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General reforça ao STF que nunca afirmou à PF que ex-assessor esteve em reunião sobre minuta

General reforça ao STF que nunca afirmou à PF que ex-assessor esteve em reunião sobre minuta

Por Fábio Zanini/Folhapress

22/07/2025 às 19:15

Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, enviou nesta segunda-feira (21) no Supremo Tribunal Federal um termo de declarações em que reforça que não pode afirmar que o ex-assessor Filipe Martins participou de reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, na qual teria sido discutida a minuta do golpe.

Segundo Freire Gomes, que foi arrolado como testemunha de Martins, a intenção ao mandar o documento ao STF foi "evitar interpretações equivocadas" sobre declarações anteriores suas a respeito do ex-assessor prestadas anteriormente.

Ele diz que na reunião de dezembro de 2022, participaram também o então presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Oliveira, e o almirante Almir Garnier.

Em determinado momento, segundo o general, um assessor jurídico entrou na sala rapidamente para apresentar uma série de "considerandos jurídicos" para a suposta minuta.

O general afirma que foi uma "passagem breve, pontual e sem qualquer tipo de interação direta com os demais participantes da reunião". Ele diz que não tem memória de quem seja a pessoa e que não pode dizer que seria Martins.

Freire Gomes afirma ainda que, em seu depoimento dado em março de 2024 à Polícia Federal sobre o caso, o registro de que "possivelmente" seria Martins não significa confirmação da presença do ex-assessor.

"Quando fui questionado [pela PF] sobre a identidade do referido assessor, deixei registrado de forma clara que não poderia afirmar de quem se tratava. Não reconheci essa pessoa como sendo Filipe Martins", declarou.

"Tanto é assim que o termo do depoimento consignou a expressão ‘possivelmente’, não havendo qualquer afirmação categórica ou positiva nesse sentido. Trata-se de possibilidade remota, e não de uma identificação segura ou afirmativa", acrescentou.

Martins é acusado de ter ajudado a redigir a minuta do golpe. Ele nega, no entanto, e afirma que não foi ao Alvorada no dia 7 de dezembro, quando o tema teria sido debatido.

"Reafirmo que não conhecia Filipe Martins, não participei de reuniões com ele, não tive qualquer tipo de relação funcional ou institucional com ele, e não posso afirmar que a pessoa que rapidamente entrou e saiu da reunião de 7 de dezembro de 2022 seja Filipe Martins", conclui o general.

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