28 de maio de 2017, 12:30

BRASIL Temer passa a manhã no Jaburu e recebe Etchegoyen

O presidente Michel Temer passa a manhã no Palácio do Jaburu, onde recebe o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen. É a segunda conversa entre ambos neste final de semana. No sábado, o general participou de um almoço na residência presidencial ao qual compareceram também os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, das Cidades, Bruno Araújo, e da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy. Aloysio e Etchegoyen chegaram acompanhados de suas mulheres, que foram recebidas pela primeira-dama, Marcela Temer. Segundo um dos convidados, não se falou em crise no almoço de ontem. “Nos demos um tempo de descontração”, contou. A agenda de Temer no sábado foi intensa. Antes do almoço, ele havia recebido o deputado Júlio César (PSD-PI), que foi tratar do projeto de lei da convalidação dos incentivos fiscais estaduais, matéria que deve ser votada na Câmara na terça-feira. O parlamentar disse que foi pedir apoio do presidente para conter alterações no texto que reduzem o alcance da legalização desses incentivos, concedidos contrariamente à Constituição. Após o almoço, Temer recebeu o ex-presidente José Sarney (PMDB), que chegou por volta das 16h30. Duas horas depois, juntou-se a eles o secretário-geral da Presidência, Wellington Moreira Franco.

Agência Brasil

28 de maio de 2017, 12:00

BRASIL Educação superior a distância cresce em ritmo acelerado

A educação superior a distância cresce no país em ritmo mais acelerado que a educação presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior – de 2015 – mostram que enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância (EaD) teve expansão de 3,9%. O ensino, no entanto, ainda não é o ideal. Um dos aspectos que mais pesam na permanência dos alunos, segundo o fundador da Educa Insights, que trabalha com pesquisas de mercado, Luiz Trivelato, é o relacionamento com estudantes. A Educa Insights fez uma pesquisa para ver como agiam as instituições que ofertam EaD. “Houve instituições que durante o ciclo que experimentamos estar com eles, durante quatro meses não nos procuraram nenhuma vez. A gente não ia às aulas e simulava não fazer as atividades e não éramos procurados”, disse. A falta de contato, segundo ele, é um dos fatores que leva à evasão dos estudantes. “Aquelas instituições que conseguiram manter uma proximidade com os alunos, foram as que obtiveram êxito na pesquisa. “Foram aquelas que provocaram, que buscaram, que reforçaram para o aluno a importância de estudar, que ofereceram opções de estudo”, afirmou Trivelato. Outra questão apontada por Trivelato é a infraestrutura do polo, que ajuda no encantamento do estudante e dá condições de aprendizado. Ele mostrou casos em que o polo tinha ar condicionados que não funcionavam e laboratórios de informática “claramente improvisados”. A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade – 1.265.359 – o representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento do número de concluintes, que cresceu 23,1%, índice maior que nos presenciais, que foi de 9,4%, muitos estudantes ainda deixam o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância é 35,2%, superior à evasão nos cursos presenciais, que é 27,9%. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

28 de maio de 2017, 11:30

BRASIL Tucanos pedem a renúncia de Aécio Neves

Foto: Estadão

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)

No dia 18 de maio de 2013, o senador Aécio Neves deu o primeiro passo em sua caminhada rumo à candidatura presidencial do ano seguinte ao ser eleito presidente do PSDB com 97,3% dos votos dos delegados na convenção da sigla, que aconteceu em Brasília. Foi um evento consagrador. Entre governadores, parlamentares, prefeitos e militantes, cerca de 4 mil tucanos compareceram ao ato partidário. Nos quatro anos seguintes, o tucano comandou o partido de forma centralizadora com o respaldo dos principais caciques da legenda do País. Mesmo após as primeiras citações ao nome de Aécio nas delações da Lava Jato, sua liderança parecia inabalável. A delação da JBS, porém, implodiu a estrutura de poder criada pelo senador mineiro e provocou uma “revolução” nas bases dos partidos. Antes leais a Aécio, esses quadros em ascensão na cena política nacional querem aproveitar para acabar com a era do “caciquismo” tucano. Os chamados “cabeças pretas” pregam agora teses que vão da refundação do partido às eleições diretas para eleger o novo líder da legenda. Esse grupo, que é formado pela “ala jovem” do PSDB na Câmara e prefeitos eleitos no ano passado, também defende o desembarque imediato do governo Michel Temer e a renúncia definitiva de Aécio do comando – o senador foi afastado após as denúncias da JBS. Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, foram eles que assumiram a linha de frente do partido pressionando os caciques para dar apoio à saída da petista. “Se o PSDB não mudar, será confundido com os demais partidos e vai se afundar”, disse o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, que disse ver espaço para disputa interna. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 11:15

