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Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

Presidente da corte afirmou que colega vem 'atuando na regular supervisão' da investigação

Por Luísa Martins/Folhapress

22/01/2026 às 22:00

Atualizado em 23/01/2026 às 21:46

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli na crise do Banco Master e afirmou que o colega vem "atuando na regular supervisão judicial" da investigação sobre as fraudes financeiras.

Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira (22), Fachin se manifestou pela primeira vez sobre os desgastes sofridos pelo tribunal e afirmou que as instituições "podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas".

Fachin voltou a Brasília em meio às férias e concluiu uma série de conversas com os magistrados, na tentativa de contornar a crise de imagem enfrentada pela corte e tentar avançar no debate sobre o código de conduta.

Sem citar nominalmente o Master, o presidente do STF disse que "as situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes".

O ministro disse que o Banco Central tem o dever e a autonomia de assegurar a estabilidade do sistema, a continuidade das operações bancárias, a proteção dos cidadãos e a prevenção de riscos, "sem ingerências indevidas".

Também defendeu as atribuições da PF (Polícia Federal) na apuração de crimes e da PGR (Procuradoria-Geral da República) de "promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações".

Depois, passou a falar do papel do Supremo, afirmando que a corte se pauta pela guarda da Constituição Federal e pelo devido processo legal, respeitando as demais instituições e "atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo ministro relator, Dias Toffoli".

O ministro disse ser "induvidoso" que o STF se submete à lei e que "não se curva" a ameaças ou intimidações. "Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito".

Fachin disse que o Supremo não se deixa influenciar por "pressão política, corporativa ou midiática" e que a defesa da corte significa "evitar que a força bruta substitua o direito".

"A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça", diz o texto, que não faz menção ao código de ética que Fachin deseja implementar.

Fachin disse que "quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço". Segundo ele, "o Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático" e "fará ainda mais".

"Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade fazem bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas", conclui o presidente do STF.

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Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

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Bruna Souza

23/01/2026

05:15

Vergonha de ser brasileira, ainda existe quem aplauda.
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