Banco Master: inspeção do BC tem relatos divergentes sobre dados sigilosos
Por Stéfanie Rigamonti, Folhapress
13/01/2026 às 16:00
Atualizado em 13/01/2026 às 20:33
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Arquivo
Nos bastidores, fontes trazem posições distintas sobre acesso a documentos com sigilo bancário
Um dos pontos mais importantes do acordo divulgado nesta terça (13) entre o TCU (Tribunal de Contas da União) e o Banco Central sobre a inspeção envolvendo o Banco Master parece não estar tão alinhado entre as partes como ambos os lados fazem parecer.
Fontes que preferiram não se identificar próximas de ambos os lados trouxeram relatos divergentes sobre o acesso a documentos sigilosos que embasaram a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
Interlocutores ligados ao TCU disseram que a inspeção terá acesso total aos dados, inclusive aqueles com sigilo bancário e comercial.
Pessoas próximas ao BC, por outro lado, afirmaram justamente o contrário, que o TCU não terá acesso a essas informações. Uma dessas fontes afirmou que não será mais uma inspeção, mas sim uma diligência, que é um processo mais rápido e simples, e que o tribunal de contas terá alcance apenas a documentos que a autoridade monetária entender que o TCU pode ter acesso.
Na manhã desta terça, a corte de contas registrou a desistência do Banco Central de seguir com o recurso contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus de autorizar a inspeção.
O ato aconteceu após encontro, nesta segunda (12), entre o presidente do TCU, o ministro Vital do Rêgo, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros membros da autarquia.