BRASIL Força-tarefa da Lava Jato perde 30% das verbas

Foto: Estadão

PF sofre cortes na Lava Jato

A operação Lava Jato e a Superintendência da Polícia Federal do Paraná tiveram quase um terço de seu orçamento cortado neste ano pelo governo federal. O Ministério da Justiça destinou para ambos R$ 20,5 milhões – R$ 3,4 milhões para os gastos extras da operação – ante os R$ 29,1 milhões de 2016 – dos quais R$ 4,1 milhões especificamente para a Lava Jato –, uma queda de 29,5%. O aperto financeiro é ainda maior, pois, além da redução, houve contingenciamento de 44% da verba destinada, conforme mostrou o Estadão na semana passada. As consequências para a Lava Jato são dificuldades para pagar diárias, fazer diligências e outras ações necessárias à continuidade da operação, asfixiando financeiramente seus trabalhos. “Isso havia acontecido no começo da operação, mas, depois, os recursos voltaram. Agora, isso volta a acontecer”, disse o procurador da República, Andrey Borges de Mendonça, que participou da força-tarefa em Curitiba e, agora, em São Paulo, cuida da Operação Custo Brasil – sobre corrupção no Ministério do Planejamento. Procurado, o Ministério da Justiças nega as dificuldades. O Estadão obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação. Eles mostram o quanto a PF gastou com a Lava Jato desde 2014, início da operação. Naquele ano, os recursos para a Superintendência do Paraná cresceram 44%, saltando de R$ 14 milhões em 2013 (equivalente a atuais R$ 17,9 milhões) para R$ 20,4 milhões (R$ 24,4 milhões em valores corrigidos). Em 2015, o órgão no Paraná manteve o mesmo nível de gastos. Nesse período, os federais fizeram no Paraná 59 operações, das quais 21 (35,5%) foram no conjunto da Lava Jato. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 11:00

BRASIL ‘Governo quer sufocar a Lava Jato’, alerta procurador

Foto: Divulgação

O procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima

O procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, afirma que os cortes orçamentários e o esvaziamento da equipe da Polícia Federal fazem parte de uma “estratégia de governo” para “sufocar lentamente” as investigações contra a corrupção. “O governo preferiu o método suave, o sufocamento lento”, diz Carlos Fernando, decano da equipe de 13 procuradores da República que integram a Lava Jato em Curitiba. Foram eles que iniciaram as apurações em 2014 e encurralaram Odebrecht, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros poderosos. “Tirando a Polícia Federal, nós ficamos sem o braço operacional. Nós temos dificuldade de fazermos novas operações. Isso tem até se refletido já nesse ano com poucos operações e de menor grau.” Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 10:45

BRASIL Educadores defendem inclusão de competências socioemocionais na rotina escolar

Responsabilidade, amizade, colaboração e solidariedade são qualidades que conhecemos do dia a dia, embora alguns de nós não saibamos como praticá-las. Pesquisadores brasileiros e estrangeiros querem que essas competências sejam “ensinadas” na escola, conjuntamente com português, matemática e demais disciplinas. “Há pesquisas que mostram que as competências emocionais são mais importantes que o próprio aprendizado escolar para os resultados que a pessoa alcança ao longo da vida”, revela Tatiana Filgueiras, diretora do edulab21, projeto do Instituto Ayrton Senna que estuda formas inovadoras de educação para o século XXI. As chamadas competências socioemocionais foram tema de debate realizado nesta semana em Fortaleza que reuniu pesquisadores, professores, gestores e secretários de Educação do Ceará e de outros estados para partilharem experiências e conhecimentos sobre o ensino dessas habilidades em sala de aula. No Brasil, o Ceará integrou o desenvolvimento das competências emocionais à rotina escolar em 2012. A experiência ocorre em 160 das 700 unidades de educação. “Nós entendemos a importância desse aspecto porque o aluno é um sujeito individual. É preciso entendê-lo, respeitá-lo, saber seus pontos fracos e fortes para, a partir daí, ter melhores resultados no desempenho escolar”, defende o secretário da Educação do estado, Idilvan Alencar. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está concluindo uma avaliação da experiência cearense com competências emocionais nas escolas estaduais de ensino médio. Os resultados preliminares demonstram que os alunos tiveram bons desempenhos considerando somente um ano letivo, Além disso, estudantes fora da faixa etária indicada para o ano que cursam (mais suscetíveis a abandonar a escola) tiveram melhora na aprendizagem de disciplinas tradicionais.Leia mais na Agência Brasil.

