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'Anistia permanece como objetivo central', diz bolsonarista após aprovação da Dosimetria
'Anistia permanece como objetivo central', diz bolsonarista após aprovação da Dosimetria
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
11/12/2025 às 14:59
Atualizado em 11/12/2025 às 19:05
Foto: Divulgação/Arquivo
O deputado Capitão Alden (PL-BA)
Após a aprovação da Dosimetria, projeto de lei muito comemorado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, a repercussão da proposição segue como um dos principais assuntos da classe política. A votação contou com a atenção de 440 parlamentares, sendo 291 votos a favor, 148 contrários e apenas uma abstenção, do deputado Sidney Leite (PSD-AM).
O vice-líder da bancada de oposição na Câmara Federal, deputado Capitão Alden (PL-BA), comemorou a aprovação da Dosimetria, mas fez questão de ressaltar que o projeto não substitui a Anistia. Em entrevista exclusiva ao Política Livre, o parlamentar comentou o tema.
“A Dosimetria não substitui a Anistia. E nunca foi apresentada como tal. A votação recente representa um mecanismo de redução imediata de danos para milhares de brasileiros que há três anos enfrentam penas desproporcionais, processos questionáveis e ausência de revisão judicial. É uma resposta possível dentro de um Congresso fragmentado, sob pressão institucional evidente e sem maioria consolidada da oposição”, afirmou.
Segundo o bolsonarista, a aprovação da Anistia é possível, mas não na atual gestão do Governo Federal. Para Alden, no atual cenário, a aprovação da Anistia nos termos defendidos pela oposição é algo difícil.
“A Anistia permanece como objetivo central. Mas é preciso dizer a verdade que muitos evitam: a Anistia ampla, geral e irrestrita só será aprovada quando a Direita retornar ao comando do Executivo Federal. Antes disso, qualquer promessa diferente é retórica vazia. Quem sustentar o contrário vende ilusão”, comentou.
O deputado ainda fez duras críticas a alguns colegas de Parlamento, mas, sem citar nomes, preferiu chamar a atenção do eleitorado de direita sobre determinadas condutas que, segundo ele, são negativas.
“O Congresso atual reflete as escolhas do eleitor. Muitos parlamentares que hoje votam sistematicamente com o Governo Federal foram eleitos não por defenderem pautas conservadoras, mas por serem ‘filhos da terra’, ‘simpáticos’, ‘celebridades’, ‘religiosos conhecidos’ ou por terem enviado emendas ao município. Parte deles jamais participou de uma obstrução, nunca discursou na defesa da liberdade, nunca enfrentou o sistema, mas volta a cada quatro anos pedindo votos em nome de bandeiras que nunca defenderam”, desabafou.
