26 de abril de 2017, 11:23

BRASIL Confiança do comércio volta a ficar positiva ao atingir 102,3 pontos

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio ficou em 102,3 pontos em abril, 2,1% a mais do que o total de março (99,9 pontos). Com o resultado, a confiança superou os 100 pontos em uma escala de zero a 200, e voltou para a chamada zona de avaliação positiva (acima dos 100 pontos). Essa é a primeira vez desde fevereiro de 2015 que o indicador fica na zona positiva. Na comparação com março, a principal melhora ocorreu nas avaliações sobre as condições atuais (5,6%), devido ao aumento de pontos na avaliação sobre o setor (7,2%), sobre a economia (6%) e sobre seu próprio negócio (4,2%).

Agência Brasil

26 de abril de 2017, 11:19

BRASIL Governo sofre pressão para adiar votação da reforma da Previdência

Foto: Reprodução/EBC

Ainda sem votos suficientes para garantir a aprovação da reforma da Previdência, o governo sofre pressão para adiar um pouco mais a votação da proposta no plenário da Câmara dos Deputados. Líderes governistas têm argumentado ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é preciso um tempo maior de amadurecimento do texto após as mudanças do relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que continua articulando alterações nos bastidores. O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, foi ontem à Câmara para tentar reduzir a idade mínima das policiais mulheres para 52 anos. A classe já tem regra mais benéfica, com possibilidade de aposentadoria a partir de 55 anos. O relator, no entanto, só deve acatar essa mudança com aval do Palácio do Planalto, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.Os servidores públicos receberam a sinalização de uma regra mais amena para que aqueles que ingressaram antes de 2003 possam se aposentar com salário integral e reajuste igual aos servidores da ativa. A ideia do relator é restringir o “privilégio” a quem cumprir as idades mínimas de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), mas já está em negociação uma alternativa de reduzir a exigência para 60 anos em ambos os casos, em troca de pedágio maior, de 50% sobre o tempo de contribuição – na transição, o pedágio é de 30%.A categoria ocupou o Salão Verde da Câmara ontem à tarde em protesto contra a reforma. O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Claudio Damasceno, comparou as mudanças dos servidores aos atos institucionais do período da ditadura.A Frente Parlamentar da Agropecuária também quer mudanças nas regras para trabalhadores rurais e há lobby forte para que as regras de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) fiquem como são hoje. As indefinições no texto e a avaliação de parlamentares de que não há “clima nem apoio” para assegurar a vitória no plenário alimentam o movimento dos que querem mais tempo para levar a proposta à votação. “Não tem previsão. A partir do dia 8 pode votar. Quando estiver mais perto dou uma data mais precisa”, admitiu Rodrigo Maia, que estará fora do Brasil na semana que vem, quando o governo tentará votar o relatório na Comissão Especial. Quem assumirá o comando da Casa será o 1.º vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que é da base aliada, mas tem se posicionado contra matérias de interesse do governo, entre elas a Previdência.

Estadão

26 de abril de 2017, 09:47

BRASIL Justiça do Rio nega pedido da Odebrecht contra retenção de R$ 200 milhões

A Justiça do Rio negou pedido em mandado de segurança da Odebrecht para revisar medidas adotadas pelo Tribunal de Contas do Estado que determinam retenção de quase R$ 200 milhões em verbas do Consórcio Maracanã Rio 2014. A empreiteira, junto com a Andrade Gutierrez e Delta, realizaram obras no estádio para a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio. As informações foram divulgadas no site do Tribunal de Justiça do Rio. O Tribunal de Contas apontou irregularidades na execução do contrato entre o Consórcio Maracanã e o Estado do Rio, em 2010, como sobrepreço nas obras do Maracanã e projetos executivos desatualizados e/ou incompletos que não retratavam fielmente os serviços executados. Em 2016, a Corte de Contas determinou à Secretaria da Fazenda o bloqueio de créditos destinados às construtoras. Em defesa, a Odebrecht alegou que não foi ouvida no processo e que o órgão “não teria competência jurisdicional, tampouco poderes para sustar contratos administrativamente”. Os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio entenderam que cabe a apreciação da Justiça no caso e que o Tribunal de Contas ‘cumpre o papel de fiscalizador, podendo adotar medidas para evitar danos às finanças do estado’.