28 de maio de 2017, 10:17

BRASIL Deputados resistem à proposta de eleição indireta bicameral caso Temer deixe a presidência

A hipótese de uma eleição indireta para a Presidência da República em modelo bicameral, com votação separada na Câmara sendo referendada pelos senadores, sofre resistência entre os deputados. A Constituição prevê que, em caso de vacância do cargo nos últimos dois anos do período presidencial, o Congresso fará eleição indireta no prazo de 30 dias. Como não existe lei regulamentando o processo de eleição indireta, deputados e senadores teriam de aprovar uma legislação estabelecendo as regras do pleito. Os deputados, no entanto, não abrem mão da força de seus 513 votos contra os 81 do Senado e dizem que não há nenhuma chance de a proposta, se for formalmente apresentada, prosperar. “A Constituição é clara: a eleição é no Congresso e todos nós somos congressistas”, definiu o líder do DEM da Câmara, Efraim Filho (PB). A rejeição à proposta se deve ao velho conflito entre Senado e Câmara. Deputados reclamam que os projetos aprovados na Câmara são ignorados ou sensivelmente alterados no Senado quando há pressão da opinião pública. Para os deputados, não existe disposição da Câmara em dar protagonismo a outra Casa quando os senadores sempre fazem o papel de “bons moços”. “A Câmara não vai abrir mão de modificar um processo para dar um poder ao Senado. Existe uma disputa entre Câmara e Senado”, disse um líder governista.

Estadão

28 de maio de 2017, 10:05

BRASIL Cassação de governador ameaça Temer no TSE

Foto: Estadão

O presidente da República, Michel Temer (PMDB)

A cassação do governador do Amazonas, José Melo (PROS), e de seu vice, Henrique Oliveira (SD), no início deste mês, poderá balizar o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já preocupa aliados do presidente. A dupla foi afastada imediatamente após a medida da corte eleitoral – antes da publicação do acórdão, uma síntese da decisão colegiada. Até então, políticos condenados no TSE ganhavam sobrevida no cargo até a finalização do acórdão, que não tem prazo para ser publicado e depende da transcrição das notas taquigráficas do processo. Por cinco votos a dois, o TSE manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas e determinou o afastamento imediato de Melo, apesar de caber recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à própria corte eleitoral. O TSE também decidiu que os substitutos serão escolhidos por meio de eleições diretas. Ex-ministros e as defesas de Dilma e Temer, ouvidos pelo Estado, apostam que o caso será levado a debate no julgamento da chapa reeleita em 2014, sob acusação de abuso de poder econômico e político. “Eles (os ministros) estão entendendo desse jeito. Estou com medo disso”, disse um aliado do governo na Câmara dos Deputados. Apesar da pressão de aliados e da opinião pública após a delação da JBS, Temer afirma que não vai renunciar e deixou claro que planeja usar todo o arsenal jurídico para permanecer no cargo. A defesa do peemedebista já tem um plano para esse cenário, que é considerado “extremo”: degravar o voto da sessão na TV, alegar que isso torna desnecessária a publicação do acórdão e então pedir efeito suspensivo do afastamento do cargo.

Estadão

28 de maio de 2017, 09:39

BRASIL Sisu abre inscrições amanhã; vagas estão disponíveis para consulta

Começam amanhã (29) as inscrições para a segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As vagas estão disponíveis para consulta na página do Sisu. As inscrições vão até dia 1º de junho. Na hora da inscrição, os candidatos podem escolher até dois cursos por ordem de preferência. Até o final do período de inscrição, o estudante poderá alterar a opção de curso. Também deve definir se deseja concorrer a vagas de ampla concorrência ou pelo sistema de cotas destinadas a estudantes de escolas públicas ou a vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições. Uma vez por dia o Ministério da Educação divulga a nota de corte de cada curso de acordo com as inscrições feitas até aquele o momento e a classificação parcial do candidato na opção de curso escolhida. Ao todo serão ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais. O número de vagas reduziu em relação ao ano passado, quando, no segundo semestre, foram ofertadas 56.422 vagas em 65 instituições públicas de ensino superior. A oferta depende da adesão das instituições públicas de ensino superior, que neste ano ficou aberta até o dia 19 de maio. Neste processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado zero na redação do Enem. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem no ano passado. O Sisu terá uma única chamada, e a divulgação do resultado está prevista para o dia 5 de junho. Também nesta data será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho. As matrículas serão do dia 9 ao dia 13 de junho e a convocação da lista de espera será feita a partir do dia 26 de junho.

