19 de novembro de 2017, 20:01

BRASIL Base aliada cobra saída de Rabello do BNDES após pré-candidatura a presidente

Foto: Divulgação/Arquivo

Rabelo de Castro entrou na mira da base aliada

Partidos da base aliada do governo cobram a demissão do atual presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro. O argumento é de que o executivo não pode mais continuar na direção do banco de fomento, após ter sido lançado oficialmente, no sábado, 19, pré-candidato à Presidência da República pelo PSC. “Ele deve sair para cuidar só da candidatura dele agora”, disse o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA). “O Paulo Rabello não pode falar e fazer determinadas coisas na presidência do BNDES e continuar no governo. Por mim, ele já estaria fora”, disse o vice-líder do DEM, deputado Pauderney Avelino. Recém-filiado ao PSC, o presidente do BNDES foi lançado pré-candidato do partido a presidente em 2018 durante convenção da legenda em Salvador (BA). Em discurso no evento, disse que vai trabalhar para “higienizar” a política. “Vamos desintoxicar a política brasileira, passar por um processo de limpeza, de higienização, de compromisso efetivo”, declarou o executivo, defendendo que as mudanças aconteçam dentro da política. “Temos que caminhar com os políticos, mas com compromisso renovado”, afirmou.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2017, 19:57

BRASIL Baleia Rossi: Maia sugeriu votarmos Previdência na 1ª semana de dezembro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugeriu votar a reforma da Previdência no plenário da Casa na primeira semana de dezembro. A sugestão foi feita durante reunião neste domingo na residência oficial da presidência da Câmara, da qual participaram o presidente Michel Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e lideranças de partidos da base aliada. “O Rodrigo sugeriu votarmos a Previdência na primeira semana de dezembro, provavelmente no dia 6”, afirmou ao Broadcast Político serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), um dos presentes no encontro na casa de Maia. Como a reforma está sendo analisada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), ela precisa passar por duas votações no plenário da Câmara e, para ser aprovada, tem de obter votos favoráveis de pelo menos 308 dos 513 deputados. De acordo com Rossi, o texto final da reforma será discutido durante jantar de Temer com parlamentares da base aliada na próxima quarta-feira, no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Antes disso, na terça-feira, Maia deve fazer uma reunião apenas com os líderes de partidos da base aliada para discutir que pontos do texto da reforma deverão permanecer ou não. Maia deve discutir na noite deste domingo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os ajustes finais da reforma da Previdência. Além de Meirelles, outros ministros da área política também irão participar do encontro no fim do dia.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2017, 16:19

BRASIL ‘Não vai ser difícil ganhar as eleições presidenciais de 2018’, diz Lula

Foto: Dusek/Estadão

Ex-presidente Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 19, que “não vai ser difícil” ganhar as eleições presidenciais de 2018, mas defendeu uma mudança de estratégia dos partidos de esquerda para barrar as propostas do governo Michel Temer no Congresso. Ele avaliou que a oposição está fragilizada e lamentou que não tenha conseguido barrar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e propostas que, na sua avaliação, representam um retrocesso com relação aos avanços das gestões petistas, como a reforma trabalhista. “Éramos contra reforma trabalhista, e ela aconteceu, éramos contra a Previdência, e se não tomarmos cuidado, vai acontecer”, disse o petista, ao discursar no Congresso do PCdoB. Lula afirmou que o governo Michel Temer é “fraco” e, por isso, se submete “aos interesses do mercado”. “Nenhum presidente fraco é respeitado.” “Os congressistas que estão votando pelo desmonte não têm compromisso conosco. Nunca vi tanto deputado reacionário tanto troglodita, e se não tomarmos cuidado vai piorar na próxima eleição”, disse. Ele declarou que é preciso evitar a aprovação da reforma da Previdência, que “está acontecendo concomitantemente com o desmonte da Petrobras”. “Não tenho mais idade de ficar criando movimento ‘fora Temer’ e ele estar dentro, de ficar gritando não vai ter golpe e ter golpe. Vamos ter que parar de gritar e evitar que isso aconteça mesmo. Isso não pode continuar acontecendo debaixo da nossa barba.” Segundo ele, estão querendo desmontar a Petrobras porque “eles não são políticos, são usurpadores.” E continuou: “Eles não têm compromisso com o povo brasileiro, querem fazer o desmonte, destruir o BNDES, a Eletrobras, a Caixa, desmontar a cidadania. “No discurso, Lula disse que, se não fosse pela sua teimosia e a do PT, não teria chegado à Presidência da República. E que provou que era possível a esquerda transformar este País, citando melhorias em salário, educação e na própria inserção do Brasil no exterior. “Deixamos de falar ‘fino’ com os Estados Unidos.” “Tiramos o País do mapa da fome.” E lamentou que o sonho que a gestão petista sonhou “infelizmente está sendo aos poucos desmontado”. “Estava tudo preparado para o Brasil se tornar a 5ª economia do mundo.”

