21 de março de 2019, 19:15

BRASIL Procurador afirma que grupo de Temer movimentou R$ 1,8 bilhão em propinas

Foto: Alan Santos/PR

O ex-presidente Michel Temer

A força-tarefa da Operação Lava Jato afirma que ao esquema atribuído ao ex-presidente Michel Temer (MDB) foi ‘transferido ou prometido’ R$ 1,8 bilhão em propina até o momento. Temer e o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) foram presos nesta quinta-feira, 21. “Esse grupo criminoso que está sendo investigado e foi objeto hoje das medidas cautelares adotava como modus operandi no recebimento de propina o parcelamento dessa propina por vários e vários anos. Todas as propinas que nós identificamos ou que já tenham sido objeto de denúncia ou que estejam em investigação em relação a essa organização criminosa promessa de propina ou propina paga nós somamos e chegamos a essa cifra de R$ 1,8 bilhão”, afirmou o procurador regional da República José Augusto Vagos. “Esse parcelamento de propina também é fundamento para o pedido de prisão e para a prisão efetivamente porque algumas dessas empresas envolvidas, elas permanecem sendo contratadas com órgãos públicos, o que pode denotar ainda propinas previamente acertadas que podem ainda estar sendo pagas ou acertadas para serem pagas mais para frente”. No pedido de prisão, a Lava Jato incluiu uma tabela com três colunas: área de influência, valor de propina paga/prometida ou desviado e situação atual. Na primeira linha, os procuradores ligaram a Usina EPE & J&F ao valor de R$ 720 milhões (R$ 500 mil por semana, durante 30 anos) e à informação ‘interrompida pela deflagração das investigações’. A Lava Jato indicou relacionou ‘Câmara dos Deputados (OAS)’ ao valor de R$ 7,8 milhões. A situação atual, segundo a Procuradoria, é ‘dinheiro em espécie, empresas de fachada, pagamento de boletos, doleiros, crédito em conta no exterior (recebida e ocultada)’. Os investigadores incluíram na tabela o valor de ‘R$ 5,9 milhões (valores comprovadamente recebidos, muito inferiores aos prometidos pelos próximos 70 anos)’ ao Decreto dos Portos. De acordo com o Ministério Público Federal, a situação atual é ‘empresas de fachada, contratos fictícios (parte recebida e ocultada, maior parte a receber)’. A tabela aponta que o somatório de todas as propinas pagas ou prometidas alcançou R$ 1,8 bilhão. “Os valores ilícitos até agora recebidos ou prometidos, além dos desviados, passam, portanto, de R$ 1,816 bilhão, sendo que boa parte desses valores da organização criminosa permanecem ocultos, por meio de ações atuais e permanentes de lavagem, com outros ainda permanecem pendentes de recebimento. Trata-se de fundamento bastante evidente para decretação de prisão preventiva do líder da organização criminosa”, apontou a Lava Jato. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 18:45

BRASIL Lava Jato não precisa de pirotecnia para sobreviver, diz Lula sobre prisão de Temer

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O ex-presidente Lula

A conta oficial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba, divulgou críticas à força-tarefa da Lava Jato, que prendeu o ex-presidente Michel Temer (MDB) nesta quinta-feira (21). “A Lava Jato tenta desviar a atenção do descrédito em que estava caindo e do fundo de R$ 2,5 bilhões que negociaram com os EUA. A Força Tarefa não precisa de pirotecnia para sobreviver, precisa de sobriedade”, diz o tuíte. Em outra publicação, também definida como um recado de Lula, o petista afirma que ninguém pode ser preso sem o devido processo legal. “Instituições poderosas como o MP e a PF não podem ficar fazendo espetáculo. Todo aquele que cometer um crime, se o crime for provado, tem que ser punido. Seja o Temer, ou o Lula. Seja o FHC ou o Bolsonaro. Ninguém pode ser preso sem o devido processo legal”.

