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Camilo Santana defende a empresários que investimentos na educação fiquem fora do arcabouço fiscal

Camilo Santana defende a empresários que investimentos na educação fiquem fora do arcabouço fiscal

Por Eduardo Barretto/Estadão

27/09/2025 às 13:00

Atualizado em 27/09/2025 às 13:00

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O ministro da Educação, Camilo Santana

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu a empresários nessa sexta-feira, 26, que investimentos no ensino fiquem fora do arcabouço fiscal, desde que bem geridos. Santana disse que é preciso convencer o Ministério da Fazenda, o Congresso e a sociedade para aumentar os repasses à educação no País.

“Se precisarmos de R$ 40 bilhões a mais para a educação, vai ter que ter uma discussão com a Fazenda. Eu defendo que, se for com uma boa governança, séria e bem acompanhada, essa questão precisa estar fora do arcabouço, fora das metas”, disse o ministro durante o almoço promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo.

Na última segunda-feira, 22, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ser necessário que o Congresso aprove mudanças nas regras de algumas despesas obrigatórias, para que o arcabouço fiscal se sustente a longo prazo.

‘É fácil falar que educação é prioridade’, disse ministro da Educação.

No encontro com empresários, Camilo Santana criticou a falta de investimento na educação, a despeito do discurso frequente de que o setor precisa ser prioridade nacional.

“Se o País não for mais veloz com o investimento na educação, o Brasil começa a envelhecer. Nós estamos perdendo uma janela de oportunidades. Precisamos convencer a Fazenda, a sociedade, o Congresso. Porque é fácil falar: ‘A educação é a coisa mais importante do País, a educação precisa ser prioridade’, mas, na hora que vai se colocar em prática, não é isso que vemos”, afirmou o ministro.

Para o titular da Educação, a área tampouco recebe emendas parlamentares a contento, e o Congresso passou a ter mais poder de investimento do que o Poder Executivo.

“É uma guerra. Quem encaminha já manda (um valor) baixo para a educação, e o Congresso corta para transformar em R$ 50 bilhões de emendas. Hoje o Congresso tem mais dinheiro para investimento no Brasil que o próprio Executivo. E esse não é o papel dele”.

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