19 de setembro de 2017, 19:12

BRASIL Adriana Ancelmo exigia discrição total, diz diretora de joalheira em depoimento

Diretora comercial da H Stern, Maria Luiza Trotta, relatou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que o ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e sua mulher, Adriana Ancelmo, fizeram onze compras de joias da empresa, entre 2012 e 2013. O casal, segundo a testemunha contou nesta terça-feira, 19 exigia “discrição total”, o que levou a joalheira a abrir “exceções”. Entre elas, estavam pagamento na tesouraria, não emitir nota fiscal e registrar as compras no sistema como de “cliente não identificado”.”Assim que Adriana chegava, era recepcionada e levada para a sala acima, porque ela não seria muito vista”, contou Maria Luiza no depoimento nesta terça-feira, 19. “Quando a venda era mais complexa, era feita na casa deles. Nós botávamos sempre cliente não identificado para os pagamentos. Fazer isso em parcelas de R$ 300 mil, por exemplo, era muito constrangedor para os nossos funcionários. A solução foi fazer o pagamento na tesouraria do prédio da empresa”, afirmou.Maria Luiza, que só fazia vendas para o casal na empresa, também afirmou que muitos pagamentos eram feitos em espécie e por supostos operadores de Cabral, como Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra. Todas as joias vendidas para o casal eram valiosas, destacou.

Estadão

19 de setembro de 2017, 18:58

BRASIL Lula vira réu por venda de MP de incentivos fiscais a montadoras

Foto: Fernando Bizerra Jr

O ex-presidente Lula

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e colocou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva novamente no banco dos réus. O petista vai responder pelo crime de corrupção passiva por, supostamente, ter participado da “venda” da Medida Provisória (MP) 471, de 2009, que prorrogou os incentivos fiscais para montadoras instalavas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O caso foi revelado pelo Estado em 2015 e investigado na Operação Zelotes. Lula já é réu em outros cinco processos – sendo 3 na Lava Jato, 1 na Zelotes e outro decorrente da Operação Janus. Em um sétimo processo, no caso do triplex do Guarujá, o petista já foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro. O petista também já foi denunciado em outros dois casos provenientes de investigações da Lava Jato. Na denúncia, assinada pelos procuradores Frederico Paiva e Hebert Mesquita, Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco pessoas foram acusadas de envolvimento em corrupção para aprovação da MP 471, editada no segundo mandato do ex-presidente. A MP, transformada em lei no ano de 2010, prorrogou os incentivos fiscais de montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo o MPF, a empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos, do lobista Mauro Marcondes Machado, representava os interesses da CAOA (Hyundai) e da MMC Automotores (Mitsubishi do Brasil) e teria ofertado R$ 6 milhões a Lula e Carvalho. O dinheiro seria para financiar campanhas do PT. Como prova dos repasses indevidos, o MPF elencou uma série de troca de mensagens e anotações apreendidas com os alvos da Zelotes. Além de Lula e Carvalho, vão para o banco de réus os lobistas Mauro Marcondes e Alexandre Paes dos Santos, o APS, o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva e os executivos das montadoras Carlos Alberto de Oliveira Andrade e Paulo Arantes Ferraz. Na decisão, o magistrado argumenta que há elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. Para ele, está “demonstrada a plausibilidade” das alegações contidas na denúncia em face da “circunstanciada exposição dos fatos tidos como criminosos” e a “descrição das condutas em correspondência aos documentos” levantados no inquérito da Polícia Federal. O juiz explicou ainda que a peça de acusação atende aos requisitos do Código do Processo Penal, descrevendo “de modo claro e objetivo” os fatos imputados aos denunciados. “Assim, nesse juízo preliminar, não vislumbro qualquer elemento probatório cabal capaz de infirmar a acusação, sem prejuízo da análise particularizada, com a eventual contraprova, quando poderá eventualmente ocorrer absolvição sumária, se for o caso”, escreveu Oliveira. Ele fixou prazo de dez dias para as defesas apresentarem questões preliminares e alegarem o que for de seu interesse, além de arrolarem testemunhas. Em outra ação penal da Zelotes, Lula responde por tráfico de influência por, supostamente, ter oferecido seu prestígio a empresas, com a promessa de viabilizar a compra de caças suecos pelo governo de Dilma Rousseff e a edição de outra MP, a 627, de 2013, que também beneficiou montadoras. O “serviço” teria sido pago com um repasse de R$ 2,5 milhões da Marcondes e Mautoni Empreendimentos à empresa de um dos filhos do ex-presidente. O pagamento também foi revelado pelo Estado, em 2015.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2017, 17:29