Folhapress

21 de março de 2019, 18:26

BRASIL Por ‘isonomia’ a Lula, Temer ficará preso na PF

Foto: Ed Ferreira/Estadão

Os ex-presidentes Lula e Michel Temer

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio, determinou que o ex-presidente Michel Temer (MDB) fique preso na sede da Superintendência da Polícia Federal. O magistrado acolheu um pedido da defesa do ex-presidente. A força-tarefa da Operação Lava Jato havia requerido que ‘o investigado Michel Temer’ ficasse custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado. “A despeito da manifestação do Ministério Público Federal, que reiterou o requerimento anterior, para que o investigado Michel Temer fique custodiado na Unidade Prisional da PMERJ, entendo que o tratamento dado aos ex-presidentes deve ser isonômico, uma vez que o ex-presidente Lula está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba”, ponderou Bretas. O juiz destacou que a Superintendência da PF no Rio informou a ele que ‘tem condições’ de custodiar Temer. “Defiro o requerimento de fls. 5559/5560, para que o investigado preso Michel Miguel Elias Temer Lulia fique custodiado na sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro”. A PF pediu orientação sobre itens que eventualmente pode oferecer ao prisioneiro, como aparelho de TV e frigobar. “Quanto aos itens mínimos, remeto também ao tratamento dado ao ex-presidente Lula, dentro, porém, das possibilidades desta Regional”.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 18:08

BRASIL Maia diz que prisão de Temer não deve atrapalhar a reforma da Previdência

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, 21, ao Broadcast Político que a prisão do ex-presidente da República Michel Temer não deve atrapalhar a reforma da Previdência, em tramitação na Casa. Há um temor no mercado financeiro e também na classe política de que os acontecimentos tenham um efeito similar ao que ocorreu em 2017, com as delações da JBS, que acabaram impactando negativamente a tentativa anterior de reformar a máquina previdenciária do País. Em relação ao adiamento da indicação do relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Nova Previdência na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), Maia disse apenas que, no colegiado, a responsabilidade é do PSL. A comissão é presidida pelo deputado Felipe Francischini (PSL-PR) que decidiu hoje adiar a escolha do relator até que o governo dê mais explicações sobre o projeto de lei dos militares. “CCJ é do partido do presidente. Lá é com ele”, disse Maia. O presidente da Câmara está sofrendo ataques nas redes sociais, inclusive no perfil do filho de Bolsonaro, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL-RJ). No Instagram, Carlos escreveu: “Por que o presidente da Câmara está tão nervoso?” e reproduziu um texto que fala sobre o embate recente entre Maia e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Nesta quinta-feira, 21, Maia respondeu com firmeza as declarações de Moro. O ministro da Justiça queria que Maia revisse o prazo dado ao pacote de medidas de segurança pública enviado à Câmara. No entanto, o parlamentar já havia decidido anteriormente que a Casa só iria analisar os projetos de segurança, após a aprovação da Previdência. Em nota, Moro afirmou que “talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo não aguenta mais”. A frase foi interpretada como um recado para Maia sobre os episódios de hoje. Questionado se ele vê nas declarações de Moro e Carlos Bolsonaro um ataque à classe política, Maia disse que não. “Eu apenas estou respeitando a Constituição. Os poderes são independentes”, declarou.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 18:00

BRASIL Bolsonaro: acordos políticos em nome da governabilidade levaram à prisão de Temer

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

Ao desembarcar em Santiago, no Chile, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 21, que a prisão do ex-presidente Michel Temer foi resultado dos acordos políticos feitos pelo emedebista em nome da governabilidade. “O que levou a essa situação, pelo que parece, são os acordos políticos dizendo-se em nome da governabilidade”, disse Bolsonaro, quando perguntado sobre a prisão de Temer. Ele procurou se diferenciar do antecessor afirmando que governa sem esse tipo de acordo. “A governabilidade você não faz com esse tipo de acordo, no meu entender. Você faz indicando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo. É assim que fiz no meu governo, sem acordo político, respeitando a Câmara e o Senado brasileiro.” Por duas vezes, Jair Bolsonaro declarou que a Justiça é para todos. “Cada um responda pelos seus atos. A Justiça nasceu para todos”, disse, sobre Temer.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 17:37

