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Deputado reage a pesquisa que aponta o PT como partido preferido dos brasileiros

Deputado reage a pesquisa que aponta o PT como partido preferido dos brasileiros

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

31/12/2025 às 14:02

Foto: Divulgação

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Em uma pesquisa realizada pelo Datafolha que foi divulgada no último domingo (29), o instituto apresentou o Partido dos Trabalhadores (PT) como o preferido dos brasileiros, atingindo 24% das pessoas consultadas. Em segundo lugar aparece o Partido Liberal (PL) sendo citado por 12% dos entrevistados. O que reflete a polarização entre os grupos da Esquerda liderada por Lula e a Direita na memória nacional por Bolsonaro. 

Com exclusividade a este Política Livre, o vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados Federais, Capitão Alden, comentou os dados divulgados pelo Datafolha e reforçou que os números apresentados devem ser analisados com algumas variáveis. 

“Atualmente, o Brasil possui cerca de 94 milhões de pessoas que vivem direta ou indiretamente de programas de transferência de renda. Em 10 dos 27 estados brasileiros, o número de beneficiários do Bolsa Família já supera o total de trabalhadores com carteira assinada. Esse cenário não é neutro do ponto de vista político. Quanto maior a parcela da população em situação de pobreza ou dependente de assistência estatal, maior tende a ser a identificação com o partido que controla e expande esses programas. Não se trata de juízo moral sobre o beneficiário, mas de um dado objetivo: quem depende do Estado para sobreviver naturalmente tende a apoiar quem garante a continuidade desse benefício”, afirmou.

Para o parlamentar a agenda populista das gestões petistas contribuem em condicionar parte da opinião pública sobre a “predileção” a sigla não por ser melhor do ponto de vista estrutural, mas a simples dependência estatal.    

“O debate que o Brasil precisa enfrentar é claro: programas sociais devem ser porta de saída da pobreza, não âncora política. Sem emprego, renda e autonomia, a preferência partidária continuará refletindo a dependência econômica, e não a adesão consciente a um projeto de desenvolvimento sustentável”, pontuou. 

O deputado federal analisou positivamente o crescimento de seu partido em pesquisas com o mesmo recorte e destacou a existência de uma parcela da população que possui um nível crítico mais elevado em separar o “assistencialismo” e “ações de Estado” efetivas focadas na geração de emprego e fortalecimento da economia. 

“O crescimento do PL, mesmo fora do governo federal, indica a existência de um eleitorado que defende um modelo alternativo: geração de empregos, fortalecimento da economia produtiva e redução da dependência estatal. Ainda assim, esse campo enfrenta a dificuldade objetiva de disputar apoio em um país onde a pobreza e a informalidade seguem altas”, comentou.

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