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GCM Nogueira faz críticas à Prefeitura em audiência e amplia distanciamento com executivo

GCM Nogueira faz críticas à Prefeitura em audiência e amplia distanciamento com executivo

Por Redação

03/08/2026 às 12:00

Atualizado em 07/08/2026 às 22:13

Foto: Divulgação

Imagem de GCM Nogueira faz críticas à Prefeitura em audiência e amplia distanciamento com executivo

As recentes críticas feitas pelo guarda civil municipal e candidato a deputado federal GCM Nogueira (Republicanos) à Prefeitura de Salvador não se restringem ao episódio envolvendo a denúncia sobre o desmatamento no bairro de São Rafael. Um discurso proferido durante audiência pública promovida por partidos de oposição ao prefeito Bruno Reis, em 10 de março deste ano, revela uma série de críticas à condução da política municipal de segurança pública e à atuação da administração em outras áreas.

Na ocasião, em uma fala de aproximadamente seis minutos, Nogueira iniciou sua participação prestando solidariedade aos guardas municipais e dirigentes sindicais Bruno Carianha e Marcelo Rocha, demitidos pela Prefeitura. Para ele, a decisão representou "uma covardia letal contra a instituição", em referência à Guarda Civil Municipal.

Durante o pronunciamento, o guarda informou ser casado com uma servidora da Guarda Municipal que ocupa cargo comissionado de Grau 55 na Diretoria de Ações de Prevenção à Violência, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Em seguida, passou a criticar aspectos da política de segurança implementada pelo Executivo municipal.

Entre os principais pontos abordados, Nogueira questionou a estratégia da Prefeitura de ampliar o uso de câmeras de videomonitoramento como instrumento de combate à criminalidade. Segundo ele, a tecnologia, por si só, não seria suficiente para garantir segurança à população.

"Enquanto a gente pensar que câmera vai providenciar segurança, a gente vai assistir mais e mais violência. Câmera sem a presença física... principalmente o que a gente precisa é valorização. Eu, como agente da Guarda Municipal há 17 anos, preciso ser valorizado", afirmou.

Em outro trecho da fala, o guarda defendeu que a Guarda Civil Municipal possui competência para exercer o policiamento ostensivo e ampliou as críticas à política pública do município voltada à proteção das mulheres vítimas de violência.

Segundo Nogueira, muitas mulheres deixam os órgãos públicos apenas com a concessão de uma medida protetiva, sem uma estrutura efetiva de acompanhamento e proteção.

"Quando a mulher é vítima de violência, ela vai pedir medida protetiva e recebe um papel. Aquilo ali é a forma de proteção que ela tem. Não tem outra forma de proteção, não tem uma rede de contato."

O pré-candidato também afirmou que problemas relacionados à educação básica, saúde primária, moradia e assistência social são responsabilidades do município e criticou a forma como esses serviços são ofertados às mulheres em situação de vulnerabilidade.

"A educação básica é problema do município. A saúde básica é problema do município. A moradia é problema do município. O município não cuida dessa mulher, ela tem que voltar para casa e, finalmente, é assassinada. A Casa da Mulher Brasileira está aí, mas quando ela registra uma ocorrência, sai apenas com um papel."

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