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Flávio fala em dar resposta a quem persegue o pai e insiste que ele voltará à Presidência

Flávio fala em dar resposta a quem persegue o pai e insiste que ele voltará à Presidência

Valdemar diz acreditar que Trump pode mudar situação de ex-presidente e que PL fará maioria no Senado

Por Marianna Holanda/Juliana Arreguy/Folhapress

07/11/2025 às 21:45

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Flávio fala em dar resposta a quem persegue o pai e insiste que ele voltará à Presidência

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (7) que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem sido alvo de perseguição e que será eleito novamente presidente da República, mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado o recurso da defesa no processo sobre a trama golpista.

Flávio participou por chamada de vídeo da inauguração da nova sede regional do PL em Atibaia, no interior paulista, presidida pelo seu advogado Frederick Wassef, que exerce forte influência sobre a política local. O senador chegou a ser anunciado no evento ao longo da semana e estava a caminho da cidade, mas teve de retornar a Brasília por motivos não explicados.

"Podem ter certeza: a gente não vai desistir do nosso Brasil. O presidente Bolsonaro está passando por esse momento de perseguição, mas a gente vai dar uma resposta a cada um que hoje promove essa perseguição implacável desleal e injusta. Porque a gente vai junto subir a rampa em Brasília pela eleição do nosso presidente Bolsonaro", declarou Flávio após Wassef ligar para ele.

Na tarde desta sexta, a Primeira Turma do STF rejeitou por unanimidade o recurso de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e quatro crimes correlatos. Ele cumpre prisão domiciliar desde agosto por ter descumprido, na avaliação do tribunal, medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Presente no evento, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa ajudar a reverter a situação de Bolsonaro. "Tenho fé que o Trump vai mudar isso aí", disse ele.

Valdemar não detalhou como o americano pode ajudar, mas afirmou que o pleito por anistia a Bolsonaro e aos condenados pelo 8 de Janeiro servirá de instrumento de pressão. "Ué, lá para frente. Nós vamos ter que votar anistia ainda. Vamos ter uma guerra muito grande e nós vamos aprovar a anistia", acrescentou.

Aliados de Bolsonaro se preocupam que, esgotados os recursos, Moraes determine que o ex-presidente cumpra a pena em regime fechado no Complexo Penitenciário da Papuda. Na última semana, o ministro enviou sua chefe de gabinete ao presídio para verificar as instalações.

Renato Bolsonaro, um dos irmãos dele, chegou a declarar que a Justiça quer que o ex-presidente morra na cadeia.

Valdemar, no entanto, disse que se Bolsonaro for para a cadeia, ele será eleito no primeiro turno em 2206. "Se puserem ele na Papuda, ele vai para 55% [de votos]", disse.

Descontentes com a atuação de Moraes e de outros ministros do STF, os bolsonaristas planejam investir nas candidaturas ao Senado nas próximas eleições. O intuito é o de garantir maioria na casa para conseguir votar o impeachment de um ministro do Supremo.

"Nas próximas eleições, mesmo Bolsonaro sofrendo essa injustiça, nós vamos fazer em torno de 120 deputados federais. E mais de 25 senadores. Com outros partidos aliados, vamos fazer maioria no Senado Federal. Vamos estar juntos e é só vitória atrás de vitória. Essas injustiças que Bolsonaro está sofrendo, essa humilhação que temos passado de jogarem Bolsonaro no lugar errado, na instância errada, podem ter certeza de que não vai dar certo. O mal nunca vence o bem. Gente ruim paga e paga nesta vida", disse Valdemar.

Líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) fez coro a Flávio e Valdemar tanto no argumento de que Bolsonaro pode retornar à Presidência, mesmo inelegível, quanto sobre a possibilidade de conseguir eleger a maioria dos senadores nas próximas eleições.

"Ninguém vai parar a direita em 2026. Nosso presidente Jair Bolsonaro vai voltar e nós vamos ter tudo o que Valdemar falou, o maior exército no Senado para botar o STF no seu devido lugar. E a maior bancada de direita da história", afirmou o deputado.

Comentários
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1 Comentário

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Paulo

08/11/2025

05:15

Lógico que sim,a eleição 2026 é Bolsonaro mesmo.
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