22 de setembro de 2017, 07:04

BRASIL Presidente da CCJ nega pressão por relatoria

Foto: Divulgação

O deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ da Câmara

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-RJ), deve anunciar na próxima terça-feira, 26, o nome do deputado indicado para relatar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça. Diferentemente da primeira, barrada pelo plenário da Câmara, Pacheco disse que agora não vem sofrendo pressões, seja do governo, seja da oposição, para a indicação do nome. “Pressão nenhuma. Está bem mais ameno”, disse o peemedebista. Como na primeira denúncia, Pacheco deve indicar para a relatoria do caso um parlamentar que seja advogado e repete o discurso de que escolherá um técnico, com “autoridade para exercer esse papel”. O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), vai preparar uma lista de parlamentares “isentos” para oferecer como sugestão de relator a Pacheco. Mansur vai relacionar nomes dos deputados que não votaram na sessão que derrubou a primeira denúncia, tanto na CCJ como no plenário. Embora o governo avalie que o clima da votação agora é mais favorável, o vice-líder disse ser importante indicar um relator cujo posicionamento político sobre as investigações contra Temer seja desconhecido. “Pressão nenhuma. Está bem mais ameno”, disse o peemedebista. Como na primeira denúncia, Pacheco deve indicar para a relatoria do caso um parlamentar que seja advogado e repete o discurso de que escolherá um técnico, com “autoridade para exercer esse papel”. O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), vai preparar uma lista de parlamentares “isentos” para oferecer como sugestão de relator a Pacheco. Mansur vai relacionar nomes dos deputados que não votaram na sessão que derrubou a primeira denúncia, tanto na CCJ como no plenário. Embora o governo avalie que o clima da votação agora é mais favorável, o vice-líder disse ser importante indicar um relator cujo posicionamento político sobre as investigações contra Temer seja desconhecido.

Estadão

22 de setembro de 2017, 07:01

BRASIL Coronel amigo de Temer usou offshore no Uruguai para comprar duplex, diz PF

Apontado pelos delatores do Grupo J&F como recebedor de R$ 1 milhão em propina destinada ao presidente Michel Temer, o coronel aposentado João Baptista da Lima Filho se valeu de uma offshore sediada no Uruguai para comprar dois imóveis em São Paulo. Um deles, no qual Lima Filho mora e onde a Polícia Federal realizou busca e apreensão no âmbito da Operação Patmos, é um duplex. As informações sobre os imóveis e a ofsshore Langley Trade Co SA constam em relatório da PF sobre os itens apreendidos com o coronel no dia da deflagração da Patmos, em 18 de maio. O documento foi anexado pela Procuradoria-Geral da República na denúncia oferecida contra o presidente Michel Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa. O Estado revelou em junho que a PF havia encontrado 17 recibos relacionados a offshore Langley na casa do coronel amigo de Temer. Na Receita Federal, a Langley está registrada como empresa domiciliada em Montevidéu. No banco de dados do Panamá Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que teve participação de jornalistas do Estado, o endereço está atrelado a várias offshores. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 06:59

BRASIL Cedraz diz que deputado do PMDB o apresentou a lobista

Foto: Reprodução

O advogado Tiago Cedraz

O advogado Tiago Cedraz afirmou à Polícia Federal que conheceu o operador do PMDB Jorge Luz ‘por intermédio do deputado Anibal Gomes (PMDB/CE)’ – antigo aliado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Tiago, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União, prestou depoimento na Operação Abate II, fase 45 da Lava Jato, em 23 de agosto. As declarações foram tornadas públicas nesta quinta-feira, 21. “Reitera que não tem relação com os fatos investigados por isso não tem crime a confessar”, afirmou Cedraz. Tiago Cedraz e o também advogado Sérgio Tourinho Dantas são investigados por suposta ligação com o ‘esquema criminoso’ instalado na Petrobrás. Segundo a investigação, os dois teriam atuado junto a estatal para favorecer a contratação de empresa privada e remunerar indevidamente agentes públicos. Jorge Luz e o filho Bruno Luz estão presos desde fevereiro pela Lava Jato. À PF, Tiago Cedraz afirmou que Anibal Gomes agendou agendou um horário em seu escritório e compareceu acompanhado de Jorge Luz e do lobista João Augusto Henriques, também ligado ao PMDB. “Foi feita uma consulta acerca de um processo que João Augusto Henriques respondia junto ao TCU da época em que havia sido diretor da BR Distribuidora. O escritório do declarante fez a análise do caso, mas não chegou a assumir o caso. Foram feitas apenas orientações. Não chegou a firmar contrato de honorários. Foi entregue apenas uma legal opinion”, narrou Cedraz. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 06:49

