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Governo Lula rebate ataque de Alcolumbre e diz que não há tentativa de burlar Legislativo

Governo Lula rebate ataque de Alcolumbre e diz que não há tentativa de burlar Legislativo

Por Mariana Brasil, Folhapress

02/12/2025 às 17:58

Atualizado em 02/12/2025 às 21:05

Foto: José Cruz Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Governo Lula rebate ataque de Alcolumbre e diz que não há tentativa de burlar Legislativo

Sidônio deu declaração a jornalistas após adiamento da sabatina de Jorge Messias

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que o governo não tem intenção de "burlar" nenhum procedimento referente à indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) adiar a sabatina do indicado de Lula (PT).

"Não tem nenhuma intenção do Executivo burlar qualquer coisa nesse sentido", disse o ministro a jornalistas nesta terça-feira (2).

Em nota divulgada na tarde desta terça, Alcolumbre anunciou o adiamento da sabatina sob a justificativa de que o governo não enviou ao Sendo a mensagem referente à indicação, já publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com o cronograma anunciado anteriormente pelo presidente do Senado, a sabatina de Messias ocorreria no próximo dia 10.

"Esta omissão de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo", afirmou Alcolumbre.

A indicação de Messias ao Supremo gerou ruídos com o chefe do Senado, que tinha como preferido para a posição o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Desde a escolha de Lula por Messias, então advogado-geral da União do governo, a reação de Alcolumbre foi negativa à gestão petista.

Em reação, Alcolumbre marcou para 10 de dezembro a sabatina de Messias no Senado, dando pouco tempo para campanha do advogado entre os senadores. Logo depois do anúncio de Lula, o presidente do Senado informou que levaria ao plenário de votações na semana seguinte um projeto com potencial de impacto de bilhões de reais para as contas públicas, considerada uma "pauta-bomba" para o governo.

Em tentativa de aproximação, Messias já elogiou Alcolumbre publicamente, gesto que o senador recebeu com ironia, afirmando que ele teria "começado bem", ao falar com ele via imprensa, e não por contato direto.

Lula, por sua vez, também vinha buscando aproximar-se do presidente da Casa e garantir a aprovação do nome de Messias ao Supremo, após as reações. Na segunda-feira (1º), ele almoçou com Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação.

Lula anunciou a escolha de Messias para o STF em 20 de novembro, mas não enviou diretamente ao Senado a documentação necessária para dar início à tramitação do processo. Indicados para o Supremo só assumem uma cadeira na corte se forem aprovados com ao menos 41 votos favoráveis no Senado, de um total de 81 senadores.

O prazo foi considerado exíguo por aliados do indicado, que é alvo de resistência no Senado. Messias estava em campanha para reverter sua desvantagem, trabalho que seria menos difícil com mais tempo para conversar com senadores.

Leia também: Alcolumbre cancela sabatina de Messias para vaga no STF e acusa governo Lula de omissão grave

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