13 de setembro de 2017, 11:10

MUNDOParlamento Europeu discute hoje futuro pós-Brexit

Os eurodeputados estão reunidos hoje (13) em Estrasburgo, na França, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para debater o futuro da União Europeia (UE). Em seu discurso hoje pela manhã, Juncker defendeu uma Europa mais unida, forte e democrática após a saída do Reino Unido do bloco – o chamado Brexit. No dia 23 de junho do ano passado, através de um referendo, o país decidiu sair da União Europeia após 43 anos de participação. Juncker afirmou em seu discurso que os 27 países da União Europeia devem entrar para a zona do euro, fazer parte do espaço Schengen (livre circulação de pessoas) e da união bancária, após a saída oficial do Reino Unido, em 29 de março de 2019. Atualmente, fazem parte da zona do euro (EA19) os seguintes países: Bélgica, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Finlândia. O presidente da Comissão Europeia defendeu ainda a realização de uma “cúpula especial” em 30 de março de 2019, no primeiro dia pós-Brexit, que assinale o nascimento de uma nova União Europeia. Quanto à saída do Reino Unido do projeto europeu, Juncker classificou a decisão como um momento triste e trágico da história. “Espero que os europeus acordem (após a saída do Reino Unido) em uma União onde todos defendem os valores europeus, onde todos os Estados-membros respeitam sem hesitações o Estado de direito, e onde ser membro de pleno de direito da União monetária e do espaço Schengen se tenha tornado a norma para todos”. Em relação aos objetivos da Comissão Europeia para 2018, Juncker ressaltou a importância de cinco áreas, nas quais a UE deve trabalhar conjuntamente: comércio, indústria, alterações climáticas, cibersegurança e migrações. “O vento é outra vez favorável, temos agora uma janela de oportunidade, mas que não vai ficar aberta para sempre. Aproveitemos por isso ao máximo o bom momento, e o vento nas nossas velas”, afirmou Juncker.

Agência Brasil

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