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'Não cabe a mim julgar filho ou mulher de Bolsonaro', diz Lula sobre eleições

'Não cabe a mim julgar filho ou mulher de Bolsonaro', diz Lula sobre eleições

Presidente evita tratar de escolha de Flávio ou Michelle e diz que ganhará disputa

Por Mariana Brasil/Isadora Albernaz/Catia Seabra/Lucas Marchesini/Raquel Lopes/Folhapress

18/12/2025 às 17:35

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagem de 'Não cabe a mim julgar filho ou mulher de Bolsonaro', diz Lula sobre eleições

O presidente Lula

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que não cabe a ele opinar sobre candidaturas de adversários para as eleições de 2026, referindo-se especificamente à família Bolsonaro. Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro são nomes cotados pela oposição para a disputa.

"Eu não tenho nenhuma capacidade de julgar adversário", afirmou Lula, durante entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto. "O adversário acha que pode ganhar e se lança candidato e vamos para a disputa. Não cabe a mim julgar o filho, o neto ou a mulher de Bolsonaro. Eu não vou julgar, saiam [candidatos] quantos quiserem. O dado concreto é que vamos ganhar as eleições".

Flávio anunciou sua candidatura no início de dezembro, afirmando ter sido orientado por seu pai para pleitear a Presidência em 2026. O parlamentar havia viajado para São Paulo no dia 4 de dezembro para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes do anúncio.

A decisão teria sido consolidada após visita de Flávio ao pai na prisão, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora na ocasião.

Até o momento, Lula vem sendo enfático quanto a sua vitória nas eleições de 2026. Em entrevista da semana passada, o presidente minimizou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e de demais nomes cotados pela oposição para a disputa.

Em declarações públicas, o petista chegou a afirmar que sairá vencedor e que a única certeza que tem sobre a disputa é de que a oposição sairá derrotada.

"A gente não escolhe candidato, adversário. Vejo toda hora [Ronaldo] Caiado, Tarcísio [de Freitas], [Romeu] Zema, Ratinho [Jr.], Eduardo [Bolsonaro], Michelle [Bolsonaro]. Toda hora inventam um nome. Ou seja, quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Então eles estão em dúvida porque eles sabem de uma coisa: eles perderão as eleições em 2026. Eles perderão", declarou em entrevista ao Portal Uai, de Minas Gerais.

Flávio chegou a dizer que teria um preço para desistir. Depois, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, recuou e afirmou que sua candidatura é irreversível.

Durante reunião ministerial na quarta (17), ele cobrou que os ministros e seus partidos decidam de qual lado estarão no pleito do próximo ano, chamado por ele de "hora da verdade".

O petista também disse que determinou que fossem feitos estudos a respeito de programas sociais de "possíveis adversários", citando os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Goiás, Ronaldo Caiado (União), do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Segundo pesquisa Genial/Quaest, Lula fica 10 pontos acima de Flávio Bolsonaro e de Tarcísio em cenários de segundo turno das eleições para presidente.

O petista aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 36%. A pesquisa também indica que Lula venceria com 45% ante 35% de Tarcísio.

Em um dos cenários de primeiro turno, com Flávio e Tarcísio, o congressista sai na frente do ex-ministro, com 23% ante 10%.

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