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Documento com nome de deputado baiano é citado pela defesa para levar caso de Vorcaro ao STF

Documento com nome de deputado baiano é citado pela defesa para levar caso de Vorcaro ao STF

Por O Globo

01/12/2025 às 14:51

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Um documento apreendido pela Polícia Federal durante buscas e apreensões em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com o nome do deputado João Carlos Bacelar Filho (PL-BA), foi citado pela defesa como argumento para pedir que o caso envolvendo o banqueiro saia da primeira instância e seja analisado pelo Superior Tribunal Federal (STF). A informação foi antecipada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada ao GLOBO pelo próprio parlamentar.

Bacelar alega que atuou para constituir um fundo para construir um empreendimento imobiliário em Porto Seguro (BA), e que Vorcaro se interessou no negócio e o procurou. Segundo o deputado, no entanto, documentos chegaram a ser enviados ao banqueiro, mas não houve confirmação de negócio.

— Estive várias vezes com ele sobre esse assunto. Ele é meu amigo e falou que tinha interesse. Mas o negócio não se concretizou, porque ele disse que estava tentando salvar o banco e que essa era a prioridade no momento — afirmou.

Segundo o deputado, Vorcaro ainda tinha dúvida se investiria por meio do fundo para mercado imobiliário do banco ou como pessoa física.

O dono do Banco Master deixou a prisão no último sábado após passar 12 dias preso. Ele foi detido em 17 de novembro, quando tentava embarcar em um avião no Aeroporto de Guarulhos para deixar o país. A operação da PF, batizada de Compliance Zero, investiga indícios de fraudes em transações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).

Além de Vorcaro, foram presos outros diretores e sócios do Master. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado das funções. A PF apurou uma série de operações financeiras com indícios de fraude. A suspeita da PF é que a fraude pode chegar a R$ 12 bilhões.

As investigações começaram em 2024, após um pedido do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro. Esses títulos, de acordo com a PF, teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

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