22 de setembro de 2017, 16:30

BRASIL Tiago Cedraz era citado como integrante da Brasil Trade, diz empresário

Foto: Divulgação

Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União

O empresário Carlos Henrique Nogueira Herz, integrante da Brasil Trade – sociedade entre corruptos, corruptores e operadores de propinas para desviar recursos de contratos com a Petrobrás, que beneficiaria PT e PMDB com 40% do arrecadado – afirmou em depoimento à Polícia Federal que os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz mencionavam o nome de Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), como um dos “participantes” do negócio. “Não conhece e nunca viu tal pessoa (Tiago Cedraz), mas esse nome era mencionado nas reuniões por Jorge Luz e Bruno como uma das pessoas participantes da Brasil Trade”, afirmou Carlos Herz, ouvido no dia 18 de agosto, pela PF, quando foi alvo da 44ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Abate. Suas declarações foram anexadas às investigações nessa quinta-feira, 21. Em depoimento à PF, Cedraz negou fazer parte da Brasil Trade. O advogado afirmou que conheceu Jorge Luz “por intermédio do deputado Anibal Gomes (PMDB/CE)”, antigo aliado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Tiago prestou depoimento na Operação Abate II, fase 45 da Lava Jato, deflagrada em 23 de agosto. A PF descobriu que “TC” e “ST” citado em registros de divisão de propinas na Brasil Trade seria siglas de Tiago Cedraz e de seu sócio Sérgio Tourinho Dantas. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 16:15

BRASIL Raquel exonera procurador que falava sobre ‘tendência’ em investigar equipe de Janot

Foto: Estadão

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, exonerou o procurador regional da República Sidney Pessoa Madruga do cargo de coordenador do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe). A exoneração, segundo a assessoria da procuradora-geral, foi feita a pedido de Madruga. O procurador foi flagrado pela reportagem do jornal Folha de S. Pauloem conversa em restaurante no qual fala que a “tendência” no órgão é investigar o procurador Eduardo Pelella, que foi chefe de gabinete do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. De acordo com a assessoria da PGR, o pedido de exoneração da equipe foi apresentado “com a finalidade de evitar ilações impróprias e indevidas”. “A PGR reitera informação repassada ao jornal de que o procurador mencionado não atua em matéria criminal e não teve acesso a nenhuma investigação ou ação penal conduzidas pela atual equipe do Grupo de Trabalho da Lava Jato, em Brasília. A portaria de exoneração foi assinada na tarde de hoje”, informou a assessoria da Procuradoria-Geral da República.

Estadão

22 de setembro de 2017, 15:30

BRASIL Vacina contra zika protege camundongos e macacos contra o vírus, mostra estudo

A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais e, durante a gestação, o contágio dos filhotes. “É um dos mais avançados estudos para a oferta de uma futura vacina contra a doença para proteger mulheres e crianças da microcefalia e outras alterações neurológicas causadas pelo vírus”, informou o Ministério da Saúde. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications, segundo a pasta. Os testes pré-clínicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Saúde (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa. Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que é impedir que o vírus zika cause microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. Já os testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz/Biomanginhos, no Rio de Janeiro. Do grupo controle que não tomou a vacina, as fêmeas de camundongos tiveram aborto por conta da transmissão do vírus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras alterações neurológicas. Leia mais na Agência Brasil.

22 de setembro de 2017, 15:15

BRASIL Procuradoria quer que ex-juiz Nicolau, ex-senador e empresário devolvam R$ 1 bi

Foto: Divulgação

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto chega a sua casa no Morumbi após ser solto

