19 de setembro de 2018, 22:00

BRASIL Ministério Público Eleitoral recorre ao TSE para barrar candidatura de Garotinho

Foto: Estadão

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PRP)

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a candidatura de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, Anthony Garotinho aparece em terceiro lugar com 12% das intenções de voto na disputa pelo governo fluminense, atrás de Eduardo Paes (DEM) e Romário Faria (Podemos). No último dia 16, o ministro Og Fernandes concedeu liminar suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que indeferiu o registro de candidatura de Anthony Garotinho. A decisão, válida até que o mérito seja julgado, garante que o nome de Garotinho esteja nas urnas e que seus votos sejam considerados válidos. No último dia 6, o TRE-RJ indeferiu o registro, sob a alegação de que Garotinho é inelegível em função de uma condenação do Tribunal de Justiça. A suspeita recai sobre desvios de R$ 234,4 milhões na área da Saúde nos anos de 2005 e 2006, quando o atual candidato era secretário de Estado. Ele nega envolvimento no caso. O vice-procurador-geral eleitoral ainda pediu que seja determinada a suspensão os repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) ou de quaisquer outros recursos de origem pública para financiamento de campanha de Garotinho e se suspendam as aparições do candidato na propaganda eleitoral no rádio e na TV, com determinação de retirada de seu nome da programação da urna eletrônica.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 21:16

BRASIL Campanha de Alckmin baterá em proposta de ‘nova CPMF’ de Bolsonaro

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O candidato à Presidência pelo PSDB nas eleições 2018, Geraldo Alckmin

Após a crise instalada no comitê tucano com a queda nas pesquisas de intenção de voto nas eleições 2018, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), comemorou nesta quarta-feira, 19, o polêmico plano do economista Paulo Guedes, guru econômico da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), para recriar um imposto nos moldes da CPMF. Na propaganda eleitoral de TV que irá ao ar a partir desta quinta-feira, 20, Alckmin vai explorar o tema e o que chama de “contradições” do adversário. Anunciado pelo próprio Bolsonaro como ministro da Fazenda em caso de vitória do PSL nas eleições 2018, Guedes disse a portas fechadas, para um pequeno grupo de investidores, que pretende adotar um imposto incidente sobre movimentações financeiras, a exemplo da antiga CPMF, conforme publicado pelo jornal Folha de S. Paulo. O novo tributo teria o objetivo de financiar a Previdência. A proposta deu munição para ataques dos rivais e expôs divergências na campanha de Bolsonaro. Internado no Hospital Albert Einstein, onde se recupera de duas cirurgias sofridas após um atentado, no último dia 6, o candidato do PSL não escondeu a contrariedade com o rumo da discussão e escreveu no Twitter que sua equipe trabalha em um programa para redução da carga tributária. “Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente”, afirmou Bolsonaro nas redes sociais. Vice na chapa do capitão reformado, o general Hamilton Mourão (PRTB) também se mostrou contrário à criação de novos impostos. “É um tiro no pé”, disse ele. Coordenador da campanha de Alckmin, o presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que a proposta apresentada por Guedes é uma “clara contradição” com o discurso do candidato na área econômica. “Em primeiro lugar, a criação da CPMF, o imposto do cheque, é uma pauta do PT”, argumentou ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. “Está evidente que Bolsonaro não tem projeto para o País e as coisas ali são feitas na base do improviso. Ninguém sabe qual a reforma tributária que ele pretende fazer”. Em entrevista ao site BR-18, Guedes disse que, caso Bolsonaro chegue ao Palácio do Planalto, a alíquota do novo imposto poderá ficar entre 0,40% e 0,50% sobre cada transação financeira. O economista negou que pretenda criar uma única alíquota de Imposto de Renda, de 20%, para as empresas e para as pessoas físicas, como foi divulgado. Afirmou que o plano é reduzir para 20% as duas maiores alíquotas do IR de Pessoa Física, de 27,5% e de 22,5%, e aumentar para os mesmos 20% o imposto de quem recebe como Pessoa Jurídica, hoje em 17,5%. A estratégia da campanha de Alckmin para tentar sair das cordas consiste em bater em Bolsonaro e no ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), isolado na segunda posição nas pesquisas, e pregar o medo entre os eleitores, sob o argumento de que o País não pode dar um “salto no escuro”. A ideia da equipe tucana é dizer que, se o Brasil for comandado por Bolsonaro ou “pelo PT”, viverá um período de ingovernabilidade, podendo até mesmo experimentar um novo processo de impeachment, como ocorreu com Dilma Rousseff, presidente cassada em 2016.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 21:00