BRASIL Defesa de Temer entra com pedido de habeas corpus no TRF-2

Foto: Estadão

A defesa do ex-presidente Michel Temer (MDB)

A defesa do ex-presidente Michel Temer (MDB) ingressou com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O recurso foi distribuído para o desembargador federal Ivan Athié. Segundo o tribunal, o magistrado ficará encarregado de analisar a questão por prevenção, já que se trata de caso conexo com a Operação Pripyat, que é de relatoria dele. A Pripyat foi deflagrada em julho de 2016 no Rio de Janeiro e Porto Alegre, e tem como alvo o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. Até agora, só os advogados de Temer entraram com pedido de habeas corpus no tribunal em relação à operação deflagrada hoje.

Estadão

21 de março de 2019, 17:35

BRASIL Coaf revela tentativa de depósito de R$ 20 mi na conta de empresa do Coronel Lima

Foto: Agência O Globo

O coronel João Baptista Lima Filho, amigo do ex-presidente Michel Temer

Uma prisão na Operação Skala, da Polícia Federal, e uma devassa na Operação Patmos não impediram o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do ex-presidente Michel Temer, de tentar movimentar altas cifras em dinheiro vivo, segundo constatou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão, agora vinculado ao Ministério da Justiça, apontou que uma pessoa não identificada realizou uma tentativa frustrada de depositar R$ 20 milhões em dinheiro vivo na conta da empresa de Lima, a Argeplan. Coronel Lima foi preso nesta quinta, 21, ao lado do ex-presidente e outros investigados por propinas em obras da Eletronuclear para a Usina de Angra 3. Ele já é denunciado no inquérito dos Portos, em que é apontado como suposto intermediário de propinas do ex-presidente. Aliado de Temer desde os anos 1980, nesta investigação ele está sob suspeita de intermediar supostas propinas de R$ 1 milhão da Engevix. Lima já havia sido alvo de buscas e apreensões na Operação Patmos (maio de 2017), embasada na delação da JBS, e preso na Skala (março de 2018), que mirava o círculo de amizades do ex-presidente emedebista. Desde que entrou na mira da PF, em maio de 2017, Coronel Lima tem se esquivado de prestar depoimentos sob a alegação de que está doente, e que teve um AVC. Segundo os investigadores, no entanto, ele não afirmou à Receita Federal ser portador de qualquer doença grave. “Isso leva a crer que o Coronel Lima não apresenta doença grave que possa, de alguma forma, interferir na decretação da prisão preventiva”. Segundo o Ministério Público Federal, além de tudo, ele continua a lavar dinheiro. “Prova de que Coronel Lima continua atuando na lavagem de capitais em prol da organização criminosa é a informação do COAF sobre a tentativa de depósito de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) em espécie, em 23/10/2018, na conta bancária da Argeplan, que apenas não se concretizou diante da negativa da instituição bancária”. O Coaf recebeu as informações de uma agência bancária na rua Heitor Penteado, na Vila Madalena, mesmo bairro onde fica sediada a Argeplan. O banco informou ao Conselho que a conta da empresa de Coronel Lima foi aberta naquela agência e é ‘de conhecimento público que este sócio é acusado de ser suposto intermediador no recebimento de recursos de origem duvidosa’. No dia 23 de outubro de 2018, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, o banco reporta, ‘de boa fé’, ao Coaf que houve uma ‘tentativa de depósito em espécie no valor de R$ 20 milhões’. “O depósito foi recusado na agência, sendo que na abordagem foi solicitado ao portador a comprovação da origem dos valores para recebimento e reativação da conta, em atendimento à legislação de PLD vigente. O portador, que não se identificou, se retirou da agência e não obteve êxito na realização do depósito”, diz. Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, há, ‘portanto, demonstração concreta da necessidade de decretação da prisão preventiva de João Baptista Lima Filho para assegurar a ordem pública e impedir a continuidade dos atos criminosos que já se perpetuam há 40 anos (e continuaram a acontecer mesmo após a decretação de sua prisão temporária)’. A Procuradoria da República no Rio afirma que Coronel Lima ‘é a pessoa de confiança de Michel Temer desde a década de 80’. “Juntos construíram uma vida de cometimento de ilícitos em prejuízo ao Erário. Não por outra razão, Coronel Lima é uma figura de destaque na organização criminosa, sendo o responsável por administrar as empresas Argeplan e PDA. Dentre outras, ambas as empresas foram constituídas em nome de Lima e outros para encobrir as negociatas ilícitas realizadas por Michel Temer, bem como para realizar os atos de lavagem de dinheiro”. “Vê-se que por quase 40 anos a parceria criminosa atua de forma estável, perpetuando-se por décadas. Há demonstração concreta de que Michel Temer acumulou um “crédito” de propina para receber no presente e no futuro, durante anos, pois os seus atos que beneficiaram o setor empresarial permitiram a barganha de uma “poupança de propina” com resgate quase que vitalício”, diz o Ministério Público Federal. Segundo a Lava Jato, o ‘modus operandi utilizado pela organização criminosa para acertar o recebimento da propina ao longo de décadas, ultrapassando o período do exercício do cargo público (no caso, o de Deputado Federal e, depois, o de vice e de Presidente da República), é fundamento bastante para demonstrar a necessidade da prisão preventiva para interromper os delitos que permanecem ocorrendo’. “E mais: investigações, denúncias e uma prisão temporária (de João Baptista Lima Filho) foram absolutamente insuficientes para barrar a atuação do grupo criminoso. Tal objetivo apenas poderá ser atingido mediante a prisão preventiva dos integrantes do núcleo sólido”, argumentam os procuradores.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 16:58