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2017, 16:15

BRASIL Picciani pede licença até fim de janeiro de 2018, mas mantém foro

O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB/RJ) entra a partir da próxima terça-feira, 21, em licença não remunerada, mas mantém o foro privilegiado mesmo afastado de suas funções, ressaltou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em nota oficial, publicada neste domingo. Presidente da Alerj, Picciani informou que se licenciará de suas atividades parlamentares a partir de terça, quando o legislativo retoma as atividades após o feriado prolongado, com o objetivo de se dedicar à sua defesa na Justiça, retornando ao cargo apenas no ano que vem. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2017, 15:53

BRASIL Moreira Franco, Imbassahy e Baldy participam de encontro com Temer e Maia

O deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), escolhido como o novo ministro de Cidades, participa de reunião na tarde deste domingo entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro acontece na residência oficial da Presidência da Câmara. Temer já tinha batido martelo sobre a nomeação de Baldy para Cidades durante reunião neste sábado (18) com Maia, no Palácio do Jaburu. O deputado goiano vai substituir o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que pediu demissão do posto na última segunda-feira (13), desencadeando a reforma ministerial. Além de Baldy, os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) participam do encontro neste domingo na residência oficial da Câmara, em que se discute a reforma ministerial. Segundo auxiliares, Temer já decidiu trocar o atual titular da Secretaria de Governo, o deputado licenciado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). O futuro dele, porém, ainda é incerto. O tucano pode ser realocado para o Ministério da Transparência ou Direitos Humanos. Como adiantou o Broadcast Político, a bancada do PMDB de Minas Gerais quer emplacar o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) como substituto de Imbasshy. O nome foi levado a Temer na semana passada pelo 1º vice-presidente da Câmara e coordenador da bancada mineira, Fábio Ramalho (PMDB-MG). Além de Lopes, outro nome cotado para assumir a Secretaria de Governo é o ex-deputado João Henrique Sousa (PMDB-PI). Desde que Temer assumiu o governo, Sousa preside o Conselho Nacional do SESI. No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Sousa foi ministro dos Transportes.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2017, 12:15

BRASIL “Barrar criação de novos cursos de medicina é retrocesso”, afirma deputado Alex da Piatã

