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Daniel Almeida critica “antecipação exagerada” do clima eleitoral e alerta para tensão institucional no Congresso
Daniel Almeida critica “antecipação exagerada” do clima eleitoral e alerta para tensão institucional no Congresso
Por Política Livre
27/11/2025 às 19:22
Foto: Carine Andrade / Política Livre
Durante a inauguração do novo Pavilhão de Oncologia do Hospital Aristides Maltez (HAM), em Salvador, nesta quinta-feira (27), o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) comentou o clima político em Brasília e as recentes tensões entre o Congresso e o governo federal. O parlamentar avaliou que a proximidade do ano eleitoral tem provocado uma antecipação “exagerada” de debates que deveriam ocorrer mais adiante, influenciando diretamente o ritmo das votações na Câmara e no Senado.
Segundo Almeida, a disputa política em torno de chapas, alianças e candidaturas tem dominado o ambiente legislativo. “Vai aproximando a data da eleição, o clima vai esquentando. As pessoas vão ficando conectadas com a eleição, e isso se reflete no Congresso. O perfil do Congresso é conservador, o presidente Lula tem um perfil mais à esquerda, então em algum momento isso passa por um processo de acomodação”, destacou.
O deputado afirmou esperar que esse “processo de acomodação” se resolva ainda este ano, permitindo que, em 2026, o Congresso volte a avançar em pautas consideradas essenciais para o país. Para ele, a definição política de cada grupo deve ser assumida abertamente. “Quem tem posição num campo político precisa se definir. O problema é quando uma instituição tenta assumir a prerrogativa de outra”, disse.
Sem citar nomes diretamente, o deputado afirmou que “não está certo” que o Legislativo queira retirar do Executivo uma prerrogativa constitucional de indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “Há uma extrapolação de atribuições que não é boa para a democracia”, alertou.
Questionado sobre o avanço do chamado “PL da Anistia”, o parlamentar foi categórico: “O PL da Anistia não vai avançar. Esse tema está morto. Quem foi condenado, foi condenado com muitas provas, com direito de defesa. Cabe ao Judiciário apreciar esse tema, não ao Congresso”.
Ele também citou a recente derrubada de vetos presidenciais ligados à legislação ambiental como outro sinal de distanciamento entre parte do Congresso e a sociedade. Para o deputado, a movimentação foi “uma revanche” de setores conservadores, o que considera um retrocesso. “Acabamos de realizar a COP30 debatendo a importância do controle ambiental. Derrubar esses vetos é muito ruim. O Congresso, ou parte dele, vai se distanciando da sociedade — e o povo não vai perdoar”, concluiu.