Agência Brasil

28 de maio de 2017, 09:26

BRASIL Por ‘diretas’, PT avalia ‘rifar’ Dilma no processo

Foto: Estadão

A ex-presidente Dilma Roussef

A cassação do governador do Amazonas, José Melo (PROS), e de seu vice, Henrique Oliveira (SD), no início deste mês, poderá balizar o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já preocupa aliados do presidente. A dupla foi afastada imediatamente após a medida da corte eleitoral – antes da publicação do acórdão, uma síntese da decisão colegiada. Até então, políticos condenados no TSE ganhavam sobrevida no cargo até a finalização do acórdão, que não tem prazo para ser publicado e depende da transcrição das notas taquigráficas do processo. Por cinco votos a dois, o TSE manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas e determinou o afastamento imediato de Melo, apesar de caber recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à própria corte eleitoral. O TSE também decidiu que os substitutos serão escolhidos por meio de eleições diretas. “Temos de pensar no Brasil agora. No povo brasileiro, na classe trabalhadora. Essa é a prioridade”, disse o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho, presidente eleito do PT de São Paulo e um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 20, Lula disse que um processo de impeachment contra Temer duraria mais do que os seis meses que o Congresso levou para afastar Dilma, mas não verbalizou qual caminho considera ideal. Segundo aliados de Dilma, ela tem se mostrado resignada quanto à cassação no TSE e torce para que Temer também seja punido. O principal alvo da ira da petista, hoje, são o publicitário João Santana e a empresária Monica Moura, que fizeram delação à Lava Jato. / R.G.

Estadão

28 de maio de 2017, 08:48

BRASIL 42 políticos aparecem nas 2 megadelações

Foto: Divulgação

No ranking dos valores recebidos, quem se destaca é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega

Entre as centenas de políticos envolvidos nos processos da Operação Lava Jato há uma “elite” de 42 nomes que apareceram nas duas maiores delações reveladas pela Justiça até agora: as da Odebrecht e da JBS. Na lista dos citados por sócios e executivos tanto da empreiteira quanto do conglomerado do setor de carnes estão o presidente Michel Temer e seus antecessores Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de ministros, ex-ministros, governadores e ex-governadores, entre outros. Os integrantes desse clube de elite teriam recebido, em conjunto, cerca de R$ 1,2 bilhão em propinas e contribuições oficiais de campanha, segundo os depoimentos dos delatores. O dinheiro teria sido usado pelas empresas para comprar influência ou como contrapartida por benesses recebidas do setor público. No ranking dos valores recebidos, quem se destaca é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, mencionado nas duas delações como intermediário de doações em caixa 2 para campanhas eleitorais do PT e influente para intermediar operações com fundos de pensão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 08:36

BRASIL ‘Se o impasse se prolongar, o Brasil é que sofrerá’, diz presidente da OAB

Foto: Divulgação

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia

No começo da noite da quarta-feira passada, entre um chimarrão e outro trazido pelo garçom, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, vivia, em seu amplo e movimentado gabinete, a forte emoção de comandar um segundo pedido de impeachment de presidente da República no período de um ano e quatro meses. “Ninguém em sã consciência pode comemorar um fato como este”, disse, em seu forte gauchês. “Eu lamento, me dói muito, mas a OAB tem que cumprir as suas responsabilidades.” Na quinta-feira à tarde o pedido do Conselho Federal da OAB, respaldado por 25 votos a 1, foi protocolado pelo próprio Lamachia, e uma grande e animada comitiva, na secretaria da Câmara dos Deputados. Era o 13.º entre os que pedem o impeachment do presidente Michel Temer por crime de responsabilidade – cometido, segundo argumentam, durante a conversa com o empresário Joesley Batista, por este gravada. Todos os pedidos esperam uma decisão do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), forte aliado do presidente da República. Não está no horizonte que ele vá aceitar qualquer dos pedidos. “Se o impasse se prolongar, o Brasil é que sofrerá”, disse Lamachia. “O presidente da República está politicamente muito fragilizado.” O presidente da OAB soube da gravação da conversa entre o empresário e o presidente Michel Temer no começo da noite do dia 17, uma quarta-feira. Estava em Maceió, na abertura da conferência estadual da OAB, quando mensagens instantâneas começaram a matraquear em seus dois celulares. “O presidente vai cair”, dizia uma. “O presidente vai cair”, dizia outra. “Fiquei muito apreensivo, até porque os fatos noticiados naquele áudio eram de extrema gravidade”, contou Lamachia. Cancelou a agenda em Maceió, voltou no dia seguinte para Brasília, e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o levantamento do sigilo das delações da JBS. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 08:13

