O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que poderá contar com votos de senadores da direita para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A avaliação se baseia em conversas com ministros da própria Corte e com parlamentares, que relataram sinais de apoio no campo conservador. Nos bastidores, a atuação do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, tem sido vista como um fator capaz de influenciar votos no PL e no Republicanos. A informação é da CNN.
Apesar da resistência de parte das bancadas do União Brasil e do PSD, o Planalto calcula que Messias já teria uma vantagem apertada para ser aprovado. Lula tem atuado diretamente nas negociações para ampliar esse placar, estimulando manifestações públicas de apoio para criar um ambiente de “vitória anunciada”. A lógica é que, em votações secretas, quanto maior a percepção de triunfo, maior a tendência de ocorrerem traições políticas.
O presidente, porém, ainda espera um quadro mais consolidado antes de buscar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e evitar ceder a pressões ou chantagens. O objetivo do governo é alcançar cerca de 52 votos — número semelhante ao obtido por Edson Fachin em 2015, quando também enfrentou forte resistência no Senado.