BRASIL Petistas aproveitam ausência de Temer para voltar ao Planalto

Com o presidente Michel Temer fora do País, aliados da ex-presidente Dilma Rousseff voltaram a frequentar o Palácio do Planalto depois de um ano e quatro meses. O senador Humberto Costa (PT-PE) e os deputados federais do PT Paulo Teixeira (SP), Benedita da Silva (RJ) e Chico D’Ângelo (RJ), e do PCdoB Jandira Feghali (RJ) e Luciana Santos (PE) estiveram pela última vez no Palácio no dia 12 de maio de 2016, quanto do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência. “Foi uma sensação muito ruim. Não nos sentimos confortáveis. Trouxe de volta à memória as lembranças daquele dia”, comentou Jandira. Eles afirmam que só cumpriram tal agenda porque Michel Temer está nos Estados Unidos. Recebidos pelo presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os parlamentares estavam acompanhando um grupo de artistas para tratar do veto presidencial à prorrogação, até 2019, de incentivos previstos na Lei do Audiovisual. Maia disse a eles que considera o veto de Temer um erro e que vai organizar a base para derrubá-lo.

Estadão

19 de setembro de 2017, 17:21

BRASIL MTST ocupa portaria do Ministério da Fazenda em protesto contra ajuste fiscal

Cerca de 100 militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) promovem uma manifestação na portaria principal do Ministério da Fazenda. Desde as 15h, eles protestam contra o ajuste fiscal e pedem o fim do congelamento de recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida. A mobilização faz parte do Dia de Lutas por Teto e Trabalho, que promove manifestações em 10 capitais brasileiras. Em nota em sua página oficial no Facebook, o MTST reivindica a liberação imediata dos recursos para a contratação das 35 mil moradias previstas no Orçamento de 2017 no Programa Minha Casa Minha Vida, modalidade entidades. O movimento pede também a ampliação dos recursos para a moradia popular no Orçamento de 2018. Até o momento, o protesto é pacífico. Os manifestantes gritam palavras de ordem e cantam hinos na portaria do ministério, que foi fechada. Uma bandeira foi estendida na marquise do prédio principal, que teve as luzes dos corredores apagadas. A entrada e a saída dos funcionários estão sendo feitas pelo prédio anexo. O ministro Henrique Meirelles não está no prédio. Ele e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, estão viajando para Nova York com uma comitiva de 12 ministros que participará de seminários e reuniões com investidores internacionais.

Agência Brasil

19 de setembro de 2017, 17:18

BRASIL Citados na Lava Jato pediram visto e compraram imóveis em Lisboa em 2014

Foto: Jornal do Comércio

Pedro Novis está na lista do jornal português "Expresso"

O baiano Pedro Novis, que presidiu a Odebrecht entre os anos de 2002 e 2009, adquiriu uma propriedade em Lisboa no ano de 2014 por € 1,7 milhões, o equivalente a R$ 6,3 milhões, de acordo com o jornal português “Expresso”, que cita dois outros investigados na Lava Jato que teriam comprado imóveis em Portugal no ano em que a maior operação policial contra a corrupção no país ganhou força. São eles Otávio Azevedo, ex-presidente da segunda maior empresa de construção do Brasil, a Andrade Gutierrez, que comprou um imóvel de € 1,4 milhões (R$ 5,25 milhões) em Lisboa e solicitou um “visto gold” em 2014, dois anos antes de ter sido condenado a 18 anos de prisão, depois de admitir ter cometido uma série de crimes de corrupção, e Sérgio Lins Andrade, presidente e principal acionista da mesma Andrade Gutierrez. Ele adquiriu, em 2014, um imóvel em Lisboa por € 665 mil (R$ 2,5 milhões). Todos solicitaram os chamados vistos “Gold”, que Portugal concede para quem investe ou compra propriedades no país. As informações são do jornalista da Folha Clóvis Rossi. O ano dos pedidos de visto e dos investimentos é exatamente aquele em que a Lava Jato ganha velocidade, o que reforça a inevitável impressão de que os nela envolvidos direta ou indiretamente estavam, primeiro, tirando dinheiro do país e, segundo, preparando terreno para uma eventual fuga, analisa Rossi.

