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Moraes determina que PF abra inquérito para investigar crime organizado no Rio de Janeiro

Moraes determina que PF abra inquérito para investigar crime organizado no Rio de Janeiro

Decisão ocorre no âmbito da ADPF das Favelas, que impôs regras a operações policiais

Por Ana Pompeu/Folhapress

05/11/2025 às 20:10

Foto: Phillipe Lima/Divulgação Governo do Rio de Janeiro

Imagem de Moraes determina que PF abra inquérito para investigar crime organizado no Rio de Janeiro

Alexandre de Moraes, Cláudio Castro e coronel Marcelo Menezes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (5) que a Polícia Federal investigue o crime organizado no Rio de Janeiro. A decisão foi dada em decorrência do acórdão na ação conhecida como ADPF das Favelas, mas Moraes, que é o relator, ordenou a abertura de uma apuração autônoma.

O despacho está em uma petição de 29 de agosto, que tramita sob sigilo, ou seja, de antes de Moraes assumir a relatoria do caso.

A petição foi autuada para "apurar indícios concretos de crimes com repercussão interestadual e internacional e que exigem repressão uniforme, nos termos da Lei 10.446/02, assim como investigar a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no Estado e suas conexões com agentes públicos, sem prejuízo da possibilidade de atuação conjunta aos órgãos e forças de segurança estaduais".

Moraes assumiu temporariamente a relatoria da ADPF, antes no gabinete de Luís Roberto Barroso, que se aposentou. Em um dos primeiros despachos no caso, pediu uma série de explicações e documentos da operação ao governador.

Na segunda (3), o ministro se reuniu com o governador Cláudio Castro (PL-RJ) para tratar do balanço da Operação Contenção, a mais letal da história do Rio, com 121 mortos.

A ADPF impõe uma série de regras à atuação da polícia para evitar ilegalidades e abusos e diminuir a letalidade das operações.

Na conversa com Moraes, Castro chamou a ADPF das Favelas de "maldita" por, segundo diz, dificultar o acesso de policiais às comunidades.

A reunião foi feita a pedido de Moraes. Além dele e do governador, estavam na sala do Centro Integrado de Comando e Controle apenas os três secretários da área de segurança do Rio de Janeiro: Victor Santos (Segurança Pública), Felipe Curi (Polícia Civil) e Marcelo de Menezes Nogueira (Polícia Militar).

Eles se muniram de diversos dados e imagens para apresentar respostas imediatas a tudo o que Moraes perguntasse. Em uma petição também encaminhada a Moraes, o governador afirmou que a megaoperação respeitou as regras do STF com "emprego proporcional da força".

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