A Procuradoria da República em São Paulo entrou com ação contra o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o ex-senador Luiz Estevão e o empresário Fábio Monteiro de Barros devolvam aos cofres públicos R$ 1,04 bilhão decorrentes de desvios e danos morais calculados em processo sobre fraudes na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, nos anos 1990. As informações são do site do Ministério Público Federal em São Paulo. O escândalo de superfaturamento na construção da sede do Fórum Trabalhista de São Paulo veio à tona em 1998. Procuradores da República que atuaram no caso identificaram desvio, na ocasião, de R$ 169 milhões – atualizado, o montante alcança cerca de R$ 1 bilhão, segundo a Procuradoria. Auditoria do Ministério Público feita na época apontou que 64% da obra estavam concluídos após seis anos da licitação enquanto todo o recurso previsto para a construção já havia sido liberado. Nicolau dos Santos Neto, que no início dos anos 2000 presidia o TRT da 2.ª Região, foi o principal acusado no escândalo. O Ministério Público passou a investigá-lo após um ex-genro denunciar que ele acumulava patrimônio incompatível com os rendimentos de um magistrado, inclusive uma casa luxuosa no Guarujá, um apartamento em Miami (EUA) e US$ 4 milhões na Suíça – todos esses bens foram confiscados pela Justiça. O ex-juiz foi condenado em 2006 a 26 anos e seis meses de prisão pelos crimes de desvio de verbas, estelionato e corrupção. O senador Luiz Estevão e os empresários são condenados pelo suposto conluio para direcionar a licitação e pelos desvios. Nesta quarta-feira, 20, o caso voltou a ser notícia quando um dos empresários envolvidos, José Eduardo Correia Teixeira Ferraz, que estava foragido, foi preso pela Polícia Federal. De acordo com os procuradores, ‘impossibilidade de novos recursos contra a sentença viabiliza o pedido de ressarcimento imediato dos danos materiais e morais’. O Ministério Público Federal dá conta de que montante do valor a ser devolvido é avaliado em R$ 1,04 bilhão, já abatidas as quantias pagas em decorrência de uma decisão do Tribunal de Contas da União. Do total exigido pelo MPF, R$ 585 milhões se referem aos desvios, em cifras atualizadas, e R$ 461,4 milhões foram calculados a título de danos morais. O montante corrigido do dinheiro desviado chega a R$ 923 milhões, mas parte dessa quantia já foi devolvida pelo Grupo OK após acordo firmado com a Advocacia-Geral da União, no âmbito de outra ação de execução que tramita no Distrito Federal, em decorrência da condenação pelo TCU. O grupo chegou a saldar o equivalente a R$ 338 milhões, até deixar de pagar as parcelas em março de 2016. Esta não é a primeira ação de execução ajuizada em São Paulo contra os réus. Segundo a Procuradoria da República, outras duas já foram propostas, em caráter provisório devido ao fato de as ações de improbidade que as motivaram ainda estarem em fase recursal. Diferentemente delas, a nova ação se baseia em uma sentença penal definitiva, contra a qual não cabe outra medida senão o seu cumprimento, sustenta o Ministério Público Federal. O procurador da República Roberto Antonio Dassié Diana, autor da ação, explicou que o ordenamento jurídico brasileiro permite expressamente a execução para ressarcimento – um procedimento da esfera cível – com base em uma condenação de natureza criminal. “De acordo com o disposto no artigo 63 do Código de Processo Penal, a sentença penal condenatória transitada em julgado é passível de ser executada perante o juízo cível em casos de reparação de danos, quando há reconhecimento expresso da ação delituosa”, afirmou. “Em se tratando de delitos que também atingem o patrimônio público, o MPF, órgão constitucionalmente dotado da atribuição de proteger o patrimônio público, também tem atribuição e legitimidade para ingressar com tal modalidade de execução”, completou Dassié.

Estadão

22 de setembro de 2017, 15:00

BRASIL Doria diz que falou sobre Brasil e economia em jantar com o DEM

O tema do jantar entre a cúpula do DEM e o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), realizado na quinta-feira, 21, na residência do tucano, ficou restrito a questões econômicas e de interesse nacional, disse nesta sexta-feira, 22, Doria. “Foi um bom jantar falamos sobre o País, também falamos sobre São Paulo, mas o principal ponto foi sobre a proteção da economia brasileira, recuperação dos empregos e ordenação do novo crescimento do País”, emendou. O prefeito paulistano, inclusive, negou que tenha sido debatida a possibilidade de um desembarque do PSDB para concorrer à Presidência da República pelo DEM em 2018. “Não falamos sobre a eleição no ano que vem.” Ainda assim, o prefeito se demonstrou feliz com a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que apoiaria a candidatura dele ao Palácio do Planalto. “Quem não ficaria feliz com um elogio desses?”, disse Doria. A agenda de reformas da economia, em especial a da Previdência, voltou a ser defendida por Doria. “Agora que a economia começa a se recuperar e apresentar seus primeiros bons índices, nos reunimos para que possamos todos juntos proteger o Brasil, proteger as reformas, dar continuidade à reforma da Previdência.” Segundo ele, o próprio presidente da Câmara, que participou do jantar da quinta, ainda acredita que a reforma previdenciária tem a possibilidade de ser colocada em pauta “ainda neste final de semestre”. A relação com o DEM, de acordo com Doria, é muito boa, ainda que a base do governo esteja passando por um momento instável. “Temos uma relação de aliança muito forte. Na conversa de ontem, senti o DEM muito disposto a trabalhar unido”, declarou Doria.

