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Onyx diz que não conhece dirigente de entidade investigada no INSS que doou para campanha dele

Onyx diz que não conhece dirigente de entidade investigada no INSS que doou para campanha dele

Menção a ministro por recebimento de R$ 60 mil em 2022 levou inquéritos da Polícia Federal ao STF

Por Thaísa Oliveira/Folhapress

06/11/2025 às 17:45

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Imagem de Onyx diz que não conhece dirigente de entidade investigada no INSS que doou para campanha dele

O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) Onyx Lorenzoni

O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) Onyx Lorenzoni afirmou à CPI do INSS nesta quinta-feira (6) que não conhece o empresário investigado no escândalo de fraudes à Previdência que doou R$ 60 mil para a campanha dele ao governo do Rio Grande do Sul em 2022.

Felipe Macedo Gomes é dirigente da Amar Brasil. A citação a Onyx e ao deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) foi o que fez com que os inquéritos da Polícia Federal sobre o esquema de descontos associativos fossem remetidos ao STF (Supremo Tribunal Federal), uma vez que os dois têm foro especial.

Onyx afirmou à CPI que a campanha dele recebeu cerca de 115 doações de pessoas físicas no primeiro e no segundo turno. O ex-ministro disse que não conhece Gomes, assim como a maioria dos doadores de 2022.

"Dos meus 115 doadores, eu não conheço mais de 30% ou 35%. Nunca vi esse cidadão, não sei quem é. E outra coisa: nunca pedi dinheiro para bandido. Sou diferente, muito diferente", respondeu o ex-ministro sobre o dirigente da Amar Brasil.

Onyx também afirmou acreditar que os peritos recebidos por ele durante a montagem do governo Bolsonaro, em 2018, trataram das suspeitas envolvendo os descontos associativos em aposentadorias e pensões —pivô da operação deflagrada pelo governo Lula (PT) neste ano.

A ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social) afirmou ter levado diretamente a Bolsonaro informações sobre "desvios, fraudes e irregularidades com o dinheiro público dentro do INSS". A associação também se encontrou com Onyx, à época ministro-chefe do gabinete de transição de Bolsonaro.

"Eu queria saber, por isso lhe perguntei, se o senhor recorda se nesse momento houve tratativa sobre desconto associativo", questionou o relator da CPI, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

"Eu, sinceramente, acredito que sim, mas o senhor imagina: eu fiz centenas de reuniões naqueles dois meses", respondeu o ex-ministro.

"Me cabia tentar uma solução. E como é que nós montamos essa solução? Foi para o grupo temático. O grupo temático faz a primeira medida provisória que tenta blindar desconto associativo", completou.

Além de chefe do gabinete da transição de Bolsonaro, Onyx foi ministro da Casa Civil entre 2019 e 2020, ministro da Cidadania entre 2020 e 2021, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência em 2021 e ministro do Trabalho e Previdência Social entre 2021 e 2022.

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