Foto: Divulgação

Alex da Piatã

O presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Alex da Piatã (PSD), repudiou a possível medida do presidente Michel Temer (PMDB) de decretar uma moratória para impedir a abertura de novos cursos de medicina no país. A ação do peemedebista provocaria um tempo de cinco anos sem o surgimento dos cursos. Alex classificou o caso como absurdo e retrocesso. “É um retrocesso total. Só de imaginarmos que estávamos avançando tanto em aberturas de novos cursos em todas as áreas. Um curso de medicina é importante! O presidente agora vem com essa possibilidade sem nenhuma justificativa plausível. Isso parece um discurso generalista, sem detalhes, sem números… nada mais é do que retrocesso”, declarou. Alex reiterou acreditar que o fato só vai encarecer os atuais custos das faculdades de medicina particulares já existentes. “Nós temos as faculdades de medicina com as mensalidades mais altas do mundo que beiram os R$7 mil e essa medida pode deixar ainda mais caro. E temos um agravante: a suspensão também impacta as faculdades públicas que poderiam receber esses cursos”. A medida de Temer foi informada nesta sexta-feira (17) pela colunista Mônica Bergamo da Folha e confirmada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. De acordo com o democrata, a medida é um clamor do setor médico. “Há um clamor dos profissionais de medicina para que se suspenda por um período determinado a abertura de novas faculdades, em nome da preservação da qualidade do ensino”, afirma o ministro.

19 de novembro de 2017, 11:30

BRASIL Caso da ministra Luislinda Valois ganhou repercussão internacional

A revelação do pedido da ministra Luislinda Valois, que requereu ao governo receber R$ 61,4 mil sob alegação de trabalho escravo, ganhou repercussão internacional. O caso revelado com exclusividade pela Coluna do Estadão estampou as principais páginas dos jornais e sites em países do mundo inteiro. O espanhol El Diário mostrou que que “Polémica en Brasil tras pedido de ministra de DDHH para acumular sus salarios” (A polêmica no Brasil com o pedido da ministra de Direitos Humanos para acumular seus salários). O texto retrata que o governo brasileiro se envolveu em nova situação embaraçosa com o requerimento de Luislinda. O argentino La Nacion diz que “Una ministra brasileña se queja de que la “esclavizan” (Uma ministra brasileira se queixa de sua ‘escravidão’”. O repórter destaca que a ministra, beneficiária de uma série de privilégios, reclama de não receber as remunerações integrais. Luislinda Valois tem uma aposentadoria como desembargadora de R$ 30,4 mil. Como ministra, teria mais um salário de R$ 30 mil, mas devido ao teto constitucional não pode receber mais de R$ 33,7 mil. No entanto, em um pedido de páginas, Luislinda tentou receber R$ 61,4 mil sob alegação de “trabalho escravo”. O francês Invertália destaca que Brasil enfrenta “novela controversa” e traz o título: Controverse au Brésil après la demande du ministre des Droits de l’Homme d’accumuler leurs salaires (Controvérsia no Brasil com demanda da ministra dos Diireitos Humanos para acumular seus salários). Já em Portugal, o Publico repercutiu a entrevista que a ministra Luislinda Valois deu à Coluna do Estadão. O título Ministra pede salário de mais de 16 mil euros. Porquê? “Trabalho de escravo”. No texto, a reportagem mostrou que a Luislinda pediu para acumular pensão de juíza com o salário de ministra porque “como governante, tem de se apresentar “trajada dignamente”: “É cabelo, é maquilhagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação””, retratou o jornal português.

Estadão

19 de novembro de 2017, 11:00

BRASIL Mega-Sena acumula e próximo sorteio deve pagar R$ 50 milhões

O concurso 1.989 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (18), acumulou, pois ninguém acertou as seis dezenas. Para o próximo sorteio, o prêmio está estimado em R$ 50 milhões. Confira as dezenas sorteadas: 15-22-30-32-40-58. Entre os apostadores, 47 acertaram os cinco números da quina e levaram R$ 56.106,95 cada. Já a Quadra, que se se refere a quatro acertos, teve 3.280 apostas ganhadoras, que receberão R$ 1.148,53 cada. Os prêmios inferiores a R$ 1.332,78 (valor bruto de R$ 1.903,98) são pagos em qualquer lotérica ou agência da Caixa. Acima desse valor, apenas as agências bancárias fazem o pagamento, sendo que quantidades iguais ou superiores a R$ 10 mil são pagas após dois dias da solicitação.