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2017, 14:55

BRASIL Ex-médico Farah Jorge Farah é encontrado morto em seu apartamento

O ex-médico Farah Jorge Farah, de 68 anos, foi encontrado morto em seu apartamento, no começo da tarde desta sexta-feira, 22, quando policiais civis se preparavam para cumprir o mandado de prisão contra ele. Na quinta-feira, 21, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia determinado que Farah deveria cumprir na prisão a pena de 14 anos e oito meses a qual havia sido condenado em 2014. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas da Polícia Civil, informou que o corpo foi encontrado quando policiais entraram em seu apartamento, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. “Ele estava vestido de mulher e tinha um corte na perna”, disse o delegado. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio e uma perícia está sendo realizada no apartamento nesta tarde. Farah havia sido condenado por homicídio, acusado de matar e esquartejar, em 2003 uma ex-paciente, com quem ele teve um relacionamento amoroso. Em 2007, o ex-médico havia obtido o direito de aguardar o julgamento em liberdade.

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2017, 14:45

BRASIL “Nós não chegamos a ter 1 bilhão lá? Por que só 300?”, questionou Wesley

Foto: Estadão

O empresário Wesley Batista

A Operação Tendão de Aquiles apreendeu áudios do empresário Wesley Batista, da JBS, com dois interlocutores. Um identificado por ‘Rafa’ e outro por ‘Carlão’. ‘Rafa’ seria o diretor de controle de risco da JBS, Rafael Harada. Wesley e o irmão Joesley foram indiciados pela Polícia Federal por uso indevido de informação privilegiada e manipulação de mercado. Os investigadores atribuem a eles ‘continuidade delitiva’. Os empresários estão presos. A PF sustenta que Joesley e Wesley se valeram dos dados relativos à colaboração premiada que fecharam com a Procuradoria-Geral da República – dados de que apenas eles tinham conhecimento, inclusive sobre o presidente Michel Temer – para especular com ações do grupo. Em oito áudios, Wesley é o único a falar. Em alguns pede informações, em outros dá ordens. “Rafa, você viu mais com relação à limite pra fazer NDF nos outros banco, como é que ficou Goldman, como é que ficou Morgan Stanley? E do banco Original, nós não chegamos a ter 1 bilhão lá? Por que só 300?”, questiona o empresário. A Tendão de Aquiles investiga duas frentes de manipulação dos irmãos Batista no mercado  financeiro. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 14:30

BRASIL Após STJ manter Batistas na prisão, advogados farão ‘ofensiva’ no Supremo

A defesa dos irmãos Wesley e Joesley Batista planeja uma ofensiva no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de reverter a prisão preventiva dos dois empresários. Ao menos três recursos estão sendo preparados e chegarão à corte até a próxima segunda-feira. A prisão dos bilionários lançou incerteza sobre o acordo de leniência da J&F e obrigou a família Batista a fazer uma rápida sucessão na companhia de alimentos JBS, que era comandada por Wesley havia anos. Os recursos ao STF serão feitos após o pedido de liberdade ter sido negado na quinta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O relator, ministro Sebastião Reis Júnior, foi favorável ao pedido da defesa. Mas, por 4 votos a 1, a 6.ª Turma decidiu não analisar o habeas corpus, mantendo os irmãos na cadeia. A defesa já havia pedido reversão das prisões ao Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, sem sucesso. Joesley e Wesley são acusados de lucrar indevidamente no mercado de ações e de câmbio, usando informação privilegiada. A defesa ingressará com habeas corpus contra a decisão do STJ e com uma reclamação contra o juiz de primeiro grau de São Paulo, que autorizou as duas prisões preventivas. O argumento, neste último caso, é que o magistrado usurpou a competência do Supremo ao considerar que o acordo de delação dos Batistas não estava mais em vigor. Para Ticiano Figueiredo, do time defesa dos irmãos, a decisão indica que vale mais a pena hoje no País abrir mão da ampla defesa do que enfrentar o processo legal. “Bastava Joesley e Wesley confessarem um crime que não cometeram que, em uma sentença condenatória, teriam direito a uma pena menos grave”, diz. “Se há exemplo de decisão esdrúxula que merece ser revertida é aquela que prende alguém preventivamente por um crime que jamais cometeu. E, mesmo que tivessem cometido, seriam punidos no máximo com prestação de serviços comunitários.”