BRASIL Candidatos do Novo reprovam críticas de Amoêdo a Bolsonaro

Foto: Katna Baran/Estadão

O candidato do Novo ao Palácio do Planalto, João Amoêdo

O candidato do Novo ao Palácio do Planalto, João Amoêdo, afirmou nesta quarta-feira (19) ter dificuldades em apoiar Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) caso os dois cheguem ao segundo turno das eleições. Em relação a Bolsonaro, Amoêdo disse não ter visto grandes realizações em seus mandatos como deputado federal e que, além de tudo, elogiou torturador. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, candidatos do Novo a cargos de deputados reprovaram a conduta de Amoêdo por acharem que, ao criticar Bolsonaro, poderá ser associado a alguém favorável ao PT. Aliados de Amoêdo dizem que ele precisa defender seus ideais e sua candidatura. Se não fizer isso, os eleitores irão preteri-lo e poderão optar por candidatos a deputados de outras legendas.

19 de setembro de 2018, 20:45

BRASIL Ciro relaciona Bolsonaro ao nazifascismo e critica Paulo Guedes e Haddad

Foto: Fábio Motta/Estadão

O candidato do PDT à Presidência da República nas eleições 2018, Ciro Gomes

O candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018, Ciro Gomes, saiu do autoproclamado tom more presidential, que caracterizava a campanha dele até agora, para criticar adversários e institutos de pesquisa. Até mesmo polêmicas que tratam as propostas de Jair Bolsonaro (PSL) como nazifascistas voltaram a rondar o discurso do pedetista. Em evento em São Paulo, no qual recebeu o apoio de quatro centrais sindicais à sua campanha, Ciro voltou ao alvo favorito dele nos últimos dias: o concorrente do PT, Fernando Haddad. O pedetista disse que Haddad é uma boa pessoa, mas que não tem experiência para comandar o País. “O camarada que perdeu no primeiro turno em São Paulo para o farsante do João Doria (PSDB), perdeu para os brancos e nulos, vai conseguir proteger o Brasil do nazismo, do fascismo, do extremismo? Eu acho que não”, afirmou. Mesmo sem relacionar diretamente Bolsonaro aos movimentos de extrema-direita, como havia feito em 29 de agosto em ato com reitores de universidades federais em Brasília, Ciro disse que a proposta de unificação da tributação do Imposto de Renda em 20%, desejada por Paulo Guedes, assessor econômico de Bolsonaro, é fascista. “Todo mundo sério cobra imposto de forma progressiva. Cobra menos de quem ganha menos e mais de quem ganha mais. O que o ‘posto Ipiranga’ do Bolsonaro está propondo é o inverso. É a cara do fascismo, é exatamente isto. Toda perseguição aos mais pobres, de preferência mulheres, negros, índios e LGBTs e todos os privilégios aos de cima”, disse. Ciro também minimizou os números da mais recente pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, na qual ele manteve 11%, Haddad subiu de 8% para 19% e Bolsonaro foi de 26% para 28%. “Nós não podemos ceder o nosso voto aos institutos de pesquisa, porque eles erram. É só ver o que as pesquisas diziam em setembro de 2014 nesta data, quando falavam que a Dilma Rousseff (PT) e a Marina Silva (Rede) iriam disputar o segundo turno”, afirmou. Negando que a agenda do fim de semana no Nordeste seja para atrair votos do lulismo, que segundo as pesquisas estão migrando rapidamente para Haddad, o pedetista ironizou. “Quem é que está dizendo? É o Ibope? Tu acredita no Ibope? E em mula sem cabeça?”, disse a jornalistas.

