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Dólar abre em alta nesta sexta com investidores atentos com queda nas ações de tecnologia
Dólar abre em alta nesta sexta com investidores atentos com queda nas ações de tecnologia
Por Folhapress
17/07/2026 às 09:46
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (17)
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (17), enquanto investidores acompanham os desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
A medida foi anunciada na noite da última quarta-feira (15) e encerra a investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, iniciada em julho do ano passado. As tarifas entram em vigor em 22 de julho.
A queda das ações de fabricantes de chips também pressiona os mercados globais nesta manhã, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar.
Às 9h12, a moeda norte-americana subia 0,35%, cotada a R$ 5,1165. Na quinta-feira (16), o dólar fechou em alta, cotado a R$ 5,099, enquanto a Bolsa fechou em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos. O mercado operou sob forte aversão ao risco após o anúncio das tarifas pelos EUA.
O efeito do tarifaço, no entanto, foi limitado, uma vez que a lista de produtos atingidos pelos EUA trouxe uma série de isenções que preservaram itens importantes da pauta de exportações brasileira. Além disso, a medida já era amplamente esperada pelos investidores.
Entre as empresas do Ibovespa que mais poderiam ser afetadas, segundo os analistas, o movimento foi misto. As ações da Klabin recuaram 0,17%, enquanto as da Suzano subiram 0,53%. Os papéis da Weg recuaram 1,74%, os da Vale caíram 2,05%, os da Embraer recuaram 0,70%.
Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, avalia que a decisão dos Estados Unidos é prejudicial para ambos os países. Segundo ele, tarifas costumam fazer sentido quando há déficit comercial e o objetivo é reduzir o desequilíbrio nas trocas entre os países. No caso do Brasil, porém, ocorre o contrário: os EUA mantêm superávit na balança comercial.
Nesta quinta, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, rebateu as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria faltado com boa-fé nas negociações em torno do tarifaço.
"As declarações do secretário de Estado Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, são inaceitáveis e ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Rubio ataca de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo", afirmou o ministro
Para os especialistas, o foco dos investidores agora deve estar nos próximos passos das negociações entre os dois países, sendo necessário avaliar se o governo brasileiro adotará uma postura mais pragmática, priorizando os efeitos econômicos da medida, ou se optará por um confronto mais direto com os EUA.
Na manhã desta quinta-feira, o Irã afirmou que o estreito de Hormuz é uma "linha vermelha" inviolável e advertiu que atacará a infraestrutura americana na região do Golfo caso o presidente dos EUA, Donald Trump, cumpra a ameaça de bombardear instalações energéticas iranianas.
Com isso, a escalada das tensões no Oriente Médio e a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos ao Irã seguiram pressionando o mercado de petróleo. Na tarde desta quinta, o barril do Brent era negociado em torno de US$ 84, com queda de 0,78%.
