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Lula cita dosimetria e diz que fará 'o que deve ser feito' sobre veto ao plano

Lula cita dosimetria e diz que fará 'o que deve ser feito' sobre veto ao plano

Projeto que reduz penas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro foi aprovado pela Câmara

Por Mariana Brasil/Isadora Albernaz/Folhapress

11/12/2025 às 18:45

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagem de Lula cita dosimetria e diz que fará 'o que deve ser feito' sobre veto ao plano

O presidente Lula

O presidente Lula (PT) declarou nesta quinta-feira (11) que tomará uma decisão sobre o projeto que reduz penas de acusados por tentativa de golpe quando o texto chegar para sua sanção, mas que Jair Bolsonaro (PL) precisa pagar pelo crime.

"A discussão agora vai para o Senado, vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Farei aquilo que entender que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia", disse em entrevista ao Portal Uai, de Minas Gerais. "Ele sabe disso. Não adianta ficar choramingando agora".

O projeto foi aprovado na madrugada de quarta-feira (10) pela Câmara dos Deputados. Chamado de PL da Dosimetria, ele substitui a anistia ampla e prevê penas menores para o ex-presidente e demais presos por participação nos ataques de 8 de Janeiro.

"Se ele tivesse a postura que eu tive quando perdi três eleições, se ele tivesse a postura que teve o PSDB quando perdeu três eleições, se ele tivesse a postura de todo mundo que é democrático e que respeita as instituições, ele não estaria preso, poderia estar concorrendo agora às eleições. Mas ele tentou encurtar o caminho", afirmou. "Então, agora é o seguinte, deixa o Poder Legislativo se manifestar. Quando chegar na mesa do Poder Executivo, eu vou tomar minha decisão".

Colaboradores do presidente afirmam que a tendência é que Lula vete integralmente o projeto.

Na entrevista, Lula também minimizou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciada na semana passada.

"A gente não escolhe candidato, adversário. Vejo toda hora [Ronaldo] Caiado, Tarcísio [de Freitas], [Romeu] Zema, Ratinho [Jr.], Eduardo [Bolsonaro], Michelle [Bolsonaro]. Toda hora inventam um nome. Ou seja, quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Então eles estão em dúvida porque eles sabem de uma coisa: eles perderão as eleições em 2026. Eles perderão", declarou.

Flávio chegou a dizer que teria um preço para desistir. Depois, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, recuou e afirmou que sua candidatura é irreversível.

O parlamentar viajou para São Paulo na última quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes do anúncio.

Ainda na entrevista, Lula fez novas críticas ao governador Romeu Zema (Novo) e disse não ter desistido de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para pleitear o governo do estado em 2026.

O senador já indicou a Lula não ter intenção de entrar na disputa, além de ter sido um dos cotados para assumir a vaga de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente optou por indicar Jorge Messias para a posição.

'Eu disse pro Pacheco: Cara, eu tô te pedindo para você me ajudar a ganhar as eleições para a Presidência da República. Você será governador do segundo estado mais importante do Brasil. Você pode fazer a diferença nesse processo eleitoral. Ele relutou, relutou, mas ele pensa que eu desisti, eu não desisti", afirmou.

Lula está em Minas Gerais para lançar a Caravana Federativa, iniciativa em que o governo irá aos estados oferecer atendimento e suporte de seus ministérios e órgãos federais nas esferas locais. O mutirão é uma forma de mirar as gestões estaduais e municipais às vésperas do ano eleitoral.

Durante evento em Itabira, interior do estado, Lula adotou um discurso com tom eleitoral, acenando para a classe média e reproduzindo o mote de "nós contra eles" impulsionado pelo governo ao longo deste último ano.

O presidente voltou a citar medidas implantadas pelo governo de maior apelo popular como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, a gratuidade da conta de luz para quem gasta até 80 kilowatts-hora por mês e a distribuição de botijão de gás de cozinha para famílias de baixa renda.

Segundo ele, "pobres são tratados como invisíveis" até a época da eleição. "Passam o ano todo comendo com o empresário e com o banqueiro. Quando chega época de eleição, o pobre é importante porque é maioria. Aí ficam bonzinhos", afirmou.

Na cidade, Lula inaugurava o Centro de Radioterapia do Hospital Nossa Senhora das Dores.

"Esse aparelho para que qualquer um de vocês, se tiver necessidade de fazer uma radioterapia, é a mesma máquina que, se o presidente [Donald] Trump, dos Estados Unidos, precisar fazer uma radioterapia, ele vai fazer em uma máquina igual. Se o presidente Lula precisar, ele vai utilizar essa mesma máquina. Se o papa precisar, ele vai utilizar essa mesma máquina".

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