25 de abril de 2018, 15:43

BRASIL Joesley confirma na PF R$ 500 mil para Ciro ‘na garagem de casa’

Foto: Divulgação

O senador Ciro Nogueira (PP-PI)

O empresário Joesley Batista, acionista do grupo J&F, prestou depoimento à Polícia Federal no qual confirma ter repassado R$ 500 mil em espécie ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Partido Progressista. As informações foram prestadas ao delegado Cleyber Malta Lopes no último dia 6 de abril, em relato dentro da investigação aberta para apurar se o ex-procurador Marcelo Miller auxiliou os delatores da J&F ainda quando estava na Procuradoria-geral da República (PGR). A informação sobre o novo depoimento de Joesley foi dada pela repórter Camila Bomfim, da TV Globo. O Estadão confirmou os dados e teve acesso ao relato de Joesley. Leia mais no Estadão.

Estadão

25 de abril de 2018, 15:13

BRASIL Temer não falou sobre reeleição, diz governador de SC após reunião com presidente

Foto: Diário Catarinense

O governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (MDB)

O governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (MDB), disse nesta quarta-feira, 25, após encontro com o presidente Michel Temer, que o quadro político “está tão bagunçado no Brasil, que não há uma opinião consistente do que vai acontecer”. “O presidente não manifestou comigo hoje a intenção de ser candidato, foi um assunto que nós não comentamos”, afirmou. Pinho Moreira disse ainda que não tem convicção sobre qual o melhor caminho para Temer. “Inclusive para a sua tranquilidade pessoal. Agora, defender as conquistas do governo, com certeza, alguém vai ter que fazer”, destacou. Conforme mostrou a Coluna do Estadão, emedebistas que estiveram com o presidente nos últimos dias perceberam que ele parou de falar em reeleição. Se antes ele sempre perguntava a quem chegava ao seu gabinete sobre sua intenção de entrar na disputa, hoje não faz mais a consulta. O presidente do MDB, Romero Jucá, também deixou de citar Temer e tem indicado que o candidato da sigla será Henrique Meirelles. A posição do presidente, contudo, é estratégica. Ele percebeu que é melhor mergulhar a se expor e virar alvo preferencial dos investigadores e adversários. O governador de Santa Catarina, inclusive, citou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e disse que ele esteve ontem no Estado mostrando as ações do governo, mas evitou cravar que o ex-ministro é o candidato mais viável. “A economia está reagindo isso é fruto e obra do ministro Meirelles e do presidente da República, acho que isso tem que ser considerado. Agora, o processo é muito complexo hoje em dia, muitas denúncias que surgem a cada momento, tudo isso complica a vida dos possíveis candidatos”, destacou.

Estadão

25 de abril de 2018, 15:01

BRASIL Villas Bôas é internado em Brasília para procedimentos médicos e terá alta hoje

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de 66 anos, foi internado em um hospital da rede privada em Brasília para “realização de procedimentos médicos” e receberá alta ainda nesta quarta-feira, 25, segundo informações obtidas no Exército, que não deu mais detalhes. O Centro de Comunicação do Exército emitirá uma nota mais tarde sobre o assunto. Villas Bôas enfrenta uma doença degenerativa e atualmente está usando cadeira de rodas.

