29 de abril de 2017, 12:31

BRASIL Dono da Andrade falará de suspeita de propina a Aécio

Foto: Reprodução/Agência Senado

Citado em delação premiada da Odebrecht como representante da Andrade Gutierrez em negociação de propina relacionada às obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, o dono da construtora, Sérgio Andrade, será ouvido por investigadores da Operação Lava Jato. A suspeita é de que ele tratou pessoalmente de pagamentos ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Principal acionista da empreiteira, Andrade até agora está imune pelo acordo que sua empresa havia fechado com o Ministério Público Federal (MPF). Após a delação da Odebrecht, porém, algumas empreiteiras – incluindo a Andrade Gutierrez – estão sendo chamadas para uma espécie de “recall” para explicar episódios que não foram contemplados nos primeiros depoimentos.Segundo pessoas próximas a Andrade, ele se antecipou a uma convocação oficial dos procuradores, considerada inevitável, para explicar a questão de Santo Antônio, que não fez parte do acordo fechado pela empreiteira.O executivo pediu espontaneamente para prestar esclarecimentos. Segundo essas fontes, o executivo não tinha conhecimento de todo o assunto relacionado à Santo Antonio, mas conversou sobre a obra com Marcelo Odebrecht.Em um de seus anexos de delação, Marcelo afirma que fazia reuniões frequentes com Aécio em razão do papel da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que era sócia da usina, e que Sérgio Andrade participava desses encontros. Na época, Aécio era governador de Minas e a Andrade Gutierrez, acionista da Cemig.Pelas delações, no entanto, o envolvimento de Andrade ia além. O ex-presidente da Odebrecht Energia, Henrique Valladares, disse que era ele quem comunicava pessoalmente a Andrade sobre os pagamentos a serem feitos pelo consórcio a políticos e que o executivo dava o seu aval.A Andrade e a Odebrecht eram sócias no consórcio construtor da usina na proporção de 40% e 60%, porcentual usado para dividir o valor a ser pago por cada uma. “Minhas conversas em geral eram com o doutor Sérgio Andrade, que é tão dono da Andrade Gutierrez quanto Emílio é da Odebrecht”, afirmou Valladares.Ao todo, teriam sido pagos R$ 50 milhões para Aécio, que, segundo as delações, tinha influência em Furnas, que tem 40% da sociedade em Santo Antônio. Outros R$ 50 milhões teriam sido pagos a Eduardo Cunha, outro político apontado como influente na estatal.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 11:33

BRASIL Centro do Rio amanhece no dia seguinte aos protestos com prédios depredados

O centro do Rio amanheceu no dia seguinte aos protestos contra as reformas trabalhistas e previdenciárias com carcaças de ônibus queimados nas ruas e diversos bancos, edifícios, estações de metrô e VLT depredados. O Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central, recebeu sete pessoas que foram feridas nas manifestações, duas delas ainda estavam internadas na manhã deste sábado, 29.A Secretaria Municipal de Saúde informou que ao menos seis dos sete feridos levados ao hospital foram atingidos por balas de borracha. Os dois pacientes que ainda estão internados, um homem e uma mulher, passaram por cirurgia e estão estáveis. Ele teve uma lesão na face por bala de borracha e ela uma lesão vascular. Os demais feridos já liberados tiveram trauma no tórax, lesão na perna, ferimento no couro cabeludo, trauma de face e ferimento na coxa.Alguns prédios depredados, localizados na Avenida Rio Branco próximo à Candelária, no Centro já passavam por reparos na manhã deste sábado. Também eram recolocados tapumes que foram arrancados durante os confrontos. Pelo menos nove ônibus foram incendiados, além de uma picape, segundo a Rio-Ônibus.As estações de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que ligam a região portuária ao centro e ao aeroporto Santos Dumont, tiveram vidros quebrados e placas arrancadas.A Polícia Militar declarou em nota divulgada na noite desta sexta-feira, 28, que agiu “em vários distúrbios, reagindo à ação de vândalos que, infiltrados entre os legítimos manifestantes, promoveram atos de violência e baderna pelo centro da cidade”. A PM informou ainda que continuava nas ruas, “buscando neutralizar a ação de vândalos que se passam falsamente como manifestantes.”Procurada pela reportagem neste sábado, a Polícia Civil informou não ter ainda um balanço de presos nas manifestações.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 11:17

