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Alckmin diz que Brasil usará reciprocidade em 'momento adequado' após novas tarifas dos EUA

Alckmin diz que Brasil usará reciprocidade em 'momento adequado' após novas tarifas dos EUA

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou em 'interferência externa indevida' após sobretaxa de 25%

Por Marcos Hermanson/Nathalia Garcia/Folhapress

16/07/2026 às 21:00

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Imagem de Alckmin diz que Brasil usará reciprocidade em 'momento adequado' após novas tarifas dos EUA

Alckmin afirma que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e que Pix não prejudicou empresas de cartão

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descreveu nesta quinta-feira (16) o tarifaço imposto ao Brasil pelos Estados Unidos como medida "injusta e descabida" e disse que o governo saberá usar a Lei de Reciprocidade, que permite retaliar barreiras comerciais injustas, no momento adequado.

"Os argumentos levantados na Seção 301 partem de uma base totalmente falsa, não tem a menor justificativa", disse Alckmin a jornalistas, ao citar os argumentos mobilizados pela Casa Branca para justificar mais uma tarifa de 25% contra o Brasil.

"Nós temos a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que o governo, no momento adequado, saberá como implementar", afirmou o pessebista. O governo já estudava aplicar as medidas previstas na lei na véspera do anúncio americano. 

Alckmin também aproveitou a oportunidade para espetar a oposição, fazendo uma referência indireta à família Bolsonaro. "Contra os que sabotam o Brasil lá fora, o presidente, o governo do presidente Lula, trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia", disse.

Também presente na entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descreveu a nova rodada de tarifas como um ato de "interferência externa indevida" utilizado pela oposição como muleta eleitoral. Ele prometeu que o governo vai reforçar o plano Brasil Soberano, que oferece crédito a exportadores afetados pelo tarifaço, após ouvir os setores prejudicados pelas medidas.

O governo calcula que a medida anunciada pelo governo Trump vá afetar 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos e colocar em risco cerca de US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias exportadas, considerando dados de 2024.

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