01 de março de 2019 | 14:05

Araújo diz que Grupo de Lima trabalha pela legitimidade de Guaidó

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse hoje (1º), que o Brasil está pronto para trabalhar pela legitimação internacional do governo do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e para mostrar a total ilegitimidade do regime do presidente Nicolás Maduro. De acordo com o chanceler, a articulação com outros países acontece no âmbito do Grupo de Lima, instalado para tratar da crise na Venezuela. “No Grupo de Lima houve conversas sobre a possibilidade de diversos atores do grupo falarem com quem não reconhece Guaidó, como a China e a Rússia”, disse. Segundo Araújo, seria uma conversa para que os outros países entendam o que está acontecendo na Venezuela e reconheçam, nos organismos internacionais, os representantes do governo Guaidó como legítimos do país. O chanceler explicou que não há nenhuma intenção de intervenção na Venezuela. “[O Brasil vai atuar], se puder, ajudar para uma transição pacífica, mas não vai interferir nessa negociação entre diversos atores venezuelanos”, assegurou, negando qualquer tipo de negociação direta do Brasil com Nicolás Maduro. “Tratativas entre eles, é uma decisão deles. [Faremos] qualquer coisa que facilite uma solução, mas sempre em coordenação com Guaidó, como governo legítimo”, acrescentou. Sobre a vista de Guaidó, ontem (28), ao Brasil, Araújo disse que foi muito positiva e que o presidente interino mostrou sua capacidade de liderança e seu compromisso com a transição democrática na Venezuela. “Ficamos mais confiantes na capacidade do presidente Guaidó de ser o centro desse avanço rumo à democratização da Venezuela”, disse. Para o chanceler brasileiro, o Brasil receber Guaidó como presidente interino já é uma sinalização para a opinião pública que ele é uma alternativa séria ao regime de Maduro. “Essa é uma imagem que vai passando, as pessoas vão entendendo o descalabro do absurdo que está havendo na Venezuela, e que a liderança [dele] é capaz de transformar aquilo num país de verdade de novo, que essa é a única via”, ressaltou Araújo.

Agência Brasil
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