BRASIL STJ pode abrir 14 inquéritos contra governadores

Foto: Divulgação

Sem a blindagem das assembleias legislativas, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ganhou mais poder decisório e poderá abrir ações penais e até afastar governadores já neste ano. Composta pelos 15 ministros mais antigos do STJ – de um universo de 33 –, o colegiado especial do STJ é considerado uma “caixinha de surpresas” por ministros e advogados ouvidos pelo Estado. No início deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a abertura de ação penal contra governadores de todo o País no STJ não depende de autorização prévia de assembleias legislativas. Dessa forma, a corte especial do tribunal, colegiado maior que o plenário inteiro do STF, ganhou sinal verde para decidir se recebe ou não 13 denúncias já apresentadas pelo Ministério Público contra sete governadores. Há ainda uma 14.ª denúncia que corre sob segredo de Justiça. “A casa de repouso de processos de governadores fechou as portas”, disse ao Estado o ministro Herman Benjamin. O STF também firmou o entendimento de que caberá ao STJ dispor sobre a aplicação de medidas cautelares penais contra cada governador investigado, inclusive um eventual afastamento do cargo. Para o ministro Og Fernandes, a decisão traz ao STJ um papel de “protagonismo ainda maior na cena político-jurídica brasileira”. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 07:58

BRASIL JBS corre contra o tempo para quitar R$ 18 bi em dívidas

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Empresa, que é a maior produtora de carne do mundo, deve perder até 30% do seu mercado no Mercosul

Desde que a delação dos irmãos Batista veio a público, os analistas de mercado financeiro se calaram. A justificativa é que os indicadores da JBS teriam “virado pó”. Não é apenas o futuro da empresa que é considerado incerto. Pelo que foi narrado pelos próprios controladores, o passado tornou-se nebuloso, dado que ainda não é possível definir se os esquemas de corrupção distorceram os resultados anteriores. Mas há um dado concreto para todos: a JBS tem um buraco de R$ 8 bilhões para cobrir neste ano. Vencem, agora em 2017, R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo – quase um terço da dívida de R$ 58,4 bilhões do grupo, um montante considerado bastante elevado. A empresa tem a opção de usar o caixa, abastecido por R$ 10 bilhões, mas precisa correr contra o tempo para conseguir o restante. Mergulhada em seus próprios relatos de ilegalidades, prestando contas a órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos, negociando multas bilionárias e sofrendo pressão dos políticos que denunciou, dificilmente terá socorro de bancos, públicos ou privados, ou credibilidade para captar no mercado. Terá de recorrer a medidas emergenciais, afirmam analistas. Leia mais no Estadão.

Estadão

28 de maio de 2017, 07:35

BRASIL Defesa de Aécio diz que documentos apreendidos pela PF não comprometem o senador

Foto: Divulgação

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) afirma, em uma nova nota divulgada neste sábado, 27, que “desconhece” o papel com a inscrição “CX 2″ encontrado entre os documentos apreendidos durante a Operação Patmos, deflagrada no dia 18, e que os documentos evidenciam que nada comprometedor foi encontrado contra o tucano, atestando a “lisura de seus atos”. A Polícia Federal informou na sexta-feira, 26, ter encontrado comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, entre elas a inscrição “CX 2″. “Todas as campanhas das quais participou o senador ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente. Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas”, diz a nota assinada pelo advogado Alberto Toron. Em mensagem divulgada na sexta, a defesa de Aécio havia dito que a inscrição não era indício de ilegalidade. A nota de sábado reitera essa afirmação. “Quanto à citada inscrição ‘CX 2′ em uma folha de papel, desconhecida por nós, a defesa do senador aguarda o mais rapidamente possível ter acesso a esse ‘papel’ para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade”, afirma o advogado. No relatório de apreensão, a PF informou o recolhimento de um aparelho bloqueador de sinal telefônico, uma escultura e 15 quadros – um deles com a inscrição “Portinari”. A defesa explica que o quadro de Portinari foi uma pintura feita em 1961 para o ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio. “Além de estar na família há quase 60 anos, o quadro consta de todas as principais publicações sobre o autor com referências ao seu proprietário”, diz o advogado. ”Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, ele foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador”, justifica Toron.

Estadão Conteúdo