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19 de setembro de 2018, 20:30

BRASIL Ibope: No Rio, Paes aparece na liderança para o governo com 24%

Foto: Estadão

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM)

A diferença entre Eduardo Paes (DEM) e Romário (Podemos) subiu de três para seis pontos porcentuais, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na noite desta quarta-feira, 19. Ainda assim, os dois permanecem em situação de empate técnico nas eleições 2018, considerando-se a margem de erro de três pontos porcentuais. A intenção de voto em Paes oscilou de 23% para 24%, enquanto a de Romário foi de 20% para 18%. No limite da margem de erro, o candidato do Podemos aparece tecnicamente empatado com Anthony Garotinho (PRP), que manteve os 12% do levantamento passado. Tarcísio Motta (PSOL) oscilou de 5% para 4%. Indio da Costa (PSD) manteve os 4% da pesquisa anterior, enquanto Pedro Fernandes (PDT) permaneceu com 2%. Márcia Tiburi (PT) foi de 1% para 2%, mesma oscilação de Wilson Witzel (PSC). Marcelo Trindade (Novo) passou de 2% para 1%. Apareceram com 1% André Monteiro (PRTB), Dayse Oliveira (PSTU) e Luiz Eugenio (PCO). Votos brancos e nulos permaneceram em 20%. Não souberam ou não responderam foram de 9% para 8%. Paes e Romário mantém a situação de empate no embate de segundo turno. O ex-prefeito do Rio tem 37% e o senador, 31%. Brancos e nulos são 29% e não souberam ou não opinaram, 4%. O candidato do DEM venceria Garotinho por 41% a 24%. Nesta simulação, brancos e nulos são 32% e não souberam ou não responderam, 3%. O ex-governador também perderia para Romário, por 38% a 25%. Brancos e nulos são 33% e não souberam ou não opinaram, 4%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pela Editora Globo, que edita o jornal O Globo. O nível de confiança utilizado é de 95%. Foram ouvidos 1.512 eleitores em 42 cidades do Estado do Rio de Janeiro entre 16 e 18 de setembro. O registro no TRE é o RJ-00470/2018 e no TSE é o BR-07567/2018.

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19 de setembro de 2018, 20:01

BRASIL ‘Alckmin não é confiável. Não tem chance’, diz Arthur Virgílio, do PSDB

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, é um dos fundadores do PSBD

Um dos fundadores do PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse ao Estado nesta quarta-feira, 19, que o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável da sigla, “não é uma pessoa bem-vinda” no Amazonas. “Não vejo nenhuma chance de vitória dele. Não tenho como apoiá-lo. Alckmin não é uma pessoa confiável aos olhos do eleitor do Amazonas”, afirmou Virgílio. O prefeito de Manaus tornou-se desafeto do ex-governador quando desafiou Alckmin a disputar prévias para escolher o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto nas eleições 2018, o que acabou não acontecendo. Após o início da campanha, emissários de Alckmin tentaram uma aproximação com Virgílio para abrir um palanque no Amazonas, mas não obtiveram sucesso. Segundo Virgílio, o PSDB ameaçou não repassar recursos do fundo partidário se ele não se engajasse na campanha de Alckmin. “Fizeram uma pressão enorme para eu adotar mais a campanha dele. Mandaram um comissário, o João Almeida (diretor de gestão corporativa do PSDB), com quem falei durante 4 horas. Me senti o colonizado diante do colonizador”, afirmou o prefeito. Virgílio também afirmou que não vê “ninguém” no PSDB satisfeito com a campanha de Alckmin e relatou que anunciou seu rompimento diante de 6 mil pessoas em um comício ontem em Manaus. Procurada, a campanha de Alckmin afirmou que não comentaria as declarações de Virgílio.