19 de setembro de 2017, 17:09

SALVADOR Barroso diz que reforma política é indispensável para o país

Em palestra hoje (19) na 8ª Conferência Brasileira de Seguros (Conseguro), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu uma reforma política urgente para o país. Ele discursou sobre o tema O momento institucional brasileiro: uma agenda para o futuro.“O Brasil precisa desesperadamente da reforma política. É triste constatar que aparentemente não vai sair. Ao lado da impunidade, o sistema político brasileiro é a causa de boa parte da corrupção que nós ainda enfrentamos”, disse. O ministro defende que a reforma traga normas para evitar que partidos sem representatividade recebam recursos do fundo partidário e da venda do tempo de televisão. “O sistema partidário brasileiro hoje é a institucionalização da desonestidade, porque os partidos políticos vivem do acesso ao fundo partidário e da venda do tempo de televisão. Todo mundo sabe disso, convivemos com esse modelo. Já há proposta aprovada no Senado relevante, para terminar com as coligações nas eleições proporcionais, que é o que dá sobrevida a esses partidos de aluguel, e já há emenda aprovada para se introduzir a cláusula de barreira a partidos sem preencher um mínimo de votação no âmbito nacional”, disse.Barroso acrescentou que é preciso virar a “página da corrupção”. Segundo ele, há no país um pacto oligárquico “feio” de saque ao Estado.O ministro do Supremo não atribui os casos de corrupção a falhas individuais ou fraquezas humanas. “Estamos com dificuldade de nos livrar dela, porque é uma corrupção sistêmica, endêmica, que vem de muito longe e foi se aprofundando a ponto de se criarem esquemas profissionais de arrecadação e distribuição que envolviam agentes públicos, agentes privados, empresas estatais, empresas privadas, partidos políticos, membros do Congresso Nacional. Foi um fenômeno que se irradiou de uma maneira muito abrangente, a um tal ponto de se ter naturalizado o que é errado e as pessoas deixaram de perceber a gravidade do que faziam.”Barroso destacou que, em 30 anos de redemocratização, o Brasil passou por muitas crises. “Desde a hiperinflação até o impeachment de dois presidentes”, mas “sem nenhum arranhão relevante na legalidade constitucional”. Algo que, para ele, merece ser celebrado, assim como a derrota de uma ditadura, da hiperinflação e da pobreza extrema.Para Barroso, é preciso retomar uma agenda de desenvolvimento da iniciativa privada, que, segundo ele, é a principal geradora de riqueza. “Nós precisamos revalorizar a iniciativa privada e o empreendedorismo no Brasil, que é vítima do preconceito daquele capitalismo de estado que distribuía favores, paternalismos. Sem mencionar concessões como favorecimentos e licitações duvidosas”.“Capitalismo pressupõe risco, concorrência e igualdade entre os atores. E nós criamos um modelo no Brasil em que as pessoas não gostam de risco, preferem financiamento público, não gostam de concorrência, preferem reserva de mercado, e os atores não são iguais, porque tem sempre alguém atrás de um favorecimento, uma desoneração que o coloque em uma posição mais vantajosa”, acrescentou.Barroso também defendeu a privatização de empresas públicas, como a companhia de água e esgoto no Rio de Janeiro, a Cedae, como forma de desoneração e redução do estado.

Agência Brasil

19 de setembro de 2017, 16:58

BRASIL Lúcio reaparece, circula no Congresso e diz que Geddel se defenderá nos autos

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Lúcio Vieira Lima

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), que estava sumido desde no último dia 8 de setembro, data da segunda prisão de seu irmão, Geddel Vieira Lima, reapareceu hoje no Congresso, onde circulou entre colegas, conversou com alguns jornalistas e disse que o ex-ministro se defenderá nos autos. À repórter Andrea Sadi, da Globo News, Lúcio afirmou que desapareceu porque estava na Bahia cuidando da família e em especial da mãe, Marluce Vieira Lima. Ele não quis falar sobre a possibilidade de delação de Geddel, fato que preocupa imensamente o Palácio do Planalto. Também afirmou que estava em Brasília para ficar e tocar o mandato parlamentar. Ele declarou que sempre defendeu o direito de defesa a qualquer acusado. Em Brasília, os comentários são de que o ex-ministro dos governo Lula e Temer está na iminência de assinar um acordo de delação premiada cujo objetivo será preservar a família, em especial o irmão Lúcio, de qualquer envolvimento no caso do bunker com os R$ 51 milhões “estourado” pela Polícia Federal no bairro da Graça.

