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Aldo Rebelo deixará o MDB para lançar candidatura a presidente pelo Democracia Cristã em 2026

Aldo Rebelo deixará o MDB para lançar candidatura a presidente pelo Democracia Cristã em 2026

Ex-ministro de governos petistas e ex-presidente da Câmara promete candidatura nacionalista

Por Fábio Zanini/Folhapress

16/12/2025 às 16:05

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo

Imagem de Aldo Rebelo deixará o MDB para lançar candidatura a presidente pelo Democracia Cristã em 2026

O ex-ministro Aldo Rebelo

O ex-ministro Aldo Rebelo comunicou ao MDB na semana passada que deixará o partido para disputar a presidência da República pelo DC (Democracia Cristã). O ato de lançamento da pré-candidatura está marcado para 31 de janeiro em São Paulo.

Ex-comunista que há alguns anos passou a flertar com líderes de direita, Aldo diz que será uma candidatura nacionalista. "Vou me basear em ‘4 Rs’: retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional".

Ele afirma que não pretende se definir como candidato de direita ou esquerda, nem como terceira via. "Não tenho relação com lacração ideológica", diz.

Ex-presidente da Câmara e titular de quatro ministérios em governos petistas (Ciência e Tecnologia, Defesa, Esporte e Relações Institucionais), ele diz que tem como vantagem a experiência política.

Desde que rompeu com Lula e a esquerda, Aldo esteve em diversas legendas. Mais recentemente, ocupou a Secretaria de Relações Internacionais da gestão Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo e coordenou um documento programático do MDB.

O DC é um partido nanico, que durante décadas foi comandado por José Maria Eymael e neste ano passou a ser presidido pelo ex-deputado João Caldas. "É um partido modesto, não tem recurso, nem bancada, mas tem a vantagem de não ter dono, não ser dominado pela Faria Lima, pelo Supremo ou pelos esquemas do Congresso. É um partido independente", afirma o ex-ministro.

Segundo Aldo, o eixo de sua candidatura será resgatar o poder do presidente eleito. "Quem governa hoje o Brasil são o Supremo, o Ministério Público, as ONGs, o Ibama e a Funai. O presidente é alegórico", diz.

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