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19 de setembro de 2018, 19:45

BRASIL Ibope: Em São Paulo, Jair Bolsonaro se isola com 30% das intenções de voto

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro

Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo feita apenas com eleitores paulistas e divulgada nesta quarta-feira, 19, mostra que o candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, se isolou na liderança da corrida presidencial em São Paulo, com 30% das intenções de voto, tendo crescido sete pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 10. O petista Fernando Haddad subiu seis pontos e, com 13%, ficou com a mesma taxa do tucano Geraldo Alckmin, que caiu cinco pontos. Ciro Gomes (PDT) oscilou para baixo, de 11% para 8%, assim como Marina Silva (Rede), de 8% para 6%. Os movimentos de ascensão de Bolsonaro e Haddad, e de enfraquecimento dos adversários, já haviam sido captados pela pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terça-feira, 18. No levantamento anterior em São Paulo, Bolsonaro e Alckmin estavam empatados tecnicamente, quase no limite da margem de erro (23% a 18%), que é de três pontos porcentuais. Agora, o candidato do PSL abriu 17 pontos de vantagem sobre o tucano. Haddad e Ciro também estão empatados no limite da margem – o petista pode ter 10%, no mínimo, e o pedetista, 11%, no máximo. Mas a linha de tendência favorece Haddad, que quase dobrou sua taxa de intenção de votos em pouco mais de uma semana. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 a 18 de setembro. Foram entrevistados 1512 votantes. A margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐01526/2018.

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19 de setembro de 2018, 19:31

BRASIL Ibope: Skaf e Doria seguem empatados na disputa ao governo de SP

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB)

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) continuam tecnicamente empatados em primeiro lugar, diz a mais recente pesquisa eleitoral Ibope/Estado/TV Globo, divulgada nesta quarta-feira, 19. Skaf aparece com 24% e Doria, com 23%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. Em relação à última pesquisa Ibope, divulgada em 10 de setembro, Skaf e Doria oscilaram positivamente, cada um, em dois pontos porcentuais. Em terceiro lugar aparece Márcio França, com 9% — um ponto porcentual a mais do que na última pesquisa. Em seguida, o levantamento mostra Luiz Marinho (PT), que oscilou positivamente de 5% para 8%, Major Costa e Silva (DC) e Professora Lisete (PSOL) com 2% – a professora oscilou positivamente em um ponto em relação à última pesquisa -, e em seguida Marcelo Candido (PDT), Professor Claudio Fernando (PMN), Rodrigo Tavares (PRTB), Toninho Ferreira (PSTU) e Rogerio Chequer (Novo), cada um com 1%. O PCO trocou recentemente seu candidato, de Edson Dorta para Lilian Miranda, antes de a pesquisa ter sido feita. Se considerada a intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Doria aparece com 10% — aumento de um ponto em relação à última pesquisa. Skaf segue empatado tecnicamente, com 9%. O terceiro lugar é de Márcio França, com 4% das intenções, oscilação positiva de um ponto em comparação ao dia 10 de setembro. Luiz Marinho tem 2%, mesmo porcentual da última pesquisa. Os outros candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 23%; entrevistados que não souberam ou não quiseram responder foram 47%. O Ibope também pesquisou como seria um segundo turno entre Doria e Skaf. Nesse cenário, o candidato do MDB ficaria com 38%, contra 34% do tucano. Os valores configuram empate técnico, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Em relação ao levantamento do dia 10, Skaf oscilou três pontos para baixo e Doria, dois para cima. Brancos e nulos, que antes apareciam com 21%, agora seriam 22%. Os que não sabem ou não responderam oscilaram de 7% para 6%. O candidato com o maior índice de rejeição continua sendo o ex-prefeito João Doria, com 32%. O número oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa eleitoral do dia 10 de setembro. Paulo Skaf assumiu o segundo lugar dentre os mais rejeitados, com 20% — subindo quatro pontos em comparação ao último levantamento. Atrás dele, aparecem o petista Luiz Marinho, que permanece com 19%, e Major Costa e Silva, com 14%. A lista de rejeição segue com Toninho Ferreira, com 13%, e o governador Márcio França, que estagnou em 11% — mesmo índice da Professora Lisete (11%). Depois vêm Rodrigo Tavares (10%), Rogerio Chequer (10%). Marcelo Candido (9%), Prof. Claudio Fernando (8%). Dos entrevistados, 6% disseram que poderiam votar em qualquer candidato e 22% não sabiam dizer ou não responderam. Eduardo Suplicy (PT) continua a liderar a corrida ao Senado, com 29% das intenções de votos. Ele oscilou negativamente em relação à última pesquisa, quando tinha 31%. Empatados tecnicamente dentro da margem de erro, vêm Mario Covas Neto (Podemos), com 14%, três pontos porcentuais a menos que na última sondagem; Major Olímpio (PSL), com 12%, oscilando positivamente em um ponto; Mara Gabrilli (PSDB), 10%; e Maurren Maggi (PSB), 9% — as duas têm três pontos a mais do que na pesquisa do dia 10. Mais atrás, estão Tripoli (PSDB), com 7%, e Cidinha (MDB), 6%. Demais candidatos atingiram no máximo 3%. Brancos e nulos chegam a 28%; 43% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2018. Foram entrevistados 1512 votantes em 78 municípios. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº SP‐01925/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR‐01526/2018.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 18:45