Estadão Conteúdo

25 de abril de 2018, 14:34

BRASIL PEN desiste de cautelar para barrar prisão em 2.ª instância

Foto: Agência Brasil

Agremiação informou Supremo nesta quarta-feira, 25, que abre mão de medida

O Partido Ecológico Nacional (PEN) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quarta-feira (25) que desistiu do pedido de medida cautelar para barrar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Para a sigla, o pedido – que poderia beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato – é “inoportuno” diante da atual conjuntura política. A possibilidade de prisão após condenação em segunda instância é considerada um dos pilares da Operação Lava Jato. Então capitaneada pelo advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida e Castro, o Kakay, a ofensiva jurídica do PEN para barrar a execução provisória de pena repercutiu no mundo político e foi interpretada como uma manobra para salvar Lula. Depois da repercussão do episódio, o PEN – que se intitula um partido de direita – trocou o seu time de advogados, pediu para suspender a tramitação do processo e agora informou que desistiu do pedido. “O autor entende que não há a presença de pressupostos legais autorizativos do deferimento da medida cautelar, conforme parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na verdade, o pedido é inoportuno na atual quadra dos acontecimentos”, alega o partido ao STF, em petição protocolada nesta quarta-feira. O PEN solicita ao relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello, a desistência do pedido, “tendo em vista a ausência de pressupostos legais”. Leia mais no Estadão.

Estadão

25 de abril de 2018, 14:11

BRASIL Parlamento do Mercosul debate proteção dos ‘rios voadores’ da Amazônia

Especialistas na questão da água participam nesta quinta-feira, 26, em Montevidéu, no Uruguai, de reunião no Parlamento do Mercosul para discutir a proteção dos chamados “rios voadores”, umidade de transposição da Amazônia. Essa umidade, ameaçada em função do desmatamento da mata amazônica, é essencial para alimentar chuvas na maioria dos países do território sul-americano. O presidente Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, estará no encontro e foi convidado pelo Parlamento do Mercosul a fazer uma exposição sobre a necessidade de proteção dos rios voadores. Ao seu lado, participa também Yara Schaeffer-Novelli, professora da USP e sócia-fundadora do Instituto BiomaBrasil, uma autoridade em preservação ambiental. Segundo Bocuhy, “o Brasil e demais países do Mercosul têm um dever de casa a fazer: a proteção de seu maior ecossistema hídrico, fenômeno natural conhecido como rios voadores, que cria e leva as chuvas continente adentro, garantindo a vidas das espécies vivas, dos seres humanos, das cidades, da agricultura e das atividades industriais”. Sem a proteção das áreas que alimentam e mantém essa transposição de umidade e chuvas, não haverá sustentabilidade para a América do Sul. A professora Yara argumenta que a “a água é determinante no equilíbrio ecológico da vida no Planeta. No Brasil, temos a grande região Amazônica, geradora de sua própria chuva e dos assim chamados “rios voadores”, cursos aéreos de vapor d’água atmosféricos, carreando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste até o contraforte dos Andes, o Sudeste e o Sul do Continente Americano, promovendo a conectividade entre os habitats, estabelecendo verdadeiros corredores ecológicos que asseguram a manutenção da diversidade biológica”. Ao final do encontro no Parlamento, o Proam vai sugerir a criação de um Grupo de Trabalho, no âmbito do Mercosul, para aprofundar uma proposta de Tratado Internacional do Mercosul para a proteção dos “rios voadores”, ou dos grandes ecossistemas que garantem a transposição da umidade continente adentro.

Estadão Conteúdo

25 de abril de 2018, 13:12

BRASIL Alckmin precisa arrumar o palanque em São Paulo, diz Tasso Jereissati

Coordenador da campanha presidencial do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida à Presidência da República, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o tucano precisa “arrumar” o cenário eleitoral em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Para o parlamentar cearense, o palanque no Estado é o que mais preocupa o partido atualmente. “A divisão do palanque em São Paulo é o que mais preocupa. Precisa arrumar São Paulo”, disse Tasso ao Broadcast Político. No Estado, o ex-prefeito da capital paulista João Doria é o pré-candidato tucano a governador, mas tem como adversários outros aliados de Alckmin, entre eles, o atual governador paulista, Márcio França (PSB). Tasso também conta nessa “divisão” o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB). A declaração de Tasso foi dada um dia após divulgação de pesquisa Ibope sobre o cenário eleitoral em São Paulo. Encomendado pela TV Bandeirantes, o levantamento aponta que Alckmin empata, em alguns cenários, com o deputado Jair Bolsonaro (RJ), presidenciável pelo PSL. Ambos aparecem em segundo lugar no Estado com 14% das intenções de voto, no cenário com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, mesmo preso e inelegível, lidera com 20%. A pesquisa mostrou ainda que Dória está tecnicamente empatado com Skaf na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento, Doria tem 24% das intenções de voto, contra 19% de Skaf – a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. O petista Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, e o atual governador paulista seguem bem atrás, com 4% e 3%, respectivamente. Tasso também afirmou que deverá lançar o general do Exército Guilherme Cals Theophilo como candidato ao governo do Ceará para servir de palanque para Alckmin. “Não está confirmado, mas tem tudo para ser. Está na hora de sangue novo”, afirmou o senador, que recusou apelos do presidenciável tucano para que ele próprio fosse o candidato a governador. “Ele (Cals) é um amante do Ceará tem um ótimo currículo e está sendo muito bem recebido”, finalizou Tasso.

