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Relator da PEC da Segurança quer acabar com progressão de pena para líderes de facções

Relator da PEC da Segurança quer acabar com progressão de pena para líderes de facções

Por Raquel Lopes/Folhapress

02/12/2025 às 09:23

Foto: Bruno Spada/Arquivo/Câmara dos Deputados

Imagem de Relator da PEC da Segurança quer acabar com progressão de pena para líderes de facções

Mendonça Filho

O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança, deputado Mendonça Filho (União-PE), deve propor o fim da progressão de pena para líderes de facções criminosas.

Segundo pessoas que acompanham as negociações, a medida deve ser incluída no parecer mesmo após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter firmado entendimento de que é inconstitucional proibir a progressão de regime em crimes hediondos.

O tema já constava do PL Antifacção aprovado pela Câmara em novembro, que permitia a progressão somente após o cumprimento de 85% da pena em casos de reincidência em crime hediondo ou equiparado com resultado morte.

Em seu parecer sobre o PL Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) disse que a vontade era a vedação à progressão, mas recuou frente ao fato de o STF ter reconhecido em mais de uma oportunidade, tanto na Lei de Crimes Hediondos como na Lei de Drogas, a inconstitucionalidade dessa vedação.

Pessoas próximas a Mendonça Filho afirmam que ele está disposto a "comprar essa briga" e manter no texto o fim da progressão de regime para líderes de facções, entre eles aqueles enquadrados no crime de Domínio Social Estruturado, previsto no PL Antifacção.

As condutas abrangidas nesse crime incluem: usar violência ou grave ameaça para impor controle, domínio ou influência sobre áreas geográficas ou territórios, restringir ou dificultar a livre circulação de pessoas, bens e serviços, entre outros pontos.

A Folha já havia adiantado em outubro o interesse do relator em abordar esse tema no texto.

A PEC é a principal aposta do governo Lula (PT) para a Segurança Pública, área que tem sido apontada em pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros.

Mendonça Filho deve apresentar o parecer nesta quinta-feira (4) na comissão especial criada para estudar a matéria. Nesta terça (2), segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nas redes sociais, o relator pretende apresentar seu parecer aos líderes partidários.

Alguns pontos do texto seguem sem definição, caso das guardas municipais. Se forem incluídas na Constituição, essas corporações passam a integrar o rol de órgãos de segurança pública.

Existe um forte lobby das Polícias Militares para que as guardas não ganhem o status de polícia.

Em outubro, Mendonça Filho disse à Folha que a inclusão das guardas municipais na Constituição é "uma bela polêmica" que seria tratada em momento oportuno.

Em fevereiro deste ano, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, decidiu incluir as guardas municipais na PEC da Segurança após o STF decidir que essas forças podem atuar no policiamento ostensivo e comunitário, além de realizar prisões em flagrante.

O texto enviado pelo governo Lula (PT) prevê que sua atuação seja voltada para a segurança urbana, sem sobreposição às atribuições das polícias Civil e Militar, garantindo a cooperação com os demais órgãos do Sistema Único de Segurança Pública.

Em relação à PRF (Polícia Rodoviária Federal), o nome deve ser mantido, assim como a ampliação de suas atribuições para hidrovias e ferrovias.

Houve forte apelo, inclusive do diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, para que não ocorra a troca do nome, sob o argumento de que se trata de uma polícia com identidade já reconhecida e respeitada.

No entanto, a atuação da PRF nessas novas áreas não deverá ser exclusiva, mas sim concorrente e complementar com as polícias estaduais.

A PEC da Segurança Pública foi enviada pelo Executivo à Câmara em abril deste ano. No âmbito do governo federal, o texto passou por mudanças feitas a partir de negociações com governadores. A equipe do ministro Ricardo Lewandowski deixou mais clara a autonomia dos estados sobre o tema, ponto que foi duramente questionado nos debates.

Em julho, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou parecer pela constitucionalidade da proposta.

 

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