BRASIL Câmara tem registro de visitas de Adélio Bispo no dia do atentado a Bolsonaro

Foto: Reprodução

Adelio Bispo de Oliveira, autor do atentado ao candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL)

A Câmara dos Deputados registrou duas entradas de Adélio Bispo, agressor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), ao prédio do Congresso, em Brasília, no dia 6 de setembro de 2018, mesmo data do atentado em Juiz de Fora (MG). O horário das visitas não consta do relatório qual a Coluna teve acesso. O diretor da Polícia Legislativa da Câmara, Paul Pierre Deeter, suspeita que as informações tenham sido fraudadas e abriu investigação. “Considerando a impossibilidade de ter ocorrido o seu acesso às dependências da Câmara dos Deputados neste dia, e no intuito de se averiguar as circunstâncias nas quais se deram os supostos registros, foi realizado o registro da Ocorrência Policial n. 101/2018”, diz o diretor, em resposta ao deputado JHC (PSB-AL). A Câmara também registrou outra entrada do agressor ao prédio em momento anterior. Ele teria entrado em 6 de agosto de 2013, mas os gabinetes em que ele teria visitado ainda são desconhecidos.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 18:15

BRASIL Centrais sindicais anunciam apoio a Ciro Gomes para presidente

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O candidato do PDT à Presidência da República nas eleições 2018, Ciro Gomes

A Força Sindical, a Confederação dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), e a Nova Central Sindical anunciaram nesta quarta-feira, 19, o apoio conjunto ao candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. De acordo com um dos assessores da campanha do pedetista, o apoio tem como objetivo fazer frente ao suporte que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) dá ao candidato do PT, Fernando Haddad. A aproximação de Ciro com sindicalistas já vem de longa data, mas foi estreitada pela presença de Antônio Neto na chapa do PDT ao Senado por São Paulo. Neto é presidente licenciado da CSB. O anúncio do apoio é feito na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais de São Paulo, entidade ligada à Força Sindical. “Nós trabalhadores temos a sorte de que pela esquerda há dois candidatos que estão bem. O companheiro Haddad, da CUT, e o Ciro, que tem o nosso apoio. Mas nós não vamos pelo Datafolha ou pelo Ibope. Vamos com Ciro”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Ligado à Força Sindical, o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, integra a base de apoio do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 17:45