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2017, 14:15

BRASIL Consultoria na Câmara avalia apreciação separada de denúncia contra Temer e ministros

Foto: Estadão

Moreira Franco e Eliseu Padilha foram denunciados na mesma ação que Temer

A Secretaria Geral da Mesa Diretora solicitou um parecer da consultoria jurídica da Câmara dos Deputados para decidir se vai separar a análise da denúncia contra o presidente Michel Temer do pedido de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) que abrange os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Diferentemente da primeira denúncia, que acusava apenas o presidente da República do crime de corrupção passiva, o segundo pedido contra Temer incluiu seus principais auxiliares na acusação de obstrução de justiça e organização criminosa. Há uma interpretação, de 1990, do Supremo Tribunal Federal (STF) de que se ministros são acusados da prática de crime conexo ao do presidente da República no exercício do mandato, eles também precisariam de autorização da Câmara para serem processados. Técnicos da Casa têm dúvidas sobre o alcance dessa questão de ordem neste caso específico. A possibilidade de “fatiar” a tramitação da segunda denúncia foi aventada inclusive por parlamentares da base governista. Se por um lado há um ambiente favorável para livrar Temer da segunda denúncia, há um risco de que os deputados não tenham a mesma disposição em relação aos principais ministros palacianos. ”Não vejo porque separar se eles estão na mesma denúncia, não há razão para fatiamento do parecer”, disse o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), um dos cotados para relatar a segunda denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O parlamentar avalia que, se por um lado politicamente o ambiente é mais favorável a Temer, a análise técnica da peça da PGR será mais complexa agora, uma vez que ela aponta crimes que teriam sido cometidos antes do mandato. Rogério disse ter dúvidas se os fatos se prolongaram ao período do exercício das funções no governo. “A questão é saber se há conexão temporal”, observou.

Estadão

22 de setembro de 2017, 14:00

BRASIL Órgão da Câmara avalia apreciação separada de denúncia contra Temer e ministros

A Secretaria Geral da Mesa Diretora solicitou um parecer da consultoria jurídica da Câmara dos Deputados para decidir se vai separar a análise da denúncia contra o presidente Michel Temer do pedido de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) que abrange os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Diferentemente da primeira denúncia, que acusava apenas o presidente da República do crime de corrupção passiva, o segundo pedido contra Temer incluiu seus principais auxiliares na acusação de obstrução de justiça e organização criminosa. Há uma interpretação, de 1990, do Supremo Tribunal Federal (STF) de que se ministros são acusados da prática de crime conexo ao do presidente da República no exercício do mandato, eles também precisariam de autorização da Câmara para serem processados. Técnicos da Casa têm dúvidas sobre o alcance dessa questão de ordem neste caso específico. A possibilidade de “fatiar” a tramitação da segunda denúncia foi aventada inclusive por parlamentares da base governista. Se por um lado há um ambiente favorável para livrar Temer da segunda denúncia, há um risco de que os deputados não tenham a mesma disposição em relação aos principais ministros palacianos. ”Não vejo porque separar se eles estão na mesma denúncia, não há razão para fatiamento do parecer”, disse o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), um dos cotados para relatar a segunda denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2017, 13:45

BRASIL Pezão diz que Forças Armadas devem patrulhar entorno da Rocinha ainda hoje