Estadão Conteúdo

25 de abril de 2018, 12:51

BRASIL Transferência de Lula pedida por PF antecipa discussão sobre cárcere definitivo

Foto: Miguel Schincariol

A Polícia Federal (PF) pediu à Justiça a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Operação Lava Jato, da “cela” especial montada no prédio da superintendência em Curitiba. O pedido, que será analisado pela juíza federal Carolina Moura Lebbos, precipita a indicação no processo, pelo ex-presidente e sua defesa, de um local para cumprimento da pena de 12 anos e um mês no caso triplex do Guarujá (SP).Partidários de Lula não descartam a possibilidade de indicar uma unidade das Forças Armadas, que possa dispor de uma “sala de Estado-Maior”, em São Paulo – próximo de seu domicílio – para cumprimento da pena. Preocupado com o isolamento político e o efeito nas urnas, o argumento no debate jurídico é de que para o caso de um ex-chefe de Estado preso por crime comum não há precedente. Em outros países, dizem dirigentes petistas, ex-presidentes presos ficam em quartéis do Exército e têm contato com o mundo exterior.O quartel do Exército em Curitiba chegou a ser uma das possibilidades de local para início do cumprimento da pena, antes da definição da “cela” especial da PF. Localizado no bairro Pinheirinho, área central da cidade, a unidade ocupa cinco quadras e pode abrigar uma sala de Estado-Maior. A unidade dos Bombeiros na capital paranaense também tinha condições de receber o petista, mas foi descartada.A solicitação da PF feita 15 dias após seu encarceramento – na sexta-feira, 20, sob sigilo – tem como base os custos e transtornos gerados pela manutenção de Lula sob custódia na Superintendência em Curitiba e os riscos previstos com as manifestações do dia 1.º de maio, Dia do Trabalhador.O PT, sindicatos e apoiadores estão organizando uma grande manifestação no acampamento montado desde a prisão de Lula no entorno do prédio da polícia, no bairro Santa Cândida.O Sindicato dos Delegados da PF no Paraná havia solicitado no dia 11 – menos de uma semana depois da prisão – ao superintendente local, Maurício Valeixo, a transferência “para outro local que possa oferecer condições de segurança e que não traga os transtornos e riscos à população e aos funcionários da Polícia”. Em nota, a entidade registrou que a “medida mais acertada seria a transferência imediata do ex-Presidente para uma unidade das Forças Armadas, que possua efetivo e estrutura à altura dos riscos envolvidos”.

