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Líder da Oposição avalia prisão de Maduro: “celebrar o fim de um regime autoritário não é celebrar interferência externa”

Líder da Oposição avalia prisão de Maduro: “celebrar o fim de um regime autoritário não é celebrar interferência externa”

Por Redação

03/01/2026 às 18:00

Foto: Divulgação

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O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), disse que a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro representa um marco simbólico na reafirmação dos valores democráticos na América Latina. 

“Não se trata de um ataque à soberania de um país, como tentam fazer crer algumas narrativas ideológicas, mas de uma resposta direta a um regime que, ao longo dos anos, desmontou sistematicamente o Estado Democrático de Direito na Venezuela”, firmou.

Correia avaliou que verdadeira agressão à soberania venezuelana não veio de fora, “ela se consolidou internamente, quando a vontade de um governante passou a se sobrepor às instituições, às leis e, sobretudo, ao povo. A supressão de eleições livres, o controle do Judiciário, a perseguição a opositores, o cerceamento da imprensa e o colapso deliberado das condições sociais transformaram a Venezuela em um exemplo claro de como regimes personalistas corroem a democracia por dentro”.

Para o deputado, o discurso de que ações contra ditaduras seriam ataques aos povos latino-americanos inverte a realidade dos fatos. “Ditaduras não representam seus povos, representam apenas a perpetuação de projetos de poder baseados na força, no medo e na miséria como instrumentos de controle social. O sofrimento do povo venezuelano, expresso no êxodo em massa, na pobreza estrutural e na perda de direitos básicos, é consequência direta desse modelo autoritário”, observou o líder da oposição.

Para Tiago Correia, o fato mais grave é o fato de que esse arranjo político não se limita a fronteiras nacionais, “integra um desenho mais amplo, replicável, que busca naturalizar o enfraquecimento das instituições, relativizar a legalidade e concentrar poder sob o pretexto de soberania popular. Trata-se de um risco concreto para toda a América do Sul. Celebrar o fim de um regime autoritário não é celebrar interferência externa, mas sim defender princípios universais: liberdade, dignidade humana, alternância de poder e respeito às leis. A democracia não pode ser refém da vontade de um indivíduo, nem pode ser relativizada em nome de projetos ideológicos que produzem miséria e opressão”.

O deputado finalizou afirmando que defesa da soberania começa, necessariamente, pela defesa do povo e de suas instituições democráticas. “Qualquer coisa diferente disso é apenas retórica para justificar o injustificável”, concluiu.

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