BRASIL PT cobra ‘fatos consistentes’ para a prisão de Temer

Foto: Estadão

A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann

O Partido dos Trabalhadores, cobrou, nesta quinta, 21, ‘fatos consistentes’ para a decretação da prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB). A legenda diz esperar que cautelar seja decretada ‘não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula’. A nota é assinada pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, e pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Pimenta, e no Senado, Humberto Costa. O PT diz que Temer ‘assumiu a presidência em um golpe deplorável’. “Sua agenda no governo levou ao aumento da desigualdade e da miséria, no entanto é somente dentro da lei que se poderá fazer a verdadeira Justiça e punir quem cometeu crimes contra a população. Caso contrário, estaremos diante de mais um dos espetáculos pirotécnicos que a Lava Jato pratica sistematicamente, com objetivos políticos e seletivos”. “O que fica evidente é que, cumpridos os objetivos do golpe do impeachment de 2016 e da proibição ilegal a Lula de concorrer as eleições de 2018, seus principais artífices estão sendo descartados pelos que realmente movimentaram os cordéis: o sistema financeiro, os representantes dos interesses estrangeiros no país, com o apoio da mídia conservadora”, afirma o partido. Segundo Gleisi e os parlamentares, ‘isso serve para a própria Lava Jato e seu comandante, Sergio Moro, que travam hoje uma encarniçada luta pelo poder contra o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a cúpula da PGR’.

Estadão

21 de março de 2019, 16:52

BRASIL Wagner critica prisão de Temer: ‘Precipitada’

Foto: João Mattos/Estadão

O senador Jaques Wagner (PT)

Senador pela Bahia e adversário político do ex-presidente Michel Temer, Jaques Wagner criticou a prisão do emedebista. Ele classificou o caso como uma “precipitação da Justiça”. Ainda de acordo com Wagner, Temer foi preso sem que tivesse prestado depoimento no inquérito em que é investigado. Wagner criticou também a “instabilidade” constante no país e citou o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, que, na opinião dele, também foram efetivados sem que houvesse motivos concretos. “Não posso julgar o juiz, mas as pessoas estão se precipitando pela notícia. Qual o motivo de uma prisão preventiva? Só queria entender: ele (Temer) é uma ameaça? Ele vai surrupiar prova? Não sou eu que vou julgar, porque é do direito, cabe ao ex-presidente fazer o recurso”, sinalizou.