BRASIL José Yunes vai processar Funaro por denunciação caluniosa

Foto: Estadão

Yunes, Funaro, Temer e Padilha

José Yunes, amigo e ex-assessor especial do presidente Michel Temer, vai processar o operador Lúcio Funaro por denunciação caluniosa. A ação é preparada pelo criminalista José Luis Oliveira Lima. Em março, Funaro processou Yunes por calúnia e difamação alegando ser mentirosa afirmação de que recebeu dele um “pacote” em 2014. O operador já perdeu essa ação. Em delação premiada, contudo, Funaro não só confirmou a versão de Yunes como acrescentou que no “pacote” tinha R$ 1 milhão. A história do “pacote” foi revelada pela Coluna do Estadão em dezembro.

Estadão

22 de setembro de 2017, 06:40

BRASIL Planalto quer candidato único da base em 2018

Um novo componente político deve esquentar ainda mais a disputa interna do PSDB para definir seu candidato à sucessão presidencial de 2018. A cúpula do governo se movimenta para que a base aliada de Michel Temer tenha um candidato único e que esse nome seja escolhido em conjunto. O recado é claro: não ficará restrita ao PSDB a decisão de lançar o governador Geraldo Alckmin ou o prefeito João Doria. No governo, a avaliação é que, se o PSDB se recusar a ouvir a opinião dos aliados, “marchará sozinho” na disputa presidencial. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 06:30

BRASIL Manchetes do dia

- A Tarde: Campanha de vacinação múltipla termina hoje

- Correio*: E o que aconteceu ao Centro de Convenções

- Tribuna: Brasil abre 35 mil vagas em agosto, terceiro mês seguido de recuperação

- Estadão: Planalto tenta conter ameaça de rebelião após ataques de Maia

- Folha: Braço direito de Janot pode ser investigado, diz procurador

- O Globo: Funaro diz que Temer, Cunha e Alves desviaram verba da Caixa

21 de setembro de 2017, 21:59

BRASIL Deputado federal publica vídeo em defesa da intervenção militar

Foto: Alex Ferreira/Agência Câmara

O deputado federal Cabo Daciolo (PTdoB-RJ)

A fala do general do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão, que defendeu na última semana a possibilidade de uma intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, continua repercutindo. Após o general e ex-comandante brasileiro de tropas no Haiti Augusto Heleno sair em defesa de Mourão, foi a vez do deputado federal Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) apoiar a intervenção militar. Em vídeo publicado em sua página oficial no Facebook nesta quinta-feira, 21, o deputado manifesta seu apoio ao general Mourão. “Quero deixar aqui o meu apoio ao senhor, general. Conta conosco, nós estamos juntos. Não estamos pedindo uma ditadura, estamos falando de um governo provisório. Tira os corruptos, os bandidos, que estão colocando sobre o povo uma carga muito pesada”, afirmou. Daciolo reiterou ainda que falar de intervenção militar não é pedir ditadura militar. “A pior ditadura que nós podemos enfrentar é que enfrentamos hoje, da falsa democracia”. Mourão, que atualmente ocupa o cargo de Secretário de Economia e Finanças do Exército, em outubro de 2015 já ficou no centro de outra polêmica, quando criticou o governo petista e a então presidente, Dilma Rousseff. Ele perdeu, com isso, a chefia do Comando Militar do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.Também em 2015, o Daciolo foi expulso do PSOL por fazer declarações e fazer projetos com viés religioso. Na época, ele apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A proposta queria acrescentar a afirmação de que “todo o poder emana de Deus” dentro da Constituição.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017, 21:45

