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Arrecadação tem alta real de 3,65% em 2025 e fecha ano em patamar recorde

Arrecadação tem alta real de 3,65% em 2025 e fecha ano em patamar recorde

Por Idiana Tomazelli/Folhapress

22/01/2026 às 12:55

Atualizado em 22/01/2026 às 15:27

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

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Só no mês de dezembro, as receitas somaram R$ 292,7 bilhões, um aumento real de 7,46% em relação ao mesmo mês de 2024

O governo federal registrou uma arrecadação recorde em 2025. As receitas somaram R$ 2,9 trilhões, uma alta de 3,65% em relação ao ano anterior, já descontado o efeito da inflação, segundo dados anunciados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal.

Só no mês de dezembro, as receitas somaram R$ 292,7 bilhões, um aumento real de 7,46% em relação ao mesmo mês de 2024. Nesta comparação o resultado também é o melhor para o mês na série histórica, iniciada em 1995.

Apesar disso, o desempenho final de 2025 representa uma leve desaceleração em relação ao ritmo observado ao longo do ano, quando a arrecadação chegou a acumular uma alta real de 4,41% em julho.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou com uma série de medidas para reforçar o caixa no ano passado, mas o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e o efeito do aumento de preços também ajudaram a puxar as receitas.

Por outro lado, o patamar de restritivo de juros, que afeta a atividade e impacta as receitas, freou uma expansão maior. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano desde junho de 2025.

Uma das medida que ajudou a impulsionar a coleta de tributos foi o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado em maio de 2025. A arrecadação com o imposto somou R$ 86,5 bilhões, um crescimento real de 20,5% em relação ao ano anterior. Em valores absolutos, representa um incremento de R$ 14,7 bilhões no período.

Houve ainda um incremento de 12,9% no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) de residentes no exterior, o que representa um adicional de R$ 9,9 bilhões em termos absolutos. Ao todo, essa categoria rendeu R$ 86,2 bilhões em receitas ao governo federal.

Outros tributos ligados à atividade econômica também tiveram aumento, como PIS/Cofins (alta de 3%), impostos incidentes sobre o comércio exterior (9,5%) e contribuição previdenciária (3,3%).

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