19 de setembro de 2017, 16:45

BRASIL Doria convida cúpula do DEM para jantar em sua residência em São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), convidou integrantes da cúpula do DEM para um jantar nesta quinta-feira, 21, em sua residência, na capital paulista. O convite é mais um gesto político do tucano em busca de apoio para viabilizar uma eventual candidatura sua à Presidência da República em 2018. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), confirmou o convite. “Esse jantar está previsto, sim”, afirmou ao Estadão/Broadcast. O parlamentar potiguar, porém, disse que não poderá comparecer, pois está de licença do Senado para tratamento médico. Outros democratas, como o prefeito de Salvador, ACM Neto, porém, já confirmaram presença. Como vem mostrando o Estadão/Broadcast, Doria faz ofensiva sobre outros partidos em busca de apoio político para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2018. Ele trava, no PSDB, uma disputa com seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para ser o candidato do partido a presidente. Pré-candidato declarado, Alckmin também já jantou pelo menos duas vezes com a cúpula do DEM neste ano. Um dos jantares aconteceu no final de julho, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O outro, no início de setembro,ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Brasília.

Estadão

19 de setembro de 2017, 16:00

BRASIL ‘Esse é um valor por dentro’, diz compadre de Lula a Moro sobre dinheiro para corretora de imóveis

O advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira, foi interrogado nesta terça-feira, 19, como o último réu a ser ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro em ação penal na qual o ex-presidente é investigado por supostas propinas de R$ 75 milhões da Odebrecht. Nesta mesma ação, o compadre de Lula é acusado de intermediar o suposto recebimento de propinas ao petista por meio da aquisição de dois imóveis, pela Odebrecht. O advogado foi o último réu interrogado e, agora, o processo entra na em que as defesas e o Ministério Público Federal vão apresentar as considerações finais. Um imóvel, em Sâo Paulo, no valor de R$ 12 milhões, onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, e o outro, em São Bernardo do Campo, no valor de R$ 504 mil, vizinho do apartamento aonde mora o ex-presidente. A atuação do advogado teria sido em torno da ocultação da propriedade dos imóveis, atribuída a Lula, segundo o Ministério Público Federal. Em depoimento, Teixeira, que alegou ter atuado apenas como advogado de Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, foi questionado por Moro sobre pagamento de honorários em espécie. A solicitação do advogado, objeto de pergunta do magistrado, consta na denúncia do Ministério Público Federal como um pagamento extra, ‘por fora’, para a corretora de imóveis Edna Barros de Castro’. “Esse valor é um valor por dentro porque inclusive foi objeto de e-mail meu para a empresa pedindo para substituir o cheque por valor, porque assim foi solicitado. Evidente que isso não é por fora. É por dentro. Se não fosse por dentro eu não teria colocado isso no e-mail. Até porque inclusive, em espécie é dinheiro que tem curso normal. isso não é proibido. seria proibido negar curso à moeda brasileira”.

Estadão

19 de setembro de 2017, 15:45

BRASIL Para Barroso, é preciso concluir investigações antes de ‘virar a página’

Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu nesta terça-feira, 19, a conclusão das investigações dos casos de corrupção do País antes de “virarmos a página”. “Se virarmos a página antes de fatos relevantes terem sido concluídos, analisados, não nos beneficiaremos das lições que a história pode nos trazer”, afirmou em palestra na 8.ª Conseguro, feira do setor de seguros promovida pela Confederação Nacional das Empresas Seguradoras (CNseg), no Rio. Na quarta-feira, 20, o plenário do STF decide se acata recurso da defesa do presidente Michel Temer (PMDB) que pede suspensão da análise da segunda denúncia contra o peemedebista até que novos áudios de delatores do grupo J&F juntados aos autos sejam totalmente analisados. A denúncia contra Temer chegou ao STF na quinta-feira, 14, mas o relator, ministro Edson Fachin, já havia decidido que o plenário deve dar a última palavra sobre a solicitação dos advogados de Temer. O ministro do STF destacou que a corrupção que houve no Brasil não foi fruto de alguns equívocos pessoais e envolveu diversas esferas da sociedade, como a iniciativa privada e partidos políticos, se tornando um fenômeno que se irradiou a ponto de ser naturalizado. “Foi um pacto oligárquico de saque ao Estado, que envolveu a iniciativa privada”, disse o ministro. Apesar da gravidade do quadro, o ministro do STF afirmou não ter se deixado contaminar pela onda de negatividade que atingiu o País. “Derrotamos a ditadura, a inflação, a pobreza extrema. Não há por que achar que a corrupção seja um desafio que não possamos vencer. A fotografia do momento brasileiro pode não ser particularmente inspiradora, mas gostaria de dizer que o filme é um filme bom. E se nós acertamos o passo vai ter um final feliz”, afirmou.