BRASIL Autor de PEC prevê que Senado pode rever decisão da Câmara de manter coligações em 2018

Foto: Divulgação

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é um dos autores da PEC que acaba com as coligações partidárias

Um dos autores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com as coligações partidárias, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) afirmou, nesta quinta-feira, 21, que a decisão da Câmara de adiar a medida para 2020 pode ser revista no Senado. Segundo ele, há um “mal-estar” entre senadores com relação às mudanças feitas na proposta. “Há um mal-estar muito grande em relação às modificações que foram feitas porque elas desidratam o sentido e o núcleo das reformas aprovadas no Senado. A possibilidade de mudança é um fato real”, disse Ferraço ao Estado. “Dizer que o Senado vai convalidar as mudanças que foram feitas na Câmara é muito improvável”. Ferraço, no entanto, negou já haver alguma articulação para que alteração na PEC seja derrubada no Senado.”Não há uma articulação porque a votação na Câmara foi ontem (quarta) e hoje não houve tempo de conversar”, disse. O texto inicial, aprovado no Senado no ano passado e relatado pela deputada Shéridan (PSDB-RR) na Câmara, previa o fim das coligações e a criação de uma cláusula de barreira para os partidos já em 2018. Os deputados aprovaram nesta quarta-feira, 20, o texto-base da PEC, mas ainda faltam destaques a serem votados. Somente depois disso a PEC poderá ser encaminhada ao Senado, onde também terá de passar por duas votações em plenário. Para ter validade já nas eleições do próximo ano, a proposta tem de ser promulgada pelo Congresso até 7 de outubro. Questionado se uma alteração no Senado não colocaria em risco este prazo, Ferraço disse que a questão ainda deve ser debatida. “Não sei se dá tempo. É isso que tem que ser debatido.” Caso seja alterada no Senado, a PEC precisaria voltar à Câmara e passar, novamente, por dois turnos de votação. Mais cedo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que assina a autoria da PEC com Ferraço, comemorou a aprovação da PEC na Câmara. “Com o fim das coligações partidárias, acabará com a carona de partidos que praticamente não existem, têm apenas um ou outro candidato, que na verdade trocam seu tempo de televisão, muitas vezes, para que este candidato pegue uma carona nos partidos maiores, o chamado aqui efeito Tiririca, onde o candidato com mais de um milhão de votos traz junto candidatos que voto algum tiveram e qualquer compromisso com as propostas do primeiro também tem”, disse em áudio distribuído por sua assessoria.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017, 21:45

BRASIL Mansão de Cabral avaliada em R$ 8 mi será leiloada em outubro

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Depois de condenado a 45 anos de prisão por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o ex-governador Sérgio Cabral perderá parte de seu patrimônio. No próximo dia 3 de outubro, acontecerá o leilão de sua mansão à beira-mar em Mangaratiba, avaliada em R$ 8 milhões, e de uma lancha, avaliada em R$ 4 milhões.O leilão será realizado no Foro da Justiça Federal, na Avenida Venezuela, no centro do Rio de Janeiro. Também vão ser leiloados três automóveis, avaliados em R$ 240 mil, R$ 120 e R$ 76 mil.Quem se interessar, também poderá tentar adquirir uma moto aquática, no valor inicial de R$ 45 mil, e um barco de pequeno porte, no valor de R$ 50 mil.Se não for alcançado o valor mínimo, um segundo leilão acontecerá no dia 11 de outubro, quando os bens poderão ser arrematados por 80% de seu valor, que terá de ser pago à vista.A decisão de leiloar os bens do ex-governador foi proferida em junho pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, também foi condenada e recebeu pena de 18 anos e três meses de reclusão.

