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Após aprovar convocação de 60 mil reservistas, Israel anuncia avanço sobre a Cidade de Gaza

Após aprovar convocação de 60 mil reservistas, Israel anuncia avanço sobre a Cidade de Gaza

Por Folhapress

20/08/2025 às 19:03

Foto: Reprodução/Instagram

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu

O Exército de Israel anunciou o avanço de suas tropas para a tomada da Cidade de Gaza, o principal centro urbano do território palestino conflagrado, nesta quarta-feira (20). As forças de Tel Aviv já vinham fazendo movimentos em bairros da cidade na última semana, enquanto o plano para tomar o local estava em fase de aprovação.

"Nós começamos as operações preliminares e os primeiros estágios do ataque. Forças já controlam subúrbios da Cidade de Gaza", afirmou o porta-voz Effie Defrin, que voltou a chamar o local de baluarte do Hamas.

A ofensiva ocorreu no mesmo dia em que o país anunciou a convocação de cerca de 60 mil reservistas a partir desta quarta, após o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciar o plano para tomar a cidade.

A convocação e o anúncio oficial da operação ocorreram ainda enquanto mediadores aguardam a resposta do governo israelense a uma proposta de cessar-fogo já aprovada pelo Hamas.

De acordo com o Exército, as ordens para os reservistas deveriam ocorrer em etapas —um primeiro grupo de 40 a 50 mil pessoas teria de se apresentar em 2 de setembro; uma outra parte, em novembro e dezembro; e um terceiro grupo, em fevereiro e em março de 2026. As convocações, porém, foram antecipadas.

O gabinete do premiê Binyamin Netanyahu também anunciou, nesta quarta, que ordenou a diminuição dos prazos para assumir o controle dos redutos do Hamas em Gaza. O comunicado não especificou quais seriam essas novas datas.

Em 22 meses de guerra, o Exército israelense tomou quase 75% da Faixa de Gaza. A ocupação da Cidade de Gaza, no entanto, é simbólica por ser aquela onde, antes da guerra, vivia a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes do território, atualmente devastado por bombardeios de Israel.

O plano, que também envolve os campos de deslocados da região, foi aprovado no começo do mês pelo gabinete de segurança de Netanyahu. O objetivo declarado é desarmar o Hamas e libertar os reféns, mesmo sob os alertas de que a operação poderia colocar a vida deles em risco.

Os sequestrados estão sob o poder do grupo terrorista desde os atentados de 7 de outubro de 2023 ao sul de Israel, que mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. No ataque, o Hamas levou aproximadamente 250 pessoas a Gaza, e a maioria foi libertada nas duas tréguas alcançadas ao longo da guerra. Ainda há, no entanto, 50 reféns, dos quais acredita-se que 20 deles estejam vivos.

A ofensiva de Tel Aviv, por sua vez, já matou mais de 62 mil pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e colapsou o sistema de ajuda humanitária do território. Os dados são considerados confiáveis pela ONU e não podem ser checados de forma independente devido ao bloqueio de Israel à imprensa internacional.

Desde o início da guerra, Israel mantém um cerco a Gaza, que enfrenta um cenário de fome generalizada, segundo as Nações Unidas. O governo israelense rejeita as acusações e afirma ter autorizado a entrada de mais ajuda nas últimas semanas.

Apesar da convocação dos reservistas, o Qatar, mediador do conflito ao lado de Egito e Estados Unidos, mostrou-se otimista com a nova proposta para o estabelecimento de um cessar-fogo, "quase idêntica" a uma versão anterior aceita por Israel. O texto, já aprovado pelo Hamas, prevê uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns em duas etapas como antessala para um acordo definitivo para encerrar a guerra.

A ofensiva de Tel Aviv, por sua vez, já matou mais de 62 mil pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e colapsou o sistema de ajuda humanitária do território. Os dados são considerados confiáveis pela ONU e não podem ser checados de forma independente devido ao bloqueio de Israel à imprensa internacional.

Desde o início da guerra, Israel mantém um cerco a Gaza, que enfrenta um cenário de fome generalizada, segundo as Nações Unidas. O governo israelense rejeita as acusações e afirma ter autorizado a entrada de mais ajuda nas últimas semanas.

Apesar da convocação dos reservistas, o Qatar, mediador do conflito ao lado de Egito e Estados Unidos, mostrou-se otimista com a nova proposta para o estabelecimento de um cessar-fogo, "quase idêntica" a uma versão anterior aceita por Israel. O texto, já aprovado pelo Hamas, prevê uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns em duas etapas como antessala para um acordo definitivo para encerrar a guerra.

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