ainda que gradualmente, ao mercado de crédito”, aponta a Serasa em nota.

Estadão

21 de junho de 2017, 08:55

ECONOMIA PIB tem crescimento de 0,87% no trimestre encerrado em abril

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, cresceu 0,87% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre finalizado em janeiro, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). Os números foram divulgados hoje no Rio de Janeiro. Entretanto, na comparação com o trimestre fechado em abril de 2016, houve queda de 0,8%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve quedas no consumo das famílias (-1,9%) e na formação bruta de capital fixo, isto é, investimentos (-4,6%). As exportações cresceram 1,4% no período. As importações também tiveram crescimento (4,5%). Segundo a FGV, o crescimento do PIB, considerando-se apenas o mês de abril, foi de 0,42% em relação a março. Na comparação com abril de 2016, no entanto, a economia brasileira teve queda de 1,3%.

Agência Brasil

21 de junho de 2017, 08:43

ECONOMIA Receita Federal regulamenta Novo Refis; adesão começa em 3 de julho

A Secretaria da Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que regulamenta o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), instituído pela Medida Provisória 783/2017. O programa, que ficou conhecido como novo Refis, vai permitir o parcelamento de débitos vencidos até 30 de abril de 2017. A MP 783 trouxe uma flexibilização no programa em relação à versão original, editada na MP 766, que perdeu a validade e previa a inclusão de dívidas vencidas até 30 de novembro de 2016. O Pert prevê três possibilidades de adesão ao parcelamento de débitos junto à Receita Federal e dois tipos para dívidas com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O prazo máximo para o pagamento será de 180 meses. O maior desconto previsto é na modalidade de pagamento à vista, com abatimento de 90% nos juros e 50% nas multas – no caso de débitos com a PGFN, ainda há previsão de desconto de 25% nos encargos e honorários advocatícios. O prazo de adesão ao parcelamento por pessoas físicas ou jurídicas começa no dia 3 de julho e termina em 31 de agosto.

21 de junho de 2017, 06:55

ECONOMIA Compras de dívida corporativa do BCE já totalizam US$ 102,4 bilhões

O Banco Central Europeu (BCE) informou que comprou cerca de 950 títulos, de cerca de 200 grupos no âmbito de seu programa de compra de bônus corporativos, lançado há um ano como parte das medidas sem precedentes da instituição de apoio à economia da zona do euro. O BCE até agora comprou cerca de 92 bilhões de euros (US$ 102,4 bilhões) em dívida corporativa, como parte de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) de 2,3 trilhões de euros, que busca reduzir os custos de empréstimos na região e apoiar os empréstimos e o crescimento econômico. O programa atualmente deve se prolongar pelo menos até dezembro. Os novos dados foram publicados no relatório mensal do BCE. A instituição diz que 12% de seus bônus corporativos foram comprados com retornos (yields) entre zero e -0,40%. Por país, cerca de 30% foram comprados de grupos da França, 25% da Alemanha e 11% da Itália, informou. Mais da metade da dívida tinha rating BBB. A decisão de comprar dívida corporativa tem se mostrado controversa. Um professor de Direito da Alemanha, Markus Kerber, contestou a iniciativa em um alto tribunal do país, sob o argumento de que isso coloca as empresas menores em desvantagem, já que elas não têm acesso aos mercados de bônus. O BCE contestou isso nesta quarta-feira, argumentando que as compras ajudaram a apoiar as condições nos mercados de bônus, consequentemente impulsionando os empréstimos bancários para as empresas menores. “Quando as grandes corporações cada vez mais se financiam pela emissão de bônus (em vez de com empréstimos bancários), isso libera capacidade do balanço dos bancos para empréstimos potenciais” para empresas menores, afirma o BCE.

Estadão

20 de junho de 2017, 18:11

ECONOMIA Brasil abre 34,2 mil vagas de emprego formal em maio

Foto: Estadão/Reprodução

Nos cinco primeiros meses de 2017, há uma abertura de 48.253 postos de trabalho com carteira assinada

O saldo do emprego com carteira assinada no Brasil ficou positivo em 34.253 vagas de emprego em maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira, 20, pelo Ministério do Trabalho. O resultado decorre de 1.242.433 de admissões e de 1.208.180 demissões. Esse foi o segundo resultado positivo seguido e o primeiro para meses de maio desde 2014, quando foram abertas 58,8 mil vagas. O resultado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde fechamento de 5 mil vagas a abertura de 49 mil postos, com mediana positiva em 19.187. Nos cinco primeiros meses de 2017, há uma abertura de 48.253 postos de trabalho com carteira assinada. Em 12 meses, há um fechamento de 853.665 vagas. O resultado de maio reforça a percepção de retomada da atividade, avaliou há pouco o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “Podemos constatar que economia volta a dar sinais de recuperação, e a geração de empregos é um indicador que mostra isso”, disse. O ministro afirmou ainda que o governo trabalha para manter a tendência de alta no emprego e ressaltou que, dos cinco primeiros meses do ano, houve resultado positivo em três (fevereiro, abril e maio). Mas Nogueira reconheceu que projetar agora um saldo positivo para o ano é prematuro. “Gostaria de garantir isso (que o ano terminará com geração de emprego), mas não posso garantir”, admitiu. O resultado mensal foi puxado pela agricultura, que gerou sozinha 46.049 postos formais em maio. Em seguida, tiveram desempenhos positivos o setor de serviços (1.989 vagas a mais), a indústria de transformação (1.433 postos criados) e a administração pública (criação de 955 vagas). Por outro lado, tiveram saldo negativo comércio (-11.254 postos), construção civil (-4.021 vagas), indústria extrativa mineral (-510 postos) e serviços industriais de utilidade pública (-387 postos).  Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo