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Aladilce declara que objetivo do Câmara Itinerante é aproximar a população do Legislativo
Aladilce declara que objetivo do Câmara Itinerante é aproximar a população do Legislativo
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
01/12/2025 às 20:44
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB)
Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e coordenadora do projeto Câmara Itinerante, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) destacou à imprensa a importância da iniciativa como instrumento de aproximação entre a população e o Legislativo soteropolitano.
A edição desta segunda-feira (1º) aconteceu na Paróquia Santana, no Rio Vermelho, e reuniu moradores de diversos bairros do entorno.
De acordo com a comunista, a escolha do local levou em consideração a forte organização comunitária da região.
“Escolhemos o Rio Vermelho porque aqui há vários bairros no entorno e uma população mobilizada. Temos movimentos como o SOS Buracão, além das comunidades do Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Vale das Pedrinhas, todas com muitas demandas para apresentar à Câmara”, declarou.
A edil ressaltou que o principal tema debatido nesta edição foi a violência, já que todas as lideranças comunitárias que participaram citaram a segurança pública como prioridade.
“Hoje, o grande tema foi a violência e a falta de condições de trabalho. Falta emprego, falta renda para as mulheres. Saúde e transporte também apareceram com muita força”, afirmou.
A vereadora aproveitou a ocasião para anunciar que a Câmara Itinerante continuará percorrendo outros bairros em 2025.
“Esta foi a segunda edição após a retomada. Em fevereiro de 2026, na reabertura dos trabalhos, vamos divulgar um calendário anual. Vamos à Liberdade, ao Cabula. O ideal seria visitar todos os bairros, mas não há tempo para isso”, acrescentou, avaliando positivamente a edição pela forte participação popular.
“Tivemos a presença de várias lideranças, e isso mostra que estamos cumprindo nosso papel de aproximar a população da Câmara e ouvir suas dores”, disse.
Ao ser questionada por este Política Livre sobre o andamento do projeto de lei que trata do Plano Municipal de Segurança Pública, a edil criticou o atraso na chegada do texto, que havia sido anunciado pelo prefeito Bruno Reis (União).
“Ele [Bruno Reis] disse que o projeto já estava pronto no mês passado, mas ainda não chegou à Câmara. Espero que tenhamos tempo de debater, porque é um plano que precisa ser discutido nos bairros”, afirmou.
Apesar de criticar “o atraso”, a comunista reiterou a necessidade de uma discussão mais ampla sobre segurança pública.
“Precisamos urgentemente debater isso na Câmara, articulando governo federal, governo estadual, Prefeitura, Guarda Municipal e órgãos de direitos humanos. A cidade vive eventos muito tristes, com jovens perdendo a vida nos fins de semana. É fundamental que as câmeras estejam permanentemente nas fardas dos policiais para proteger tanto os agentes quanto a comunidade”, completou.
Embora tenha avaliado de forma positiva a edição do projeto, alguns moradores reclamaram que muitos vereadores deixaram a sessão muito antes do encerramento. Questionada sobre a saída antecipada de seus pares, a comunista defendeu mais compromisso.
“O ideal é permanecer até o final e ouvir todos. Isso também acontece no plenário, quando há outras agendas simultâneas. Espero que, na próxima edição, possamos nos organizar melhor para evitar esvaziamento”, finalizou.