Agência Brasil

19 de novembro de 2017, 10:45

BRASIL Picciani pede licença até fim de janeiro de 2018

Foto: Divulgação

Jorge Picciani

O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB/RJ), informou que vai tirar licença de suas atividades parlamentares a partir da próxima terça-feira, 21, quando o legislativo fluminense retoma as atividades após o feriado prolongado. O objetivo seria se dedicar à sua defesa na Justiça, retornando ao legislativo apenas no ano que vem. Picciani, presidente da Alerj, é um dos investigados na Operação Cadeia Velha, etapa da Lava Jato sob coordenação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) no Rio, junto com os também deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Eles são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no legislativo fluminense. O Estado, que vive uma grave crise fiscal, teria deixado de receber R$ 183 bilhões em decorrência de benefícios fiscais em favor de empresas envolvidas no esquema de corrupção existente desde os anos 90, segundo o MPF. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) mandou bloquear R$ 271 milhões dos três parlamentares e de mais 10 pessoas e 34 empresas que formariam um conluio com empresários.

Estadão

19 de novembro de 2017, 10:38

BRASIL Compliance vira ‘vacina’ anti-Lava Jato para siglas

Diante do temor da repercussão eleitoral da Operação Lava Jato nas disputas de 2018, partidos políticos pretendem buscar no mundo corporativo o que consideram uma “vacina” ética: o compliance. Pelo menos duas grande legendas, o PMDB e o PSDB, planejam implementar mecanismos de transparência e cumprimento de normas similares aos adotados por grandes empresas. Especialistas dizem, porém, que a medida, além de “inócua”, é uma jogada de marketing das legendas. Quase quatro anos após o início da Lava Jato, a grande maioria dos partidos ignora internamente as prisões, denúncias e suspeitas envolvendo filiados nas investigações, processos da operação e outros inquéritos derivados da operação. Um dos partidos mais atingidos, o PMDB está agora sondando consultorias e quer apresentar no seu próximo congresso uma proposta de registros e controles contábeis, recebimento de doações e criação de um novo (e mais rigoroso) código de ética. A legenda, contudo, quer passar uma “borracha” no passado, uma vez que as medidas não teriam efeito retroativo. Uma das entidades consultadas foi a Associação Brasileira de Integridade, Ética e Compliance (Abraecom). “A Abraecom é uma entidade certificadora, diferentemente das empresas de consultoria que simplesmente implementam o programa de integridade”, disse ao Estado o advogado societário Rodrigo Brandão Fontoura, secretário geral da associação. Ele explica que as medidas não implicariam uma “caças às bruxas”, já que passariam a valer a partir de sua implementação. “Começamos a ser procurados pelos partidos em 2017. A grande maioria dos partidos está desacreditada. Eles querem retomar essa credibilidade perante a sociedade”, afirmou.

Estadão

19 de novembro de 2017, 10:15

BRASIL Bernardinho admite que considera ser candidato a governador do RJ pelo Partido Novo em 2018

Foto: Divulgação

Ex-técnico da seleção brasileira de Vôlei Bernardinho

O ex-técnico da seleção brasileira de Vôlei Bernardinho afirmou neste sábado, 18, ao Estadão/Broadcast que pode vir a ser candidato a governador do Rio de Janeiro pelo Partido Novo já nas eleições do ano que vem. “Não sou candidato oficialmente ainda, mas posso vir a ser. Por enquanto, tenho de concluir alguns processos para estar livre para essa missão”, disse, respondendo que “tudo é possível” ao ser questionado pela reportagem se a candidatura seria em 2018. O Novo deve anunciar em cerca de 30 dias os pré-candidatos ao governo de alguns Estados, como Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. De acordo com fontes, dentro do Partido, Bernardinho também é cogitado e já foi sondado para sair em uma chapa puro-sangue como vice de João Amoêdo, fundador do Novo e que será aclamado hoje como pré-candidato à vaga no Palácio do Planalto. “Acredito nas ideias e pessoas do Novo. Acho que o Novo é um sopro de esperança na política que deve ser mudada a todo custo. Acho que as pessoas precisam se aproximar do processo político, todos têm que assumir sua responsabilidade”, disse. Fundado em 2015, o Partido Novo faz no dia de hoje, em São Paulo, seu terceiro encontro nacional, do qual participam cerca de mil pessoas, entre filiados e simpatizantes. Tem meta de eleger 30 deputados federais no ano que vem.