Agência Brasil

21 de setembro de 2017, 21:12

BRASIL Segunda denúncia contra Temer chega à Câmara dos Deputados

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Segunda denúncia contra o presidente Michel Temer chegou à Câmara dos Deputados por volta das 20h30

A segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer chegou à Câmara dos Deputados por volta das 20h30. Cabe aos deputados autorizar ou não a continuidade do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode levar ao afastamento do peemedebista do cargo. Os autos do processo foram entregues pelo diretor-geral do Supremo, Eduardo Toledo, ao secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Wagner Padilha. A remessa acontece no mesmo dia em que a Corte rejeitou, por 10 votos a 1, suspender o andamento da denúncia, pedido que havia sido feito pela defesa do presidente Temer. Apenas o ministro Gilmar Mendes se posicionou contra. Logo após o julgamento, o ministro Edson Fachin publicou um despacho confirmando o encaminhamento da denúncia à presidente do STF, Cármen Lúcia, a quem cabe delegar a ordem de remessa à Câmara. A nova denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça terá, na Câmara, o mesmo rito de tramitação da primeira acusação apresentada por Janot no final de junho deste ano. O próximo passo agora é ler a denúncia no plenário da Casa. Em seguida, caberá ao primeiro-secretário, Fernando Giacobo (PR-PR) notificar o presidente. Na Câmara, a primeira análise será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No colegiado, os advogados de Temer terão até 10 sessões plenárias para apresentar defesa. Passada essa etapa, o relator na comissão deve apresentar seu parecer no prazo de cinco sessões, quando será votado. Da CCJ, a denúncia segue para o plenário da Câmara. Para que a acusação seja aceita, são necessários votos favoráveis à abertura de investigação de pelo menos 342 deputados, o equivalente a 2/3 dos 513 parlamentares que integram a Casa. Se a denúncia for aceita pelos deputados, ela volta para o Supremo, que também terá de julgar se aceita ou não a acusação apresentada. Se aceita pela Corte, Temer é afastado do cargo por até 180 dias para ser processado pelo STF. Nesse período, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume o comando do País. Caso os ministros não concluam a investigação após os 180 dias, Temer volta ao posto, mas permanece sendo investigado. Caso ele seja condenado pela Corte, ele perderá o cargo e eleições indiretas são convocadas para escolher o novo presidente da República. A denúncia elaborada pela equipe do então procurador-geral da República Rodrigo Janot cita a atuação política de Temer a partir de 2006, quando o Conselho Nacional do PMDB aprovou a integração da legenda, em bloco, à base aliada do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das formas que a denúncia utiliza para relacionar os fatos do passado com o mandato atual de Temer é a afirmação de que, com uma forte atuação parlamentar e responsabilidade por outras indicações políticas que durariam até hoje, a organização criminosa teria permanecido praticando crimes nos anos de 2015, 2016 e 2017. Janot apontou ainda que Temer atuou por meio de terceiros neste período e assumiu a liderança da organização criminosa a partir de 2016, quando chegou à Presidência da República.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017, 20:50

BRASIL Maia diz que não vai misturar denúncia com problema partidário

Foto: André Dusek/AE

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta quinta-feira, 21, que os problemas entre PMDB e DEM possam influenciar na tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara. “O DEM não vai misturar uma coisa com outra. Nós não vamos misturar uma coisa tão grave, que é a denúncia, com um problema que envolve dois partidos e envolve parte do Palácio do Planalto”, afirmou Maia, após participar da Cúpula das Câmaras de Comércio argentinas no Brasil, no Rio de Janeiro. Na quarta-feira, Maia fez duras críticas ao presidente Temer e a ministros palacianos, ameaçando inclusive retaliação do DEM em votações de interesse do governo. Segundo Maia, o governo e o PMDB têm tratado o seu partido como “adversário” e isso poderia refletir na relação da bancada com o Planalto no Congresso. “Nós queremos saber qual é a verdadeira posição do governo e do PMDB em relação aos Democratas. Tem parecido um tratamento de adversários, eu espero que não vire uma relação entre inimigos”, disse ontem o presidente da Câmara. Leia mais no Estadão.