Estadão

21 de março de 2019, 16:36

BRASIL Contrainteligência foi usada por Temer e aliados para confundir Lava Jato, diz MP

Foto: Werther Santana/Estadão

Prisão do ex-presidente Michel Temer

A força-tarefa da Operação Lava Jato apontou ao juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, um ‘braço de contrainteligência da organização criminosa liderada por Michel Temer e atuação pessoal dele contra as investigações’. O ex-presidente foi preso nesta quinta-feira, 21, na Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato. “A organização criminosa comandada por Temer tinha constante e ativo direcionamento de esforços no sentido de monitorar, impedir (por meio de subtração de documentos) e confundir (pela produção de documentos) as investigações”, afirma a Lava Jato. A PF cumpre um total de oito mandados de prisão preventiva e dois de custódia temporária, 26 de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Paraná e no Distrito Federal. Bretas mandou prender por tempo indeterminado o coronel reformado da Polícia Miliar João Baptista Lima Filho – o coronel Lima -, de sua mulher de Maria Rita Fratezi, dos empresários Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo. O juiz ainda decretou as custódias temporárias de Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann. Segundo o Ministério Público Federal, Temer e seus aliados praticaram atos para ‘dificultar o andamento das investigações’. Os procuradores citaram o ‘monitoramento do avanço das investigações, com um braço da organização criminosa cuidando de aspectos de contrainteligência, com a finalidade de que, conforme as investigações avancem, sejam produzidos documentos falsos com o intuito de despistar as últimas descobertas investigatórias, sejam destruídas provas e apagados rastros que levem ao desvendamento das ações criminosas, bem como sejam assediadas testemunhas e coinvestigados que pudessem vir a ser colaboradores da Justiça, inclusive com pagamento de propina’.

Estadão

21 de março de 2019, 16:21

BRASIL Defesa de Moreira estranha prisão vir de juiz ‘cuja competência não está firmada’

A defesa do ex-governador do Rio e ex-ministro Wellington Moreira Franco afirmou nesta quinta-feira, 21, em nota, que “causa estranheza” o decreto de prisão contra ele “vir de juiz de direito cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui”. Moreira Franco teve nesta quinta-feira, 21, mandado de prisão cumprido pela força-tarefa da Operação Lava Jato, assim como o ex-presidente Michel Temer. O mandado de prisão foi assinado pelo juiz da operação no Rio, Marcelo Bretas. O escritório Moraes Pitombo Advogados manifestou “inconformidade” com o decreto de prisão cautelar do ex-ministro. “Afinal, ele (Moreira Franco) encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso prestou depoimentos e se defendeu por escrito quando necessário”, diz o comunicado.

21 de março de 2019, 16:07

BRASIL Bretas determina que Temer e Moreira fiquem presos em unidade da PM em Niterói

Foto: Estadão

Michel Temer e Moreira Franco

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acolheu os argumentos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o ex-presidente Michel Temer (MDB) seja custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói, na região metropolitana. Bretas estendeu a mesma decisão a Moreira Franco, “por ter exercido o cargo de ex-ministro de Estado até o recente dia de 31/12/2018”, e a João Baptista Lima Filho, coronel reformado da Polícia Militar do Estado de São Paulo. No local, também está preso o ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão, do mesmo partido de Temer. Pezão está em uma cela especial por prerrogativa de cargo, mas, segundo a PM, sua rotina é igual à dos demais presos.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2019, 15:55

BRASIL Propina de Angra 3 custeou parte da reforma de Maristela Temer, diz Procuradoria