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, pediu hoje (22) reforço das Forças Armadas no patrulhanento do entorno da favela da Rocinha, na zona sul da capital. Pezão disse que o pedido deve ser atendido pelo Comando Militar do Leste e que algum contingente do Exército já deve ser enviado ao local hoje. ”Eles vão atender, mas não sei a magnitude. Não se desloca rapidamente muita gente. Mas algum reforço vai do Exército para aquela região”, disse Pezão, que acrescentou: “A gente precisa na Rocinha porque estamos com indícios fortes de mais armas, traficantes, e por isso não podemos recuar e vir para baixo para patrulhar”. O governador participou de um fórum no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e contou na saída do evento que o governo do estado e o governo federal acertaram que, em caso de emergência, o secretário estadual de segurança, Roberto Sá, poderia solicitar ajuda ao Comando Militar do Leste. Pezão acrescentou que Sá está reunido com o general Braga Netto, e que o próprio governador também entrou em contato com o ministro da defesa, Raul Jungmann. ”Não vamos recuar na Rocinha. É o quinto dia de operações. Ontem descobrimos uma grande quantidade de armamento, drogas e estamos com muitos indícios de traficantes em uma região em que estamos avançando. Temos certeza que a reação que está ocorrendo no asfalto é por causa disso”. O governador disse que mais policiais militares do Batalhão de Operações Especiais e do Batalhão de Choque também serão mobilizados, além de helicópteros. A Polícia Militar realiza nesta sexta-feira o quinto dia de operações na favela e há registro de tiroteios. Um ônibus foi incendiado em São Conrado, bairro vizinho à Rocinha. A situacao de violência se agravou na favela no fim de semana quando criminosos de uma mesma facção começaram um conflito armado pelo controle da favela, uma das maiores da cidade.

Agência Brasil

22 de setembro de 2017, 13:15

BRASIL É um problema, mas será resolvido, diz Maia sobre fogo cruzado entre DEM e PMDB

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, 22, que o assédio do PMDB a políticos que vinham negociando com seu partido é um problema, mas será resolvido. E reiterou que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), enviada à Câmara na quinta-feira, 21, seguirá o mesmo rito da primeira. As afirmações foram dadas em convenção do Solidariedade realizada na capital paulista. Em uma saída tumultuada e cercado por seguranças, Maia deu declarações curtas a jornalistas. Disse que ainda não conversou com Temer sobre o que considera um avanço do PMDB sobre deputados do PSB que vinham negociando filiação ao DEM. Recentemente, o partido de Temer conseguiu atrair o senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB). E pelo menos outros seis deputados do partido, que estavam em negociação para migrar para o DEM, foram procurados pela cúpula peemedebista, enfurecendo Maia. Após declarar que o PMDB deu “uma facada nas costas” do DEM, o deputado contemporizou durante o evento as críticas à condução política do governo, voltou a defender a reforma da Previdência, e disse que o presidente Temer irá avançar com a agenda de reformas até 2018, último ano do mandato. “O Brasil vive hoje uma turbulência e o governo também, mas o presidente Temer está conseguindo avançar na agenda de reformas”, ponderou Maia. “Hoje a Previdência beneficia uma parcela muito pequena de pessoas que ganham muito, enquanto a sociedade é prejudicada”, explicou Maia.

Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2017, 12:45

BRASIL Leiloeiro exibe fotos da casa de Cabral em Mangaratiba

Foto: Renato Guedes Leiloeiro Oficial

Imóvel e lancha de ex-governador do Rio somam R$ 12 milhões

O leiloeiro Renato Guedes, designado pela Justiça para levar a leilão bens do ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB), publicou em seu site fotos que mostram detalhes da casa do ex-governador do Rio, em Mangaratiba, município a 107 quilômetros da capital fluminense. Símbolo dos anos em que Cabral, à frente do governo do Rio, comandou um esquema de corrupção ainda sob investigação da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça Federal, a luxuosa casa mobiliada, com 462,70 m² tem sauna, duas piscinas (uma delas dá acesso, pela água, à sauna) e churrasqueira. O terreno com 1.000 m² fica à beira da Praia São Braz, com quadras de esporte. Por dentro, a casa tem portas grandes de luxo, aparelhos de TV com home theater, quadros com os rostos de Cabral e da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e imensos sofás. A casa foi avaliada em R$ 8 milhões, com o lance mínimo de R$ 6,4 milhões. O leilão está marcado para o próximo dia 3. Também há fotos da lancha Manhattan, ano 1997, cabinada com deques, suítes, bar lounge, salas e bote com motor, em fibra de vidro. Na observação, o leiloeiro ressalta que a “lancha possui em seu interior diversos aparelhos e eletrodomésticos”. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de setembro de 2017, 12:05