Estadão

26 de abril de 2017, 09:29

BRASIL ‘Única coisa que pode parar a Lava Jato é a sucessão de arbitrariedades’, diz Requião

Foto: Divulgação

Roberto Requião (PMDB-PR)

O relator do projeto de lei sobre abuso de autoridade no Senado, Roberto Requião (PMDB-PR), usou seu perfil no Twitter para defender o texto que será votado nesta quarta-feira, 26, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. “A única coisa que pode parar a Lava Jato é a sucessão de arbitrariedades que serão repelidas em tribunais superiores. Lei de ‘abuso’ evita isso”, escreveu o parlamentar. O comentário do senador parece uma resposta às críticas de membros do Judiciário e do Ministério Público, que avaliam o PL como uma tentativa de barrar a Lava Jato.
“Os guardiães da lei se aplicam apenas em guardar seus privilégios? Triste isso”, provocou o peemedebista na rede social. “A aprovação da lei do ‘abuso’ derruba uma visão autoritária do direito. O contrário será muito triste”, escreveu o parlamentar. Segundo o presidente da CCJ, Edison Lobão (PMDB-MA), o parecer deve ser aprovado na comissão. A proposta é o único item da pauta da CCJ desta quarta-feira. Embora a votação seja apenas simbólica, isto é, não tem caráter terminativo e o texto precisa ainda ser apreciado no plenário da Casa, a expectativa é de que os integrantes da CCJ aprovem o texto em regime de urgência, o que garantirá prioridade à proposta na ordem do dia. Para Lobão, o texto poderia ser votado no plenário já na quinta-feira, 27.
O documento substitutivo de Requião, lido na última quarta-feira, 19, ignorou as principais sugestões de mudanças feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Contestados pela Lava Jato, o trecho que criminaliza o chamado crime de hermenêutica, ou seja, a punição do magistrado que interpretar a lei de maneira não literal, e o que permite cidadãos comuns processarem membros do MP foram mantidos no texto.

Estadão

26 de abril de 2017, 09:12

BRASIL PF desarticula quadrilha especializada em lavagem internacional de dinheiro

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (26) a Operação Perfídia para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem internacional de dinheiro, blindagem patrimonial e evasão de divisas com ramificações em pelo menos cinco países. Cerca de 200 policiais federais cumprem 103 mandados judiciais, sendo 55 de busca e apreensão, 46 de condução coercitiva e dois de prisão temporária. As ações se concentram no Distrito Federal, mas também ocorrem na Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. De acordo com a corporação, as investigações começaram em agosto de 2016, a partir de uma prisão em flagrante ocorrida na imigração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. A Polícia Federal investiga se integrantes da organização realizavam operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas. Para isso, eles se utilizavam de “laranjas” e falsificavam documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil. Segundo a PF, o “núcleo duro” da organização era formado por proprietários de postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros estabelecimentos e era responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis para lavagem de dinheiro. A PF informa que, somente em uma das operações de compra e venda, o negócio chegou a R$ 65 milhões. A organização contava também com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal. Em ação realizada ainda no ano de 2016, em endereços ligados a um dos integrantes do chamado “núcleo duro”, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore (aberta em paraísos fiscais, que oferecem isenções de impostos e taxas e mantêm sob sigilo o nome do proprietário) que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 Bilhões. O nome da operação é uma referência à traição e deslealdade dos integrantes do “núcleo duro” da organização criminosa com o País.

Agência Brasil

26 de abril de 2017, 07:56

BRASIL CCJ do Senado vota hoje abuso de autoridade

Foto: Reprodução

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve votar nesta quarta-feira (26) o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que tipifica os crimes por abuso de autoridade. A proposta tem sido alvo de críticas, especialmente de membros do Ministério Público e do Judiciário, que estão pressionando os parlamentares por mudanças em pontos da proposta.Um dos pontos mais polêmicos é o que trata da ação penal privada. Atualmente, a maioria dos crimes prevê ações penais públicas, ou seja, o Ministério Público pode apresentar a ação sem a vítima ou ofendido ter apresentado o pedido. Com a proposta, qualquer pessoa poderá ingressar com uma ação de abuso de autoridade contra um juiz, procurador ou policial, concorrendo com a ação pública.Na avaliação do secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República, o procurador da República Peterson Pereira, se o ponto for aprovado, com a redação proposta pelo senador Requião, poderá ocorrer uma avalanche de ações de investigados contra autoridades do Poder Público, o que representaria uma forma de “intimidação” aos órgãos de investigação.“Esse ponto seria uma inversão no nosso sistema jurídico. Ponderamos ao senador Requião e há uma sinalização positiva de que ele vá retirar esse ponto da proposta”, disse o procurador Peterson Pereira à Agência Brasil na última segunda-feira (24), que esteve na semana passada conversando com senadores sobre a proposta. Conforme Peterson, o próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também se reuniu com Roberto Requião para tratar especificamente desse ponto.

