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Relator da PEC da Segurança no Senado manterá texto da Câmara para acelerar tramitação

Relator da PEC da Segurança no Senado manterá texto da Câmara para acelerar tramitação

Por Raquel Lopes, Folhparess

25/08/2026 às 17:48

Atualizado em 25/08/2026 às 19:01

Foto: Divulgação/Arquivo

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O Senador Rogério Carvalho manterá texto da Câmara da PEC da Segurança para agilizar tramitação

O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado, senador Rogério Carvalho (PT-SE), disse que apresentará relatório favorável à aprovação do texto, nos termos do substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados, sem alterações.

Segundo o senador, a decisão tem como objetivo agilizar a tramitação da matéria e permitir que a reforma da segurança pública entre em vigor, beneficiando a população brasileira. A data da votação ainda não foi marcada.

O presidente Lula (PT) registrou em seu plano de governo a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública —algo que ele não fez em seus três mandatos até agora.

O mandatário, no entanto, condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública, que está parada no Senado.

A aprovação de uma PEC exige votação em dois turnos em cada Casa após passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e por uma comissão especial.

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Segurança em março. A proposta prevê destinação de recursos de bets e o uso de parcelas do fundo social do pré-sal para o financiamento da área.

O texto determina que 30% da arrecadação das apostas seja destinado ao FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) e ao Fundo Penitenciário Nacional, que serão distribuídos com os estados.

A inclusão da medida não aumenta o valor pago pelas bets em impostos, mas destina 30% do que já é recolhido para o financiamento da segurança pública. O valor será somado ao que a legislação das bets já determina que seja enviado para a segurança pública.

O cálculo será feito após serem descontados o pagamento de prêmios, do imposto de renda e das despesas de manutenção das plataformas.

Também foi incluída a previsão de que valores recuperados, apreendidos ou confiscados da exploração ilegal de apostas componham o fundo. De acordo com consultor que participou da elaboração da lei, a expectativa é de recolhimento de R$ 500 milhões a R$ 1,5 bilhão e meio por meio da medida.

A PEC da Segurança também constitucionalizará o Fundo Nacional e o Fundo Penitenciário Nacional, o que proíbe o bloqueio ou limitação de empenho desses recursos para garantir a continuidade de projetos estruturantes.

O novo texto veda expressamente que os entes federativos peçam a reversão dos saldos dos fundos ao caixa comum no final do exercício fiscal, garantindo que o dinheiro permaneça na segurança pública.

A partir de proposta do Ministério da Fazenda, também foi definido que 10% do superávit financeiro do fundo social do pré-sal (dinheiro que sobra no fundo ao final do ano) será destinado aos fundos de segurança pública da União e dos estados, em repasses não reembolsáveis. A destinação ocorrerá de forma gradual, tendo início com 1/3 em 2027.

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