BRASIL Em novo protesto, Major Olímpio bloqueia passagem de carro de Alckmin

Foto: Reprodução/TV Estadão

Major Olímpio faz protesto contra Alckmin e bloqueia carro de governador

Uma semana após ser chamado de “marajá” pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado Major Olimpio (SD-SP) voltou a protestar contra o tucano na manhã desta sexta-feira, dia 22, na capital paulista. Alckmin deixava a convenção nacional do SD quando teve a passagem de seu carro bloqueada pelo major reformado da Polícia Militar que o ‘persegue’ em agendas externas para reivindicar aumento salarial para a PM. No último sábado, 16, Olímpio fazia um protesto contra o governador em São Carlos, interior paulista, quando foi chamado de “marajá ” por Alckmin, aos gritos, por receber mais de R$ 50 mil por mês – como deputado e major aposentado. Posicionado no meio da rua, Olímpio impediu por alguns segundos nesta manhã a saída do governador. Com uma faixa nas mãos, provocou o tucano, que permaneceu dentro do carro sem reação. “Mostra agora aonde está os R$ 50 mil que eu ganho. Está massacrando o povo de São Paulo, a população, massacrando a polícia. Covarde! ” Em seguida, aos jornalistas, admitiu receber mais de R$ 50 mil por mês, mas de renda bruta, não líquida, como diz que Alckmin fez parecer. E destacou que busca aumento para a categoria, não para ele próprio. Olímpio afirmou que não pretende deixar o partido, mas que não concorda com a proximidade do SD com o governo Alckmin. O deputado não aceitou se sentar à mesa o governador e ficou de pé, no corredor, enquanto Alckmin discursava. Aos corregilionários do SD, o tucano afirmou que o grande desafio do Brasil é emprego e renda. “O País chegou até aqui pela força de trabalho dos brasileiros e não pela consciência das elites”, disse, destacando ser importante o diálogo permanente com o Solidariedade. No fim, ouviu Paulinho da Força, deputado federal e presidente do partido, dizer que quer vê-lo como candidato a Presidente. O Palácio dos Bandeirantes foi procurado para comentar a onfesa, mas o Estado ainda não obteve resposta.

Estadão

22 de setembro de 2017, 11:45

BRASIL Estoque do Tesouro Direto atinge recorde de R$ 47,7 bilhões; expansão é de 0,8%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com crescimento de 0,8% em relação a julho, estoque do Tesouro Direto atingiu R$ 47,7 bilhões em agosto

O estoque do Tesouro Direto alcançou o valor recorde de R$ 47,7 bilhões em agosto, com um crescimento de 0,8% em relação a julho (R$ 47,3 bilhões) e de 34,6% sobre agosto de 2016 (R$ 35,4 bilhões). As aplicações de até R$ 5 mil representaram 80,9% dos investimentos realizados e as de até R$ 1 mil atingiram o recorde de 57,1 % do total. O valor médio das operações foi de R$ 6.808,62 no período, apresentando queda de 4% em relação ao mês anterior (R$ 7.094,95) e de 33,1% em relação a agosto de 2016 (R$ 10.175,96). Esse é o menor valor médio de operações de investimento registrado desde 2004. Para a Secretaria do Tesouro Nacional, os dados evidenciam que o programa tem se tornado cada vez mais democrático, com a ampliação de pequenos investidores. De acordo com a secretaria, foram realizadas em agosto 198.178 operações de investimento no Tesouro Direto, no valor de R$ 1,349 bilhão. Já os resgates totalizaram R$ 1,408 bilhão, sendo R$ 1,275 bilhão relativo às recompras e R$ 133 milhões, aos vencimentos. O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 47,4%. Os títulos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 34,2% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 18,5%. Em relação ao prazo, 19,2% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 77,2% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 3,5% do total.

Agência Brasil