11 de março de 2019, 13:30

ECONOMIAPlano de Guedes é recebido com reserva

Foto: Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes

A declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo articula um projeto para acabar com os gastos obrigatórios nos orçamentos federal, estaduais e municipais, deixando a definição dos gastos nas mãos dos políticos, foi recebida com reservas. Um líder de partido da base aliada chamou a proposta de “ilusão”, e cobrou gestos mais concretos do governo na direção de conseguir apoio à reforma da Previdência. Os líderes partidários também acham difícil o ministro sensibilizar os parlamentares com a sinalização de que dá para ceder no ponto mais polêmico da reforma da Previdência – o que muda as regras do benefício assistencial para idosos de baixa renda. O Congresso segue resistente a qualquer mudança no chamado BPC e pretende manter inalterado o modelo atual. Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no domingo, 10, Guedes defendeu que os políticos devem ter poder para controlar 100% do orçamento da União, Estados e municípios, em vez de discutir apenas uma fatia menor das despesas que contemple as emendas parlamentares. Mas, para um líder de partido aliado ao governo (que pediu anonimato), Guedes está “vendendo ilusão” ao dizer que dará prestígio ao Congresso com controle total sobre o Orçamento. Para ele, os parlamentares não embarcarão nessa ideia sem algo concreto. Na avaliação desse líder, o governo e a equipe econômica precisam deixar o discurso da campanha de lado e “fazer gestos” antes da reforma.

Estadão Conteúdo

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