Estadão

19 de novembro de 2017, 10:00

BRASIL Amoêdo diz que Novo precisa ser mais conhecido

Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

João Amoêdo é apontado pelo Novo como pré-candidato à Presidência em 2018

O Partido Novo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-banqueiro João Amoêdo para a disputa presidencial de 2018 em um ato com a presença de mais de mil filiados em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A avaliação dos líderes é que os desafios são tornar a legenda mais conhecida e aumentar a base partidária hoje formada principalmente por empresários, empreendedores e integrantes de grupos que foram às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff. “O nosso problema é o Novo ser mais conhecido”, disse Amoêdo no rápido discurso que encerrou o encontro. Criado em 2015 com o objetivo de renovar o cenário político brasileiro e defender valores do liberalismo econômico, o Novo é atualmente, segundo seus dirigentes, o partido com maior número de seguidores nas redes sociais, cerca de 1,5 milhão de pessoas, tem visto crescer o número de filiados e é uma das poucas legendas no Brasil que não enfrenta problemas financeiros. Segundo o presidente do Novo, Moisés Jardim, em outubro o Novo chegou ao número de 15 mil filiados que pagam em média R$ 30 por mês. A arrecadação, segundo ele, é suficiente para cobrir os R$ 3 milhões de despesas anuais. Defensor do estado mínimo, o Novo tem depositado as parcelas nas quais tem direito do Fundo Partidário em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil até encontrar uma forma legal de devolver o dinheiro aos cofres públicos –hoje inexistente. De acordo com Jardim, a conta tem mais de R$ 2,7 milhões. Questionado sobre a ausência de mulheres e negros no evento, Jardim admitiu a homogeneidade da militância do Novo mas descartou a ideia de cotas raciais ou de gênero. “A gente não tem restrições nem cotas, a não ser a exigência legal de um número mínimo de candidatas mulheres, mas precisamos aumentar nossa base. Essa é a primeira tarefa”, afirmou. Sobre a política de alianças que o partido pretende adotar no ano que vem, ele descartou apenas o PT, PSOL e PSTU, por divergências ideológicas, mas disse que o Novo vai ser seletivo na escolha de possíveis parceiros.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:45

BRASIL Filha de Lula é nomeada na Assembleia-RJ

Filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva foi nomeada neste mês assessora parlamentar da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT) na Assembleia Legislativa do Rio. A deputada é casada com Washington Quaquá (PT), presidente do partido no Estado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de 6 de novembro. O salário de Lurian como “assessora parlamentar IV” no gabinete de Zeidan (como é conhecida) é de R$ 7.326,64. A assessoria de imprensa da deputada afirmou que a filha do ex-presidente já dá expediente no gabinete. Zeidan disse que conhece Lurian há 15 anos, da militância do PT. “As escolhas do meu mandato, quem faz sou eu. É assim na maioria dos mandatos, qualquer que seja o partido. E no PT temos mulheres militantes, como eu fui e ainda sou, que são quadros qualificados para assumir essas tarefas. Resumir isso a uma relação de parentesco ou é desconhecimento ou é misoginia”, disse a deputada, em mensagem escrita. Quaquá afirmou que não influi nem questiona os critérios da deputada ao nomear seus assessores. “Quem nomeia assessor é a deputada. Ela escolhe sua equipe, como a família Mesquita (proprietária do Grupo Estado) escolhe seus jornalistas. São critérios da empresa de um lado e do mandato de outro. Não cabe, por exemplo, a mim questionar porque um jornalista é contratado pela família Mesquita”, afirmou Quaquá, também por escrito. O presidente do PT fluminense foi prefeito por dois mandatos em Maricá (RJ), e fez seu sucessor, o atual prefeito, Fabiano Horta (PT). Lurian mora em Maricá e preside o PT local há cinco meses. A reportagem não conseguiu localizá-la ontem. Há 30 anos no PT, Quaquá é ligado a Lula. Apoia o ex-presidente em sua defesa das acusações de corrupção e pediu suporte financeiro dos militantes para viabilizar as caravanas dele pelo País. Em junho, um mês antes da sentença do juiz Sergio Moro condenando Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção, no caso do apartamento no Guarujá, ele publicou nota em que aventou “confronto popular nas ruas” para a defesa do ex-presidente.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:30