Agência Brasil

26 de abril de 2017, 07:49

BRASIL Odebrecht recebe reforço de R$ 2,5 bi para reestruturar negócios

Foto: Divulgação

A Odebrecht S.A., holding do Grupo Odebrecht, acaba de assinar acordos que darão tranquilidade para a execução do plano de reestruturação empresarial do grupo e a retomada progressiva de todos os seus negócios. Como resultado dos acordos, o grupo receberá reforço de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, suficientes para atender às necessidades de caixa por aproximadamente dois anos. “Os contratos agora assinados nos ajudam a olhar para o futuro” – disse o Diretor Presidente do grupo Odebrecht, Newton de Souza. “Não vamos esquecer o passado. Estamos pagando caro por nossos erros. Mas estes acordos nos permitem investir na liquidez e na retomada dos negócios de construção e infraestrutura, sempre com ética, integridade e transparência, e dentro de um novo modelo empresarial que conjuga duas características: qualidade de governança igual à das empresas de capital aberto e Sistema de Conformidade tão ágil e rigoroso quanto o das maiores, mais eficientes e mais respeitadas empresas do mundo”, acrescentou Newton. Um dos acordos assinados pela Odebrecht é o da conclusão da venda da Odebrecht Ambiental. Esta empresa foi fundada pela Odebrecht em 2008 e se transformou na maior companhia privada de saneamento do Brasil, atendendo a mais de 17 milhões de pessoas em 12 estados com serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto. Os 70% de participação da Odebrecht na Ambiental foram adquiridos pela Brookfield Business Partners LP, em conjunto com outros parceiros institucionais. O fundo de investimento FI-FGTS detém os 30% restantes do capital da empresa. A Odebrecht fechou também acordo com um grupo composto pelos maiores bancos brasileiros, parceiros de longa data da companhia. Esse acordo permite que os recursos da venda da Ambiental não sejam utilizados para pagamento antecipado de dívidas aos mesmos bancos. Ou seja, serão usados pela Odebrecht para prover liquidez aos seus negócios e honrar compromissos.

26 de abril de 2017, 07:47

BRASIL Movimento Vem Pra Rua faz atos pedindo celeridade a processos da Lava Jato

O movimento Vem Pra Rua fez na noite de hoje (25) uma manifestação simultânea em 27 cidades para pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) instale uma força-tarefa para dar celeridade às análises dos processos decorrentes de depoimentos prestados por ex-executivos da Odebrecht. Investigadas no âmbito da Operação Lava-Jato, 77 pessoas ligadas à empreiteira fecharam acordo de delação premiada para detalhar como funcionavam os esquemas de corrupção.A partir dos depoimentos, o ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a abertura de 76 inquéritos . Há duas semanas, ele retirou o sigilo de 74 inquéritos, revelando o nome de 83 políticos suspeitos de envolvimento nos esquemas de corrupção. Segundo um manifesto divulgado pelo movimento Vem Pra Rua, a demora no julgamento dos citados nas delações “provoca uma confusão entre inocentes e culpados e mantêm todos na mesma vala comum”. O texto diz que é preciso chegar às eleições de 2018 “sem a contaminação da corrupção que permeia o mundo político brasileiro”. O ato foi chamado de SOS STF – A Hora da Justiça e os manifestantes em diversas cidades cobraram também uma posição do STF sobre o fim do foro privilegiado e pediram aos senadores que votem contra o projeto de lei que busca tipificar crimes por abuso de autoridade. A proposta deve ser apreciada amanhã (26) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