BRASIL Após Ibope, presidenciáveis veem disputa pelo 2º turno em aberto

Foto: Montagem/Divulgação

Candidatos à Presidência da República

Os candidatos à Presidência veem a disputa por uma vaga no 2º turno das eleições 2018 ainda em aberto. Nesta quarta, 19, alguns deles repercutiram a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada na terça e que mostra Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 28% e Fernando Haddad (PT) em 2º, com 19%. Terceiro colocado na pesquisa, com 11%, Ciro Gomes (PDT) disse em entrevista à CBN que a pesquisa é um retrato de momento e que segue em sua campanha com muito trabalho e serenidade. Ele afirmou que o País não aguenta mais a “bomba da polarização” com o PT. As simulações de segundo turno da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope nas eleições 2018. Os dois primeiros colocados nas intenções de voto no primeiro turno – Jair Bolsonaro, do PSL, e o petista Fernando Haddad – teriam 40% cada em um confronto direto, caso este ocorresse hoje. No cenário em que a disputa fosse entre Bolsonaro e o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, o placar seria de 38% a 38%. Em um embate com Ciro Gomes (PDT), o candidato do PSL ficaria com 39%, ante 40% do pedetista. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se também de empate técnico. A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina Silva (Rede), que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro. Questionado sobre as declarações de Haddad, dadas na terça-feira à mesma emissora, de que tinha certeza que seria apoiado pelo pedetista no segundo turno das eleições, Ciro foi enfático. “Nem a pau, Juvenal. Eu não cedo a instituto de pesquisa a minha responsabilidade com o meu País”. Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 7% das intenções de voto, dá como certa a presença de Haddad no 2º turno, mas prevê queda do candidato do PSL. “Vamos estar no segundo turno e vamos ganhar as eleições”, disse o ex-governador de São Paulo em sabatina da revista Veja. “Nós precisamos escolher quem vai com o PT, pra vencer o PT no segundo turno. Esse é o fato. O PT ja está no segundo. Precisamos ver quem vai com o PT no 2º turno pra vencer o PT”, disse Alckmin. “Eu vejo que a curva do candidato (Fernando Haddad, do PT), é uma curva ascendente. (A do Bolsonaro) está no teto e tenderá a cair”. Alvaro Dias (Podemos) disse que seria “um covardaço” se abrisse mão de sua candidatura para apoiar um adversário. “Vou até o último minuto desse jogo na esperança de ir para o segundo turno”. João Amoêdo (Novo) afirmou que não é o momento para antecipar voto útil e que também não vai desistir da campanha. Ambos têm 2% das intenções de voto e também foram sabatinados pela Veja. Em alta. Com 11 pontos porcentuais a mais que o levantamento anterior, Haddad disse que o resultado da pesquisa o coloca “praticamente” no segundo turno. “Foi o maior crescimento da história do Ibope em uma semana. Graças a vocês, à militância, nós praticamente atingimos o patamar de ir para o segundo turno. Mas não temos que ficar olhando só pesquisa porque às vezes está bom, às vezes está ruim. É trabalhar”, disse, em ato de rua no bairro de São Mateus, zona leste da capital.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 17:45

BRASIL Médico particular avaliará sanidade de agressor de Bolsonaro

A Justiça Federal em Juiz de Fora autorizou que um psiquiatra indicado pela defesa de Adélio Bispo de Oliveira faça uma avaliação da saúde mental do agressor confesso do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a decisão do juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal, publicada nesta quarta-feira, 19, o laudo do médico particular poderá servir para a defesa do pedreiro entrar com um novo pedido de “instauração de incidente de insanidade”. Trata-se de um exame médico-legal do investigado, previsto no Código de Processo Penal. O primeiro pedido de instauração de incidente de insanidade foi negado por Savino, que avaliou que não existiam nos autos indícios da alegada insanidade do investigado. Por isso, foi facultada à defesa a apresentação de laudo médico particular a fim de embasar novo requerimento de instauração de incidente de insanidade. O ofício foi encaminhado pela Justiça à direção da Penitenciária Federal em Campo Grande, onde Adélio está preso. O objetivo é que seja agendado dia e horário para a realização da consulta psiquiátrica pelo médico indicado pela defesa. Quando houve o primeiro pedido de incidente de insanidade, o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou pelo indeferimento. “Como ressaltado pelo MPF, não há laudos, declarações, recibos de honorários ou qualquer outro documento idôneo. Sequer há menção a nomes de profissionais envolvidos ou locais do alegado tratamento”, afirmou o juiz, na ocasião. Na segunda-feira, 17, Adélio foi ouvido pelo delegado regional de Combate ao Crime Organizado de Minas da Polícia Federal, Rodrigo Morais. A PF trabalha na análise do material apreendido com o esfaqueador e nos dados das quebras de sigilo feitas com autorização da Justiça.

