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Aprovação do IR mostra que governo pode avançar com fim da escala 6x1, diz Gleisi
Aprovação do IR mostra que governo pode avançar com fim da escala 6x1, diz Gleisi
Por Fábio Zanini e Danielle Brant, Folhapress
02/10/2025 às 17:28
Atualizado em 02/10/2025 às 17:28
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) diz que a aprovação do projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês dá força para o governo avançar em sua próxima pauta: o fim da escala 6x1.
Ele ressalta a importância da aprovação do texto para o governo, por se tratar de uma pauta popular e que se insere na defesa da justiça tributária feita pelo presidente Lula (PT).
"Ele coloca num outro patamar a discussão sobre a diferença de renda do país", diz. "Acho que o mais importante foi ter atingido pela primeira vez o andar de cima. É algo paradigmático para nós"
Para a ministra, o projeto dá condição para o governo avançar em outra pauta cara ao governo: o fim da escala 6x1. Nesta quinta-feira, Gleisi gravou um vídeo ao lado da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no qual ambas defenderam a proposta.
Gleisi avalia ser difícil aprovar o fim da escala 6x1 neste ano, mas diz ser possível fazer um esforço para tentar a promulgação do texto no primeiro semestre de 2026.
"O tema, que parecia um tabu, está amadurecendo. E o Imposto de Renda também começou como sendo um assunto intocável. Vai ser o mesmo caso", complementa.
Logo que foi anunciada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), em pronunciamento feito em novembro do ano passado, a isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000 provocou forte reação do mercado financeiro, que considerava a medida populista. O texto foi encaminhado ao Congresso em março deste ano e aprovado por unanimidade pelos deputados presentes na sessão—foram 493 votos a 0. Gleisi avalia que a escala 6x1 terá trajetória parecida.
O PT já incluiu o tema como uma das pautas prioritárias em suas campanhas de comunicação, depois que os dois temas apareceram com relevância nas últimas pesquisas realizadas pelo Fundação Perseu Abramo.
A ideia do partido é usar o argumento de que as "pessoas estão vivendo para trabalhar e não trabalhando para viver" para tentar angariar apoio à redução da jornada de trabalho. O outro tema que será explorado pelo partido é segurança pública, com foco nas famílias.
