22 de junho de 2019, 16:15

MUNDOTrump diz que ainda pode recorrer a ação militar contra Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (22) que ainda considera recorrer a uma ação militar contra o Irã, depois de o país ter derrubado um drone do governo norte-americano. Trump afirmou que o uso da força está “sempre na mesa até que a questão seja resolvida”. O presidente dos EUA voltou a comentar que abortou o ataque aéreo previsto para a última quinta-feira (20) depois de tomar conhecimento de que 150 pessoas morreriam. “Não quero matar 150 iranianos. Não quero matar 150 de qualquer coisa ou qualquer pessoa, a menos que seja absolutamente necessário”, declarou Trump a repórteres quando saía da Casa Branca para passar o fim de semana em Camp David, casa de campo presidencial próxima a Washington. Trump disse também que “apreciou muito” a decisão da Guarda Revolucionária do Irã de não abater um avião espião dos EUA que transportava mais de 30 pessoas. Comentou ainda que a queda do drone do governo americano foi “provavelmente intencional”, contrariando o que havia afirmado na última quinta-feira.

Neste sábado, o Iraque reforçou medidas de segurança na base aérea de Balad, no norte de Bagdá, uma das maiores do país e que é utilizada por forças do governo norte-americano, conforme informou um oficial iraquiano de alta patente. O exército dos EUA divulgou que as operações na base estavam dentro da normalidade e que não há planos para que tropas americanas deixem o local. Conforme informou o general iraquiano Falah Fares, as medidas incluem toque de recolher noturno, aumento da segurança dentro e fora da base, bem como vigilância de áreas próximas ao local. Segundo Fares, tais medidas estão sendo adotadas de forma coordenada com os EUA. Assim como seu vizinho Irã, o Iraque é de maioria xiita e vem tentando manter bom relacionamento com os aliados Teerã e Washington. O país abriga mais de 5 mil soldados dos EUA e também milícias poderosas apoiadas pelo Irã – algumas das quais querem que as forças americanas deixem o território iraquiano.

Estadão

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