21 de setembro de 2017, 20:38

BRASIL OEA enviará missão ao Brasil para acompanhar disputa presidencial em 2018

Foto: André Dusek/Estadão

Nova urna eletrônica para eleição de 2018 será equipada com impressora e repositório de voto impresso

Pela primeira vez na história, a Organização dos Estados Americanos (OEA) enviará uma missão de observação eleitoral ao Brasil para acompanhar a disputa presidencial do próximo ano. O grupo verificará não apenas a lisura do pleito, mas dará pareceres sobre questões como igualdade de gênero e financiamento de campanhas eleitorais. O envio atende a um convite feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil será o 28º dos 34 países da região a receber uma missão de observadores da OEA. No ano passado, a organização acompanhou a disputa presidencial nos Estados Unidos também pela primeira vez. A Venezuela, que costumava receber missões, decidiu proibi-las em suas mais recentes eleições. “Nossas missões não são destinadas apenas a democracias emergentes”, disse Gerardo de Icaza, diretor de Observação e Cooperação Eleitoral da OEA. “Toda democracia pode ser aperfeiçoada”. Com o Brasil, a entidade deverá observar todas as eleições presidenciais que serão realizadas no continente em 2018 – também haverá disputas no México, Paraguai, Costa Rica e Colômbia. Os países que nunca tiveram missões são Argentina, Chile, Uruguai, Canadá, Barbados e Trinidad e Tobago. Segundo Icaza, ainda é necessário arrecadar recursos para financiar a missão, o que definirá o seu tamanho. Mas em geral, elas são integradas por 50 a 70 pessoas. O grupo chega ao país com cerca de dez dias de antecedência da eleição e a acompanha em diferentes cidades. No final, é produzido um relatório com recomendações. “Nós também registramos boas práticas para levar a outros países”.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017, 20:36

BRASIL Paulo Azi será relator de lei que moderniza turismo no Brasil

Foto: Reprodução/Metropress

O deputado federal Paulo Azi (DEM/BA) será o relator de um projeto que pretende modernizar todo o setor do Turismo no Brasil. Azi, que é o presidente da Comissão de Turismo da Casa, foi escolhido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), para ocupar o posto nesta quarta-feira (20). Integram o projeto três matérias que estão em tramitação na casa: 7413/2017, 7425/2017 e 2724/2015, que tratam da reestruturação da Lei Geral do Turismo, da criação da Agência Brasileira de Promoção do Turismo – a Nova Embratur e da abertura do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, respectivamente.”O turismo é uma fonte de receita importante para o PIB de vários países, mas no Brasil está longe do potencial mínimo para gerar mais empregos e renda. Vamos trabalhar para modernizar o setor que é fundamental para a economia baiana”, disse.Azi reforçou a importância da matéria e disse que irá lutar para agilizar a tramitação do texto. “A tarefa é árdua, mas me comprometo a colaborar para que a tramitação dessa matéria ocorra o mais rápido possível. Uma Comissão Especial já está sendo constituída para analisar a questão, mas em função do tempo, pode ser que a matéria seja levada diretamente ao Plenário da Casa”, explicou.Na próxima semana, Paulo Azi já se reúne com a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, para analisar a questão das empresas aéreas. Na mesma semana senta-se com a Embratur para buscar caminhos e soluções para a estruturação da nova agência e seguirá em contato com o Ministro do Turismo, Marx Beltrão, e sua equipe, para finalizar os trâmites legais da nova Lei Geral para o setor.

21 de setembro de 2017, 20:23

BRASIL Em três anos, Funaro repassou R$ 6,3 milhões a Henrique Alves, diz PF

Foto: Estadão/Reprodução

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB)