Foto: Reprodução de TV

Maristela Temer, filha do ex-presidente Michel Temer

A propina oriunda do contrato de construção de Angra 3, segundo o Ministério Público Federal, custeou parte de reforma na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente Michel Temer. A Procuradoria afirma que o coronel Lima, amigo de Temer, além de administrar as obras, empregou na reforma vantagens indevidas recebidas pelo grupo criminoso, em típico ato de lavagem de dinheiro. Foi identificado o uso do e-mail da Argeplan, empresa de Lima, na transmissão de recibos de pagamentos de materiais e serviços, além da atuação de funcionários da empresa na reforma. Relatório policial indica que contratados da obra disseram que receberam a maior parte do pagamento em dinheiro vivo, em valores que podem ultrapassar R$ 1,5 milhão.

Folhapress

21 de março de 2019, 15:42

BRASIL Lava Jato quer Temer preso em quartel da PM; defesa quer PF

Foto: Estadão

O ex-presidente Michel Temer (MDB)

A força-tarefa da Operação Lava Jato pediu ao juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, que o ex-presidente Michel Temer (MDB), fique preso na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói. A defesa solicitou ao magistrado que determine o recolhimento de Temer nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio. “O Peticionário é ex-Presidente da República e é inscrito na OAB/SP sob o nº 16.534, fazendo jus, por isso, nos termos do art. 295 do Código de Processo Penal1 e art. 7º, V, da Lei nº 8.906/19942 , a permanecer em ambiente separado de outros presos, em sala do estado maior, com instalações e comodidades condignas”, afirmam os advogados do ex-presidente. A Lava Jato apontou a Bretas ‘a necessidade de se proteger a dignidade e a segurança dos ex-presidentes, sobretudo antes da formação da sua culpa em um regular processo penal’. “Essa realidade de proteção da dignidade e segurança de um ex-presidente deve ser preservada no evento de uma prisão cautelar, como a que acontece na data de hoje, eis que não se trata de execução penal, mas sim medida cautelar levada a cabo antes da formação da culpa em relação a Michel Temer”, afirmou o Ministério Público Federal. “A condição de ex-presidente do preso impõe que esse MM. Juízo, enquanto não formada em definitivo a sua culpa, adote medidas condizentes com sua segurança e a dignidade do cargo que ocupou até 31/12 p.p. A dignidade e segurança de nossos ex-presidentes não é algo estranho ao nosso ordenamento.” O ex-presidente recebeu voz de prisão da Polícia Federal quando saía de sua residência logo no início da manhã, na rua Bennet, no Jardim Universidade, zona oeste da capital paulista. A PF fez buscas na casa de Temer e também em seu escritório, n Rua Pedroso Alvarenga, no Itaim. A PF cumpre um total de oito mandados de prisão preventiva e dois de custódia temporária, 26 de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Paraná e no Distrito Federal.

Estadão

21 de março de 2019, 15:12

BRASIL Paulo Paim: ‘linha do combate à corrupção tem que ser mantida, doa a quem doer’

Foto: Divulgação

O senador Paulo Paim (PT-RS)

O senador Paulo Paim (PT-RS) disse nesta quinta-feira, 21, que recebeu “sem nenhuma surpresa” a notícia de prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) nesta manhã. Segundo o senador, “é um fato previsto por todos aqueles que estão na vida pública”. “Claro que não é bom para a imagem do Brasil perante os outros países e perante o mundo. Mas pau que bate em Francisco bate em Chico. Aqueles que provocaram essa situação estão sendo chamados a responder por seus atos. A linha do combate à corrupção tem que ser mantida, doe a quem doer. Mas tem que ser com enorme cuidado para que essas operações não cometam nenhuma injustiça”, afirmou. A prisão de Temer tem como base a delação do doleiro Lucio Funaro. No ano passado, Funaro entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações complementares do seu acordo de colaboração premiada. Entre os documentos apresentados estão planilhas que, segundo o delator, revelam o caminho de parte dos R$ 10 milhões repassados pela Odebrecht ao MDB na campanha de 2014.

Estadão Conteúdo