31 de agosto de 2017, 12:01

EXCLUSIVAIngresso de Imbassahy no PTB não inclui candidatura nem Paulo Câmara

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Ministro Antonio Imbassahy

O eventual ingresso do ministro Antonio Imbassahy (PSDB) no PTB não envolve um pacote amplo que inclua, por exemplo, o vereador tucano licenciado Paulo Câmara, seu sobrinho e peça importante hoje para ele na Secretaria de Governo. Os planos de Câmara de se candidatar a deputado estadual em 2018 se chocam com o de duas candidaturas consolidadas na legenda, pelo menos sob a atual lei eleitoral, que são a da secretária municipal Taíssa Gama (Política para Mulheres) e a do vereador Kiki Bispo.

Tampouco, o ministro entrará no PTB para ser o candidato a senador do partido na chapa a ser liderada pelo prefeito ACM Neto (DEM) em 2018. Gente com quem este Política Livre conversou e é muito próxima ao deputado federal Benito Gama, que comanda o PTB na Bahia, diz que Imbassahy pode até se viabilizar como candidato na chapa de Neto pelo PTB, mas não entrará sob esta condição na agremiação. “Há gente na fila”, diz a mesma fonte.

Segunda ela, em conversa recente com Benito, Imbassahy teria deixado claro que sua presença no PSDB ficou insustentável, dado o controle que os deputados federais João Gualberto e Jutahy Magalhães Jr. exercem sobre a agremiação na Bahia. O ministro baiano também teria ficado bastante decepcionado com a postura do senador Aécio Neves (MG), que o estimulou a tentar tirar o colega Tasso Jereissati (CE) da presidência nacional do PSDB, mas recuou, deixando-o “queimar-se” sozinho na operação.

Sob um quadro como o atual, na análise que faz sobre seu próximo passo partidário, Imbassahy avalia a situação sob o prisma de quem quer compatibilizar seus planos de permanecer como ministro do presidente Michel Temer (PMDB) e ao mesmo tempo viabilizar seus planos eleitorais para 2018, tarefa considerada bastante difícil, na avaliação de políticos baianos. A força que adquiriu junto ao presidente, no entanto, é inegável, na avaliação das mesmas fontes.

Tanto que passou a ser o ministro que mais sofre ataques na Esplanada e continua firme e forte, recebendo as missões políticas mais importantes das mãos de Temer, diz uma delas. Por esta razão,  não se descarta que o ministro esteja buscando um novo partido com o aval do presidente da República, de quem se tornou, segundo comentários em Brasília, amigo íntimo, com acesso livre, a qualquer hora do dia, ao Palácio da Alvorada.

Sob esta ótica, Imbassahy escolheria uma agremiação pela qual pudesse facilitar a vida de Temer no sentido de mantê-lo no governo, embora a conversa que se propaga em Brasília dê conta de que ele deve permanecer na Esplanada dos Ministérios mesmo que na cota pessoal do presidente da República.

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