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Toffoli recua e deixa a critério da PF acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

Toffoli recua e deixa a critério da PF acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

Versões apresentadas pelos dois investigados devem ser contrapostas após falas individuais

Por José Marques/Folhapress

29/12/2025 às 19:30

Atualizado em 29/12/2025 às 23:18

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de Toffoli recua e deixa a critério da PF acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do BC

A Polícia Federal vai tomar os depoimentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, no início da tarde desta terça-feira (30).

Após a coleta dos depoimentos, se a delegada responsável pela investigações do caso Master entender necessário, procederá a acareação entre os três.

A ideia é que, depois de tomados os depoimentos pela PF, as versões sejam contrapostas, segundo pessoas que acompanham a investigação. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela Folha.

A acareação serve para sanar inconsistências em depoimentos com declarações divergentes em um processo penal –entre acusados, vítimas e testemunhas, por exemplo. O confronto dos relatos ajuda o juiz a buscar a versão mais fidedigna antes de sua decisão.

Mas Toffoli marcou a acareação antes de serem tomados depoimentos individuais e apontadas contradições objetivas entre os personagens do caso.

O ministro tem argumentado que já existem informações divergentes nos autos do inquérito, e os depoimentos devem servir de reforço nesse sentido.

Desde o começo de dezembro, diligências e medidas ligadas à investigação sobre o Master e Vorcaro têm que passar pelo crivo de Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

A investigação sobre a tentativa de venda do Master apontou que, antes mesmo da formalização do negócio, o banco teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB —R$ 6,7 bilhões em contratos falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios, o valor que supostamente a carteira valeria, mais um bônus.

O escândalo do Master levou à liquidação do banco em 18 novembro e à prisão de Daniel Vorcaro, seu controlador, por 12 dias. Ele segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

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