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Roberto Jefferson alega que tornozeleira eletrônica está ‘apertando o pé’ e Moraes permite troca

Roberto Jefferson alega que tornozeleira eletrônica está ‘apertando o pé’ e Moraes permite troca

Por Fellipe Gualberto/Estadão

04/07/2025 às 17:45

Atualizado em 04/07/2025 às 17:45

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ex-deputado federal Roberto Jefferson

A defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson, ex-dirigente do PTB, pediu que a equipe da Penitenciária do Rio de Janeiro fosse até sua casa trocar tornozeleira eletrônica que estava “apertando seu pé”. Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu, em 2 de julho, que Jefferson deixasse a prisão domiciliar e fosse até a sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária trocar o dispositivo.

“O equipamento se encontra apertando o pé do Sr. Roberto Jefferson Monteiro Francisco, o que pode gerar prejuízos insanáveis em seu quadro de saúde, que já se encontra extremamente debilitado”, afirmou a defesa. De fato, o ex-deputado passou dois anos internado e sob custódia, enquanto processos contra ele corriam.

Em 2022, Jefferson foi preso no âmbito do inquérito das milícias digitais. Na ocasião, o ex-deputado resistiu à operação da Polícia Federal jogando granadas nos agentes e realizando disparos de fuzil. Jefferson era parte da “tropa de choque” do então presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorria à reeleição.

Na cadeia, a saúde do político se debilitou. Em junho de 2023, ele foi internado em hospital particular no Rio de Janeiro. Lá, continuou em prisão preventiva, até receber alta. A prisão domiciliar só foi concedida em maio deste ano “por razões humanitárias”, de acordo com Moraes.

Jefferson foi condenado pela Suprema Corte em dezembro de 2024. O político, que exerceu seis mandatos como deputado, cumpre a pena de nove anos, um mês e cinco dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

De acordo com Moraes, relator do processo, Roberto Jefferson utilizou recursos do PTB para compartilhar publicações falsas que visavam prejudicar a “independência do Poder Legislativo e Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito”.

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