26 de abril de 2017, 07:21

BRASIL Relatório do TCU indica favorecimento do BNDES à JBS

Foto: Reprodução

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) implica oito ex-diretores do BNDES, entre eles o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho, por suposto favorecimento à JBS S/A, dona da marca Friboi, na compra do frigorífico americano Swift Foods, em 2007. Conforme relatório técnico da corte, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, os executivos teriam cometido irregularidades na aprovação de um aporte de US$ 750 milhões (R$ 2,3 bilhões, em valores atuais) para a aquisição da empresa estrangeira. O investimento foi uma das operações do BNDESPar – braço do BNDES para a compra de participação em empresas -, feitas para capitalizar a JBS, dando apoio a seu crescimento e internacionalização. Com o investimento, o banco público passou a ser sócio do grupo brasileiro. A estratégia foi amplamente adotada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, com vistas à criação de “campeões nacionais” em alguns setores da economia.Para viabilizar a aquisição da Swift, o grupo brasileiro solicitou em maio de 2007 apoio de cerca de US$ 600 milhões do BNDESPar, mediante subscrição de ações. Em junho, após uma análise feita pelo banco, o valor do aporte aumentou para US$ 750 milhões. Com a incorporação da gigante americana, a JBS se tornou à época a terceira maior empresa de carne bovina dos EUA.A auditoria do TCU diz que os atos dos então dirigentes do BNDES atentaram contra regras do próprio banco e “os princípios constitucionais da moralidade, da impessoalidade e da eficiência”. Foi constatado que o BNDESPar pagou ágio de R$ 0,50 para cada uma das cerca de 139 milhões de ações, o que resultou em prejuízo de R$ 69,7 milhões. De acordo com o documento, não cabia o pagamento do prêmio, pois não havia “quaisquer razões de cunho mercadológico” que justificassem “oferecer valor maior que o preço justo” para a transação. Os auditores propõem aos ministros da Corte a abertura de uma tomada de contas especial para aprofundar a investigação sobre essas perdas e cobrar eventual ressarcimento. Além dos oito ex-diretores, 11 servidores do BNDES, que participaram do negócio, são apontados como responsáveis.O relatório diz que Coutinho e os demais diretores aprovaram o aporte por unanimidade, “sem justificativa plausível” para aumentar o valor inicial solicitado pela empresa. Além disso, sustenta que os executivos acataram, “sem embasamento em documentação apropriada e em avaliações econômico-financeiras”, estimativas de custos acessórios da operação que montavam a 10% do valor do aumento de capital proposto pela empresa brasileira.O resultado, diz a auditoria, foi a realização de investimento “em valor não comprovadamente necessário para a operação, beneficiando a JBS , que passou a dispor de, pelo menos, US$ 235 milhões em caixa para utilizar como bem lhe conviesse”. O relatório foi submetido ao relator do processo no TCU, Augusto Sherman, que pautou o caso para julgamento esta quarta-feira, 26.

AE

26 de abril de 2017, 07:00

BRASIL Plenário da Câmara deve votar hoje a reforma trabalhista

Foto: Divulgação

Relatório foi aprovado ontem (25) na comissão especial que debateu o tema por 27 votos a 10 e nenhuma abstenção, com ressalvas aos destaques incluídos no relatório durante a discussão

O Plenário da Câmara dos Deputados deve votar hoje (26) o projeto de lei que trata da reforma trabalhsita (PL 6787/16). O relatório foi aprovado ontem (25) na comissão especial que debateu o tema por 27 votos a 10 e nenhuma abstenção, com ressalvas aos destaques incluídos no relatório durante a discussão. Depois de apresentar o relatório com nova redação, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) acatou algumas alterações sugeridas por parlamentares, entre as quais a proibição de que o pagamento de benefícios, diárias ou prêmios possam alterar a remuneração principal do empregado e a inclusão de emenda que prevê sanções a patrões que cometerem assédio moral ou sexual. Marinho disse que, após a votação, vai se reunir com integrantes da bancada feminina para definir acordo sobre mais alterações em torno de alguns pontos, em especial o que trata do trabalho de grávidas e lactantes em ambientes insalubres. O texto consolidado com todas as mudanças incorporadas ainda não foi divulgado. A oposição ainda tentará votar os destaques em separado antes do início da Ordem do Dia no plenário. O relator disse que poderá fazer mudanças até o momento da votação em plenário, prevista para começar no período da tarde.

