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Presença de delegado da PF em gabinete de Moraes foi questionada em julgamento de golpe
Presença de delegado da PF em gabinete de Moraes foi questionada em julgamento de golpe
Por Folhapress
15/09/2026 às 15:17
Atualizado em 15/09/2026 às 15:19
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Jornalistas passam por revista antes de entrar no espaço reservado para imprensa
A presença de delegados da Polícia Federal em gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal, um dos temas da tensa sessão da corte na manhã desta terça-feira (15), foi objeto de polêmica também durante o julgamento da tentativa de golpe por bolsonaristas.
A defesa de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, criticou o o fato de o delegado da PF Fábio Shor, que participou das investigações que o atingiram, ter sido cedido para o gabinete de Moraes durante a fase de julgamento dos embargos. O argumento é que isso gerou um conflito de interesses e um desequilíbrio no caso.
Shor foi nomeado em março para o gabinete do ministro, após pedido do próprio Moraes. Ele permanecia ligado ao relator em abril, quando a defesa de Martins apresentou embargos contra a condenação do ex-assessor.
Segundo a defesa, o delegado, na prática, ajudou a examinar recurso contra a investigação que ele próprio havia conduzido. Shor teria sido chamado por Moraes a se manifestar sobre as críticas feitas pelos advogados à sua atuação.
Martins ,atualmente preso em Ponta Grossa (PR), foi condenado por ter ajudado a elaborar a chamada "minuta do golpe" para Bolsonaro, o que ele nega.