A Polícia Federal mapeou em seu Relatório de Análise Nº 103/2007 todos os repasses de valores realizadas pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB). Segundo a PF, foram 15 pagamentos efetuados entre os anos de 2012 e 2014 que somam R$ 6,3 milhões. Somente em 2014, quando Alves foi candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Norte, os agentes federais apontam o envio de R$ 4,8 milhões ao peemedebista. Os repasses detalhados no documento têm como base planilhas e anotações encontradas em HDs apreendidos com a irmã de Funaro, Roberta Yoshimoto, no âmbito da operação Patmos, em 18 de maio de 2017. Em seu controle interno, segundo a PF, o corretor carimbava os repasses a Henrique Alves com o apelido de Chico Anísio ou com os nomes de dois de seus assessores, Norton e Wellington. Além de entregas em dinheiro pessoalmente ao peemedebista, como uma no valor de R$ 3,5 milhões em 18 de setembro de 2014, a PF também elenca doações eleitorais para partidos indicados por Henrique Alves e o pagamento de despesas com helicóptero utilizado na campanha de 2014. “Verificou-se nas planilhas de Funaro que os valores repassados para Henrique Alves, no período de 2012 a 2014, totalizaram o valor total de R$ 6.308.800,00 (seis milhões trezentos e oito mil e oitocentos reais). Desse total, só no ano de 2014, o valor pago foi R$ 4.808.800,00 (quatro milhões oitocentos e oito mil e oitocentos reais)”, concluiu o relatório da PF. Em sua delação, Funaro contou que conheceu Henrique Alves por intermédio do ex-deputado Eduardo Cunha e que ele recebeu propina de todas a operações realizadas dentro da vice-presidência de Fundos de Governo e Loteria, responsável pelo Fundo de Investimento do FGTS. “Os valores passados a Henrique eram definidos por Cunha. Tais valores por vezes eram passados por Cunha e, por vezes, eram pagos diretamente pelo próprio Funaro. Algumas vezes Funaro fazia este pagamento pessoalmente no Rio Grande do Norte, outras enviava algum emissário, mas também havia possibilidade do funcionário do Gabinete de Henrique Alves, de nome Wellington, retirar o dinheiro e ir realizar a entrega no Rio Grande do Norte, fazendo uso da aeronave de Funaro”, diz a PF sobre como se davam os repasses ao peemedebista. O advogado Marcelo Leal, responsável pela defesa de Henrique Alves, afirmou que não teve acesso ao relatório da PF e, portanto, não poderia se manifestar. Sobre a propina oriunda do FI-FGTS, o advogado afirmou que “não é verdade que Henrique Eduardo Alves tenha recebido qualquer vantagem indevida referente à qualquer projeto que diga respeito ao FI-FGTS e sua defesa desafia o delator, a polícia federal ou qualquer órgão de persecução estatal a provar o contrário”.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2017, 20:12

BRASIL Ex-secretário de Saúde de Cabral depõe e nega obstrução de Justiça

O ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, titular da pasta durante o governo de Sergio Cabral, depôs nesta quinta-feira (21) na 7ª Vara Federal Criminal. Preso desde 11 de abril desse ano, ele negou ter obstruído a Justiça, motivo principal de sua prisão.De camiseta branca, usada por internos do sistema penal, bastante magro e com a cabeça totalmente raspada, Côrtes garantiu ao juiz Marcelo Bretas que não quis atrapalhar a iniciativa de delação premiada de César Romero, que foi seu subsecretário de Saúde e acabou gravando diálogo comprometedor com ele.Côrtes disse que foi até o escritório de Romero a convite dele e que o objetivo seria tentar conversar sobre a possibilidade de uma delação conjunta. “Ele me chamou para uma reunião. Como eu poderia constrangê-lo? Em nenhum momento ofereci nada a ele. Não ofereci qualquer benefício e não fiz qualquer ameaça”, sustentou.O advogado Rafael Kullmann, responsável pela defesa de Côrtes, disse que ficou provado a inocência de seu cliente no episódio. “A acusação de obstrução de Justiça era baseada numa versão fantasiosa e mentirosa de César Romero. Hoje ficou claro que esse episódio não aconteceu como se relatou. Sem dúvida alguma, nesta acusação de obstrução de Justiça, o resultado não pode ser outro senão a absolvição do Sérgio”, declarou o advogado.Também prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas o empresário Miguel Skin, fornecedor de equipamentos médico-hospitalares ao estado. Ele foi preso, juntamente com Côrtes, na Operação Fatura Exposta, e continua na cadeia. Iskin negou que tenha articulado para barrar a delação premiada de Romero.Marcelo Bretas ouviu ainda Sérgio Viana, cunhado de Côrtes e primo de Romero. Assim como os demais, negou que tenha participado de algum tipo de intimidação a Romero quanto a sua delação premiada.A Operação Fatura exposta investiga o pagamento de propinas a políticos para empresas, incluindo a de Iskin, obterem vantagens na venda de produtos à Secretaria de Saúde do estado.

Agência Brasil