BRASIL MP do Rio entra com ação para anular sessão que libertou Picciani

Foto: Wilton Junior / Estadão

Jorge Picciani

O Ministério Público (MP) do Rio entrou com uma ação na Justiça para anular a sessão da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) de sexta-feira, 17, que determinou a soltura dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Na mesma ação, o MP pede que seja realizada nova sessão. O motivo foi o fechamento das galerias da Alerj durante a votação. De acordo com o MP, o presidente em exercício da Assembleia, Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora da Casa desrespeitaram os “princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito” ao impedir o acesso do público ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo estadual, para acompanhar a sessão. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão. No pedido, o MP destaca ainda que a Alerj não obedeceu decisão da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que determinou na tarde de sexta-feira, 17, a liberação das galerias para o público. Na ocasião, a oficial de Justiça que levava a liminar chegou a ser impedida de entrar na Alerj pela polícia e só conseguiu chegar ao plenário no fim da votação por interferência de alguns deputados que interromperam a sessão. Segundo a peça do MP, a ordem judicial “não foi obedecida em claro menosprezo aos princípios da transparência e da publicidade”, o que, de acordo com o subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais, Sérgio Roberto Ulhôa Pimentel, e o promotor Carlos Bernardo Alves Aarão Reis, que assinam o documento, atesta que “não há qualquer dúvida de que os atos praticados pelo presidente em exercício da Assembleia são arbitrários e ilegais”.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:15

BRASIL Sem alarde, Alckmin costura alianças para 2018

Foto: Divulgação

Geraldo Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem mantido uma agenda discreta de viagens pelo Brasil, mas é hoje o pré-candidato à Presidência da República que mais avançou nas articulações com outros partidos para montar seu palanque. Fiel ao seu estilo de “jogar parado”, o tucano já construiu pontes com pelo menos sete legendas: PV, PTB, PSB, PPS, PHS, PP e DEM. Enquanto Alckmin se aproxima de seus aliados de São Paulo no plano nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê até o parceiro histórico PCdoB lançar uma candidatura própria, enquanto Ciro Gomes (PDT) rejeita uma aliança. Já Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) estão isolados em suas respectivas legendas. Um passo importante foi dado por Alckmin no dia 11, durante um churrasco em Capão Bonito, no interior de São Paulo, na fazenda do deputado federal Guilherme Mussi, presidente do diretório paulista do PP. Mussi comemorou o aniversário com uma grande festa que possibilitou mais um encontro entre o governador e o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI). Os dois já haviam conversado pessoalmente em agosto, quando Mussi promoveu um jantar em Brasília para o governador estreitar suas relações com a bancada federal da sigla no Congresso – hoje uma das mais fortes do bloco partidário informal classificado como Centrão. Nas duas últimas eleições, o PP (futuro Progressistas), esteve em lado oposto ao do PSDB, no palanque petista. De meados do ano para cá, o tucano intensificou a aproximação a partir de reuniões fora da agenda com lideranças locais e nacionais.

Estadão