BRASIL Centrais sindicais consideram greve geral exitosa

As duas maiores entidades sindicais do país – Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical – avaliam como exitosas as manifestações e paralisações de várias categorias de trabalhadores em todo o país em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Social.Em várias cidades do país, trabalhadores pararam atendendo à convocação de greve geral feita pelas centrais. Em alguns casos, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.Na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas, a paralisação de hoje deve ser “a maior greve já realizada no país”. Freitas destacou a adesão aos protestos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Brasília.Para o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), os trabalhadores decidiriam se mobilizar porque há “propostas viáveis para que o país retome o seu crescimento econômico sem a perda de quaisquer direitos trabalhistas, previdenciários e sociais”. Em comunicado divulgado no fim da tarde, a Força estima que 40 milhões de trabalhadores pararam nesta sexta-feira.Paulinho da Força, no entanto, reconheceu que a não adesão de categorias como aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (trabalhadores dos aeroportos) reduziu o impacto da paralisação. Em São Paulo, tanto no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, quanto no terminal de Congonhas, na zona sul da capital, a operação durante o dia foi normal.

29 de abril de 2017, 10:47

BRASIL Votação de proposta indica apoio ‘oculto’ à Previdência

O placar da reforma trabalhista mostra que o governo tem hoje uma margem de, pelo menos, 191 deputados para negociar o voto a favor da reforma da Previdência, aponta levantamento do Broadcast Político em parceria com o Estadão Dados. Esses parlamentares estão entre os 296 que votaram a favor das mudanças na CLT e os 39 que se ausentaram da votação, mas se declaram indecisos ou não querem responder ao Placar da Previdência do Estado sobre a reforma previdenciária.A maioria desses “potenciais votos” está em partidos do chamado núcleo duro do governo, à frente de importantes ministérios. O PMDB, do presidente Michel Temer, tem 33 deputados nesse perfil. Já o PSDB, um dos principais aliados do governo, tem 24 desses votos.Interlocutores do governo avaliam que, entre esses potenciais votos, os mais viáveis de atrair são os daqueles deputados que votaram a favor da reforma trabalhista, mas que não querem revelar voto em relação à da Previdência. “Tem muita gente que não quer dizer o voto agora, mas já nos avisou que vai votar com a gente. Tem também os que, se sentirem que a reforma vai ser aprovada, votam a favor”, disse o deputado Beto Mansur (PRB-SP), escalado pelo governo para mapear os votos.Na ofensiva em busca de apoio, a principal estratégia do governo é negociar cargos por votos. As negociações começaram antes da reforma trabalhista e são feitas com partidos ou individualmente. Com 13 deputados, o PTN, por exemplo, ganhou a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Já o deputado Kaio Maniçoba (PMDB-PE) conseguiu emplacar um aliado no comando da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 10:33

BRASIL PF amplia cerco à cúpula do PMDB no Senado

Foto: Divulgação

Desdobramento da Lava Jato, a Operação Satélites 2, deflagrada ontem pela Polícia Federal, ampliou o cerco à cúpula do PMDB no Senado. Por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar recebimento de propina em contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobrás. As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para coletar provas contra suspeitos que teriam beneficiado os senadores Renan Calheiros (AL), Garibaldi Alves Filho (RN) e Romero Jucá (RR), além do ex-presidente José Sarney (AP), com o recebimento de valores indevidos. Os peemedebistas negam (mais informações nesta página). A investigação que deu origem à operação se baseou na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que revelou à PGR ter repassado, em 11 anos, R$ 100 milhões em propina aos peemedebistas. O dinheiro, supostamente oriundo de contratos da estatal, teria sido pago em espécie e por meio de doações oficiais. A PF cumpriu dez mandados em Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal para apurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Um dos alvos foi o advogado Bruno Mendes, ex-assessor de Renan, que foi gravado em uma das conversas de Machado entregues à Lava Jato. O senador é suspeito de ter recebido R$ 32 milhões dos recursos supostamente desviados para o PMDB. Também foram cumpridas medidas contra o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Lindolfo Sales, que foi chefe de gabinete de Garibaldi; Amauri Cezar Piccolo, assessor de Sarney; e uma ex-assessora de Jucá. Outro alvo de busca foi o ex-senador José Almeida Lima (PMDB), atual secretário de Saúde de Sergipe.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 10:01

