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Janja chama Silas Malafaia de 'insignificante' e cobra atuação de pastores mais progressistas

Janja chama Silas Malafaia de 'insignificante' e cobra atuação de pastores mais progressistas

Primeira-dama respondeu críticas após pastor afirmar que encontros dela com evangélicas são organizados com pessoas sem 'nenhum pingo de expressão'

Por Isadora Albernaz/Folhapress

08/06/2026 às 19:00

Atualizado em 08/06/2026 às 19:15

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Janja chama Silas Malafaia de 'insignificante' e cobra atuação de pastores mais progressistas

A primeira-dama Janja da Silva

A primeira-dama Janja da Silva respondeu nesta segunda-feira (8) a críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia aos encontros realizados por ela com mulheres evangélicas e afirmou que o líder religioso é "insignificante". Janja deu as declarações durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT.

"Eu também não chamo ele [Malafaia] de pastor. Ele teve a cara de pau de ir em uma rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele porque toda mulher para mim é importante. Não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com 200, com mil. O que importa é que eu conversei, o que importa é que eu ouvi", disse Janja.

À militância do PT ela também defendeu que é necessário "voltar para a igreja" e cobrou uma atuação dos pastores progressistas, por exemplo, para reforçar campanhas de combate à violência doméstica e ao feminicídio. Segundo ela, essa "disputa de narrativa" tem que acontecer em todos os espaços.

"A gente não pode deixar de considerar que, se a gente não usar [as igrejas] dessa forma, eles usam. Precisamos sim falar das coisas que acreditamos para não deixar eles falando sozinho. Isso é muito importante. Os pastores do campo progressista têm que falar", declarou a primeira-dama.

"Eu sei que esse é um ano difícil. É um ano que a gente vai para uma disputa eleitoral, mas temos que ir com o coração tranquilo. Temos que ocupar os espaços que nos é de direito pela nossa fé. Não é uma disputa política que a gente está fazendo. É uma disputa de princípio, de ética, de moral", completou.

As declarações de Janja foram dadas em resposta a uma entrevista de Malafaia ao site Metrópoles no ano passado. Na ocasião, o pastor disse que dava "risadas" dos encontros da primeira-dama porque eles seriam organizados com "gente que não tem nenhum pingo de expressão no mundo evangélico".

"Tudo arrumado com gente que não tem nenhum pingo de expressão no mundo evangélico, nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico. Eu conheço quem é quem no mundo evangélico. Não tem uma, uma de centenas de mulheres de expressão do mundo evangélico", declarou.

As falas do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo foram feitas depois de uma reunião de Janja com mulheres da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito realizada na Igreja Coletivação, em Ceilândia, região administrativa de Brasília.

A Coletivação foi fundada pelo pastor Otávio Damichel, que também já fez críticas a Silas Malafaia.

Ao relatar como começaram os encontros com evangélicas, a mulher do presidente Lula (PT) afirmou que o objetivo inicial era entender quais obstáculos elas enxergam em relação ao campo progressista. Janja disse que, após algumas reuniões, entendeu que as dificuldades enfrentadas por mulheres de diferentes posições políticas são as mesmas.

"Não vou nem falar do campo da esquerda, porque é muito difícil falar isso. 'Ah, a esquerda.' Se a gente continuar nisso, talvez vai ficar patinando igual um carro encalhado na lama. É o campo progressista, que acredita nos valores que estão no evangelho, que estão na Bíblia. Queria ouvir delas, entender qual era a dificuldade de nos aproximarmos efetivamente. E eu percebi que não tem dificuldade. Não existe essa separação", disse.

Janja tem intensificado a tentativa de diálogo com mulheres desse segmento cristão desde o ano passado. Ela já realizou encontros do tipo em Salvador e em Caruaru (PE) e também chegou a participar de um culto na Igreja Batista no bairro do Harlem, em Nova York.

Nos últimos anos, o segmento dos evangélicos tem sido um dos pilares do bolsonarismo, sendo um dos que Lula mais tem dificuldade de atrair. Já as mulheres foram um grupo decisivo nas eleições de 2022 e devem ter papel relevante também no pleito de outubro.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

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ANTONIO PEREIRA DA SILVA

08/06/2026

16:57

Os evangélicos representam uma camada decisiva no pleito eleitoral: daí torna-se muito importante atrair os setores progressistas neste ano decisivo.
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