17 de fevereiro de 2026
Defesa de Filipe Martins questiona prisão e cobra análise de provas no STF
Por Vanessa Araujo, Estadão Conteúdo
13/01/2026 às 17:08
Foto: Divulgação/Arquivo
Filipe Martins
Dez dias após protocolar um pedido de reconsideração, a defesa de Filipe Martins afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não analisou provas técnicas apresentadas para questionar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-assessor de Jair Bolsonaro.
Segundo a defesa, os documentos apresentados indicam que não houve acesso à conta do LinkedIn atribuída a Martins, como sustenta a acusação. Filipe Martins foi preso preventivamente no dia 2 de janeiro. Dois dias depois, os advogados afirmam ter acessado a conta mencionada nos autos para verificar o histórico de logins e, no dia 6, protocolaram um relatório técnico da Microsoft, responsável pela rede social.
De acordo com os advogados, o documento reúne registros e datas de acesso que demonstrariam a inexistência de movimentação no perfil atribuído a Martins. A petição com esse material, porém, ainda não teria sido analisada pelo relator.
Para a defesa, a ausência de manifestação do ministro configura omissão relevante. Em nota, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Martins está preso "sem fundamento técnico" e que a manutenção da custódia viola garantias como a ampla defesa e o contraditório.
Os advogados também criticam a tramitação do caso durante o recesso do Judiciário, no período de ano novo. Segundo eles, a decisão que resultou na prisão foi tomada em prazo considerado curto e sem a realização de perícia técnica solicitada formalmente pela defesa.
A defesa pede a soltura imediata de Martins e afirma aguardar uma resposta do Supremo.
Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e, por isso, cabe recurso.
Segundo a defesa, os documentos apresentados indicam que não houve acesso à conta do LinkedIn atribuída a Martins, como sustenta a acusação. Filipe Martins foi preso preventivamente no dia 2 de janeiro. Dois dias depois, os advogados afirmam ter acessado a conta mencionada nos autos para verificar o histórico de logins e, no dia 6, protocolaram um relatório técnico da Microsoft, responsável pela rede social.
De acordo com os advogados, o documento reúne registros e datas de acesso que demonstrariam a inexistência de movimentação no perfil atribuído a Martins. A petição com esse material, porém, ainda não teria sido analisada pelo relator.
Para a defesa, a ausência de manifestação do ministro configura omissão relevante. Em nota, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Martins está preso "sem fundamento técnico" e que a manutenção da custódia viola garantias como a ampla defesa e o contraditório.
Os advogados também criticam a tramitação do caso durante o recesso do Judiciário, no período de ano novo. Segundo eles, a decisão que resultou na prisão foi tomada em prazo considerado curto e sem a realização de perícia técnica solicitada formalmente pela defesa.
A defesa pede a soltura imediata de Martins e afirma aguardar uma resposta do Supremo.
Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado e, por isso, cabe recurso.
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