BRASIL Temer diz não ter preocupação com Lava Jato

O presidente Michel Temer afirmou ter preocupação “zero” com a Operação Lava Jato. “Zero, eu não tenho preocupação nenhuma. Eu sempre digo ‘Vamos deixar a Lava Jato trabalhar em paz, vamos deixar o Ministério Público [MP] cumprir seu papel, o Judiciário cumprir seu papel e vamos continuar trabalhando”, afirmou o presidente em entrevista exibida na noite de ontem no Programa do Ratinho, do SBT.No início do mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, autorizou o pedido de investigação de oito ministros do governo. Por enquanto nenhum deles deixou seus cargos, já que Temer adotou como critério, primeiramente, o afastamento provisório em caso de denúncia e o definitivo se o ministro virar réu.A entrevista com o presidente tratou também das reformas trabalhista e da Previdência Social. O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, foi ao Palácio do Planalto na quarta-feira para gravar a conversa. A participação de Temer em programas do canal – o presidente já concedeu entrevista ao jornalista Kennedy Alencar – foi combinada com o próprio dono da emissora, o apresentador Silvio Santos, em encontro intermediado pelo cabeleireiro Robson Jassa e por Ratinho. O presidente, então, pediu a ajuda do empresário para “desmistificar” o que o governo chama de “mentiras” sobre a reforma da Previdência. Após jantar entre Temer e Silvio, o SBT [MP]passou a exibir inserções sobre a reforma nos intervalos comerciais.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 09:48

BRASIL PM vê uso de tática de guerrilha urbana em protestos

Grupos pequenos apareciam de repente e faziam uma barricada, ateando fogo a pneus e madeiras. Quando a polícia se aproxima, em vez de resistência, a retirada rápida. Não muito longe, em outro ponto, novo bloqueio, levando à dispersão e divisão das forças da ordem, uma verdadeira “greve de guerrilha”. É assim que o comando da polícia de São Paulo viu a tática adotada pelos movimentos populares e sindicatos a fim de bloquear avenidas e impedir o tráfego no Estado na greve geral.Para o comando da PM, “doutrinariamente”, a tática de ontem “é de guerrilha urbana”, com a “inquietação, intervenção e dispersão”. Os bloqueios feitos por manifestantes envolveram sem-teto que vivem em prédios tomados no centro. Cada grupo organizou uma ação.Até as 19 horas, a PM havia registrado 22 prisões na Grande São Paulo – 16 na capital e cinco em Osasco. Três policiais foram feridos em confrontos – um dos quais atingido por uma garrafada no rosto. A Coordenação Operacional da PM colocou, desde as 5 horas, todas as Forças Táticas da PM nas ruas. A Tropa de Choque foi dividida entre a Marginal do Pinheiros e Guarulhos, por causa do Aeroporto de Cumbica. Em todo Estado, aconteceram cerca de 50 pontos de bloqueio de vias – 30 dos quais na Grande São Paulo.O protestos das centrais provocou outro efeito: o mapa da lentidão do trânsito na cidade feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego ficou próximo de zero das 10h30 às 16 horas, mais de 80% abaixo da média inferior de congestionamento registrado nas sextas-feiras.Esse efeito da greve foi sentido até pelo comandante-geral da PM coronel Nivaldo Restivo. Ele planejou sair com uma hora e meia de antecedência para ir ao evento pela manhã em Pirituba, na zona oeste, e chegou uma hora adiantado. O trânsito também ajudou as forças de segurança, diminuindo o tempo de reposta da PM. “O resultado foi bom. Tínhamos como objetivo impedir o fechamento das ruas em São Paulo e não se manteve fechada nenhuma rua. Era o tempo de a unidade de serviço chegar, requisitar apoio, quando necessário, e desobstruir a pista.” A greve contou ainda com a estratégia inédita neste tipo de manifestação: a parceria entre sindicatos e movimentos sociais. Enquanto sindicatos mobilizaram trabalhadores para fazer piquetes em portas de fábrica e demais locais de trabalho, movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP) travaram vias importantes das cidades dificultando a chegada das pessoas aos locais de trabalho.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 09:33

