14 de agosto de 2019, 13:18

BAHIAIndicadores ambientais situam a Bahia entre os piores estados do país, diz deputado

Foto: Divulgação

Deputado estadual Sandro Régis (DEM)

Às vésperas da Semana Latino-Americana e Caribenha de Clima, evento das Nações Unidas que será realizado em Salvador entre os dias 19 e 23 de agosto, o estado da Bahia traz indicadores que o situam nas piores colocações em uma série de aspectos ambientais: dois dos dez rios mais poluídos do país estão localizados na Bahia – o Verruga, em Vitória da Conquista, e o Itapicuru, em Tucano. Além disso, de 417 municípios, apenas 122 têm serviço de coleta e tratamento de esgoto. “Há um horizonte muito cinzento para a Bahia nessa área ambiental. Todos os planos de Bacias Hidrográficas estão paralisados, os Comitês de Bacias foram enfraquecidos e muitos municípios seguem com lixões a céu aberto, sem nenhum suporte para cumprir as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, observa o deputado estadual Sandro Régis (DEM). Na avaliação do deputado, o governador Rui Costa deveria retomar projetos como o Bahia Azul, que contribuiu para a despoluição da Baía de Todos os Santos na década de 90. “A Embasa já foi uma estatal modelo de implantação e operação de sistemas de saneamento, mas hoje vive a realidade do sucateamento. Não possui um plano de investimentos e mantém seus índices de cobertura de coleta e tratamento de esgoto estagnados, quando não regredindo – em função do aumento da população”, aponta o deputado, acrescentando que a única obra ambiental realizada pelo governador Rui Costa até agora “foi a reforma do Jardim Zoológico no entorno de sua residência oficial, em Ondina”. Já a capital baiana, segundo o deputado, tem demonstrado o compromisso com o meio ambiente, tendo construído um histórico de ações com foco na redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE), um dos principais causadores das mudanças climáticas. “Salvador tem feito o dever de casa: implantou o sistema de aluguel compartilhado de bicicletas, ampliou ciclovias, fez uma distribuição de ecopontos para coleta seletiva e criou um plano de resiliência, buscando promover o desenvolvimento tecnológico e sustentável, entre outras iniciativas”. Régis afirma ainda que a capital baiana foi aceita em março de 2015 no seleto Cities Climate Leadership Group (C40), entidade global que reúne as maiores cidades do mundo para discutir e trocar experiências no sentido de diminuir os efeitos da poluição no clima mundial.

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