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MPF pede que Ibama esclareça plano da Petrobras de novos poços na Foz do Amazonas
MPF pede que Ibama esclareça plano da Petrobras de novos poços na Foz do Amazonas
Por Folhapress
18/08/2026 às 13:56
Atualizado em 18/08/2026 às 13:39
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula
MPF pede que Ibama esclareça plano da Petrobras de novos poços na Foz do Amazonas
O MPF (Ministério Público Federal) pediu esclarecimentos ao Ibama sobre os pedidos da Petrobras para perfurar três novos poços exploratórios e realizar outras operações marítimas na Bacia da Foz do Amazonas, o que não estava previsto na licença operacional concedida, segundo os procuradores. O Ibama terá cinco dias para responder aos questionamentos.
Em comunicado na noite de segunda-feira (17), o MPF apontou que a liberação de novas perfurações por meio de simples autorização ou alteração de condicionantes na licença de operação "descumpre normas ambientais, ignora impactos cumulativos e contradiz as informações prestadas à sociedade e à Justiça". Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente.
A estatal anunciou no fim da semana passada a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá. A perfuração do poço teve início em outubro e permanece em curso, enquanto outros três poços estão previstos para serem perfurados no mesmo bloco FZA-M-59.
De acordo com o MPF, a licença de operação nº 1684/2025 autorizou a perfuração de apenas um poço exploratório, chamado Morpho, mas a Petrobras teria solicitado a inclusão de mais três poços contingentes (Manga, PAD Morpho e Crotalus), além de testes de formação e o abandono definitivo dos quatro poços no bloco FZA-M-59.
Na visão dos procuradores, avaliar o impacto de uma única perfuração é completamente diferente de analisar os efeitos de múltiplas perfurações. "O aumento do número de poços amplia o tempo da atividade e interfere na intensidade e na frequência dos impactos sobre a fauna, a flora e as comunidades tradicionais da região costeira, como indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais", apontou o MPF. Porém, pessoas ligadas a Petrobras dizem que a companhia está cumprindo com as exigências e tomando os cuidados necessários.