BRASIL Presidente lista 25 infiéis para demitir seus indicados

Foto: Reprodução

Cerca de 25 parlamentares que terão seus aliados demitidos de cargos públicos foram listados pelo presidente Michel Temer (PMDB). O motivo das expulsões foi a votação contra o governo na proposta de mudança da legislação trabalhista e também a falta de apoio na reforma da Previdência. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a estratégia do Palácio do Planalto é tirar os cargos dos parlamentares considerados infiéis e transferir as nomeações para outros, em troca dos votos desses deputados na reforma da Previdência. O governo considera ter sido traído por cerca de 70 deputados e espera que as demissões ajudem a reverter a posição do resto do grupo. Os alvos são deputados que compõem a base de Temer, mas são considerados “irrecuperáveis” —ou seja, traíram o governo e não podem ser convencidos a apoiar a reforma da Previdência. Há nomes de dez partidos, como o PMDB (sigla do presidente), o PP (do líder do governo) e o PSB —este declarou posição contrária às reformas e deve ser o mais atingido. Segundo a Folha apurou com dois integrantes da equipe de articulação política, entraram na lista Gonzaga Patriota (PSB-PE), Cícero Almeida (PMDB-AL), Luciano Ducci (PSB-PR), Marcelo Álvaro (PR-MG), Jony Marcos (PRB-SE) e Antonio Jácome (PTN-RN).

29 de abril de 2017, 09:19

BRASIL Governo prepara MPs em busca de votos por reforma

Foto: Divulgação

O governo do presidente Michel Temer prepara medida provisória (MP) em diferentes matérias para agradar à base aliada e tentar ganhar fôlego na busca pelos 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência.
Uma das iniciativas trará uma solução para a polêmica em torno da dívida do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), pago por produtores rurais e que equivale à contribuição previdenciária. Também estão sendo elaboradas permissões para o parcelamento de débitos previdenciários das prefeituras e para a redistribuição de recursos do Fundeb, fundo para o financiamento da educação básica.Em paralelo, o governo e o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), estão tendo de negociar mais flexibilizações no texto. Pilotos de avião e comissários de bordo querem que o governo permita a aposentadoria integral para a categoria antes dos 40 anos de contribuição que serão exigidos dos demais trabalhadores. A reivindicação é de benefício integral aos 65 anos de idade e 35 de contribuição para homens e aos 60 anos de idade e 30 de contribuição para mulheres. O lobby ganhou importância diante da ameaça de greve e os prejuízos que o fechamento de aeroportos poderiam acarretar ao governo. Embora sejam questões alheias às discussões sobre a Previdência, as medidas provisórias em preparo pelo governo envolvem ruralistas, prefeitos e governadores, que têm influência sobre as bancadas parlamentares. Ainda não há definição se os temas serão encaminhados em uma única medida provisória ou separadamente.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 08:16

BRASIL Temer diz que reforma vai ‘garantir aposentadorias’

Foto: Reprodução/EBC

O presidente da República, Michel Temer, afirmou que a reforma da Previdência é necessária por uma “questão singela”. “É para garantir que os que vão se aposentar no futuro tenham suas pensões. Hoje temos um déficit (na Previdência) de R$ 200 bilhões. Quando se fala isso, significa que não vão ser construídos escolas e hospitais, que os salários são colocados em risco”, afirmou em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT. A conversa veiculada nesta sexta-feira foi gravada no Palácio do Planalto durante a semana, antes, portanto, da greve geral realizada hoje.De acordo com Temer, a reforma da Previdência não traz “nenhum” prejuízo aos mais pobres. Além disso, “quem já se aposentou não perde nenhum direito”, frisou. Com relação à aposentadoria rural o presidente comentou que o governo está “mantendo basicamente o que existe”. “Ouvimos o Congresso Nacional, que disse que não poderia negociar (a aposentadoria rural). A questão do trabalhador continua igual, sem prejuízos.”Ainda em relação à reforma da Previdência, tema que ocupou a maior parte dos 30 minutos de entrevista, Temer disse que haverá “igualdade” entre funcionários públicos e privados. “Políticos não terão aposentadoria diferenciada. Essa reforma deveria ter acontecido há 10 anos. Alguns países tiveram de congelar salários de servidores e de aposentados por quatro ou cinco anos para realizar a reforma da Previdência.”Para o presidente, caso tal reforma não passe no Congresso, o “desemprego não vai diminuir”. “O desemprego já está caindo e cairá substancialmente mais após a reforma da Previdência.” Por fim, Temer garantiu que aposentados com até dois salários mínimos poderão acumular pensão por morte.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 08:01

