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Ireuda Silva alerta para avanço do feminicídio e cobra ações urgentes do poder público
Ireuda Silva alerta para avanço do feminicídio e cobra ações urgentes do poder público
Por Redação
09/12/2025 às 09:21
Atualizado em 09/12/2025 às 12:55
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A onda de violência contra as mulheres no Brasil voltou a dar sinais alarmantes. Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram um ou mais episódios de violência doméstica apenas nos últimos 12 meses. Para a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em Salvador, os números revelam uma tragédia silenciosa que exige comprometimento contínuo e articulado entre todas as esferas de governo. “Esses dados confirmam aquilo que vivenciamos diariamente nos territórios: mulheres com medo, desamparadas e vulneráveis. A violência não dá trégua, e o poder público precisa assumir que estamos diante de uma emergência nacional”, afirma.
Em 2025, o cenário se agravou ainda mais. Já são mais de 1.180 feminicídios no país, além de quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, de acordo com o Ministério das Mulheres. Para Ireuda, esses indicadores escancaram tanto a brutalidade da violência de gênero quanto a busca crescente por ajuda, o que reforça a necessidade de fortalecer a rede de proteção. “Essa quantidade de chamadas diárias mostra que as mulheres estão procurando socorro, e é nosso dever garantir que elas sejam acolhidas, protegidas e que seus agressores sejam responsabilizados”, destaca.
O ano de 2024 também registrou índices devastadores: 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídio, uma média de quatro assassinatos por dia motivados por gênero em contextos domésticos, familiares ou por discriminação contra a condição feminina. Ireuda Silva considera inaceitável que o país normalize números tão cruéis e lembra que a violência extrema é resultado de um ciclo que começa com ameaças, agressões psicológicas e controle emocional. “Feminicídio não ocorre de forma repentina. É a etapa final de um processo de abuso negligenciado pelo Estado e pela sociedade. Se quisermos reduzir esses crimes, precisamos agir desde os primeiros sinais”, afirma.
A vereadora reforça a importância de políticas públicas estruturadas e cita iniciativas como o Nova Fase, o SIMM Mulher e a Patrulha Guardiã Maria da Penha, idealizadas por ela, como exemplos de ações municipais que precisam ser ampliadas nacionalmente. “O combate à violência contra a mulher não se faz com discursos, mas com políticas consistentes, orçamento garantido e presença do Estado onde a violência acontece. Defender as mulheres é defender a vida, a família e o futuro do nosso país”, conclui.