Heloisa Cristaldo, Agência Brasil

26 de abril de 2017, 06:55

BRASIL PT cancela eleições em 10 cidades de SP por suspeita de fraude

Foto: Divulgação

A Executiva Estadual do PT de São Paulo decidiu cancelar o Processo de Eleições Diretas (PED) em dez cidades onde há suspeitas de irregularidades nas votações. Em quatro delas (Arandu, Uchoa, Brotas e Platina) foram detectados indícios de votos atribuídos a filiados que já morreram. As outras cidades onde há indícios de irregularidades são Mirassol, Lençóis Paulista, Irapuã, Nipoã e Ariranha. A Executiva do PT paulista negou recursos referentes a possíveis fraudes em Guarulhos e em outras 99 cidades onde a lisura da votação também é contestada por integrantes de correntes minoritárias do partido. Embora o presidente nacional do PT, Rui Falcão, tenha decretado na semana passada que as listas de votação suspeitas sejam, obrigatoriamente, tornadas públicas, o PT de São Paulo rejeitou recurso da corrente Optei para ter acesso a 99 delas. Integrantes da direção estadual do PT alegaram que a decisão de Falcão não é válida porque não foi aprovada pelo Diretório Nacional da sigla. “O PED aconteceu em 387 cidades. Cerca de 20 recursos pediram a anulação do resultado. Isso não compromete o processo”, disse o secretário estadual de Comunicação, Aparecido Luiz da Silva.

Estadão

26 de abril de 2017, 06:50

BRASIL Delator relata instrução de ‘Sapo Barbudo’ em propina em sondas do pré-sal

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Ex-presidente Lula

Três delatores da Odebrecht afirmaram aos procuradores da Operação Lava Jato que o ex-ministro Antonio Palocci cobrou 1% de propina pelos contratos de seis sondas de perfuração marítima, para exploração das camadas do pré-sal, pela Petrobrás. Rogério Araújo, que era o contato da empresa no negócio, disse ter ouvido de um ex-executivo da estatal que o “Sapo Barbudo”, que seria uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria dado instruções sobre o acerto ao PT. “O Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobrás) voltou para mim e falou: ‘olha, esse 1% vocês vão ser procurados por um interlocutor do PT, porque…’, ele até usou um termo, ‘Sapo Barbudo’, o ex-presidente Lula, ‘deu uma instrução’, isso que ele me disse, ‘que o 1% vai ser todo pago para o PT, porque não querem empresas estrangeiras pagando esse dois terços para o PT, ele tem confiança na Odebrecht’”, relatou o delator Rogério Araújo. A conversa teria ocorrido em 2012, logo depois da assinatura do contrato do consórcio formado pela Odebrecht, OAS e UTC, com a Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás, em parceria com bancos e recursos de três fundos de pensão federal (Petros, Previ e Funcef). Ao todo, eram 21 sondas que a Sete forneceria para a Petrobrás. Pedro Barusco, que havia deixado a Gerência de Engenharia da Petrobrás (cota do PT, no esquema alvo da Lava Jato), era diretor da Sete Brasil, na época do pedido. “A conversa foi no Rio. Normalmente eu almoçava com ele, só eu.” Segundo o delator, cada negócio de sonda é de US$ 800 milhões. As seis sondas de exploração do pré-sal do consórcio seriam construídas no Estaleiro Enseada Paraguaçu. A parceria comercial entre Odebrecht, OAS e UTC envolvia ainda um parceiro internacional, a multinacional Kawasaki – que detinha 25% do negócio.

Estadão

26 de abril de 2017, 06:45

BRASIL Amigo de Lula pede a Moro para ‘romper o lacre anelar de sua tornozeleira’

Foto: Divulgação

Pecuarista José Carlos Bumlai

Horas após conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, que mande ‘romper o lacre anelar de sua tornozeleira’. O pecuarista cumpria prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico desde novembro de 2016. Nesta terça-feira, 25, por três votos a dois, o Supremo revogou o decreto de prisão preventiva de Bumlai – já condenado a 9 anos e dez meses de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção. “José Carlos Costa Marques Bumlai, qualificado nos autos supracitados vem, à presença de Vossa Excelência, por seus procuradores adiante assinados, diante da concessão da ordem no habeas corpus de autos nº 136.223, pelo E. STF, revogando toda e qualquer medida cautelar decretada por esse d. Juízo nos presentes autos, requerer seja-lhe autorizado romper o lacre anelar de sua tornozeleira, com comunicação imediata à d. 12.ª Vara Federal de Curitiba, para que seja enviada ao escritório de seus advogados em Curitiba, para entrega a esse d. Juízo”, solicitaram os advogados Daniella Meggiolaro Paes de Azevedo, Conrado Gidrão de Almeida Prado e Edward Rocha de Carvalho. Bumlai é protagonista do emblemático empréstimo de R$ 12 milhões que tomou junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004. O dinheiro, segundo o próprio pecuarista, foi destinado ao PT, na ocasião em dificuldades de caixa. Segundo a Lava Jato, em troca do empréstimo, o Grupo Schahin foi favorecido por um contrato de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobrás, em 2009, para operar o navio sonda Vitória 10.000. Lula, que não é acusado nesta ação, teria dado a ‘bênção’ ao negócio – o que é negado pela defesa do petista.