Estadão

25 de abril de 2018, 11:52

BRASIL Maia diz que projetos de crédito suplementar terão restrição na Câmara

Foto: Sérgio Lima / AFP

Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (25), em Brasília, que haverá dificuldades para o plenário votar projetos de lei do governo federal que pedem abertura de crédito suplementar com a transferência de recursos de alguns ministérios e projetos de estados para a conta da União. Dois projetos de lei que estão na pauta da sessão do Congresso Nacional de hoje somam mais de R$ 4,4 bilhões de recursos a serem remanejados entre as pastas da União e cancelados em alguns estados. Segundo as propostas, o governo pede o cancelamento de projetos não obrigatórios de ministérios, como Integração e Cidades, bem como de ações da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), entre outros de alguns estados em favor das contas previdenciárias e programas previstos na Lei Orçamentária de outras pastas. Ao chegar à Câmara para participar da sessão solene em homenagem póstuma ao ex-presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, Rodrigo Maia disse que os projetos enfrentarão “restrição” na Câmara e que não há condições de votar a matéria sem entender as motivações das transferências dos recursos. “Nós estamos com dificuldade para votar o PLN [projeto de lei do Congresso Nacional] do governo hoje. Ele tira quase R$ 500 milhões da Bahia, quase R$ 400 milhões do Rio e do jeito que ele está não vai ter sessão no Congresso. Nós não vamos ter condição de aceitar o PLN do jeito que está colocado, tirando dinheiro dos estados, tirando dinheiro dos ministérios e colocando numa conta que vai ser controlada exclusivamente pelo governo. Do jeito que está o PLN, é muito difícil a Câmara avançar com ele”, disse. O presidente da Câmara afirmou ainda que tem a intenção de abrir a sessão deliberativa do plenário da Câmara antes da sessão do Congresso e que vai conversar com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), para tratar da pauta, que pode ser analisada em sessão mista de senadores e deputados hoje à tarde. Rodrigo Maia reiterou que pretende avançar hoje na votação do projeto do Cadastro Positivo, apesar da obstrução de alguns partidos. O projeto, que prevê a adesão automática dos consumidores adimplentes ao cadastro, está pautado há várias semanas, mas não passou da fase de discussão devido ao questionamento de algumas bancadas com relação ao sigilo de dados dos consumidores e por causa da insegurança jurídica que a exposição das informações poderia causar.

Debora Brito, Agência Brasil

25 de abril de 2018, 10:47

BRASIL Defensoria pede ao STF soltura de preso em operação contra a milícia

A Defensoria Pública do Estado do Rio (DPE) entrou no fim da tarde de ontem (24) com pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de um dos 159 presos durante um show de pagode em um sítio em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, no último dia 7, em operação policial contra a milícia Liga da Justiça. De acordo com o defensor João Gustavo Fernandes, a Suprema Corte foi acionada para avaliar a soltura do auxiliar de cozinha Vinícius Guedes de Almeida, que já teve o habeas corpus negado pelo plantão do Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça, esgotando assim as primeiras instâncias judiciais. “Foram 159 adultos presos naquele dia. Dessas 159, a Defensoria Pública ingressou com alguns pedidos de habeas corpus no fim de semana da prisão, junto ao plantão judiciário da capital. Em um desses pedidos, houve o habeas corpus em que o juiz de plantão deu a decisão. Isso permitiu que a gente levasse esse caso ao STJ. Os demais pedidos não foram analisados e foram distribuídos para as câmaras e o juízo da câmara impediu que a gente desse prosseguimento. Então estamos tentando levar o caso para o STF.” Segundo ele, a DPE tenta revogar a prisão de 40 presos que estão sendo assistidos pelo órgão. O pedido foi feito na semana passada para a Segunda Vara Criminal de Santa Cruz e aguarda o posicionamento do Ministério Público com relação ao caso. “Depois que saiu do plantão judiciário, o processo foi encaminhado para a Segunda Vara Criminal de Santa Cruz. Então, esse processo está correndo lá em relação às 159 pessoas. A gente está aguardando o Ministério Público oferecer a denúncia, ou seja, delimitar a participação de cada um deles, identificar ou arquivar em relação a alguns. Mas a gente já entrou com pedido de liberdade para cerca de 40 pessoas lá”. O defensor explicou também o caso de um preso que tem dificuldade de compreensão e faz acompanhamento médico para doença mental. Na audiência de custódia, foi mantida a prisão, mas a Justiça determinou que o jovem passe por uma avaliação psicológica. Até o momento, apenas um dos presos ganhou liberdade: o artista de circo Pablo Martins. Em entrevista coletiva no domingo, dia seguinte à soltura, Pablo pediu que a justiça seja feita e que os outros inocentes que continuam no presídio de Bangu 9 sejam libertados. Segundo Fernandes, os presos que a Defensoria tenta provar a inocência não têm antecedentes criminais e têm residência fixa, muitos trabalham com carteira assinada. O defensor chamou de “espetacularização” a operação que levou à prisão de 159 pessoas. “A gente tem uma visão bem restritiva em relação ao trabalho que foi feito. Foi veiculado como um trabalho de dois anos de investigação. Mas, na verdade, foi a informação de uma pessoa que estaria em uma festa e algumas equipes da polícia chegaram para dar o bote. Então a gente acha que é muito mais uma tentativa de espetacularizar a prisão do que propriamente um serviço de inteligência que levou à prisão dessas pessoas”. Ele criticou a manutenção das prisões, sem que haja a individualização das condutas. “Na nossa opinião, você manter presas 159 pessoas pela mesma acusação, sem qualquer individualização de conduta, sem qualquer delimitação, sem qualquer análise prévia dessas pessoas, se estava envolvida, se não estava, se tem qualquer ligação com o grupo, se não tem. Fazer isso de modo geral a gente acha completamente ilegal e arbitrário”.

