Home
/
Noticias
/
Brasil
/
Ministério da Saúde reprova projeto para fabricação da vacina da dengue da Takeda pela Fiocruz
Ministério da Saúde reprova projeto para fabricação da vacina da dengue da Takeda pela Fiocruz
Por Patrícia Pasquini, Folhapress
11/01/2026 às 12:51
Foto: Reprodução/Arquivo
Qdenga, vacina contra a dengue fabricada pela farmacêutica Takeda
O Ministério da Saúde reprovou a proposta de PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo) da vacina contra a dengue submetida pelo laboratório Bio-Manguinhos (Fiocruz) em parceria com a farmacêutica Takeda Pharma.
Em nota, o órgão afirmou que o projeto não atendeu a requisitos mínimos para participação no programa. A parceria não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), impossibilitando a produção nacional do produto.
Segundo o ministério, não houve recurso contra a decisão.
A Takeda disse à Folha que, do ponto de vista técnico, esteve preparada e disposta para viabilizar a parceria.
A farmacêutica ressalta que segue aberta ao diálogo com o Ministério da Saúde e o Governo Federal para contribuir com soluções que ampliem o acesso e fortaleçam a capacidade nacional de imunização.
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Fiocruz ( (Fundação Oswaldo Cruz) na tarde deste sábado (10), mas não obteve retorno.
Com a produção brasileira da Qdenga seria possível ampliar a vacinação contra a dengue para outras faixas etárias. O imunizante —aplicado em duas doses— é usado no SUS (Sistema Único de Saúde) em jovens de 10 a 14 anos.
Em junho de 2024, a Folha noticiou que a Fiocruz "trabalhava no limite" e dependia da construção de uma nova fábrica para conseguir atender a demanda do SUS pela vacina da dengue.
"A produção da vacina contra a dengue da farmacêutica Takeda implicará, necessariamente, na interrupção ou redução drástica da produção de outras vacinas para o Programa Nacional de Imunizações ou para as Agências das Nações Unidas", disse a fundação na época.
"O que pode acarretar no aumento de casos da doença e até mesmo no aumento do número de óbitos em função desta falta", afirma ainda o órgão.
Estes posicionamentos estão registrados no documento "Demandas do SUS e ausência de capacidade produtiva de Bio-Manguinhos/Fiocruz", elaborado pela fundação em abril de 2024 e obtido pela Folha.