Estadão

26 de abril de 2017, 06:40

BRASIL Após ameaças, Paulo Preto sinaliza que não fará delação

Foto: Divulgação

Paulo Preto

O ex-diretor da Dersa Paulo Souza enviou mensagens de texto a pessoas próximas sinalizando que não fará delação. Paulo Preto, como é conhecido, foi acusado por sete delatores da Odebrecht de montar suposto esquema para favorecer empreiteiras em troca de dinheiro para campanhas tucanas. Nos textos, aponta incoerências dos seus acusadores em relação a datas e valores. Numa das mensagens, encerra dizendo: “Vou voltar a me expor na arena da vida, assim como agiu o gladiador”, citando personagem que lutou até a morte. A decisão de Paulo Souza de recuar do radicalismo anterior, quando disse que não deixaria “pena sobre pena”, deve-se ao fato de ele não ser o alvo principal no tucanato nas delações da Odebrecht.

Estadão

26 de abril de 2017, 06:35

BRASIL Sabesp assinou contrato R$ 22 mi mais caro com Odebrecht em 2014

Citada nas delações da Lava Jato, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desclassificou um consórcio que tinha oferecido o menor preço para executar obras de esgoto na Praia Grande, cidade do litoral sul paulista, para assinar um contrato R$ 22,7 milhões mais caro com a Odebrecht, em 2014. O edital da obra, que prevê a construção de um emissário submarino para lançar esgoto tratado em alto mar, foi publicado no dia 1.º de março de 2014 pelo então diretor da estatal João Paulo Papa, hoje deputado federal pelo PSDB. Na noite de terça-feira, 25, a Sabesp soltou um comunicado ao mercado no qual explica a situação dos contratos citados. A íntegra está ao fim da reportagem. O contrato, no valor de R$ 339,9 milhões, foi assinado no dia 3 de junho, mas acabou sendo suspenso no mesmo dia pela Justiça a partir de uma liminar obtida pelo consórcio desclassificado, formado pelas empresas CMR4 Engenharia e Augusto Velloso. A obra nunca foi feita. Conforme o Estado revelou na terça-feira, 25, planilhas entregues à Lava Jato pelo ex-presidente da Odebrecht Benedicto Júnior, conhecido como ‘BJ’ e delator, vinculam a obra ‘Emissário Praia Grande’ a supostos pagamentos de R$ 1,5 milhão de caixa 2 para a campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014 e de R$ 300 mil para o deputado Papa, que deixou a Sabesp após lançar o edital, no dia 27 de março, para disputar a eleição. Segundo o delator, os pagamentos teriam ocorrido em agosto daquele ano. No caso do governador, o documento aponta suposto repasse de R$ 1,5 milhão no dia 5 de agosto direcionado a ‘MM-Partido’, codinome usado pela Odebrecht para se referir ao atual secretário paulista de Planejamento, Marcos Monteiro, que foi tesoureiro da campanha de Alckmin em 2014. Marcos Monteiro afirma que ‘a gestão financeira da campanha de 2014 foi feita dentro da lei’. Papa também nega ter recebido doação ilegal para sua campanha. ‘BJ’ afirmou em depoimento aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que a Odebrecht fez pagamentos ilícitos no valor total de R$ 8,3 milhões à campanha de Alckmin em 2014 porque ‘ele era um expoente que tinha espaço no cenário nacional pelo PSDB’ e ‘tinha o manejo do Estado de São Paulo, importante para a nossa operação’. Ele não apontou se houve corrupção na obra do emissário da Sabesp e disse que os pagamentos de caixa 2 devem ter saído do lucro da empreiteira.

Estadão