Estadão

19 de setembro de 2017, 15:15

BRASIL Doria bate Alckmin e Aécio na corrida presidencial, aponta pesquisa CNT/MDA

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito de São Paulo, João Dória

O prefeito de São Paulo, João Doria, é o pré-candidato do PSDB à Presidência da República mais bem posicionado em todos os cenários testados pela pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Dória aparece na frente de seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do senador Aécio Neves (MG), nas pesquisas estimulada e espontânea – além de ser o que tem a menor rejeição. Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Doria aparece em terceiro lugar, com 2,4% das intenções de voto, atrás apenas do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 10,9%, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera, com 20,2%. Alckmin, por sua vez, aparece como quinto colocado, com 1,2% das intenções de voto, atrás da ex-senadora Marina Silva (Rede), com 1,5%. Aécio é o último colocado, com 0,3%, atrás da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer. No levantamento estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o prefeito de São Paulo tem o melhor desempenho entre os tucanos em um eventual disputa contra Lula, Marina e Bolsonaro. De acordo com a pesquisa CNT/MDA, Doria teria 9,4% das intenções de voto frente a esses adversários, enquanto o governador paulista alcança 8,7% e Aécio Neves, apenas 3,2%. O prefeito da capital paulista também tem desempenho superior aos correligionários em um eventual segundo turno contra o ex-presidente Lula. Numa possível disputa com o petista, Doria aparece com 25,2% das intenções de voto, contra 41,6% do ex-presidente Lula. O governador de São Paulo, por sua vez, teria 23,2%, ante 40,6% de Lula. Já Aécio Neves teria o pior desempenho, com 14,8% dos votos, contra 41,8% de Lula.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2017, 14:45

BRASIL Para metade dos brasileiros, saída de Temer não resolverá crise política

Foto: Estadão

O presidente Michel Temer (PMDB)

Mesmo com a percepção generalizada sobre a crise política no Brasil, quase 50% dos cidadãos brasileiros acreditam que a saída do presidente Michel Temer não solucionará o problema. É o que mostra pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). No momento em que a Câmara aguarda a chegada de uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, 94,3% dos entrevistados avaliam que o País passa por uma crise política. Desses, porém, 49,9% acreditam que a saída de Temer não resolverá o problema, enquanto outros 41,2% veem o afastamento do presidente como solução para a crise. De acordo com o levantamento, 59,5% dos entrevistados avaliam que a situação política do Brasil está “fora do rumo, mas ainda há esperança”. Já 36,1% das pessoas ouvidas pensam que o cenário está “completamente fora do rumo”. Para apenas 2,3% dos entrevistados, a situação está “no caminho certo”. A CNT/MDA ainda consultou os entrevistados sobre as reformas colocadas em discussão na gestão do governo Michel Temer (PMDB). Segundo o resultado, 80% dos entrevistados acreditam que o governo peemedebista não está fazendo as reformas que o País precisa, contra 13,7% que creem que essas pautas são as necessárias para o Brasil. Nesse mesmo sentido, a pesquisa mostra ainda que a maioria dos brasileiros ouvidos acredita que Temer não está enfrentando os problemas do País. Esse é a percepção de 59% dos entrevistados. Para outros 30,3%, Temer está enfrentando “apenas alguns problemas”, enquanto para 5,8% o presidente enfrenta os “principais problemas”. A 134.ª pesquisa CNT/MDA foi realizada entre os dias 13 e 16 de setembro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas, das cinco regiões. A margem de erro é 2,2 pontos porcentuais, com 95% de nível de confiança.

