Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Carlos Muniz nega pressão do Executivo e diz que oposição não quer estudar projetos
Carlos Muniz nega pressão do Executivo e diz que oposição não quer estudar projetos
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
04/11/2025 às 17:53
Foto: Política Livre
O presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB)
Em entrevista à imprensa, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta terça-feira (4), o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), contestou as críticas que vêm sendo feitas constantemente pela líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), em relação ao “suposto ritmo acelerado” de votação dos projetos enviados pelo Executivo. De acordo com o tucano, a oposição “não quer estudar os projetos”.
Ao ser questionado pelos jornalistas sobre as acusações da oposição, Muniz rebateu e disse que as críticas são infundadas. Para defender sua tese, citou como comparação o trâmite de proposições na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
“Se nós fizéssemos como é feito na Assembleia, que o projeto chega em um dia e vota no outro, eu até aceitaria a crítica. Mas aqui não. Tem projetos que passam 60 dias”, declarou.
O presidente do Legislativo soteropolitano aproveitou a ocasião para cobrar da oposição mais empenho na leitura e análise das matérias.
“Se os vereadores não têm conhecimento dos projetos, é porque não quiseram estudar. Se em 60 dias não puder estudar um projeto, é inexplicável”, acrescentou.
O edil ainda respondeu diretamente a Aladilce, argumentando que ela precisa buscar apoio político dentro da Casa para vencer disputas.
“Se ela não consegue vencer no voto, a culpa não é minha. Ela precisa pedir os votos pessoalmente. Não sou eu quem vota por ela”, continuou.
Contrariando as reclamações da bancada de oposição, Muniz reiterou que não recebe nenhuma pressão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e disse que todos os projetos cumprem o trâmite regimental, passando pelas comissões temáticas.
“Eu não faço votação acelerada. Hoje, os projetos passam por todas as comissões. Antes, se votava em três ou quatro dias. Agora, ficam em média 60 dias. O Executivo nunca me pressionou. E se pressionasse, eu não aceitaria”, assegurou.
Ao ser questionado sobre o Plano Municipal de Segurança, anunciado pelo chefe do Palácio Thomé de Souza na semana passada, o tucano disse que o projeto ainda não chegou à Câmara. Acrescentou que está aguardando o envio e ponderou sobre o tempo curto, já que os trabalhos legislativos se encerram em 17 de dezembro.
“Espero que chegue em tempo hábil para passar pelas comissões. Se houver tempo, votamos ainda este ano”, finalizou.