Akemi Nitahara, Agência Brasil

25 de abril de 2018, 10:33

BRASIL PF indicia 23 por desvios de recursos da UFSC

A Polícia Federal indiciou 23 pessoas por desvios de verbas em cursos de Educação a Distância (EaD) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Decorrente da Operação Ouvidos Moucos, a investigação concluiu que professores e funcionários da instituição agiam no esquema. Eles devem ser indiciados pelos crimes de concussão, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, além de outras tipificações. As informações foram divulgadas pelo Diário Catarinense e confirmadas pelo Estado. A Ouvidos Moucos caiu em uma grande polêmica depois que o ex-reitor da universidade Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que chegou a ser preso por suspeitas de participação no esquema, se suicidou em um shopping de Florianópolis. O relatório parcial do inquérito, assinado pelo delegado Nelson Napp em 18 de abril, indica apenas a tipificação das condutas criminosas e à indicação dos respectivos autores. Após concluir o inquérito por inteiro, a peça será encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se denuncia ou não os indiciados pela PF. O documento não indica o montante que teria sido desviado da UFSC, nem a materialidade das condutas e o nexo de casualidade, que, segundo ele, serão expostos em outro relatório a ser oferecido em outra ocasião. A operação foi deflagrada há sete meses e tinha como foco repasses oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil – UAB na UFSC que totalizam cerca de R$ 80 milhões.

Estadão

25 de abril de 2018, 10:04

BRASIL Prêmio principal da Mega-Sena pode pagar hoje R$ 3 milhões

O Concurso 2.034 da Mega-Sena pode pagar R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas no prêmio principal. O sorteio será hoje (25), às 20h, no Caminhão da Sorte em Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul. Segundo a Caixa, caso o ganhador decida investir o prêmio na poupança, poderá receber R$ 11 mil de rendimentos por mês. As apostas podem ser feitas até uma hora antes do sorteio nas lojas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país.