Estadão

19 de setembro de 2018, 17:35

BRASIL Raquel pede ao Supremo que ‘não conheça’ habeas de Cunha por ‘crimes em série’

Foto: Estadão

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB)

A procuradora-geral Raquel Dodge enviou ao Supremo manifestação pelo não conhecimento de habeas corpus em favor do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) – recolhido na cadeia da Lava Jato, em Curitiba, desde outubro de 2016. A custódia preventiva de Cunha foi decretada pela Justiça Federal em Brasília, no âmbito da Operação Sépsis, que investiga desvios no Fundo de Investimentos do FGTS da Caixa. O emedebista também foi condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão pelo juiz Sérgio Moro. As informações sobre a manifestação de Raquel ao Supremo foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria. Para a PGR, a decisão monocrática do ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça – negando o habeas e mantendo o trâmite da ação penal contra o réu – ‘não apresenta qualquer ilegalidade ou incoerência’. No documento, enviado ao Supremo nessa terça, 18, Raquel sustenta que ‘não é cabível, neste caso, a superação da Súmula 691 do Supremo’. A jurisprudência determina que ‘não compete ao STF conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere a liminar’. A Procuradoria enfatiza que ‘a superação do enunciado somente é autorizada em situação de flagrante ilegalidade constatada na decisão que decreta ou mantém prisão cautelar, o que não ocorreu no caso da ação penal contra o ex-parlamentar’. “Não há, sob qualquer aspecto, como tachar de ilegais, abusivas e muito menos teratológicas, as sucessivas decisões que decretaram e mantiveram a prisão preventiva de Eduardo Cunha”, assinala a procuradora-geral. Raquel destaca que o decreto de prisão preventiva de Eduardo Cunha ‘indicou provas da materialidade dos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional’. A procuradora reforça que foram preenchidos todos os requisitos previstos em lei e necessários para autorizar a prisão, e que ‘estes elementos persistem para a manutenção da prisão de Eduardo Cunha’.

Estadão

19 de setembro de 2018, 17:30

BRASIL Bolsonaro retoma alimentação oral e tem boa evolução, diz boletim

Foto: Reprodução

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, começou a alimentar-se por via oral com líquidos nesta quarta-feira, 19, indicou boletim médico divulgado nesta tarde pelo Hospital Albert Einstein. Ele também continua se alimentando por via endovenosa. A alimentação oral tinha sido interrompida depois de o paciente passar por uma cirurgia de emergência na semana passada. Bolsonaro, que levou uma facada em um evento de campanha em Juiz de Fora no dia 6, segue internado na Unidade de Terapia Semi-intensiva do hospital. Segundo o boletim, o paciente prossegue com boa evolução clínica, segue afebril, sem outros sinais de infecção e realizando exercícios respiratórios e caminhadas.

Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2018, 17:02

BRASIL Propaganda eleitoral da TV é primeira derrotada das eleições, dizem analistas

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) estreou a campanha com 44% do tempo diário do horário eleitoral

Às vésperas do início da propaganda eleitoral na televisão, no dia 31 de agosto, o professor de marketing da Fundação Getulio Vargas (FGV) João Matta foi questionado por uma plateia sobre os efeitos que o horário eleitoral da TV poderia ter nas eleições 2018. Matta não titubeou. Especialista nos comerciais políticos e seus impactos sobre os humores da população, o professor vaticinou que o cenário deveria mudar radicalmente. Passados 20 dias, João Matta admite: “fui pego de calças curtas”. “Preciso reconhecer que, como grande parte dos analistas e pesquisadores, errei na previsão. Baseado em análises técnicas e no histórico do eleitor brasileiro, eu disse categoricamente que o quadro iria mudar. Realmente estamos vivendo um novo momento”, diz Matta. A avaliação sobre o “novo momento” é compartilhada por outros analistas, como Luiz Alberto Beserra de Farias, especialista em opinião pública e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “A televisão realmente não está dando o retorno que se poderia esperar dela, algumas candidaturas não decolaram”, diz Farias. Já para Victor Trujillo, especialista em marketing eleitoral e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a TV continua tendo papel importante, mas precisa ser bem aproveitada. “Maior exposição não necessariamente significa maior preferência do eleitor”, diz o professor da ESPM. Esse “novo momento” a que os especialistas em mídia se referem atende pelos nomes de internet, redes sociais, Facebook, WhatsApp e seus derivados. Entre os estudiosos do assunto, tornou-se praticamente um consenso de que a comunicação digital, nas eleições deste ano, deixou de ser “mais uma ferramenta” para se tornar, efetivamente, um divisor de águas da propaganda eleitoral. “O pano de fundo dessa nova realidade é que o modelo da propaganda eleitoral na TV está cada vez mais desgastado. As experiências internacionais mostram que 76% das pessoas não acreditam no que é divulgado em campanhas pelos modelos convencionais”, afirma João Matta. “As redes sociais, por outro lado, personalizaram a propaganda. Hoje eu tenho meu amigo que propaga um conteúdo, meu primo que legitima um produto, meu vizinho que endossa uma mensagem. Eu olho para aquilo e, logo, credito que está correto e passo para frente”. Depois de 20 dias de campanha na TV, dois dos dois candidatos à Presidência da República com os maiores tempos de propaganda eleitoral – Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) – não conseguiram converter a exposição massiva em intenções de votos. O candidato tucano estreou sua campanha com 44% do tempo diário do horário eleitoral, volume que é definido a partir das coligações que seu partido conseguiu fazer, mas mesmo assim perdeu eleitores. Em 20 de agosto, antes do horário na TV, o Ibope trazia Alckmin com 7% das intenções de voto. Em 4 de setembro, cinco dias depois de iniciada a propaganda, Alckmin chegou a 9%, mas não cresceu, na pesquisa de ontem, voltou para o patamar de 7%. Henrique Meirelles, que tem o terceiro maior tempo de exposição na TV, também não passou 3% nas pesquisas. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, aparece com 2%. No outro extremo está Jair Bolsonaro (PSL), com seus 8 segundos de vídeo no bloco principal da propaganda eleitoral. Entre 20 de agosto e 18 de setembro, saltou de 20% para 28% no Ibope. O problema não é a TV em si, avalia Farias, professor da ECA-USP. “Erros de estratégia de comunicação e falta de empatia são cruciais para explicar o desempenho fraco de alguns candidatos. Além disso, é preciso reconhecer que há uma sensação muito grande de descontentamento no eleitorado”, comenta Farias. “Um cidadão médio tem dificuldade de entender porque um candidato tem muito tempo de exibição e outro não tem nada. Para ele, é difícil até aceitar isso, o que acaba gerando um efeito contrário para quem está exposto o tempo todo”. Independentemente da “qualidade do produto” oferecido, afirma o pesquisador da USP, resta claro que a propaganda eleitoral na TV não tem mais a supremacia que tinha nas campanhas. “O caso do PSDB é emblemático, porque falamos de um candidato que controla a maior parte do tempo de TV e que já é conhecido nacionalmente”, comenta Farias. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo