31 de outubro de 2017, 18:29

COLUNISTASCriação de companhias especializadas de política para melhorar a segurança no campo

Eduardo Salles

Coluna: Agronomia

Eduardo Salles é engenheiro agrônomo e mestre em engenharia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, ex-secretário de agricultura da Bahia e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri). Foi presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia e também da Câmara de Comércio Brasil/Portugal e é, há 14 anos, diretor da Associação Comercial da Bahia. Ele escreve neste Política Livre quinzenalmente, às quartas-feiras.

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Já tem algum tempo que não podemos mais afirmar que o campo é garantia de segurança. Nos últimos anos ninguém está seguro nas propriedades rurais. O roubo de gado, cavalos, insumos, equipamentos e sedes das fazendas têm ficado cada vez mais recorrentes. E essa, infelizmente, é a realidade em todo o Brasil.

Az mazelas impostas pelo consumo de drogas, principalmente o crack, não estão mais restritas aos grandes centros urbanos. Atualmente, ninguém está seguro no campo. Além de todas as dificuldades que o produtor enfrenta para garantir o alimento na mesa do brasileiro, como a falta de chuva, por exemplo, agora a segurança também está na pauta. Em função da violência, muitos trabalhadores não querem mais ficar no campo.

Como presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, não poderia deixar de unir forças às entidades representativas da agropecuária e autoridades de segurança pública na Bahia para devolver a tranquilidade ao produtor rural.

Participamos agora em outubro de duas audiências com o vice-governador João Leão, o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito, e representantes dos agricultores que foram fundamentais para ajudar as polícias Civil e Militar a estabelecer estratégias específicas de combate ao roubo de gado e insumos.

Apenas no último mês de julho, foram registradas 56 ocorrências. Em janeiro esse número chegou a 92.

A Secretaria de Segurança Pública já mapeou que a maior ação dos bandidos ocorre nas regiões leste, sul e extremo sul da Bahia. Maurício Barbosa garantiu que em outubro já houve operações em conjunto com a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) e inquéritos foram instalados.

Neste processo de coleta de informações é fundamental que os produtores prestem queixa para que a Secretaria Estadual de Segurança Pública possa ter conhecimento dos locais onde os crimes ocorrem.

Tenho total confiança que o secretário Maurício Barbosa vai, junto com as polícias Civil e Militar, vai trazer tranquilidade ao campo principalmente porque a cúpula da segurança pública baiana estuda como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás conseguiram diminuir esses tipos de crimes.

Acredito que a criação de companhias especializadas, inteligência policial e combate às quadrilhas especializadas em roubo no campo pode diminuir bastante esse tipo de crime na Bahia, assim como ocorreu em outros estados.

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