Agência Brasil

25 de abril de 2018, 07:05

BRASIL TSE nega pedido de cassação do governador da Paraíba

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (24) negar pedido de cassação do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e de sua vice, Ana Lígia Feliciano. O mandato do governador foi questionado pela coligação derrotada nas eleições de 2014, sob a alegação de que Coutinho teria usado o cargo para conceder vantagens em troca de votos à reeleição, como isenções fiscais no IPVA de motos. O benefício teria custado cerca de R$ 30 milhões. A maioria dos ministros entendeu que os benefícios não foram concedidos gratuitamente, forma proibida pela legislação eleitoral e que a medida também foi adotada em governos anteriores. Votaram contra a cassação os ministros Napoleão Maia, relator; Jorge Mussi; Ademar Gonzaga; Tarcísio Vieira; Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Rosa Weber foi a única a votar pela cassação, por entender que houve abuso no perdão das dívidas. Durante o julgamento, o relator do caso, ministro Napoleão Maia, disse que Coutinho era candidato à reeleição e não poderia deixar o cargo para se candidatar. Segundo o ministro, para ter eficácia, as medidas de estímulo da economia sempre levam em conta a renúncia fiscal e não podem ser entendidas como medidas de compadrio. “O assistencialismo, que muitos veem com desconfiança, com crescente suspeita, nas regiões deprimidas do interior do Nordeste, sem esse assistencialismo, as pessoas morrem de fome e de sede, e não tem caixão para se enterrar”, disse o relator. Ao subir à tribuna, a defesa de Coutinho disse que os benefícios também foram feitos por ex-governadores e que as isenções não causaram desequilíbrio na disputada eleitoral. “Isso aqui são condutas regulares de governo, não atingiu a igualdade de chances para cassar o mandato, não tem nenhuma gravidade”, disse Fernando Neves, representante do governador. O mesmo caso foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba, que também julgou ação improcedente.

André Richter, Agência Brasil

25 de abril de 2018, 07:02

BRASIL Transferência de Lula pedida por PF antecipa discussão sobre cárcere definitivo

Foto: Divulgação

Ex-presidente Lula

A Polícia Federal pediu à Justiça a transferência de Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Operação Lava Jato, da “cela” especial montada no prédio da superintendência em Curitiba. O pedido, que será analisado pela juíza federal Carolina Moura Lebbos, precipita a indicação no processo, pelo ex-presidente e sua defesa, de um local para cumprimento da pena de 12 anos e um mês no caso triplex do Guarujá (SP). Partidários de Lula não descartam a possibilidade de indicar uma unidade das Forças Armadas, onde possa dispor de uma “sala de Estado-Maior”, em São Paulo – próximo de seu domicílio – para cumprimento da pena. Preocupado com o isolamento político e o efeito nas urnas, o argumento no debate jurídico é que para o caso de um ex-chefe de Estado preso por crime comum não há precedente. Em outros países, dizem dirigentes petistas, ex-presidentes presos ficam em quartéis do Exército e têm contato com o mundo exterior. O quartel do Exército, em Curitiba, chegou a ser uma das possibilidades de local para início do cumprimento da pena, antes da definição da “cela” especial da PF. Localizado no bairro Pinheirinho, área central da cidade, a unidade ocupa cinco quadras e pode abrigar uma sala de Estado-Maior. A unidade dos Bombeiros na capital paranaense também tinha condições de receber o petista, mas foi descartada. A solicitação da PF feita 15 dias após seu encarceramento – na sexta-feira, 20, sob sigilo – tem como base os custos e transtornos gerados pela manutenção de Lula sob custódia na Superintendência em Curitiba e os riscos previstos com as manifestações do dia 1.º de maio, Dia do Trabalhador. O PT, sindicatos e apoiadores estão organizando uma grande manifestação no acampamento montado desde a prisão de Lula no entorno do prédio da polícia, no bairro Santa Cândida. O Sindicato dos Delegados da PF no Paraná havia solicitado no dia 11 – menos de uma semana depois da prisão – para o superintendente local, Maurício Valeixo, a transferência “para outro local que possa oferecer condições de segurança e que não traga os transtornos e riscos à população e aos funcionários da Polícia”. Em nota, a entidade registrou que a “medida mais acertada seria a transferência imediata do Ex-Presidente para uma unidade das Forças Armadas, que possua efetivo e estrutura à altura dos riscos envolvidos”. Na noite de ontem, o Ministério Público Federal emitiu parecer no processo contra a transferência de Lula da PF, em resposta a pedido feito pela Prefeitura de Curitiba, e indicou a PF como local para sua permanência. “Neste atual momento, à princípio, é difícil afirmar a existência de outro local no estado do Paraná que possa garantir o controle das autoridades federais sobre as condições de segurança física e moral do custodiado”, informa a força-tarefa, em processo aberto pela 12.ª Vara Federal, após pedido da prefeitura, na segunda semana de prisão. O município solicitou a remoção do preso, alegando transtornos ao moradores do entorno do prédio. O pedido mais recente veio da Assembleia Legislativa do Paraná, por meio de uma parlamentar que requereu a transferência para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, que é unidade prisional do governo do Estado, onde estão a maior parte dos presos provisórios e alguns dos condenados da Lava Jato. “Manifesta-se o Ministério Público Federal pelo indeferimento do pedido de transferência de Luiz Inácio Lula da Silva formulado pela Procuradoria-Geral do Município de Curitiba/PR mantendo-se o apenado custodiado na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba/PR.”