Estadão

19 de setembro de 2017, 14:30

BRASIL Lula lidera intenções de voto em todos os cenários, diz pesquisa da CNT

Foto: Estadão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria as eleições presidenciais em todos os cenários, mostra pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece em segundo lugar em todos os cenários testados. Segundo o levantamento, Lula teria hoje com 20,2% das intenções de voto espontânea para presidente, ante 16,6% no levantamento CNT/MDA divulgado em fevereiro deste ano. Em seguida, aparecem Bolsonaro, com 10,9% (ante 6,5% em fevereiro); seguido pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2,4% (ante 0,3% em fevereiro). O resultado sai uma semana depois de o ex-presidente Lula prestar depoimento pela segunda vez ao juiz federal da Lava Jato, no âmbito da Operação Lava Jato, e dez dias depois das declarações do ex-ministro Antonio Palocci incriminando Lula. Também em depoimento a Moro, Palocci afirmou que Emílio Odebrecht e Lula tinham um “pacto de sangue” para propina. Doria aparece na frente até mesmo da ex-senadora Marina Silva (Rede) e de seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Se as eleições fossem hoje, Marina teria 1,5% das intenções de votos espontânea, ante 1,8% em fevereiro, enquanto o governador paulista teria 1,2%, ante 0,7% no levantamento anterior. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece em sexto lugar, com apenas 1,2% das intenções de voto espontânea, seguido pelo senador Álvaro Dias (Podemos -PR), com 1%; pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 0,7%; pelo atual presidente Michel Temer (PMDB), com 0,4%. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), aparece em último, com 0,3%. Leia mais no Estadão.

19 de setembro de 2017, 14:15

BRASIL Aneel: seca deve levar ao acionamento da bandeira vermelha em outubro

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que a seca deve levar ao acionamento da bandeira vermelha no mês de outubro. Atualmente, vigora a bandeira amarela. Para decidir formas de atender à demanda de forma mais barata e eficiente, integrantes do governo e de órgãos do setor elétrico vão se reunir nesta terça-feira, 19, em reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em Brasília. De acordo com Rufino, não está descartada a possibilidade de que seja acionado o segundo patamar da bandeira vermelha, que adiciona R$ 3,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. No primeiro patamar, a taxa da bandeira vermelha é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. Na bandeira amarela, a cobrança é de R$ 2,00 a cada 100 kWh, e na bandeira verde, não há taxa extra. ”O regime hidrológico é desfavorável, o custo da energia é crescente e o custo de acionamento das térmicas mais caras, dentro ou fora da ordem de mérito, vai elevar o custo da geração de energia”, afirmou Rufino. “É possível que no mês que vem possamos acionar a bandeira vermelha no patamar 2? É possível.” Na semana passada, o preço da energia no mercado à vista (PLD) atingiu o teto de R$ 533,82, o que, por si só, já indicaria o acionamento da bandeira vermelha. Dependendo da quantidade de termelétricas mais caras a serem acionadas, o custo do sistema pode levar ao acionamento do segundo patamar da bandeira vermelha.

19 de setembro de 2017, 14:00

BRASIL Ministério espera sugestões do setor privado para nova regulamentação de planos

Foto: Divulgação

O ministro da Saúde, Ricardo Barros

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que uma nova regulamentação dos planos de saúde, cujo objetivo é flexibilizar as regras atuais, aguarda sugestões do setor privado para que seja editada. Sem precisar se as exigências para o setor de saúde suplementar serão publicadas neste ano, ele disse que solicitou à Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) uma proposta de regulamentação para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar possa alterar o regulamento atual. ”O rol mínimo de exigências para os planos de saúde privados não é alcançável financeiramente pelos brasileiros. Por isso, é necessária a flexibilização, com a possibilidade de os planos terem coberturas regionais”, disse Barros, a jornalistas, após participar da 8ª Conseguro, conferência do setor de seguros, promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no Rio. Sobre os planos populares e individuais, o ministro da Saúde afirmou que as seguradoras deixaram de atuar neste nicho por conta da remuneração inadequada, uma vez que o reajuste estabelecido pela ANS não acompanha o custo desses produtos pois a inflação médica supera a oficial do País. “Os planos coletivos que possuem, às vezes, duas pessoas, são uma clara tentativa de estar no mercado. No formato atual, os planos individuais não respondem à realidade dos custos. Plano de saúde é mercado e precisa de equilíbrio, por isso, a nova regulamentação do setor é necessária”, concluiu Barros.

Estadão