BRASIL ‘Não sou candidato em 2018′, diz Temer

Foto: Reprodução

O presidente da República, Michel Temer, voltou a descartar que é candidato a algum cargo público em 2018, ano de eleições presidenciais. “Não sou candidato em 2018. Sou candidato a completar um bom governo”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira.Ele também destacou que não ser a favor “dessa quantidade” de partidos políticos. “Os partidos se converteram em siglas. Não acho útil para o País, em termos de governabilidade. Mas acho que virá alguma reforma política, que eliminara alguns partidos, mas sem traumas”, disse.Com relação à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Temer afirmou que sua preocupação é “zero”. “As instituições estão funcionando tão fortemente. Eu sempre digo: vamos deixar a Lava Jato trabalhar em paz, vamos deixar o Ministério Público cumprir seu papel, o Judiciário cumprir seu papel e vamos continuar trabalhando. Se você parar o País, prejudica o cidadão”.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:43

BRASIL Para Imbassahy, reforma trabalhista desagradou a alguns aliados

Foto: Divulgação

Responsável pela articulação do governo com o Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, admitiu que a reforma trabalhista deixou alguns aliados insatisfeitos, que o governo terá que fazer “os necessários ajustes” para evitar uma contaminação na base que amplie a dificuldade em torno da reforma da Previdência e que é preciso “tirar a laranja podre do cesto”. “Teve uma romaria, já vinha tendo esse tipo de inquietação, mas a partir da votação do trabalho aumentou”, disse ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. “Há parlamentares da base que estão inconformados com a conduta de seus parceiros”, completou. Segundo Imbassahy, o governo vai atender às solicitações “dentro da análise e interpretação”. “O que nos interessa é ter o voto (na reforma da Previdência), mas também não dá pra conviver com situação que parlamentares que têm posições no governo, cargos, atenção que o presidente dispensa, e não contar com o voto”, completou. “Não podemos arriscar ter menos de 308 por uma contaminação da base. Nem pensar. Temos que tirar a laranja podre do cesto”, ressaltou. O ministro reconheceu ainda que hoje o governo não tem os votos suficientes para a aprovação da reforma da Previdência, mas se mostrou otimista em relação à vitória. “Hoje não temos o número porque o texto não é totalmente conhecido de todos, e não é só dos congressistas, é da população também”, afirmou.

Para Imbassahy, o placar de 296 votos na trabalhista serviu como uma “tomografia” que ajuda a entender o comportamento dos parlamentares, mas que não dá para contabilizar que esses votos já estão garantidos para a reforma da Previdência. O ministro evitou arriscar um placar no caso da Previdência, argumentando que “no dia da votação ai ter muita emoção”, mas disse estar otimista. “A maior possibilidade do futuro é a maior ocorrência do passado, a gente vai vencer, porque o governo está vencendo todas, a gente vai vencer porque temos a causa e se ela for bem explicada vai ser votado e até com folga.” Para Imbassahy, as modificações no texto inicial, “que fazem parte da democracia”, ampliaram as chances de aprovação. “O texto inicial era muito difícil de ser votado”, disse. “Agora temos que fazer trabalho intenso, não é apenas dentro do Congresso, porque é projeto de grande repercussão na vida dos brasileiros, em respeito à população tem que se levar conhecimento de cada um”, disse.

Em relação a um provável atraso na tramitação da proposta, o ministro disse que “não tem data definida, marcada”, mas que acredita que ainda no primeiro semestre o texto estará no Senado e que como o relator Arthur Maia e o próprio presidente Michel temer já estão articulando com os senadores a tramitação na casa pode ser mais rápida. “Não se pode atropelar o procedimento na casa revisora, que é o Senado, mas há a contribuição dos senadores dentro das modificações introduzidas no parecer do Arthur”, disse. Imbassahy minimizou as criticas feitas pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, de que o a reforma trabalhista como passou pela Câmara não passará no Senado. “Pelo que a gente ouve ele não está vocalizando o pensamento majoritário do partido que ele lidera”, afirmou.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:29

BRASIL ‘Vamos ocupar Brasília’, diz presidente da CUT

Foto: Divulgação

As centrais sindicais que organizaram a greve geral desta sexta-feira afirmam que não contabilizaram números de adesões, mas, segundo a Força Sindical, mais de 40 milhões de pessoas pararam ou fizeram manifestações em todos os Estados. De acordo com as entidades, a última grande greve no País, em 1989, contra o Plano Verão, do governo Sarney, teve 35 milhões de adesões.“Fizemos a maior greve da história”, afirma o presidente da CUT, Vagner Gomes. “Foi uma resposta ao presidente Michel Temer e ao Congresso de que a sociedade não concorda com o fim da CLT, da aposentadoria e com a terceirização.”Pressões para que as reformas sejam negociadas vão continuar e uma nova greve geral não está descartada. O próximo passo é tentar convencer os senadores a rejeitarem a reforma trabalhista, já aprovada na Câmara. “Vamos ocupar Brasília para que o Senado não vote as reformas”, avisa Gomes.A ideia, explica o presidente da UGT, Ricardo Patah, é visitar todos os senadores, em seus gabinetes ou residências. Na terça-feira, dirigentes das nove centrais que se uniram na organização da greve têm encontro marcado para traçar as próximas ações conjuntas. No dia 8 haverá mais uma reunião.O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, afirma que a greve foi um recado para que o governo abra negociações para se fazer uma reforma “civilizada”, sem retirar direitos conquistados, e que não seja feita só pelo governo e o Congresso, mas com a participação dos trabalhadores.Em resposta a críticas de que a greve só ocorreu porque houve piquetes e barreiras em importantes vias, com pneus incendiados, Gomes diz que é assim que ocorre na França, no Brasil e em outros países. “Greve não é um acordo entre a sociedade e o governo, é um confronto. Se o governo fizesse as coisas certas isso não ocorreria.”

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:17

BRASIL Temer diz que liberar dinheiro do FGTS foi para atender os mais pobres

Foto: Divulgação

O presidente da República, Michel Temer, afirmou que a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para saques pela população “foi para atender as famílias mais pobres”. “Devolvi um dinheiro que era do povo para o povo”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, veiculada na noite de hoje.
Temer também destacou que o Cartão Reforma, voltado a reparos em moradias, deve ser aprovado “muito brevemente”. O cartão prevê recursos de R$ 5 mil para famílias com renda de até R$ 2.800,00 que queiram executar obras em seus imóveis. Segundo o presidente quem tomar esse dinheiro “não vai ficar devendo para o banco”.O presidente também aproveitou para defender a “responsabilidade fiscal” de seu governo, citando a aprovação do PEC do Teto dos gastos públicos, a qual foi feita “para não quebrar o país precisamos fazer o teto de gastos públicos”.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:00

BRASIL ‘Quero ser conhecido como o presidente das grandes reformas’, diz Temer

O presidente da República, Michel Temer, voltou a defender a reforma trabalhista, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados. “Vai dar maior segurança jurídica para o empregador e o empregado. Estamos fazendo isso para reformar o Brasil e gerar emprego”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira.Indagado sobre o fim do imposto sindical, Temer desconversou. “Não entrei nessa história, quando remetemos o projeto de reforma, não tocamos no assunto. Isso foi acordados entre patrões e empregados. Não cogitamos imposto sindical, mas lá no Congresso pediram a eliminação, que será debatida.”Para o presidente, “o povo quer política de resultados”. “Se o teto dos gastos der certo com a reforma da Previdência, e o emprego voltar, isso é resultado”, avaliou. Para ele, “o emprego volta quando completarmos as reformas da Previdência e trabalhista”. “Quero ser conhecido como o presidente que melhorou as condições econômicas, que fez as grandes reformas, que permitiu que os próximos governos não encontrem o País como encontramos”, concluiu.

Estadão Conteúdo