Estadão

25 de abril de 2018, 07:00

BRASIL Temer muda discurso sobre reeleição para evitar ataques, diz coluna

Foto: Werther Santana / Estadão

Michel Temer

Emedebistas que estiveram com o presidente Michel Temer nos últimos dias perceberam que ele parou de falar em reeleição. Se antes ele sempre perguntava a quem chegava ao seu gabinete sobre sua intenção de entrar na disputa, hoje não faz mais a consulta, de acordo com a Coluna do Estadão. O presidente do MDB, Romero Jucá, também deixou de citar Temer e tem indicado que o candidato da sigla será Henrique Meirelles. A posição do presidente, contudo, é estratégica. Ele percebeu que é melhor mergulhar a se expor e virar alvo preferencial dos investigadores e adversários. Um auxiliar direto do presidente diz que o fato de ele submergir não pode ser confundido como desistência da candidatura à reeleição: “A política é o reino ‘do como fazer’ e não do ‘o que fazer’”.

Estadão

25 de abril de 2018, 06:56

BRASIL Ex-assessor relata transporte de malas de dinheiro para Ciro Nogueira

Foto: Lia de Paula / Agência Senado

Ciro Nogueira

O ex-assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI) José Expedito Rodrigues relatou à Polícia Federal que transportou por várias vezes bolsas e malas com dinheiro para o presidente do PP e para o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), conhecido como Dudu da Fonte. Os dois parlamentares foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira, 24, por supostamente ameaçar o ex-funcionário para que ele mudasse a versão de seus depoimentos aos investigadores. O serviço prestado como transportador de valores ilícitos, segundo o ex-assessor, era custeado com o salário na Câmara dos Deputados. “Que o declarante não recebia nenhuma comissão para o transporte de valores, esclarecendo que o desempenho dessa tarefa ficava por conta do salário que recebia como assessor da Câmara dos Deputados”, diz o registro do depoimento de Rodrigues. No depoimento, de outubro de 2016, Rodrigues afirmou que trabalhou para os dois parlamentares e que por duas vezes transportou valores dentro de bolsas no trajeto entre São Paulo e o Piauí. Em uma dessas viagens, o ex-assessor disse que levou R$ 150 mil da capital paulista para Teresina e entregou diretamente na casa do senador. No depoimento, anexado a um dos inquéritos que investigam o senador no Supremo Tribunal Federal, Rodrigues declarou também que transportou dinheiro em espécie de Brasília para Teresina. Nesses casos, as entregas foram feitas em um shopping para uma pessoa ligada ao presidente do PP, segundo relatou. Outro destino das entregas realizadas pelo ex-assessor do senador foi no Rio. “Que se recorda de ter transportado R$ 100 mil desde o Rio de Janeiro/RJ dinheiro que foi recebido de Ciro Nogueira e entregue a Julio Arcoverde, em Brasilia.” Essa entrega, de acordo com o ex-funcionário, foi no apartamento na 311 sul, em Brasília, onde residia Dudu da Fonte.

Estadão